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01 junho, 2009

Antonio Rivas Continua festIM (e há mais bilhetes para oferecer!)


O festIM - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo - continua este sábado, dia 6, com um concerto do cantor e acordeonista colombiano Antonio Rivas (na foto), acompanhado pelos seus Vallenatos, no Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga. O Raízes e Antenas associa-se à festa e tem dois bilhetes individuais para oferecer às duas pessoas que mais rapidamente mostrarem o seu desejo de ir a este concerto na caixa de comentários aqui em baixo. O festIM, recorde-se, tem organização da d'Orfeu e, durante os meses de Maio, Junho e Julho, apresentou ou apresentará também concertos de Manecas Costa, Hermeto Pascoal, Kepa Junkera, Le Vent du Nord, Musafir - Gypsies of Rajasthan e Amsterdam Klezmer Band, em Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro. Mais informações, aqui.

25 maio, 2009

Manecas Costa Inaugura festIM (e há bilhetes para oferecer!)


O festIM - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo - arranca esta sexta-feira, dia 29, com um concerto do guineense - e mestre absoluto do n'gumbé - Manecas Costa (na foto), no palco do Cine-Teatro de Estarreja. O Raízes e Antenas associa-se à festa e tem dois bilhetes individuais para oferecer às duas pessoas que mais rapidamente mostrarem o seu desejo de ir a este concerto na caixa de comentários aqui em baixo. O festIM, recorde-se, tem organização da d'Orfeu e, durante os próximos meses, apresentará também concertos de Antonio Rivas & sus Vallenatos, Hermeto Pascoal, Kepa Junkera, Le Vent du Nord, Musafir - Gypsies of Rajasthan e Amsterdam Klezmer Band, em Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro. Mais informações, aqui.

22 maio, 2009

Granitos Folk - Com Amsterdam Klezmer Band, Toques do Caramulo, dJAL, Stygiens, Melech Mechaya...


Está aí à vista mais um grande festival: o VI Granitos Folk decorre de 11 a 13 de Junho, mais uma vez a dividir-se pelos jardins do Palácio de Cristal e pelo Contagiarte. Estes dois espaços do Porto recebem os Toques do Caramulo, os holandeses Amsterdam Klezmer Band, os Tinto e Jeropiga e o DJ Hugo Osga no primeiro dia; Bailebúrdia, Melech Mechaya, Tuttis Carraputtis, os franceses dJAL, Mosca Tosca e o DJ António Pires (pois...) no segundo; Mosca Tosca (de novo), Os Divertidos, Tanira e os italianos Stygiens (na foto) na terceira. Vai ser uma festarola pegada, ai vai vai! Mais informações aqui.

27 março, 2009

Festim - Um Grande Festival Espalhado Por Sete Municípios


Mais uma iniciativa saída da cabeça da d'Orfeu, o Festim é um novo festival que desenvolve e alarga algumas das iniciativas que esta associação de Águeda tem apresentado nos últimos anos, espalhando-as também pelos municípios vizinhos. O programa oficial:

«festim - festival intermunicipal de músicas do mundo

29 Maio a 24 Julho 2009 | 1ª edição
20 concertos em 7 municípios

Hermeto Pascoal (Brasil; na foto) | Kepa Junkera (País Basco, Espanha) | Manecas Costa (Guiné-Bissau) | Le Vent du Nord (Québec, Canadá) | Musafir - Gypsies of Rajasthan (Índia) | Amsterdam Klezmer Band (Holanda) | Antonio Rivas & sus Vallenatos (Colômbia)

ÁGUEDA - SEVER DO VOUGA - ESTARREJA – OVAR
OLIVEIRA DO BAIRRO - ALBERGARIA-A-VELHA - AVEIRO



O festim - festival intermunicipal de músicas do mundo, em 1ª edição, chega ao público de 29 de Maio a 24 de Julho, com um cartaz partilhado que inclui nomes grandes vindos de vários continentes. O festival percorrerá, durante dois meses, os municípios de Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro, numa iniciativa da d’Orfeu Associação Cultural em parceria com as autarquias envolvidas.

Este novo festival intermunicipal recebe a herança dos festivais temáticos de músicas do mundo - uma área de paixão nas programações d’Orfeu -, que esta associação vinha programando em Águeda desde 2002. O festival doravante em rede, estrutura-se numa programação partilhada entre municípios vizinhos - Águeda, Sever do Vouga, Estarreja e Ovar são os pioneiros, num projecto a quatro anos -, a que se juntam mais três municípios nesta edição de 2009 (Oliveira de Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro). Um cartaz à escala mundial promete singular festa em toda a região: a programação inclui, nesta 1ª edição, grandes nomes vindos do Canadá, Colômbia, Brasil, Holanda, Espanha, Guiné-Bissau e Índia.

O festim - festival intermunicipal de músicas do mundo, que decorrerá anualmente nos meses de Junho e Julho, é fruto de uma parceria abrangente com as quatro autarquias principais, suportada por um Acordo Tripartido com o Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes. O objectivo é expandir o know-how cultural da d’Orfeu a um tecido de municípios vizinhos, incluindo Águeda como origem incontornável e principal beneficiária do projecto, e aplicar no terreno as suas teses de trabalho em rede, nomeadamente na extensão dos seus formatos e largamente reconhecidas práticas culturais.

O novo festival intermunicipal é o laço que une esta parceria intermunicipal.
Vem aí um verdadeiro festim!




PROGRAMAÇÃO 2009

Hermeto Pascoal
(Brasil)

O multi-instrumentista Hermeto Pascoal é uma autêntica força da natureza. Homem dos sete instrumentos, a sua criatividade é inesgotável. Valendo-se de todo e qualquer objecto capaz de produzir sons - além de tocar instrumentos convencionais como o piano, as flautas ou os cordofones, todos magistralmente apresenta um incrível carácter experimental. O inesperado acontece sempre nos concertos deste mago brasileiro que, no festim, se apresenta em duo com Aline Morena. Mais que da música do mundo, Hermeto é figura maior do mundo da Música!


Kepa Junkera
(País Basco, Espanha)

O notável músico de Bilbau, mago da concertina basca - a trikitixa -, regressa a
território luso, mais propriamente à terra que mais se deslumbrou, alguma vez, com as suas vertiginosas performances. Kepa Junkera reproduz uma música sem fronteiras, mas orgulhosamente basca, na qual despontam os diálogos com a txalaparta, instrumento composto de toros de madeira tocado a quatro mãos. Kepa, além de grande compositor, é dono de um virtuosismo ímpar. Os dedos do basco vão entrar, outra vez, pelo público dentro.


Manecas Costa
(Guiné-Bissau)

Manecas Costa é uma das mais belas vozes de origem africana na actualidade, um brilhante compositor e virtuoso guitarrista da Guiné-Bissau. A sua música carrega as vibrações quentes e a sensualidade do “gumbe”, música crioula nascida em Bissau. Um dos seus grandes êxitos, o álbum “Paraíso di Gumbe”, de edição britânica, reúne os sons vibrantes e crus do seu país natal, com uma virtuosa técnica na guitarra acústica e uma voz carismática e apaixonada. São concertos imperdíveis, os do grande embaixador musical da Guiné-Bissau para o mundo, Manecas Costa.


Le Vent du Nord
(Québec, Canadá)

Le Vent du Nord retrata a excelência da actual música folk do Québec, com
fortíssimas influências da música celta irlandesa e da Bretanha francesa. Assistir a um concerto destes quatro virtuosos é deixar-se envolver numa teia de raízes sonoras em constante viagem entre a herança europeia e a velho Canadá francófono, onde a percussão com os pés é imagem singular. ‘Le Vent du Nord’, cuja curta carreira conta já inúmeros prémios, representa o mais genuíno e empolgante folk do Atlântico Norte!


Musafir - Gypsies of Rajasthan
(Índia)

Das paisagens exóticas da Índia, os Musafir trazem-nos uma quente e inovadora interpretação dos ritmos e sonoridades milenares da cultura hindu, num espectáculo que ultrapassa o espectro musical. O grupo desvenda as mais profundas raízes do Rajastão. Encantadoras de cobras, acrobacias com fakirs, engolidores de sabres e cuspidores de fogo. A palavra “musafir” que significa em sentido literal itinerância”, reflecte o modo de vida que inspira estes músicos ciganos vindos do deserto indiano: o transe das tablas é festa para todos.


Amsterdam Klezmer Band
(Holanda)

Os holandeses prometem um espectáculo electrizante, num cocktail sonoro de música cigana dos Balcãs e sonoridade Klezmer. Esta é a imagem de marca da Amsterdam Klezmer Band, formação holandesa de talentosos músicos com raízes judias que dá um novo brilho às músicas de leste. Tal como indica o título do seu último álbum “Zaraza”, que em língua eslava significa “contagiante”, também durante os enérgicos concertos do grupo só restará ao público uma opção: dançar até cair.


Antonio Rivas & sus Vallenatos
(Colômbia)

O som da ‘cumbia’ colombiana por um dos seus mais virtuosos instrumentistas. Antonio Rivas, à concertina, apresenta-se com ‘sus Vallenatos’, característica formação de sexteto latino preparada para concertos de festa contagiante. Além da sedutora presença musical de Rivas, no palco explodem as prestações rítmicas da típica “guacharaca” e da “caja vallenata”, numa orquestra que promete grandes noites de festim!


PROGRAMA COMPLETO


Sex 29 Maio Manecas Costa ESTARREJA
Sex 5 Jun Antonio Rivas OVAR
Sáb 6 Jun Antonio Rivas SEVER DO VOUGA
Qua 10 Jun Amsterdam Klezmer Band ESTARREJA
Sex 12 Jun Amsterdam Klezmer Band OVAR
Sáb 13 Jun Amsterdam Klezmer Band SEVER DO VOUGA
Qui 18 Jun Hermeto Pascoal ESTARREJA
Sex 19 Jun Hermeto Pascoal OVAR
Sáb 20 Jun Hermeto Pascoal SEVER DO VOUGA
Sex 26 Jun Le Vent du Nord OVAR
Sáb 27 Jun Le Vent du Nord SEVER DO VOUGA
Sex 3 Jul Musafir - Gypsies of Rajasthan ESTARREJA
Sáb 4 Jul Musafir - Gypsies of Rajasthan SEVER DO VOUGA
Qui 9 Jul Kepa Junkera ÁGUEDA
Qua 15 Jul Manecas Costa OLIVEIRA DO BAIRRO
Qui 16 Jul Manecas Costa ÁGUEDA
Sex 17 Jul Manecas Costa OVAR
Sáb 18 Jul Manecas Costa ALBERGARIA-A-VELHA
Qui 23 Jul Amsterdam Klezmer Band ÁGUEDA
Sex 24 Jul Amsterdam Klezmer Band AVEIRO

Informações:

http://www.dorfeu.com/
http://dorfeu.blogspot.com/»

28 janeiro, 2007

Amsterdam Klezmer Band, Kleztory e Klezmofobia - A Descendência dos Klezmatics


O klezmer, música nascida nas comunidades judaicas do centro e norte europeu, tem nos Klezmatics - que tocaram há poucos dias na Culturgest (ver reportagem no Crónicas da Terra) - o seu expoente maior. A sua fusão de klezmer tradicional com muitas outras músicas deu ao género uma visibilidade enorme junto de inúmeros públicos até aí pouco familiarizados com esta música («Hei, parece que já ouvi algo parecido num filme do Woody Allen...»). E a marca do grupo nova-iorquino sente-se bem em grupos mais recentes de diversas proveniências: a Amsterdam Klezmer Band (na foto) da Holanda, os Kleztory do Canadá e os Klezmofobia da Dinamarca.


AMSTERDAM KLEZMER BAND
«SON»
Connecting Cultures Records

O quinto álbum da Amsterdam Klezmer Band, «Son» (nada a ver com o estilo cubano do mesmo nome: «son» significa «sonho» em russo e foi a essa palavra que a AKB foi buscar o título deste disco) é um belíssimo exemplo de como se pode partir do klezmer para ir para muitos locais. Na AKB, o klezmer - que na sua génese foi influenciado directamente por muitas músicas balcânicas - parte muitas vezes rumo à música cigana do norte da Europa, amiúde com desvios para improvisações jazzísticas muito bem metidas lá pelo meio, quase sempre com um acordeão a servir de base aos delírios da secção de sopros. Neste álbum há alguns temas cantados pelo percussionista e vocalista Alec Kopyt, numa voz rouca e dificilmente olvidável; há uma beleza imensa em «Blue Hora» (que está entre o tango, os blues e o klezmer); há uma velocidade punk vertiginosa em «Bublitzky». E há sempre uma grande variedade estilística e um domínio dos instrumentos invulgar: a AKB é umas vezes de uma alegria insana, outras de um lirismo encantador, outras vezes de uma tristeza e melancolia arrepiantes (como no tema final, «Trieste Dromen»). A banda foi fundada em 1996 pelo saxofonista Job Chajes, vocacionada para actuações de rua, e para os seus membros o klezmer é só mesmo um pretexto para fazer a sua própria música. Bom pretexto. Excelente música. (8/10)


KLEZTORY
«MUSIQUE KLEZMER»
Chandos

Ao contrário da Amsterdam Klezmer Band, os Kleztory estão muito perto da tradição klezmer mas nem por isso deixam de avançar em direcções próprias e originais. Nascidos no Canadá mas com músicos provenientes de vários locais do mundo - Rússia, Canadá (tanto de expressão inglesa como francesa) e França - e muitos deles com formação clássica, os Kleztory interpretam com virtuosismo, respeito e muito amor temas tradicionais klezmer. Neles, a guitarra, contrabaixo, acordeão, percussões e principalmente o clarinete e o violino juntam-se para momentos ora de festa e dança imparáveis, ora para temas onde a nostalgia e a tristeza estão marcadas a fogo e a sangue. E se as bases da música klezmer - a música hasídica da Ucrânia, a música cigana dos Balcãs, a música turca... (isto é, dos locais de passagem da diáspora dos judeus) - estão sempre bem presentes na música dos Kleztory, isso não os impede de por vezes meterem lá pelo meio uns pozinhos de música erudita, de blues ou de country, transformando levemente os originais na busca de uma identidade própria. Vivamente aconselhável, por exemplo, para os fãs dos Muzsikás, principalmente do seu álbum «The Lost Jewish Music of Transylvania». (7/10)


KLEZMOFOBIA
«TANTZ!»
Tiger Records

E com os dinamarqueses Klezmofobia voltamos ao território do klezmer tal como revisto pelos Klezmatics: não por acaso, dois dos temas do álbum «Tantz!» (que significa «Dança!») são tradicionais klezmer mas com os Klezmofobia a seguir os arranjos que para eles fizeram os Klezmatics. E não por acaso, na música dos Klezmofobia - viva, delirante, inventiva, de uma surpresa constante - entram o klezmer, claro, mas também o ska, a música balcânica, o punk, o surf-rock, mariachis mexicanos, tudo junto num cocktail que deve ser bebido... em momentos de depressão: de certeza que quem o fizer fica imediatamente melhor e pronto para deitar para trás das costas qualquer infelicidade próxima ou passada. Armados de uma balalaika-baixo, clarinete, trompete, guitarra, acordeão e bateria, os Klezmofobia interpretam com uma imensa e exuberante liberdade temas tradicionais klezmer, temas da compositora judia dinamarquesa Channe Nussbaum (que canta em dois temas do álbum) e alguns originais. Em «A Terk in America», um tradicional, uma guitarra eléctrica em distorção rock abre caminho a um comovente solo de clarinete klezmer purinho... e muito raramente dois espectros musicais tão diferentes conseguem soar tão bem em conjunto. (8/10)