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12 abril, 2008

Garifuna Collective e A Naifa no FMM de Sines


O Garifuna Collective - grupo que acompanhava o recentemente falecido Andy Palacio (na foto; de Tony Rath) - está confirmado para a edição deste ano do FMM de Sines, segundo um «press-release» do festival que refere os premiados dos BBC World Music Awards que constam do alinhamento do festival em 2008: «Três projectos musicais programados para o Festival Músicas do Mundo, que decorre em Sines e Porto Covo entre 17 e 26 de Julho, venceram as suas categorias na edição 2008 dos Prémios de World Music da BBC Radio 3. Os prémios, anunciados dia 11 de Abril, coroaram Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (Mali) como melhor grupo africano, Juldeh Camara & Justin Adams (Gâmbia / Reino Unido) como melhor projecto de Cruzamento de Culturas e Andy Palacio and The Garifuna Collective (Belize) como o melhor grupo do continente americano. A vitória africana de Bassekou Kouyate acumula com o prémio de melhor disco de 2007 ("Segu Blue"), que já tinha sido anunciado no final do ano passado. Dia 17 de Julho, este antigo músico de Ali Farka Touré sobe ao palco com o seu quarteto de "ngoni" (tipo de alaúde africano) para um espectáculo de "blues" malianos assente no seu disco premiado. Juldeh Camara, vocalista e mestre do "riti", violino de uma corda tocado por toda a África Ocidental, e Justin Adams, guitarrista de Robert Plant e produtor de três discos dos Tinariwen, estão em Sines dia 23 de Julho com outro dos melhores discos de fusão do ano, "Soul Science". Andy Palacio, uma das grandes apostas para a programação do FMM 2008, faleceu inesperadamente em Janeiro, mas a sua música e a sua memória não deixarão de estar em Sines, dia 20 de Julho, através da sua banda, The Garifuna Collective, que organizou um espectáculo de tributo ao excepcional músico do Belize».

Outro nome confirmado para o FMM de Sines é o grupo português A Naifa, que está a lançar agora o seu terceiro álbum, «Uma Inocente Inclinação Para o Mal». O quarteto actua em Porto Covo, no dia 18 de Julho.

10 abril, 2008

Mayra Andrade Vence Prémio Revelação da BBC Radio 3


Mas que bela notícia!!! A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade é a vencedora do mais recente Prémio Revelação de World Music da BBC Radio 3, levando de vencida os outros nomeados, todos de grande gabarito e todos eles também já várias vezes referidos neste blog: Balkan Beat Box, Bassekou Kouyate & Ngoni Ba e Vieux Farka Touré. O prémio deve-se, claro, ao seu álbum de estreia «Navega» mas também, sem dúvida, aos seus concertos memoráveis que, nos últimos anos, têm passado pelos melhores palcos e festivais de world music. A notícia da agência Lusa que - antecipando-se à «revelação» oficial - avança a vitória de Mayra Andrade nesta categoria dos «World Music Awards» inclui ainda uma breve biografia de Mayra Andrade que transcrevo a seguir:

«O seu álbum de estreia, "Navega", foi distinguido em 2007 com o Deutscheschalplatten pela crítica alemã. Mayra iniciou a sua carreira aos 16 anos no Canadá, quando ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos da Francofonia. Filha de cabo-verdianos, nascida em Cuba, Mayra já partilhou palcos com cantores como Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Ernesto Puentes e ainda Charles Aznavour, com quem gravou um duo para o seu disco "Insolitement Votre". Mayra Andrade, 22 anos, considera que faz "parte de um leque de artistas que tem dado à música cabo-verdiana oportunidade de renovar e conquistar novos horizontes".

Adenda: «Segu Blue», o álbum de estreia de Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (ver igualmente crítica neste blog), ganhou o prémio de «Melhor Álbum», enquanto o seu autor ganhou também o prémio de «Melhor Artista da África Sub-Sahariana». Outros artistas vencedores: a chinesa Sa Dingding («Melhor Artista da Ásia/Pacífico»), o recentemente falecido Andy Palacio com o Garifuna Collective («Melhor Artista das Américas»), os espanhóis Son de La Frontera («Melhor Grupo da Europa»), o argelino Rachid Taha («Melhor Artista do Norte de África»), o duo de Justin Adams e Juldeh Camara («Cruzamento de Culturas»), os Transglobal Underground («Dança Global») e Francis Falceto - o compilador da série de discos «Éthiopiques» («World Shaker»).

21 janeiro, 2008

Adeus Andy Palacio...


Estava a guardar um espaço para ele, proximamente, no Raízes e Antenas... e, assim, de repente, chega-nos a notícia da sua morte: Andy Palacio, que iria estrear-se este Verão em palcos portugueses, personagem em crescimento acelerado - um crescimento mais que justo! - no circuito da world music, morreu há dois dias, assim, de repente, em consequência de um AVC. Tinha apenas 47 anos de idade. O Luís Rei, no Crónicas da Terra, é o autor do obituário que eu tomo a liberdade de transcrever aqui:

«O ano de 2008 começa de forma trágica. Este fim-de-semana, Andy Palacio, figura maior da música do Belize e da cultura Garifuna, faleceu aos 47 anos, vítima de complicações cardíacas e respiratórias provocadas por um AVC. Durante o ano de 2007, Andy Palacio tornou-se numa das principais figuras do circuito de festivais de músicas do mundo. Autor de um dos mais aclamados álbuns do ano passado pela crítica especializada, Palacio que tinha sido recentemente designado pela UNESCO de «artista pela paz» e que recebeu, no passado mês de Outubro, o prémio WOMEX (que a principal feira de músicas do mundo concede ao melhor que este circuito musical tem para oferecer), viu o seu disco "Watina" ocupar por vários meses lugares cimeiros da World Music Charts Europe, ser considerado um dos quatro melhores discos pela revista britânica fROOTS e ser candidato aos prémios de "world music" de 2008 da BBC Radio 3, na categoria de melhor álbum. Carlos Seixas, programador do FMM, que desejava apresentar Andy Palacio e a sua banda Garifuna Collective na décima edição do Festival de Sines, ficou em "estado de choque" quando recebeu a notícia, referindo que a morte de Palacio é uma "grande perda para o Belize e para o mundo da música". Andy Palacio, como verdadeiro herói nacional que é no seu país natal, terá na próxima sexta-feira honras de uma cerimónia fúnebre de estado, estando planeado em sua memória a realização de um grande concerto na cidade do Belize. Recorde-se que, de acordo com palavras dos editores Ivan Duran e Jacob Edgar da "label" norte-americana Cumbancha, referiram ao site World Music Central que, na cultura Garifuna, "a morte de um ente querido é uma oportunidade de celebrar a sua memória e de agradecer a bênção de essa pessoa ter feito parte das suas vidas"».