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25 agosto, 2009

Arredas Folk Fest - A Primeira Edição


Há mais um festival a começar: o Arredas Folk Fest, que decorre nos dias 4 e 5 de Setembro, em Tregosa, Barcelos. No primeiro dia com os portuenses Kukiiru o grupo de bombos Estica-me as Peles e no segundo com os lisboetas Tanira, os portuenses Arrefole (na foto) e e os bracarenses iPum (grupo de percussõpes da Universidade do Minho). E, promete a organização, para além da música haverá exposições, workshops, massagens, jogos tradicionais, gastronomia, artesanato a outras actividades. Mais informações, aqui.

30 julho, 2008

Festival Galaicofolia - Com Gaiteiros de Lisboa, Julie Fowlis e Red Hot Chilli Pipers


Ainda é só a primeira edição do festival e já tem um cartaz de respeito!! Veja-se só: o Festival Galaicofolia, que decorre no Castro de S. Lourenço, em Esposende, nos dias 1, 2 e 3 de Agosto apresenta concertos com Julie Fowlis (Escócia) e Monte Lunai (Portugal) no primeiro dia; Gaiteiros de Lisboa (Portugal) e Arrefole (Portugal) no segundo; e Fía na Roca (Galiza) e Red Hot Chilli Pipers (Escócia - não confundir com os seus quase homónimos norte-americanos, já que aqui é de «pipes», gaitas-de-foles, que se trata mesmo!; na foto) no terceiro. Mas, durante o festival, ainda há mais animação musical com os Sons da Suévia, Celtas Iberos, Zés Pr'eiras de Antas e Zés Pereiras do Grupo de Danças e Cantares de Forjães e, para os mais resistentes, as sessões de DJing de Osga (o grande senhor das Noites Folk do portuense Contagiarte), para além de inúmeras outras actividades. Mais informações, aqui.

28 setembro, 2007

OuTonalidades - Ou Como Criar Um Festival Itinerante


De 4 de Outubro a 22 de Dezembro, variadíssimos espaços por esse país fora acolhem inúmeros concertos de diferentes áreas musicais (e também teatro e cinema), mas com destaque para a folk e a música tradicional, em mais um festival OuTonalidades, da Associação d'Orfeu, desta vez espalhado de norte a sul de Portugal. O programa é extensíssimo e complexo - podem consultar-se horários, locais e grupos/artistas, com tudo bem explicadinho, aqui - mas neste post ficam as indicações básicas: os agrupamentos, músicos e outros artistas envolvidos e os locais que os acolhem. No festival estão presentes os Mandrágora, Xoán Curiel, Espírito Nativo, Ventos da Líria, Melech Mechaya, T3+Uns, Quarteto de Sofia Ribeiro, Stockholm Lisboa Project, Politonia, Arrefole (na foto), Comcordas, «4 Curtas e Uma Húngara» (cinema com música improvisada ao vivo), Talitha Kum, Andarilhos, Fábrica de Sonhos, Pi Sem Pé (teatro), Muito Riso Muito Siso (teatro), Sesto Senso, Agustin Portalo («One Man Band»), Gui Duvignau, Fados do Andarilho, Mu, João Gentil & Luís Formiga, Sweet Punk Jazz, Lufa-Lufa, Maré Jazz e Plasticina. Todos espalhados pelo Cine-Teatro de Estarreja, Casa da Eira de Paços de Ferreira, Piazzolla Café-Bar de Cantanhede, ACERT de Tondela, Pizzaria Suprema de Águeda, Teatro Municipal da Guarda, Espaço d'Orfeu de Águeda, Sítio do Cefalópode de Lisboa, Espaço Celeiros de Évora e Alaúde Bar do Fundão. Para dar um novo sentido à palavra «festival».

17 agosto, 2006

Folk em Portugal - Fornada Primavera/Verão


Três álbuns de grupos portugueses - Lúmen (na foto), Arrefole e Ginga - com várias coisas a uni-los: a busca activa das raízes da música tradicional portuguesa e algumas pontes lançadas à folk dita «céltica»; a coincidência de dois deles serem editados pela Açor - a activa editora de Emiliano Toste que tantos álbuns desta área tem lançado - e de todos serem distribuídos pela Megamúsica, distribuidora que representa algumas das maiores editoras estrangeiras de world e de folk em Portugal. E algumas a separá-los: o gosto, o tipo de abordagem e a qualidade final dos resultados. Mas, independentemente das diferenças, uma coisa é certa: ainda bem que estes discos existem.

LÚMEN
«FOGO DANÇANTE»
Ed. de Autor/Megamúsica

Deste lote de álbuns, «Fogo Dançante», dos estreantes Lúmen, é claramente o melhor. Nascidos no Porto, das cinzas dos Roldana Folk (e, mais remotamente, dos Frei Fado d'El Rei), os Lúmen mostram aqui uma música madura apesar do pouco tempo que têm como banda, com algumas versões de temas tradicionais muito bem conseguidas - como o tema galego «Airiños», o tradicional «A Saia da Carolina» e a francesa adaptada «Variando na Sansonette» -; muitos originais bastante interessantes - com destaque para «Donari-Ára» (com uma bandola a levar a canção para sul, na direcção do fado e dos ouds árabes, e uma gaita a levá-la para a Galiza), a celti-prog-fado «A Noite dos Deuses», o divertidíssimo «Ska Celta», que é o que o título diz mas também tem pozinhos de Balcãs, de klezmer e de música turca, o exercício punk-transmontano muito bem conseguido «Escuta a Redondilha» ou o lindíssimo «Dança dos Vasos» -; um excelente domínio dos instrumentos (a gaita-de-foles soa sempre muito, muitíssimo, bem; o acordeão é óptimo; as percussões excelentes...) e muito bom gosto nos arranjos. Elo mais fraco disto tudo: a voz de Cristina Bacelar, que parece não se sentir à vontade nestes temas. (8/10)

ARREFOLE
«VEÍCULO CLIMATIZADO»
Açor/Megamúsica

Não tão bom quanto o dos Lúmen, mas muito interessante é o álbum dos Arrefole, grupo do Porto, facto que é festejado claramente nos interlúdios dos temas: gravações efectuadas num comboio, nas ruas, num barco (rabelo?) ou no metro da Invicta. Fazendo uso de um naipe de instrumentos alargado e de várias proveniências - percussões árabes, africanas, irlandesas e portuguesas, bouzoukis, gaitas, flautas, bandolins, cavaquinhos... -, os Arrefole viajam por uma música portuguesa imaginária que tem as suas raízes numa Idade Média de influência mourisca, judia e dos povos do Norte: os bretões, os escoceses, os leoneses, os irmãos mirandeses e galegos... Apesar de bastante homogéneo, no álbum destacam-se o medley de tradicionais que deu origem a «Barqueiros», o original «Metro-nomo», o «celtibero» «Gutlics», uma sentida homenagem a Júlio Pereira em... «Júlio Pereira» (cuja influência é notória noutros temas, nomeadamente em «Arrebirachula») ou o quase Pascal Comelade «Caixinha de Música». Com uma assinalável variedade tímbrica de tema para tema, a música dos Arrefole só se vai abaixo quando tem que se adaptar às vozes utilizadas (à semelhança do que acontece com os Lúmen), excepto, curiosamente, num bom tema só com vozes, o tradicional minhoto «A Minha Saia Velhinha». (6/10)


GINGA
«CELEBRATIO»
Açor/Megamúsica

Claramente o álbum mais fraco desta fornada, o disco dos conimbricenses Ginga perde-se - demasiadas vezes - naquilo que o folk-rock tem de pior: barragens de guitarras eléctricas despropositadas (e alguns solos de guitar-hero seventies-FM), longos exercícios de rock sinfónico, teclados prog-lounge, uma bateria quadradinha, quadradinha... Tudo isto aplicado a tradicionais mais ou menos óbvios de várias zonas do país («Farrapeira», «Pingacho», «Róró», «Milho Verde», «Este Linho É Mourisco», «Chegadinho», «Tempo da Mocidade», «As Armas do Meu Adufe»...). Há coisas boas no álbum?... Há, claro que há: a concertina não é nada má, a gaita-de-foles e os cavaquinhos (quando aparecem) soam quase sempre bem, o violino do convidado Manuel Rocha (da Brigada Victor Jara) é uma maravilha, há uma canção ou outra que está em bom nível, como «Borboleta Branca» ou «Agora Vou-me Deitar». Mas os momentos mais fracos são demasiados e há mesmo algumas coisas bastante penosas de ouvir como a voz de Isabel Silvestre a correr atrás da banda em «Laurinda». (4/10)