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01 julho, 2009

Mestiço - O Porto Volta a Ser Multicultural


Começa já amanhã mais uma edição do festival Mestiço, que tem ocupado - e sempre muito bem! - a Casa da Música, Porto, nos últimos anos. Entre muitos artistas brasileiros, o tuga abrasileirado JP Simões, os fabulosos congoleses Konono Nº1 (na foto) e nomes emergentes do kuduro angolano, o Mestiço mostra este ano aquilo que se segue (com textos explicativos a seguir):

«Quinta | 2 Julho 2009
21:30, Sala Suggia

PASSAPORTE FESTIVAL MESTIÇO 2009
De 2 a 5 de Julho, a 4ª edição do Festival Mestiço percorre geografias e géneros bem diferentes, dando a ouvir alguns dos grandes fenómenos da world music da actualidade, incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre tradições ancestrais e tendências contemporâneas de géneros como o hip hop, a electrónica ou o rock. São quatro noites consecutivas que cruzam propostas bem variadas de artistas.

PASSAPORTE FESTIVAL MESTIÇO (4 CONCERTOS) | € 30

Nota: Na compra do Passaporte Festival Mestiço deverá escolher o lugar da Sala Suggia para o concerto Naná Vasconcelos e Virgina Rodrigues | JP Simões. Para os restantes concertos,os lugares ficarão automaticamente seleccionados, pois tratam-se lugares sem marcação


Programa:

Naná Vasconcelos e Virginia Rodrigues | JP Simões | Festival Mestiço | 02 Jul 09

Babylon Circus | Orquestra Imperial | Festival Mestiço | 03 Jul 09

Natiruts | Comunidade Nin Jitsu | Lei Di Dai | Festival Mestiço | 04 Jul 09

Konono Nº 1 | Bruno M | Batida | Festival Mestiço | 05 Jul 09»

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NANÁ VASCONCELOS | VIRGINA RODRIGUES

Naná Vasconcelos voz e percussões
Virgínia Rodrigues voz
Lui Coimbra violoncelo, voz e guitarras
Alex Mesquita guitarra acústica

"Um encontro espiritual" - é assim que Virgínia Rodrigues descreve o que acontece em palco ao lado de Naná Vasconcelos. Com um potencial Quem cedo reparou no potencial da cantora foi Caetano Veloso.

Com uma carreira que é tudo menos previsível, a baiana lançou já quatro álbuns que tanto se voltam para os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes, como para clássicos de Tom Jobim ou Chico Buarque ou ainda para a música dos blocos afro do Carnaval da Bahia. O resultado é uma voz expressiva e cristalina que surpreendeu o veterano Naná Vasconcelos: "Eu sempre admirei a Virgínia desde o surgimento dela. Ela me mostrou de uma certa forma todo o lirismo africano existente no afrobrasileiro e sempre tive uma grande vontade de fazer um trabalho com ela."

Depois de se apresentar na abertura do Carnaval do Recife em 2006, o duo inicia uma colaboração que agora chega à Casa da Música. Um regresso ao nosso país que o percussionista antecipa com grande expectativa: "Eu adoro mostrar um pouco do meu trabalho em Portugal. Sei que há um movimento muito grande da percussão portuguesa, como o projecto do Rui Júnior chamado Tocá Rufar. Em 2008 participei no Festival Portugal a Rufar organizado pelo projecto."

JP SIMÕES

Dos Pop Dell'Arte aos Belle Chase Hotel, sem esquecer o Quinteto Tati, JP Simões já deu provas do seu talento como músico e compositor de canções/fábulas em português. Em 2007 estreia-se em nome próprio com 1970, considerado por muitos a sua obra-prima. Com influências de Chico Buarque, Tom Waits, Tom Jobim, João Gilberto, David Bowie e Sérgio Godinho, 1970 ocupou durante três semanas o Top 30 dos álbuns mais vendidos em Portugal. O convite para a Casa da Música surge no seguimento da edição do seu segundo trabalho a solo, Boato. Gravado ao vivo em Novembro passado nos Jardins de Inverno do Teatro S. Luiz, em Lisboa, este disco conta com 12 temas originais e ainda algumas canções dos Belle Chase Hotel, do espectáculo Ópera do Falhado e do Quinteto Tati. Para a Casa da Música fica prometido um concerto festivo.

BABYLON CIRCUS

Os Babylon Circus estão de volta. No regresso a Portugal, o grupo francês traz o quarto álbum de originais, em mais de 10 anos de carreira e depois de cerca de mil concertos, em 30 países diferentes. Ao longo deste percurso têm sido sempre notícia, por onde quer que passem, mas nem sempre pelos melhores motivos.
Ska, punk, reggae, rock, swing e música cigana, com um toque circense e com uma mensagem bastante positiva po base é o que vamos ter oportunidade de ouvir. Divertidos, críticos, bem-humorados e festivos, os Babylon Circus estreiam-se nos palcos do Porto e apresentam pela primeira vez no nosso país La Belle Étoile.

ORQUESTRA IMPERIAL

Antes da big band francesa, a big band brasileira. Quatro anos depois de se terem estreado internacionalmente no Festival do Sudoeste, a Orquestra Imperial regressa ao nosso país com o primeiro álbum Carnaval Só No Ano Que Vem (2007).
Formado em 2002 com o intuito de criar uma orquestra de gafieira [local onde, tradicionalmente, as classes mais humildes praticavam danças de salão], baseada num repertório variado, com boleros, temas dos anos 60 e clássicos da cultura de salão, o grupo nasceu da reunião de músicos da vanguarda da cena musical carioca. Lá encontramos Rodrigo Amarante (Los Hermanos); Moreno Veloso, Domenico e Kassin (do projecto +2); Nina Becker (estilista); Thalma de Freitas (actriz da Globo) e Rubinho Jacobina (irmão de Nelson Jacobina, parceiro de Jorge Mautner), a quem se juntaram Wilson das Neves (compositor dos Império Serrano, cantor de samba e baterista). No Brasil, a Orquestra Imperial goza de grande popularidade e os "Bailes Pré-Carnavalescos", nos verões cariocas, são já dos momentos mais aguardados das multidões que querem ouvir marchinhas e afins, com muito funk-carioca à mistura.

NATIRUTS
Bastam cinco minutos ligados à Internet para percebermos o alcance dos Natiruts no Brasil. Em qualquer vídeo ao vivo vêem-se milhares de pessoas a cantar, em uníssono, as músicas da banda brasileira, em ambiente de festa e confraternização. Um fenómeno com cada vez mais seguidores em todo o mundo, com ideais bem definidos e um "reggae roots brasileiro" cada vez mais enraizado.
As reacções à primeira demo do grupo superaram todas as expectativas e dão-lhes reconhecimento na cidade então conhecida como "capital do rock". Com as atenções viradas para o grupo, um dos melhores estúdios de gravação abriu as portas ao reggae e gravou o álbum de estreia dos Natiruts, Nativus (1997), um disco que, indiscutivelmente, marcou a sua geração, com vendas superiores a 450 mil exemplares. No regresso a Portugal, cada vez mais receptivo ao reggae, os Natiruts apresentam na Casa da Música um espectáculo novo dedicado aos fãs


COMUNIDADE NIN-JITSU
Conhecidos como os "ninjas mais chalaças do Brasil", a Comunidade Nin-Jitsu (CNJ) estreia-se em Portugal e, curiosamente, fora do país de origem, a convite da Casa da Música. Autores de uma das misturas musicais mais explosivas - baile funk com rock - são um fenómeno de sucesso no Brasil com mais de 100 mil cópias vendidas dos cinco álbuns já editados. Juntos desde 1995 e habituados a brincar com as suas próprias gírias, misturaram rock com funk, hip hop, hard rock e electro. Com inúmeros singles a passarem na rádio, a CNJ tem acompanhado a evolução dos tempos e conquistado cada vez mais um lugar na cena brasileira. Mas o papel deste grupo não se limita à música. O vocalista, Mano Changes, é deputado estadual no Rio Grade do Sul e tem mudado a atenção que se dá à Educação no Brasil. No Brasil, o trabalho da CNJ é reconhecido. Todos sabem o refrão de Detetive e cantam "tive, tive, detetive/ meu pai é detetive" efusivamente. Por cá, o concerto na Casa da Música vai ser bastante revelador. Uma banda repleta de sentido de humor, ironia, sacanagem e sem papas na língua.


LEI DI DAI
Coroada como Rainha do DanceHall - vertente dançante do reggae mais conhecido como Ragga - Dainne Nascimento, aka Lei Di Dai, vem à Casa da Música apresentar o seu álbum de estreia Alfa e Ómega.
Oriunda da Vila Ré, na zona Leste de São Paulo, Lei Di Dai sabe que nunca vai ceder às pressões do mundo das celebridades, "que exige pesos e medidas certinhas e formas de violão". Aos 31 anos, Lei Di Dai afirmou à Rolling Stone Brasil: "Eu me adoro! Tenho mó presença, onde chego tudo pára".
Cantora e compositora, cresceu rodeada de samba e reggae que os pais ouviam e dançavam em casa. A sua mensagem é simples e a inspiração para as suas músicas vem da realidade da periferia ("o salário mínimo é a máxima pressão") e de artistas jamaicanos como Capleton (referência jamaicana de reggae e dancehall).
Figura de destaque na cena independente de S. Paulo, onde canta desde 1997, Lei Di Dai acredita que o reggae é a libertação, harmonia e amor, e acredita no poder transformador da música. "Eu canto sobre positividade para ensinar o povo preto das periferias sobre eles mesmos, sobre a África e a cultura rasta", explica. Depois de ter participado, em 2006, na compilação Diáspora Riddim, dos Digitaldubs, com a música Original do Gueto, estreou-se a solo, em 2008, com Alfa e Ómega, que teremos oportunidade de ouvir na Casa da Música.

"Lei Di Dai se destaca em uma cena reggaeira que, como a do hip hop no passado, floresce forte nos guetos do país, pronta pra ser colhida e fazer cabeça, corpo e mente de quem se deixar levar" - Rolling Stone, Brasil


KONONO Nº1
O projecto Konono N°1 foi fundado há 25 anos por Mawangu Mingiedi, um virtuoso do likembe (aka sanza ou piano de polegar), que quando chegou a Kinshasa, vindo de Bazombo - que fica na fronteira com Angola -, quis continuar a fazer a música de transe em homenagem aos seus antepassados e em nome dos muitos emigrantes que chegavam à metrópole. O resultado é uma sonoridade inquestionavelmente africana, no ritmo e nas texturas, mas muito próxima da electrónica Ocidental. Algo muito tradicional que nos remonta às experiências de John Cale, entre o punk e a música de dança. Não se chama a esta música transe sem motivo. Quando ouvida com o volume alto, como é suposto, é capaz de nos transportar para outra esfera. Quatro anos depois de se ter estreado em Portugal, o projecto da República Democrática do Congo regressa. Na bagagem trazem uma cultura, uma sonoridade que os tem distinguido no mundo da world music graças ao sistema de amplificação que usam há 30 anos e que lhes valeu o conceituado prémio da BBC em 2006, na categoria de Novos Talentos.
O trabalho que têm vindo a desenvolver e o alcance da sua música fez com que Matthew Herbert e John McEntire (Tortoise) se oferecessem para remisturar temas seus e que fossem convidados a participar no single de apresentação do álbum Volta de Björk.

BRUNO_M
Aos 24 anos, o kudurista angolano é já um exemplo para os mais jovens
BRUNO_M E O KUDURO "ELECTRÓNICO E DANÇANTE QUE CONTAGIA E VIRA MANIA"

À África do Sul e ao Brasil segue-se Portugal no percurso de Wilson Diogo de Amaral (aka Bruno_M, de Mágico). Para a Casa da Música, o kudurista angolano traz na bagagem o álbum de estreia, Batida Unika, que o deu a conhecer em 2004 e o celebrizou quatro anos depois. Estudante na Faculdade de Direito da Universidade Independente de Angola e a fazer um curso de jornalismo profissional, Bruno_M tem a música como um hobbie que o ajuda a pagar os estudos. Mas a relevância do seu testemunho desperta cada vez mais atenções no mundo. Vida, amor, paz, patriotismo, educação moral e cívica são algumas das mensagens que podemos ouvir nas músicas de Batida Unika, "um projecto que tem como objectivo resgatar os jovens com dificuldades sociais, mas que querem trabalhar em prol da sociedade". Pronto para se mostrar ao mundo, Bruno_M traz para a Casa da Música "um estilo musical jovem, electrónico e dançante que contagia e vira mania". Numa noite que mistura, no mesmo palco, uma banda da República Democrática do Congo, uma do Brasil e de Angola, mais mestiço seria difícil!

BATIDA
Portugueses e angolanos partilham o palco
Batida e os tesouros recuperados da música angolana

Batida é nome de um programa que, desde 2007, divulga as novas tendências da música urbana de raiz ou inspiração Afro, na Rádio Antena 3 e na Web. Kwaito, Kuduro, Funk, Afro Beat, Dancehall ou House são alguns dos beats sempre presentes e que agora se encontram reunidos no disco Dance Mwangolé.
Tudo surgiu durante uma conversa com a Difference Music, depois de terminada a versão do Bazooka. Convidados a remexer livremente o arquivo histórico de sons da Valentim Carvalho gravados em Luanda, nas décadas de 60 e 70, os músicos da Batida recuperaram, sem saudades mas com respeito, o que de melhor encontraram. O centro de operações foi Lisboa, onde o DJ Mpula pesquisou os discos e telefonou a Beat Laden, o próprio misturador dos "mwangolés" Kalibrados, Zona5 e do Bob Da Rage Sense. Fechados no Ground Zero, em Chelas, conspiraram e produziram o som para este Batida. Mais tarde juntou-se Ikonoklasta (o poeta da Família e membro do Conjunto Ngonguenha), o Sacerdote (jovem letrista muito consciente de Sambila, Luanda) e o primo Roda (de Lisboa) que transformou os sons em desenhos para a capa e actuações.

Para além destes, o Batida contou ainda com as participações do animador Chailoy, o kudurista consciente Rei Panda, dos De Faia, a poderosa Dama Ivone e o activo produtor DJ Waite, todos do Sambila. E das dicas do rapper Bob Da Rage Sense, em Saudade. No final, e já numa faixa bónus, convidaram o mwangolé Maskarado, jovem talento do kuduro e remisturas do DJ Chernobyl, o mesmo que produziu o Bonde do Rolê, e dos Radioclit, dupla cúmplice nos mambos Afro que estão a bater em Londres.
No regresso à Casa da Música, a Rádio Fazuma apresenta Batida com o disco Dance Mwangolé, repleto de tesouros da música angolana, com beats pensados para por todos a dançar. Refira-se que "Dance Mwangolé" foi um termo usado pelo Sbem - um dos pioneiros essenciais do Kuduro - para descrever tudo o que seja Techno feito por um Mwangolé (Angolano)».

Mais informações, aqui.

23 junho, 2008

Festival Musa com Taraf de Haidouks, Babylon Circus e Lyricson


Dias 4 e 5 de Julho, a zona da Praia de Carcavelos vai receber mais uma edição do Festival Musa - agora a festejar dez anos de existência -, evento essencialmente dedicado ao reggae, ao ska e a outras sonoridades que têm na Jamaica o seu local de nascimento, mas com abertura para outras músicas e latitudes. Por exemplo, este ano passa por lá a histórica trupe de ciganos romenos Taraf de Haidouks, ao mesmo tempo que, como vedetas incontestáveis do festival vão lá estar também os franceses Babylon Circus (na foto) - eles que ao reggae e ao ska e ao rock juntam música cigana dos Balcãs, cabaret, valsinhas parisienses, etc, etc... - e o igualmente francês Lyricson, companheiro de Manu Chao e uma das maiores promessas do novo reggae europeu. Isto, ao lado de uma boa selecção de grupos portugueses vindos do reggae... mas não só. E aqui, na íntegra, segue a nota de imprensa com o programa completo do festival:

«MUSA#10 – Dias 4 e 5 de Julho de 2008

Local: Junto à Praia de Carcavelos, Carcavelos
Horário: Abertura de Portas: 18h | Início do espectáculo: 19h
Bilheteira: 1 dia: € 10 | 2 dias: € 12
Bilhetes à venda: Worten, Fnac, Bliss, Lojas Viagens Abreu, Liv. Bulhosa (Oeiras Parque e C.C.Cidade do Porto), Pontos MegaRede, www.ticketline.sapo.pt e no próprio dia no local do evento.
RESERVAS: 707 234 234



Dia 4 de Julho
BABYLON CIRCUS
(SKA REGGAE ROCK - FRANÇA)
INNASTEREO
KATHARSIS
THE RISING SUN EXPERIENCE
SAUMIK


Dia 5 de Julho
TARAF DE HAÏDOUKS
(WORLD MUSIC - ROMÉNIA)
LYRICSON
(REGGAE - FRANÇA)
QUAISS KITIR
TSUNAMIZ
SUPREME SOUL
A.M.O.R.

MUSA 10 ANOS – uma inspiração para um lifestyle sustentável
MUSA um festival inspirador…

A Criativa procura que MUSA seja uma inspiração para causas nobres como o combate à pobreza mundial ou as alterações climáticas, ao mesmo tempo que proporciona uma experiência única de criatividade e entretenimento a todos os participantes.

Este ano, a Experiência MUSA surge com uma nova imagem e uma nova missão. Foi mais além e associando-se à causa dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) através do Objectivo 2015 – Campanha do Milénio das Nações Unidas (CMNU) criou-se um conceito inovador que reúne muita cultura e música numa experiência de cidadania global que apelará à participação da sociedade civil.

Na sua 10ª edição, o MUSA, além de contar com 8 bandas promissoras portuguesas, irá ter no seu palco, no 1º dia, uma das melhores bandas ao vivo do mundo - Babylon Circus. Para fechar o 2º dia e o Festival, o MUSA irá contar com uma das mais aclamadas bandas de world music em todo o mundo - Taraf de Haïdouks. Nessa noite também iremos ter em estreia absoluta, a solo, no nosso país - Lyricson uma das novas sensações do reggae europeu, a voz inesquecível que acompanhou Manu Chao nas suas digressões de êxito.


AS BANDAS:

» BABYLON CIRCUS
(Ska Reggae Rock – França)
Uma das melhores bandas ao vivo do MUNDO está a caminho do MUSA. Preparados para saltar?

Este ano o MUSA tem o prazer de apresentar no seu cartaz, no dia 04 de Julho, uma das melhores bandas ao vivo do mundo - BABYLON CIRCUS. Esta banda francesa é uma das principais bandas de ska da actualidade e a sua música está fortemente marcada aos elementos punk, rock e aos ritmos da Europa de Leste, onde a componente teatral e circense não é esquecida.
Esta banda abraça a busca de realidades alternativas e de justiça social.
www.myspace.com/babyloncircus


TARAF DE HAIDOUKS
(World Music – Roménia)
Uma missão musical que se manifesta através da qualidade dos seus concertos electrizantes e energia positiva são alguns dos factores que caracterizam esta banda mundialmente conceituada que irá fechar a 10ª edição do MUSA.

As ancestrais tradições musicais dos ciganos «lautari» da Roménia são levadas através das performances espectaculares dos TARAF DE HAÏDOUKS, uma banda composta por onze instrumentistas e cantores entre vinte e setenta anos de idade fazendo bom uso das palavras mobilidade, espontaneidade, diversidade, cumplicidade e despique que caracterizam cada concerto.
O confronto entre gerações provoca a dualidade entre a balada cantada e sentida com a mesma mágoa do blues e as composições instrumentais tocadas a todo o gás, e por tudo isto, esta banda aclamada por todo o mundo, tornou-se na principal embaixatriz da cultura musical da Roménia.
Todo o seu tecnicismo e improviso põem à prova a capacidade de criar empatia em qualquer palco do mundo. Sente-se que a Taraf de Haïdouks precisa do calor do público, como uma acendalha numa fogueira, para entrar em combustão e dar toda a energia e virtuosismo selvagem que têm e não têm.
Receberam um prémio de «Best world music álbum» pela Associação de críticos Alemã e ainda foi feito um documentário sobre a banda, filmado em 1998 pelo realizador francês Guy Demoy.
www.myspace.com/tarafdehaidouksbandofgypsies 


» LYRICSON
(Reggae – França)
Pela 1ª vez em Portugal a solo, o MUSA apresenta a nova sensação do reggae europeu através de Lyricson, convidado da mítica banda ASSASSIN e durante muitos anos a segunda voz de MANU CHAO.

Lyricson é uma das novas vozes a surgir no panorama do reggae europeu. Com uma forte influência de Capleton é dono de um vocal poderoso, o que o torna num talento especial como vocalista de Dancehall.
A sua participação nas tourneés com o mítico grupo francês Assassin e depois como segunda voz de Manu Chao, despoletou em 2004 a sua carreira a solo já esperada à bastante tempo com o álbum ‘Born to Go High’.
Dia 05 de Julho, Lyricson irá fazer jus à sua reputação e iremos assistir a um concerto com um ritmo alucinante.
www.myspace.com/lyricson


» A.M.O.R.
As A.M.O.R. surgiram a 5 de Outubro de 2006, fruto de uma tarde de feriado entediante. Depressa se entusiasmaram com o resultado dos esforços sónicos e com o número de amigos e elogios que agora apareciam todos os dias, via myspace. Foi então que começaram a ter a honra de ouvir a sua música em rádios como a Antena 3 ou a Oxigénio.
Entre concertos, compilações, mixtapes e participações, esticaram o tempo para preparar novas canções, tudo a pensar na realização do sonho de um álbum, que se avista para 2009.
www.myspace.com/amorloveyou


» InnaStereo
Banda formada em Setembro de 2005, por um grupo de amigos com gosto em comum por reggae, dub, rap, ska, estilos estes que influênciam a sua música. Desde muito cedo, começaram a dar concertos onde obtiveram uma boa crítica por parte do público/media. Durante o ano de 2006 tocaram em bastantes locais, na zona de Lisboa, onde tiveram a honra de partilhar os palcos com grandes nomes do Reggae Internacional como Alpha Blondy e David Rodigan. No final do ano de 2006/inicio de 2007, gravaram o primeiro trabalho, intitulado “Radio InnaStereo” que não chegou a sair para a rua. No princípio de 2007 foram forçados a parar, devido à saída de alguns membros. Durante algum tempo procurou-se incessantemente os membros para ocupar esses lugares. Entretanto, a banda continuou a produzir, abdicando de actuações ao vivo, durante esse período. Em Outubro de 2007, com todas as posições repostas, iniciou-se a pré-produção das músicas para o novo EP. O concerto de regresso de Innastereo aos palcos, deu-se em Março de 2008. Brevemente, sairá o segundo EP, neste momento em fase de masterização.
www.myspace.com/innastereo


» Katharsis
Mas o que mais marca nos katharsis é serem voluntariamente inacabados, assumidamente impolidos e perfeitos na sua imperfeição. Estão numa busca incansável pelo que há de mais além, e apesar de terem partido de uma sonoridade reggae, revelaram-se desde logo despretensiosos, descomprometidos e experimentadores. Isto permitiu-lhes viajar musicalmente aos mais refundidos cantos da terra, e às vezes ainda mais além! Com um sentido de humor único passam de uma tenda de circo, para as areias da arábia, cavalgam no faroeste, para se perderem num acampamento cigano… É por isto que a música que ouvimos soa tão singular e genuína como familiar e ancestral – é a música do mundo. O ritmo é frenético, provocador e indignado. É uma revolta contra o compasso vulgar, comodista e inconsequente. É esta revolta que despoleta a transformação do Ser.
www.myspace.com/skatharsis


» Quaiss kitir
Depois de cerca de cinquenta concertos por todo o país, de Porto a Lagos, incluindo presenças em dois dos maiores festivais de música de Portugal, o Festival Sudoeste e o Surf Fest de Sagres, e partilhando o palco com artistas mundialmente conhecidos como Matisyahu, Jimmy Cliff, Alpha Blondie, Xavier Rudd e David Rodigan, os Quaiss Kitir são vistos como uma grande promessa no cenário musical português. Com os seus concertos loucos, frenéticos e suados, conseguiram ganhar um bom nome e imagem junto do público jovem.
Em 2007 lançaram o seu álbum de estreia, ‘Ape Rising’, produzido por Cesco e esperam ansiosamente por todas as oportunidades de levar a sua música ao seu público, e sobretudo, por se divertirem.
www.myspace.com/quaisskitir


» Saumik
A música dos Saumik pode ser caracterizada como uma sonoridade híbrida composta por um lado pela linguagem do rock tradicional - guitarras e baixos com distorção complementadas com ritmos e vozes fortes e alternados -  e por uma parte electrónica e psicadélica fruto da presença dos sintetizadores conjugados com frases de guitarra hipnóticas.
www.myspace.com/saumikband


» Supreme Soul
Com os Supreme Soul, o grupo de Tiago Nobre Dias, João Melo, Susana Nogueira e Pedro Valério, a cena electrónica-pop portuguesa ganha novo fôlego com um toque de nostalgia pelos bons anos 80 vividos em clubes underground e com o ritmo e melodia merecidas que o pop lhe pode reservar.
Pintado com batidas graves e por vezes um tanto ou quanto sombrias os Supreme Soul remetem-nos para um universo de metamorfoses constantes que nos fazem divagar da melancolia à euforia. Com músicas fortes a nível sensorial esta banda deixa-nos com o sabor de veludo na boca e com vontade de nos enrolarmos a ele. Este é o som ideal para quem viveu à séria toda a cena dos clubes dos anos 80 londrinos e que quer recordar ou então perfeito para ser remisturado sem lhe tirar qualquer ponta de essência.
Faz jus às suas raízes...perfeito para levar uma plateia a saltar durante muito tempo!
www.myspace.com/supremesoulmusic


» The Rising Sun Experience
O nome The Rising Sun Experience foi escolhido em homenagem ao guitarrista Jimi Hendrix, pela sua importante influência musical em inúmeras bandas funk e rock.
Esta banda regressa às raízes do rock dos anos 70 e mistura o funk, o grunge, o blues, a electrónica, o estilo progressivo entre outros géneros musicais encontrados também em bandas que sempre os influenciaram, tais como: Led Zeppelin, Black Sabbath, King Crimson, Deep Purple, The Doors, Santana na sua primeira formação, Soundgarden, Miles Davis na sua fase eléctrica, Karlheinz Stockhausen, Simon and Garfunkel.
www.myspace.com/therisingsunexperience


» Tsunamiz
Não há motivos para os Tsunamiz: São um reflexo natural do actual estado de sítio adormecido. Dada a escolha, não hesitariam, também eles, em baixar armas perante a vida fácil, beber a ambrósia do capitalismo e aprender a manobrar o chicote da auto-flagelação popular – Para apressar a descida aos infernos do ser, derradeiro propósito do Homem do sec. XXI. Como um todo, porém, existem como reacção ao culto do dogmático e da superstição, um anticorpo contra a celebração da ignorância, rumo à sua mútua destruição. Não é sequer o asco que os move, é a ininteligível química de se ser quem se é.
Os Tsunamiz são a língua de fogo que há-de lavrar os campos, soterrar de vez os túmulos dos velhos profetas e pôr fim às suas póstumas incursões nocturnas pelas mentes incautas, a devastação que deve preceder um Novo Nascimento. Assim o exige a inocente, risonha sinceridade da lei natural das coisas.
www.myspace.com/tsunamiz».

Ainda mais informações, aqui.

04 setembro, 2006

Festa do «Avante!» - Uma Música em Atalaia


Estar de atalaia é o mesmo que estar atento, vigilante, sentinela de algo de novo, que acontece ou está para acontecer. E é uma coincidência feliz que a Festa do «Avante!» - órgão oficial do Partido Comunista Português - se realize, desde há muitos anos, numa quinta com este nome. Porque a Festa continua a ser um óptimo ponto de descoberta e de observação (ainda outra maneira de dizer atalaia) da música que se faz em Portugal e noutros sítios. A 30ª edição da Festa do «Avante!» teve momentos altos suficientes para que permaneça por muito tempo na memória dos festeiros, avantereiros aventureiros. Aqui ficam algumas notas soltas sobre alguns dos concertos de folk/trad/world, o que se lhes quiser chamar...

Logo a começar, na sexta-feira, os Djumbai Jazz do cantor guineense Maio Coopé - com José Galissa numa kora deliciosa e baixo, bateria, saxofone, duas coralistas-dançarinas, percussionista... - instalaram a festa com uma mistura explosiva de afro-beat, mbalax, funk e música mandinga. Cor, dança, alegria. Uma festa que continuou, horas depois, ainda no Auditório 1º de Maio, com o fado cada vez menos fado da, paradoxalmente, cada vez mais fadista - no canto, na voz, no espírito, na presença - Cristina Branco, num concerto lindíssimo (apesar do som dos foguetes e da música de carrinhos-de-choque de um bar próximo terem estragado, de vez em quando, o ambiente) e em que não se sentiu a ausência de Custódio Castelo (bem substituído por outro guitarrista - Paulo Parreira?) e onde o pianista Ricardo Dias (da Brigada Victor Jara) dá um toque de modernidade e sensibilidade absolutas. E fim de festa, na primeira noite, com os Andarilhos, banda sem pretensões que faz versões de música tradicional e levou a dança aos resistentes no Café-Concerto.

O segundo dia, sábado, começou muito bem, no 1º de Maio, com os Mandrágora, diferentes - para melhor - dos Mandrágora que tinha visto pela última vez em Loulé: a banda tem agora um baixo eléctrico (em substituição do acordeão) e o som do grupo portuense está agora mais rude, mais rock, mais swingante. Nalguns temas mais lentos o baixista ainda tenta encontrar o seu espaço, mas quando aquilo acelera ele leva o resto da banda atrás de si. E isso é bom. Ainda no Auditório, A Naifa (na foto, de Mário Pires, da Retorta) deu o melhor concerto de todos os que vi nesta Festa: um concerto triunfal, com a banda de Mitó, João Aguardela, Luís Varatojo e, agora, Samuel Palitos na bateria, a saírem de palco, depois da sua versão de «Tourada» em encore, debaixo de uma tempestade de aplausos. E razões para os aplausos não faltaram: Mitó cantou como nunca a ouvi cantar (toda ela confiante, confidente, sensual, solta e livre e feliz), Aguardela está um mestre no baixo eléctrico, Varatojo está cada vez mais um melhor executante de guitarra portuguesa e Samuel Palitos deu um toque perfeito de fúria punk a alguns temas, que assim ganharam corpo e densidade rítmica. Depois, o reportório privilegiou o segundo álbum e nem faltou o irónico para a ocasião - mas bastante bem aceite - «Señoritas» ou o cada vez mais arrepiante, arrepiante mesmo!, «Todo o Amor do Mundo Não Foi Suficiente».

Não vi - só ouvi de perto, numa fila à espera de uma sandes de leitão... - os escoceses Peatbog Faeries, mas aquilo soa quase sempre bem - principalmente nos solos do violino - e às vezes mal, quando um rock manhoso entra pelos jigs e reels fora e arrasa aquilo tudo. Manhosice que não existe, e ainda bem, nos Gaiteiros de Lisboa, que deram mais um concerto magnífico (no palco 25 de Abril), que começou com a loucura de «Ciao Xau Macau» e continuou com temas do novo álbum (destaque, óbvio, para aqueles em que Manuel Rocha, da Brigada Victor Jara, entrou muito bem com o seu violino - «Comprei Uma Capa Chilrada» e «Chamarrita do Pico» -, e para as picantíssimas «As Freiras de Sta. Clara») e outros mais antigos que levaram ao coro ou ao espanto ou ao mosh ou ao pulo muitos dos fãs dos Xutos & Pontapés (que actuariam a seguir): «Mbira do Norte», «Subir Subir», «Quando o Judas Teve Sarampo» ou, já no encore, «Trângulo Mângulo».

Infelizmente só consegui ver parte do concerto dos Taraf de Haidouks: o espectáculo destes ciganos romenos estava magnífico, tal como sempre, mas o calor, a quantidade de gente amontoada num espaço cada vez mais exíguo (o Auditório 1º de Maio) para alguns concertos, os feedbacks constantes, fizeram-me zarpar para um bar próximo, com amigos e cervejas frescas. E, depois, já perto das três da manhã, para uma surpresa: os já mencionados Manuel Rocha (em violino) e Ricardo Dias (aqui em acordeão) tocavam «standards» de música tradicional portuguesa e de José Afonso («As Sete Mulheres do Minho», «Milho Verde», etc, etc, etc...), em cima de uma das mesas do restaurante de Coimbra, para deleite e festa e coro de dezenas de pessoas. E isto é tão bonito!!

No domingo falhei os concertos da tarde mas cheguei a tempo de confirmar, mais uma vez, o poder - dir-se-ia magnético - dos fabulosos Babylon Circus, no Palco 25 de Abril: centenas de pessoas aos saltos e em dança constante durante o seu concerto feito de tantas músicas quanto é lícito imaginar. Saí, estavam eles a cantar que a caravana passa, pelo meio de milhares de pessoas em direcção ao concerto de Sérgio Godinho, no 1º de Maio, a abarrotar lá dentro e com mais algumas centenas de pessoas a assistir de fora: um concerto em que Godinho - acompanhado por uma banda rejuvenescida e com músicos de escola de rock inteligente - fez apelo à memória de muitos dos rapazes e raparigas que o conheceram via «Os Amigos do Gaspar» (e isso foi perfeitamente audível no coro, lindíssimo, que recebeu a canção «É Tão Bom»), mas sem esquecer temas emblemáticos da sua carreira - todos eles também com direito a coro - como «Balada da Rita», «Arranja-me Um Emprego», «Quatro Quadras Soltas» ou «Com Um Brilhozinho nos Olhos», altura em que furei pela multidão pé ante pé, com licença, com licença, até ao Avan'Teatro para me despedir da Festa ao som dos Roncos do Diabo.

E foi uma bela despedida: a última vez que os vi (há dois anos, no Andanças) ainda se chamavam Gaitafolia e este grupo de gaiteiros e percussionista lisboetas ainda não tinham este sentir bárbaro, selvagem e, ao mesmo tempo, hiper-afinado que têm hoje. Uma versão violentíssima da «Saia da Carolina», um tema chamado «Quero É Que Tu Te Fodas» (é mesmo assim que se chama?) e um fandango asturiano, entre outros, puseram dezenas de pessoas (as que este pequeno espaço suportava e outras lá à porta) a dançar e a suar em bica, apesar do sol já não brilhar há algumas horas. De referir, a finalizar, que faltaram à chamada a fabulosa cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, as brasileiras Mawaca e os inicialmente também previstos espanhóis Amparanoia, nomes que bem podiam aparecer na edição 31 da Festa, para alegria de todos nós...

04 julho, 2006

E Salta Loulé E Salta Loulé, Loulé!


Jump, jump, jump, jump... Dez (onze?, doze?) franceses tresloucados saltam em cima do palco, em uníssono. O público, muito público à sua frente, salta em uníssono com eles, os Babylon Circus (na foto), máquina de muita festa e muitas músicas: reggae, ska, klezmer, Balcãs, chanson, valsas parisienses... E os Babylon Circus foram os responsáveis por um, entre muitos outros e igualmente bons, delírios festivos da edição deste ano do Festival MED, de Loulé: os extraordinários Think of One (um bando de belgas e de brasileiras que têm em D.Cila, uma velhinha pequenina, a mestra de cerimónias perfeita para o seu cocktail molotov de música nordestina e bahiana com tudo o que de ocidental se possa imaginar - até um tema surf-forró!), os bem melhores ao vivo do que em disco Capercaillie (pela simples razão de que os escoceses, ao vivo, quase não usam electrónicas e vão muito mais directos «ao osso» dos jigs e reels), os cada vez melhores na mestiçagem de géneros Amparanoia, a simpatia contagiante e a música lindíssima de Manecas Costa, a genial fusão de rai, gnawa e outros géneros do norte de África com funk, jazz, prog, etc. da Orchestre National de Barbés (que acabou o concerto com uma surpreendente e fabulosa versão de «Sympathy For The Devil», dos Rolling Stones, cantada em francês, árabe e inglês) e os marafados Marenostrum, cada vez melhores e a melhor juntar variadíssimos géneros (dos algarvios ao «celta», ao reggae ou à música cabo-verdiana, neste concerto representada por Maria Alice - maravilhosa em «Bulimundo» - e o seu teclista, que se juntaram aos Marenostrum em alguns temas). Uma festa que, em duas noites, continuou animadíssima com excelentes e arriscadas sessões de DJ de Raquel Bulha e Luís Rei.

Num registo mais introspectivo, Cristina Branco, Yasmin Levy, Souad Massi e, num dos palcos secundários, os Dazkarieh (com nova vocalista) e os Mandrágora, deram também muito bons concertos. E se a isto juntarmos muita gente todos os dias (com enchentes enormes nas noites de sexta e sábado), mais bancas de artesanato e restaurantes (incluindo um de comida egípcia), a simpatia enorme das pessoas que trabalham no festival e muitos amigos, o balanço do 3º MED só pode ser mais que positivo. E o melhor que eu poderia esperar depois de duas semanas de «férias» deste Raízes & Antenas (eufemismo que aqui significa «estou desempregado mas, como não tenho internet, vou deixar este blog abandonado»). Férias passadas ali mesmo ao lado, em S.Brás de Alportel.