O comunicado: «Primeiras confirmações portuguesas
do FMM Sines 2013
Portugal, nação universal, volta ter uma forte representação no atlas musical do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo. As primeiras confirmações de músicos portugueses juntam estreias a regressos: Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa, Carlos Bica e Custódio Castelo voltam ao festival como quatro músicos que deixaram marca na história do evento; JP Simões e Celina da Piedade (na foto) são auspiciosas estreias.
Cristina Branco
Cristina Branco é uma das cantoras mais importantes da história do FMM Sines. Aqui atuou em 2002, quando ainda era vista como uma “estrangeirada”, a fadista que não tinha percorrido o circuito das casas de fado e que se tinha primeiro afirmado lá fora (na Holanda e em França, sobretudo), e voltou a atuar em 2005, num projeto de partilha com a Brigada Victor Jara e Segue-me à Capela. Em 2013, ano em que o festival se debruça sobre o significou o seu percurso de 15 anos, Cristina foi uma das escolhas mais naturais, pela sua relação afetiva com este lugar e pelo que o seu projeto musical viajante contém de afinidade com o mais mestiço festival português. O seu disco mais recente, “Alegria”, é apenas um dos elementos do que vai trazer na sua revisita ao Castelo.
Gaiteiros de Lisboa
Depois de um concerto de estreia memorável no FMM Sines, em 2006, em que deixaram de boca aberta os companheiros de cartaz americanos The Bad Plus, que no seu site os consideraram “o melhor exemplo de música folclórica extravagante”, os Gaiteiros de Lisboa estão de regresso a Sines. De “Invasões Bárbaras”, o seu primeiro CD, editado em 1994, a “Avis Rara”, o seu disco mais recente, de 2012, a tradição popular tem sido apenas a matéria-prima de um dos mais inovadores grupos musicais portugueses. Em julho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz voltam a mostrar em Sines porque é que o consenso que a sua música de veia experimental merece não é um contrassenso.
Carlos Bica “AZUL”, com Frank Möbus e Jim Black
Quando se pede a um estrangeiro que indique o nome de um músico português na área do jazz e da música improvisada a resposta dada é muitas vezes o do contrabaixista Carlos Bica. O seu trio AZUL, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, é talvez o seu projeto mais representativo e a melhor montra para as suas criações enquanto compositor. Foi com ele que inaugurou a sua discografia pessoal, em 1996, com um álbum homónimo, e foi com ele que atuou pela primeira vez no FMM Sines, em 2007. Já com cinco discos gravados nesta formação, o último dos quais “Things About”, lançado em 2011, voltam a Sines para apresentar a sua música feita de aventura e mistério.
Custódio Castelo
Custódio Castelo no FMM Sines é apenas aparentemente uma estreia. Em 2002, acompanhando Cristina Branco, já se tinha mostrado um guitarrista com brilho próprio entre as luzes do palco do Castelo. O seu regresso, a solo, é no estatuto indiscutível de um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade. Em 2013 traz-nos o seu segundo álbum de originais, “Inventus”. Prémio Amália Rodrigues em 2010 para melhor guitarra fado, é um intérprete exímio e um compositor que procura enriquecer o repertório do seu instrumento. Para o fado que foi construindo ao longo de um caminho musical de 25 anos e que se consuma num disco que há aromas da morna, tons de tango e improvisos do jazz, não há limites.
JP Simões
JP Simões tem sido, ao longo dos anos, um dos artistas que procuram no FMM a experiência de novas músicas, de novos ângulos para criar, de novas emoções que até os músicos apenas conseguem sentir colocando-se no papel de espetadores de outros músicos. Nesta sua primeira atuação num palco do festival, apresenta o seu terceiro álbum a solo, “Roma”, a lançar em maio, uma viagem que promete paragens nos portos do afrobeat, do glam rock, do samba e do jazz. Dos Belle Chase Hotel ao Quinteto Tati e agora na sua carreira a solo, JP sempre procurou evoluir em movimento de reinvenção. Vai ser bom descobrir mais um novo JP em Sines.
Celina da Piedade
“Em Casa”, disco de estreia a solo da acordeonista e cantora Celina da Piedade, foi um dos melhores discos portugueses de 2012 e custava fazer um FMM Sines 2013 sem convidá-la para estar presente. Da sua biografia conta-se um concerto em Castro Verde com apenas 6 anos de idade, estudos musicais no Conservatório de Setúbal e uma atenção a música vinda de todos os lados. No seu percurso anterior a esta afirmação, muito esperada, em nome próprio, conta-se uma colaboração longa com Rodrigo Leão, projetos pessoais como Uxu Kalhus e Modas à Margem do Tempo e participações generosas em projetos de muitos outros músicos. Cancioneiro popular, um pouco de fado e músicas de raiz de diversas partes do mundo são as linhas com que se cose.
Sobre o FMM Sines 2013
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal.
Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição.
O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição.
Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia) e Akua Naru (EUA).
O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
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12 abril, 2013
FMM de Sines Anuncia Artistas Nacionais
O comunicado: «Primeiras confirmações portuguesas
do FMM Sines 2013
Portugal, nação universal, volta ter uma forte representação no atlas musical do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo. As primeiras confirmações de músicos portugueses juntam estreias a regressos: Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa, Carlos Bica e Custódio Castelo voltam ao festival como quatro músicos que deixaram marca na história do evento; JP Simões e Celina da Piedade (na foto) são auspiciosas estreias.
Cristina Branco
Cristina Branco é uma das cantoras mais importantes da história do FMM Sines. Aqui atuou em 2002, quando ainda era vista como uma “estrangeirada”, a fadista que não tinha percorrido o circuito das casas de fado e que se tinha primeiro afirmado lá fora (na Holanda e em França, sobretudo), e voltou a atuar em 2005, num projeto de partilha com a Brigada Victor Jara e Segue-me à Capela. Em 2013, ano em que o festival se debruça sobre o significou o seu percurso de 15 anos, Cristina foi uma das escolhas mais naturais, pela sua relação afetiva com este lugar e pelo que o seu projeto musical viajante contém de afinidade com o mais mestiço festival português. O seu disco mais recente, “Alegria”, é apenas um dos elementos do que vai trazer na sua revisita ao Castelo.
Gaiteiros de Lisboa
Depois de um concerto de estreia memorável no FMM Sines, em 2006, em que deixaram de boca aberta os companheiros de cartaz americanos The Bad Plus, que no seu site os consideraram “o melhor exemplo de música folclórica extravagante”, os Gaiteiros de Lisboa estão de regresso a Sines. De “Invasões Bárbaras”, o seu primeiro CD, editado em 1994, a “Avis Rara”, o seu disco mais recente, de 2012, a tradição popular tem sido apenas a matéria-prima de um dos mais inovadores grupos musicais portugueses. Em julho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz voltam a mostrar em Sines porque é que o consenso que a sua música de veia experimental merece não é um contrassenso.
Carlos Bica “AZUL”, com Frank Möbus e Jim Black
Quando se pede a um estrangeiro que indique o nome de um músico português na área do jazz e da música improvisada a resposta dada é muitas vezes o do contrabaixista Carlos Bica. O seu trio AZUL, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, é talvez o seu projeto mais representativo e a melhor montra para as suas criações enquanto compositor. Foi com ele que inaugurou a sua discografia pessoal, em 1996, com um álbum homónimo, e foi com ele que atuou pela primeira vez no FMM Sines, em 2007. Já com cinco discos gravados nesta formação, o último dos quais “Things About”, lançado em 2011, voltam a Sines para apresentar a sua música feita de aventura e mistério.
Custódio Castelo
Custódio Castelo no FMM Sines é apenas aparentemente uma estreia. Em 2002, acompanhando Cristina Branco, já se tinha mostrado um guitarrista com brilho próprio entre as luzes do palco do Castelo. O seu regresso, a solo, é no estatuto indiscutível de um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade. Em 2013 traz-nos o seu segundo álbum de originais, “Inventus”. Prémio Amália Rodrigues em 2010 para melhor guitarra fado, é um intérprete exímio e um compositor que procura enriquecer o repertório do seu instrumento. Para o fado que foi construindo ao longo de um caminho musical de 25 anos e que se consuma num disco que há aromas da morna, tons de tango e improvisos do jazz, não há limites.
JP Simões
JP Simões tem sido, ao longo dos anos, um dos artistas que procuram no FMM a experiência de novas músicas, de novos ângulos para criar, de novas emoções que até os músicos apenas conseguem sentir colocando-se no papel de espetadores de outros músicos. Nesta sua primeira atuação num palco do festival, apresenta o seu terceiro álbum a solo, “Roma”, a lançar em maio, uma viagem que promete paragens nos portos do afrobeat, do glam rock, do samba e do jazz. Dos Belle Chase Hotel ao Quinteto Tati e agora na sua carreira a solo, JP sempre procurou evoluir em movimento de reinvenção. Vai ser bom descobrir mais um novo JP em Sines.
Celina da Piedade
“Em Casa”, disco de estreia a solo da acordeonista e cantora Celina da Piedade, foi um dos melhores discos portugueses de 2012 e custava fazer um FMM Sines 2013 sem convidá-la para estar presente. Da sua biografia conta-se um concerto em Castro Verde com apenas 6 anos de idade, estudos musicais no Conservatório de Setúbal e uma atenção a música vinda de todos os lados. No seu percurso anterior a esta afirmação, muito esperada, em nome próprio, conta-se uma colaboração longa com Rodrigo Leão, projetos pessoais como Uxu Kalhus e Modas à Margem do Tempo e participações generosas em projetos de muitos outros músicos. Cancioneiro popular, um pouco de fado e músicas de raiz de diversas partes do mundo são as linhas com que se cose.
Sobre o FMM Sines 2013
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal.
Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição.
O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição.
Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia) e Akua Naru (EUA).
O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.
Mais informações
www.fmm.com.pt
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02 junho, 2010
Festa do Fado (em diálogo com outras músicas)
É em Lisboa, durante todo o mês de Junho. O programa oficial completo:
«CASTELO S. JORGE – PRAÇA DE ARMAS
04 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |
CRISTINA BRANCO convida JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA e CARLOS BICA
O Fado, João Paulo Esteves da Silva e Carlos Bica
Não seria mais a propósito e tenho a certeza que, mais cedo ou mais tarde, o Fado havia de nos juntar!
Afinal, no passado (sempre presente) já trabalhámos juntos: O Bica mais recentemente compôs o “Longe do Sul” e o João tocou no meu segundo disco “Post-scriptum”, como que antevendo a entrada, anos mais tarde, do piano na minha música!
Juntos, assim, é que nunca tinha acontecido. O “mentor” desta graça foi o Robert Shumman. Logo, convidá-los para este momento da Festa do Fado foi um passo natural, um entendimento que vibra muito alto na senda da minha música. Se eles compõem há tanto e comungam do mesmo respeito que eu tenho pela música tradicional - e que aprendi com o Ricardo (Dias) -, porque não aproximar tudo isto de uma forma consciente e sensata e simplesmente participar nesta grande Festa da Música, do senhor Fado, e deixar a imaginação apreender e crescer, porque isso nos deixa felizes? E felizardos somos todos por poder escutá-los.
Cristina Branco
05 JUNHO | Sábado | 22H00 |
A NAIFA convida CELESTE RODRIGUES
Depois de um ano de luto, A Naifa (na foto) volta à luta. A vontade de continuar a fazer esta música sobrepôs-se à dor da perda e uma nova Naifa nasceu no espectáculo de homenagem a João Aguardela, em Novembro último no CCB. Luís Varatojo e Maria Antónia Mendes têm agora a companhia de Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria, para lançar de novo à terra a semente que já deu frutos.
O reencontro com o público acontecerá já em Maio com a edição de um livro/dvd biográfico dos primeiros quatro anos de carreira e uma digressão nacional, que passará por dez cidades e chegará a Lisboa, a 5 de Junho, para um concerto na Festa do Fado no Castelo de São Jorge.
O livro retrata o universo d’A Naifa, visto de dentro e de fora - os poemas que deram origem às canções dos três discos e as obras gráficas que fizeram as capas; fotografias de mais de uma centena de espectáculos e os testemunhos do público que, em muitos casos, criou com a banda laços afectivos que se prolongaram muito para além do momento dos concertos.
O dvd contém um concerto, gravado na digressão 2008, e um documentário produzido em 2006.
A Naifa «a rasgar a vida»
Especialmente para a noite de 05 de Junho, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, A Naifa convida uma das mais importantes referências de sempre do fado, Celeste Rodrigues, no ano em que a fadista comemora 65 anos de carreira, dedicados a espalhar a sua arte pelos quatro cantos do mundo e a fazer da sua voz e da sua alma. É uma referência intemporal para uma série de gerações na História do fado.
11 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |
PEDRO MOUTINHO & TIAGO BETTENCOURT
Pedro Moutinho é um dos intérpretes mais representativos da nova geração do fado.
Na sua discografia conta com três discos gravados em nome próprio: "Primeiro Fado" (Som Livre - 2003), Prémio Revelação da Casa da Imprensa, “Encontro” (Iplay - 2006), Prémio Amália Rodrigues para o melhor disco do ano, e “Um Copo de Sol” (Iplay 2009) aclamado pela critica como um dos melhores discos dos últimos 10 anos. Com 34 anos de idade, participou já em vários festivais e tournées pelo mundo fora em representação da música portuguesa, destacando-se nos últimos anos a sua participação no Filme “Fados” de Carlos Saura.
Tiago Bettencourt editou 2 discos com os Toranja e um com os Mantha; já recebeu Globos de Ouro e foi nomeado para os prémios MTV. Descobrimos que o Tiago Bettencourt descobriu que os Mantha seriam um excelente meio para ir mais além nas suas composições.
Ou seja, o Tiago Bettencourt quis saber o que poderia acontecer depois dos Toranja e com os Mantha obteve a resposta. “O Jardim” foi editado em Outubro de 2007 e é simultaneamente um álbum de ressaca e descoberta. De ressaca, porque o sucesso dos Toranja ainda estava muito presente e a pressão natural de querer fugir às fórmulas era maior, existindo a tentação de criar um distanciamento quase obrigatório. De descoberta, porque os Toranja haviam ficado para trás e tocar com os Mantha obrigava a um novo começo. O resultado já todos sabemos (ou pelo menos os que quiseram ouvir o disco): um punhado de canções maduras e a revelação de um Talento seguro, que soube contornar a ressaca e conviver com a descoberta.
Dois géneros completamente diferentes, mas que se juntam pela cumplicidade das palavras cantadas, pela força que estas mesmas imprimem na forma de estar na arte e na vida. Juntos estarão num palco onde a música não conhece fronteiras, onde a expressão que ambos têm se une numa mensagem com vista sobre a alma da música portuguesa: seja ela Fado ou Pop, antiga ou nova, é acima de tudo intemporal.
18 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |
PAULO DE CARVALHO convida ANA SOFIA VARELA
É um dos mais importantes cantores/intérpretes de todos os tempos, aquele a quem muitos apelidam de “A Voz” e um dos mais conceituados compositores da história da música portuguesa.
Não existe nenhum português que não conheça Paulo de Carvalho. Isto porque para além de tudo, a cantar e a compor, atravessou todas as fronteiras, sejam elas geográficas ou temporais nos últimos 48 anos.
Na sua carreira contam-se grandes êxitos como “Flor Sem Tempo”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “E Depois do Adeus” (que marcou um dos momentos mais importantes da nossa história, nos anos 70), mais tarde “Lisboa Menina e Moça” e “Fado do Cacilheiro” foram as suas primeiras abordagens à canção de Lisboa. Já no final dos anos 80, surge com alguns dos seus temas mais emblemáticos, como “Meninos do Huambo” e, mais tarde, “Mãe Negra”, onde revela a versatilidade da sua voz. Ao longo de 48 anos de carreira a sua viagem musical leva-o através de variados estilos musicais, desde a música ligeira, ao fado, à world music ou ao jazz.
Consigo traz uma convidada: “Ana Sofia Varela”. Uma das mais emblemáticas fadistas da geração que surgiu nos últimos 20 anos. Representou Portugal na "Womex" (The World Music Expo) realizando um concerto que encantou a comunidade internacional da "World Music", e que tem resultado em vários convites para actuações no estrangeiro.
Integrou projectos como “A Guitarra e Outras Mulheres” de António Chainho, “Sal” com José Peixoto, Fernando Júdice e Viki. Participou no filme “Fados”, de Carlos Saura e no Espectáculo “Casa de Fados” que resultou a partir da última cena deste filme.
O seu último trabalho discográfico, “Fados de Amor e Pecado”, lançado em Outubro de 2009, é um projecto idealizado e composto na totalidade por João Gil e João Monge. Tem sido aclamado pela crítica especializada como um marco na história do fado na última década.
No Palco estarão duas formações: de um lado, Piano, Bateria e Baixo; do outro, Guitarra Portuguesa, Viola de Fado e Contrabaixo. No contexto, as duas formações que se unem numa viagem ao universo musical do Cantor, do Jazz ao Fado. O caminho é a alma, o veículo é a voz e a sua musicalidade. O ponto de partida é a sua história, o fim da viagem não existe, porque a sua música é intemporal.
19 JUNHO | Sábado | 22H00 |
JOÃO FERREIRA ROSA, MARIA DA FÉ, BEATRIZ DA CONCEIÇÃO e MARIA DA NAZARÉ convidam ARGENTINA SANTOS
João Ferreira Rosa, Beatriz da Conceição, Maria da Fé e Maria da Nazaré, fazem parte de uma das gerações mais importantes da História do Fado. Contam já com aproximadamente 50 anos de carreira e são nos dias de hoje vistos como umas das mais importantes testemunhas da história da Canção de Lisboa. Foram e ainda continuam a ser referências para a maior parte dos fadistas que têm surgido nos últimos anos.
Juntos convidam uma das mais antigas vozes do Fado da actualidade: Argentina Santos que está a comemorar 60 anos de carreira e que receberá em Julho de 2010 a medalha da Cidade de Lisboa.
25 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |
RICARDO PARREIRA convida cantores de Coimbra: PROF. MACHADO SOARES, DR. LUÍS GÓIS e ANTÓNIO ATAÍDE
“CANCIONÁRIO” é o novo trabalho discográfico e espectáculo do guitarrista “Ricardo Parreira”. Depois do seu disco de estreia “Nas Veias de uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, considerado pela crítica e comentadores como um dos mais importantes documentos sobre os grandes compositores da história da guitarra portuguesa dos últimos anos, prossegue agora numa nova viagem: um trabalho com base no fado, ainda que mais dedicado à música tradicional e popular portuguesa.
Este novo disco, que será também um novo espectáculo, tem três vozes convidadas, baixo e percussões. Tem ritmo, balanço e diversidade, numa viagem sem sacrifícios pela história da nossa alma: “É preciso ter vontade de dançar mesmo que não seja o caso…”
Ricardo Parreira nasceu em Paço de Arcos há apenas 23 anos, no seio de uma família ligada ao Fado e à Guitarra Portuguesa. Filho de António Parreira (professor na escola do Museu do Fado) e irmão de Paulo Parreira, ambos instrumentistas de referência. Iniciou os seus estudos, ainda muito novo, primeiro pela mão de seu pai e, depois, no Conservatório Nacional.
Machado Soares e Luís Góis dispensam apresentações. São as mais importantes referências do Fado de Coimbra da actualidade. Cada um com uma carreira de aproximadamente 50 anos, percorreram o mundo inteiro em representação da Música Portuguesa. António Ataíde, uma das mais brilhantes vozes da nova geração, integrou uma série de projectos relacionados com a canção de Coimbra e tem vindo a fazer um dos percursos mais dignos pelo mundo fora.
Esta é a primeira vez que o fado de Coimbra é convidado a participar na Festa do Fado, concluindo assim uma viagem aos caminhos da música portuguesa, que vai desde a música tradicional e popular e onde se cruza o fado de Coimbra e Lisboa numa noite com vista sobre o Tejo e a Cidade.
26 JUNHO | Sábado | 22H00 |
KATIA GUERREIRO & MARISA LIZ
Com dez anos de carreira, Katia Guerreiro é, hoje, uma intérprete consagrada e reconhecida como uma notável embaixadora da música portuguesa. Como corolário da excelência do seu trabalho recebeu, em Fevereiro de 2006, o prémio PERSONALIDADE FEMININA 2005, disputado pelos nomes mais importantes do panorama musical português. O público que a elegeu considerou-a “uma das mais bonitas vozes da actualidade, aliada a uma invulgar capacidade vocal”. Desde o início da sua carreira, Katia tem apresentado o Fado um pouco por todo o mundo: França, Marrocos, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Egipto, Suíça, Espanha, Noruega, Polónia, Suécia, Grécia, Coreia do Sul, Japão, Itália, Tunísia, Nova Caledónia, Turquia e Índia, para além de Portugal, são países que já aplaudiram as suas actuações nos mais belos Palcos e nos mais importantes Festivais de música.
Marisa Liz é, segundo alguns dos mais importantes comentadores, uma das mais prestigiadas e consideradas intérpretes da nova geração da cena World/Pop Portuguesa.
Nasceu em Lisboa e, desde muito nova, veio a abraçar grandes projectos musicais dos quais se destacam, “XL Fame”, “Donna Maria”, “Tributo a Carlos Paião” e as suas participações com grandes músicos e cantores como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Rui Veloso, Júlio Pereira, Rão Kiao, Vitorino, Paulinho Mosca (Brasil) Pedro Luís e a Parede (Brasil), entre outros.
Na noite de encerramento da Festa do Fado juntam-se o Fado e a World Pop para um concerto onde mais uma vez o que conta é a cumplicidade das palavras e acima de tudo das palavras cantadas em português.
ENTRADA: 12,50 € (preço único)
Bilhetes à venda na ticket line e bilheteira do Castelo de S. Jorge
(telefone: 21 880 06 20)
M/ 3 anos
PÔR-DO-FADO
Quatro Concertos, Quatro Reportórios é o mote para este conjunto de instrumentais ao final de tarde, onde a guitarra portuguesa é a protagonista. E a carta-branca foi entregue a José Manuel Neto, um dos mais importantes guitarristas da actualidade.
Com 20 anos de carreira, são inúmeras as suas participações nas mais prestigiadas salas de espectáculos e festivais nacionais e por todo o mundo, ao lado dos mais importantes interpretes de fado, como Camané, Cristina Branco, Carlos do Carmo, Mísia, Ana Moura, Marisa, Argentina Santos, Maria da Fé, entre outros.
03, 10, 17 e 24 JUNHO | Quintas - feiras | 19H00
ENTRADA: 5,00 € (preço único)
Bilhetes à venda no Museu do Fado (21 882 34 70)
M/3 anos
FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA
O ambiente é o de uma noite de fados: três músicos e um fadista que canta e faz as honras da casa, convidando outros fadistas espontâneos que vão aparecendo e são convidados a cantar ou a tocar. Tudo vale, até um instrumentista de outra área que se atreva a entrar na “Jam Session Fadista” que a noite propõe.
Voz e anfitrião: Helder Moutinho | Guitarra Portuguesa: Ricardo Parreira | Viola de Fado: Marco Oliveira | Baixo: Yami
05, 12, 19 e 26 JUNHO | Sábados | 00H00
ENTRADA: 8 € por pessoa (preço único)
Bilhetes à venda na Fábrica do Braço de Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1 (em frente aos correios do Poço do Bispo)
M/ 16 anos
CHAPITÔ
Às terças no Bartô (Bar do Chapitô), Ricardo Rocha (guitarra), Marco Oliveira (viola) e João Penedo (contrabaixo) acompanham as mais diversas vozes do fado tradicional. Noites de tertúlia onde o fado acontece.
08, 15 e 22 JUNHO | Terças – Feiras | 23H00
ENTRADA: Gratuita
M/ 16 anos
NA IGREJA DE SANTO ESTEVÃO
Rodrigo
Na igreja de Santo Estêvão | Junto ao cruzeiro do adro | Houve em tempos guitarradas … Mal que batiam trindades | Reunia a fadistagem | No adro da santa igreja | Fadistas, quantas saudades | Da velha camaradagem … Santo Estêvão, padroeiro | Desse recanto de Alfama | Faz um milagre sagrado | Que voltem ao teu cruzeiro | Esses fadistas de fama | Que sabem cantar o fado…
Rodrigo não é apenas sinonimo de tradição e popularidade no panorama do fado, é também um testemunho vivo de todos os percursos que este género musical teve ao longo da sua existência. É esta a imagem com que ficamos quando estamos em frente de um homem com 68 anos de idade, simples e directo, exactamente como esta canção que, ao longo dos tempos e também por causa de Artistas como ele, se tornou num dos expoentes máximos da cultura do nosso País.
Rodrigo é uma das vozes mais populares do Fado Tradicional.
06, 20 E 27 JUNHO | Domingos | 19h00 | RODRIGO
ENTRADA: Gratuita
M/ 3 anos »
24 setembro, 2008
José Mário Branco - Mudar de Vida (em Lisboa)

Falta quase um mês para os dois concertos que José Mário Branco (na foto, de Lia Costa Carvalho) vai dar na Culturgest, em Lisboa - dias 30 e 31 de Outubro - mas nunca é cedo de mais para falar neles: concertos únicos e com alguns convidados especiais, como os Gaiteiros de Lisboa, que com José Mário vão recriar aquilo que já muita gente considera como a sua nova versão do mítico «FMI»: «Mudar de Vida», estreado no Porto o ano passado e aqui apresentado pela primeira vez em Lisboa. O texto de antecipação do espectáculo explica tudo:
«Convidado pela Culturgest para criar um espectáculo único e específico para o Grande Auditório, José Mário Branco fará aquilo que sempre fez nos seus álbuns e espectáculos: uma referência – como alguém escreveu, sempre autobiográfica – ao estado em que, no seu sentir, se encontra a sociedade de que faz parte. Tomando como base o mais recente repertório, José Mário Branco decidiu optar por um formato "em tripé" para os músicos que o acompanharão em palco. Primeiro, um conjunto de músicos, todos eles excelentes intérpretes-compositores que o têm acompanhado nos últimos anos nos momentos cruciais: José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo ou Guto Lucena, instrumentistas de excepção. Segundo, como no seu álbum mais recente Resistir É Vencer (2004), a presença de um quarteto de cordas (liderado pelo jovem Luís Morais, concertino e professor em Viena) irá reforçar o pendor introspectivo que sempre existe quando José Mário Branco nos fala do mundo e da vida. E, terceiro, os convidados muito especiais deste espectáculo: os Gaiteiros de Lisboa (grupo de que José Mário Branco fez parte na sua primeira fase) irão garantir duas componentes sempre presentes na sua música, as partes corais e as percussões. Este conjunto de músicos permitirá apresentar em Lisboa (pela primeira vez, e talvez única) a canção-rap-fleuve Mudar de Vida, escrita para o concerto de Abril de 2007 na Casa da Música, no Porto. Por isso este concerto se chama Mudar de Vida - 2.
José Mário Branco é um artista do seu tempo e da sua comunidade. E este tempo é de introspecção e de eterna busca, mas também de denúncia ("Isto não é sociedade que se apresente") e de acção ("Vamos mudar de vida!")»
Mais informações, aqui.
09 setembro, 2006
Atlantic Waves - Montra Portuguesa em Londres

O extraordinário Festival Atlantic Waves - a maior mostra de música portuguesa (muitas vezes em excitantes cruzamentos com músicas, e músicos, de outras partes do mundo) - ocupa vários palcos londrinos na sua edição deste ano, comemorativa do 50º Aniversário da presença da Fundação Calouste Gulbenkian na Grã-Bretanha. O festival decorre durante todo o mês de Novembro, em várias salas da capital inglesa - Royal Albert Hall, South Bank Centre, Barbican, Union Chapel, The Spitz e St. Giles Cripplegate - e apresenta música feita por artistas do nosso país e do Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Cabo Verde, Angola, Madagáscar, Tuva, Coreia do Sul, Japão e Austrália, em muitos casos em duetos e colaborações inesperadas.
Entre o elenco do festival contam-se concertos de Mariza (na foto) - com Carlos do Carmo, o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e o cabo-verdiano Tito Paris como convidados especiais -, Madredeus, Arditti Quartet (com o percussionista Pedro Carneiro), Carlos Bica (com Kang Tae Hwan, Miyeon e Park Je Chun), Maria João e Mário Laginha, Carlos Zíngaro e Carlos Santos (com Ned Rothenberg e Kang Tae Hwan); concertos de música africana com Sara Tavares, Tcheka e Modeste; música improvisada por David Maranha e Margarida Garcia (os dois com convidados, em vários concertos e formatos, como Arnold Dreyblatt, Mark Sanders, Hannah Marshall, Jacob Kirkegaard, Philip Jeck, Z’EV, Robert Rutman e Oren Ambarchi), Victor Gama (em duas propostas, com Thomas Köner, Asmus Tietchens e Max Eastley como convidados), Paulo Raposo (com Akira Rabelais), Alfredo Costa Monteiro (com John Duncan); e, a finalizar o festival, dois agrupamentos livres e inusitados na exploração da voz: Janita Salomé com a diva do canto politónico de Tuva Sainkho Namtchylak e a não menos extraordinária cantora Tanya Tagaq (cantos inuit do Canadá), e Maria João e Américo Rodrigues com Dokaka (Japão) e Shlomo (Reino Unido), dois respeitados nomes do beat-box vocal. Site oficial do festival: www.atlanticwaves.org.uk/
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