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17 fevereiro, 2012

OuTonalidades: Inscrições Abertas!


Para pôr de sobreaviso os artistas e grupos interessados (na foto, de Alexandre Lima: Uxu Kalhus na edição do ano passado). Todos os pormenores:


«A 16ª edição do OuTonalidades começa agora!

ABERTO O PERÍODO DE INSCRIÇÃO DE GRUPOS
até 4 Março 2012

Está oficialmente aberto o período de inscrições para os grupos musicais, de todos os géneros, portugueses ou estrangeiros, que pretendam integrar a bolsa de espectáculos da 16ª edição do OuTonalidades, circuito de música ao vivo que vai dar novos tons ao próximo Outono português!

INSCREVE O TEU GRUPO ONLINE:
http://www.dorfeu.pt/outonalidades
- INSTRUÇÕES NO PDF ANEXO -

INSCRIÇÕES DE GRUPOS | Para os grupos que se inscrevem pela primeira vez, será necessário criar uma conta de utilizador no portal da d’Orfeu. Os grupos que já se registaram em edições anteriores poderão aceder à plataforma e simplesmente actualizar os dados (receberão, entretanto, um e-mail a relembrar o seu registo de acesso).

PROJECTO SUSTENTÁVEL | Nesta 16ª edição, o OuTonalidades persegue a sua sustentabilidade e introduz uma filosofia de participação contributiva. Cada inscrição de grupo terá uma jóia simbólica de 10€, com vista à viabilização deste projecto único e singular no panorama musical nacional. Instruções no decorrer da inscrição online.

NOVAS PARCERIAS | Depois de quatro edições em parceria com a Galiza (continuidade não confirmada para 2012), o circuito continua a consolidar-se na geografia nacional e acaba de estabelecer acordos com circuitos congéneres em França e na Bélgica, para intercâmbio de grupos. As oportunidades continuarão a surgir.

GRUPOS NACIONAIS E ESTRANGEIROS | O OuTonalidades continua também aberto a grupos não portugueses, desde que assegurem directamente as suas deslocações a Portugal. Uma vez programados, o circuito assegura iguais condições a grupos portugueses ou estrangeiros: cachet consoante escalão (máx 700€/concerto), jantares, alojamento e rider técnico.

Junta o teu grupo ao OuTonalidades 2012!
http://www.dorfeu.pt/outonalidades
Perante quaisquer dúvidas que surjam, contactar ou utilizar o formulário de esclarecimentos existente na plataforma online.

http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC»

02 maio, 2011

Mayra Andrade no Coliseu dos Recreios (e Com Convidados Muito Especiais!)


A bela da notícia, em bruto mas com tudo o que há para saber:

"Para o concerto que a vai levar uma vez mais até à sala de todas as consagrações, o Coliseu dos Recreios, onde se apresenta a 3 de Junho, Mayra Andrade convidou uma verdadeira constelação de estrelas nacionais: Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Tereza Salgueiro e Tito Paris irão subir ao palco para partilharem com a maior estrela de Cabo Verde da actualidade um momento de profunda intimidade, reforçando os laços que esta cantora sempre afirmou ter com o nosso país.
Neste novo espectáculo, Mayra aproxima-se mais do seu último disco, 'Studio 105', e com uma formação mais acústica que lhe permite mergulhar nas suas raízes culturais de Cabo Verde promete viajar pelos momentos mais altos da sua carreira e ainda apresentar algumas surpresas que certamente obrigarão esta noite a ficar na memória de todos os que a ela tiverem o privilégio de assistir.
Mayra apresentar-se-á ainda no Encontro de Culturas em Serpa, a 8 Junho, no Casino da Figueira a 9 Junho e no Centro de Espectáculos de Tróia a 10 de Junho"

14 novembro, 2010

Nobody's Bizness... ou, agora, Um Assunto de Todos Nós (a começar por mim)


Está quase: no dia 18 de Novembro, quinta-feira próxima, os Nobody's Bizness (aqui representados numa foto-montagem do camarada Mário Pires) mostram ao vivo no Maxime, em Lisboa, o seu segundo álbum, "It's Everybody's Bizness Now". Já a seguir segue o texto de apresentação do álbum, assinado por, hummmm... António Pires, fã confesso e incondicional da banda!

Nobody's Bizness
It's Everybody's Bizness Now

A História dos blues está feita de encruzilhadas. A lendária encruzilhada na quinta Dockery onde Robert Johnson terá vendido a alma ao diabo em troca de se tornar o melhor guitarrista de sempre. A escolha que foi apresentada pelo destino a T-Bone Walker, John Lee Hooker, B.B. King ou Muddy Waters: continuo a tocar guitarra acústica ou passo para a eléctrica e a minha música chega assim a mais pessoas (e, quem sabe, até mudo o futuro de toda a música popular)? A decisão de vida que Ali Farka Touré teve que tomar: serei para sempre taxista ou mecânico de automóveis ou tenho como missão vir a ser músico profissional e lançar as pontes definitivas entre os blues e a música da África Ocidental? Ou a encruzilhada que Eric Clapton encontrou quando percebeu que a sua vida não podia continuar dependente do álcool e das drogas duras: deixo esta merda ou serei para sempre conhecido como “o drogado que deixou o filho cair da janela e morrer”?

Ao fim de alguns anos a cantar e a tocar as canções dos bluesmen que mais amam e admiram, as questões que os Nobody's Bizness encontraram na sua encruzilhada pessoal não foram tão dramáticas nem tão românticas ou bizarras quanto estas, mas foram, mesmo assim, difíceis de resolver: continuaremos para sempre a fazer versões ou vamos em frente, pomos a cabeça no cepo e mostramos o que valemos também enquanto autores? E foi isso mesmo que fizeram. Ou, pelo menos, a cinquenta por cento. Depois de, em 2005, terem editado um álbum ao vivo gravado na Capela da Misericórdia, em Sines, onde interpretavam temas de Robert Johnson, Willie Dixon ou Lonnie Chatmon, os Nobody's Bizness têm agora um álbum em que seis das doze canções têm assinatura do grupo (com a preciosa ajuda de João MacDonald nas letras de uma delas). E saíram-se brilhantemente da tarefa! Nos seus originais estão toda a paixão e ensinamentos que sempre retiraram dos blues, mas também o amor que têm pela country, pelo bluegrass, pela folk norte-americana (ou por um eventual eixo canadiano que une Leonard Cohen, Neil Young e Joni Mitchell), pelo jazz e por uma visão aberta das músicas do mundo. E, ao lado de várias versões de Willie Dixon (ainda e sempre) ou William Broonzy, aqui estão meia dúzia de originais que põem desde já os Nobody's Bizness num elevadíssimo patamar criativo.

Uma outra encruzilhada, digamos paralela (se é que se pode falar de paralelas quando também se fala de encruzilhadas – mas essa é uma boa questão para os geómetros resolverem), que os Nobody's Bizness encontraram foi a opção de gravar, ou não, em estúdio. Tendo o palco como território natural para a sua música, como é que o brilho da voz de Petra, a magia da harmónica e a profundidade de voz de Catman, as finíssimas filigranas das guitarras e banjos dos irmãos Ferreira e os tapetes voadores de Luís Oliveira e Isaac Achega poderiam ser recriados – porque é de recriar que aqui se trata – em estúdio? A questão era complicada mas resolveu-se de forma fácil: tendo como aliado Paulo Miranda, que com os Nobody's Bizness co-produziu o disco no seu AMP Studio, em Viana do Castelo, o grupo lisboeta rapidamente descobriu no estúdio minhoto uma extensão da sua sala de ensaios onde todos se sentiram confortáveis e a sua música pôde fluir livremente. E, se o primeiro álbum circulou por um grupo restrito de fãs fiéis e habituais, os Nobody's Bizness são agora everybody's bizness, para ouvir de ouvidos limpos e alma aberta.

António Pires
Outubro de 2010


A banda:

Petra Pais – voz
Catman – voz, harmónica e teclas
Luís Ferreira – guitarras, dobro e banjo
Pedro Ferreira – guitarras, banjo e coros
Luís Oliveira – baixo e coros
Isaac Achega – bateria e percussões

Produção:

Nobody's Bizness e Paulo Miranda

Convidados:

Francisco Silva (Old Jerusalem) e Ana Figueiras (Unplayable Sofa Guitar) nos coros
de “”When monday comes”

Alinhamento:

1 – I want a little boy (Murray Mercher/Billy Moll)
2 – Don't go no further (Willie Dixon)
3 – Time waster (Nobody's Bizness)
4 – When monday comes (Nobody's Bizness)
5 – Nobody (no guidance song) (Nobody's Bizness)
6 – This pain in my heart (Willie Dixon)
7 – When the lights go out (Willie Dixon)
8 – Roll mamma (Nobody's Bizness)
9 – Blues for the month of june (João MacDonald/Nobody's Bizness)
10 – The blues don't care (Gwill Owen/Charles Olney)
11 – Black, brown & white (William Broonzy)
12 – Show's up! (Nobody's Bizness)

16 setembro, 2009

Mu - Com Concerto em Lisboa e... Com Vinho Novo!


Os meus amigos Mu vêm dar um raro concerto em Lisboa (no MusicBox, dia 25) e, para além das outras novidades que aqui eles revelam, ainda há uma outra: a do seu vinho exclusivo, que ainda não provei mas que conto provar um dia... O comunicado completo dos Mu:

«Olá a todos e a todas,

está a chegar o Outono e com ele dizemos adeus ao Verão, um Verão excelente para os MU. Desde já muito obrigado a todos e a todas que nos brindaram com as danças e a sempre boa disposição presente nos nossos espectáculos.

Começamos o novo período de concertos, com especial destaque à nossa visita à Capital - Lisboa, dia 25 de Setembro no MUSIC BOX, Cais do Sodré - estão todos convidados!!!
Nesse mesmo dia vamos estar no programa de televisão Portugal no Coração!
Seguimos depois viagem até ao Algarve, à linda cidade de Tavira!

Outra novidade, os MU vão ter no nosso merchandising VINHO TINTO - MU, da região demarcada do Douro. Neste momento está na fase mágica de transformação da uva em néctar - vindimas, e em breve vamos tê-lo à venda nos concertos!

Fica aqui a nossa agenda e o desejo de nos encontrarmos para fazer a festa!
Agradecemos toda a divulgação.
Muito obrigado,
Hugo Osga
MU

25 de Setembro - Programa de Televisão - Portugal no Coração - RTP

25 de Setembro - Music Box - Cais do Sodré - Lisboa - 00.30H

26 de Setembro - Circuito Outonalidades - Casa do Povo - Tavira - 21h

29 de Outubro - Circuito Outonalidades - Sala Multiusos - Centro Cultural de Chaves - 21h

1 de Novembro - Festival Mundial de Acordeão - Torres Vedras - 22h».

Os Mu têm myspace aqui.

15 setembro, 2009

Kora Jazz Trio, Mulatu Astatke e Ferro Gaita em Lisboa


É uma muito boa notícia: o Kora Jazz Trio, o grande Mulatu Astatke (acompanhado pelos Heliocentrics; na foto) e os sempre festivos Ferro Gaita são os protagonistas de um grande dia de música (que começa logo a seguir ao almoço, com o DJ Rykardo, às 15h00, e continua com os concertos do Kora Jazz Trio às 18h00, de Mulatu às 20h00 e dos Ferro Gaita às 22h00), organizado pelo Africa.Cont e marcado para 26 de Setembro, na sede deste centro de arte africana, as Tercenas do Marquês (que fica muito próximo do Museu de Arte Antiga, às Janelas Verdes). Os pormenores da organização:


«26 SETEMBRO | 15h – 24h
KORA JAZZ TRIO
18h
O encontro entre a tradição musical mandinga e a liberdade do jazz. A união da Kora, das percussões da costa ocidental africana e do swing afro-americano.
Um diálogo entre o griot e a blue note.
Kora Jazz Trio salvaguarda a espontaneidade da sua linguagem e a individualidade de cada elemento. A de Abdoulaye Diabaté, pianista e compositor
senegalês, com formação clássica e adepto de uma estética livre ao piano. De Djeli Moussa Diawara, guineense, irmão de Mory Kanté, e virtuoso na voz e
na Kora de 32 cordas. E de Moussa Cissoko, também senegalês, mestre da percussão mandinga, celebrizado pelas colaborações com Peter Gabriel,
Jacques Higelin, Manu Dibango ou Rey Lema.
Kora Jazz Trio constrói uma ponte musical imaginária sobre o Oceano Atlântico, entre dois continentes que partilham raízes melódicas e rítmicas comuns.
http://korajazztrio.free.fr
http://www.dailymotion.com/video/x3j5zx_kora-jazz-trio_news


MULATU ASTATKE &
THE HELIOCENTRICS
20h
Mulatu Astatke descobre a música aos 16 anos e desenvolve os seus estudos, primeiro em Londres, onde colabora com Tubby Hayes, Frank Holder, Joe
Harriott e Ronnie Scott, depois no Berklee College, em Boston e ainda em Nova Iorque, onde conhece John Coltrane e colabora depois com Duke Ellington.
É na década de 60 que se protagoniza como pai do Ethio-Jazz e desenvolve novos arranjos de melodias tradicionais da Etiópia (séries “Ethiopiques”).
O grande reconhecimento do trabalho de Mulatu Astatke acontece com a sua participação na banda sonora do filme “Broken Flowers”, de Jim Jarmusch,
com vários espectáculos em 2008, de onde se destacam as participações no Barbican e em Glastonbury.
The Heliocentrics é um colectivo radicado em Londres que integra um luxuoso leque de músicos de diferentes origens e formações, e desenvolve um
trabalho excepcional de comunicação entre diferentes linguagens musicais.
“Inspiration Information” (2009) é uma colaboração de Mulatu Astatke com The Heliocentrics que nasce do seu regresso a Londres e que procura perseguir as
raízes, usando como base sólida o Ethio-jazz original. Um salto qualitativo no que respeita aos novos conceitos de fusão musical, colaboração e combinação
trans-cultural.
http://www.ethiojazz.com
http://www.youtube.com/watch?v=mlGmjXxnGgM


FERRO GAITA
22h
O nome FERRO GAITA vem da combinação de dois instrumentos: o Ferro (pedaço de metal tocado com uma faca) e a Gaita (tipo de acordeão/concertina),
utilizados na musica tradicional Cabo-verdiana, e instrumentos base do género musical mais tocado pelo grupo: o FUNANÁ. Tradicional da Ilha de Santiago
e próximo do Forró do Nordeste Brasileiro, este ritmo é um sedutor convite à dança.
FERRO GAITA é uma das referências mais consistentes e mais reputadas da música Cabo-verdiana. Na sua abordagem profunda aos ritmos tradicionais de
Cabo-Verde, primam pela autenticidade, pelo dom e pela energia, sobretudo ao vivo, onde são inacreditavelmente efervescentes.
Com 13 anos de carreira têm 5 álbuns editados: Fundu Baxu (1996), Rei di Tabanka (1999), Rei di Funaná (compil, 2001), Ferro Gaita ao vivo (2006) e Cidade
Velha (2008).
http://www.ferrogaita.cv
http://www.youtube.com/watch?v=pCcXZ5IKS9w

ENTRADA LIVRE [ATÉ AO LIMITE DA LOTAÇÃO]».

03 abril, 2009

Group Doueh e Omar Souleyman na Gulbenkian


Olha que bela notícia! O Juramento Sem Bandeira avança com a informação de que o Group Doueh (na foto) e Omar Souleyman actuam dia 21 de Junho, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, num concerto organizado pela Filho Único. Atenção - o espectácculo (seguido de sessões dos DJs Hisham Mayet, Alan Bishop e Mark Gergis) começa às... 19h00. O texto do Vítor:

«Entre as datas conjuntas que o Group Doueh e Omar Souleyman vão fazer na Europa, há uma para Lisboa, a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian, com mão da Filho Único: 21 de Junho. Group Doueh é um dos nomes mais relevantes (e em actividade, diga-se de passagem) do catálogo Sublime Frequencies, o selo norte-americano que desde há meia-dúzia de anos tem vindo a editar gravações mais ou menos obscuras de artistas mais ou menos obscuros de paragens mais ou menos obscuras dos continentes africano e asiático. Há dois anos, a Sublime Frequencies deu a conhecer ao mundo mais atento este grupo de guitarras eléctricas do Sahara Ocidental através do LP de edição limitada "Guitar Music from the Western Sahara", excelente como documento, embora o péssimo som lhe manche a ambição de objecto de entretenimento que se encontra noutros trabalhos recentes também vindos do Norte de África, onde também blues, guitarras eléctricas e deserto costumam ser as quatro palavras mais citadas nos textos sobre eles discorridos. Não deixa, porém, de ser um documento fantástico. E também ali se assiste a uma contaminação interessante de influências ocidentais nas tradições locais, em proporções muito semelhantes aos grupos antes citados de rés-vés. Vai ser interessante deixar para trás a imaginação que o disco proporciona e comprovar ao vivo o valor do Group Doueh. A acompanhá-los vai estar outro nome do catálogo da SF, o sírio Omar Souleyman. Meio folk, meio pop, completamente chunga, está para a folk local quase como o fasil das pistas de dança actual está para o fasil turco antigo, ou como o Bhangra Pop está para a folk indiana. Não há como perder esta noite».

Mais informações aqui.

01 abril, 2009

Rokia Traoré - Concertos no Porto e em Lisboa


Depois do maravilhoso espectáculo na noite de encerramento do FMM de Sines do ano passado, a cantora maliana Rokia Traoré regressa ao nosso país para espectáculos no Porto (Casa da Música, dia 27 de Maio) e Lisboa (Lux, um dia depois), ainda em apresentação do novo álbum «Tchamantché». O comunicado da organização:


«Rokia Traoré Ao Vivo

É uma das vozes mais importantes do continente africano, mas é a universalidade que faz dela uma artista de eleição.

Rokia Traoré em Portugal numa produção Mandrake.

Rokia Traoré alcançou, definitivamente, um estatuto só ao alcance dos artistas mais prodigiosos. Com «Tchamantché», o 4º álbum de originais, a cantora, compositora e guitarrista do Mali arrastou o culto para fora das fronteiras tradicionais da «world-music» e agarrou com elegância a crítica e público de todos os quadrantes.

A música de Rokia Traoré, sublime na sua transversalidade, não se limita aos ritmos tradicionais do Mali, vai mais além: o Funk, o Blues, o Jazz e o Rock, são géneros em destaque numa sonoridade original e muito sofisticada. Ao vivo, Rokia Traoré começa lentamente a conquistar a audiência com ritmos jazz para, gradualmente, dar lugar a ritmos mais festivos que facilmente passam do palco para a plateia.

A guitarra eléctrica «Gretsch», a harpa, o «N’Goni» (guitarra maliana), a voz sussurrante, as letras na língua Bambara, os instrumentos clássicos, tudo em perfeita harmonia, criam uma atmosfera fabulosa que não deixa ninguém indiferente e, muito menos, parado.

A festa fica marcada para os próximos dias 27 de Maio, na Casa da Música, Sala 2, no Porto, e 28 de Maio em Lisboa, no Lux. Pela primeira vez, Rokia Traoré apresenta-se em Portugal em concerto próprio e o entusiasmo é enorme para ver e ouvir esta genial intérprete, tantas vezes elogiada pelo seu conterrâneo Ali Farka Touré.

PORTO | CASA DA MÚSICA – SALA 2 | 27 MAIO – 21H30 | 22 EUROS

LISBOA | LUX | 28 MAIO – 22H00 | 22 EUROS»

25 março, 2009

Ferro Gaita - O Melhor Funaná no Armazém F


O mais importante grupo de rejuvenescimento do funaná, os Ferro Gaita, é o convidado especial de mais uma Gala Kretcheu, a decorrer depois de amanhã, dia 27, no Armazém F, em Lisboa. E também se pode jantar cachupa (nham!!!) e ouvir batuque... O comunicado:

«GALA KRETCHEU
NOITE MEMORÁVEL COM OS FERRO GAITA

Cabo Verde em destaque!

O Grupo Ferro Gaita, as Batucadeiras, e um jantar típico preparado com toda a sabedoria por um cozinheiro Cabo-verdiano, em mais uma festa Kretcheu no dia 27 de Março no Armazém F.

Porque é um concerto único, que não vai deixar de querer assistir, faça já a sua reserva!

O número de jantares é limitado.

Formados em 1996, o grupo Ferro Gaita , descobriram na gaita, no ferro e na viola baixo, novos caminhos para a música tradicional de Cabo Verde. Estarão em Lisboa a apresentar o quarto álbum do Grupo que comemora, este ano, 12 anos de existência. Trazem sonoridades já características como o Funana Rápido, o lento e o Sambado, Tabanka e Batuque e uma das novidades é a gravação de um “Talaia Baxu” estilo tradicional da ilha do Fogo.

Programa:

Das 20:00hrs até às 23:00hrs é servido o jantar tradicional:

- Entrada+catchupa+1bebida+sobremesa+café

Segue-se a animação das Batucadeiras
À meia-noite e meia início do concerto dos Ferro Gaita.

Preços:

Jantar+concerto= 25€
Concerto= 10€

Inf e reservas: 963660756 ou gala.kretcheu@gmail.com

Armazém F (r cintura porto de lx, 65, santos)

Uma Noite com o sabor, os ritmos e as cores de África!».

18 março, 2009

Dazkarieh - «Hemisférios» Apresentado Hoje à Noite


Os Dazkarieh são, cada vez mais, uma das mais importantes bandas folk (e usa-se aqui a palavra folk apenas por facilidade de designação) portuguesas. O seu novo álbum, «Hemisfèrios», é um duplo que apresenta no primeiro CD vários temas originais e, no segundo, versões de tradicionais portugueses reinventados pela pulsão eléctrica do grupo. Hoje, quarta-feira, à noite, o álbum é apresentado num concerto no Cinema S.Jorge, em Lisboa. O comunicado oficial:

«Os Dazkarieh comemoram 10 anos com “Hemisférios”, disco duplo que é o 4º álbum de originais da banda e o seu trabalho mais ambicioso até à data, que será apresentado dia 18 de Março no Cinema S. Jorge, pelas 21h30m.

“Hemisférios” que será mais uma vez editado pela HEPTA, surge agora como uma revisão do caminho percorrido nos últimos 10 anos. Tendo inicialmente vivido em exclusivo dos seus originais, o grupo avançou em 2006 para a revisão de tradicionais portugueses que representam hoje em dia praticamente metade do seu repertório ao vivo. Surgiu assim a ideia, em jeito de comemoração, de fazer um disco duplo, em que num dos lados estariam as composições originais, uma imagem de marca, e no outro as recriações de tradicionais portugueses, de regiões ainda não trabalhadas pelo grupo.

Nos últimos 3 anos a banda fez concertos um pouco por todo o mundo, em salas e festivais de Espanha, Andorra, Bélgica, Alemanha, Polónia, República Checa, Suíça, Áustria, Estónia, Canadá, México e Cabo Verde.

2009 marcará ainda mais essa vertente internacional com uma grande digressão Alemã (com 21 concertos marcados até à data e onde tocarão em Berlim pela primeira vez) e espectáculos em países como a Malásia, Singapura, Croácia, Itália, Estónia e Áustria.

Complicado será agora definir em que género musical se inserem. A procura de um rótulo deixará insatisfeitos uns e outros porque não será fácil definir um som que ecoa a espaços tradicional e etéreo, resvalando muitas vezes para um rock poderoso condimentado com fortes ritmos que no fundo são apenas tocados em instrumentos acústicos de forma não tradicional.

Mais importante será pensar que após 10 anos, os Dazkarieh criaram o seu som, a sua abordagem única à música portuguesa, de raiz ou não, isso pouco importa quando estamos perante um dos mais internacionais e criativos grupos portugueses».

02 março, 2009

Assobio - E Depois dos Chuchurumel...


Os Chuchurumel terminaram. Mas há vida depois do fim do grupo: enquanto Julieta Santos continua com os Diabo a Sete, a outra metade dos Chuchurumel, César Prata (na foto), está a iniciar um novo projecto que segue as pisadas - sábias e seguras - dos Chuchurumel. Chama-se Assobio, grupo assim apresentado:

«ASSOBIO é sopro; um sopro musical. E sopro é vida.; a vida que passa pela cultura popular e pela sua transmissão constantemente renovada. ASSOBIO é o nome do novo projecto musical de César Prata. Após o fim de Chuchurumel, o seu anterior grupo, ASSOBIO marca a continuidade do seu trabalho com a tradição musical portuguesa, ou seja, o cruzamento da tradição com linguagens musicais dos nossos tempos. ASSOBIO é um desafio, uma constante procura de sonoridades, um caminho para a música portuguesa. ASSOBIO faz-se também com a voz carismática de Vanda Rodrigues, uma cantora surpreendentemente singular, uma voz para a música portuguesa. ASSOBIO é nome de disco e de espectáculo. ASSOBIO é uma co-produção do Teatro Municipal da Guarda e de César Prata e estreará no próximo dia 15 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda. O espectáculo de estreia assinalará também a apresentação do CD ASSOBIO, uma edição do Teatro Municipal da Guarda. Depois... Depois vamos andar a assobiar... Por aí!

Quem assobia:
César Prata: laptop, guitarra sintetizada, ewi, guitalele, viola braguesa, ocarina, flautas, ponteira, percussões. Vanda Rodrigues: voz e percussões».

No myspace do Assobio, aqui, podem ouvir-se dois temas do álbum que aí vem: o romance «Dom Varão» e a «Cantiga da Ceifa».

16 fevereiro, 2009

Mercedes Peón - Concerto em Sines (Não, Ainda Não É o FMM)


A cantora, gaiteira e pandeireteira galega Mercedes Peón - uma das mais importantes figuras da renovação da música tradicional da Galiza - dá um concerto em Sines, na Av. Vasco da Gama - mesmo junto à praia -, a 24 de Abril, nas comemorações do 25 de Abril desta cidade alentejana. Aqui em baixo segue o texto de apresentação do concerto em Sines, já a deixar água na boca para o próximo FMM:

«Uma das grandes figuras da folk europeia, nomeada para os prémios de "world music" da BBC Radio 3 e merecedora de distinções por revistas como a Folkworld ou a Songlines, Mercedes Peón representa o melhor da música galega no século XXI: um conhecimento profundo da tradição e a mais contemporânea imaginação. Com raízes na cidade A Corunha, esta intérprete e compositora nascida em 1967 enche o palco com a sua voz, dança, gaita-de-foles e pandeireta. Três discos gravados ("Iusé", em 2000, "Ajrú", em 2003, e "Sihá", em 2007) e participação em mais de 300 festivais em todo o mundo, dão-lhe repertório e experiência para dar aquele que se adivinha vir a ser um dos concertos do ano em Sines».

02 fevereiro, 2009

Biel Ballester Trio - De Woody Allen a... Lisboa e Portimão


O grupo catalão Biel Ballester Trio - que parte do jazz manouche inventado por Django Reinhardt para outros estilos como a bossa-nova ou a rumba - regressa a Portugal para dois concertos, dia 9 de Abril no MusicBox, em Lisboa, e um dia depois no Teatro Municipal de Portimão. Isto, depois de terem tocado com Woody Allen na estreia do filme que este realizador dedica à cidade de Barcelona, «Vicky Cristina Barcelona» (filme em que trio participa com dois temas para a banda-sonotra). O comunicado oficial:

«BIEL BALLESTER TRIO

Gypsy Jazz

Os Biel Ballester Trio são um grupo que se enquadra perfeitamente no mundo do jazz e que interpreta este estilo musical com uma personalidade muito própria através do chamado "Jazz Manouches". O que se pode afirmar do "Gypsy Jazz" é que se trata do estilo de jazz menos americano e do mais europeu de todos os que se interpretam no mundo.

Os Biel Ballester Trio têm dois temas de sua autoria no último filme realizado pelo mundialmente conhecido Woody Allen, "VICHY CRISTINA BARCELONA" (Scarlett Johanson, Javier Bardem e Penélope Cruz) temas esses que foram escolhidos pelo próprio woody Allen.

Como curiosidade o realizador fez questão de actuar com o grupo aquando da sua passagem por Barcelona para a apresentação e estreia do filme.

O grupo está ainda incluído na banda Sonora do CD com os dois temas do filme juntamente com outros artistas entre os quais Paco de Lúcia e Juan Serrano.

Em Portugal já actuaram em 2008 no Rota Jazz Trofa; Auditório de Lagoa; Festival MED (Loulé), Montemor-o-Novo, entre outros locais».

23 janeiro, 2009

Lula Pena e Norberto Lobo - Um Encontro Feito no Céu


É o melhor encontro (improvável... ou nem por isso tão improvável quanto isso) da estação: uma das melhores cantoras portuguesas (e não só!!) junta-se a um dos melhores guitarristas portugueses (e não só!!) para um concerto único e que se espera inesquecível: Lula Pena (a cantora) e Norberto Lobo (o guitarrista) actuam amanhã, na ZDB, em Lisboa... E eu espero ter bilhetes (dois, pelo menos). A seguir, o comunicado da ZDB. que lhes faz toda a justiça:


«Sábado, 24 de Janeiro às 23h00

LULA PENA & NORBERTO LOBO (PT)

A convite da ZDB, Lula Pena e Norberto Lobo encontram-se pela primeira vez em palco para um concerto em conjunto, concretizando os esboços traçados num breve e fortuito encontro na edição de 2008 do Festival Bom, no Barreiro.

O acaso juntou-os, e juntos descobrem agora as palpitações da forma, estabelecem cadeias de relação, encadeiam experiências na procura da emoção pura. Voz e guitarra que ficam na pele, como se tivesse sido sempre assim, como se não pudesse ser de outro modo.


Lula Pena
Lula Pena ouve sons e quer expressá-los através do seu corpo, tendo como instrumento uma voz; como som do rio a tremer, da terra a respirar, do céu a crescer. Uma voz, um apelo da memória de alguém que ouve com os sentidos todos e quer revelar, naturalmente, as conversas secretas com o seu próprio coração; esse músculo vermelho e esponjoso, que sobrevive de irrigações constantes e vive de ritmos ora mais lentos ora mais rápidos.
Ela sente a idade da terra e o peso de tão grande dimensão, quer cantar as suas memórias mais antigas, quer cantar as raízes do mundo com a fatalidade de quem sabe que a vida é curta para tão longa viagem. Dar a voz ao canto da fatalidade. Da lonjura. Do destino. Da tragédia.
(...)
Musicalmente, pretende mexer na raiz do fado inventado por Amália, na raiz da música inventada por Caetano Veloso e Chico Buarque, na raiz da morna de Cesária Évora, nas raízes Populares de autores anónimos. O caminho é muito longo e a vida muito curta, Lula Pena aceita a tragédia e quer protagonizá-la... Hoje lusófona, amanhã árabe, depois africana... A fusão musical de raízes comuns e distintas, próximas e longínquas. Os desafios, os riscos e as metas, o culminar duma crença – a Terra mãe de todas as músicas – isto é Lula Pena.
In www.attambur.com

+ Info: Myspace|Vídeo|vídeo|Entrevista


Norberto Lobo
Com apenas uma guitarra, invariavelmente acústica, Norberto Lobo - 26 anos de Lisboa inscritos na pele - procede a um pequeno grande milagre. O seu recente "Mudar de Bina", concentra em pouco mais de trinta minutos, dez imaculadas canções - sempre instrumentais - de uma maturidade rara, num todo profundamente português. Traz Carlos Paredes no coração, dedicando-lhe o disco. Mas a música do jovem guitarrista apropria-se de outros elementos: as melodias e as harmonias tanto evocam a nossa música popular, como sugerem anos e anos a ouvir e tocar música brasileira. O dedilhado recorda-nos os ensinamentos de John Fahey e toda a Escola Takoma. Apesar da curta carreira, Norberto Lobo já partilhou palcos com incontornáveis como Devendra Banhart, Larkin Grimm ou Lhasa».

15 janeiro, 2009

Tiago Pereira - Dez Anos a Guardar Memórias


OMIRI LIVE - A la Muse from Tiago Pereira on Vimeo.


O realizador Tiago Pereira apresenta a totalidade da sua obra num ciclo que lhe é dedicado e que pode ser visto na Fábrica do Braço de Prata, de 22 a 26 de Janeiro. No ciclo estão também integrados concertos - Omiri (no vídeo em cima) e B Fachada - e conferências. A programação completa, já a seguir... E, muitos parabéns, Tiago!!

«Tiago Pereira faz video há 10 anos, trabalha essencialmente na alfabetização da memória, na necessidade de documentar, preocupado com a tradição oral, e com a ponte geracional faz recolhas video por esse país todo, que depois reconstrói. Alguns dos seus videos ja receberam prémios nacionais e internacionais.

Esta programação visa celebrar os 10 anos da sua actividade, mostrando alguns dos seus filmes e não só, também a sua actividade como vj e video músico e o trabalho de outras pessoas que com ele trabalham ou já trabalharam e que de alguma forma se englobam no seu universo.

PROGRAMAÇÃO

22 Janeiro Quinta feira

18 horas
Videos
Quem canta seus males espanta 9´1998
Vencedor do Prémio: melhor realizador Português- Encontros de Cinema Documental da Malaposta

O que é a Imagem? 10`2001

Projecto Pro memória co realizado com Raquel Castro
A arte da Memória 14`2004
Os povoadores do tempo 15`2004
Disparem à vontade 15`2005

21.30
Conversa com Raquel Castro
Paisagens Sonoras
Filme
Soundwalkers de Raquel Castro


23 Janeiro Sexta feira

18 horas
Videos
11 burros caem no estômago vazio 26`2006
Vencedor do Premio: melhor curta metragem Portuguesa – Doc Lisboa 2006 –
Melhor filme Etnográfico . Dialektus festival Budapest 2007

Meta- 25`2005

Folk-Lore 01 Danças e Igreja 11`2008
Folk-Lore 02 Regadinho 5`

22 horas
Bfachada Tradição oral contemporânea 60`2008
Concerto com Bfachada – www.myspace.com/bfachada




24 Janeiro Sábado

18 horas
Videos
Manda Adiante 25`2007

Sonotigadores de tradições 25´2003
Vencedor do Grande premio Ovar Video 2003

Ao alcance de todos 25`2008

Aniki na Casa 52`2008

22 horas
Conversa com membros da Associação Pe de xumbo e Alexandre Matias da Associação Tradballs
Arritmia 44`2007
Baile Concerto – OMIRI
www.myspace.com/omirisound



25 Janeiro Domingo
15 horas
Mesa redonda – As recolhas videográficas e a arte contemporânea
Tiago Pereira
José Barbieri
Domingos Morais

Apresentação do projecto MEMORIAMEDIA por José Barbieri
www.memoriamedia.net»

23 dezembro, 2008

Re-Post: Melech Mechaya Encerram Digressão em Lisboa (E Ainda Há Mais Festarola a Seguir)


Só para refrescar a memória: os Melech Mechaya - aquela nobre instituição almadense de klezmer, música balcânica e surf-rock que semeia festas em todos os lugares onde toca - encerram a sua digressão de 2008 com um concerto no Santiago Alquimista, em Lisboa, dia 27 de Dezembro. E não vão estar sozinhos: na primeira parte terão os Atma - projecto de world music entendida de forma global e alargada - e, para «after-party», o DJ António Pires (pois...) promete, desde já, dar continuidade à festa. Os Melech Mechaya são João Graça (violino), Miguel Veríssimo (clarinete), André Santos (guitarra), João Sovina (contrabaixo) e Francisco Caiado (precussões) e, ainda antes do Santiago Alquimista, podem ser vistos dia 26 de Novembro no Teatro Municipal da Guarda.

02 dezembro, 2008

Amélia Muge Canta(-se) no CCB


Muitas das canções que Amélia Muge compôs para outros artistas vão agora ser ouvidas através da sua própria voz, no espectáculo «1 Autora, 202 Canções», que Amélia Muge vai apresentar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dia 7 de Dezembro, tendo como convidados Ana Moura e Gaiteiros de Lisboa. O texto de apresentação do concerto, escrito pela própria autora:

«Talvez por necessidade, talvez por resposta aos que me seguem, quando acabo um trabalho já estão na forja muitos outros.

Se a criação fosse uma espécie de floresta-estufa diria que quando já existem plantas prontas a sair, há outras que ainda são apenas semente, outras já no viveiro, outras ainda simplesmente a precisar de tempo p’ra crescer.

Quando o António Cunha da UGURU me propôs, de certo modo, a entrada do agente sanitário, do comprador de plantas, do expert em inventários, isto é uma revisão da matéria produzida até aí, saí da estufa, esqueci a floresta e fui ao escritório, ao livro de registos, consciencializei as compras, os gostos gerais, os mais particulares, os únicos.

É tempo, sobretudo, de recolecção em prados conhecidos. De pegar em cada canção, olhá-la como se olha uma planta, ponderar o que é fruta, flôr, cacto ou arbusto, escolher as mais resistentes, as que melhor se darão no mercado da praça, as mais vistosas, eventualmente as que, com formas estranhas, possam chamar a atenção porque definitivamente, mais ninguém tem iguais para vender.

É tempo de recolecção. De pôr as canções todas “numa carreirinha, para ver até onde eu cheguei”, como dizia a Rosa Ramalho a propósito das suas peças de cerâmica.

Não serei seguramente só eu a fazer a escolha. Lembrarei, é claro, as que são mais fáceis de transportar, as que têm mais perfume, as que são mais resistentes, as que ficam de certeza, muito melhor na janela do vizinho do que na minha».

Mais informações, aqui.

01 dezembro, 2008

Concha Buika - Concerto em Lisboa (e com Mariza como Convidada)


Outra excelente notícia, na sequência de outras muito boas aqui em baixo: a cantora espanhola Concha Buika - da qual foi editada recentemente a edição especial de «Niña de Fuego», com um disco-bónus e um livro com muitas fotografias e poemas inéditos - regressa a Portugal, desta vez para um espectáculo em Lisboa, depois de há alguns meses ter assinado um dos momentos mais altos do festival Med de Loulé. Mas, desta vez com banda e com uma convidada especial, Mariza. Uma notícia da Lusa dá conta do essencial:

«A cantora espanhola Concha Buika, nomeada para os Grammy latinos deste ano com o álbum "Niña de Fuego", actua dia 16 de Dezembro no Centro Cultural de Belém em Lisboa, anunciou a sua produtora.


"Niña de Fuego" está nomeado na categoria "Melhor Álbum", e o seu produtor, Javier Limón, o mesmo do álbum "Terra" de Mariza, na categoria Folclore, está também a concurso para o Grammy Latino “Melhor Produtor”.

O espectáculo em Lisboa de Concha Buika conta com a participação especial de Mariza.

Em palco acompanham a cantora de Palma de Maiorca Ivan 'Melón' Lewis ao piano, Danny Noel no baixo, Ramón Porriña nas percussões flamencas e Horacio 'El Negro' Hernandez na bateria.

Concha Buika, de origem guineense, colaborou na década de 1990 em projectos de hip hop e com os La Fura dels Baus.

Editou o seu primeiro disco, "Buika", em 2005, mas foi com o segundo álbum, "Mi Niña Lola", que saltou para a ribalta da música espanhola.

Buika gravou com Mariza o tema "Pequenas Verdades", um original de Limón, no último álbum da cantora portuguesa».

27 novembro, 2008

Gatham Brothers - Música do Sul da Índia na Aula Magna


É já hoje, quinta-feira, às 21h00, que os Gatham Brothers, legítimos representantes da música carnática, actuam na Aula Magna, em Lisboa. O comunicado de imprensa, a seguir:

«Os Ghatam Brothers, constituídos pelos irmãos Prathap e Prakash, naturais de Bangalore e actualmente radicados em Londres, já actuaram em algumas das mais conceituadas salas da Europa, tais como o Royal Albert Hall e a Royal Opera House de Londres e apresentam-se agora em Portugal pela primeira vez para um espectáculo único de música carnática, ou seja, música clássica do sul da Índia e Sri Lanka.
Artistas versáteis, embora de formação clássica participam regularmente em projectos de jazz e de música de fusão, tendo já colaborado com, entre muitos outros, Massive Attack, Talvin Singh e Shivanova».

26 novembro, 2008

Natacha Atlas (de Surpresa!) no Estoril...


Assim, de surpresa, surge a notícia de que Natacha Atlas vai actuar no Centro de Congressos do Estoril. No comunicado da organização do concerto, a Everything Is New, pode ler-se:

«Natacha Atlas actua dia 7 de Dezembro no Auditório do Centro de Congressos do Estoril, onde apresentará o novo álbum, “Ana Hina”, editado no início do ano.

A cantora belga de origem egípcia, Natacha Atlas, começou a dar que falar como vocalista (e bailarina de dança do ventre) dos Transglobal Underground, um reputado projecto britânico que mistura electrónica com World Music.

A carreira a solo começou em 1995 com o álbum, “Diáspora”, também produzido pelos Transglobal Underground, que conferiu, imediatamente, à cantora o estatuto de artista de culto.

A tremenda voz de Natacha Atlas levou-a a colaborações com artistas tão importantes como Jean-Michel Jarre e Belinda Carlisle, bem como a versões únicas de grandes clássicos como “I Put a Spell on You” de Screamin' Jay Hawkins, celebrizada pelos Birthday Party de Nick Cave.

O oitavo disco a solo chegou em Maio deste ano. “Ana Hina” inclui várias versões acústicas de canções originais de Fairuz (cantora libanesa popularizada na década de 70) e Abdel Halim Hafez (um dos mais populares cantores e actores egípcios)».

Mais informações sobre este concerto de Natacha Atlas, aqui.

25 novembro, 2008

Cesária Évora Celebra as Origens (em Disco e em Concerto)


É uma grande notícia! Gravações inéditas de Cesária Évora efectuadas durante os anos 60 em Cabo Verde - tinha a cantora cerca de vinte anos de idade - estão agora, e pela primeira vez, reunidas em CD. Algumas destas canções apareceram em singles e EPs editados na altura, algumas reinterpretações de alguns destes temas apareceram em álbuns de Cesária nas décadas seguintes, mas nunca a voz da «diva dos pés descalços» soou tão fresca e feliz como nestas gravações contidas em «Rádio Mindelo». Com mornas e coladeiras clássicas (muitas delas do patrono de Cesária, o lendário Ti Goy, mas também de B.Leza, Morgadinho, Mendes Carvalho, Amândio Duarte ou Abílio Cabral), o alinhamento do disco - que vai ser apresentado em Lisboa, amanhã, quarta-feira, no Cinema S.Jorge - inclui os temas «Cize» (em três versões diferentes), «Oriundina», «Pé di Boi», «Nutridinha», «Vaquinha Mansa», «Belga», «Mar Azul», «Terezinha», «Fruto Proibido», «Falta di Força», «Sayko Dayo», «Sangue de Beirona», «Nho Antone Escaderode», «Mata morte», «Rabolice na Ilha d'Madeira», «Nova Sintra», «Menina d'Fonte Felipe», «Cinturão tem mele», «Dor di Sodade» e «Caminho de São Tomé».