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03 dezembro, 2012
Etnias 2012... E Desta Vez com Ollin Kan Incorporado!
É de festejar! A décima edição do Etnias decorre no Porto nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro e apresenta uma parceria inédita com o Festival Ollin Kan (aquele que nasceu no México mas teve várias extensões no nosso país nos últimos anos). Desta vez, o Etnias começa na sua casa-mãe, o Contagiarte, dia 13, com concertos de Rodrik, Curasom e Re-Timbrar e uma sessão de DJ do nosso querido Osga, para mais uma Noite Folk. Dia 14, o Etnias salta para a Casa da Música, e em parceria com o Ollin Kan, para a apresentação de concertos do brasileiro Kristoff Silva, dos espanhóis Zoobazar (na foto) e dos Mu, acabando a noite no Contagiarte com uma sessão de DJ de, pois, António Pires. E encerra no dia 15, no Contagiarte, com espectáculos de Adducantur, Lugares da Pele e Slap Hand To Hand e uma sessão de DJ de Goldenlocks. Neste último dia, o Contagiarte faz anos e aqui vão, desde já, os Parabéns antecipados! O comunicado oficial:
«ETNIAS / OLLIN KAN 2012
13, 14 e 15 de Dezembro
Parceria Contagiarte e Bartilotti Produções
Locais de apresentação espaço Contagiarte e Casa da Música
Apresentação da parceria Olin Kan / Etnias
Nas suas 5ª edição – Ollin Kan – e 10ª edição – Etnias – os festivais juntam-
se numa parceria que fortifica ambos, sublinhando a sua missão, cruzando os seus
públicos e enriquecendo os conteúdos programáticos. Juntos, queremos marcar a
diferença!
O Festival de Músicas do Mundo Etnias celebra os sons inspirados nos cinco
continentes e promove a harmonia e o entendimento entre culturas. Ritmos
diversificados de instrumentos musicais oriundos de culturas espalhadas pelo
mundo, fundem-se, e propiciam um encantamento e fervilhar emocionante que se
traduzem em alegria e festa. Uma comemoração à diversidade cultural.
O Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan é uma
aproximação a um outro olhar, aquele que resistiu e defendeu as suas heranças
e alternativas culturais, sendo um dos festivais mais importantes do mundo. O
Festival Ollin Kan é assim um encontro vigoroso entre os povos que nos brindam
com músicas e danças provenientes de todos os continentes.
PROGRAMA
DIA 13, QUINTA-FEIRA, espaço Contagiarte
ABERTURA do Etnias / Ollin Kan
22h00
RODRIK
Mal ouvi o som de um didgeridoo e tive a oportunidade de o experimentar, senti
uma enorme ligação ao instrumento. Desde então, liguei-me ao movimento de
músicos de didgeridoo existente em Barcelona e,
experientes, comecei a tocar didgeridoo de uma forma mais regular e disciplinada,
participando em encontros, jam sessions, festivais e concertos. Descobri no
didgeridoo
exteriorizando através dele toda a minha musicalidade interior e misturando-a com
variados estilos musicais. Durante este período de pesquisa e descoberta participei
em oficinas com os mais influentes e referenciados artistas contemporâneos do
dodgeridoo, provenientes de diversas partes do mundo. Também fiz uma longa
viagem pela Europa, tendo como principal referência a música de didgeridoo. Tive
a oportunidade de tocar em bares, clubes e festivais, sempre á procura de novas
com a ajuda de músicos mais
uma
poderosa
forma
de
expressão,
meditação
e
relaxamento,
fusões musicais, tendo tocado com variadíssimos músicos, de música country, jazz,
funk, étnica, ritmos tribais, africanos, sul-americanos, folk e até música electrónica.
Esta experiência fortaleceu a minha relação com o didgeridoo, tornando-se numa
das minhas maiores paixões. Actualmente estou a desenvolver diferentes projectos
musicais, e também aproveito os tempos livres para explorar e experimentar
novas e diferentes fusões musicais. Básicamente, a minha intenção é promover
o dodgeridoo nas suas variadas potencialidades e possibilidades e espalhar a
mensagem do dodgeridoo por todo o mundo.
http://rodrik.bandcamp.com/
23h00
CURASOM
Apresentação do projecto CURASOM, uma marca que levará aos portuenses e
portugueses diversos instrumentos eruditos e oriundos de diversas partes do
mundo. Há um enredo em volta deste conceito. O Som leva-nos à ORIGEM do
MUNDO, deixa-nos navegar no nosso íntimo ser e desperta o nosso ser criança
(...) Ricardo Swami Saudade, mentor do projecto Curasom, além de uma breve
apresentação do projecto e dos instrumentos utilizados para o mesmo, que podem
ser inclusive experimentados pelo público, irá congratular-nos com um pequeno
concerto de Space Drum.
www.curasom.pt
23h30
RE-TIMBRAR
(...) Numa fusão de tradição e contemporaneidade, cria-se, assim, a novidade. Com
a acção de todos, e as influencias de cada um, cria-se, assim, um estilo musical
global: novo e antigo, local e longinquo, todas as visões são benvindas neste
processo de redescoberta das raízes específicas da música portuguesa. (...)
A oficina procura, em palco ou fora dele, sensibilizar o público, divulgando o
potencial rítmico e melódico dos instrumentos de percussão portugueses, inserindo-
os nos variados géneros musicais. Parte-se de um pressuposto de participação de
todos, sendo que todos são, então, público, e simultaneamente, parte activa da
actuação. Misturando o tradicional, tantas vezes esquecido e mal-amado, com o
contemporâneo e actual, a oficina Re-Timbrar procura reconciliar a música com
a tradição. Tornando todas as pessoas parte deste movimento, impulsiona-se a
música portuguesa, incentivando a criação de novas sonoridades tradicionais. Numa
fusão de tradição e contemporaneidade, cria-se, assim, a novidade. Com a acção
de todos, e as influências de cada um, cria-se, assim, um estilo musical global:
novo e antigo, local e longínquo, todas as visões são bem-vindas neste processo de
redescoberta das raízes específicas da música portuguesa.
www.retimbrar.pt.vu
Sonoridades, dia 13: NOITES FOLK com Osga (programador do festival Etnias)
DIA 14, SEXTA-FEIRA, Casa da Música
KRISTOFF SILVA
22h30
Kristoff Silva, natural de Belo Horizonte, é reconhecidamente um dos artistas mais
versáteis da sua geração. Actua como violonista, cantor, compositor, professor de
teoria musical e autor de músicas para teatro e dança. Em 14 anos de profissão,
já se apresentou ao lado de artistas como Caetano Velloso, Elza Soares, Zé Miguel
Wisnik, do diretor teatral Zé Celso Martinez Correa, das cantoras Mônica Salmaso,
Alda Rezende, Ná Ozzetti, Virgínia Rosa, além da Orquestra Sinfônica de Minas
Gerais e do grupo UAKTI. Recentemente foi seleccionado entre mais de 1410
artistas inscritos em todo o Brasil, no projeto "Rumos Itaú Cultural", que faz uma
cartografia da produção musical feita atualmente no país. Escreveu o 'Livro de
Partituras' de Zé Miguel Wisnik, elogiado por Arthur Nestrovski como "as mais bem
grafadas da canção brasileira até hoje".
www.kristoffsilva.com.br
23h30
ZOOBAZAR
Os ZOOBAZAR são um quarteto de música do mundo de Madrid, cujos membros já
tocaram nas bandas mais importantes de música do mundo de Espanha, tais como
RADIO TARIFA, LA MUSGANA, ELISEO PARRA, JAVIER PAXARINO, MASTRETA...
A banda quis experimentar um novo mundo de sons e criar uma nova fronteira
instrumental, baseada na música tradicional, combinando vários elementos
mediterrâneos, como o folklore ibérico, musica dos Balcãs, da Grécia, da Turquia,
Médio Oriente, África do norte, Flamenco e Rock, Funk, Jazz e Música Indiana.
Os ZOOBAZAR conseguem criar um som muito pessoal e único ao compor melodias
claras e cativantes, entrelaçadas com solos virtuosos e hábeis baseados em ritmos
fortes e sólidos e grooves com arranjos de diferentes progressos harmónicos.
Também sabem encantar os ouvintes com melodias profundas e lentas ao usar
introduções longas tipo “taksim” (solos Árabes) nas quais expressam com os seus
instrumentos um leque variado de sensações musicais, sendo o sílêncio uma parte
importante da música e elevando o público a uma nova dimensão musical. (...)
Os ZOOBAZAR são Amir-John Haddad - Ud árabe acustico e eléctrico, Saz Turco
e buzuki. Diego Galaz - Violino, Violino-trompete (stroviol) e Mandolim. Pablo
Martin – bateria e percussões, como durbake, riq, bendir etc. Hector Tellini – Baixo
electrico.
www.zoobazar.es
00H30
MU
Os Mu iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de
experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser,
os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. Os seus membros dedicam-se
aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que
permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de
fusão. A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos,
Austrália, entre outros, permitiu aos Mu descobrir na música uma viagem por
mundos perdidos e resgatá-los atá à actualidade. Entre danças esvoaçantes, vozes
femininas e instrumentos variados, os Mu criam ao vivo um momento de alegria
contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar
impelindo-os a dançar num mundo sem limites. (...)
Ao longo do seu percurso os MU contam já com três trabalhos discográficos,
Mundanças (2005), Casanostra(2008) e Folhas que Ardem (2012).
www.mu.com.sapo.pt
Sonoridades, dia 14: WORLD MUSIC PARTY com António Pires (autor do blog
Raízes e Antenas), no espaço Contagiarte.
DIA 15, SÁBADO, espaço Contagiarte
ADDUCANTUR
Addūcantur é do mundo e faz-se com amor às sonoridades, umas longínquas e
outras de bem perto e é essa sugestiva fusão que nos leva em viagens...
e invade os corpos
É em 2008 que surgem das cordas obstinadas e vibrantes de José Correia e Nuno
Silva, as primeiras composições musicais deste projecto que com um percurso
atipico foi-se afinando as exigências da música.
que se apresentou, num golpe de ousadia criativa afirmou-se recentemente como
Addūcantur. Addūcantur é do mundo e faz-se com amor às sonoridades, umas
longínquas e outras de bem perto e é essa sugestiva fusão que nos leva em
viagens, a sítios cuja atmosfera onírica nos faz pensar conhecer de uma memória
ou de um sonho. A música é para ouvir, observar e absorver, a sua natureza
Se foi com o nome Elementos
contemplativa e densa, desenha fluídos fraseados de humores oscilantes, entre o
carácter complexo da música erudita e a pureza da música étnica.
É com enorme prazer que Eloísa d´Ascensão na Voz; José Correia na guitarra
clássica, guitarra acústica fretless, duduk e flauta de bisel contralto ; Luiza
Bragança no sintetizador/piano; Nuno Silva no saz, santur persa, oud e bouzouki e
Sérgio Henrique no tar, riq, darbuka e udu, vos convidam a viajar.
www.facebook.com/adducantur
23h00
LUGARES DA PELE
Stong Pa Nyid E Iris Lican combinam a fotografia e o movimento num trabalho de
criação em tempo real. Todas as imagens foram criadas n relação imediata com
os lugares escolhidos e com a ressonância de cada uma consigo mesma., com o
local e com a outra. Esta performance combina exposição fotográfica com dança e
movimento. O corpo atravessa os espaços da exposição , circulando entre salas,
entrando e saindo de lugares, peles, rostos, identidades.
Sendo
alternadamente
questionador, ritual, parte das próprias paredes, terreno e etéreo. Assim, o público
é convidado a apuarar o olhar, porque há partes que vê, outras que não. E ninguém
vê exactamente a mesma performance. (...) No final, propõe-se uma conversa
aberta entre criadoras e audiência (...) dissolvendo a barreira entre artista e
público, alargando a experiência.
espectador,
criador,
elemento
neutro,
elemento
Criação e interpretação Iris Lican e Stong Pa Nyid Fotografia Stong Pa Nyid
Movimento Iris Lican Som Baltazar Molina
www.irislican.com
23h30
SLAP HAND TO HAND
Slap – Hand To Hand é uma banda baseada na percussão da África Ocidental,
misturando diferentes ritmos, rituais, histórias e culturas. A música Mandinga/
Griot representada pelos Djembes, Dununs e Balafon funde-se com a cultura
contemporânea através deVjing e Sampling usando o Resolume e instrumentos
como o Akai MPD Sampler.
É objectivo desta banda misturar a cultura Mandinga/Riot com a urbana, sem
deturpar a origem, fazendo um apelo constante aos sentidos e às memórias
intrinsecas à genética colectiva. Os percussionistas escondem nas entrelinhas
desta sonoridade ritmos e melodias com origem em simbolos ancestrais que são a
resposta para transes de várias castas.
Mais do que percussionistas, mais do que músicos, os Slap trabalham a partir de
uma herança, transformando a urbe num campo de terra onde a poeira levanta a
cada batida.
Davidian Lopes :: Francisco Rodrigues Bento :: Francisco Aviztía :: Lascas :: Pedro
Petronilho :: Pedro Adrega
Sonoridades, dia 15: WORLD MUSIC PARTY com Dj Goldenlocks (mentora das
noites vibrantes Fuego y Tumbao)
Comemoração do 9º aniversário do espaço Contagiarte
Contactos produção:
contagiarte@contagiarte.pt
danielareis.contagiarte@gmail.com
asaltao.contagiarte@gmail.com
carlos.bartilotti@gmail.com
222 000 682 / 91 604 71 01
Contagiarte – espaço de sensibilização, formação e dinamica culturais
Rua Álvares Cabral, nº372
4050-040 Porto»
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Zoobazar
01 dezembro, 2011
Etnias 2011 com Né Ladeiras, Karrossel e... Uma Grande Surpresa!

Vem aí mais um festival Etnias e, mais uma vez, a coincidir com o aniversário da sua casa, o Contagiarte. Também vou lá estar, assim como os Karrossel, Rogerinho do Acordeon e Miguel Fuá, Cia Flamenco Con Temple, Intia Mundon, Né Ladeiras (na foto, de Susana Paiva) e Drop Etnica, entre outros. Cereja em cima do bolo e surpresa absoluta: um espectáculo conjunto -- e inédito! -- que vai juntar em palco os Galandum Galundaina, Mu e Pé na Terra.
Etnias 2011
Festival de Músicas do Mundo
9ª Edição
Dias 8, 9 e 10 de Dezembro no espaço Contagiarte
Há nove edições atrás estávamos expectantes… era a primeira edição de um festival de música produzido pela Acaro somado à inauguração de um novo projecto da associação – o espaço Contagiarte.
Passado todo este tempo continuamos expectantes… O festival de músicas do mundo – Etnias vai reunir na edição deste ano magníficos nomes da música feita em Portugal. Galandum Galundaina, Né Ladeiras, Mu, Pé na Terra, entre outros, vão fazer desta edição algo de muito especial que irá perdurar na memória de todos os que assistam, assim esperamos.
O Etnias é um festival que quer celebrar as sonoridades e danças de povos do mundo, um evento que promove a harmonia e o entendimento entre culturas. Este festival é para nós – acaro/contagiarte – o nosso cartão de cidadão. Sem dúvida que este evento anual espelha muito bem quem somos. O Etnias nasceu connosco e em conjunto vamos celebrar dois mil novecentos e vinte dias de existência!
Programação
Dia 8 / Quinta-feira
22H00
DROP ETNICA
"Ao ritmo da impermanência"
A residência artística itinerante (RAI) é uma viagem que une várias cidades da Europa num contexto musical. A criação de novos conteúdos sob influência de culturas distintas, faz ponte para novas margens de texturas sonoras. A performance proposta por Renato Oliveira e Mariana Root é o resultado de uma colecção de materiais recheados da vivência de um mês em Portugal, Espanha, Franca, Suíça e Itália. O processo da residência foi feita via terrestre num camião com o intuito de apresentar no palco da rua a progressão do trabalho.
Os instrumentos utilizados foram ajustados á mobilidade dos artistas, sendo o set composto por voz, didgeridoo, shruti Box, flauta de harmónicos, mini kit de bateria e beat Box. (…) a identidade deste projecto expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.
23H30
KARROSSEL
Do gosto pela DANÇA e pela MÚSICA, nascem na cidade do Porto os KARROSSEL em 2009.
Fruto de recolha e pesquisa, ensinam danças tradicionais, essencialmente portuguesas, mas também do resto da Europa.
Num espírito de festa, os KARROSSEL propõem uma viagem pelo mundo da música tradicional, onde o público é convidado a participar, num rodopio de danças!
Desde o Vira do Minho, o Fado Batido, até à Troika da Rússia, passando pela Bretanha, Roménia, Lituânia, e tantas outras culturas, regressando sempre a Portugal num diálogo constante com o público... os KARROSSEL põem todos a andar à roda!
HUGO OSGA - Bul Bul Tarang, dum dum, didgeridoo / RICARDO COELHO - Gaitas de Foles Portuguesa, Galega, Bulgara, Francesa, Flauta transversal, Sopros / NUNO ENCARNAÇÃO - Cajon, Derbouka, Riq, Percussões / SÉRGIO CARDOSO - Clarinete, Flauta transversal / FERRER LEANDRO – Guitarra
DIANA AZEVEDO - Recolha e ensino de danças tradicionais
Sonoridades: OSGA programador do festival Etnias e mentor do projecto NOITES FOLK, projecto residente no espaço Contagiarte
Dia 9 / Sexta-feira
22H00
INTIA MUNDON
O projecto INTIA MUNDON tem como objectivo principal dar a conhecer os temas originais de Ferrer Leandro, temas estes que fazem parte de experiências musicais que vão do jazz ao jazz Manouche, do Flamenco ao Fado. A dupla de Guitarras do Duo INTIA MUNDON de Ferrer Leandro e António Dias, são um misto de energias circenses, pintadas de coloridos vários e com sensações emocionais que vão do intimismo bucólico ao alegre timidamente eufórico. É de experimentar ver e ouvir...
23H00
Cia Flamenco Con Temple apresenta Contratempos
Companhia residente no espaço Contagiarte
com Ana Pinhal e Francisco Almeida
Há um ditado castelhano que determina que "No hay mal que por bien no venga". Numa peculiar homenagem aos contratempos que nos temos deparado fora e dentro das coreografias, apresentamos "Contratempos II" com alegria. Alegria que marca a chegada de dois novos membros ao nosso projecto.
Baile:Catarina Ferreira; Ana Silva Cante: Ana Pinhal Guitarra: Francisco Almeida Cajón: Zagalo
23H30
NÉ LADEIRAS
Está de volta um dos mais relevantes valores da música tradicional portuguesa: Né Ladeiras. A antiga voz de Brigada Victor Jara, Banda do Casaco e Trovante tem dois novos trabalhos, depois de uma década: o que será apresentado, espectáculo Tradição com o reportório de Trás os Montes revisitado.
Tradição é um espectáculo dedicado à herança cultural da música de raiz portuguesa e revela-se na fusão de novos ritmos multiculturais. Baseia-se na essência da vida, nas histórias do povo e na espiritualidade que se interroga pelos muitos cantos miscigenados da geografia humana.
Para onde caminha a “tradição”? Será que é a cultura que define um povo, ou um povo pode interagir permanentemente com a sua herança e reescrever as narrativas que a acolhem em outras latitudes?
O Atlântico, segundo as palavras de Né Ladeiras e Chico César aquando da sua parceria na Expo98 (mais tarde assumida na forma do cd Da Minha Voz, 2001) é o berço de almas irmãs unidas pelas águas maternas; águas que lavam o Cabo da Roca e o Cabo Branco são uma só e tal como as canções elas se misturam: voluteiam. Tradição pode ser o Beradêro enleado na Fonte do Salgueirinho. Nota: Neste momento, o álbum conceptual encontra-se em preparação desde há 2 anos contando com Winga (Blasted Mechanism) e Ari (Blasted Mechanism), Corvos e Jaime Lafuente (Caracol Andador), para além dos músicos que compõem o grupo de trabalho, designadamente Rui Cunha, Gonçalo Almeida, Gonçalo Marques. Colaboração a sublinhar também, desde os anos da Banda do Casaco é a de António Pinho que a compositora convidou para escrever as letras das canções. Os sons de raiz voltam a ser recuperados pela cantora que, paralelamente, tem estado a trabalhar no terreno sobre o Património Cultural e Imaterial do concelho de Torres Novas. É o oitavo título na discografia de Né Ladeiras, em tempos colaboradora de Sétima Legião e Heróis do Mar.
Voz – Né Ladeiras / Gaita Mirandesa, Gaita Sueca, Gaita Galega, Uilleann Pipe, Flautas de Lata e de Bambu – Gonçalo Marques / Bouzouki, Guitarra Folk – Rui Cunha / Baixo eléctrico – Ary / Guitarra Folk, Braguesa, Campaniça, Cavaquinho – Gonçalo Almeida / Bombo português, Alfaia, Tama, Darabuka, Djembé, Didjeridoo, Búzio – Winga Técnico de som: Dominique borde / Produção: Rossana Ribeiro
Sonoridades: ANTÓNIO PIRES (World Music)
António Pires, DJ de World Music - Músicas de raiz tradicional embora «contaminadas» por novas linguagens musicais (o rock, a electrónica, o ska, o funk...) e nelas havendo também lugar para músicas «das margens» como o kuduro angolano, o reggaeton, o baile funk brasileiro ou o kwaito sul-africano, numa longa viagem musical com... raízes e antenas http://raizeseantenas.blogspot.com/
(...) António Pires, DJ e jornalista de música, pertenceu aos quadros do jornal BLITZ durante 20 anos (1986/2006), do qual foi Chefe de Redacção durante 12 anos (1989/2001). Publicou também textos no «Se7e», «Expresso», «A Capital», «Revista de Cinema», «Face» e «Mini International», entre outros jornais e revistas. Realizou e/ou colaborou em programas de rádio na RUT (Rádio Universidade Tejo, segunda metade dos anos 80) e na NRJ - Rádio Energia (início dos anos 90). Foi actor de teatro do grupo Arte Viva, no Barreiro, durante dez anos. Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (Conservatório Nacional). Dá aulas de «História da Indústria Discográfica» na ETIC (Lisboa) e na Restart (Lisboa), escola onde também leccionou a cadeira de «História do Espectáculo no Séc.XX». Neste momento é jornalista free-lancer e responsável pelo blog Raízes e Antenas, dedicado à world music, folk, músicas tradicionais e étnicas e às suas margens e fusões; sendo também DJ nas horas vagas. Colabora com as revistas «Time Out Lisboa» e «Magazine.HD» e com o jornal diário «i». É o autor do livro «As Lendas do Quarteto 1111», biografia deste mítico grupo rock português e tem textos publicados noutros livros:- «Rádio Macau: Livro Pirata» e «Contra Danças Não Há Argumentos», dedicado ao festival Andanças.
Dia 10 / Sábado
22H30
PERFORMANCE DE DANÇA ORIENTAL
por Charlotte Bispo (bailarina e formadora no Centro de Formação Cultural acaro/contagiarte)
Tendo como berço a Ìndia, as origens da D.Oriental provêm do sagrado. As dançarinas comunicavam com as deusas, exprimindo-se em danças ritualistas ligadas à natureza, à reprodução, à fecundação, à mulher, à "Deusa-mãe", através de movimentos da bacia e ventre que elas louvavam ao redor da fogueira, fogueira essa que, para os primitivos, simbolizava luz e alimento (...) A Dança Oriental representa a vida quotidiana das mulheres dos países árabes. Ela representa todo o tipo de emoções, sentimentos e expressão feminina. Com esta performance vão ser transportados à essência da cultura àrabe através do prazer de uma partilha de emoções em total liberdade e em comunhão com a energia feminina.
23H00
GALANDUM GALUNDAINA + MU + PÉ NA TERRA
"À semelhança dos três grandes cantautores portugueses Fausto, Sérgio Godinho e José Mario Branco, uma nova geração decidiu criar um espectáculo para eternizar a sua posição neste novo ciclo musical das musicas do mundo que se vive em Portugal - Galandum Galundaina, Pé Na Terra e MU. juntos no mesmo palco, cantando e tocando as musicas que ao longo destes anos, têm feito dos olhos de quem os vê, brilho estrelar!"
Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e do DVD ao vivo, também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro".
Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e actualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria.
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.
Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional/”world music” em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.
O grupo Galandum Galundaina é composto por quatro elementos: Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos.
Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa.
Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de fusão.
A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu aos MU descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade.
Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados, os MU criam ao vivo um momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar, e invade os corpos impelindo-os a dançar num mundo sem limites.
Ao longo do seu percurso, os MU contam já com dois trabalhos discográficos, Mundanças (2005) e Casanostra (2008).
Os Pé na Terra nascem em 2005 com três elementos: Cristina Castro, Ricardo Coelho e Tiago Soares. Com forte influência na recolha e interpretação de temas tradicionais portugueses e na criação de temas originais, este projecto usava apenas instrumentos das nossas terras.
Em 2006 partem para uma nova formação. Integram, então, o grupo, Tânia Pires, Rui Leal e Rui Pedro, percorrendo Portugal e Espanha em diversos palcos, bares e festivais.
Em 2007 o grupo sofre novas mudanças. Mantendo-se os membros iniciais e juntando-se a eles Adérito Pinto e Hélio Ribeiro, que chegados de meios musicais muitos distintos como o rock e o metal, trazem na bagagem um baixo eléctrico e uma guitarra electro-acústica que contribuem para uma nova sonoridade do grupo.
Esse entrelaçado de ideias vai de encontro ao actual movimento de revolução da música tradicional, tendo uma grande aceitação no público em geral, levando assim, o grupo, no final de 2007, à gravação e publicação do seu primeiro álbum.
00h00
ANIVERSÁRIO DO CONTAGIARTE
8 ANOS
00H15
ROGERINHO DO ACORDEON & MIGUEL FUÁ
As noites de Forró no Contagiarte com Rogerinho do Acordeon, Miguel Arruda e convidados têm-se revelado momentos de grande explosão de alegria onde o baile vale por todas as palavras! Xote, côco, baião, para cantar, arrastar o pé no chão e espantar o frio no meio do salão…
Rogerinho do Acordeon, músico e produtor musical, nasceu em Natal – RN, cidade onde o Forró predomina. Ao longo do seu percurso, Rogerinho apresentou-se em vários estados do Brasil e na Europa, em Inglaterra, Bélgica, Alemanha, França, Suíça e Espanha. Como PRODUTOR MUSICAL realizou o projeto FEEL IT (Londres-UK) (…). Em 2007 abriu o seu próprio Estúdio de Música, o FEELING STUDIO na cidade de Natal - RN, tendo realizado projetos de Áudio e Acústica em Natal e João Pessoa. Atualmente reside na cidade do Porto (…) e em carreira a solo viaja levando a bandeira do forró pé de serra por toda a Europa com o seu grupo de forró ROGERINHO DO ACORDEON & FORRÓ DO BOLE BOLE.
www.facebook.com/rogerinhodoacordeon
Sonoridades: GOLDENLOCKS Dj residente do espaço Contagiarte, mentora do projecto Noites Fuego y Tumbao (latin, brasilian e worldmusic)
Entradas para o festival:
1 dia: 5eur
3 dias: 12eur
07 dezembro, 2008
Festival Etnias - Músicas do Mundo (de Cá) no Contagiarte

Parece que foi ontem, mas o Contagiarte já abriu as suas portas há meia década! E já muito - e de muito bom!!! - se passou por lá. Para comemorar a data, o Contagiarte apresenta mais uma edição do Festival Etnias, no próximo fim-de-semana, com um programa onde se destaca a presença dos OliveTree (na foto), Atlântida (novo projecto de alguns dos nomes ligados aos Frei Fado d'El Rei, Lúmen e Roldana Folk), Madandza e Semente. O programa, completíssimo, aqui em baixo:
«CONTAGIARTE
Espaço de sensibilização, formação e dinâmica culturais
Apresenta
ETNIAS – Festival de Músicas do Mundo
6ªedição / Dez. 2008
Dias 11, 12 e 13 de Dezembro
Evento de comemoração do 5º aniversário do espaço cultural Contagiarte
Os ritmos e culturas que não queremos ver perdidos, tesouros da humanidade, traduz-se, para nós, no Etnias, um festival assente numa programação que celebra as sonoridades e danças das culturas dos povos do mundo. O Etnias celebra também o aniversário do Contagiarte, foi este o evento que abriu as portas a um espaço cultural que se transformou num dos mais emblemáticos da cidade e do país. A edição deste ano conta com os OliveTreeDance (étnico), Atlântida (fusão/worldmusic), Duo Leandro Ferrer e António Dias (jazz manouche), Ma (performance com influências Butoh), Semente (afro), Anaidcram (indiana) e Madandza (afro). Durante três dias consecutivos, 11, 12 e 13 de Dezembro, o Contagiarte e o Etnias celebram em conjunto cinco anos de cultura.
Passados cinco anos, muita coisa mudou. Consolidámos o projecto, conseguimos que, finalmente, ele fosse visto como um espaço de formação, de acolhimento, onde “acontecem coisas”. As pessoas que nos visitam ganharam o estatuto de “ALUNOS”, de “PÚBLICO”. É para isso que cá estamos, para fazê-los participar. Ao fim de cinco anos fizemos deste espaço um ESPAÇO CULTURAL de reconhecimento público. Venham mais cinco!
PROGRAMA
Dia 11, quinta-feira
22h30
MA
Ma significa na língua japonesa, o espaço negativo, entre ou de ligação, onde a dança acontece. Quando sintonizamos o corpo numa determinada frequência, consequentemente obtemos uma ressonância. De acordo com a frequência obtemos ressonâncias diferentes. O mundo, incluindo o nosso corpo e alma, consiste de ondas vibracionais que criam ressonâncias, como ecos. O inimaginável não é um lugar, tão pouco um momento, mas circunscreve-se, como configurações singulares da consciência. Ma é uma aproximação focada no diálogo entre a gravidade e a integração do corpo na imagem e nos sentidos, utilizando a linguagem de dança aérea, butoh, e clown.
Ideia Original Paulina Almeida Música Original Martin Ertl Intérpretes Paulina Almeida e Martin Ertl
Dia 11, quinta-feira
23h30
DUO LEANDRO FERRER & ANTÓNIO DIAS
Uma vez duas velhas raposas juntaram-se para formar um dueto de violões e viajar por um repertório de originais no estilo Jazz Manouche, de originais da autoria de Leandro Ferrer. Este projecto marca também o regresso de Leandro Ferrer aos concertos e ao mundo da música, depois de alguns anos afastado da guitarra, eis que as profusas composições melódicas dos temas apresentados fazem viajar os ouvintes pelo universo do flamenco e do jazz Manouche.
Leandro Ferrer e António Dias violão acústico
Dia 11, quinta-feira
00H15
OLIVETREEDANCE
Com a sua bombástica performance recheada de ritmos tribais étnicos a roçar as sonoridades da dancemusic electro urbana, esta banda não podia ser a melhor para abrir em grande o certame deste ano. Anualmente galardoados pelas suas exibições originais foram no ano de 2008 os NOVOS TALENTOS FNAC e serão graças ao prémio de melhor musica no concurso ROCK RENDEZ WORTEN a banda que entrará na compilação NOVOS TALENTOS WORTEN 2009. Com a união do Didgeridoo Bateria e Multipercussões espera-se, na cave, momentos Underground de folia total. - Vamos Subiiiirr!!!
http://www.myspace.com/olivetreedance
01H00
NOITE FOLK – noite de danças tradicionais europeias conduzidas pelo programador do festival, Hugo Osga.
Dia 12, sexta-feira
22h15
ATLÂNTIDA
O grupo Atlântida nasce como um processo natural da aproximação de músicos influenciados por vários estilos musicais e pelas suas diferentes personalidades.
Deste encontro resulta uma original fusão de géneros com variações a nível do tempo, do estilo e do ritmo com uma dinâmica muito própria. Através da voz, das percussões, das duas guitarras, do baixo acústico, do violoncelo e do acordeão, viajamos ao mundo do Fado na companhia dos acordes do flamenco e os ritmos do tango.
Alexandra Guimarães voz principal João Campos guitarra clássica, flauta e voz
José Flávio Martins baixo acústico e percussões Fátima Santos acordeão Miguel Antas Teixeira guitarra e percussões João Paulo violoncelo e percussões
www.myspace.com/aatlantida
Dia 12, sexta-feira
23h45
SEMENTE
Semente é uma amálgama de influências de África (costa Oeste, de etnia mandinga), Cuba, Brasil e Uruguai, entre outros.
Os ritmos poderosos dos djembés, dununs e tambores de Candombé, as chicotadas vigorosas das congas, as melodias encantadoras do balafon, a folia do samba aliam-se às coreografias étnico-contemporâneas, tornando este um espectáculo de forte carácter visual e sensitivo.
Já passaram por muitos palcos, dos quais se destacam: Festa Vmanize It (Hard Club), PortÁfricas II, “Fazer a Festa” (Palácio de Cristal), Festival Etnias (Contagiarte), Festival Andanças (S. Pedro do Sul), Abertura da Casa da Música, Festas de Valldoreix (Barcelona), Boomfestival, Freedom Fest., Fiestizaje’07 e ’08 (Léon, Espanha), Casa das Artes de Famalicão, Plaza de San Francisco (Canárias), entre muitos outros.
www.myspace.com/sementept
Andrés Tarabbia (Pancho) congas, tambor Chico, djembé, dumbas, cajon, repique, caxixi, claves, efeitos, lagostão, repenique Eva Azevedo fundadora, produção, dança, shekeré, chocalhos Dora Borges dança, shekeré , chocalhos Luís Lopes balafone, bolon, krin, dumbas, djembé, shekeré, choca, chocalhos, efeitos Márcio Pinto dumbas, congas, tambor chico, cabaça, caixa, tamborim, pandeiro, caxixi, shekeré, efeitos Mariana Rute Costa voz, shekeré Paulo das Cavernas fundador, djembé, n’goni, bolon, tama, congas, cuica, tamborim, repenique, bongós, choca, efeitos, voz
Vanessa Fernandes dança, shekeré , chocalhos Bilan voz, baixo, dumbas, efeitos
01h00
INNYANGA – sonoridades afro
Dia 13, sábado
22h15
ANAIDCRAM
Anaidcram já leva anos de pesquisa e viagens a vários países, para sentir e aprender desde a raiz. Tendo um trabalho multicultural, a seu ver, só é possível se houver esta interacção cultural criando um espectáculo, que leva também o espectador a sentir o sabor destas várias viagens, através da musica, dos instrumentos, dos diferentes idiomas usados nos temas ,da riqueza das danças, desde as clássicas às tradicionais, de cerimonias ou da colorida indumentária . Tudo isto cria um espectáculo único, cheio de poesia musical e de movimento.
Marc Planells sitar, alaud ,kangira e canto Ricardo Passos percussão, saz e canto Diana Rego dança
www.myspace.com/anaidcramdance
Dia 13, sábado
23h45
MADANDZA
"Não há música sem prazer, nem há prazer sem música." provérbio Malinké. Madandza é um grupo de percussão e dança tradicional malinké. Fundado em 2004, é um projecto que se baseia na pesquisa e exploração da cultura malinké (cerimónias, rituais e tradições ancestrais da zona oeste de África). Madandza é igualmente reconhecido por desenvolver e colaborar em vários projectos de acção social, de acção educativo/cultural e de acção comunitária com as populações desfavorecidas. ACÇÃO SOCIAL – Madandza tem integrado e desenvolvido projectos direccionados para grupos de risco (crianças e jovens desfavorecidos); na área da gerontologia e na área do ensino especial. ACÇÃO EDUCATIVO/CULTURAL – Estas acções pretendem alertar junto das comunidades locais, para a necessidade do diálogo inter-cultural e do respeito pelas diferentes tradições e estilos de vida. ACÇÃO COMUNITÁRIA – Madandza tem colaborado com diversas organizações de índole social e comunitária (ISU, APPACDM), assim como pretende desenvolver projectos comunitários como o realizado em 2007/2008 designado “Viana-Conakry” ACÇÃO ARTÍSTICA – O grupo é actualmente constituído por 5 músicos, três bailarinas e uma vocalista. Tanto a sua vertente de espectáculo como de animação são reconhecidas pela qualidade musical e coreográfica, pela energia de palco e pela capacidade de expressar simbolicamente sentimentos e valores culturais associados ao império malinké.
Músicos Armando Santos, Pedro Amaro, Zé Puto, Pedro Veloso, Nuno Presa
Bailarinas/ Voz Isa Santos, Rita Santos, Bárbara Gonçalves e Fabíola Fernandes
http://www.myspace.com/madandza
01h00
Fuego & Tumbao – sons latinos
ACTIVIDADES PARA-FESTIVAL
WORKSHOP DE DANÇA CLÁSSICA INDIANA
Professora: Diana Rego
Dias: 15 e 16
Horário: 18h00 às 20h00
Valor: 30€
Odissi é o nome da dança do Este da Índia. Inicialmente esta dança era realizada dentro dos templos de Orissa, como uma das principais oferendas a deus
Odissi é caracterizado pelos seus movimentos suaves e líricos contrastando com outros exactos e precisos. Tem um forte lado feminino, devocional, belo e vasta qualidade expressiva, assim como um intricado trabalho rítmico acompanhado pelo pakawaj drum, que é seguido lealmente pelo “sapateado a pé descalço “ do bailarino.
Esta dança é uma meditação em movimento. O corpoo torna-se uma escultura e dança contando histórias da mitologia hindu. Este curso é de interesse para todo o tipo de bailarino e performer, pois há um forte trabalho de consciência corporal, rítmica e expressiva (teatral).
Exposição de Fotografia
Inaugura dia 9 de Dezembro
22h30
Rota da Seda e Cazaquistão de baixo orçamento
Estas são algumas fotografias que contam a história de uma viagem de quatro semanas que percorre parte da histórica Rota da Seda da Ásia Central, na Quirguízia e no Uzbequistão, e numa parte do Cazaquistão. Passei por lugares míticos, como Tashkent, Samarcanda e Bukhara. Quase todos têm uma história que começa séculos antes de haver qualquer forma mais organizada de civilização na Europa Ocidental. Foram palco de intensas trocas comerciais, culturais e intelectuais entre o Ocidente e o Oriente, que só diminuíram com a descoberta da rota marítima para a Índia pelos portugueses. A era soviética não podia ser mais diferente. O planeamento urbanístico cinzento típico e o culto da personalidade dos líderes deixaram as suas marcas. É em grande parte este contraste que é interessante mostrar.
Joost De Raeymaeker fotojornalista
Sobre o fotógrafo
é um fotojornalista belga residente em Lisboa. Depois de ter tirado um curso superior como músico no jazz-studio em Antuérpia e de ter feito a licenciatura em história na ufsia em Antuérpia, na flup no Porto e na rug en Gent, dedicou-se durante alguns anos à segurança informática como sócio gerente da rsvp consultores associados. Depois destes anos a usar demasiado o seu hemisfério cerebral esquerdo, voltou aos bocados a activar o seu hemisfério direito através de uma paixão dormente, a fotografia. Primeiro dedicou-se à impressão a preto e branco e usou o tempo para aperfeiçoar a técnica fotográfica. Em 2004 dedica-se definitivamente à fotografia, na área do fotojornalismo. Expôs em Portugal, na Irlanda, na Bélgica e publicou em vários títulos nacionais como o expresso (única), grande reportagem, notícias sábado, futebolista, evasões, destak, toportugal, magazine - grande informação, e internacionais como metro, télérama, le monde 2 (frança), tv sorrisi, popʼs (itália), souls, the express (usa) e muitas outras. A sua paixão é desenvolver reportagens de fundo sobre assuntos sociais do nosso tempo, mas ao mesmo tempo não tem vergonha nem medo de fotografar casamentos, baptizados, retratos ou de cobrir eventos.
Para mais informação seguem contactos:
Produção – Ana Saltão 91 604 70 40
Comunicação – Daniela Reis / Ana Saltão 222 000 682 (espaço Contagiarte)
Programador – Hugo Gomes (Osga) 96 244 36 41
contagiarte@contagiarte.pt
Entrada livre no dia 11 de Dezembro, comemoração do 5º aniversário do espaço cultural Contagiarte;
Restantes dias, entrada 2€.»
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19 setembro, 2008
Hertha - Ainda Mais Dança no Contagiarte

A terceira edição do festival Hertha - Encontro de Sons e Danças do Mundo volta a ocupar o Contagiarte, Porto, no final deste mês. E, desta vez, com workshops de LuJong, danças ciganas, dança africana tribal, dança clássica indiana, dança cabo-verdiana e didgeridoo, um concerto de taças tibetanas e outro de didgeridoo (por Renato, dos OliveTree), as «Noites Folk» do camarada Osga e um baile de danças tradicionais europeias pelos Bailebúrdia. Aqui em baixo segue o programa completo:
«HERTHA
III ENCONTRO DE SONS E DANÇAS DO MUNDO
25, 26 e 27 de Setembro 2008
PROGRAMA:
Dia 25, Quinta-feira:
16h às 18h – Workshop de LuJong por Ana Taboada
Bióloga, massagista em Terapias Orientais, Professora de Yoga Integral e Lu Jong, Monitora de Workshops & Concertos de Sons Sagrados do Oriente em Taças Tibetanas & Gongos.
Lu Jong é uma expressão tibetana que significa, literalmente, treino (Jong) do corpo (Lu), ou movimento do corpo.
Há milhares de anos atrás, os eremitas, que viviam em remotos lugares nas montanhas, longe de qualquer ajuda médica, sentiram necessidade, de criar técnicas de auto-tratamento, que os ajudassem a equilibrar todo o corpo, trabalhando os vários meridianos, os vários órgãos e os vários membros. Assim, com base nos ensinamentos da Medicina Tradicional Tibetana, que eles possuíam, desenvolveu-se o Lu Jong. Conservado e transmitido nos numerosos mosteiros budistas como uma técnica secreta tântrica da tradição Vajrayana que se ensinava e praticava entre os monges budistas.
Pensa-se, portanto, que suas origens são anteriores ao Yoga e ao Chi-Kung, na tradição Bon (religião xamane indígena do Tibete).
http://anataboada.blogspot.com
18h30 às 20h30 – Workshop de Danças Ciganas/Balkan Beat por Mónica Roncon
Este workshop inspirar-se-á nas danças ciganas dos Balcãs e da Roménia
Não só estudaremos a técnica, mas também e sobretudo, como aplicar esta técnica ao nosso estilo pessoal, realizando exercícios de expressão, improvisação e criatividade, numa procura de autonomia e autenticidade no movimento. Cedo deixaremos as formas, para alterar os seus códigos, transformando-os e criando novas possibilidades de linguagem e comunicação. Tudo isto, num ambiente rigoroso mas lúdico, fiel à perspectiva Duende da vida e da dança, ao som dos mais loucos ritmos dos Balcãs….
www.danzaduende.org
www.madrugada-cigana.com/monicaroncon
NOITE: Concerto de Taças Tibetanas por Ana Taboada
Solo de Dança Cigana por Mónica Roncon.
“Noites Folk”
Dia 26, Sexta-feira:
16h às 18h – Workshop de Dança Africana Tribal por Marc N’Dannou
Marc N’Dannou espalha as Danças Africanas Tribais, nomeadamente as de Togo, á anos por Portugal e Estrangeiro.
Pelas suas classes passaram já inúmeros bailarinos de renome e centenas de pessoas que pretendem sentir e apre(e)nder o calor das Danças Africanas que Marc transporta consigo.
Desta vez é no Porto a oportunidade de dançar e sorrir ao som dos ritmos africanos.
18h30m às 20h30m – Workshop de Dança clássica Indiana – Odissi, por Diana Rego
Odissi é o nome da dança do este da Índia; Inicialmente esta dança era realizada dentro dos templos de Orissa, como uma das principais oferendas a deus.
Odissi é caracterizado pelos seus movimentos suaves e líricos contrastando com outros exactos e precisos. Tem um forte lado feminino, devocional, belo e vasta qualidade expressiva, assim como um intricado trabalho rítmico acompanhado pelo pakawaj drum, que é seguido lealmente pelo “sapateado a pé descalço “do bailarino.
Esta dança é uma meditação em movimento
o corpo torna-se uma escultura e dança
contando as historias da mitologia Hindu
Este curso é ainda de interesse para todo o tipo de bailarino e performer pois há um forte trabalho de consciência corporal, rítmica e expressiva (teatral).
http://dianadi-dance.blogspot.com
www.myspace.com/dianadi_dance
NOITE: Solo de Dança Indiana por Diana Rego.
Selecta Clandestino.
Dia 27, Sábado:
16h às 18h – Workshop de Danças Cabo-Verdianas por Tony Tavares
Foi em Cabo Verde, mais exactamente em São Vicente que António Tavares (na foto) iniciou o seu trabalho na área da dança, como bailarino do grupo Mindel Stars. Com este grupo faz a sua primeira digressão internacional em 1986, passando pela Holanda, Senegal, França e Macau. Em 1991 funda os grupos Crêtcheu e Compasso Pilon, desenvolvendo um trabalho de pesquisa sobre a dança africana e, principalmente, as danças tradicionais cabo-verdianas.
Pouco depois, recebe uma bolsa de estudo do Atelier Mar e vem para Portugal, onde estuda na Escola Superior de Dança e na Escola de Artes e Ofícios do Espectáculo, onde acaba também por leccionar. Além de trabalhar com importantes coreógrafos portugueses - entre outros, com Olga Roriz, Aldara Bizarro, Francisco Camacho, Rui Nunes e José Laginha - desenvolve ao mesmo tempo os seus próprios trabalhos como coreógrafo e bailarino, seguindo uma linha de criação que se poderia designar por afro-contemporânea.
18h30m às 20h30 – Workshop de Didgeridoo por Renato – OliveTreeDance
Renato Oliveira é membro e fundador dos “OliveTreeDance”. Na sua carreira conta já com inúmeras participações com os mais reconhecidos profissionais de Didgeridoo e actuações por todo o mundo.
Reconhecido pelo talento, pela energia e pela técnica, Renato traz neste Workshop um momento de partilha para todos os que quiserem entrar em contacto e comunicar através de um dos instrumentos mais ancestrais que perduram nos nossos tempos.
www.myspace.com/olivetreedance
NOITE: Live Act de Didgeridoo por Renato – OliveTreeDance
Baile de tradição Europeia com os BAILEBÚRDIA
NOTA:
TODOS OS WORKSHOPS SÃO DE NIVEL ABERTO E DIRIGIDOS A HOMENS E MULHERES DE TODAS AS IDADES».
Os workshops podem fazer-se pelo simbólico valor de 30 euros.
Mais informações, aqui e aqui.
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05 dezembro, 2007
Festival Etnias - Esta Semana no Contagiarte!

O ecléctico, aberto e importantíssimo Festival Etnias - um caldinho de culturas diferentes em alegre convivência - começa já amanhã, no Contagiarte, Porto, com mais uma excelente programação. Uma programação que inclui, quinta-feira, o concerto de klezmer festivo dos Melech Mechaya e o concerto-performativo «Ritual», do Projecto Iara, para além de sessões de DJing de folk e world music por Osga, Psiconauta e este vosso escriba do Raízes e Antenas. Na sexta-feira, há percussões e danças africanas com os Dyabara e a fanfarra balcânica (e não só!) Kumpa'nia Al-gazarra, com os pratos a ficarem por conta de Comoustache, Balkanbeats e Innyanga. Já no sábado, a Companhia Baubo apresenta um espectáculo de dança oriental e os Mu encerram os concertos do festival com a sua magnífica música de inspiração europeia mas com âncoras tímbricas lançadas a muitos outros pontos do globo, enquanto o DJing é protagonizado por Fuego y Tumbao e Riddim Sounds. Mais informações aqui.
04 julho, 2007
Hertha - Encontro de Sons e Danças no Contagiarte

O Contagiarte, no Porto, não pára! Desta vez a notícia é que o Hertha - II Encontro de Sons e Danças do Mundo vai decorrer por lá de 17 a 21 de Julho, com concertos e workshops variados que podem muito bem servir como «aquecimento» para a maratona do Andanças que aí vem... E mesmo para quem não vai ao Andanças. Citando o comunicado da casa, «durante cinco dias, no espaço Contagiarte, a partir das 15 horas haverá lugar a inúmeros workshops leccionados por diversos formadores e todas as noites, pequenos espectáculos relacionados às temáticas desenvolvidas durante as tardes encherão de cor, música e dança este espaço do Porto. Comércio, artesanato e outras actividades convidarão ainda todo o público a agradáveis momentos neste espaço durante todo este Encontro». O programa inclui workshops de dança afro-sagrada com Tathiana Lobo e de percussão oriental com David Lacerda (Trio Árabe Ensemble) e um espectáculo com Tathiana Lobo (dia 17); workshops de afro-samba e samba-reggae com Cláudia Aurora e percussão em bidons com Hugo Menezes (Cool Hipnoise e Tora Tora Big Band) e um espectáculo de Hugo Menezes (dia 18); workshops de danças tradicionais do Mediterrâneo com Mercedes Prieto (Monte Lunai) e de Pauliteiros de Miranda com Manuel e José Meirinhos (Galandum Galundaina e Pauliteiros de Miranda de Fonte d'Aldeia) e um espectáculo dos Pauliteiros de Miranda de Fonte d'Aldeia (dia 19); workshops de dança indiana (na foto) com Diana Rego (TerraE) e de didgeridoo com Hugo Osga (Mu e Bailebúrdia) e um concerto de Hugo Osga (dia 20); workshops de danças tradicionais do mundo com Alexandre Matias (Mosca Tosca) e Rute Mar (Bailebúrdia) e grande baile de encerramento com as danças tradicionais «mandadas» pelos Bailebúrdia (dia 21). Mais informações aqui e aqui.
21 maio, 2007
Breve Crónica do Folk and Roll (ou Quando os Adversários São as Claques)
Os Pé na Terra (foto de Hugo Lima) foram os vencedores do primeiro concurso Folk and Roll, que decorreu ontem à noite no Contagiarte. Justos vencedores, diga-se, em decisão unânime do júri. Assim como unânime foi o segundo prémio, para os Pulga na Palha. Mas, como referiu o organizador e anfitrião Osga, ganharam todas as bandas presentes. Como, aliás, começaram a ganhar logo que todas elas começaram a chegar a este maravilhoso espaço portuense: todos eles se conhecem, todos eles já tocaram alguma vez uns com os outros, há muitos que participam em projectos comuns, ou pelo menos já se cruzaram por aí em andanças e Andanças várias. E, desde a hora de almoço até ao final da noite, bem noite, eram mais os beijinhos e abraços e desejos mútuos de boa sorte do que qualquer indício de competição entre todos eles. Tanto ou tão pouco que - durante o «concurso», aqui já com aspas, porque de concurso já não se tratava - as claques de cada uma das bandas acabaram por ser compostas pelos membros das outras bandas. E, sempre, com um amor enorme entre eles todos.
Derreados de uma viagem complicada e atribulações várias, os lisboetas Tanira abriram, e muito bem, o Folk and Roll com a sua mescla lindíssima de música erudita e popular, renascentista dos salões nobres e das danças do povo, actual porque tão bem integrada no enorme movimento de recuperação das danças tradicionais europeias. A presença da viola de gamba baixo dá um toque único ao som dos Tanira, toque que é, paradoxalmente, complementado por um baixo eléctrico que contribui para a pulsão rock de alguns dos momentos. E, a pairar por cima da base rítmica, há violino, bouzouki e o Gonçalo em gaita-de-foles, viola d'arco e uillean pipe (maravilhosamente bem tocada num tradicional irlandês). A seguir, os Tor, do Fundão, em que pontificam os divertidíssimos gémeos Marco e Bruno (e com a contrabaixista Sara, dos Mu, a estrear-se com eles neste concurso), levaram jigs e reels extraordinariamente bem tocados ao concurso, escola feita no antigo projecto dos dois, os Salamander. Num dos temas, os Tor - nome das formações rochosas da serra da Gardunha - contaram com a colaboração da flautista inglesa Alice. E se a proposta dos Tor não é original é, sem dúvida, de uma paixão e uma alegria raros entre nós. Depois, os portuenses Pé na Terra surpreenderam com uma versão maravilhosa da «Balada do Sino» (tradicional/José Afonso). Surpresas que continuaram quando à música de sabor tradicional português adicionam outros elementos como o reggae, o rock, uma valsinha irresistível, ska e punk (inclusive num tema que vai de Trás-os-Montes aos Pogues num instantinho). Projecto de Cristina (voz e acordeão) e Ricardo (gaitas-de-foles, flauta, gralha, etc...), mas também com a presença fundamental de um guitarrista, um baixista e um percussionista novinho mas seguríssimo (Tiago), os Pé na Terra - que têm pontos de contacto sonoros com Uxu Kalhus - irão, de certeza, muito longe. Logo a seguir, os Pulga na Palha apresentaram a melhor proposta a nível cénico do festival. Liderados por duas raparigas - uma portuguesa, a outra espanhola de ascendência galega -, mas também com dois músicos repescados aos Pé na Terra (o Ricardo e o Tiago), os Pulga na Palha apresentaram-se com roupas bárbaras e uma atitude fortíssima: eles tocam música medieval de várias origens (França, Itália...) com a ajuda de gaitas-de-foles e percussões várias (incluindo as qraqabas da música gnawa e os tambores tradicionais portugueses) e, muitas vezes, o som que fazem é tão selvagem que pode pedir meças aos grupos punk mais pintados. São de uma vivacidade, alegria e verdade incríveis. Finalmente, os Ra.In foram «a carta fora do baralho» disto tudo mas foram também interessantíssimos. Colectivo alargado de músicos e convidados, os Ra.In fazem «chill-out progressivo» mas a designação é redutora para tudo aquilo que, e de muito bom, se passa no palco. No grupo há electrónica e samples (samples de coisas tocadas pelos músicos do grupo) mas também muitos instrumentos acústicos - chegou a haver três guitarras clássicas ao mesmo tempo em palco, para além de djembés, didgeridoo, pau de chuva, crótalos... -, duas vozes femininas (Diana, dos Mu, e a cantora de jazz Ester) e uma música viva que navega pelo trance, o rock progressivo, alusões à world music... É por vezes tribal, outras vezes telúrico, outras vezes ambiental. Acabaram o mini-concerto todos a rir.
O júri - que acabou por ser constituído por Quico (músico, produtor e técnico de som), Rui Oliveira (actor, encenador, director artístico do Contagiarte), Osga (músico e organizador do concerto) e, hummm, António Pires (jornalista) - atribuiu os prémios que já foram referidos no primeiro parágrafo, ficando as outras três bandas, ex-aequo, em terceiro. Ah, e o «misterioso» cabaz do primeiro prémio (para além da abertura do Granitos Folk) era constituído por apetitosíssimos produtos de agricultura biológica, da mesma «mercearia» que também forneceu o lauto jantar que antecedeu o «concurso». Uma garrafa azul que os Pé na Terra também licitaram e uma garrafa de licor misteriosamente aparecida por ali também contribuíram, e de que maneira, para um final de festa - com jams várias - inesquecível.
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15 maio, 2007
Folk and Roll - Os Finalistas (e Nova Data)

O Concurso Folk and Roll, que se realiza no Contagiarte, Porto, saltou para o dia a seguir ao previsto: não será a 19 mas a 20 de Maio (próximo domingo, à noite). E entretanto já são conhecidos os finalistas desta primeira edição do concurso: os grupos Tor (do Fundão), Tanira (Lisboa), Pulga na Palha (Porto), Ra.in (Vila Nova de Gaia) e Pé na Terra (Ermesinde). O primeiro prémio do concurso - aberto a «projectos musicais na área da World Music, Tradicional ou Folk, sem trabalhos discográficos editados» -, recorde-se, dará direito a uma actuação no Festival Granitos Folk e a um misterioso «cabaz de produtos tradicionais»; com todos os grupos a ter como prémio de participação a gravação em CD e DVD (áudio e vídeo) da sua actuação, assim como o respectivo registo fotográfico. Do júri do concurso fazem parte Hugo Osga (músico dos Mu e organizador do concurso), Rui Oliveira (director artístico do Contagiarte e da Acaro), Avelino Tavares (Discantus/Mundo da Canção), Carlos Bartilotti (manager e produtor) e, hmmmm, António Pires (jornalista).
(a foto que encima este post é de Mário Pires, da Retorta)
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22 março, 2007
Folk and Roll - Um Concurso Abrangente no Contagiarte

A primeira edição do Concurso Folk and Roll decorre dia 19 de Maio, no Contagiarte, Porto. Este concurso destina-se a «projectos musicais na área da World Music, Tradicional ou Folk, sem trabalhos discográficos editados». O projecto vencedor terá como prémio principal a abertura do Festival Granitos Folk, a decorrer em Junho e... um cabaz de produtos tradicionais. Mas todos os grupos participantes terão direito a um prémio que inclui a gravação em CD e DVD (áudio e vídeo) da sua participação assim como o respectivo registo fotográfico. O regulamento do concurso segue aqui:
REGULAMENTO
1. PARTICIPAÇÃO
1.1.) Podem concorrer todos os grupos de música Folk,Tradicional e World nacionais que não tenham até à data editado nenhum material discográfico;
1.2.) O concurso decorrerá no dia 19 de Maio de 2007 no espaço cultural Contagiarte;
2. REQUISITOS
2.1.) Todos aqueles que desejem concorrer deverão efectuar a sua inscrição, a partir do dia 19 de Abril de 2007, por escrito, enviando o formulário de inscrição (o qual deve ser sacado do site: www.folkandroll.web.pt) e a respectiva maqueta para: Concurso Folk & Roll, Contagiarte – espaço de sensibilização, formação e dinâmica culturais, Rua Álvares Cabral, nº372, 4050-040 Porto;
2.2.) Todos os campos solicitados no formulário deverão ser devidamente preenchidos;
2.3.) A maqueta entregue pelos grupos concorrentes deverá ter quatro temas devidamente identificados;
2.4.) A interpretação dos temas não pode exceder a duração máxima de trinta minutos no total;
2.5.) Os Concorrentes deverão apresentar-se no espaço Contagiarte, no dia 19 de Maio de 2007, à hora marcada, a qual será comunicada posteriormente por carta escrita;
3. SELECÇÃO
3.1.)O Júri fará uma pré-selecção, após audição de todas as maquetas recebidas;
3.2.)Dessa pré-selecção resultará uma selecção final de apenas cinco grupos;
3.3.) A selecção final do grupo vencedor será feita por um júri constituído por cinco elementos: Hugo Osga (músico e programador), Carlos Bartilotti (Manager, Produtor), Avelino Tavares (director do Festival Intercéltico do Porto), António Pires (jornalista e crítico de música) e Rui Oliveira (director artístico do espaço Contagiarte e da Acaro);
3.4.) A pré-selecção será feita só por dois elementos do júri, sendo estes Hugo Gomes (Osga) (músico e programador) e Rui Oliveira (director artístico do espaço Contagiarte e da Acaro);
3.5.) Os grupos seleccionados para a final, após serem notificados do mesmo, deverão confirmar a sua presença por carta registada até ao dia 12 de Maio de 2007, preenchendo um documento de aceitação e de condições de participação;
3.6.) Em caso de desistência serão contactados os grupos suplentes, de acordo com a listagem final;
3.7.) Só se efectuará a pré-selecção caso o número de participantes inscritos o justifique;
4. FINAL
4.1.) No dia do concurso os grupos seleccionados (ou um representante do grupo) deverão estar presentes no espaço Contagiarte às 13h00 para assistirem ao sorteio da ordem de apresentação dos grupos concorrentes;
4.2.) Os ensaios de som serão realizados nessa mesma tarde, em hora a confirmar, consoante resultado do sorteio;
4.3.) As provas de som são de sessenta minutos para cada grupo, iniciando-se a primeira às 14h00, terminando a última às 19h00;
4.4.) A partir das 19h00 será servido o jantar, oferecido pela organização;
4.5.) A final realiza-se na noite do dia 19 de Maio de 2007, pelas 21h00, no espaço Contagiarte;
4.6.) O resultado final será participado às 02h00 da manhã do dia 20 de Maio de 2007;
4.7.) O técnico de som é da responsabilidade da organização e é o mesmo para todos os grupos;
5. PRÉMIOS
5.1.) Todos os grupos seleccionados para a final recebem uma gravação Áudio do concerto, uma gravação profissional em DVD do concerto e um CD com material fotográfico registado durante o concerto;
5.2.) O grupo vencedor faz a abertura do festival Granitos Folk, a realizar-se no dia 6 de Junho de 2007, no espaço Contagiarte;
5.3.) O grupo vencedor receberá também um cabaz com produtos tradicionais;
6. PROMOÇÃO
6.1.) Toda a cobertura/divulgação do concurso é da responsabilidade da organização do evento.
Mais informações sobre o concurso aqui. A imagem que encima este post é da autoria do artista plástico George Callaghan.
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11 dezembro, 2006
O Etnias É Um Festival Tão Bonito!

Montes de gente, boa música em todo o lado, uma festa pegada, sorrisos que nunca mais acabam e uma simpatia imensa... A quarta edição do Festival Etnias terminou na madrugada de sábado para domingo depois de excelentes concertos e sempre, em todos os momentos, com muita coisa para ver, ouvir e contar. Alguns desses momentos, já a seguir...
Momento 1: Osga, anfitrião como há poucos, dá as boas-vindas com o seu didgeridoo a servir de tapete voador aos delírios vocais de Beat, puto de Braga com escola hip-hop que usa as suas cordas vocais (vocal beat box ou, se se quiser, caixa-de-ritmos vocal que tem ecos distantes no scat do jazz ou no canto konokol indiano) para disparar mil sons, mil músicas - do tema da «Floribela» ao «Seven Nation Army» dos White Stripes -, mil ritmos, scratch e estalinhos de língua. Um espanto! A seguir, os fabulosos 3ple-D (na foto) incendiaram o Contagiarte com uma festa pegada de didgeridoos e percussões (com destaque para um estranhíssimo instrumento, o hang, que está entre as steel-drums de Trinidad e Tobago e uma... cataplana). Magia, transe, drones infinitos, ritmo e movimento... Para, logo a seguir, Osga pôr toda a gente aos saltos com uma das suas já míticas DJ-folk-sessions, mais parecendo o chão do Contagiarte uma cama-elástica (literalmente!). Eram quase seis da manhã quando saí de lá, cansado mas feliz...
Momento 2: Início de festa com uma estupenda banda que é necessário conhecer com urgência: os Comcordas, três rapazes de Alcains, em guitarra-ritmo, guitarra-solo e guitarra-baixo, todas acústicas, a viajarem pelo reportório de Django Reinhardt, mas com marcas pessoalíssimas: pequenas invenções deliciosas, uma pulsão funk por vezes, um «approach» quase rock outras, e sempre com um swing raro em músicos portugueses... Disco com eles já! A seguir, não vi os Terrae... O Osga - malandro! - pediu-me para pôr música no rés-do-chão e eu lá estive a fazer de DJ para algumas pessoas que dançaram quando passei temas mais folk mas que ficaram muito quietinhas quando aquilo era mais árabe ou africano ou cubano. Mas dessa hora e meia atrás dos pratos guardo um momento especial: o espanto com que foi recebido o «Clocks» dos Coldplay em ritmo salsa. Depois, os Roncos do Diabo estiveram, mais uma vez, magníficos, afinadíssimos, com uma misteriosa pulsão ancestral (terão mesmo feito um pacto faustiano qualquer?) a puxá-los para o interior da Terra. Ah, gaitas do Demo!!! E, ahhh!!!!, percussionista dos Infernos!!!... A festa terminou no rés-do-chão com os Roncos em alegre jam-session com outros músicos em gaitas aladas e tambores em chamas e com a muito boa folk escolhida pelo camarada Luís Rei que pôs toda a gente a dançar. Eram quase seis da manhã quando saí de lá, mais cansado mas ainda mais feliz...
Momento 3: Na ultima noite saí do Contagiarte à uma e meia da manhã - derreado de cansaço mas estupidamente feliz - depois de ter visto parte do espectáculo dos Djamboonda e das suas bailarinas. Bailarinas que dançam fabulosamente bem e comunicam facilmente com o público; e muito bons músicos: dois deles em djembés e outros dois em tambores vários, baterias artesanais, tudo a disparar ritmos africanos, ancestrais, pulsantes de calor e cor e uma estranha harmonia que parece habitar aquele espaço do Porto quando o Etnias acontece. Uma harmonia também visível nos vídeos bem escolhidos que ocuparam a sala chill-out durante estes dias, vídeos em que árabes e espanhóis, indianos e africanos, tocam todos uns com os outros; vídeos em que danças de distantes lugares do mundo se assemelham tanto entre si que o arrepio só não acontece a quem é completamente insensível... E uma harmonia que se sente entre toda a equipa do Contagiarte, uma fabulosa equipa a quem agradeço a hospitalidade com que me receberam. Um grande Obrigado ao Osga e à Rute, à Ana e ao Rui, às senhoras da cozinha (ai, as sopas!!!, ai as tripas com cominhos, canela e pimenta!!!) e ao Thomas (ai, a sopa de peixe!!!)... Era uma e meia da manhã, dizia, e o Luís Rei e eu fizemo-nos à estrada a caminho de Lisboa e a espantar o sono inventando letras alternativas para temas folk-tecno balcânicos...
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27 novembro, 2006
Festival Etnias - Em Dezembro no Contagiarte

O melhor espaço nocturno do Porto, o Contagiarte, recebe nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias, marco maior desta casa que nasceu a 11 de Dezembro de 2003 e que já acolheu «centenas de eventos, para cima de um milhar de artistas e muito, muito público». Uma casa onde é habitual ouvirem-se sons de todo o mundo - folk, tango, reggae e ska, world-ambient... até heavy-metal de desvairadas proveniências - e onde o Etnias, agora em quarta edição, cai sempre que nem uma luva.
O Festival Etnias apresenta, no dia 7, o Beat Box Show (Beat e Osga, este músico dos Mu, DJ no Contagiarte e programador do Festival) e os holandeses 3ple-D (dois didgeridoos na boca de Lies Beijerinck e Michiel Teijgeler, e tablas, cajon, congas e outras percussões nas mãos de Terence Samson). No dia 8 há espaço para o jazz manouche à Django Reinhardt (o genial guitarrista de jazz cigano, belga mas francês de adopção e com menos dedos do que seria suposto) dos albicastrenses Comcordas (António Preto na guitarra-solo, Gil Duarte na guitarra-ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico), os portuenses Terrae (duo de música e dança constituído por Marc e Diana) e os lisboetas festivos e incendiários Roncos do Diabo (isto é, os ex-Gaitafolia, isto é bis, os gaiteiros André Ventura, Mário Estanislau, João Ventura e Victor Félix, e o percussionista Tiago Pereira). E no dia 9, para fim de festa, há danças africanas com as bailarinas dos Djamboonda (Teresa Pinto e Eva Azevedo) e um espectáculo dos próprios Djamboonda (na foto), grupo da Tábua que vai a África buscar os ritmos, a cor e o sabor das suas actuações (os Djamboonda são agora formados por cinco percussionistas com raízes em Portugal, Cabo Verde, Angola e Guiné–Bissau: Gueladjo Sané, Kula, Paulo Rodrigues, Dez e Tito Silva). Todas as noites há também sessões de DJs até às tantas da manhã. Mais informações, aqui.
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