Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Branco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Branco. Mostrar todas as mensagens

12 abril, 2013

FMM de Sines Anuncia Artistas Nacionais

O comunicado: «Primeiras confirmações portuguesas do FMM Sines 2013 Portugal, nação universal, volta ter uma forte representação no atlas musical do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo. As primeiras confirmações de músicos portugueses juntam estreias a regressos: Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa, Carlos Bica e Custódio Castelo voltam ao festival como quatro músicos que deixaram marca na história do evento; JP Simões e Celina da Piedade (na foto) são auspiciosas estreias. Cristina Branco Cristina Branco é uma das cantoras mais importantes da história do FMM Sines. Aqui atuou em 2002, quando ainda era vista como uma “estrangeirada”, a fadista que não tinha percorrido o circuito das casas de fado e que se tinha primeiro afirmado lá fora (na Holanda e em França, sobretudo), e voltou a atuar em 2005, num projeto de partilha com a Brigada Victor Jara e Segue-me à Capela. Em 2013, ano em que o festival se debruça sobre o significou o seu percurso de 15 anos, Cristina foi uma das escolhas mais naturais, pela sua relação afetiva com este lugar e pelo que o seu projeto musical viajante contém de afinidade com o mais mestiço festival português. O seu disco mais recente, “Alegria”, é apenas um dos elementos do que vai trazer na sua revisita ao Castelo. Gaiteiros de Lisboa Depois de um concerto de estreia memorável no FMM Sines, em 2006, em que deixaram de boca aberta os companheiros de cartaz americanos The Bad Plus, que no seu site os consideraram “o melhor exemplo de música folclórica extravagante”, os Gaiteiros de Lisboa estão de regresso a Sines. De “Invasões Bárbaras”, o seu primeiro CD, editado em 1994, a “Avis Rara”, o seu disco mais recente, de 2012, a tradição popular tem sido apenas a matéria-prima de um dos mais inovadores grupos musicais portugueses. Em julho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz voltam a mostrar em Sines porque é que o consenso que a sua música de veia experimental merece não é um contrassenso. Carlos Bica “AZUL”, com Frank Möbus e Jim Black Quando se pede a um estrangeiro que indique o nome de um músico português na área do jazz e da música improvisada a resposta dada é muitas vezes o do contrabaixista Carlos Bica. O seu trio AZUL, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, é talvez o seu projeto mais representativo e a melhor montra para as suas criações enquanto compositor. Foi com ele que inaugurou a sua discografia pessoal, em 1996, com um álbum homónimo, e foi com ele que atuou pela primeira vez no FMM Sines, em 2007. Já com cinco discos gravados nesta formação, o último dos quais “Things About”, lançado em 2011, voltam a Sines para apresentar a sua música feita de aventura e mistério. Custódio Castelo Custódio Castelo no FMM Sines é apenas aparentemente uma estreia. Em 2002, acompanhando Cristina Branco, já se tinha mostrado um guitarrista com brilho próprio entre as luzes do palco do Castelo. O seu regresso, a solo, é no estatuto indiscutível de um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade. Em 2013 traz-nos o seu segundo álbum de originais, “Inventus”. Prémio Amália Rodrigues em 2010 para melhor guitarra fado, é um intérprete exímio e um compositor que procura enriquecer o repertório do seu instrumento. Para o fado que foi construindo ao longo de um caminho musical de 25 anos e que se consuma num disco que há aromas da morna, tons de tango e improvisos do jazz, não há limites. JP Simões JP Simões tem sido, ao longo dos anos, um dos artistas que procuram no FMM a experiência de novas músicas, de novos ângulos para criar, de novas emoções que até os músicos apenas conseguem sentir colocando-se no papel de espetadores de outros músicos. Nesta sua primeira atuação num palco do festival, apresenta o seu terceiro álbum a solo, “Roma”, a lançar em maio, uma viagem que promete paragens nos portos do afrobeat, do glam rock, do samba e do jazz. Dos Belle Chase Hotel ao Quinteto Tati e agora na sua carreira a solo, JP sempre procurou evoluir em movimento de reinvenção. Vai ser bom descobrir mais um novo JP em Sines. Celina da Piedade “Em Casa”, disco de estreia a solo da acordeonista e cantora Celina da Piedade, foi um dos melhores discos portugueses de 2012 e custava fazer um FMM Sines 2013 sem convidá-la para estar presente. Da sua biografia conta-se um concerto em Castro Verde com apenas 6 anos de idade, estudos musicais no Conservatório de Setúbal e uma atenção a música vinda de todos os lados. No seu percurso anterior a esta afirmação, muito esperada, em nome próprio, conta-se uma colaboração longa com Rodrigo Leão, projetos pessoais como Uxu Kalhus e Modas à Margem do Tempo e participações generosas em projetos de muitos outros músicos. Cancioneiro popular, um pouco de fado e músicas de raiz de diversas partes do mundo são as linhas com que se cose. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia) e Akua Naru (EUA). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

02 junho, 2010

Festa do Fado (em diálogo com outras músicas)


É em Lisboa, durante todo o mês de Junho. O programa oficial completo:

«CASTELO S. JORGE – PRAÇA DE ARMAS

04 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

CRISTINA BRANCO convida JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA e CARLOS BICA


O Fado, João Paulo Esteves da Silva e Carlos Bica

Não seria mais a propósito e tenho a certeza que, mais cedo ou mais tarde, o Fado havia de nos juntar!

Afinal, no passado (sempre presente) já trabalhámos juntos: O Bica mais recentemente compôs o “Longe do Sul” e o João tocou no meu segundo disco “Post-scriptum”, como que antevendo a entrada, anos mais tarde, do piano na minha música!

Juntos, assim, é que nunca tinha acontecido. O “mentor” desta graça foi o Robert Shumman. Logo, convidá-los para este momento da Festa do Fado foi um passo natural, um entendimento que vibra muito alto na senda da minha música. Se eles compõem há tanto e comungam do mesmo respeito que eu tenho pela música tradicional - e que aprendi com o Ricardo (Dias) -, porque não aproximar tudo isto de uma forma consciente e sensata e simplesmente participar nesta grande Festa da Música, do senhor Fado, e deixar a imaginação apreender e crescer, porque isso nos deixa felizes? E felizardos somos todos por poder escutá-los.

Cristina Branco



05 JUNHO | Sábado | 22H00 |

A NAIFA convida CELESTE RODRIGUES


Depois de um ano de luto, A Naifa (na foto) volta à luta. A vontade de continuar a fazer esta música sobrepôs-se à dor da perda e uma nova Naifa nasceu no espectáculo de homenagem a João Aguardela, em Novembro último no CCB. Luís Varatojo e Maria Antónia Mendes têm agora a companhia de Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria, para lançar de novo à terra a semente que já deu frutos.

O reencontro com o público acontecerá já em Maio com a edição de um livro/dvd biográfico dos primeiros quatro anos de carreira e uma digressão nacional, que passará por dez cidades e chegará a Lisboa, a 5 de Junho, para um concerto na Festa do Fado no Castelo de São Jorge.

O livro retrata o universo d’A Naifa, visto de dentro e de fora - os poemas que deram origem às canções dos três discos e as obras gráficas que fizeram as capas; fotografias de mais de uma centena de espectáculos e os testemunhos do público que, em muitos casos, criou com a banda laços afectivos que se prolongaram muito para além do momento dos concertos.

O dvd contém um concerto, gravado na digressão 2008, e um documentário produzido em 2006.

A Naifa «a rasgar a vida»


Especialmente para a noite de 05 de Junho, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, A Naifa convida uma das mais importantes referências de sempre do fado, Celeste Rodrigues, no ano em que a fadista comemora 65 anos de carreira, dedicados a espalhar a sua arte pelos quatro cantos do mundo e a fazer da sua voz e da sua alma. É uma referência intemporal para uma série de gerações na História do fado.




11 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

PEDRO MOUTINHO & TIAGO BETTENCOURT


Pedro Moutinho é um dos intérpretes mais representativos da nova geração do fado.

Na sua discografia conta com três discos gravados em nome próprio: "Primeiro Fado" (Som Livre - 2003), Prémio Revelação da Casa da Imprensa, “Encontro” (Iplay - 2006), Prémio Amália Rodrigues para o melhor disco do ano, e “Um Copo de Sol” (Iplay 2009) aclamado pela critica como um dos melhores discos dos últimos 10 anos. Com 34 anos de idade, participou já em vários festivais e tournées pelo mundo fora em representação da música portuguesa, destacando-se nos últimos anos a sua participação no Filme “Fados” de Carlos Saura.


Tiago Bettencourt editou 2 discos com os Toranja e um com os Mantha; já recebeu Globos de Ouro e foi nomeado para os prémios MTV. Descobrimos que o Tiago Bettencourt descobriu que os Mantha seriam um excelente meio para ir mais além nas suas composições.
Ou seja, o Tiago Bettencourt quis saber o que poderia acontecer depois dos Toranja e com os Mantha obteve a resposta. “O Jardim” foi editado em Outubro de 2007 e é simultaneamente um álbum de ressaca e descoberta. De ressaca, porque o sucesso dos Toranja ainda estava muito presente e a pressão natural de querer fugir às fórmulas era maior, existindo a tentação de criar um distanciamento quase obrigatório. De descoberta, porque os Toranja haviam ficado para trás e tocar com os Mantha obrigava a um novo começo. O resultado já todos sabemos (ou pelo menos os que quiseram ouvir o disco): um punhado de canções maduras e a revelação de um Talento seguro, que soube contornar a ressaca e conviver com a descoberta.



Dois géneros completamente diferentes, mas que se juntam pela cumplicidade das palavras cantadas, pela força que estas mesmas imprimem na forma de estar na arte e na vida. Juntos estarão num palco onde a música não conhece fronteiras, onde a expressão que ambos têm se une numa mensagem com vista sobre a alma da música portuguesa: seja ela Fado ou Pop, antiga ou nova, é acima de tudo intemporal.



18 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

PAULO DE CARVALHO convida ANA SOFIA VARELA


É um dos mais importantes cantores/intérpretes de todos os tempos, aquele a quem muitos apelidam de “A Voz” e um dos mais conceituados compositores da história da música portuguesa.


Não existe nenhum português que não conheça Paulo de Carvalho. Isto porque para além de tudo, a cantar e a compor, atravessou todas as fronteiras, sejam elas geográficas ou temporais nos últimos 48 anos.


Na sua carreira contam-se grandes êxitos como “Flor Sem Tempo”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “E Depois do Adeus” (que marcou um dos momentos mais importantes da nossa história, nos anos 70), mais tarde “Lisboa Menina e Moça” e “Fado do Cacilheiro” foram as suas primeiras abordagens à canção de Lisboa. Já no final dos anos 80, surge com alguns dos seus temas mais emblemáticos, como “Meninos do Huambo” e, mais tarde, “Mãe Negra”, onde revela a versatilidade da sua voz. Ao longo de 48 anos de carreira a sua viagem musical leva-o através de variados estilos musicais, desde a música ligeira, ao fado, à world music ou ao jazz.


Consigo traz uma convidada: “Ana Sofia Varela”. Uma das mais emblemáticas fadistas da geração que surgiu nos últimos 20 anos. Representou Portugal na "Womex" (The World Music Expo) realizando um concerto que encantou a comunidade internacional da "World Music", e que tem resultado em vários convites para actuações no estrangeiro.

Integrou projectos como “A Guitarra e Outras Mulheres” de António Chainho, “Sal” com José Peixoto, Fernando Júdice e Viki. Participou no filme “Fados”, de Carlos Saura e no Espectáculo “Casa de Fados” que resultou a partir da última cena deste filme.

O seu último trabalho discográfico, “Fados de Amor e Pecado”, lançado em Outubro de 2009, é um projecto idealizado e composto na totalidade por João Gil e João Monge. Tem sido aclamado pela crítica especializada como um marco na história do fado na última década.


No Palco estarão duas formações: de um lado, Piano, Bateria e Baixo; do outro, Guitarra Portuguesa, Viola de Fado e Contrabaixo. No contexto, as duas formações que se unem numa viagem ao universo musical do Cantor, do Jazz ao Fado. O caminho é a alma, o veículo é a voz e a sua musicalidade. O ponto de partida é a sua história, o fim da viagem não existe, porque a sua música é intemporal.




19 JUNHO | Sábado | 22H00 |

JOÃO FERREIRA ROSA, MARIA DA FÉ, BEATRIZ DA CONCEIÇÃO e MARIA DA NAZARÉ convidam ARGENTINA SANTOS


João Ferreira Rosa, Beatriz da Conceição, Maria da Fé e Maria da Nazaré, fazem parte de uma das gerações mais importantes da História do Fado. Contam já com aproximadamente 50 anos de carreira e são nos dias de hoje vistos como umas das mais importantes testemunhas da história da Canção de Lisboa. Foram e ainda continuam a ser referências para a maior parte dos fadistas que têm surgido nos últimos anos.

Juntos convidam uma das mais antigas vozes do Fado da actualidade: Argentina Santos que está a comemorar 60 anos de carreira e que receberá em Julho de 2010 a medalha da Cidade de Lisboa.




25 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

RICARDO PARREIRA convida cantores de Coimbra: PROF. MACHADO SOARES, DR. LUÍS GÓIS e ANTÓNIO ATAÍDE


“CANCIONÁRIO” é o novo trabalho discográfico e espectáculo do guitarrista “Ricardo Parreira”. Depois do seu disco de estreia “Nas Veias de uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, considerado pela crítica e comentadores como um dos mais importantes documentos sobre os grandes compositores da história da guitarra portuguesa dos últimos anos, prossegue agora numa nova viagem: um trabalho com base no fado, ainda que mais dedicado à música tradicional e popular portuguesa.

Este novo disco, que será também um novo espectáculo, tem três vozes convidadas, baixo e percussões. Tem ritmo, balanço e diversidade, numa viagem sem sacrifícios pela história da nossa alma: “É preciso ter vontade de dançar mesmo que não seja o caso…”

Ricardo Parreira nasceu em Paço de Arcos há apenas 23 anos, no seio de uma família ligada ao Fado e à Guitarra Portuguesa. Filho de António Parreira (professor na escola do Museu do Fado) e irmão de Paulo Parreira, ambos instrumentistas de referência. Iniciou os seus estudos, ainda muito novo, primeiro pela mão de seu pai e, depois, no Conservatório Nacional.


Machado Soares e Luís Góis dispensam apresentações. São as mais importantes referências do Fado de Coimbra da actualidade. Cada um com uma carreira de aproximadamente 50 anos, percorreram o mundo inteiro em representação da Música Portuguesa. António Ataíde, uma das mais brilhantes vozes da nova geração, integrou uma série de projectos relacionados com a canção de Coimbra e tem vindo a fazer um dos percursos mais dignos pelo mundo fora.


Esta é a primeira vez que o fado de Coimbra é convidado a participar na Festa do Fado, concluindo assim uma viagem aos caminhos da música portuguesa, que vai desde a música tradicional e popular e onde se cruza o fado de Coimbra e Lisboa numa noite com vista sobre o Tejo e a Cidade.




26 JUNHO | Sábado | 22H00 |

KATIA GUERREIRO & MARISA LIZ


Com dez anos de carreira, Katia Guerreiro é, hoje, uma intérprete consagrada e reconhecida como uma notável embaixadora da música portuguesa. Como corolário da excelência do seu trabalho recebeu, em Fevereiro de 2006, o prémio PERSONALIDADE FEMININA 2005, disputado pelos nomes mais importantes do panorama musical português. O público que a elegeu considerou-a “uma das mais bonitas vozes da actualidade, aliada a uma invulgar capacidade vocal”. Desde o início da sua carreira, Katia tem apresentado o Fado um pouco por todo o mundo: França, Marrocos, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Egipto, Suíça, Espanha, Noruega, Polónia, Suécia, Grécia, Coreia do Sul, Japão, Itália, Tunísia, Nova Caledónia, Turquia e Índia, para além de Portugal, são países que já aplaudiram as suas actuações nos mais belos Palcos e nos mais importantes Festivais de música.



Marisa Liz é, segundo alguns dos mais importantes comentadores, uma das mais prestigiadas e consideradas intérpretes da nova geração da cena World/Pop Portuguesa.

Nasceu em Lisboa e, desde muito nova, veio a abraçar grandes projectos musicais dos quais se destacam, “XL Fame”, “Donna Maria”, “Tributo a Carlos Paião” e as suas participações com grandes músicos e cantores como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Rui Veloso, Júlio Pereira, Rão Kiao, Vitorino, Paulinho Mosca (Brasil) Pedro Luís e a Parede (Brasil), entre outros.


Na noite de encerramento da Festa do Fado juntam-se o Fado e a World Pop para um concerto onde mais uma vez o que conta é a cumplicidade das palavras e acima de tudo das palavras cantadas em português.



ENTRADA: 12,50 € (preço único)

Bilhetes à venda na ticket line e bilheteira do Castelo de S. Jorge

(telefone: 21 880 06 20)

M/ 3 anos




PÔR-DO-FADO

Quatro Concertos, Quatro Reportórios é o mote para este conjunto de instrumentais ao final de tarde, onde a guitarra portuguesa é a protagonista. E a carta-branca foi entregue a José Manuel Neto, um dos mais importantes guitarristas da actualidade.

Com 20 anos de carreira, são inúmeras as suas participações nas mais prestigiadas salas de espectáculos e festivais nacionais e por todo o mundo, ao lado dos mais importantes interpretes de fado, como Camané, Cristina Branco, Carlos do Carmo, Mísia, Ana Moura, Marisa, Argentina Santos, Maria da Fé, entre outros.


03, 10, 17 e 24 JUNHO | Quintas - feiras | 19H00

ENTRADA: 5,00 € (preço único)

Bilhetes à venda no Museu do Fado (21 882 34 70)

M/3 anos


FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA

O ambiente é o de uma noite de fados: três músicos e um fadista que canta e faz as honras da casa, convidando outros fadistas espontâneos que vão aparecendo e são convidados a cantar ou a tocar. Tudo vale, até um instrumentista de outra área que se atreva a entrar na “Jam Session Fadista” que a noite propõe.


Voz e anfitrião: Helder Moutinho | Guitarra Portuguesa: Ricardo Parreira | Viola de Fado: Marco Oliveira | Baixo: Yami


05, 12, 19 e 26 JUNHO | Sábados | 00H00

ENTRADA: 8 € por pessoa (preço único)

Bilhetes à venda na Fábrica do Braço de Prata

Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1 (em frente aos correios do Poço do Bispo)

M/ 16 anos


CHAPITÔ

Às terças no Bartô (Bar do Chapitô), Ricardo Rocha (guitarra), Marco Oliveira (viola) e João Penedo (contrabaixo) acompanham as mais diversas vozes do fado tradicional. Noites de tertúlia onde o fado acontece.


08, 15 e 22 JUNHO | Terças – Feiras | 23H00

ENTRADA: Gratuita

M/ 16 anos


NA IGREJA DE SANTO ESTEVÃO

Rodrigo

Na igreja de Santo Estêvão | Junto ao cruzeiro do adro | Houve em tempos guitarradas … Mal que batiam trindades | Reunia a fadistagem | No adro da santa igreja | Fadistas, quantas saudades | Da velha camaradagem … Santo Estêvão, padroeiro | Desse recanto de Alfama | Faz um milagre sagrado | Que voltem ao teu cruzeiro | Esses fadistas de fama | Que sabem cantar o fado…

Rodrigo não é apenas sinonimo de tradição e popularidade no panorama do fado, é também um testemunho vivo de todos os percursos que este género musical teve ao longo da sua existência. É esta a imagem com que ficamos quando estamos em frente de um homem com 68 anos de idade, simples e directo, exactamente como esta canção que, ao longo dos tempos e também por causa de Artistas como ele, se tornou num dos expoentes máximos da cultura do nosso País.

Rodrigo é uma das vozes mais populares do Fado Tradicional.


06, 20 E 27 JUNHO | Domingos | 19h00 | RODRIGO

ENTRADA: Gratuita

M/ 3 anos »

08 julho, 2009

Uma Casa Portuguesa - Reabre Hoje, No Porto, a Unir Brasil e Portugal


Depois do frio nórdico - mas com alguns espectáculos maravilhosos e bastante quentes - do ano passado, o festival Uma Casa Portuguesa, da Casa da Música, Porto, recebe a partir de hoje, dia 8, a sua edição dedicada ao Brasil, em que actuam nomes como Renata Rosa, Hamilton de Holanda ou Siba e A Fuloresta. Mas, esta noite, o palco está por conta de dois grupos portugueses: as regressadas às lides, e ainda bem!, Segue-me à Capela (na foto) e os alentejanos Adiafa. Outros nomes incluídos no programa são: Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Mário Laginha e Bernardo Sassetti (numa homenagem a Amália Rodrigues), Ricardo Parreira, Helder Moutinho, Cristina Branco, António Zambujo e Amélia Muge. O programa completo:


«No Ano Brasil na Casa da Música, a 3ª edição do festival Uma Casa Portuguesa, entre 8 de Julho e 2 de Agosto, cruza a música popular e tradicional do nosso país com algumas revelações da música brasileira. É o caso de Renata Rosa e de Siba e a Fuloresta que nos trazem os ritmos e os cantares do folclore nordestino. Também do Brasil vem o quinteto do bandolinista Hamilton de Holanda.

De Trás-os-Montes ao Alentejo, vários sons populares dominam os quatro primeiros dias do Festival: segue-me à Capela, Adiafa, Pauliteiros de Miranda e Galandum Galundaina.

Uma Casa Portuguesa apresenta ainda Amélia Muge, num registo retrospectivo da sua carreira.

Entre 23 e 26 de Julho, o festival ganha novas sonoridades, sendo dedicado ao fado. Num concerto a dois pianos, Mário Laginha e Bernardo Sassetti homenageiam Amália Rodrigues no décimo aniversário da sua morte. Ricardo Parreira, Hélder Moutinho e Cristina Branco integram também este programa de Uma Casa Portuguesa, onde se destaca António Zambujo, uma das mais recentes revelações do fado. A Banda Sinfónica Portuguesa está presente num concerto ao Meio-Dia dedicado aos compositores nacionais. O festival encerra com um encontro que reúne nove bandas filarmónicas da região, celebrando a importância destes agrupamentos.





Quarta, 08 de Julho

Segue-me à Capela

Adiafa

22h00| Sala 2 | €10

Sete vozes femininas cantam, à capela, clássicos da música tradicional portuguesa. Segue-me à Capela distingue-se pelos arranjos concebidos em torno da voz, com utilização esporádica de instrumentos de percussão como o adufe, a pandeireta, as pinhas ou as castanholas. O repertório, escolhido a partir de recolhas feitas por Michel Giacometti, Alberto Sardinha e G.E.F.A.C. (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), reparte-se pelas canções de trabalho, de amor ou religiosas.



As Meninas da Ribeira do Sado foi o tema que tirou os Adiafa da Vidigueira e os deu a conhecer ao mundo. Sete anos depois, o grupo de cante alentejano está de volta aos grandes palcos com a sua viola campaniça, adufes e outros instrumentos tradicionais.





Quinta, 09 de Julho

Pauliteiros de Miranda

Hamilton de Holanda Quinteto

22h00| Praça | €15

Com espectáculos por todo o mundo e vários prémios na bagagem, Hamilton de Holanda é uma das figuras de proa da chamada música instrumental brasileira, sendo considerado um dos melhores músicos do mundo por figuras de renome da música brasileira como Hermeto Pascoal, Maria Bethânia ou Djavan. O jovem bandolinista vem ao Porto com o seu premiado quinteto apresentar música do último registo da banda, Brasilianos 2.



Constituído, na sua maioria, por elementos naturais de Terras de Miranda e ex-dançadores de outras formações do género, o grupo Pauliteiros de Miranda recuperou a experiência, o entusiasmo, a cultura, a magia da gaita de foles Mirandesa, o ritmo natural dos paulitos e o exotismo dos laços com que dança a vida de um povo.





Sexta, 11 de Julho

Amélia Muge

Siba e a Fuloresta Música de Pernambuco

22h00| Praça | €10

Com cinco álbuns editados, Amélia Muge apresenta uma abordagem inédita do seu repertório, recuperando 15 dos mais de 200 temas que criou, e oferece dois inéditos ao público da Casa da Música. O reconhecimento surgiu em 1999, quando começou a ser convidada a compor para outros intérpretes. Desde então, escreveu para Mísia, Mafalda Arnauth, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho, entre outros. Em 1 Autora, 202 Canções, Amélia Muge recupera para a sua voz alguns desses temas, já cantados e registados por outros.



Natural do Recife, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que o levaram a trabalhar os fundamentos da poesia ritmada, tornando-se num dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Toda vez que eu dou um passo/ O mundo sai do lugar é um disco dançante e bem humorado. As percussões e os metais estão no centro das atenções da sonoridade deste registo onde o cheiro a Carnaval paira no ar.





Sábado, 12 de Julho

Banda Sinfónica Portuguesa

12h00| Sala Suggia

Criada no final de 2004, no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é composta por perto de 60 instrumentistas de sopro e percussão, violinos e contrabaixos, com uma média de idades de 24 anos. A 1 de Janeiro de 2005, a Banda estreou-se no grande auditório do Teatro Rivoli do Porto, onde gravou o seu primeiro CD, com o apoio da Culturporto. Dois anos depois, o grupo foi convidado pela Fundação Casa da Música a apresentar-se na Sala Suggia, onde tem vindo a interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, em estreia nacional.





Sábado, 12 de Julho

Galandum Galundaina

Renata Rosa

22h00| Praça | €10

Procurando recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e língua das Terras de Miranda, nasceram, em 1996, os Galandum Galundaina. O grupo tem feito a ligação entre a antiga geração de músicos e os mais jovens, assegurando a continuidade da tradição musical desta terra. Os elementos do grupo nasceram e cresceram nas Terras de Miranda onde adquiriram conhecimento directo da música que interpretam através do ambiente familiar e do convívio com os velhos gaiteiros.



Representante da nova geração de músicos de Pernambuco, Renata Rosa, cantora-compositora-actriz, tem vindo a desenvolver o seu trabalho com músicos do interior e da capital do Estado. O álbum de estreia, Zunido da Mata (2003), valeu a Renata Rosa o prémio Choc de L’Année (Melhor Disco do Ano), concebido pela revista mensal Le Monde de la Musique, em 2004. Para além do Nordeste brasileiro, a cantora é influenciada pela música indiana, árabe, ibérica, cigana e indígena.





Quinta, 23 de Julho

Ricardo Parreira

António Zambujo

22h00| Sala Suggia | €10

“O que se ouve em Zambujo é algo que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele”, escreve Caetano Veloso no seu blog Obra em Progress, sobre o fado de António Zambujo. O reconhecimento acontece também na Europa. Outro Sentido, o seu terceiro álbum, ocupa o terceiro lugar de vendas da Fnac Paris e é considerado um dos 10 melhores de 2008 pelo jornal Libération. Na Grã-Bretanha, foi distinguido como um dos melhores na world music no «Top of The World Album», da revista SongLines.



Depois da homenagem ao mestre da viola Fernando Alvim, Ricardo Parreira regressa à Casa da Música com um espectáculo especial que se divide em duas partes: uma homenagem ao disco Com que Voz, de Amália Rodrigues, e a interpretação de temas da música popular portuguesa. Com apenas 21 anos, o guitarrista português tem vindo a conquistar a admiração de todos com quem tem partilhado o palco e a sua mestria interpretativa.







Sábado, 25 de Julho

Trago Fado nos Sentidos

Mário Laginha e Bernardo Sassetti

22h00| Sala Suggia | €15

No regresso à Casa da Música, Mário Laginha e Bernardo Sassetti prestam homenagem a Amália Rodrigues. No 10.º aniversário da morte da fadista, a Casa da Música encomendou à dupla de pianistas um espectáculo que se antevê especial. Os músicos trabalharam a partir de algumas canções celebrizadas por Amália, nomeadamente as que marcaram a história da música portuguesa. Vão ainda celebrar o lado genuinamente português que caracteriza a voz de Amália, apresentando duas peças originais, uma da autoria de Mário Laginha, a outra de Bernardo Sassetti.





Domingo, 26 de Julho

Cristina Branco

Hélder Moutinho

22h00| Praça| €10

O tempo foi o tema escolhido por Cristina Branco para o seu novo álbum, Kronos, que é apresentado na Casa da Música. Em 12 anos de carreira, Cristina Branco, uma das mais sedutoras vozes nacionais, editou 10 álbuns e multiplicou-se em digressões pelo mundo. Já apresentado em França, Bélgica, Holanda, Áustria, Alemanha e Suíça, Kronos é um álbum constituído por canções inéditas da autoria de diferentes criadores. É o décimo disco de uma longa carreira iniciada em Amesterdão, que sucede a dois trabalhos de homenagem a duas das maiores influências de Cristina Branco: Live, dedicado a Amália Rodrigues; e Abril, com versões de canções de José Afonso.



Dez anos passados sobre a edição do seu álbum de estreia, Sete Fados e Alguns Cantos, e seis do premiado Luz de Lisboa (Prémio Amália Rodrigues 2005), Hélder Moutinho regressa aos originais com Que Fado É Este Que Trago, que apresenta na Casa da Música. Uma viagem imaginária ao mundo do fado, que conta com a assinatura do fadista na maioria das letras das canções e ainda na composição da música para um poema de David Mourão Ferreira.







Sábado/Domingo, 1 e 2 de Agosto

Encontro de Bandas Filarmónicas

18h00| Praça| Entrada livre

As bandas filarmónicas são um excelente espaço comunitário de sociabilização, ensino e produção musical nos cerca de 800 agrupamentos que existem espalhados pelo país. O movimento filarmónico português, cujas raízes provêm principalmente da zona litoral e urbana, encontra-se actualmente mais difundido nas regiões rurais e especialmente a norte do país, de onde são as bandas presentes neste encontro. Com um inestimável valor cultural e social, as bandas apresentaram-se durante muitas décadas como o único instrumento de divulgação e aprendizagem da música em Portugal fora dos centros urbanos e acessível a todas as classes sociais.

Desde Janeiro de 2007, a Casa da Música inclui na sua programação um concerto mensal dedicado às bandas de música, dando a conhecer algum repertório original de compositores internacionais e nacionais que dedicam obras a esta formação».

Mais informações, aqui.

10 novembro, 2008

«Todos Cantam Zeca Afonso» - Uma Colectânea de Homenagem


Aqui há uns bons anos, a colectânea «Filhos da Madrugada» mostrava uma série de versões de temas de José Afonso feitas de propósito para esse disco produzido por Manuel Faria. Versões de grupos como os Madredeus, GNR, Sitiados, Vozes da Rádio, Os Tubarões, Delfins, Diva, Opus Ensemble, Xutos & Pontapés, Mão Morta ou Brigada Victor Jara. E, só o ano passado - a propósito da passagem do vigésimo aniversário sobre a morte de José Afonso -, surgiram inúmeros álbuns de tributo, feitos por variadíssimos grupos e artistas, à arte e ao génio do autor de «Grândola Vila Morena». E a somar a isso tudo, a Farol lança hoje, dia 10 de Novembro, mais uma colectânea de homenagem, «Todos Cantam Zeca Afonso», que abrange diversas épocas (há gravações dos anos 70, como as de Tonicha e Amália, mas também algumas saídas dessa fornada de homenagens de 2007) e diversos géneros musicais. O alinhamento completo do disco é:


1. José Mário Branco/Amélia Muge/João Afonso – «Maio Maduro Maio»

2. Cristina Branco – «Canção de Embalar»

3. Fernando Machado Soares – «Maria Faia»

4. Mariza – «Menino Do Bairro Negro»

5. Tonicha – «Resineiro Engraçado»

6. Jacinta – «Se Voaras Mais Ao Perto»

7. Teresa Silva Carvalho – «Vejam Bem»

8. Frei Fado D'El Rei – «A Morte Saiu À Rua»

9. Paula Oliveira & Bernardo Moreira – «Os Índios Da Meia-Praia»

10. Carla Pires – «Traz Outro Amigo Também»

11. Uxía – «Verdes São Os Campos»

12. Sons da Fala – «Venham Mais Cinco»

13. Lua Extravagante – «Adeus Ó Serra Da Lapa»

14. Lena d'Água – «Era Um Redondo Vocábulo»

15. Rosa Madeira – «Menina dos Olhos Tristes»

16. João Afonso – «Bombons De Todos Os Dias»

17. Couple Coffee & Band – «Vampiros»

18. Carlos do Carmo – «Menino D'Oiro»

19. Amália Rodrigues – «Grândola Vila Morena»

20. Júlio Pereira – «Viva O Poder Popular»

02 outubro, 2008

Rodrigo Leão, Cristina Branco e Hélder Moutinho na Coreia do Sul


A cidade de Ulsan, no sudeste da Coreia do Sul, é a partir de hoje palco de um dos maiores festivais de world music do Extremo Oriente: o Ulsan World Music Festival. Um evento que tem este ano Portugal como convidado de honra e três nomes da nossa música em destaque: Rodrigo Leão - que pré-inaugurou o festival ontem e ainda actuará amanhã -, Cristina Branco (na foto) e Hélder Moutinho. Uma notícia da Lusa explica tudo:

«Portugal é o convidado de honra do Ulsan World Music Festival, na Coreia do Sul, que começa quinta-feira, sendo a representação nacional assegurada por Cristina Branco, Rodrigo Leão e Hélder Moutinho.

Rodrigo Leão foi o artista escolhido para actuar na cerimónia inaugural no Grand Hall do Ulsan Culture & Arts Center, quarta-feira, acompanhado pelo Cinema Ensemble.

O álbum "Alma Mater" de Leão, editado em 2000, foi lançado este ano na Coreia do Sul, tendo estado a vender a um ritmo de três mil exemplares por semana, segundo informação da sua promotora.

O álbum "Cinema" está também já distribuído naquele país asiático, prevendo-se «para breve» a colocação à venda da compilação "O Mundo".

A cantora Ângela Silva acompanha o músico, já que os concertos incluem algumas canções em latim, entre elas, "O Imortal" a pedido da organização, segundo a mesma fonte.

Depois da actuação quarta-feira, Rodrigo Leão e os seus músicos voltam ao palco sexta-feira, o mesmo dia em que actuará, duas horas antes, a cantora Cristina Branco.

Cristina Branco irá apresentar fados de Amália Rodrigues, acompanhada à guitarra portuguesa por Bernardo Couto, à viola por Fernando Maia, no baixo por Alexandre Silva e ao piano por Ricardo Dias.

A criadora de "Há palavras que nos beijam" (Alexandre O'Neil/Alain Oulman) volta ao palco do King Theatre, sábado, sendo antecedida por Helder Moutinho.

O fadista Hélder Moutinho, acompanhado por Daniel Pinto (baixo), Ricardo Parreira (guitarra portuguesa) e Marco Oliveira (viola de fado), actuará sábado e domingo.

Autor e intérprete, Hélder Moutinho apresentará em Ulsan temas do seu novo álbum, "Que fado é este que trago", que editará em Novembro.

Cristina Branco foi distinguida o ano passado com o Prémio Amália Rodrigues Internacional e, há três anos, Hélder Moutinho recebeu o Prémio Amália para o Melhor Álbum de Fado».

17 dezembro, 2007

Cristina Branco - As Voltas do Fado (Mudado)


Desde o início da sua carreira, Cristina Branco (na foto; de Luís Barros) nunca se deixou prender apenas nas malhas do fado. E surpreendeu, sempre, pelo reportório escolhido para os seus álbuns. Hoje, dia 17, Cristina Branco termina a primeira fase da sua digressão «Abril» no mesmo local em que o álbum homónimo, inteiramente dedicado à obra de José Afonso, nasceu: o Teatro Municipal de S.Luiz, em Lisboa. E, a acompanhar a notícia deste «intermezzo» da digressão, vem outra: no próximo álbum, já em preparação, Cristina Branco volta a surpreender, ao convidar compositores exteriores ao fado para escreverem as canções do disco. Com um mote comum que lhes foi dado pela cantora - o «Tempo» -, estão já arrolados para o álbum temas originais de Sérgio Godinho (letra e música), Jorge Palma (letra e música), Vitorino (letra e música), Pedro Abrunhosa (letra e música), Janita Salomé (música para um poema de Hélia Correia) e, ainda, uma participação do pintor Júlio Pomar (autor da capa?; fica a dúvida). Já a digressão «Abril» volta à estrada em... Maio.

07 setembro, 2007

Festa do «Avante!» - A Partir de Hoje, em Atalaia



A Festa do «Avante!» começa hoje, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, com uma excelente programação da qual demos conta, em parte, há algumas semanas e que aqui se repete (com alguns acrescentos lá mais para o fim do post). Ah, e é claro que o Raízes e Antenas publicará reportagem de muitos deles no início da próxima semana.

Auto-citando: Como atracções internacionais a Festa recebe a charanga romena Fanfare Ciocarlia, acompanhada por vários dos convidados que também participam no recente álbum «Queens and Kings», uma autêntica irmandade cigana: a diva Esma Redzepova (Macedónia), Jony Iliev (Bulgária), Kaloome (França) e Florentina Sandu (a neta de Nicolae Neacsu, dos Taraf de Haidouks; Roménia); do Mali - e de outros lugares do antigo império mandinga - chegam o mestre da kora Toumani Diabaté (na foto, de Mário Pires) e a sua Symmetric Orchestra; de Inglaterra vêm os veteranos do folk-rock Levellers; e dos Estados Unidos os blues do colectivo Chicago Blues Harp All Stars. No jazz, o destaque vai para o projecto Carlos Bica & Azul (em que o contrabaixista português é acompanhado pelo guitarrista alemão Frank Mobus e o baterista norte-americano Jim Black, grupo que protagonizou um dos melhores momentos - juntamente com o DJ Ill Vibe - do recente FMM de Sines), os Telectu (com Vítor Rua e Jorge Lima Barreto a serem acompanhados pelo baterista holandês Han Bennink e e o manipulador de electrónicas italiano Walter Pratti), o projecto In Loko de Carlos Barretto, o Sexteto de Mário Barreiros, o quarteto do contrabaixista Matt Pavolka e a cantora Jacinta (interpretando canções de José Afonso). Também a cantar José Afonso estarão o grupo luso-brasileiro Couple Coffee e a fadista Cristina Branco. Fado que terá uma noite especial com a presença de Ricardo Parreira e Fernando Alvim, Raquel Tavares, Chico Madureira, Aldina Duarte e Rosa Madeira, e ainda alguns «desvios» através dos Deolinda e do projecto In-Canto (de Luísa Amaro e Miguel Carvalhinho). Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira pela Brigada Vítor Jara e o cantor Manuel Freire, o super-grupo Sons da Fala - que reúne Sérgio Godinho (Portugal), Vitorino Salomé (Portugal), Tito Paris (Cabo Verde), Janita Salomé (Portugal), Luanda Cozetti (Brasil), Juka (São Tomé e Príncipe), André Cabaço (Moçambique), Guto Pires (Guiné Bissau) e Quikkas (Angola) e concertos especiais dos Blasted Mechanism (com o guitarrista António Chaínho e a Kumpa'nia Al-Gazarra como convidados) e a Tora Tora Big Band (reforçada pelas vozes de Milton Gulli, André Cabaço e Kika Santos) são mais alguns dos momentos de grande interesse da Festa. O rock dos Blind Zero, dos Peste & Sida e dos Anti-Clockwise, o rap de Chullage e de Sam The Kid, o projecto KoraSons (liderado pelo guineense Ibrahima Galissá, na kora, e o dinamarquês Mads Hoff, na guitarra), o super-grupo de música tradicional Quatro ao Sul (que reúne Rui Vaz e José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa, com José Barros, dos Navegante, e Pedro Mestre), o grupo de versões de música de intervenção TriVenção e o Low Budget Research Kitchen (banda de tributo a Frank Zappa) também já estão confirmados no menu musical da Festa do «Avante!» deste ano. Um luxo.

E como acrescentos, alguns deles importantes, feitos nas últimas semanas: o novo grupo lisboeta que mistura folk e música antiga Tanira; os Pauliteiros de Miranda; a folk experimental dos albicastrenses Cibo Mosari; os ritmos latino-americanos dos lisboetas Los Cubos; o afro-beat dos portuenses Tchakare Kanyembe; os Tíbia (gaita-de-foles); o espectáculo Redondo Vocábulo com João Afonso e João Lucas; o reggae e outras músicas dos Black Bombain (de Alverca); e o klezmer dos almadenses Melech Mechaya. A descobrir...

04 agosto, 2007

Festa do «Avante!» - Com Levellers, Fanfare Ciocarlia, Toumani Diabaté...



Falta pouco mais de um mês para a Festa do «Avante!» e o programa já está quase todo completo, pelo menos o dos palcos principais. E um programa que inclui algumas belíssimas surpresas, à semelhança do que já tinha acontecido o ano passado, estando assim a Festa - que decorre dias 7, 8 e 9 de Setembro, mais uma vez na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal - a regressar aos tempos áureos dos anos 70 e 80. Veja-se só: como atracções internacionais a Festa recebe a charanga romena Fanfare Ciocarlia (na foto), acompanhada por vários dos convidados que também participam no recente álbum «Queens and Kings», uma autêntica irmandade cigana: a diva Esma Redzepova (Macedónia), Jony Lliev (Bulgária), Kaloome (França) e Florentina Sandu (a neta de Nicolae Neacsu, dos Taraf de Haidouks; Roménia); do Mali - e de outros lugares do antigo império mandinga - chegam o mestre da kora Toumani Diabaté e a sua Symmetric Orchestra; de Inglaterra vêm os veteranos do folk-rock Levellers; e dos Estados Unidos os blues do colectivo Chicago Blues Harp All Stars. No jazz, o destaque vai para o projecto Carlos Bica & Azul (em que o contrabaixista português é acompanhado pelo guitarrista alemão Frank Mobus e o baterista norte-americano Jim Black, grupo que protagonizou um dos melhores momentos - juntamente com o DJ Ill Vibe - do recente FMM de Sines), os Telectu (com Vítor Rua e Jorge Lima Barreto a serem acompanhados pelo baterista holandês Han Bennink e e o manipulador de electrónicas italiano Walter Pratti), o projecto In Loko de Carlos Barretto, o Sexteto de Mário Barreiros, o quarteto do contrabaixista Matt Pavolka e a cantora Jacinta (interpretando canções de José Afonso). Também a cantar José Afonso estarão o grupo luso-brasileiro Couple Coffee e a fadista Cristina Branco. Fado que terá uma noite especial com a presença de Ricardo Parreira e Fernando Alvim, Raquel Tavares, Chico Madureira, Aldina Duarte e Rosa Madeira, e ainda alguns «desvios» através dos Deolinda e do projecto In-Canto (de Luísa Amaro e Miguel Carvalhinho). Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira pela Brigada Vítor Jara e o cantor Manuel Freire, o super-grupo Sons da Fala - que reúne Sérgio Godinho (Portugal), Vitorino Salomé (Portugal), Tito Paris (Cabo Verde), Janita Salomé (Portugal), Luanda Cozetti (Brasil), Juka (São Tomé e Príncipe), André Cabaço (Moçambique), Guto Pires (Guiné Bissau) e Quikkas (Angola) e concertos especiais dos Blasted Mechanism (com o guitarrista António Chaínho e a Kumpa'nia Al-Gazarra como convidados) e a Tora Tora Big Band (reforçada pelas vozes de Milton Gulli, André Cabaço e Kika Santos) são mais alguns dos momentos de grande interesse da Festa. O rock dos Blind Zero, dos Peste & Sida e dos Anti-Clockwise, o rap de Chullage e de Sam The Kid, o projecto KoraSons (liderado pelo guineense Ibrahima Galissá, na kora, e o dinamarquês Mads Hoff, na guitarra), o super-grupo de música tradicional Quatro ao Sul (que reúne Rui Vaz e José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa, com José Barros, dos Navegante, e Pedro Mestre), o grupo de versões de música de intervenção TriVenção e o Low Budget Research Kitchen (banda de tributo a Frank Zappa) também já estão confirmados no menu musical da Festa do «Avante!» deste ano. Um luxo.

31 janeiro, 2007

Cristina Branco Canta José Afonso


Já pouca coisa vinda da fadista (e não só) Cristina Branco pode surpreender, tantos são os caminhos próprios por ela já tomados, através do fado, fora do fado, a viés do fado. Mas a expectativa é enorme quando se sabe que o seu novo projecto (disco e espectáculos) é dedicado à obra de José Afonso e que para ele Cristina Branco se fez rodear por uma banda formada por Ricardo Dias (da Brigada Victor Jara e já um «habitué» na equipa da cantora) no piano e direcção musical e três conceituados músicos vindos do jazz: Mário Delgado (guitarras acústicas e eléctricas), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). A apresentação do projecto decorre no Jardim de Inverno do Teatro S.Luiz, em Lisboa, dias 2, 3, 9, 10, 16, 17, 23 e 24 de Fevereiro. De José Afonso diz Cristina Branco: «O Zeca foi e será sempre um exemplo de simplicidade, de convicção (mesmo quando dizia que nem sempre gostava de cantar!). É assim o amigo da minha adolescência, o amigo do meu canto, da minha busca pessoal. Não trazemos nada de novo, vimos apenas lembrar».

Para além do projecto de versões de Cristina Branco, José Afonso será também homenageado este ano - quando passam vinte anos sobre a sua morte - em discos dos Frei Fado d'El Rei («Senhor Poeta») e, segundo o site e blog da Associação José Afonso, dos Erva de Cheiro («Que Viva o Zeca») e espectáculos um pouco por todo o país, com destaque para o ciclo «A Revolução» (na Casa da Música, Porto, entre 25 de Abril e 1 de Maio, que inclui a estreia de «Steel Drumming toca Zeca Afonso», pelo grupo de percussão Drumming, com Miguel Guedes, vocalista dos Blind Zero, e JP Simões como convidados nas vozes), entre outros espectáculos, ciclos, conferências e exposições. Mais informações aqui e aqui.

09 outubro, 2006

Fados e Phados de Outono


O fado - e os seus vários caminhos - invade o calendário de espectáculos deste Outono em Lisboa, Porto e outras cidades com concertos imperdíveis de Lula Pena (na foto), A Naifa, Cristina Branco e Aldina Duarte...

Lula Pena - autora de um ovni da música portuguesa, o álbum «Phados», no já longínquo ano de 1998 - dá um raro concerto em Lisboa, na ZDB, sábado, dia 14 de Outubro. E dela podem esperar-se fado, música brasileira e cabo-verdiana, música tradicional portuguesa, aproximações ao Norte de África; sempre apresentados de uma maneira inesperada e hiper-personalizada... Desde há alguns anos que Lula Pena está a trabalhar num novo álbum, algures no Alentejo. Talvez no sábado se descubra que outro ovni vem aí...

Cristina Branco homenageia Amália Rodrigues no espectáculo «21 Gramas» - baseado na ideia ou crença ou eventual verdade científica de que o corpo perde 21 gramas no momento da morte e que será esse o peso da alma - em concertos no Porto (Casa da Música, dia 19 de Outubro) e Lisboa (Centro Cultural de Belém, dia 25 de Novembro). E é a alma de Amália que Cristina Branco «encarna» neste espectáculo em que o reportório é exclusivamente baseado em temas cantados originalmente por Amália Rodrigues. No próximo ano, Cristina Branco irá à procura de outra alma, a de José Afonso.

Por sua vez, Aldina Duarte recupera o espectáculo «Crua», que tem concepção e direcção cénica do encenador Jorge Silva Melo, e apresenta-o, em Novembro, na Culturgest, Lisboa (dia 17) e na Casa da Música, Porto (dia 19) e, em Dezembro, no Teatro Viriato, em Viseu (dia 15).

Por último, o melhor projecto de sempre de re-actualização (e também re-ritualização) do fado, A Naifa, faz um apanhado de canções dos seus dois álbuns - «Canções Subterrâneas» e «3 Minutos Antes De A Maré Encher» - para o espectáculo global «As Canções d'A Naifa», que sobe à cena em Dezembro, dia 1 no Teatro Maria Matos (Lisboa), dia 6 no Teatro Aveirense (Aveiro), dia 7 no Teatro Circo (Braga) e dia 9 no Teatro Municipal de Faro. Imperdível.

04 setembro, 2006

Festa do «Avante!» - Uma Música em Atalaia


Estar de atalaia é o mesmo que estar atento, vigilante, sentinela de algo de novo, que acontece ou está para acontecer. E é uma coincidência feliz que a Festa do «Avante!» - órgão oficial do Partido Comunista Português - se realize, desde há muitos anos, numa quinta com este nome. Porque a Festa continua a ser um óptimo ponto de descoberta e de observação (ainda outra maneira de dizer atalaia) da música que se faz em Portugal e noutros sítios. A 30ª edição da Festa do «Avante!» teve momentos altos suficientes para que permaneça por muito tempo na memória dos festeiros, avantereiros aventureiros. Aqui ficam algumas notas soltas sobre alguns dos concertos de folk/trad/world, o que se lhes quiser chamar...

Logo a começar, na sexta-feira, os Djumbai Jazz do cantor guineense Maio Coopé - com José Galissa numa kora deliciosa e baixo, bateria, saxofone, duas coralistas-dançarinas, percussionista... - instalaram a festa com uma mistura explosiva de afro-beat, mbalax, funk e música mandinga. Cor, dança, alegria. Uma festa que continuou, horas depois, ainda no Auditório 1º de Maio, com o fado cada vez menos fado da, paradoxalmente, cada vez mais fadista - no canto, na voz, no espírito, na presença - Cristina Branco, num concerto lindíssimo (apesar do som dos foguetes e da música de carrinhos-de-choque de um bar próximo terem estragado, de vez em quando, o ambiente) e em que não se sentiu a ausência de Custódio Castelo (bem substituído por outro guitarrista - Paulo Parreira?) e onde o pianista Ricardo Dias (da Brigada Victor Jara) dá um toque de modernidade e sensibilidade absolutas. E fim de festa, na primeira noite, com os Andarilhos, banda sem pretensões que faz versões de música tradicional e levou a dança aos resistentes no Café-Concerto.

O segundo dia, sábado, começou muito bem, no 1º de Maio, com os Mandrágora, diferentes - para melhor - dos Mandrágora que tinha visto pela última vez em Loulé: a banda tem agora um baixo eléctrico (em substituição do acordeão) e o som do grupo portuense está agora mais rude, mais rock, mais swingante. Nalguns temas mais lentos o baixista ainda tenta encontrar o seu espaço, mas quando aquilo acelera ele leva o resto da banda atrás de si. E isso é bom. Ainda no Auditório, A Naifa (na foto, de Mário Pires, da Retorta) deu o melhor concerto de todos os que vi nesta Festa: um concerto triunfal, com a banda de Mitó, João Aguardela, Luís Varatojo e, agora, Samuel Palitos na bateria, a saírem de palco, depois da sua versão de «Tourada» em encore, debaixo de uma tempestade de aplausos. E razões para os aplausos não faltaram: Mitó cantou como nunca a ouvi cantar (toda ela confiante, confidente, sensual, solta e livre e feliz), Aguardela está um mestre no baixo eléctrico, Varatojo está cada vez mais um melhor executante de guitarra portuguesa e Samuel Palitos deu um toque perfeito de fúria punk a alguns temas, que assim ganharam corpo e densidade rítmica. Depois, o reportório privilegiou o segundo álbum e nem faltou o irónico para a ocasião - mas bastante bem aceite - «Señoritas» ou o cada vez mais arrepiante, arrepiante mesmo!, «Todo o Amor do Mundo Não Foi Suficiente».

Não vi - só ouvi de perto, numa fila à espera de uma sandes de leitão... - os escoceses Peatbog Faeries, mas aquilo soa quase sempre bem - principalmente nos solos do violino - e às vezes mal, quando um rock manhoso entra pelos jigs e reels fora e arrasa aquilo tudo. Manhosice que não existe, e ainda bem, nos Gaiteiros de Lisboa, que deram mais um concerto magnífico (no palco 25 de Abril), que começou com a loucura de «Ciao Xau Macau» e continuou com temas do novo álbum (destaque, óbvio, para aqueles em que Manuel Rocha, da Brigada Victor Jara, entrou muito bem com o seu violino - «Comprei Uma Capa Chilrada» e «Chamarrita do Pico» -, e para as picantíssimas «As Freiras de Sta. Clara») e outros mais antigos que levaram ao coro ou ao espanto ou ao mosh ou ao pulo muitos dos fãs dos Xutos & Pontapés (que actuariam a seguir): «Mbira do Norte», «Subir Subir», «Quando o Judas Teve Sarampo» ou, já no encore, «Trângulo Mângulo».

Infelizmente só consegui ver parte do concerto dos Taraf de Haidouks: o espectáculo destes ciganos romenos estava magnífico, tal como sempre, mas o calor, a quantidade de gente amontoada num espaço cada vez mais exíguo (o Auditório 1º de Maio) para alguns concertos, os feedbacks constantes, fizeram-me zarpar para um bar próximo, com amigos e cervejas frescas. E, depois, já perto das três da manhã, para uma surpresa: os já mencionados Manuel Rocha (em violino) e Ricardo Dias (aqui em acordeão) tocavam «standards» de música tradicional portuguesa e de José Afonso («As Sete Mulheres do Minho», «Milho Verde», etc, etc, etc...), em cima de uma das mesas do restaurante de Coimbra, para deleite e festa e coro de dezenas de pessoas. E isto é tão bonito!!

No domingo falhei os concertos da tarde mas cheguei a tempo de confirmar, mais uma vez, o poder - dir-se-ia magnético - dos fabulosos Babylon Circus, no Palco 25 de Abril: centenas de pessoas aos saltos e em dança constante durante o seu concerto feito de tantas músicas quanto é lícito imaginar. Saí, estavam eles a cantar que a caravana passa, pelo meio de milhares de pessoas em direcção ao concerto de Sérgio Godinho, no 1º de Maio, a abarrotar lá dentro e com mais algumas centenas de pessoas a assistir de fora: um concerto em que Godinho - acompanhado por uma banda rejuvenescida e com músicos de escola de rock inteligente - fez apelo à memória de muitos dos rapazes e raparigas que o conheceram via «Os Amigos do Gaspar» (e isso foi perfeitamente audível no coro, lindíssimo, que recebeu a canção «É Tão Bom»), mas sem esquecer temas emblemáticos da sua carreira - todos eles também com direito a coro - como «Balada da Rita», «Arranja-me Um Emprego», «Quatro Quadras Soltas» ou «Com Um Brilhozinho nos Olhos», altura em que furei pela multidão pé ante pé, com licença, com licença, até ao Avan'Teatro para me despedir da Festa ao som dos Roncos do Diabo.

E foi uma bela despedida: a última vez que os vi (há dois anos, no Andanças) ainda se chamavam Gaitafolia e este grupo de gaiteiros e percussionista lisboetas ainda não tinham este sentir bárbaro, selvagem e, ao mesmo tempo, hiper-afinado que têm hoje. Uma versão violentíssima da «Saia da Carolina», um tema chamado «Quero É Que Tu Te Fodas» (é mesmo assim que se chama?) e um fandango asturiano, entre outros, puseram dezenas de pessoas (as que este pequeno espaço suportava e outras lá à porta) a dançar e a suar em bica, apesar do sol já não brilhar há algumas horas. De referir, a finalizar, que faltaram à chamada a fabulosa cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, as brasileiras Mawaca e os inicialmente também previstos espanhóis Amparanoia, nomes que bem podiam aparecer na edição 31 da Festa, para alegria de todos nós...

22 julho, 2006

Festa do «Avante!» - Em Setembro, Sempre...


A Festa do «Avante!», órgão oficial do Partido Comunista Português, aposta mais uma vez nas músicas de raiz tradicional (e no rock, reggae, jazz, música experimental...). É no início de Setembro - dias 1, 2 e 3 -, na Quinta da Atalaia, Seixal, sede do festival nos últimos anos.

Na programação deste ano, o destaque vai para três homenagens: ao compositor Fernando Lopes Graça (com o Coro Lopes Graça, da Academia dos Amadores de Música, com a Sinfonietta de Lisboa e os pianistas Olga Prats e Miguel Borges Coelho), ao genial compositor de fados Alain Oulman (na voz dos fadistas António Zambujo, Carla Pires e Liana) e ao poeta popular algarvio António Aleixo (com os angolanos Kussondulola - expoentes do reggae em Portugal - a serem acompanhados, nesta homenagem, por Viviane, Prince Wadada e Kilandukilo).

E ainda há concertos de Sérgio Godinho, Gaiteiros de Lisboa (com o violinista Manuel Rocha, da Brigada Victor Jara), A Naifa, Mandrágora, Toque de Caixa, Contra3aixos (projecto que junta três dos mais importantes contrabaixistas de jazz nacionais: Carlos Bica, Carlos Barretto e Zé Eduardo), Telectu (o duo de Jorge Lima Barreto e Vítor Rua, em comemoração dos 25 anos de carreira, aqui acompanhados por duas luminárias: o guitarrista Fred Frith e o baterista Chris Cutler), Boss AC (com mais um leque luxuoso de convidados: Sam The Kid, Chullage, Melo D e Berg), Cristina Branco, Luísa Basto, Navegante (com a cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e o projecto de percussões, liderado por Rui Júnior, O Ó Que Som Tem?), os deliciosos punks Vicious Five, Yellow W Van, Tim (o vocalista dos Xutos, a solo) e os próprios Xutos & Pontapés.

Para completar o ramalhete, o elenco internacional inclui os ska-klezmer-chanson-balcânicos-e-tudo-o-mais Babylon Circus (França), os cabo-verdianos Mayra Andrade e Tito Paris, Djumbai Jazz (Guiné-Bissau), os divertidíssimos escoceses Peatbog Faeries, as deliciosas brasileiras Mawaca, Obrint Pas (Catalunha) e, «last but not the least», o delírio balcânico dos Taraf de Haidouks (Roménia - e na foto que está no cimo deste blog, vénia!).

04 julho, 2006

E Salta Loulé E Salta Loulé, Loulé!


Jump, jump, jump, jump... Dez (onze?, doze?) franceses tresloucados saltam em cima do palco, em uníssono. O público, muito público à sua frente, salta em uníssono com eles, os Babylon Circus (na foto), máquina de muita festa e muitas músicas: reggae, ska, klezmer, Balcãs, chanson, valsas parisienses... E os Babylon Circus foram os responsáveis por um, entre muitos outros e igualmente bons, delírios festivos da edição deste ano do Festival MED, de Loulé: os extraordinários Think of One (um bando de belgas e de brasileiras que têm em D.Cila, uma velhinha pequenina, a mestra de cerimónias perfeita para o seu cocktail molotov de música nordestina e bahiana com tudo o que de ocidental se possa imaginar - até um tema surf-forró!), os bem melhores ao vivo do que em disco Capercaillie (pela simples razão de que os escoceses, ao vivo, quase não usam electrónicas e vão muito mais directos «ao osso» dos jigs e reels), os cada vez melhores na mestiçagem de géneros Amparanoia, a simpatia contagiante e a música lindíssima de Manecas Costa, a genial fusão de rai, gnawa e outros géneros do norte de África com funk, jazz, prog, etc. da Orchestre National de Barbés (que acabou o concerto com uma surpreendente e fabulosa versão de «Sympathy For The Devil», dos Rolling Stones, cantada em francês, árabe e inglês) e os marafados Marenostrum, cada vez melhores e a melhor juntar variadíssimos géneros (dos algarvios ao «celta», ao reggae ou à música cabo-verdiana, neste concerto representada por Maria Alice - maravilhosa em «Bulimundo» - e o seu teclista, que se juntaram aos Marenostrum em alguns temas). Uma festa que, em duas noites, continuou animadíssima com excelentes e arriscadas sessões de DJ de Raquel Bulha e Luís Rei.

Num registo mais introspectivo, Cristina Branco, Yasmin Levy, Souad Massi e, num dos palcos secundários, os Dazkarieh (com nova vocalista) e os Mandrágora, deram também muito bons concertos. E se a isto juntarmos muita gente todos os dias (com enchentes enormes nas noites de sexta e sábado), mais bancas de artesanato e restaurantes (incluindo um de comida egípcia), a simpatia enorme das pessoas que trabalham no festival e muitos amigos, o balanço do 3º MED só pode ser mais que positivo. E o melhor que eu poderia esperar depois de duas semanas de «férias» deste Raízes & Antenas (eufemismo que aqui significa «estou desempregado mas, como não tenho internet, vou deixar este blog abandonado»). Férias passadas ali mesmo ao lado, em S.Brás de Alportel.