Mostrar mensagens com a etiqueta Leilía. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leilía. Mostrar todas as mensagens

10 junho, 2009

Passatempo Tocar de Ouvido - Há Dois Bilhetes à Borla!


O Raízes e Antenas tem dois bilhetes (individuais) do festival Tocar de Ouvido para oferecer aos seus leitores. Os bilhetes são válidos para os três dias e destinam-se aos dois leitores que manifestarem a intenção de ir ao festival na caixa de comentários deste post. O Tocar de Ouvido, recorde-se, decorre na Arena de Évora, de 18 a 20 de Junho, com a presença das Leilía (na foto), Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro, Kepa Junkera, Dazkarieh, Sara Tavares e A Barca, para além das já tradicionais oficinas de instrumentos (e outras actividades) que o festival costuma apresentar.

Todas as informações, aqui.

02 junho, 2009

Tocar de Ouvido - Com Kepa Junkera, Dazkarieh, Leilía, A Barca, Rabih Abou-Khalil...


A edição mais ambiciosa de sempre - e ainda bem! - do festival Tocar de Ouvido, organizado pela Pé de Xumbo, decorre na Arena de Évora, de 18 a 20 de Junho, com a presença das Leilía, Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro, Kepa Junkera, Dazkarieh, Sara Tavares e A Barca (na foto), para além das já tradicionais oficinas de instrumentos (e outras actividades) que o festival costuma apresentar. O comunicado oficial:


«Tocar de Ouvido
Festival Internacional de Música de Évora
18 a 20 de Junho
A grande reunião dos Tocadores e dos Instrumentos

Aprender concertina com Kepa Junkera e Artur Fernandes? Tocar Gaita-de-foles com Joaquim Roque? Cantar e tocar com as Leilia? E que tal aprender Rabeca, Pandeiro, Percussão Corporal ou Violão com alguns dos melhores músicos do Brasil?

De 18 a 20 de Junho, integrado na Feira de São João, o Tocar de Ouvido - Festival Internacional de Música de Évora, recebe grandes nomes das Músicas do Mundo, com os concertos na Arena d'Évora e oficinas, colóquios, exposições e documentários em vários pontos da cidade.

No dia 18, Dazkarieh e Sara Tavares inauguram o cartaz; no dia 19, é a vez de A Barca (Brasil) seguida de Rabih Abou Khalil e Ricardo Ribeiro (Líbano / Portugal). O dia 20 termina em grande festa com as Leilia (Galiza) e Kepa Junkera (País Basco). E para além dos concertos, ainda haverá oficinas com estes músicos!...


Formadores das Oficinas

Concertina/Trikitixa Artur Fernandes e Kepa Junkera
Gaita-de-fole Joaquim Roque e Francisco Pimenta
Pandeireta e Canto galego Felisa Segade (Leilía)
Voz Juçara Marçal e Sandra Ximenez (A Barca)
Violão brasileiro e composição Chico Saraiva (A Barca)
Rabeca Thomas Rohrer (A Barca)
Pandeiro e Ritmos brasileiros Ari Colares (A Barca)
Percussão Corporal Marcelo Pretto (A Barca)
Miixer Bitocas

Colóquios, Documentários e Exposições

E porque o saber não ocupa lugar, os dias serão também pontuados com conversas informais, colóquios e projecção de documentários sobre as músicas de raiz: no dia 18, "Joaquim Roque - a Vida de um Gaiteiro"; no dia 19, "Tradições do Futuro", com Victor Fernandes e O Mistério das Vozes Vulgares e no dia 20, "A Barca: reachamento do Brasil". Durante todo o festival estará patente na Biblioteca Pública de Évora a exposição "Homem, Terra, Música e Cordas", de Lia Marchi e Zig Coch, sobre a música tradicional do Brasil e que inclui a projecção dos últimos documentários desta autora, nos dias 19 e 20.

O Tocar de Ouvido é organizado pela Associação Pédexumbo em parceria com a Associação Gaita-de-foles, d'Orfeu Associação Cultural e tem o apoio da Câmara Municipal de Évora».

Mais informações, aqui.

23 novembro, 2007

Cromos Raízes e Antenas XXXII


Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)


Cromo XXXII.1 - Johnny Clegg


O cantor, guitarrista e compositor Johnny Clegg tem uma história de vida riquíssima e marcou com bravura a história da música sul-africana e do activismo anti-apartheid, através do seu trabalho a solo e nas suas bandas Savuka e Juluka. Nascido em Rochdale, Inglaterra, em 1953, de origem judia, Clegg passa por Israel, Zâmbia e Zimbabué, antes de chegar à África do Sul, com apenas nove anos. Na adolescência, Clegg conhece Charlie Mizla, um zulu, com quem começa a tocar e a aprender os fundamentos da música desta etnia, música que foi a sua principal fonte de inspiração ao longo de toda a carreira. E desde muito cedo, por ser branco, aprendeu que o facto de tocar com e para negros lhe traria dissabores no futuro. Mas Clegg nunca desisitiu e, com Sipho Mchuno, forma o grupo multiracial Juluka, que deu depois origem aos Savuka (já sem Mchuno). É, justamente, um herói na África do Sul.


Cromo XXXII.2 - Leilía


Belo exemplo de como se consegue revivificar a música tradicional de uma região, as Leilía, de Santiago de Compostela, iniciam no Verão de 1989 uma curiosíssima e importante cruzada de recuperação de velhas cantigas galegas. Excelentes cantoras e percussionistas (todas elas são exímias na antiga arte das pandereteiras; a complexa maneira de tocar pandeireta na Galiza), as Leilía têm mostrado ao longo dos anos como se consegue permanecer fiel às raízes ao mesmo tempo que se pode enriquecer a música com outros arranjos e harmonias. Da sua discografia fazem parte os álbuns «Leilía» (1994), «I é Verdade i é Mentira» (1998), «Madama» (2003) e a colectânea «Son de Leilía» (2005), que reúne raridades e colaborações com os Milladoiro, o gaiteiro Budiño e os bretões Bleizi Ruz, entre outros.


Cromo XXXII.3 - La Bottine Souriante


Um dos mais importantes grupos folk do Quebeque - se não o mais importante -, La Bottine Souriante é uma trupe de alegres foliões que fazem de cada concerto e de cada disco uma festarola pegada. Com influências maiores na folk dita celta (da Bretanha mas também, naturalmente, da Irlanda , Escócia...) mas também no rock, country, blues, salsa e na música acadiana - de forte influência francesa, tanto em várias zonas do Canadá como no sul dos Estados Unidos, nomeadamente na zona «nobre» do cajun, a Louisiana -, o grupo tem como principal missão não deixar morrer as tradições do Quebeque, levando-as para o futuro. Nascidos em 1976, editam o seu primeiro álbum «Y'a Ben du Changement» em 1979 e, desde aí, já deram várias voltas ao mundo, aproveitando também para, através da sua música, passar a mensagem de um Quebeque livre e francófono.


Cromo XXXII.4 - Afro Celt Sound System


Saídos do sonho e da visão de um músico e produtor inglês, Simon Emmerson, os Afro Celt Sound System (aka Afro Celts) são por ele formados em 1992 com a ajuda do produtor e multi-instrumentista James McNally, do vocalista e letrista Iarla O Lionaird e do produtor e programador Martin Russell. A ideia: fundir de forma orgânica e inteligente a música «celta» com a música africana, tudo junto num caldo de electrónicas subtis e elegantes. Um sonho que se transformou em realidade quando Peter Gabriel lhes abriu as portas da Real World para a gravação do seu primeiro álbum, «Volume 1: Sound Magic» (1996). E para a Real World gravaram os seus cinco álbuns até agora - e com um leque de músicos impressionante neles arrolados: Johnny Kalsi, N'Faly Koyate, Robert Plant, Sinéad O'Connor, Davy Spillane, Peter Gabriel, Ayub Ogada. Um mundo.