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11 maio, 2012
FMM de Sines -- Agora, as Trocas e Misturas
Veja-se só:
«Colaborações intercontinentais em destaque no FMM Sines
A 14.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, a realizar em Sines em julho, é marcada por vários projetos de colaboração entre músicos de continentes diferentes. Entre eles estão as novas confirmações do programa: a estreia dos portugueses Dead Combo ao vivo com o americano Marc Ribot, o projeto Zita Swoon Group, do belga Stef Kamil Carlens com dois griots do Burkina Faso, a parceria entre a orquestra suíça Imperial Tiger Orchestra e a cantora etíope Hamelmal Abaté, a dupla franco-maliana Kouyaté-Neerman e o encontro de duas grandes cidades musicais do mundo, Detroit (EUA) e Lagos (Nigéria), através do baterista Tony Allen.
21 DE JULHO: DEAD COMBO feat. MARC RIBOT (Portugal / EUA)
O FMM Sines 2012 recebe o primeiro concerto do duo português Dead Combo (na foto) com o guitarrista americano Marc Ribot, uma das suas referências estéticas. Formados em 2003, os Dead Combo (Tó Trips e Pedro Gonçalves) são um dos melhores projetos musicais portugueses da última década, com cinco discos amados pelo público e reconhecidos pela crítica em Portugal e fora de portas. “Lisboa Mulata”, o álbum de 2011 centrado na identidade multicultural da capital portuguesa, teve a colaboração de Marc Ribot em algumas das suas faixas, mas essa colaboração foi feita à distância, utilizando as novas tecnologias. Aproveitando a presença do músico americano em Sines, para um concerto no mesmo dia com o seu projeto Los Cubanos Postizos, é possível juntá-los pela primeira vez ao vivo.
21 DE JULHO: IMPERIAL TIGER ORCHESTRA & HAMELMAL ABATÉ (Suíça / Etiópia)
A Imperial Tiger Orchestra é uma orquestra de jovens músicos suíços inspirada na série “Éthiopiques”, que revelou ao público ocidental a riqueza da música popular etíope feita nos anos 1960 e 1970. Raphaël Anker, trompetista de Genebra, foi o mentor do projeto, acompanhado por um conjunto de instrumentistas vindos do free jazz, do prog rock, da soul e do funk. A orquestra recria o repertório da era dourada da música etíope, mas igualmente das ricas décadas de 1980 e 1990. Em Sines, a orquestra, uma estrutura exuberante com músicos, bailarinos e instrumentos etíopes e ocidentais, tem a participação da cantora Hamelmal Abaté, uma das maiores estrelas da música etíope, com oito discos gravados e uma carreira feita no seu país e nos EUA. O disco “Mercato”, gravado pela orquestra em 2011, é a base do repertório.
27 DE JULHO: KOUYATÉ-NEERMAN (França / Mali)
O projeto Kouyaté-Neerman cria música nova nas fronteiras entre o jazz, o rock alternativo e a música tradicional. No balafon oeste-africano temos Lansiné Kouyaté, griot maliano residente em Paris. No vibrafone temos David Neerman, francês com formação clássica em piano e percussões. Juntos há oito anos, procuraram deste o início desenvolver uma estética em que, mais do que procurar raízes comuns, a prioridade é inventar novos territórios. Depois da estreia em disco com “Kangaba” (2008), acabam de lançar “Skyscrapers & Deities”, um álbum em que as suas culturas principais são estruturantes, mas onde há influências de rock, música de cinema, dub e música etíope. A secção rítmica é constituída por Antoine Simoni (baixo) e David Aknin (bateria).
27 DE JULHO: ZITA SWOON GROUP (Bélgica / Burkina Faso)
O projeto mais recente do Zita Swoon Group junta o músico belga Stef Kamil Carlens (ex-dEUS) aos griots Awa Démé (cantora) e Mamadou Diabaté Kibié (balafon), oriundos do Burkina Faso. Depois de um período de permanência e trabalho conjunto naquele país africano, o encontro resultou na gravação do disco “Wait for Me”, com edição Crammed, um dos discos de 2012 na área do cruzamento de culturas. As canções, com a simplicidade estrutural de canções pop, tratam de aspetos da experiência da vida em África e são cantadas pela voz de Awa, na língua mandinga Dioula, e em inglês, pela voz de Stef, que traduz, comenta e acrescenta. A paleta instrumental oferece cores de África e de blues colhidas em guitarras, balafon, harmónica, banjo, órgão, bateria e outras percussões.
28 DE JULHO: TONY ALLEN’S “BLACK SERIES” FEAT. AMP FIDDLER & TY (Nigéria / EUA / Reino Unido)
“Black Series” é um projeto entre duas cidades: Detroit (EUA), um dos centros essenciais da soul e da música negra em geral, e Lagos (Nigéria), berço do Afrobeat. O seu mentor é um dos génios rítmicos da música mundial, o baterista nigeriano Tony Allen, braço funk de Fela Kuti durante a revolução Afrobeat e, na sua carreira a solo, um exemplo de longevidade na criatividade. O representante de Detroit é Amp Fiddler, teclista e cantor cujo talento já ajudou a brilhar gente tão importante quanto Prince, Maxwell e George Clinton, este último nas teclas dos Parliament-Funkadelic durante uma década. No palco de Sines serão acompanhados pelo londrino Ty, um dos mais importantes rappers britânicos da atualidade, pelo baixista Cesar Anot, pelo guitarrista Oghene Kologbo e pela voz de Audrey Gbaguidi.
O FESTIVAL
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. A sua 14.ª edição acontece nos próximos dias 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de julho.
Além dos artistas mencionados nesta nota, já está também confirmada a presença de Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA), Mari Boine (Noruega – Povo Sami), JuJu (Gâmbia / Reino Unido), Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA), Hugh Masekela (África do Sul), Otis Taylor Band (EUA), Gurrumul (Austrália – Cultura Aborígene), Fatoumata Diawara (Mali), Bombino (Níger – Cultura Tuaregue), Dhafer Youssef Quartet (Tunísia), L’Ensemble Rouge & Lotfi Bouchnak (França / Itália / Tunísia), Narasirato (Ilhas Salomão), Jupiter & Okwess International (R. D. Congo), Socalled (Canadá) e Astillero (Argentina). De Portugal chegam Amélia Muge & Michales Loukovikas, Osso Vaidoso, Couple Coffee, Uxu Kalhus, Orquestra Todos e Diabo a Sete.
O FMM Sines 2012 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
09 abril, 2012
Marc Ribot, Astillero e Dhafer Youssef Também no FMM de Sines

E mais três nomes a juntar à já extensa (e suculenta!) lista do FMM de Sines 2012. O comunicado:
«O americano Marc Ribot, um dos grandes guitarristas contemporâneos, traz a Sines o seu projeto mais emblemático, “Los Cubanos Postizos”. Astillero é uma das orquestras mais inovadoras do tango argentino atual. Dhafer Youssef cruza a tradição musical da Tunísia com o jazz europeu. Estão confirmados no programa do 14.º FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que decorre em Sines, no final de julho.
• MARC RIBOT Y LOS CUBANOS POSTIZOS (EUA)
O norte-americano Marc Ribot (na foto; de Barbara Rigon) é um dos maiores guitarristas do mundo. Depois de uma presença em Sines em 2005, volta ao FMM para apresentar um dos projetos mais bem-sucedidos da sua carreira, “Los Cubanos Postizos”, criado em 1998 com a edição do disco do mesmo nome, e recentemente refundado.
Na sua encarnação original, Marc Ribot Y Los Cubanos Postizos era um espetáculo criado em torno de arranjos do líder de orquestra cubano Arsenio Rodriguez, inovador do “son montuno”. Nesta nova vida do projeto, os Postizos vão além de Cuba e assimilam influências de todas as Américas.
Com 25 anos de carreira e 19 discos gravados (o último dos quais, “Silent Movies”, em 2010), Ribot tem a sua base na cena “underground” nova-iorquina mas uma atenção permanente à música que se faz em todo os géneros e em todas as partes do mundo. Deixou a sua marca numa das obras-primas de Tom Waits, “Rain Dogs” (1985), e tem colaborado com alguns dos melhores artistas do nosso tempo, como Robert Plant, Alison Krauss, Elvis Costello, John Zorn e Cyro Baptista.
Os “Cubanos Postizos” que o acompanham a Sines são os norte-americanos Anthony Coleman (piano), Brad Jones (baixo) e EJ Rodriguez (bateria e percussões) e o cubano Horacio "El Negro" Hernandez, um dos bateristas afro-cubanos mais reconhecidos e que mais contribuiu para aprofundar a relação entre o jazz, o rock e música daquela ilha.
• ASTILLERO (ARGENTINA)
Formado em 2005, Astillero é um dos agrupamentos mais importantes do tango de vanguarda, encabeçando o movimento “tango de rutura”.
Com sólido conhecimento da tradição, assume como princípio apenas interpretar repertório novo, descomplexadamente complexo, onde o tango se cruza com o jazz, a música experimental contemporânea e uma crueza no modo de expressão que podemos associar ao rock.
O seu ponto de vista sobre o tango é jovem e urbano, procurando transmitir, através de instrumentos acústicos, os movimentos da vida quotidiana e a experiência vertiginosa de viver na Buenos Aires do século XXI, a segunda maior área metropolitana da América do Sul.
Referência do novo tango, o pianista Julián Peralta, fundador da Orquesta Típica Fernández Fierro, presente no FMM Sines 2009, é o líder e compositor do grupo, responsável pelo papel central que o ritmo ocupa na sua estética.
Além de Julián Peralta, a formação de Astillero é composta por Miguel Suárez (voz), Martijn van der Linden (violino), Luciano Falcón (violoncelo), Daniel Ruggiero (bandoneón), Mariano González Calo (bandoneón) e Federico Maiocchi (contrabaixo).
Aos dois discos já gravados – “Tango de Astillero” (2006) e “Sin Descanso en Bratislava (Glosas Fuera de Tempo)” (2008) – deverá juntar-se em breve um terceiro.
• DHAFER YOUSSEF QUARTET (TUNÍSIA)
O projeto musical do tunisino Dhafer Youssef é uma síntese entre a tradição árabe, em especial na vertente mística sufi, e a cultura jazz europeia.
Nascido numa pequena cidade costeira da Tunísia, escolheu o alaúde (oud) como principal meio de expressão por considerá-lo o instrumento que mais autenticamente o liga à cultura árabe.
Muezzin numa mesquita durante algum tempo e cantor em casamentos, é também um vocalista de grande qualidade, contando-se os seus solos vocais entre os momentos mais memoráveis dos seus concertos.
Desde 1990, com a sua mudança para Viena e depois para Paris, este pano de fundo árabe foi ganhando cambiantes pela sua formação e vasta experiência e colaborações no jazz europeu.
Hoje, a sua música, meditativa e experimental, situa-se num lugar só seu onde convivem tradição magrebina, canções folclóricas norueguesas (o nu-jazz escandinavo é uma das suas principais influências) e explorações sonoras contemporâneas de várias naturezas.
Depois de experiências eletrónicas em anos anteriores, o quarteto que traz a Sines traduz na formação a preferência que tem vindo a mostrar recentemente pelo jazz acústico, sendo acompanhado ao piano pelo estónio Kristjan Randalu, no baixo pelo canadiano Chris Jennings e na bateria pelo holandês Chander Sardjoe.
Tem cinco discos gravados, o último dos quais, “Abu Nawas Rhapsody”, editado em 2010.
O FESTIVAL
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” realizado em Portugal. A sua 14.ª edição acontece nos próximos dias 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de julho.
Além dos artistas mencionados nesta nota, já está também confirmada a presença de Mari Boine (Noruega – Povo Sami), JuJu (Gâmbia / Reino Unido), Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA), Hugh Masekela (África do Sul), Gurrumul (Austrália – Cultura Aborígene), Fatoumata Diawara (Mali), Bombino (Níger – Cultura Tuaregue), Narasirato (Ilhas Salomão) e Jupiter & Okwess International (R. D. Congo).
O FMM Sines 2012 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.
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