Dia 15 de Junho, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, é o palco de uma sentida homenagem a Cesária Évora, com músicos e cantores oriundos de Cabo Verde (em natural maioria), Portugal e Angola a recordarem o legado inestimável da «Diva dos Pés Descalços». O comunicado:
«HOMENAGEM A CESÁRIA ÉVORA
15 Junho 2012 | Coliseu dos Recreios
Aquele que viria a ser, o último concerto de Cesaria Evora em Portugal, aconteceu em Maio de 2010 no Coliseu dos Recreios. A emblemática sala de Lisboa, tantas vezes testemunho da sua calorosa presença, é agora escolhida para palco do grandioso espetáculo em sua homenagem, a 15 de Junho 2012.
Como pano de fundo, os seus músicos, aqueles que, tournée após tournée, a acompanharam a levar o seu Cabo Verde à distância da Sodade. O alinhamento, baseado no seu próprio repertório, será alvo de singulares e sentidas interpretações, momentos de espontâneos duetos, nas vozes de Bonga, Celeste Rodrigues, Lura, Maria Alice, Nancy Vieira, Sara Tavares, Teófilo Chantre e Tito Paris.
Lisboa e Mindelo, dois portos de mar no Atlântico, com a Saudade em comum. Dois berços de géneros musicais, que pela comum miscigenação, retratam igualmente a alma e quotidiano dos seus povos: Fado e Morna.
Perpetuar o nome e vontade de Cesaria Evora, continuar a encantar o seu público com as suas melodias, percorrer o caminho que encurtou entre o seu Cabo Verde e o mundo, é hoje também vontade de quantos a rodearam diariamente, da equipa de trabalho, aos músicos, aos artistas, aos próprios produtores de muitas das salas e festivais por onde passou.»
Mais pormenores, aqui.
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10 junho, 2012
Cesária Évora - A Homenagem no Coliseu dos Recreios
Dia 15 de Junho, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, é o palco de uma sentida homenagem a Cesária Évora, com músicos e cantores oriundos de Cabo Verde (em natural maioria), Portugal e Angola a recordarem o legado inestimável da «Diva dos Pés Descalços». O comunicado:
«HOMENAGEM A CESÁRIA ÉVORA
15 Junho 2012 | Coliseu dos Recreios
Aquele que viria a ser, o último concerto de Cesaria Evora em Portugal, aconteceu em Maio de 2010 no Coliseu dos Recreios. A emblemática sala de Lisboa, tantas vezes testemunho da sua calorosa presença, é agora escolhida para palco do grandioso espetáculo em sua homenagem, a 15 de Junho 2012.
Como pano de fundo, os seus músicos, aqueles que, tournée após tournée, a acompanharam a levar o seu Cabo Verde à distância da Sodade. O alinhamento, baseado no seu próprio repertório, será alvo de singulares e sentidas interpretações, momentos de espontâneos duetos, nas vozes de Bonga, Celeste Rodrigues, Lura, Maria Alice, Nancy Vieira, Sara Tavares, Teófilo Chantre e Tito Paris.
Lisboa e Mindelo, dois portos de mar no Atlântico, com a Saudade em comum. Dois berços de géneros musicais, que pela comum miscigenação, retratam igualmente a alma e quotidiano dos seus povos: Fado e Morna.
Perpetuar o nome e vontade de Cesaria Evora, continuar a encantar o seu público com as suas melodias, percorrer o caminho que encurtou entre o seu Cabo Verde e o mundo, é hoje também vontade de quantos a rodearam diariamente, da equipa de trabalho, aos músicos, aos artistas, aos próprios produtores de muitas das salas e festivais por onde passou.»
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28 março, 2012
Memórias de Cesária em Serpa e Gwendal em Sendim

Olhem só as duas recentes (e belas) notícias que o camarada Luís Rei tem nas suas Crónicas da Terra:
«Homenagem a Cesária Évora passa pelo Encontro de Culturas de Serpa
A IX edição do Encontro de Culturas de Serpa, que decorre este ano entre 2 e 17 de Junho, recebe, dia 8, o espectáculo de homenagem a Cesária Évora. Reunião de antigos membros da banda com as vozes de Tito Paris, Nancy Vieira, Maria Alice e Albertino Évora.
O espectáculo produzido pelo antigo amigo e editor da diva dos pés descalços, José da Silva, das editoras Harmonia e Lusafrica, foi estreado este mês em Cabo Verde, durante a cerimónia de renomeação do aeroporto Internacional do Mindelo na Ilha de Sal ao qual foi atribuido o nome da malograda cantora, bem como inaugurada uma estátua de três metros de altura, da autoria do artista cabo-verdiano Domingos Luísa.
Serpa terá pois a honra de receber esta homenagem musical que deverá também passar por Lisboa e correr mundo.
A programação dos Encontros de Cultura de Serpa é a seguinte:
Praça da República
Espetáculos musicais com início sempre às 21h30
Dia 7, quinta-feira
Espetáculo enREDE . Portugal, Espanha, Cabo Verde, Brasil . Produção de Malu Aires
Dia 8, sexta-feira
Homenagem a Cesária Évora . SEMBA/COLADERAS/MORNAS. Cabo Verde
Com Tito Paris, Nancy Vieira, Maria Alice e Albertino Évora
Dia 9, sábado
Zeca Baleiro . MPB. Brasil
Dia 10, domingo
Dia do Cante . CANTE ALENTEJANO. Portugal
Dia 13, quarta-feira
Magic Slim & The Teardrops BLUES. EUA
Dia 14, quinta-feira
Otava Yo . . Rússia
Dia 15, sexta-feira
Camané .FADO. Portugal
Dia 16, sábado
Virgem Suta . CANÇÃO POPULAR . POP . Portugal
Dia 17, domingo
Luz Casal . Espanha»
«Gwendal e Nuevo Mester de Julgaria no Intercéltico de Sendim
O Intercéltico de Sendim, que celebra este ano a sua 13ª edição, realiza-se entre os dias 3 e 5 de Agosto. Aos habituais dois dias de animação folqueira com seis espectáculos no Parque das Eiras, adiciona-se mais uma noite de tradição mirandesa. Cortesia da Comissão Festas de Santa Bárbara 2012 e a Associação de Pauliteiros de Sendim.
Programa principal:
sexta-feira, dia 3 de Agosto
Nuevo Mester de Julgaria (Castela / Espanha)
Le vent du Nord (Quebeque / Canadá)
Toques do Caramulo (Águeda)
Sábado, dia 4 de Agosto
Gwendal (Bretanha / França)
Assembly Point (Portugal, Galiza, Irlanda)
Realejo (Coimbra)
Domingo, dia 5 de Agosto
Lenga- Lenga
Trasga
La Çaramontaina
No Facebook da organização do Intercéltico é possível ler o seguinte:
A décima terceira edição do Festival Intercéltico de Sendim ficará desde logo marcada pelos concertos de dois grandes grupos da folk europeia que são verdadeiras instituições musicais, com um longo trajecto de permanência activa na frente cultural: GWENDAL (grupo proveniente da Bretanha francesa, a celebrar 40 anos de vida!…) e NUEVO MESTER DE JUGLARIA (fundados em finais de 1969, oriundos das vizinhas terras de Castilla y Léon). Duas apostas fortíssimas, às quais não podemos deixar de acrescentar a vinda de um dos mais aclamados grupos no que se refere a concertos ao vivo, os LE VENT DU NORD (vindos das longínquas paragens do Quebéc canadiano). Bem menos remotas mas bastante diversificadas são as terras de origem dos elementos do grupo ASSEMBLY POINT (Portugal, Galiza e Irlanda), numa “mistura” musical verdadeiramente explosiva. E, para representarem a folk portuguesa, nada mais nada menos do que dois grupos da respectiva frente de excelência: os REALEJO e os TOQUES DO CARAMULO.
Mas os concertos vão acontecer também fora do Parque das Eiras, como será, por exemplo, o caso da verdadeira embaixada musical mirandesa que se apresentará na noite de domingo (5) no Largo da Igreja – TRASGA, LENGA-LENGA e LA ÇARAMONTAINA –, numa noite mirandesa inteiramente gratuita organizada pela Mordomia de santa Bárbara 2012!
Numa Taberna dos Celtas totalmente remodelada, acontecerão os inefáveis encontros sob o signo das gaitas – com gaiteiros e gaiteiricos (que continuarão a apresentar-se, como de costume, no convívio no Largo da Igreja), evocações e homenagens, lançamentos de discos e de livros, exibição de filmes… Mas não faltarão as caminhadas pelas arribas – La Ruta de ls Celtas – os bailes mirandeses na Praça (sob a batuta do grupo Lenga-Lenga), a leitura integral de Ls Lusiadas, (assim, em mirandês, com gravação para futura edição fonográfica), a missa intercéltica (dita em mirandês, com toques tradicionais de fraita e tamboril). E um festival ibérico de danças de pauliteiros (organizado pela Associação de Pauliteiros de Sendim).
É assim em Sendim: a festa acontece em tons maiores de celebração. E, em 2012, com mais um dia para… o que der e vier!»
02 maio, 2011
Mayra Andrade no Coliseu dos Recreios (e Com Convidados Muito Especiais!)

A bela da notícia, em bruto mas com tudo o que há para saber:
"Para o concerto que a vai levar uma vez mais até à sala de todas as consagrações, o Coliseu dos Recreios, onde se apresenta a 3 de Junho, Mayra Andrade convidou uma verdadeira constelação de estrelas nacionais: Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Tereza Salgueiro e Tito Paris irão subir ao palco para partilharem com a maior estrela de Cabo Verde da actualidade um momento de profunda intimidade, reforçando os laços que esta cantora sempre afirmou ter com o nosso país.
Neste novo espectáculo, Mayra aproxima-se mais do seu último disco, 'Studio 105', e com uma formação mais acústica que lhe permite mergulhar nas suas raízes culturais de Cabo Verde promete viajar pelos momentos mais altos da sua carreira e ainda apresentar algumas surpresas que certamente obrigarão esta noite a ficar na memória de todos os que a ela tiverem o privilégio de assistir.
Mayra apresentar-se-á ainda no Encontro de Culturas em Serpa, a 8 Junho, no Casino da Figueira a 9 Junho e no Centro de Espectáculos de Tróia a 10 de Junho"
04 julho, 2010
Sons do Atlântico, Bons Sons, Intercéltico de Sendim e Povo que Lavas no Rio Águeda: o Verão 2010 Tem Tudo!
Ora bem! Há tanta informação para dar (e tanta outra que fica de fora!) que temos que ir por partes...

Parte 1:
SONS DO ATLÂNTICO (5, 6 e 7 de Agosto, Porches, Lagoa)
Os tuaregues malianos Tinariwen que actuam no FMM de Sines a 30 de Julho participam, uma semana depois, no Festival algarvio Sons do Atlântico, que se realiza este ano entre os dias 5 e 7 de Agosto, no promontório de Nossa Senhora da Rocha, Porches, Lagoa.
Os tuaregues malianos terão a companhia no primeiro dia (quinta-feira, dia 5) do guineense e lisboeta Kimi Djabaté que inaugura esta edição do Sons do Atlântico.
Na sexta-feira, dia 6, encontra-se duas distintas vozes nacionais. A algarvia que Viviane que funde fado com tango e uma das mais interessantes novas vozes do fado: Carminho (na foto).
No sábado, dia 7, o Sons do Atlântico encerra com a fanfarra sintrense Kumpania Algazarra e com o cabo-verdiano Tito Paris.(Fonte: Crónicas da Terra)
Nota: Não está aqui em cima, mas o Clube Conguito (DJs António Pires e Rodrigo Madeira) encerra o Sons do Atlântico com um set que tem por mote provisório - e provisório porque se calhar vamos mesmo acelerar até cair! - "Devagar se vai ao Lounge" :)

Parte 2:
BONS SONS (20, 21 e 22 de Agosto, Cem Soldos, Tomar)
Neste ano o BONS SONS faz a festa da multiculturalidade com Princezito (Cabo Verde), Melech Mechaya, Drama & Beiço e Terrakota. Explora, transforma as linguagens da música portuguesa com Danças Ocultas (na foto), Diabo na Cruz, Dazkarieh, Diabo a Sete ou com o consagrado Fausto. Celebra manifestações vivas do património musical português com Adufeiras de Monsanto e Cantares Alentejanos de Serpa. Brinda-nos com momentos mais acústicos com os concertos de Norberto Lobo, Dead Combo, Lula Pena e B Fachada, e alarga as noites com os DJ’s com Nuno Coelho, MissBoopsieCola e BlackBambi.
Mas há mais! Para além dos concertos ao ar livre, estarão disponíveis outras formas de vivência da música e da aldeia. Falamos de espectáculos de dança, música para bebés, exposições de artes gráficas, projecção de curtas-metragens, feira das marroquinarias, entre outras propostas.
Bilhetes à venda: Sede do SCOCS em Cem Soldos, Turismo de Tomar, Fnac, Ag. ABREU, Worten, C.C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglês (Lisboa e Gaia) e em www.tickeline.sapo.pt / Reservas: 707 234 234.
Bilhete diário: 6€*
Bilhete geral: 10€*
*Com acesso gratuito ao Parque de Campismo.

Parte 3:
FESTIVAL INTERCÉLTICO DE SENDIM (30 e 31 de Julho, Sendim, Terras de Miranda)
...porque a folk merece um festival assim!
Para iniciarmos uma nova década de celebrações musicais intercélticas em terras de Sendim, na finisterra mirandesa de Trás-os-Montes, a opção fundamental da programação recaiu maioritariamente sobre jovens formações musicais provenientes de distintas geografias ibéricas apostadas em contribuir, com as suas múltiplas propostas, para se alargarem as margens expressivas da música de matriz folk dos nossos dias.
Interessaram-nos sobretudo aqueles projectos que olham o futuro a partir das raízes e que se acercam das encruzilhadas não para se instalarem no conforto dos limites mas antes para descobrirem o sortilégio da partilha intercultural.
Arrancamos com uma afirmação de vontade de tocar e de reinventar a música portuguesa de raiz tradicional (Diabo a Sete), detemo-nos nas seduções das rotas do contrabando cultural que recusa as fronteiras que não raro ignoram contextos de afinidades com seculares origens (Xarnege; na foto) e logo mais acabamos rendidos à sedução de um grito interno que se afirma como expressão actual de uma respiração cultural que resgata das memórias a essência vital do presente (Mercedes Péon). Nas transumâncias destes dias (re)descobrimos quão reconfortantes são as rotas da interculturalidade (Uxu Kalhus), porventura hesitando entre os apelos das terras e os chamamentos das costas de renovadas navegações (Garma), mas com a certeza de que longa vida da Oysterband é um poderoso tónico para a folk dos nossos dias e de sempre.
No final das viagens que propomos bastar-nos-á a confirmação de uma daquelas certezas (ou verdades?) que adoptamos como princípio orientador da saga em terras de Sendim: quem não semeia o progresso faz morrer a tradição.
Cumpram-se, pois, as celebrações sendintercélticas em 2010 sob o signo da (re)descoberta permanente dos sons que fazem vibrar o cristal de um tempo que queremos viver com a máxima plenitude intercultural. Acreditamos - continuamos a acreditar! - que esta é a grande verdade do Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda.
PARQUE DAS EIRAS
€ 12,50 por noite
30 Julho
22h30: Diabo a Sete (Portugal)
23h30: Mercedes Péon (Galiza)
00h30: Xarnege (Euskadi/Gasconha)
31 Julho
22h30: Uxu Kalhus (Portugal)
23h30: Oysterband (Inglaterra)
00h30: Garma (Cantábria)
CONCERTOS PARALELOS
Oficina de Danças Tradicionais (Uxu Kalhus)
31 Julho: 16h00 - Local: Largo da Igreja
Gaiteiricos Mirandeses
31 Julho: 18h00 - Local: Largo da Igreja
Animação de Rua: Gaiteiricos Mirandeses
31 Julho: 21h30 - Desfile: Largo da Igreja/ Parque das Eiras
BARDOFOLK
Poções mágicas para todas as sedes....
Parque das Eiras: 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto...
OUTRAS ACTIVIDADES
Curso de Iniciação à Língua Mirandesa
Salão dos Bombeiros Voluntários
31 Julho: 10h30/12h30 - 15h00/19h00
1 Agosto: 10h30/13h00
Passeio Pedestre: La Ruta de ls Celtas
31 Julho - Saída: Junta de Freguesia: 9h00
Lançamento de Livros e Discos
31 Julho: 11h30 - Local: Balões da Cooperativa Ribadouro
Homenagem ao Gaiteiro da Póvoa Delfim de Jesus Domingues
31 Julh0: 16h00 - Local: Casa do Pauliteiro
Pintura de Luís Ferreira: Um Artista Sendinês
Local: Casa da Cultura de Sendim
30/31 Julho e 1 Agosto: 15h00/20h00

Parte 4:
POVO QUE LAVAS NO RIO ÁGUEDA (Águeda, 16 e 17 de Julho)
O imponente espectáculo inter-associativo que Águeda constrói, a cada ano, sobre as águas do seu rio, tem nova edição em 2010. Um musical exuberante, contemporâneo e visual, inspirado no repertório musical de todos os tempos dedicado ao imaginário ribeirinho: “Povo Que Lavas no Rio Águeda” (na foto: Mário Abreu/d'Orfeu 2009). A 16 e 17 de Julho de 2010, na antiga piscina fluvial, terá lugar mais um evento para a história cultural de Águeda.
[ler apresentação integral em http://povoquelavasnorioagueda.blogspot.com/]
POVO QUE LAVAS NO RIO ÁGUEDA
2 únicas apresentações: 16 e 17 Julho 2010, 22h00
lotação máxima de 1200 lugares por noite
BILHETES À VENDA
preço único 3€
na Câmara Municipal de Águeda
na Biblioteca Municipal Manuel Alegre
nas Piscinas Municipais de Águeda
no Agitágueda (a partir de 3 Julho)

Parte 1:
SONS DO ATLÂNTICO (5, 6 e 7 de Agosto, Porches, Lagoa)
Os tuaregues malianos Tinariwen que actuam no FMM de Sines a 30 de Julho participam, uma semana depois, no Festival algarvio Sons do Atlântico, que se realiza este ano entre os dias 5 e 7 de Agosto, no promontório de Nossa Senhora da Rocha, Porches, Lagoa.
Os tuaregues malianos terão a companhia no primeiro dia (quinta-feira, dia 5) do guineense e lisboeta Kimi Djabaté que inaugura esta edição do Sons do Atlântico.
Na sexta-feira, dia 6, encontra-se duas distintas vozes nacionais. A algarvia que Viviane que funde fado com tango e uma das mais interessantes novas vozes do fado: Carminho (na foto).
No sábado, dia 7, o Sons do Atlântico encerra com a fanfarra sintrense Kumpania Algazarra e com o cabo-verdiano Tito Paris.(Fonte: Crónicas da Terra)
Nota: Não está aqui em cima, mas o Clube Conguito (DJs António Pires e Rodrigo Madeira) encerra o Sons do Atlântico com um set que tem por mote provisório - e provisório porque se calhar vamos mesmo acelerar até cair! - "Devagar se vai ao Lounge" :)

Parte 2:
BONS SONS (20, 21 e 22 de Agosto, Cem Soldos, Tomar)
Neste ano o BONS SONS faz a festa da multiculturalidade com Princezito (Cabo Verde), Melech Mechaya, Drama & Beiço e Terrakota. Explora, transforma as linguagens da música portuguesa com Danças Ocultas (na foto), Diabo na Cruz, Dazkarieh, Diabo a Sete ou com o consagrado Fausto. Celebra manifestações vivas do património musical português com Adufeiras de Monsanto e Cantares Alentejanos de Serpa. Brinda-nos com momentos mais acústicos com os concertos de Norberto Lobo, Dead Combo, Lula Pena e B Fachada, e alarga as noites com os DJ’s com Nuno Coelho, MissBoopsieCola e BlackBambi.
Mas há mais! Para além dos concertos ao ar livre, estarão disponíveis outras formas de vivência da música e da aldeia. Falamos de espectáculos de dança, música para bebés, exposições de artes gráficas, projecção de curtas-metragens, feira das marroquinarias, entre outras propostas.
Bilhetes à venda: Sede do SCOCS em Cem Soldos, Turismo de Tomar, Fnac, Ag. ABREU, Worten, C.C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglês (Lisboa e Gaia) e em www.tickeline.sapo.pt / Reservas: 707 234 234.
Bilhete diário: 6€*
Bilhete geral: 10€*
*Com acesso gratuito ao Parque de Campismo.

Parte 3:
FESTIVAL INTERCÉLTICO DE SENDIM (30 e 31 de Julho, Sendim, Terras de Miranda)
...porque a folk merece um festival assim!
Para iniciarmos uma nova década de celebrações musicais intercélticas em terras de Sendim, na finisterra mirandesa de Trás-os-Montes, a opção fundamental da programação recaiu maioritariamente sobre jovens formações musicais provenientes de distintas geografias ibéricas apostadas em contribuir, com as suas múltiplas propostas, para se alargarem as margens expressivas da música de matriz folk dos nossos dias.
Interessaram-nos sobretudo aqueles projectos que olham o futuro a partir das raízes e que se acercam das encruzilhadas não para se instalarem no conforto dos limites mas antes para descobrirem o sortilégio da partilha intercultural.
Arrancamos com uma afirmação de vontade de tocar e de reinventar a música portuguesa de raiz tradicional (Diabo a Sete), detemo-nos nas seduções das rotas do contrabando cultural que recusa as fronteiras que não raro ignoram contextos de afinidades com seculares origens (Xarnege; na foto) e logo mais acabamos rendidos à sedução de um grito interno que se afirma como expressão actual de uma respiração cultural que resgata das memórias a essência vital do presente (Mercedes Péon). Nas transumâncias destes dias (re)descobrimos quão reconfortantes são as rotas da interculturalidade (Uxu Kalhus), porventura hesitando entre os apelos das terras e os chamamentos das costas de renovadas navegações (Garma), mas com a certeza de que longa vida da Oysterband é um poderoso tónico para a folk dos nossos dias e de sempre.
No final das viagens que propomos bastar-nos-á a confirmação de uma daquelas certezas (ou verdades?) que adoptamos como princípio orientador da saga em terras de Sendim: quem não semeia o progresso faz morrer a tradição.
Cumpram-se, pois, as celebrações sendintercélticas em 2010 sob o signo da (re)descoberta permanente dos sons que fazem vibrar o cristal de um tempo que queremos viver com a máxima plenitude intercultural. Acreditamos - continuamos a acreditar! - que esta é a grande verdade do Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda.
PARQUE DAS EIRAS
€ 12,50 por noite
30 Julho
22h30: Diabo a Sete (Portugal)
23h30: Mercedes Péon (Galiza)
00h30: Xarnege (Euskadi/Gasconha)
31 Julho
22h30: Uxu Kalhus (Portugal)
23h30: Oysterband (Inglaterra)
00h30: Garma (Cantábria)
CONCERTOS PARALELOS
Oficina de Danças Tradicionais (Uxu Kalhus)
31 Julho: 16h00 - Local: Largo da Igreja
Gaiteiricos Mirandeses
31 Julho: 18h00 - Local: Largo da Igreja
Animação de Rua: Gaiteiricos Mirandeses
31 Julho: 21h30 - Desfile: Largo da Igreja/ Parque das Eiras
BARDOFOLK
Poções mágicas para todas as sedes....
Parque das Eiras: 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto...
OUTRAS ACTIVIDADES
Curso de Iniciação à Língua Mirandesa
Salão dos Bombeiros Voluntários
31 Julho: 10h30/12h30 - 15h00/19h00
1 Agosto: 10h30/13h00
Passeio Pedestre: La Ruta de ls Celtas
31 Julho - Saída: Junta de Freguesia: 9h00
Lançamento de Livros e Discos
31 Julho: 11h30 - Local: Balões da Cooperativa Ribadouro
Homenagem ao Gaiteiro da Póvoa Delfim de Jesus Domingues
31 Julh0: 16h00 - Local: Casa do Pauliteiro
Pintura de Luís Ferreira: Um Artista Sendinês
Local: Casa da Cultura de Sendim
30/31 Julho e 1 Agosto: 15h00/20h00
Parte 4:
POVO QUE LAVAS NO RIO ÁGUEDA (Águeda, 16 e 17 de Julho)
O imponente espectáculo inter-associativo que Águeda constrói, a cada ano, sobre as águas do seu rio, tem nova edição em 2010. Um musical exuberante, contemporâneo e visual, inspirado no repertório musical de todos os tempos dedicado ao imaginário ribeirinho: “Povo Que Lavas no Rio Águeda” (na foto: Mário Abreu/d'Orfeu 2009). A 16 e 17 de Julho de 2010, na antiga piscina fluvial, terá lugar mais um evento para a história cultural de Águeda.
[ler apresentação integral em http://povoquelavasnorioagueda.blogspot.com/]
POVO QUE LAVAS NO RIO ÁGUEDA
2 únicas apresentações: 16 e 17 Julho 2010, 22h00
lotação máxima de 1200 lugares por noite
BILHETES À VENDA
preço único 3€
na Câmara Municipal de Águeda
na Biblioteca Municipal Manuel Alegre
nas Piscinas Municipais de Águeda
no Agitágueda (a partir de 3 Julho)
30 junho, 2009
O Amor É Fogo... (ou o Picante da Língua Portuguesa em Festival)

Imagine-se só, alguns dos melhores da lusofonia inteira, num único festival: O'QueStrada, João Gil com Shout, Chico César, Ana Moura, Sara Tavares, Da Weasel, Buraka Som Sistema (na foto), Tito Paris, Ghorwane, Tucanas... E imagine-se que tudo isto acontecia num mais que improvável festival dedicado a Camões. Mas é que acontece mesmo, e com estes nomes todos, vesgos ficamos nós... O programa, na íntegra:
«FESTIVAL "O Amor é Fogo"
Dias 17,18 e 19 de Julho | 21h30
ESTÁDIO MUNICIPAL DE OEIRAS
Integrado nas comemorações dos 250 anos do Concelho de Oeiras vai
realizar-se o Festival "O Amor é Fogo" nos dias 17, 18 e 19 de Julho, no
Estádio Municipal de Oeiras.
João Gil + Shout, Chico César, Ana Moura, Sara Tavares, Da Weasel e Buraka
Som Sistema são alguns dos artistas que constituem o cartaz deste Festival,
com um programa abrangente que pretende privilegiar a Língua Portuguesa nas
suas mais variadas expressões, assim como homenagear o maior de todos os
poetas portugueses Luís Vaz de Camões. Por esta razão todos os
intervenientes encerram a sua participação musicando o poema "Amor é Fogo".
Preço dos Bilhetes: 1 dia 10 € | Passe para os 3 dias 20 €
Locais de Venda: Ticketline (
Lojas Fnac, Lojas Worten, Lojas Bliss, Livraria Bulhosa, Agências Abreu,
Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real
e Porto), El Corte Inglés, Postos de Turismo de Oeiras.
CARTAZ
Dia 18 de Julho
TITO PARIS
Grande como compositor, guitarrista e cantor, a sua discografia encontra-se
à venda em Nova Iorque, em Paris, por esse mundo fora.
Tito foi um dos artistas responsáveis por colocar no mapa Cabo Verde, um
arquipélago batido pelos ventos a 500 km ao largo de Dakar, que escondia um
tesouro, uma música envolvente de uma excepcional originalidade.
Com a sua voz doce e um swing quente, acompanhado em palco por 6 elementos
Tito Paris vai percorrer toda a sua carreira, oferecendo a todos os
presentes um espectáculo contagiante de energia, onde os ritmos quentes de
Cabo Verde apelam de imediato à dança.
JOÃO GIL e SHOUT
João Gil é sem dúvida um dos maiores compositores do nosso tempo.
Ao longo da sua vasta carreira já integrou muitos e importantes grupos,
como: Trovante, Cabeças No Ar, Rio Grande, Ala dos Namorados, Filarmónica
Gil entre outros. Compôs para muitos artistas e a música é a sua verdadeira
paixão.
Os Shout um grupo de 13 elementos são uma referência do gospel em Portugal.
Juntos em palco vão percorrer a carreira de João Gil lembrando temas como:
"Perdidamente", "125 Azul", "Loucos de Lisboa", "Saudade" e "Fim do Mundo"
só para citar alguns.
GHORWANE
Os Ghorwane são uma banda natural de Moçambique que foi buscar o seu nome ao
pequeno lago Gorhwane situado na escaldante e poeirenta província de Gaza em
Moçambique que mesmo no tempo mais quente nunca seca.
Formados em 1983 a sua música que mistura fusão e afro -pop com os ritmos
tradicionais moçambicanos, e as letras de intervenção politica e social
torna-os um dos mais respeitados grupos moçambicanos.
No ano de 1990 Peter Gabriel convida-os para actuarem no WOMAD Festival e a
partir daí são presença assídua em muitos outros.
Actuando um pouco por todo o mundo os Gorhwane vêm agora ao "Festival Amor é
Fogo" onde não vão passar despercebidos.
CHICO CÉSAR
Este é um concerto obrigatório, e uma oportunidade de ver e ouvir um artista
que quando entra em palco a sua presença é hipnotizante, a voz um
instrumento que manuseia na perfeição, e que usa para conseguir uma perfeita
comunhão com o público.
O seu humor e energia, a par da sua voz mágica e o respeito pelas suas
raízes são coisas raras de se encontrar em espectáculos ao vivo.
Dia 18 de Julho
TUCANAS
As Tucanas são um quinteto feminino formado em 2001.
O seu principal objectivo é o uso de instrumentos percussivos:
De Bidões de plástico a Djambés, ao próprio corpo.
As suas harmonias vocais dão uma garra feminina muito curiosa.
Desde cedo começaram a chamar a atenção dos média e do público devido às
suas actuações, mas o primeiro disco (por opção própria) apenas foi editado
em 2007 com o título "Maria Café".
Os espectáculos das Tucanas assentam numa forte componente cénica "brincam e
jogam com o ritmo e a harmonia" dentro de um visual muito próprio que se
situa entre a sensibilidade feminina e a força rude de tocar percussão.
ANA MOURA
Filha de Santarém, localidade que a viu nascer, Ana Moura é uma fadista
reconhecida internacionalmente.
No ano de 2007 foi convidada a participar no concerto que os Rolling Stones
deram no Estádio de Alvalade para cantar em dueto com Mick Jagger o tema "No
Expection". Nesse mesmo ano recebeu o prémio Amália para melhor intérprete.
Em 2008 é nomeada para os Globos de Ouro na categoria de melhor intérprete
individual, que acabou de perder para Jorge Palma.
Neste espectáculo Ana Moura vai apresentar o seu último trabalho "Para Além
da Saudade" de onde se destaca o belíssimo tema "Búzios".
SARA TAVARES
Com quatro álbuns na bagagem e muitas actuações por esse mundo fora, a
música de Sara Tavares tornou-se uma música do mundo, alimentada pelos
encontros e viagens que ela fez ao longo dos anos.
À medida que Sara Tavares viajava e que as suas experiências enriqueciam a
sua música, ela descobria também uma nova simplicidade, uma confiança cada
vez maior na sua voz.
Mas todas as viagens implicam um regresso a casa para descansar, recuperar
energias e decidir o próximo destino. E é exactamente neste regresso a casa
que Sara nos vai apresentar ao vivo o seu novíssimo trabalho Xinti (Sente).
E é isso que vamos fazer. Sentir a emoção e bom feeling que sempre sentimos
quando vemos e ouvimos Sara Tavares.
Dia 19 de Julho
OQUESTRADA
A banda revelação do momento vai apresentar o seu álbum de estreia "Tasca
Beat".
Os Oquestrada actuam juntos há sete anos e atrevemo-nos a chamar-lhes uma
banda de "Fado dos Subúrbios".
No entanto, para entender a força e o carisma deste grupo que tem actuado um
pouco por Portugal inteiro, é necessário assistir a um concerto, só assim se
pode perceber toda a energia da banda que em palco se tornam completamente
hipnóticos e electrizantes ao juntarem Voz, música e encenação.
DA WEASEL
São sem qualquer dúvida a maior banda portuguesa na área do Hip Hop e não
precisam de apresentações.
Multiplatinados, galardoados com a Medalha de Ouro - Mérito Cultural da
Cidade de Almada, vencedores de três globos de ouro nas categorias de
"Canção do Ano" (2005) e "Melhor Grupo do Ano" (2005 e 2008), são ainda
vencedores do MTV Music Award no ano de 2007.
Com centenas de concertos dados, encheram o pavilhão Atlântico num concerto
inesquecível de luz, côr e energia em Novembro de 2007.
Os Da Weasel são a garantia de um grande espectáculo, onde quase todas as
suas músicas são hinos. Senão vejamos: "Toda a Gente", "Duia", "Outro
Nível", "Tas Na Boa", "Casa (Vou Fazer de Conta)", "Dialectos de ternura" ou
ainda o incontornável "Re-Tratamento", vulgarmente conhecido por "Nina".
BURAKA SOM SISTEMA
Os Buraka Som Sistema são a banda com mais foco do momento.
Acabados de chegar de uma digressão nos Estados Unidos, e vencedores de um
Globo de Ouro na categoria de Melhor Grupo, os Buraka tem uma sonoridade que
se integra no género musical Kuduro. São frequentemente apelidados como os
fundadores do novo som electrónico Kuduro Progressivo.
Preparem-se para um concerto enérgico, electrizante e muito dançável onde o
álbum de estreia "Black Diamond" vai ser a estrela principal».
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06 novembro, 2008
Grão - Nova Editora Lança Discos de Maria João Quadros e El Fad

Tiago Torres da Silva - reconhecido poeta e letrista que já colaborou com variadíssimos artistas e compositores portugueses e brasileiros - fundou uma editora, a Grão, onde vai lançar projectos próprios ou exteriores ao seu trabalho mas com os quais se sente especialmente identificado. Para já, os primeiros lançamentos da Grão são um originalíssimo álbum da fadista Maria João Quadros, em que ela canta poemas de Tiago Torres da Silva musicados por compositores brasileiros, e um álbum ao vivo do projecto El Fad, do guitarrista José Peixoto (na foto).
«Fado Mulato», de Maria João Quadros, é um álbum único no universo do fado: aqui ela canta poemas de Tiago Torres da Silva (com duas excepções - uma letra de Paulo César Pinheiro e «Gota de Água», com letra e música de Chico Buarque), sobre fados compostos por vários autores brasileiros, nomeadamente Ivan Lins, Zeca Baleiro, Olivia Byington, Pedro Luís (de Pedro Luís e A Parede), Chico César e Francis Hime, entre outros. E neste álbum - que visita os universos do fado mas também os de vários géneros brasileiros, do tango e da música cabo-verdiana - participam como convidados especiais os cantores Tito Paris, Olivia Byington e Francis Hime, Custódio Castelo na guitarra portuguesa e Pedro Jóia e José Peixoto na guitarra clássica.
No projecto El Fad, do guitarrista e compositor José Peixoto - que nos últimos anos tem repartido o seu tempo pelos Madredeus, pelos Sal, por parcerias com Maria João ou Fernando Júdice, entre outros - participam também Carlos Zíngaro (violino), Miguel Leiria Pereira (contrabaixo) e Vicky (bateria). O álbum agora editado, «Vivo», foi gravado em concertos no Auditório Fernando Lopes Graça (Almada), Onda Jazz (Lisboa) e Tambor Q Fala (Seixal), realizados em Dezembro de 2007. O primeiro álbum do projecto El Fad tinha sido editado em 1988 com uma formação completamente diferente em que José Peixoto era acompanhado por Martin Fredebeul (saxofone alto e soprano, flauta e clarinete baixo), Klaus Nymark (trombone), Mário Laginha (piano e sintetizador), Carlos Bica (contrabaixo), José Martins (percussões e sintetizador) e Mário Barreiros (bateria).
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03 junho, 2008
Mariza e Javier Limón - O Fado Encontra a Música Espanhola

Se ontem demos conta da parceria entre o fadista Ricardo Ribeiro e o mestre libanês do oud Rabih Abou-Khalil, hoje há outra novidade sobre os cruzamentos do fado com outras músicas e outros músicos: o da edição do novo álbum de Mariza, «Terra», produzido por Javier Limón e com convidados como a extraordinária cantora afro-espanhola Concha Buika, Chucho Valdés ou Tito Paris. E, em tempos de menos tempo para dar a este blog, aqui vai a notícia da Lusa acerca do assunto, o que poupa trabalho e explica tudo o que há para explicar:
«O novo álbum de Mariza, intitulado "Terra", o quarto de originais, será editado a 30 de Junho, devendo a fadista fazer "uma apresentação exclusiva à imprensa, dia 16, na Fundação Caixa", em Lisboa...
O início da digressão mundial da criadora de "Os anéis do meu cabelo" (António Botto/Tiago Machado) será a 21 de Junho, em Santarém, na Monumental Celestino Graça.
O novo álbum é produzido pelo espanhol Javier Limón e conta com as participações de Concha Buika, que editou recentemente o CD "Niña de fuego", Chucho Valdés, Dominic Miller, Tito Paris, Horácio `El Negro` Hernández, Ivan `Melon` Lewis, Piraña, Dany Noel, Carlos Sarduy, e Ivan Lins que assina o tema "As guitarras".
Acompanham também a fadista Marino de Freitas (baixo acústico), Diogo Clemente (viola) e Bernardo Couto (guitarra portuguesa).
Entre os 14 temas que integram o álbum, a fadista volta a interpretar Florbela Espanca, designadamente o poema "Vozes do mar", com música de Diogo Clemente.
Outra presença desde o primeiro álbum é do compositor Tiago Machado, o autor da música de "Ó gente da minha terra" assina agora a pauta para "Recurso" de David Mourão-Ferreira de quem a fadista já gravou "Primavera" e "Maria Lisboa".
Tal como em "Transparente" editado em 2005, o seu último álbum de originais, Mariza recria três temas nacionais, designadamente "Já me deixou" (Artur Ribeiro/Max), "Rosa branca" (José de Jesus Guimarães/Resende Dias) e "Alfama" (Ary dos Santos/Alain Oulman"), este último, criação de Amália Rodrigues, nome que acompanha também desde "Fado em mim".
Não é a primeira vez que a fadista recupera um tema da dupla Alberto Ribeiro/Max, no seu álbum de estreia, desta parceria gravou "Vielas de Alfama".
Do repertório muiscal cabo-verdiano escolheu uma morna de B. Leza, "Beijo de saudade", que interpreta com Tito Paris.
Outros autores escolhidos são Pedro Homem de Mello, "Fronteira", musicado por Mário Pacheco que é o autor da música de "Cavaleiro monge", e Paulo de Carvalho, com "Minh`Alma", que assinara em 2005 "Meu fado, meu".
Paulo Abreu Lima e Rui Veloso, autores já habituais da fadista, assinam "Tasco da Mouraria", que Mariza afirmou, no seu concerto na Torre de Belém, este mês, ser uma homenagem ao seu pai.
Rui Veloso faz, aliás, outra parceria, com Carlos Tê, assinando "Morada aberta".
Outro autor também já habitual é Fernando Tordo que assina "Se eu mandasse nas palavras".
O produtor Javier Limón assina o tema "Pequenas verdades" e Diogo Clemente bisa presença com Dominic Miller na autoria do tema "Alma de vento".
Em "Terra" Mariza faz dois duetos, designadamente com Concha Buika, em "Pequenas verdades" e com Tito Paris no tema de B. Leza.
Ao longo da sua carreira de cerca de 10 anos, Mariza tem sido distinguida com vários galardões, nomeadamente, o First Award - Most Outstanding Performance no Festival do Quebeque (2002), dois Deutscheschalplatten pela crítica alemã pelos seus álbuns "Fado em mim" (2001) e "Fado curvo" (2003), o European Border Breakers Award, no MIDEM em Cannes, em 2004 e, em 2005, o Prémio Amália Rodrigues Internacional.
Este ano, a fadista foi agraciada com Medalha de Vermeil da Sociedade de Artes, Ciências e Letras de Paris».
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23 maio, 2008
Évora Folk Fest Com Solas, La Musgaña, Tito Paris, Vocal Sampling e Flook

E há mais um festival no horizonte: o novíssimo Évora Folk Fest - organizado pela Câmara Municipal de Évora e programado por Mário Correia (Sons da Terra; Intercéltico de Sendim) -, que decorre nesta cidade alentejana de 20 a 27 de Junho com artistas portugueses, espanhóis, irlandeses e norte-americanos. O programa inclui concertos de Fernando Tordo & Stardust Orchestra (Portugal), no dia 20; dos Aulaga Folk (Extremadura) e dos Solas (Estados Unidos/Irlanda), no dia 21; Monte Lunai (Portugal) e La Musgaña (Castela e Leão), no dia 22; dos Vocal Sampling (Cuba), no dia 24; um grupo alentejano ainda por confirmar (os Alma Lusa ou o Grupo de Cantares de Almocreves) e Mafalda Veiga (Portugal), no dia 25; La Bandina'l Tombo (Astúrias) e Flook (Irlanda), estes na foto (de Nick David) que encima este post, no dia 26; e Tito Paris (Cabo Verde), no dia 27. Um bom cartaz de arranque, sim senhor!
30 maio, 2007
Festa do Fado - No Castelo Ponho o Cotovelo...

O Castelo de S.Jorge - sobranceiro a Alfama, à Mouraria, ou um pouco mais além, ao Bairro Alto e ao africano S.Bento - é o cenário natural de mais uma Festa do Fado, que ocupa o mês de Junho, integrada nas Festas de Lisboa, e que, mais uma vez, tem uma programação que procura juntar ao fado músicas próximas ou distantes e promover algumas parcerias mais ou menos inesperadas. No Castelo, a Festa do Fado começa dia 8 de Junho e prolonga-se até ao fim do mês, todas as sextas e sábados, com concertos de Pedro Moutinho com Teresa Salgueiro (vocalista dos Madredeus e agora também em viagens musicais por esse mundo fora), no dia 8; do grupo Sal com o fadista Ricardo Ribeiro (marido de Ana Sofia Varela, vocalista dos Sal), dia 9; de Maria Ana Bobone com o grupo masculino a capella Tetvocal, dia 15; da fadista Ana Maria (angolana e um dos raros exemplos de uma mulher negra a cantar o fado) com a cantora cabo-verdiana Maria Alice, dia 16; Ana Moura (na foto) com Amélia Muge (Amélia que compôs um dos temas do novo álbum de Ana Moura), dia 22; Raquel Tavares com o cantor e guitarrista cabo-verdiano Tito Paris, dia 23; Paulo Parreira (guitarra portuguesa) e o músico argentino Ramón Maschio (ligado ao tango e à milonga) com a respeitadíssima fadista Beatriz da Conceição, dia 29; e, a finalizar, o fadista António Zambujo com Luís Represas, dia 30. Mas ainda há mais fado no mês de Junho em Lisboa: o eléctrico 28 - Prazeres/Martim Moniz - é o palco swingante e radical (pelo menos na descida de Belas Artes para a Baixa) do «Fado no Eléctrico», de 7 de Junho a 1 de Julho, às quintas-feiras e domingos; e no Chapitô, paredes meias com o Castelo, continuam as cantorias e guitarradas depois dos espectáculos no Castelo, dias 8, 9, 15, 16, 29 e 30, nestas últimas quatro datas com as «Tertúlias de Fado», conduzidas por Hélder Moutinho.
(o título deste post é uma homenagem a Carlos do Carmo, cantor de «Lisboa, Menina e Moça»)
15 março, 2007
Tito Paris - Álbum Acústico a Caminho

O cantor, compositor e guitarrista cabo-verdiano Tito Paris edita o seu novo álbum, «Acústico», dia 26 deste mês, através da World Connection, com distribuição da EMI Music Portugal. O álbum, gravado ao vivo na Aula Magna da Universidade de Lisboa, conta com arranjos de Tomás Pimentel e inclui os temas «Sôdade», «Morna PPV», «Estrela Linda», «Febre di Funáná», «Nha Sina», «Ondas Di Bô Corpo», «Que Vida», «Victor», «Otília/Otilio» e «Poema Tropical» e ainda três bónus gravados em estúdio: «Tcapêau di Pdia», «Xandinha» e «Galo Bedjo». Tito Paris nasceu em Mindelo, Cabo Verde, antes de se radicar em Portugal, e participou - como instrumentista e/ou produtor - em álbuns de Bana, Cesária Évora ou Maria de Barros. Com sete álbuns em nome próprio, centenas de concertos em todo o mundo, Tito Paris está agora ligado à editora holandesa World Connection, cada vez mais a casa de acolhimento de vários cantores e músicos portugueses ou de expressão portuguesa como Mariza, Sara Tavares, Tété Alhinho, Waldemar Bastos, Mário Pacheco e Jorge Fernando.
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22 julho, 2006
Festa do «Avante!» - Em Setembro, Sempre...

A Festa do «Avante!», órgão oficial do Partido Comunista Português, aposta mais uma vez nas músicas de raiz tradicional (e no rock, reggae, jazz, música experimental...). É no início de Setembro - dias 1, 2 e 3 -, na Quinta da Atalaia, Seixal, sede do festival nos últimos anos.
Na programação deste ano, o destaque vai para três homenagens: ao compositor Fernando Lopes Graça (com o Coro Lopes Graça, da Academia dos Amadores de Música, com a Sinfonietta de Lisboa e os pianistas Olga Prats e Miguel Borges Coelho), ao genial compositor de fados Alain Oulman (na voz dos fadistas António Zambujo, Carla Pires e Liana) e ao poeta popular algarvio António Aleixo (com os angolanos Kussondulola - expoentes do reggae em Portugal - a serem acompanhados, nesta homenagem, por Viviane, Prince Wadada e Kilandukilo).
E ainda há concertos de Sérgio Godinho, Gaiteiros de Lisboa (com o violinista Manuel Rocha, da Brigada Victor Jara), A Naifa, Mandrágora, Toque de Caixa, Contra3aixos (projecto que junta três dos mais importantes contrabaixistas de jazz nacionais: Carlos Bica, Carlos Barretto e Zé Eduardo), Telectu (o duo de Jorge Lima Barreto e Vítor Rua, em comemoração dos 25 anos de carreira, aqui acompanhados por duas luminárias: o guitarrista Fred Frith e o baterista Chris Cutler), Boss AC (com mais um leque luxuoso de convidados: Sam The Kid, Chullage, Melo D e Berg), Cristina Branco, Luísa Basto, Navegante (com a cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e o projecto de percussões, liderado por Rui Júnior, O Ó Que Som Tem?), os deliciosos punks Vicious Five, Yellow W Van, Tim (o vocalista dos Xutos, a solo) e os próprios Xutos & Pontapés.
Para completar o ramalhete, o elenco internacional inclui os ska-klezmer-chanson-balcânicos-e-tudo-o-mais Babylon Circus (França), os cabo-verdianos Mayra Andrade e Tito Paris, Djumbai Jazz (Guiné-Bissau), os divertidíssimos escoceses Peatbog Faeries, as deliciosas brasileiras Mawaca, Obrint Pas (Catalunha) e, «last but not the least», o delírio balcânico dos Taraf de Haidouks (Roménia - e na foto que está no cimo deste blog, vénia!).
06 junho, 2006
Ali Farka Touré - À Espera de «Savane»

Enquanto não é editado o novo álbum de Ali Farka Touré, «Savane», recordam-se aqui alguns textos sobre este génio maliano recentemente falecido... O obituário a propósito da sua morte e a reportagem do África Festival do ano passado, em Lisboa, em que Touré foi o indiscutível cabeça-de-cartaz.
ALI FARKA TOURÉ (1939 – 2006)
(originalmente publicado em Março deste ano)
Ali Farka Touré, o genial músico que mostrou os «elos perdidos» entre a música sub-sahariana e os blues, morreu a semana passada. Mas o seu legado musical - e humano – permanecerá para sempre.
O músico e cantor maliano Ali Farka Touré morreu no dia 7 de Março, enquanto dormia, vítima de um cancro nos ossos de que já padecia quando fez a sua última digressão europeia, o ano passado, e que o trouxe a Lisboa para um memorável concerto em Monsanto. Nesse concerto, Ali Farka tocou para cerca de 10 mil pessoas em transe, em encantamento (no sentido mágico da palavra) permanente perante a música deste senhor que sabia que a sua música era uma forma de expressão muito antiga mesmo quando se socorria de uma guitarra eléctrica para a fazer. Ali Farka sabia-o e demonstrava-o na sua música e dizia-o nas raras entrevistas que dava (inclusive no episódio da série documental dedicada aos blues dirigida por Martin Scorsese): os blues norte-americanos (e por arrasto, o rock e muitas das formas «modernas» de música anglo-saxónica) tinham a sua origem ali, na parte de baixo do deserto do Sahara, nas margens do Rio Niger, onde África começa a ser negra. Ali, nas regiões do Império Mandinga onde os negreiros iam buscar os escravos que levavam para as Américas (do Norte e do Sul), indo com eles a sua música que depois se transformou em muitas músicas (os blues nos Estados Unidos e formas musicais sul e centro-americanas noutros países).
Nesse concerto em Monsanto, Ali Farka teve como convidado especial Toumani Diabaté, o mais respeitado instrumentista de kora do Mali, com quem Ali gravou em dueto o último álbum editado em vida, «In The Heart of The Moon» (recentemente premiado com um Grammy, o segundo da carreira de Ali Farka, depois de «Talking Timbuktu»). Para 2006 está prevista a edição de um novo álbum, gravado durante as mesmas sessões de «In The Heart of The Moon», mas com Ali Farka a ser acompanhado por dois tocadores de n’goni (pequena guitarra de madeira com 3 ou 4 cordas). Para trás ficou uma riquíssima discografia, parte dela editada apenas no Mali nos anos 70 e inícios dos anos 80. O reconhecimento internacional chega em meados dos anos 80, com a edição, através da World Circuit, de «Ali Farka Touré» (1987), a que se seguiram «The River» (1990), «The Source» (1992), «Talking Timbuktu» (1994; ao lado de Ry Cooder), «Radio Mali» (1996; que compilava gravações dos anos 70), «Niafunké» (1999), «Red & Green» (2004; recuperando dois álbuns, conhecidos como «Red» e «Green» devido à cor das suas capas, editados originalmente apenas no Mali) e «In The Heart of The Moon» (2005).
Ali Ibrahim Touré nasceu em 1939 (não se sabe ao certo o dia de nascimento), na aldeia maliana de Kanau, tendo sido o único sobrevivente de uma família de dez irmãos. Talvez por isso, os seus pais deram-lhe a alcunha de Farka, que significa «Burro» (e que na tradição do povo Arma, de que Ali era originário, significa «um animal forte e tenaz»). De religião muçulmana (religião que praticou durante toda a sua vida), Ali passou por bastantes dificuldades durante a infância e juventude. Perdeu o pai ainda criança e lançou-se à vida: foi mecânico, condutor de táxis e de ambulâncias. Mas a música surge-lhe como uma necessidade maior no início dos anos 60. Fez parte de várias bandas, foi artista residente na Rádio Mali, começou então a perceber os laços óbvios que uniam a música da sua região com a música norte-americanma que admirava (de John Lee Hooker a James Brown). E, mais importante ainda, sempre se assumiu como um cidadão e artista que, apesar de Arma, respeitava e amava as outras tribos e culturas do Mali. Ali Farka cantava em songhai, peul, bambara, fula, tamaschek e outras línguas da região. Essa abertura permitiu-lhe ser um dos artistas que contribuiu para a reconciliação nacional no Mali depois da mais recente revolta dos tuaregues. Um bom exemplo dessa reconciliação é o Festival no Deserto, que se realiza desde há alguns anos em Niafunké (e onde participam músicos de variadíssimas etnias malianas, para além de «habitués» como Robert Plant ou os franceses Lo’Jo, co-organizadores do festival), a localidade em que Ali Farka viveu durante muitos anos e cuja agricultura ajudou a desenvolver mercê de modernos sistemas de rega que implantou com o dinheiro que ganhava com a música. Ali Farka foi, nos últimos anos, presidente da câmara de Niafunké (facto «celebrado» no tema «Monsieur Le Maire de Niafunké», de «In The Heart of The Moon»).
COMO UMA RELVA QUE ONDULA
(publicado originalmente em Julho de 2005)
África Festival. Anfiteatro Keil do Amaral (Lisboa), 21 a 24 de Julho.
Vê-se a ponte sobre o Tejo, uma Lua enorme, aviões que passam de minuto em minuto ali mesmo em cima. E há 10 mil pessoas (talvez mais) a ondular à frente do palco. Lentamente, em movimentos vagamente circulares - de transe -, muitas de olhos fechados, algumas de mãos abertas, e todas de coração liberto por uma alegria ou uma fé ou uma revelação qualquer. Mas não estamos no Estádio do Restelo durante o encontro anual de uma seita religiosa. Estamos um bocadinho mais acima, em Monsanto, num belíssimo anfiteatro feito de relva e madeira e água e árvores, e ali à nossa frente está Ali Farka Touré, a sua voz e a sua guitarra eléctrica que convocam os espíritos dos músicos mandingas, dos músicos gnawa, dos vizinhos de ali à volta e dos outros, os primos que nos Estados Unidos criaram (ou recriaram) os blues. Ali Farka já está acima da música... está numa esfera diferente, em que a aura, o carisma, o encanto (e como ele está também encantado connosco!) fazem dele, mais do que um músico, um anjo. E um anjo amigo, que se apaga para deixar brilhar Bassekou Kouyaté em ngoni (pequena «guitarra» de duas cordas) e o convidado especial, na segunda «secção» do concerto, Toumani Diabaté, na kora (a harpa dos países mandingas) – e a repetição do tema «Gomni», uma sem e outra com Toumani, serviu para fazer perceber como a mesma canção pode ter formas tão diferentes (e ambas belíssimas). Aquilo a que estas 10 mil pessoas assistiram não foi na realidade um concerto, mas uma celebração religiosa. No final, Ali toca njarka (um «violino» só com uma corda) e diz que este instrumento foi o seu professor (foi da corda única da njarka que passou para as seis da guitarra).
Ali Farka Touré mereceu o «título» de cabeça-de-cartaz do África Festival, mas todos os outros estiveram também em bom nível. E sempre com muita gente a assistir. Manecas Costa mostrou a sua mestria na voz e guitarras, fazendo um concerto mais festivo do que alguns anteriores, com o n’gumbé guineense a sair muito bem servido (ai as bailarinas!!); e as Zap Mama mostraram que estão mais disco, mais funk, mais soul, até mais hip-hop (com um MC/DJ incendiário) e mais Broadway, embora as riquíssimas harmonias vocais das senhoras (e da filha de Marie, agora também integrada no grupo) ainda brilhem de vez em quando (como no encore). Os moçambicanos Mabulu mostraram que é possível fundir bem o antigo (a marrabenta) e o novo (o reggae, o dancehall, o hip-hop...) e fazer uma festa imensa com cada um dos ingredientes. Waldemar Bastos também animou as gentes, principalmente na segunda parte do seu espectáculo (depois do belíssimo coro de «Muxima») com sembas e «merengues» com «açúcar»; e o congolês Ray Lema foi um acólito de luxo (um Mozart-free vindo de África não se ouve todos os dias) no concerto conjunto com o brasileiro Chico César: nordeste brasileiro, jazz, África, reggae; festa sempre. E na última noite, Cabo Verde bem representado por Lura – que é um animal de palco (canta bem, dança bem...) e cruza com bom gosto funanás, coladeiras e batuque, sim, mas também mbalax e música brasileira – e por Tito Paris, acompanhado por banda, orquestra de câmara e secção de metais, um fantástico «wall of sound» a servir de base a temas como «Curti Bô Life», «Dança Ma Mi Criola» ou um sentido «Sodade» (no encore e em – segundo – dueto com o angolano Paulo Flores). A ondulação continua. E às vezes a relva pode crescer viçosa nas margens dos desertos ou no meio dos oceanos.
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