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12 dezembro, 2007

U2 - Um Tributo Africano!


Agora que passam vinte anos sobre a edição de «The Joshua Tree» - o álbum em que os U2 (na foto, de Anton Corbijn) vão em busca das raízes negras e africanas do rock (os blues e o gospel) e em que na poesia de Bono passa a ter lugar uma reflexão continuada sobre as questões do chamado Terceiro Mundo -, data assinalada com a remasterização e várias reedições luxuosas desse álbum, chega também a notícia - via, mais uma vez, Crónicas da Terra - de que vários artistas africanos vão lançar um álbum só com versões de temas da banda irlandesa. O álbum, «In The Name Of Love: Africa Celebrates U2», é uma edição da Shout! Factory e parte da receita angariada com a sua venda reverterá para a Global Fund. Com edição prevista para Abril de 2008, no disco participam alguns dos maiores nomes - consagrados ou emergentes - da música africana: Angélique Kidjo («Mysterious Ways»), Vieux Farka Touré («Bullet The Blue Sky»), Ba Cissoko («Sunday Bloody Sunday»), Vusi Mahlasela («Sometimes You Can't Make It On Your Own»), Tony Allen («Where The Streets Have No Name»), Cheikh Lô («I Still Haven't Found What I'm Looking For»), Keziah Jones («One»), Les Nubians («With Or Without You»), Soweto Gospel Choir («Pride [In The Name Of Love]»), Sierra Leone's Refugee All Stars («Seconds»), African Underground All-Stars («Desire») e Waldemar Bastos («Love Is Blindness»). Promete!

22 junho, 2007

Darfur - Que Se Faça Barulho!



O horrível desastre humanitário em que se transformou a guerra no Darfur, Sudão - com um balanço trágico de 400 mil mortos e dois milhões e quinhentos mil desalojados em quatro anos -, tem motivado o lançamento de várias campanhas de apoio às vítimas deste conflito armado. Uma das mais consistentes e importantes dessas campanhas, «Make Some Noise», é promovida pela Amnistia Internacional e nela estão envolvidos muitos artistas e grupos de variadíssimas áreas musicais, que cederam canções para esta causa (e que podem ser descarregadas no site da organização). No seguimento desta acção, vai ser editado agora um duplo-álbum, «Make Some Noise - The Amnesty International Campaign to Save Darfur» (nos Estados Unidos e Grã-Bretanha o título é «Instant Karma») com versões de temas de John Lennon (na foto) interpretadas por conhecidos nomes do pop-rock e da world music como os U2, R.E.M., The Cure, Lenny Kravitz, Ben Harper, The Flaming Lips, Green Day, Black Eyed Peas, Youssou N'Dour e Sierra Leone's Refugee All Stars (estes em colaboração com os... Aerosmith). Os lucros obtidos pelo álbum - que é editado em Portugal pela Farol, dia 2 de Julho - revertem integralmente para esta campanha da Amnistia Internacional. O alinhamento completo do álbum é: CD1 - U2 («Instant Karma»), R.E.M. («#9 Dream»), Christina Aguilera («Mother»), Aerosmith feat. Sierra Leone's Refugee All Stars («Give Peace A Chance»), Lenny Kravitz («Cold Turkey»), The Cure («Love»), Corinne Baley Rae («I’m Loosing You»), Jakob Dylan feat. Dhani Harrison («Gimme Some Truth»), Jackson Browne («Oh, My Love»), The Raveonettes («One Day At A Time»), Avril Lavigne («Imagine»), Big & Rich («Nobody Told Me»), Eskimo Joe («Mind Games») e Youssou N'Dour («Jealous Guy»). CD2 - Green Day («Working Class Hero»), Black Eyed Peas («Power To The People»), Jack Johnson («Imagine»), Ben Harper («Beautiful Boy»), Snow Patrol («Isolation»), Matisyahu («Watching The Wheels»), Postal Service («Grow Old With Me»), Jaguares («Gimme Some Truth», cantado em espanhol), The Flaming Lips («[Just Like] Starting Over»), Jack's Mannequin («Gold»), Duran Duran («Instant Karma»), A-Ha («#9 Dream»), Tokio Hotel («Instant Karma») e Regina Spektor («Real Love»). Para saber mais sobre a campanha «Make Some Noise» da Amnistia Internacional clique aqui. Sobre uma outra campanha paralela, também bastante importante, «Save Darfur», clique aqui.

10 novembro, 2006

«Rhythms del Mundo» - O Rock Vai a Cuba


Coldplay (na foto), U2, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, Sting, Jack Johnson, Franz Ferdinand e Radiohead, todos, de uma maneira ou de outra, presentes neste álbum que também é protagonizado pela Sra. Omara Portuondo, inclui as última gravações do enorme Ibrahim Ferrer e tem lá dentro muitos dos músicos do «Buena Vista Social Club». O álbum não é nenhuma maravilha mas tem uma boa causa à mistura e também vale por isso.


VÁRIOS
«RHYTHMS DEL MUNDO»
Universal Music


O início é delicioso: «Clocks», dos Coldplay, com a voz e o piano originais e o resto em metais e percussões em divagações salseiras. A continuação, porém, com Jack Johnson em registo baladeiro/son fraquinho indicia logo que a fórmula vai ser, quase sempre, esta e limitada: a mistura nem sempre feliz de temas de sucesso de artistas anglo-saxónicos com ritmos cubanos, aqui representados por muitos dos intervenientes em «Buena Vista Social Club»: Barbarito Torres, Amandito Valdes, Virgilio Valdes, Angel Terri Domech, Manuel «Guajiro» Mirabal, Orlando «Cachaito» Lopez e Demetrio Muniz. Para além, claro, do saudoso Ibrahim Ferrer (numa versão arrepiante de «As Time Goes By», cantado em espanhol) e de Omara Portuondo (em «Killing Me Softly», também cantada em espanhol, e, em duo com Ferrer, numa segunda versão ainda melhor que a primeira de «As Time Goes By»). E são de Omara e Ibrahim os melhores momentos do disco... De resto, o rock rugoso dos Arctic Monkeys pouco é infectado por Cuba; Dido com os Faithless não estão aqui a fazer nada; a versão de Coco Freeman com os U2 de «I Still Haven't Found What I'm Looking For» (em espanhol) é forçada; os Maroon 5 são assustadores; e Sting não consegue, uma vez mais, salvar a canção «Fragile» (aqui «Fragilidad»). Mas no disco ainda há bastantes coisas boas, a juntar a Omara, Ferrer e os Coldplay: a versão «cubanizada» de «Modern Way», dos Kaiser Chiefs, não é nada má (com metais em brasa a sublinhar o refrão); Vanya Borges dá outro sentido - um melhor sentido - a «Ai No Corrida», de e com Quincy Jones; Aquila Rose e Idana Valdes são excelentes em «Hotel Buena Vista»; Coco Freeman e os Franz Ferdinand assinam uma deliciosa versão, também em espanhol, de «The Dark of The Matinee»; e Abel «Lele» Rosales, dos históricos Los Van Van, agarra pelas tripas - e aqui isto é um elogio - «High and Dry», dos Radiohead, transformando-a na banda-sonora de um filme latino-americano estranho, escuro e trágico. (6/10)

(Cerca de três euros obtidos com a venda de cada álbum será destinado pela Artists' Project Earth a organizações e programas de ajuda a zonas afectadas por desastres naturais; o site da APE pode ser encontrado aqui)