Através deste blog já têm sido anunciadas algumas novidades do FMM de Sines e do Festim. Mas há ainda mais alguns nomes da world music (e áreas aparentadas, com passagens e contaminações da world via reggae, rock, jazz e folk malandra) a vir aí... A nossa selecção:
Abril
Dia 5, Astrakan Project, Centro de Artes, Sines
Dia 10, Marcelo Camelo, Teatro Tivoli, Lisboa
Dia 14, Márcio Faraco, LX Factory, Lisboa
Dia 18, Dave Holland & Pepe Habichuella Flamenco Quintet, Casa da Música, Porto
Dia 20, BossaCucaNova, LX Factory, Lisboa
Dia 21, Ensemble Al-Kindî, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Dia 25, Amadou & Mariam (na foto, de Marie Dagnaux), Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 27, Edgard Scandurra, LX Factory, Lisboa
Maio
Dia 3, Rhythm Yatra, Museu do Oreinte, Lisboa
Dia 5, Os Violoncelinhos & Nancy Vieira, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 10, Motion Trio, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 10, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Coimbra
Dia 11, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Porto
Dia 18, Grand Union Orchestra/Troca de Raízes, Museu do Oriente, Lisboa
Dia 23, Groundation, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 25, Vicente Amigo, Coliseu, Porto
Dia 26, Vicente Amigo, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 26, Amjad Ali Khan Trio, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Dia 28, Dead Can Dance, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 30, Dead Can Dance, Optimus Primavera Sound, Porto
Junho
Dia 5, Carmen Linares, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 22, Che Sudaka, Cerrada do Bailão, Angra do Heroísmo
Dia 28, Maria Rita, Pavilhão Rosa Mota, Porto
Dia 26, UB40, Campo Pequeno, Lisboa
Dia 29,Alborosie, G. Love, Orlando Santos, Rebelution e Dub Inc, Summer Fest, Ericeira
Dia 29, UB40, Praia do Areinho, Vila Nova de Gaia
Julho
Dia 12, Vampire Weekend, Dead Combo e Edward Sharpe & The Magnetic Zeros (oh pá, deixem-me lá ser ecléctico e gostar destas coisas!) Optimus Alive, Oeiras
Dia 14, Of Monsters and Men e Band of Horses (bis, bis, bis!), Optimus Alive, Oeiras
Dia 26, Capagrilos, Niamh Ni Charra e Cristina Pato, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Dia 27, Né Ladeiras, Gaiteiros de Lisboa e Melech Mechaya, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Agosto
Dia 14, Bombino e Alabama Shakes, Festival de Paredes de Coura
Dia 16, Calexico, Festival de Paredes de Coura
Setembro
Dia 3, David Byrne & St. Vincent, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 4, David Byrne & St. Vincent, Coliseu, Porto
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01 abril, 2013
World Music - Calendário de Concertos
Através deste blog já têm sido anunciadas algumas novidades do FMM de Sines e do Festim. Mas há ainda mais alguns nomes da world music (e áreas aparentadas, com passagens e contaminações da world via reggae, rock, jazz e folk malandra) a vir aí... A nossa selecção:
Abril
Dia 5, Astrakan Project, Centro de Artes, Sines
Dia 10, Marcelo Camelo, Teatro Tivoli, Lisboa
Dia 14, Márcio Faraco, LX Factory, Lisboa
Dia 18, Dave Holland & Pepe Habichuella Flamenco Quintet, Casa da Música, Porto
Dia 20, BossaCucaNova, LX Factory, Lisboa
Dia 21, Ensemble Al-Kindî, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Dia 25, Amadou & Mariam (na foto, de Marie Dagnaux), Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 27, Edgard Scandurra, LX Factory, Lisboa
Maio
Dia 3, Rhythm Yatra, Museu do Oreinte, Lisboa
Dia 5, Os Violoncelinhos & Nancy Vieira, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 10, Motion Trio, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 10, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Coimbra
Dia 11, Gogol Bordello, Queima das Fitas, Porto
Dia 18, Grand Union Orchestra/Troca de Raízes, Museu do Oriente, Lisboa
Dia 23, Groundation, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 25, Vicente Amigo, Coliseu, Porto
Dia 26, Vicente Amigo, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 26, Amjad Ali Khan Trio, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Dia 28, Dead Can Dance, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 30, Dead Can Dance, Optimus Primavera Sound, Porto
Junho
Dia 5, Carmen Linares, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Dia 22, Che Sudaka, Cerrada do Bailão, Angra do Heroísmo
Dia 28, Maria Rita, Pavilhão Rosa Mota, Porto
Dia 26, UB40, Campo Pequeno, Lisboa
Dia 29,Alborosie, G. Love, Orlando Santos, Rebelution e Dub Inc, Summer Fest, Ericeira
Dia 29, UB40, Praia do Areinho, Vila Nova de Gaia
Julho
Dia 12, Vampire Weekend, Dead Combo e Edward Sharpe & The Magnetic Zeros (oh pá, deixem-me lá ser ecléctico e gostar destas coisas!) Optimus Alive, Oeiras
Dia 14, Of Monsters and Men e Band of Horses (bis, bis, bis!), Optimus Alive, Oeiras
Dia 26, Capagrilos, Niamh Ni Charra e Cristina Pato, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Dia 27, Né Ladeiras, Gaiteiros de Lisboa e Melech Mechaya, Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Agosto
Dia 14, Bombino e Alabama Shakes, Festival de Paredes de Coura
Dia 16, Calexico, Festival de Paredes de Coura
Setembro
Dia 3, David Byrne & St. Vincent, Coliseu dos Recreios, Lisboa
Dia 4, David Byrne & St. Vincent, Coliseu, Porto
09 abril, 2008
Vampire Weekend no Porto (Com os... Young Marble Giants!)

Abençoado festival Primavera Sound, em Barcelona - que tantas e tão boas memórias me traz (olá Gonçalo, Mário, Luís e João!) - que permite que, à boleia da sua programação, muitos dos grupos e bandas que por lá se apresentam também passem por Portugal (e em sítios distintos como a ZDB e o Lux, em Lisboa, o Mercado Negro, em Aveiro, ou a Casa da Música, no Porto). E é na Casa da Música que vão actuar, dia 30 de Maio, os rockers de alma africana Vampire Weekend (na foto; ver, por favor, crítica ao seu álbum de estreia, encontrável neste blog algumas páginas abaixo) e, ainda por cima, na mesma noite em que sobe ao palco uma das mais míticas bandas rock de sempre, os Young Marble Giants, autores do absolutamente maravilhoso álbum «Colossal Youth». Estarei lá caído, claro!!! E, a reboque do Primavera Sound, ainda haverá concertos em Portugal - tal como refere o Juramento Sem Bandeira - dos Animal Collective, Boris, Atlas Sound, Dirty Projectors, Scout Niblett e Cat Power, pelo menos. Oiça-se o foguetório!
07 março, 2008
DeVotchka, Vampire Weekend e Yeasayer - O Rock, Cada Vez Mais World Music

A atracção de músicos pop/rock anglo-saxónicos por músicas de outros lados do mundo não é uma coisa nova... A história - e a linhagem - é mais que conhecida: Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Peter Gabriel, David Byrne (com e sem os Talking Heads), Brian Eno, Sting, Paul Simon, Jah Wobble, Ry Cooder, boa parte do pós-punk/no wave nova-iorquino de inícios dos anos 80, etc, etc... E, nos últimos anos, essa tendência tem, em vários grupos e artistas, tomado diversas direcções: dos Animal Collective aos Beirut, dos Tindersticks aos Calexico e aos Firewater... Desta vez, a fornada é feita com mais três grupos norte-americanos de rock, digamos assim, que se deixaram cativar por músicas de outros lados do mundo: os DeVotchKa (na foto), os Yeasayer e os Vampire Weekend.
DEVOTCHKA
«A MAD AND FAITHFUL TELLING»
Anti- Records
Em tempos que já lá vão, os DeVotchKa foram a banda de apoio dos espectáculos burlescos de... Dita von Teese (pois, a ex-mulher de Marilyn Manson). Mas alguns anos, várias digressões e um punhado de discos depois, o grupo de Denver, Colorado, acabou por chegar à fama absoluta em nome próprio quando Jonathan Dayton e Valerie Faris o convidou para a banda-sonora do filme «Little Miss Sunshine». E o seu novo álbum, este «A Mad and Faithful Telling», mostra-nos uma banda seguríssima nos caminhos para onde quer levar a sua música, uma música em que ao rock indie e à folk se juntam, sem problemas e de forma absolutamente consistente, doses reforçadas de música cigana balcânica, klezmer, mariachis mexicanos, um irresistível balanço swing, valsas arrancheradas ou completamente parisienses e até um tema que poderia ser uma jam de Johnny Cash com os Tindersticks algures no Texas («Undone»). E, sendo apenas quatro, os DeVotchKa cantam e tocam variadíssimos instrumentos (guitarra, trompete, theremin, bouzouki, violino, acordeão, piano, sousafone, percussões...), numa variedade de timbres e sonoridades notável. «A Mad and Faithful Telling» vai agradar, de caras, aos fãs dos Gogol Bordello, Beirut, A Hawk and A Hacksaw, Calexico, Ry Cooder e Tarnation, por um lado, e aos fãs de Sufjan Stevens e Arcade Fire, por outro. (8/10)VAMPIRE WEEKEND
«VAMPIRE WEEKEND»
XL Recordings
Ouve-se tão bem e é tão fresquinha a música deste disco!! Imagine-se: um pop/rock leve e saltitante que tanto vai aos Smiths quanto aos R.E.M., aos Feelies ou aos Squeeze, que aqui e ali se atreve a ir à música erudita (oiçam-se «M79» ou «The Kids Don't Stand a Chance») mas também a um ska e a um punk que tem mais, muito mais, de Green Day do que de Sex Pistols ou Clash, mas em que as canções são mergulhadas em variadíssimos condimentos de música africana: há lá ritmos que se colam imediatamente aos dos Konono Nº1 ou do afro-beat estabelecido por Fela Kuti, guitarras eléctricas que vão buscar a inspiração directamente a Johnny Clegg ou ao highlife do Gana (nomeadamente aos Osibisa) ou à marrabenta moçambicana ou a King Sunny Adé... e uns órgãos semi-manhosos que só poderiam ter saído de África nos anos 70. Novinhos, nova-iorquinos, os Vampire Weekend apontam como uma das suas maiores influências o álbum «Graceland», de Paul Simon, e isso faz todo o sentido, mas no meio de uma das suas letras, a do seu grande êxito até agora, «Cape Cod Kwassa Kwassa», falam também de Peter Gabriel (o que continua a fazer sentido). Curiosamente, «Cape Cod Kwassa Kwassa» faz lembrar, estranhamente!, o tema «Almadrava», dos nossos Marenostrum. «Vampire Weekend» é, acima de tudo, uma declaração de amor de quatro branquelas ianques pela música africana. Não é tão absoluta como a dos Toubab Krewe, por exemplo, mas é igualmente bonita. (8/10)YEASAYER
«ALL HOUR CYMBALLS»
We Are Free
Apesar de serem o grupo deste lote menos obviamente contaminado pela chamada world music, a verdade é que os Yeasayer assinam o álbum mais interessante de todos. Com uma visão global de muitas décadas de rock - principalmente das suas margens mais psicadélicas e mais experimentais -, este novíssimo grupo nova-iorquino (formado em 2006!) faz uma música hiper-excitante e actualíssima, onde tanto podem conviver alusões aos Talking Heads como aos Flaming Lips, aos Beatles, aos Beach Boys, aos Pink Floyd do início ou a um hipotético heavy-metal feito no norte de África (cf. em «Wait For The Wintertime», que tem tanto de gnawa como de Black Sabbath). Com letras muitas vezes pessimistas e carregadas de um negrume indisfarçável - «2080», por exemplo, é uma visão apocalíptica do futuro -, a música dos Yeasayer é, no entanto, quase sempre de uma luminosidade rara e ofuscante. Uma música em que há lugar para o psicadelismo, o rock progressivo, uma freak-folk encantada e com o melhor que a palavra «freak» pode conter, o experimentalismo, o gospel, polirritmias africanas, celebrações tribais - para pôr mesmo ao lado das melhores dos Animal Collective ou dos Akron/Family -, uma sitar indiana (em «Wait For The Summertime») e até algo vindo do leste europeu (no maravilhoso «Germs»). Os Yeasayer dizem-se influenciados pelas bandas-sonoras de filmes de Bollywood, por Thomas Mapfumo e pela música «celta» (o seu myspace refere, com imensa piada, que eles soam a «Enya com tomates»!), mas o melhor mesmo é ouvir este fabuloso álbum e cada um tirar as suas conclusões. (9/10)
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