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07 junho, 2011

Olhar o Futuro (Próximo) na Gulbenkian


A edição 2011 do Próximo Futuro, iniciativa anual da Gulbenkian, em Lisboa que decorre de 16 de Junho a 3 de Julho, inclui novamente muita música -- com destaque para o colectivo sul-africano Shangaan Electro (que reúne Nozinja, Tshetsha Boys e DJ Spoko; na foto), o congolês Baloji e a timbila moçambicana de Matchume Zango em diálogo com o grupo portuense Drumming --, teatro, cinema, dança e arte pública. O programa completo:


16, 17 (21h30) e 18 Junho (19h)

Woyzeck on the Highveld

Handspring Puppet Company (África do Sul), a mais destacada companhia de teatro de marionetas africana, apresenta uma encenação do artista visual e cineasta sul-africano William Kentridge, a quem se devem algumas das mais inovadoras encenações e exposições das duas últimas décadas. Woyzeck on the Highveld é uma versão da peça de Büchner adaptada à realidade sul-africana.



17 Junho (a partir das 09h30)

Neste dia completa-se o ciclo de Grandes Lições que o Próximo Futuro iniciou em Maio, com a presença no Auditório 3 de Achille Mbembe (Camarões); Ralph Austen (E.U.A.); Eucanãa Ferraz (Brasil); e Margarida Chagas Lopes (Portugal). Nestas quatro lições falar-se-á de democracia e ética do mutualismo, a partir da experiência sul-africana (Achille Mbembe), as grandes incertezas com que se depara a historiografia africanista (Ralph Austen), o futuro da poesia (Eucanãa Ferraz), e ainda a produção, utilização e partilha do conhecimento na economia global (Margarida Chagas Lopes).



18 Junho (21h30)

Orquestra Gulbenkian e Drumming Grupo de Percussão com Matchume Zango, Timbila de Moçambique
Maestro: Pedro Neves

Obras de Steve Reich, Marlos Nobre, Iannis Xenakis e músicas tradicionais de Timbila moçambicana, um instrumento de percussão da família das marimbas. Neste concerto serão evocadas as origens e as ligações da música clássica a outras músicas, numa viagem através do tempo e do espaço.



19 Junho (19h/22h)

Aquarium Materialis - Victor Gama e Pedro Carneiro

Os instrumentos que compõem esta instalação utilizam o espelho de água do lago do Jardim Gulbenkian como superfície interlocutora. A peça divide-se em duas partes, reflectindo a dicotomia da natureza: uma parte diurna, repleta de vida, cheia de cores e de luz, vibrando intensamente; e uma parte nocturna, em que o mistério e o imaginário tomam conta da nossa percepção.



22 e 23 Junho (21h30, 19h)

O Corpo é a Mídia da Dança & Outras Partes

Espectáculo de dança do Grupo Lakka, que traz os actuais contextos sociais e tecnológicos urbanos para o seu universo. O grupo é liderado pelo coreógrafo e intérprete brasileiro Vanilton Lakka, que, com formação em dança clássica, dança-jazz e danças de rua, tem participado na renovação da paisagem da dança sul-americana.



23 Junho a 1 Julho (22h)

Cinema ao ar livre

No ecrã gigante do Anfiteatro ao Ar Livre, em várias sessões, será projectado um conjunto de filmes de diferentes géneros, do documentário à ficção. Em estreia absoluta, serão exibidas a 25 de Junho três obras produzidas pelo Programa Próximo Futuro, encomendadas aos cineastas João Salaviza (Portugal), Paz Encina (Paraguai) e Vincent Moloi (África do Sul). Destaque ainda para a curta-metragem vencedora do último Festival de Cinema de Marraquexe e também para a primeira apresentação de cinema de animação de autores africanos.



26 Junho (19h)

Baloji

Concerto de Baloji, músico congolês residente em Bruxelas e membro de uma orgulhosa linhagem de músicos africanos com uma sólida consciência política. No entanto, nas suas actuações jamais se perde um forte sentido de festa.



1, 2 e 3 Julho (19h, 21h30, 22h)

Discurso + Villa

O encenador chileno Guillermo Calderón apresenta as suas mais recentes obras, duas peças que decorrem na Villa Grimaldi, uma casa que ficou tenebrosamente associada ao regime de Pinochet. Com um dispositivo realista, aparentemente simples, Calderón constrói aqui uma das mais fortes, sólidas e profundas dramaturgias sobre a criação humana, a validade da arte contemporânea, o debate democrático e o papel da museografia, sem qualquer sinal de interferência ideológica do autor.




3 de Julho (19h)

Shangaan Electro

Música de dança contemporânea produzida na África do Sul. Em palco estarão músicos, produtores e alguns dos melhores bailarinos Shangaan, género musical caracterizado pela velocidade dos beats que conduz a uma dança que tem tanto de eléctrica como de divertida.



16 Junho a 30 Setembro

Arte pública

À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores de Verão do Próximo Futuro (2009 e 2010), os visitantes do Jardim Gulbenkian vão ser mais uma vez interpelados por um conjunto de novas obras, instalações e esculturas criadas expressamente para este Programa. São manifestações de arte pública que pretendem equacionar a importância e pertinência deste tipo de criação. Assim acontece com Cocoon (Casulo), da jovem artista plástica Nandipha Mntambo, nascida na Suazilândia em 1982, que vive e trabalha na África do Sul. A obra que criou para o Próximo Futuro envolve a dimensão mágica e estranha da condição humana.



Até 28 de Agosto

Fronteiras

Exposição produzida no âmbito da última edição dos Encontros de Bamako – Bienal Africana de Fotografia, em 2009, reunindo cerca de 180 fotografias e vídeos que reflectem a criação contemporânea na área da fotografia em África e dos artistas afro-americanos. Desenvolvida em torno da temática “Fronteiras”, esta mostra colectiva oferece diversas interpretações e representações das questões sociopolíticas, culturais e identitárias. Na Galeria de Exposições Temporárias da Sede.



Até 30 de Setembro

Chapéus-de-sol e Tenda

Concebidos em 2010 pela arquitecta Inês Lobo, este Verão são recuperados servindo de tela para os desenhos dos artistas Rachel Korman (Brasil), Bárbara Assis Pacheco (Portugal), Isaías Correa (Chile) e Délio Jasse (Angola). A tenda de cores fortes, que no ano passado animou uma das margens do lago, também estará de volta ao jardim, desta vez para albergar uma biblioteca de obras de autores sul-americanos e africanos.

O Próximo Futuro é um Programa Gulbenkian de cultura contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.


Mais informações, aqui.

27 junho, 2007

África Festival (ou Lisboa na Cidade Negra*)



O África Festival começa amanhã, dia 28, na Torre de Belém, em Lisboa, com concertos de Mayra Andrade e dos Músicos do Nilo. E espero - do fundo do coração! - que comece bem e assim continue, tanto na sua «base» mais visível em Belém como na sua extensão ao Cinema S.Jorge, na primeira semana de Julho. Tive o prazer de colaborar com a organizadora do festival, Paula Nascimento, escrevendo um texto sobre música africana que ocupa as páginas centrais do jornal que vai ser distribuído no África Festival; o que muito me honrou. Uma colaboração que vai ter o seu epílogo no debate de encerramento do festival, dia 8 de Julho, depois da exibição do filme «Lusofonia, A (R)evolução». A todas as pessoas envolvidas no África Festival mas, principalmente, à Paula Nascimento - cujo profissionalismo, visão, empenho e paixão por esta causa são exemplares - deixo um grande obrigado, um «até já» e a recuperação de um texto publicado neste blog há alguns tempos:

O bolo principal do África Festival, que decorre no relvado junto à Torre de Belém, em Lisboa, já é conhecido mas fica aqui recordado: Mayra Andrade (Cabo Verde) e Músicos do Nilo (Egipto) no dia 28 Junho; Paulo Flores (Angola) e Bassekou Kouyaté (Mali) no dia 29; e Sally Nyolo (Camarões; na foto) e Baaba Maal (Senegal) no dia 30. Mas o Festival inclui ainda outros concertos de bastante interesse e muito cinema, na sua extensão ao Cinema S.Jorge, também em Lisboa, de 1 a 8 de Julho. Da programação de concertos faz parte um espectáculo de apresentação do novo álbum de Nancy Vieira (dia 2 de Julho); o novo projecto do músico, compositor e construtor de instrumentos Victor Gama «FWD: Utopia» (4 de Julho); do fabuloso grupo de tuaregues do malianos Tinariwen, que recentemente editou o álbum «Aman Iman», cuja crítica pode ser encontrada um pouco mais abaixo neste blog (dia 5 de Julho); e de um novo projecto em que Kalaf convida músicos angolanos e de outros países, Ecos da Banda (dia 7 de Julho); para além das Kizomba Sessions (um concurso de kizomba que decorre de 3 a 6 de Julho, seguido de um workshop de kizomba por Avelino Chantre, a 7).

Também no S.Jorge é apresentada, nestes dias, uma variadíssima programação de cinema, «Sons e Visões de África», que inclui os filmes «Bamako», de Abderrahmane Sissako (dia 3); «Bajove Dokotela - The Philip Tabane Story», de Khalo Matabane e Dumisani Phakathi, «Being Pavarotti», de Odette Geldenhuys, e «Amandla!», de Lee Hirsch (dia 4); «Le Miel N'Est Jamais Bon Dans Une Seule Bouche - Ali Farka Touré», de Marc Huraux, e «Teshumara - Les Guitares de La Rébellion Touareg», de Jérémie Reichenbach (dia 5); «Ishumars, Les Rockers Oubliés du Désert», de François Bergeron, e «Sierra Leone's Refugee All Stars», de Zach Niles e Banker White (dia 6); «Marrabentando, ou As Histórias Que a Minha Guitarra Canta», de Karen Boswell, «Muxima», de Alfredo Jaar, e «Mãe Ju», de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves (dia 7); «Calado Não Dá», de João Nicolau, «Mais Alma», de Catarina Alves Costa, «Batuque, A Alma de Um Povo», de Júlio Silvão Tavares, e «Lusofonia, A (R)evolução», da Red Bull Music Academy (dia 8).

*«Lisboa na Cidade Negra» é o título de um maravilhoso livro de Jean-Yves Loude, recentemente editado pela Dom Quixote; mote para uma visita guiada pelo autor pela África que há em Lisboa, dia 1 de Julho. O lançamento oficial do livro decorre no S.Jorge, um dia depois.

07 maio, 2007

The Folk Songs Trio - Viagens Intermináveis



O compositor, músico e construtor de instrumentos luso-angolano Victor Gama (na foto; mentor dos Instrumentos Pangeia e incansável investigador das músicas africanas, nomeadamente no seu projecto Odantalan), o contrabaixista norte-americano William Parker (que colaborou com luminárias do jazz como Cecil Taylor, David S. Ware e Peter Brötzmann, mas também com músicos de outras áreas como DJ Spooky) e o percussionista, também norte-americano, Guillermo E. Brown (que tocou com Matthew Shipp, David S. Ware e tem feito várias incursões nas electrónicas e no hip-hop) embarcaram numa aventura, The Folk Songs Trio, que os levou a recolher música e ambientes sonoros em cinco cidades portuguesas - Lisboa, Torres Vedras, Porto, Braga e Guarda. É o resultado destas recolhas (efectuadas pelos músicos mas também por associações e escolas de música locais), juntamente com a música feita pelos três - William Parker em contrabaixo, instrumentos de sopro tibetanos e de cordas africanos, Victor Gama em toha, arha, acrux e kissange, e Guillermo E. Brown em percussões electrónicas, laptop e voz - que pode ser visto em concerto nas cidades que serviram de base ao projecto: Lisboa (Culturgest, 10 de Maio), Torres Vedras (Teatro-Cine, 11 de Maio), Porto (Fundação de Serralves, 12 de Maio), Braga (Theatro-Circo, 18 de Maio) e Guarda (Teatro Municipal, 19 de Maio); concertos que são caracterizados no texto de apresentação como um cruzamento de jazz de vanguarda, hip-hop, músicas tradicionais, minimalismo e electrónica. Paralelamente, o site do Folk Songs Project - que apresenta mapas interactivos com os locais em que foram realizadas as recolhas - permite também aos visitantes misturar os ambientes com a música do trio e assim criar composições próprias.

24 abril, 2007

Tinariwen, Victor Gama, Kalaf e Cinema - Também no África Festival



O bolo principal do África Festival, que decorre no relvado junto à Torre de Belém, em Lisboa, já é conhecido mas fica aqui recordado: Mayra Andrade e Músicos do Nilo no dia 28 Junho; Paulo Flores e Bassekou Kouyaté no dia 29; e Sally Nyolo e Baaba Maal no dia 30. Mas o Festival inclui ainda outros concertos de bastante interesse e muito cinema, na sua extensão ao Cinema S.Jorge, também em Lisboa, de 1 a 8 de Julho. Da programação de concertos faz parte o novo projecto do músico, compositor e construtor de instrumentos Victor Gama «FWD: Utopia» (4 de Julho); do fabuloso grupo de tuaregues do malianos Tinariwen, que recentemente editou o álbum «Aman Iman», cuja crítica pode ser encontrada um pouco mais abaixo neste blog (dia 5 de Julho); e de um novo projecto em que Kalaf (na foto) convida músicos angolanos e de outros países, Ecos da Banda (dia 7 de Julho); para além das Kizomba Sessions (um concurso de kizomba que decorre de 3 a 6 de Julho, seguido de um workshop de kizomba por Avelino Chantre, a 7).

Também no S.Jorge é apresentada, nestes dias, uma variadíssima programação de cinema, «Sons e Visões de África», que inclui os filmes «Bamako», de Abderrahmane Sissako (dia 3); «Bajove Dokotela - The Philip Tabane Story», de Khalo Matabane e Dumisani Phakathi, «Being Pavarotti», de Odette Geldenhuys, e «Amandla!», de Lee Hirsch (dia 4); «Le Miel N'Est Jamais Bon Dans Une Seule Bouche - Ali Farka Touré», de Marc Huraux, e «Teshumara - Les Guitares de La Rébellion Touareg», de Jérémie Reichenbach (dia 5); «Ishumars, Les Rockers Oubliés du Désert», de François Bergeron, e «Sierra Leone's Refugee All Stars», de Zach Niles e Banker White (dia 6); «Marrabentando, ou As Histórias Que a Minha Guitarra Canta», de Karen Boswell, «Muxima», de Alfredo Jaar, e «Mãe Ju», de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves (dia 7); «Calado Não Dá», de João Nicolau, «Mais Alma», de Catarina Alves Costa, «Batuque, A Alma de Um Povo», de Júlio Silvão Tavares, e «Lusofonia, A (R)evolução», da Red Bull Music Academy (dia 8). Também integrado na programação do África Festival está o lançamento do livro «Lisboa na Cidade Negra», de Jean-Yves Loude.

09 setembro, 2006

Atlantic Waves - Montra Portuguesa em Londres


O extraordinário Festival Atlantic Waves - a maior mostra de música portuguesa (muitas vezes em excitantes cruzamentos com músicas, e músicos, de outras partes do mundo) - ocupa vários palcos londrinos na sua edição deste ano, comemorativa do 50º Aniversário da presença da Fundação Calouste Gulbenkian na Grã-Bretanha. O festival decorre durante todo o mês de Novembro, em várias salas da capital inglesa - Royal Albert Hall, South Bank Centre, Barbican, Union Chapel, The Spitz e St. Giles Cripplegate - e apresenta música feita por artistas do nosso país e do Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Cabo Verde, Angola, Madagáscar, Tuva, Coreia do Sul, Japão e Austrália, em muitos casos em duetos e colaborações inesperadas.

Entre o elenco do festival contam-se concertos de Mariza (na foto) - com Carlos do Carmo, o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e o cabo-verdiano Tito Paris como convidados especiais -, Madredeus, Arditti Quartet (com o percussionista Pedro Carneiro), Carlos Bica (com Kang Tae Hwan, Miyeon e Park Je Chun), Maria João e Mário Laginha, Carlos Zíngaro e Carlos Santos (com Ned Rothenberg e Kang Tae Hwan); concertos de música africana com Sara Tavares, Tcheka e Modeste; música improvisada por David Maranha e Margarida Garcia (os dois com convidados, em vários concertos e formatos, como Arnold Dreyblatt, Mark Sanders, Hannah Marshall, Jacob Kirkegaard, Philip Jeck, Z’EV, Robert Rutman e Oren Ambarchi), Victor Gama (em duas propostas, com Thomas Köner, Asmus Tietchens e Max Eastley como convidados), Paulo Raposo (com Akira Rabelais), Alfredo Costa Monteiro (com John Duncan); e, a finalizar o festival, dois agrupamentos livres e inusitados na exploração da voz: Janita Salomé com a diva do canto politónico de Tuva Sainkho Namtchylak e a não menos extraordinária cantora Tanya Tagaq (cantos inuit do Canadá), e Maria João e Américo Rodrigues com Dokaka (Japão) e Shlomo (Reino Unido), dois respeitados nomes do beat-box vocal. Site oficial do festival: www.atlanticwaves.org.uk/