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05 junho, 2009

Festival Ecos da Terra - Celorico de Basto, em Agosto


Só tem bandas portuguesas, mas são uma espécie de Selecção A do que de melhor se faz por cá com as músicas de raízes tradicionais (sejam elas portuguesas ou não). E isso é muito bom! O Festival Multicultural de Música Tradicional de Celorico de Basto, ou, resumindo, Festival Ecos da Terra, decorre nos dias 21 e 22 de Agosto, na Quinta do Prado, e inclui concertos, no primeiro dia, dos Roncos do Diabo, Semente, Uxu Kalhus e Mu (na foto, de Hugo Lima), enquanto no segundo actuam os Mosca Tosca, Pé na Terra, Djamboonda e OliveTree (aka OliveTree Dance). Segundo os seus organizadores, o festival tem como «objectivo a divulgação de novos conceitos à região de Basto e dar a conhecer o que de bom tem a nossa terra, desde a beleza paisagística, passando pela gastronomia, ao artesanato e claro as maravilhosas gentes de Basto. Conceitos esses que vão desde a música, passam pela dança e teatro, aos usos e costumes, à arte, aos produtos tradicionais e à conservação da natureza. Em termos musicais, é de nosso interesse promover a música tradicional portuguesa, assim como as mais variadas músicas do mundo. Gostaríamos também de poder oferecer ao público, várias demonstrações/workshops de vários instrumentos e danças, pois o festival irá ter a duração de 2 dias (dia/noite). O local onde o festival terá lugar será ao ar livre numa bonita quinta no centro da bonita vila de Celorico de Basto».

Mais informações, aqui.

18 maio, 2009

Hedningarna, Brigada Victor Jara, Llan de Cubel e Maria Salgado no Intercéltico de Sendim


Às Crónicas da Terra - o site, agora renovado, do meu querido amigo Luís Rei - chegou há algum tempo a programação completa do Intercéltico de Sendim. O texto que se segue é da sua autoria:


«Hedningarna, Maria Salgado, Lenga Lenga, Llan de Cubel (na foto), Brigada Victor Jara e Korrontzi alinhados para o 10º Intercéltico de Sendim

A décima edição do Festival Intercéltico de Sendim, que se realiza nesta localidade de Tierras de Miranda, entre os dias 31 de Julho e 2 de Agosto, impõe um cartaz de respeito. No primeiro dia, o projecto de gaitas local, Lenga Lenga, e a cantora cantora castelhana Maria Salgado abrem a noite de festividades que termina com o saudado regresso dos suecos Hedningarna. Não é muito comum o Intercéltico de Sendim repetir nomes, mas dado o tom festivo da edição deste ano, há uns meses atrás, foi lançado um repto na página oficial do festival em que a organização solicitou a todos os visitantes "que votassem no nome que gostavam que regressasse a Sendim como forma de comemorarmos os 10 anos do festival". Os «pagãos» suecos conquistaram o direito de regressar a Sendim. Viva o "poder" popular.

No dia seguinte, teremos a jovem banda basca que mais prémios folk tem conquistado na vizinha Espanha, os Korrontzi. Haverá também “Ceia Louca” com a Brigada Victor Jara presentear a assistência «com um concerto especialmente preparado para o efeito, com forte presença de temas transmontanos» e folk asturiano, maduro e de rápida execução, pelos veteranos Llan de Cubel.

Actividades paralelas

Como é habitual, durante a tarde o Intercéltico de Sendim, realiza uma série de actividades paralelas. Destaque para os Toques tradicionais de Sinos da Terra de Miranda por Ângelo Arribas e Alfredo Fernandes na Igreja Paroquial de Sendim e para os Cantos Religiosos Traidicionais Mirandeses, no mesmo local. L’alma, Tuna da Lousa, Gaiteiros de Constantim e Trasga completam o cardápio musical do décimo aniversário do Intercéltico de Sendim».

Mais informações, aqui.

28 abril, 2009

DJing em Maio e Junho - Muita World Dançável em Lisboa, Porto e Loulé


E mais seis sessões de DJ minhas confirmadas, desta vez em três locais diferentes de Lisboa e também no Porto e em Querença (Loulé):

- Dia 2 de Maio no Love Supreme (terraço do Ateneu Comercial de Lisboa), em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho), depois do concerto dos Latin & Brasil.

- Dia 10 de Maio no Onda Jazz, em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho) e numa parceria inédita com Tam Tam Zaiko (isto é, os dois DJs com percussões ao vivo).

- Dia 16 de Maio no Chapitô, em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho), depois do concerto d'Uxu Kalhus.

- Dia 23 de Maio, novamente no Love Supreme (terraço do Ateneu Comercial de Lisboa), depois de banda a anunciar.

- Dia 9 de Junho no Festival de Dança de Querença, Loulé, um novo evento organizado pela imparável Pé de Xumbo.

- Dia 12 de Junho no Festival Granitos Folk, Contagiarte, Porto , na mesma noite em que actuam os Melech Mechaya (reencontro!) e os franceses dJAL na concha acústica do Palácio de Cristal. Nestas duas últimas vão ouvir-se umas poucas mazurkas e valsas, algum neo-swing, jazz manouche, klezmer, balcanadas e o que mais vier à rede...

E, para relembrar: lá mais para a frente haverá sessões de muita música variada na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa (com Toni Polo, se entretanto ele não «fugir» para o Mali), dias 5, 12, 19 e 26 de Setembro e dia 3 de Outubro.

24 março, 2009

Fest-i-Ball - Há Mais Bailes no Teatro da Luz


Siga o baile!! É já este fim-de-semana, no Teatro da Luz, em Lisboa, e com um elenco de luxo: em mais uma edição, o Fest-i-Ball conta desta vez no programa com as francesas Les Zéoles (na foto), Uxu Kalhus, Toques do Caramulo, Punto Sem Nó e o duo de Luís Peixoto e Vasco Ribeiro Casais (dos Dazkarieh). O comunicadao oficial:

«No ano que celebra quatro aninhos, a Tradballs organiza pela 7ª vez o FEST-I-BALL, um pequeno e grande festival dedicado à Dança e à Música Tradicional, no Teatro da Luz em Lisboa.

Tal como aconteceu nas edições anteriores os dias serão preenchidos com workshops de dança e música e as noites com bailes de fazer estremecer o chão.

O Festival arranca dia 27 (sexta) com as francesas Zéoles e as suas composições agri-doces e cheias de vida inspiradas nas músicas tradicionais francesas. Logo a seguir sobem ao palco os energéticos Uxu Kalhus que prometem arrancar das cadeiras até os mais persistentes pés-esquerdos.

Sábado, após o almoço, nada como uma tarde preenchida com workshops de dança que irão levar os participantes do Minho à Galiza com passagem pela França.

Para os que têm um instrumento escondido em casa, haverá um workshop de música ensemble pelas mãos dos Toques de Caramulo que mostram que o novo e o velho combinam que é uma maravilha. Os que não ficarem convencidos poderão comprovar tal facto, às noite, no baile dado por eles onde o repertório da Serra do Caramulo tem um papel de destaque.

Mas antes, pouco depois do jantar, os Punto Sem Nó, os galegos mais alfacinhas das redondezas, dão o ar de sua graça e irão mostrar que os pontos não têm nós e que em truques com os pés ninguém os bate.

As Zeóles encerram a noite subindo novamente ao palco para voltarem a encher o teatro com suaves e alegres melodias.

No domingo o ritmo mantém-se.Os amantes da música poderão acompanhar o workshop dedicado à composição modal. Enquanto isso, os mais dados aos pés aprendem que o acto rodar tem muito que se lhe diga na dança, quer seja sob o efeito de uma Scottisch ou de uma Polska. Memória, recordação, repetição, transmissão, são todas elas usadas para definir o que é tradição, por isso, porque não recriá-la ao final da tarde no último workshop do festival?

O FEST-i-BALL encerrará as portas ao som do Duo Vasco Casais & Luis Peixoto cujos instrumentos falam por si: bandolim, bouzoki, cavaquinho, nyckelharpa, gaita de foles...»

E o programa detaalhado:


«VII FEST -i- BALL
27, 28, 29 Março '09
Teatro da Luz, Lisboa
PROGRAMA

sexta, 27 Março

22H00: LES ZÈOLES (França) - www.myspace.com/leszeoles
24H00: UXU KALHUS - www.mypace.com/uxukalhus

sábado, 28 Março

Workshops de Dança
14H30: Minhotas - Ana Lage
16H00: Danças A Pares - Les Zéoles
17H30: Galegas - Rita Duarte

Workshops de Música
15H30 às 17H30: Musica Ensemble - Toques do Caramulo

21H30: PUNTO SEM NÓ
22H00: TOQUES DO CARAMULO - www.myspace.com/toquesdocaramulo
24H00: LES ZÉOLES

domingo, 29 Março

Workshops de Dança
14H30: Mudanças de Rotação p/ Scottisch - Koen Dhondt
16H00: Polskas - Matias
17H30: Tradição Recriada - Patricia Vieira & Susana Rodrigues

Workshops de Música
15H30 às 17H30: Composição Modal - Paulo Pereira (a confirmar)

19H00: Duo Vasco Casais & Luis Peixoto ( www.myspace.com/bandolim , ww.myspace.com/omirisound)

Nota: o programa pode sofrer alterações.

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Bilheteira FEST-i-BALL:


Horário de abertura da Bilheteira:

- Sexta: 21h30m

- Sábado e Domingo: 14h

Nota:

Não se aceitam reservas de bilhetes.

Só é possivel comprar bilhetes a partir de sexta na bilheteira do festival.

Os preços não serão alterados até à hora de fecho do festival.

Crianças até aos 12 anos não pagam.

A organização reserva-se ao direito de encerrar a entrada, caso seja excedida a lotação máxima do espaço

Bilhetes:

Sexta 27 - 13 balls
Sábado 28 (dia+noite) - 20 balls
Sábado 28 (noite) - 15 balls
Domingo 29 - 13 balls
Geral (3 dias) - 30 balls.

Como chegar ao Teatro da Luz:

Morada: Largo da Luz, Carnide – Lisboa

Transportes:

Autocarros: 767, 726,768, 3, 202 ( www.carris.pt )

Metro: Colégio Militar ou Carnide

www.deboleia.com

Mais informações em:

Site: www.tradballs.com
E-mail: tradballs@gmail.com

Apoios: Associação Pédexumbo - Circulo de Dança de Lisboa».

19 março, 2009

Cromos Raízes e Antenas XLVIII


Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)

Cromo XLVIII.1 - Rupa and The April Fishes


Ainda só têm um álbum editado no circuito internacional, mas são já uma das maiores promessas - OK, são já uma certeza! - daquilo que de melhor e mais abrangente se pode esperar de um grupo de «world music». E, aqui, o termo até está bem aplicado. Com base em San Francisco, Estados Unidos, Rupa and The April Fishes são liderados pela compositora, cantora e guitarrista Rupa, sendo os April Fishes formados por Marcus Cohen (trompete), Isabel Douglass (acordeão e voz), Aaron Kierbel (percussões), Safa Shokrai (contrabaixo) e Ara Anderson (trompete). Com influências que vêm da música indiana (Rupa, que é médica de profissão, tem as suas raízes no Punjab e viveu alguns anos em França), do tango, da canção francesa, do jazz (inclusive na sua variante cigana à Django, o jazz manouche), da cumbia, da pop... Rupa and The April Fishes lançaram em 2008 o álbum de estreia «eXtraOrdinary rendition», e já fazem parte, por direito próprio, do firmamento mais brilhante da música actual.


Cromo XLVIII.2 - Franco


Franco (aka Franco Luambo, François Luambo Makiadi e L'Okanga La Ndju Pene Luambo Lwanzo Makiadi; nascido a 6 de Julho de 1938, em Sona Bata, no Congo Belga, actual Zaire; falecido a 12 de Outubro de 1989) foi o mais importante compositor, cantor e guitarrista congolês do Séc. XX. Ao longo da sua carreira, deixou - em discos a solo ou com os grupos OK Jazz e TPOK Jazz - mais de mil canções gravadas, espalhadas por cerca de 150 álbuns. Com um estilo muito pessoal de tocar guitarra - era cognominado «O Feiticeiro da Guitarra» -, Franco misturou na sua música sonoridades africanas, jazz, ritmos latino-americanos (muito em especial a rumba), funk e soukous. Um fenómeno musical desde a adolescência - Franco gravou o seu primeiro single, «Bolingo Na Ngai Beatrice», com apenas 15 anos -, em 1956 fundou o OK Jazz (mais tarde rebaptizado TPOK Jazz), que rapidamente se tornou o grupo mais importante do Congo e com o qual tocou até à sua morte. Era um ídolo no seu país (e noutros países de África) e o seu funeral foi acompanhado por dezenas de milhares de pessoas.


Cromo XLVIII.3 - DJ Click


Membro do colectivo electro-jazz-world UHT, director da editora No Fridge, DJ e remisturador apaixonado por inúmeras músicas do mundo - e como ele as conhece bem! -, o francês DJ Click é um dos melhores, talvez mesmo o melhor, exemplo de como se podem transportar muitas músicas tradicionais para um futuro em que a música de judeus e muçulmanos, de ciganos espanhóis e do leste da Europa, de negros, de brancos e de mestiços de várias origens conseguem conviver, cruzar-se e obrigar toda a gente a dançar numa nave espacial utópica e cheia de músicas novas. E em que músicas novas como o dub, o electro ou o drum'n'bass e músicas antigas como o gnawa, o klezmer ou a música cigana dos Balcãs têm o mesmo espaço e importância. Com DJ Click já se cruzaram (em remisturas ou colaborações) nomes como Mitsoura, Gnawa Njoum Experience, Transglobal Underground, Rachid Taha, Leontina Vaduva, Burhan Öçal, Recycler, Tziganiada ou Estelle Goldfarb. (1)


Cromo XLVIII.4 - Pentangle


Um dos mais importantes grupos da folk britânica de sempre, os Pentangle nasceram em 1967, em Londres, à volta de Bert Jansch e John Renbourn - dois guitarristas geniais que já tinham um passado comum na folk -, uma cantora apaixonada pela tradição, Jacqui McShee, e dois músicos de jazz, Danny Thompson (baixo) e Terry Cox (bateria). E o resultado desse encontro foi explosivo: canções que iam à folk, aos blues, ao psicadelismo, ao jazz, ao rock progressivo ou à música barroca; canções que se encaixavam perfeitamente na música do seu tempo mas que também deixavam - pelo grau de abertura que demonstravam - muitas pistas para o futuro. Os Pentangle separaram-se em 1973 e ressurgiram nos anos 80, tendo passado inúmeros outros músicos pelas suas várias formações. E em 2007 os cinco membros fundadores voltaram a reunir-se para receber o Prémio Carreira dos Folk Awards atribuídos pela BBC Radio 2 e, no ano seguinte, fizeram uma digressão de enorme sucesso pelas Ilhas Britânicas. Audição aconselhada: os álbuns «The Pentangle», «Sweet Child», «Basket of Light» e «Solomon's Seal».

(1) - Texto adaptado de uma prosa anterior minha acerca do álbum «Flavour», de DJ Click.

18 março, 2009

Dazkarieh - «Hemisférios» Apresentado Hoje à Noite


Os Dazkarieh são, cada vez mais, uma das mais importantes bandas folk (e usa-se aqui a palavra folk apenas por facilidade de designação) portuguesas. O seu novo álbum, «Hemisfèrios», é um duplo que apresenta no primeiro CD vários temas originais e, no segundo, versões de tradicionais portugueses reinventados pela pulsão eléctrica do grupo. Hoje, quarta-feira, à noite, o álbum é apresentado num concerto no Cinema S.Jorge, em Lisboa. O comunicado oficial:

«Os Dazkarieh comemoram 10 anos com “Hemisférios”, disco duplo que é o 4º álbum de originais da banda e o seu trabalho mais ambicioso até à data, que será apresentado dia 18 de Março no Cinema S. Jorge, pelas 21h30m.

“Hemisférios” que será mais uma vez editado pela HEPTA, surge agora como uma revisão do caminho percorrido nos últimos 10 anos. Tendo inicialmente vivido em exclusivo dos seus originais, o grupo avançou em 2006 para a revisão de tradicionais portugueses que representam hoje em dia praticamente metade do seu repertório ao vivo. Surgiu assim a ideia, em jeito de comemoração, de fazer um disco duplo, em que num dos lados estariam as composições originais, uma imagem de marca, e no outro as recriações de tradicionais portugueses, de regiões ainda não trabalhadas pelo grupo.

Nos últimos 3 anos a banda fez concertos um pouco por todo o mundo, em salas e festivais de Espanha, Andorra, Bélgica, Alemanha, Polónia, República Checa, Suíça, Áustria, Estónia, Canadá, México e Cabo Verde.

2009 marcará ainda mais essa vertente internacional com uma grande digressão Alemã (com 21 concertos marcados até à data e onde tocarão em Berlim pela primeira vez) e espectáculos em países como a Malásia, Singapura, Croácia, Itália, Estónia e Áustria.

Complicado será agora definir em que género musical se inserem. A procura de um rótulo deixará insatisfeitos uns e outros porque não será fácil definir um som que ecoa a espaços tradicional e etéreo, resvalando muitas vezes para um rock poderoso condimentado com fortes ritmos que no fundo são apenas tocados em instrumentos acústicos de forma não tradicional.

Mais importante será pensar que após 10 anos, os Dazkarieh criaram o seu som, a sua abordagem única à música portuguesa, de raiz ou não, isso pouco importa quando estamos perante um dos mais internacionais e criativos grupos portugueses».

13 março, 2009

Cromos Raízes e Antenas XLVII


Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)

Cromo XLVII.1 - Billy Bragg


Não são raros os exemplos de punks britânicos que se viraram depois para a folk ou para a «world» - os Pogues, os Chumbawamba e até Joe Strummer (dos Clash) são alguns desses exemplos, entre muitos outros... -, mas Billy Bragg é, sem dúvida, um dos maiores expoentes dessa tendência. Billy Bragg (Stephen William Bragg, nascido a 20 de Dezembro de 1957, nos subúrbios de Londres, Inglaterra) começa a sua carreira em 1977, na banda punk Riff Raff, com a qual não obtém sucesso. Mas em 1981 inicia uma profícua trajectória musical a solo em que os seus extraordinários dotes de cantautor (inspirado pela folk britânica e norte-americana mas sem nunca esquecer o seu passado punk) e o seu activismo político anti-fascista e anti-racista também o levaram a colaborações memoráveis com músicos dos R.E.M., Johnny Marr (The Smiths), Michelle Shocked, Kirsty MacColl ou, mais recentemente, o projecto The Imagined Village. É uma referência incontornável.


Cromo XLVII.2 - Cornershop

~
A cantora Sinéad O'Connor teve o seu pico de projecção mediática quando queimou uma fotografia do Papa João Paulo II. E o grupo indo-britânico Cornershop - uma referência às «lojas de esquina» dos imigrantes indianos e paquistaneses em Inglaterra - deram visibilidade à sua música quando queimaram uma foto de Morrissey, depois deste cantor ter assumido ideias racistas (inclusive nas letras de algumas canções). Surgidos em Leicester, Inglaterra, em 1992 - e ainda hoje em actividade -, os Cornershop, desde sempre liderados por Tjinder Singh e Ben Ayres, caracterizam-se por uma fusão consistente de canções infecciosamente pop, algumas electrónicas e referências discretas à música indiana (instrumentos como a sitar, harmonium, dholaki, tamboura e tablas fazem parte do seu «kit» habitual). O seu tema «Brimful of Asha» (de 1997; uma homenagem a Asha Bhosle) e a respectiva remistura de Fatboy Slim vão ficar para sempre na história da world music.


Cromo XLVII.3 - Naftule Brandwein


Ouve-se, agora, Woody Allen a tocar jazz no seu clarinete e sente-se, sem a menor dúvida, que aquele clarinete deve tudo à música klezmer. Ou ouvia-se, antes, o clarinetista Benny Goodman ou o início do «Rhapsody In Blue», de Gershwin, e sentia-se que as bases destas músicas estavam nas suas raízes judaicas. Actualmente não há banda de klezmer que não tenha um clarinete. E, em todas elas, são nítidas as influências do maior clarinetista klezmer de todos os tempos: o lendário Naftule Brandwein. Tendo nascido em Przemyslany (no actual território da Ucrânia), em 1884, no seio de uma família de músicos judeus, emigrou para os Estados Unidos em 1908. Conhecido como «O Rei da Música Judaica», gravou variadíssimos discos de 78 rpm durante os anos 20. E embora a sua carreira tenha decaído desde essa altura e até à sua morte, em 1963, a sua música foi depois recuperada, amada e emulada por todas as novas vagas de músicos klezmer.


Cromo XLVII.4 - Krakabs


As krakabs (ou quaquabou, chkacheks, krakebs e garbag) apresentam-se, ao lado do gimbri (ou guembri, um baixo acústico rectangular), como o instrumento mais emblemático da música gnawa, sendo utilizado por grupos como os Nass Marrakech, Gnawa Impulse ou na banda acompanhante da grande Hasna El-Becharia, entre muitos outros. Também conhecidas como castanholas de metal, as krakabs são o instrumento de percussão fundamental para a criação (e sustentação) dos ritmos transe-hipnóticos do gnawa, género - e também a designação da comunidade sufi que o pratica - do sul de Marrocos, criado pelos descendentes dos escravos da África Ocidental levados para o lado norte do Sahara pelos árabes. Fazendo parte da família dos idiofones, as krakabs são crótalos feitos de ferro, em forma de 8, e o seu som tenta imitar o galope de um cavalo.

19 dezembro, 2008

Bailes de Passagem d'Ano em Coimbra


À semelhança do que aconteceu no «réveillon» do ano passado, os cultores das danças tradicionais podem dirigir-se outra vez a Coimbra para mais uma passagem d'ano bailante. Todos os pormenores:

«Festival Passagem d'ano em Coimbra

Repetindo a façanha de há 365 dias atrás, o Centro Norton de Matos, a Tradballs e o Rodobalho preparam-se para celebrar na alegria a entrada do novo ano.

No Centro Norton de Matos, em Coimbra, o ano terminará alegre com o baile e as melodias tradicionais para dar lugar a nova alegria para mais 365 dias. De 31 a 3 de Janeiro, quatro dias de energia, de descoberta, de partilha e com os relógios atirados a um canto.

Os convidados são os Franceses Boreale, os Portugueses Toques do Caramulo (na foto, de André Brandão), Mu, No Mazurka Band, João Gentil e Luís Formiga, Quarto Minguante e Mosca Tosca. Cada um deles dono de formas soberbas de interpretar a cultura musical tradicional, formas enérgicas de construir o baile e com isso contagiar o público, que esquece que lá fora o tempo [a desculpa da celebração] escorre mas que dentro perde o sentido.

Durante o dia preenche-se o relógio de workshops de dança, de instrumentos, projecção de vídeo e jam sesssions. Na noite o baile é rei e partilha-se o que a tarde ensinou. Um programa simples, mas rico, sem preconceito, mas recheado».

Mais informações, aqui.

19 novembro, 2008

Festival Entrelaços - Do Flamenco ao Jazz Manouche, Com Passagem Pelo Alentejo


A edição deste ano do festival albicastrense Entrelaços começa já este fim-de-semana. Toda a informação, aqui em baixo, recolhida nas Crónicas da Terra:

«Vai já na nona edição o “Entrelaços”, Festival Internacional de Música Tradicional / de inverno de Castelo Branco, organizado pelo Grupo Musicalbi, nos dias 22 e 29 de Novembro e 6 de Dezembro. Este ano, Entrelaços arranca com os CoMcORdAs, banda local de gypsy jazz manouche e com os sevilhanos Contradanza, projecto do sul de Espanha com forte sonoridade folk do norte do Atlântico. Segue-se a música alentejana dos Roda Pé e a flamenca dos Ciganos D’Ouro (na foto). Esta nona edição termina com mais um projecto alentejano - Sons do Vagar - e com os anfitriões Musicalbi.

Como tem sido hábito, todos os espectáculos decorrem no Cine-Teatro Avenida, pelas 21h30.

Programa Completo:

Dia 22 de Novembro

“COMCORDAS” E “CONTRADANZA” (Sevilha)

O swing, o jazz e os ritmos ciganos são alguns dos géneros de música que englobam o espectáculo do “CoMcORdAs” que, pelo facto de tocarem apenas instrumentos de corda, não deixam de surpreender através dos recursos destes, do palco minimalista e acolhedor. Constituído por António Preto na guitarra solo, Gil Duarte na guitarra ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico, formam o grupo em Julho de 2006 com o intuito de divulgar este género musical.

Dia 29 de Novembro

“RODA PÉ” E “CIGANOS DE OURO”

Os Ciganos d’Ouro surgiram, em 1994, por iniciativa dos irmãos José Pato e Sérgio Silva. Inicialmente este grupo actuava exclusivamente em eventos culturais no seio da comunidade cigana portuguesa. A partir de 1995 a formação alargou-se em consequência da colaboração iniciada com o guitarrista PEDRO JÓIA que assumiu a direcção musical do grupo, em 1996 editam o álbum “LA CASA” e passaram então a divulgar o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro, participando em festivais internacionais de música cigana ao mesmo tempo que conquistavam novas plateias fora desta comunidade. Fruto da nova ligação ao guitarrista FRANCISCO MONTOYA nasce o não menos aclamado “LIBERTAD”, a banda não pára, e a consequência dessa energia dá origem, em 2001, a mais um apelidado de “MAKTOUB”, palavra árabe que significa destino e caracteriza o caminho errante do povo cigano.

Dia 6 de Dezembro

“SONS DO VAGAR” E “MUSICALBI”

O MUSICALBI, nasceu em Castelo Branco em 1983, com o intuito de recolher e divulgar a música tradicional portuguesa. Hoje, é considerado uma das referências da nova música tradicional. Gradualmente foram introduzidos novos instrumentos e fizeram-se novos arranjos criativos trazendo assim novas sonoridades para a música tradicional, cruzando ambientes musicais portugueses com celtas, galegos e árabes. Contam-se centenas de espectáculos realizados a nível nacional e no estrangeiro, destacando-se concertos em Espanha, França, Macau e China, México e Polónia».

14 novembro, 2008

Sanfonas, Bandolins e Concertinas à Solta no S.Martinho, em Coimbra


Amanhã, dia 15, no jardim da Sereia, em Coimbra, há uma excelente oportunidade para aprender a tocar (ou desenvolver os «skills») vários instrumentos tradicionais, portugueses e não só. São as Oficinas de São Martinho, organizadas pelo Rodobalho, que contam como formadores alguns dos melhores executantes portugueses de bandolim, adufe, sanfona, concertina, etc, etc... O texto de apresentação e o programa, já a seguir (nota: os grupos referidos ao longo do texto não vão tocar; são os grupos a que pertencem os formadores):

«O Rodobalho, na sequência das actividades desenvolvidas ao longo de 3 anos na promoção da dança e música tradicionais, resolveu alargar o seu campo de intervenção, procurando suscitar o interesse pelos instrumentos musicais historicamente mais caracteristicos da nossa cultura.

As oficinas de São Martinho visam assim proporcionar aos seus participantes o contacto (que será para alguns o primeiro) com os instrumentos, que serão apresentados por músicos/formadores reconhecidamente habilitados para isso. Como pretendemos despertar o desejo de aprender algum instrumento e tendo em conta o pouco que se pode fazer em apenas um dia, preparámos um conjunto de oficinas simultâneas, distribuídas de modo a que ao participante será possível escolher 3 instrumentos da sua preferência.

E como o mote é o São Martinho, celebramos o encontro com um Magusto especial onde não faltará a música e dança, um momento priveligiado para trocar experiências e ideias, repertórios e contactos para outros encontros que se queiram concretizar daqui em diante.

Programa:

10h00

Cavaquinho
Gaita Galega


Pedro Damasceno
Ricardo Coelho


(Diabo a Sete
Pé na Terra, Bailebúrdia, Lumen)


11h30
Gaita Transmontana
Sanfona *
Adufes *

Ricardo Santos
Fernando Meireles
Adufeiras de Paúl


(Velha Gaiteira, Cibo Mosari
Realejo, Man&Bellas
Adufeiras de Paúl)


13h00 Almoço
14h00 Café

15h00

Fraita | Flauta Tamborileiro
Bandolim
Caixas


Diogo Leal
Amadeu Magalhães
David G. e João P.


(No Mazurka Band
Quadrilha, Realejo
Roncos e Curiscos)


16h30

Cangalhos
Concertina

Bitocas
Artur Fernandes (na foto, deMário Pires, da Retorta)

(D'orfeu, 4porTango
Danças Ocultas, 4porTango)


18h00

Danças Europeias

Gi

(Rodobalho)


20h00 - Jantar
Projecção de filmes


22h00

Baile - Jam Session
DJ Folk


Todas as actividades de participação livre.

*a confirmar».

Mais informações, aqui.



E Aurélien Claranbaux em Concertos e Workshops...

Entretanto, deste universo dos instrumentos (e das músicas e das danças) tradicionais, há outra boa notícia a circular:

«Nos próximos dias 20,21 e 22 de Novembro irão decorrer em Almada, Leiria e Lisboa concertos-bailes com o acordeonista Aurélien Claranbaux (Zef, Minuit Guibboilles, Dites 34 são apenas algumas das bandas de que é membro).

A sua música é influenciada não só pelos ritmos das danças do centro da França e da Bretanha como também pela música do mundo, rap, o rock, jazz....

Para além dos concertos, Aurélien dará também nos dias 22 e 23 de Novembro um Workshop Intensivo de Acordeão Diatónico, na Casa da Comarca da Sertã em Lisboa.

Em simultâneo, decorrerá um workshop intensivo de dança folk-tradicional, onde serão ensinadas danças bretãs e quadrilhas francesas».

Mais informações, aqui.

13 novembro, 2008

Maré Trad - Danças Tradicionais em Corroios


Amanhã e depois (dias 14 e 15), decorre em Corroios a Maré Trad, iniciativa dedicada às danças tradicionais e que tem como cabeças-de-cartaz os Fol&ar e os Tanira (na foto, de Ana Ferreira). O texto de apresentação da Maré Trad, na íntegra:

«Nos próximos dias 14 e 15 de Novembro, a Junta de Freguesia de Corroios, em parceria com a Associação Tradballs, lança-se na promoção das culturas e danças tradicionais. O caminho teve início no passado mês de Julho, com a actuação do grupo Mosca Tosca na Animação de Espaços Públicos e mais recentemente, com o retorno do grupo à Freguesia, para comemorar o seu 2º aniversário.

No contexto das danças tradicionais, propõe-se promover a história da freguesia, recordando os antigos modos de vida, valorizando o rico património natural e cultural. A edição inaugural de 2008 conta com uma visita guiada à Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços, dia 15 de Novembro, pelas 9h30m. Workshops de danças e concertos/bailes com os fol&ar e Tanira completam o programa.

14 de Novembro

21h30 - Workshop de Iniciação aos Bailes
22h30 - Concerto/baile com os Fol&ar | www.myspace.com/folear
Workshop + Concerto/Baile | Entrada: 3€

15 de Novembro

09h30 - Visita à Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços (mapa) | Entrada Livre
15h00 - Workshop de Danças Portuguesas | Entrada Livre
16h00 - Workshop de Pauliteiros | Entrada Livre
17h00 - Workshop de Polska | Entrada Livre

21h30 - Workshop de Iniciação aos Bailes
22h30 - Concerto/baile com os Tanira | www.myspace.com/taniramusic
Workshop + Concerto/Baile | Entrada: 3€


Os workshops e concertos/bailes têm lugar no Cine-Teatro do Ginásio Clube de Corroios .

As inscrições para a visita guiada à Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços (mapa), têm de ser efectuadas com antecedência para o e-mail cultura@jf-corroios.pt .

Esta iniciativa vai estar inserida na Semana Cultural de Corroios 2008.

Apoios
Câmara Municipal do Seixal | www.cm-seixal.pt
DancasTradicionais.net | www.dancastradicionais.net
Rodobalho.com | www.rodobalho.com
Ginásio Clube de Corroios».

14 outubro, 2008

Festival Ruada - Uma Boa Supresa em Lisboa!


Quem diria! E assim, sem se esperar, está marcado para dias 24 e 25 deste mês um belo festival em Lisboa: o Festival Ruada, que decorre na Tenda do Instituto Português da Juventude, Parque das Nações e que inclui concertos dos Gaiteiros de Lisboa, Roncos do Diabo (na foto), Nozes & Vozes, Cramol e Sebastião Antunes Trio, para além de workshops de dança tradicional, percussão e canto, jam-sessions, uma exposição de instrumentos tradicionais e música para bebés... A organização é dos Nozes & Vozes e da Associação Gulliver. Olh'ó programa completo!

«SEXTA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO

19:00 – Abertura do Evento, com Inauguração de uma Exposição de Instrumentos Tradicionais Portugueses e breve reflexão acerca da música tradicional portuguesa com Sebastião Antunes


Concertos:

21:00 – Nozes&Vozes

21:30 – Cramol

22:30 – Gaiteiros de Lisboa

00:00 – Jam-Session (participantes e elementos dos grupos)


SÁBADO, 25 DE OUTUBRO


Música Tradicional para bebés (dos 0 aos 3 anos)

10:00 - 11:00 – 1ª Sessão

11:30 - 12:30 – 2ª Sessão


Workshops Tradicionais

Canto Tradicional – com Sebastião Antunes

Percussão – com Tiago Pereira

Danças Tradicionais – com Matias

15:00 - 16:00 – 1ª Sessão

16:30 - 17:30 – 2ª Sessão

(Workshops a decorrer em simultâneo em cada sessão, em 3 espaços distintos, possibilitando aos participantes a realização de 2 workshops)


Concertos:

21:00 – Sebastião Antunes Trio

22:30 – Roncos do Diabo

00:00 – Jam-Session (com participantes e elementos dos grupos)

01:00 - Encerramento do Festival.


CONCERTOS – Venda de bilhetes no local a partir das 14h de dia 24 Outubro

1 noite: € 7

2 noites: € 10


WORKSHOPS – Marcação obrigatória

Venda de bilhetes no local a partir das 14h de dia 24 Outubro ou reserva antecipada, por SMS (92 729 84 33) ou E-MAIL (festivalruada@gmail.com) com as seguintes informações:

NOME + Nº DE PARTICIPANTES + Workshop(s) pretendido(s) + CONTACTO TELEFÓNICO

Workshops tradicionais:

1 Workshop: € 3

2 Workshops: € 5


Música Tradicional para bebés:

1 Adulto + 1 Bebé: € 10

Pessoa extra (adulto ou bebé): € 5


LOCALIZAÇÃO

Tenda do Instituto Português da Juventude - Parque das Nações

R. de Moscavide, 47-101

1998-011 Lisboa».

10 outubro, 2008

Festival de Expressões Ibéricas - Do Fado à(s) Folk(s)


Começa hoje, dia 10, em Alcochete, mais uma edição do Festival de Expressões Ibéricas, que não se limita a apresentar concertos com artistas e bandas da Península mas, desta vez, vai também à folk britânica - com um espectáculo de Phamie Gow (na foto). A notícia completa, sacada das Crónicas da Terra:

«À primeira vista, há uma vontade expressa de fazer este festival crescer para vários espaços (Freeport, café da vila), outras áreas musicais (de sessões de fado vadio à música medieval) para além da pura e dura folk. Camané (que encerra esta edição a 1 de Novembro), Phamie Gow, Hexacorde y Vanesa Muela, Tradere e a quase-estreia dos Atlântida (novo projecto de José Flávio Martins que já actuou neste festival com Lumen e Frei Fado d’el Rei), constituem alguns dos pontos mais altos daquela que é, sem dúvida, a edição mais ambiciosa deste festival.

Eis o programa completo:

Fórum Cultural de Alcochete
EXPOSIÇÃO: “Aleluias. Jogos. Trajes”
No âmbito do 6.º Festival de Expressões Ibéricas de Alcochete, a decorrer de 10 de Outubro a 1 de Novembro, apresentamos uma recolha da Fundação Joaquín Diaz (Urueña – Valladolid | Espanha) que nos mostra algumas temáticas da cultura tradicional da Península Ibérica.
Horário: 2.ª a 6.ª feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Sábado e Domingos, das 14h00 às 18h00. Patente ao público até 2 de Novembro.

Sexta-feira, 10 de Outubro

18h00 | Biblioteca de Alcochete
Feira do Livro Ibérico
Horário: Terça-feira, das 17h00 às 21h00 | Quarta a Sexta-feira, das 17h00 às 19h00 | Sábados, das 10h30 às 19h00 | Feriados, das 14h30 às 18h30 | Encerra dos Domingos. Até 1 de Novembro.

22h00 | Igreja da Misericórdia/MMA
MÚSICA: Alexandre Gabriel & Gonçalo do Carmo (celta/medieval)
Público: todo.
Duração: 60 minutos.
Bilheteira: € 5,00 | € 3,00 (<> 65 anos) | Passe Festival: €27,00 | Passe Festival Júnior e Sénior (<> 65 anos): € 17,00.
Informações e reservas: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt

Sábado, 11 de Outubro

19h30 | Freeport
MÚSICA: Jose Antonio Alonso (folk/canção de autor)
Entrada livre.

22h00 | Fórum Cultural de Alcochete
MÚSICA: Phamie Gow (celta/tradicional)
Público: todo. Bilheteira: € 7,50 | € 5,00 (<> 65 anos) | Passe Festival: € 27,00 | Passe Festival Júnior e Sénior (<> 65 anos): € 17,00.
Informações e reservas: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt
Concerto com os apoios: Rádio Clube Português e Portal Cotonete.

Sexta-feira, 17 de Outubro

10h00 e 15h00 | Fórum Cultural de Alcochete
ATELIÊ: Oficina de Instrumentos Tradicionais para Crianças
Actividade destinada aos alunos dos Jardins-de-Infância e Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Informações e inscrições (até 14 de Outubro): 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt.

Sábado, 18 de Outubro

15h00 às 18h00 | Biblioteca de Alcochete
ATELIÊ: Oficina de Instrumentos Tradicionais para Crianças
Informações: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt | 21 234 97 20 |
biblioteca.alcochete@netvisao.pt

19h30 | Freeport
MÚSICA: Tradere (folk/tradicional)
Entrada livre.

22h30 | Largo de São João
MÚSICA: La Zarabandina (animação de rua/folk)


Domingo, 19 de Outubro

10h30 | Largo de São João
MÚSICA: La Zarabandina (animação de rua/folk)


Sexta-feira, 24 de Outubro

21h00 | Largo de São João
MÚSICA: Pauliteiros de Miranda (animação de rua/tradicional)
Trás-os-Montes | Portugal
www.bragancanet.pt/pauliteiros

22h30 | Igreja da Misericórdia/MMA
MÚSICA: Strella do Dia (medieval/árabe)
Público: todo. Duração: 60 minutos. Bilheteira: € 5,00 | € 3,00 (<> 65 anos) | Passe Festival: €27,00 | Passe Festival Júnior e Sénior (<> 65 anos): € 17,00. Informações e reservas: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt


Sábado, 25 de Outubro

14h30 e 20h00 | Largo de São João
MÚSICA: Arruada com Gaiteiros e Pauliteiros de Miranda (animação de rua/tradicional)
Trás-os-Montes | Portugal

19h30 | Freeport
MÚSICA: Atlântida (folk/fusão)
Entrada livre.

Sexta-feira, 31 de Outubro

22h00 | Fórum Cultural de Alcochete
MÚSICA: Hexacorde y Vanesa Muela (folk/tradicional)
Bilheteira: € 7,50 | € 5,00 (<> 65 anos) | Passe Festival: € 27,00 | Passe Festival Júnior e Sénior (<> 65 anos): € 17,00. Informações e reservas: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt
www.hexacorde.com | www.vanesamuela.com

24h00 | Café da Vila (Largo de São João)
MÚSICA: Noite Alcochetana de Fado Vadio

Sábado, 1 de Novembro

15h00 | Biblioteca de Alcochete
CONCERTO DIDÁCTICO: Vanesa Muela
Informações: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt | 21 234 97 20 |
biblioteca.alcochete@netvisao.pt

22h00 | Fórum Cultural de Alcochete
MÚSICA: Camané (fado)
Bilheteira: € 10,00 | Passe Festival: € 27,00 | Passe Festival Júnior e Sénior (<> 65 anos):
€17,00. Informações e reservas: 21 234 96 40 | forum.cultural@cm-alcochete.pt

Alexandre Gabriel & Gonçalo do Carmo (Portugal) | www.aggc.no.sapo.pt
O projecto de Alexandre Gabriel & Gonçalo do Carmo nasceu em 2003 na sequência do gosto pelo repertório tradicional europeu. Como ponto de partida a procura e redescoberta das sonoridades antigas – desde os temas de inspiração celta ao imaginário medieval, passando pela música tradicional dos vários países da Europa. O Antigo e o Novo encontram-se num espaço intemporal, nascendo desta união o fruto da harmonia. A música ganha, assim, forma e expressão. Num repertório com base em composições originais, temas tradicionais europeus e obras medievais e renascentistas, a magia dos sons redimensiona as pessoas para outro Mundo – o mundo das Cores e dos Sentidos.

Interpretação: Alexandre Gabriel (harpa céltica e guitarra folk) | Gonçalo do Carmo (flautas, low whistle, gaita-de-foles galega e baglama).

Jose Antonio Alonso (Guadalajara – Castela La Mancha | Espanha) | www.joseantonioalonso.com
Com um contacto muito directo e desde muito cedo com a música tradicional castelhana, Jose António Alonso (Guadalajara – Castela La Mancha) fez parte, em jovem, de grupos musicais como “Pan de Centeno” e “Alquería”, onde realizou um vasto trabalho de intérprete e de recolha da música folk de Guadalajara. Com actuações um pouco por toda a Espanha, Jose António Alonso interpreta, nos seus concertos, músicas tradicionais castelhanas e composições próprias, tendo já recebido vários e prestigiados prémios musicais.

Interpretação: José Antonio Alonso (voz, guitarra e guitarrilho) | Ivan Martín (piano e percussão) | Sergio Maseda (vionlino e voz) | José Ignacio Deán (percussão, flauta e guitarra).
Entrada livre.

Phamie Gow (Escócia) | www.phamiegow.com | www.myspace.com/phamiegow
Conhecida deste muito nova como “a jovem prodígio”, a escocesa Phamie Gow (cantora, pianista, acordeonista, compositora, produtora e harpista) conta com quatro discos editados (“Winged Spirit”, “Lammermuir”, “Dancing Hands” e “Moments of Time”) e com um vasto reconhecimento internacional. O canto da harpa, vivo, assombroso e potente, são adjectivos da imagem de marca que marcam as suas actuações, valendo constantemente os mais rasgados elogios. Esquecendo a harpa como instrumento de música de fadas, Phamie Gow leva a sua sonoridade para lá do limite do imaginável. Phamie Gow apresenta-se em Alcochete para uma muito curta digressão e traz consigo uma harpa eléctrica colorida, única no mundo, a que dá carinhosamente o nome de Madame Papillon. Assistir a um concerto de Phamie Gow é entrar num mundo contemporâneo de virtuosismo.

Interpretação: Phamie Gow (voz, piano, harpa e acordeão).
Concerto com os apoios: Rádio Clube Português e Portal Cotonete.

Oficina de Instrumentos Tradicionais para Crianças (Castela e Leão |
Espanha)
Júlio Arribas vem da província espanhola de Castela e Leão para apresentar um conjunto de instrumentos tradicionais ibéricos e de novas formas de os perpetuar. Construir instrumentos tradicionais a partir de nozes ou de latas de conserva é o desafio que Júlio Arribas propõe às crianças para, por um lado, criarem os seus próprios instrumentos e, por outro, criarem a sua própria música.

Tradere (Castela e Leão | Espanha) | www.folkesi.com/tradere | www.myspace.com/tradere
Fundados nos finais de 1994, o grupo da província espanhola de Castela e Leão formou-se com os objectivos de divulgar e entender a música tradicional espanhola. Sempre presentes nos mais prestigiados festivais de música folk de Espanha, para além de outros locais em países como a Hungria, Itália e Portugal, o sexteto Tradere apresenta, em concerto, temas que conjugam a música tradicional e a renovação da música folk.

Interpretação: Eugenio Rodríguez (oboé, dulzaina e voz) | Jesus Ronda (guitarras e coros) | Jaime Lafuente (voz e percussão) | Chuchi Marcos (baixo) | Javier Polo (saxofone, flautas e coros) | Pedro Pérez (percussões).

La Zarabandina (Castela e Leão | Espanha) | www.myspace.com/lazarabandina
As actuação de La Zarabandina (Castela e Leão | Espanha) reflectem perfeitamente as várias manifestações da música tradicional de raiz folk. A quantidade de instrumentos tradicionais tocados pelo grupo identifica a sua intemporal riqueza musical, aliados a uma conotação sempre actual. Com a interpretação de temas de várias regiões de Espanha, as presenças de La Zarabandina em vários festivais internacionais de música folk e de rua traduzem-se em momentos de verdadeira festa e diversão.

Interpertação: Rafael Cubillo (dulzaina) | Alberto Requejo (saxofone tenor) | Victor Nieto (bombo) | Eugénio Rodríguez (dulzaina) | Javier Polo (saxofone soprano) | Pedro Pérez (caja) | Paco Villalba (bombardino).

Pauliteiros de Miranda (Trás-os-Montes | Portugal) | www.bragancanet.pt/pauliteiros
Se a origem da dança dos Pauliteiros não recebe unanimidade dos estudiosos, havendo atribuições da sua origem a danças gregas, a danças populares do sul de França e a danças dos Suíços na idade Média, uma coisa é certa: as actuações dos Pauliteiros de Miranda não deixam ninguém indiferente: do trajes, à danças, dos utensílios às músicas, cada apresentação é um regalo para os olhos!

Strella do Dia (Portugal) | www.strelladodia.com | www.myspace.com/strelladodia
Os Strella do Dia têm desenvolvido um trabalho pioneiro no nosso país devido à singularidade da sua génese, passando a sua formação principalmente pela música medieval. O grupo caracteriza-se, em termos de actuações, pela música “alta”, na qual a força telúrica das gaitas-de-foles e da percussão lusitana, bem como de outros instrumentos, adquire o seu máximo protagonismo, e pela música “baixa”, onde o som aquático da harpa céltica, a doçura etérea das flautas e o som cristalino das saltérios transportam, quem escuta, para outros tempos. Actualmente os Strella do Dia apresentam outras faces da música medieval, assim como incursões pontuais a outros domínios musicais, como são os casos da música árabe e da música tradicional.

Interpretação: Alexandre Gabriel (tarota, gralla, percussões, harpa céltica e crótalos) | Daniel Morgado (timbalão, darabuka, bendir e crótalos) | João Neve (djembe, timbalão, surdo, darabuka, tbal, cowbell e crótalos) | Gonçalo do Carmo (gaita-de-foles, flautas, gralla, chalumeau, alaúde árabe, baglama e crótalos) | Ricardo Vieira (gaita-de-foles, flautas, crótalos, bendir e chirimita).

Atlântida (Portugal) | www.bartilotti.com/musica_atlantida | www.myspace.com/aatlantida
Os portugueses Atlântida nascem como um processo natural de aproximação de músicos influenciados por vários estilos musicais e pelas suas diferentes personalidades. Do encontro, resulta uma original fusão de géneros com variações a nível do tempo, do estilo e do ritmo com uma dinâmica muito própria. Através da voz, das percussões, das duas guitarras, do baixo acústico, do violoncelo e do acordeão, viajamos ao mundo do Fado na companhia dos acordes do flamenco e dos ritmos do tango.

Interpretação: Alexandra Guimarães (voz principal) | Cristina Bacela (guitarra e voz) | José Flávio Martins (baixo acústico e percussões) | Fátima Santos (acordeão) | Miguel Antas Teixeira (guitarra e percussões) | João Paulo (violoncelo e percussões).

Hexacorde y Vanesa Muela (Madrid | Espanha) | www.hexacorde.com | www.vanesamuela.com
Mais do que a soma de dois projectos distintos, Vanesa Muela e Hexacorde (Madrid | Espanha) complementam-se. O longo trabalho de investigação de Vanesa Muela na música de raiz folk constitui-se como um excelente tónico para o engrandecimento do estilo dos Hexacorde.

Interpretação: Rafael Alonso (flautas, dulzaina e gaita) | Álvaro Aguilar (dulzaina, cajón e percussões) | Fernando Llorente (clarinete, gaita charra e dulzaina) | Héctor López (bateria, percussões e clarinete) | Ángel Goyanes (cistro e guitarra) | Victor Ríonegro (baixo eléctrico) | Vanesa Muela (voz e percussões).

Vanesa Muela (Castela e Leão | Espanha) | www.vanesamuela.com
Desde muito cedo ligada ao universo musical, Vanesa Muela (Castela e Leão | Espanha) tem-se dedicado ao conhecimento e investigação da cultura musical tradicional espanhola e também de instrumentos musicais tradicionais. Este aspecto, que se reflecte claramente nas suas actuações, torna cada concerto único e inesquecível. Com um conjunto de três discos gravados e muitos prémios conquistados, Vanesa Muela apresenta-se a solo em Alcochete para um concerto que mais do que musical é uma partilha de conhecimentos e experiências.

Camané (Portugal) | www.camane.com | www.myspace.com/camane
Desde o início do seu percurso artístico, Camané teve sempre uma postura de sobriedade, respeito e rigor perante o Fado, insistido na divulgação de um repertório centrado no seu lado Tradicional, sem deixar de arriscar ao utilizar novas linguagens musicais, mantendo o enfoque na Palavra, na forma como transmite o legado cedido pelos autores e poetas do nosso e de outros tempos. Camané regressa ao Fórum Cultural de Alcochete para a apresentação do seu último trabalho discográfico “Sempre de Mim”.»

09 outubro, 2008

Fest-i-Ball - E Siga a Dança!!!


Let s dance from Tiago Pereira on Vimeo.

O Teatro da Luz, em Lisboa, recebe nos dias 24, 25 e 26 de Outubro mais uma edição do Fest-i-Ball, festival dedicado às danças tradicionais europeias organizado pela Tradballs, que inclui workshops de vários géneros e concertos pelos grupos portugueses Cornes, Uma Coisa em Forma de Assim e Cobblestones e pelos franceses Parasol. O programa oficial segue já a seguir e, para quem ainda não sabe do que falamos - o que, em relação aos leitores deste blog, eu duvido muito :) - aqui fica um delicioso vídeo de Tiago Pereira, com Mercedes Prieto a explicar as bases de algumas danças tradicionais.



«FEST-i-BALL (6ª edição)

24, 25, 26 Outubro '08


Teatro da Luz - Largo da Luz, Carnide – Lisboa

PROGRAMA

sexta, 24 Outubro

22H00: CORNES
24H00: UMA COISA EM FORMA DE ASSIM

sábado, 25 Outubro

15H00: Workshop de Búlgaras - por Maryana Ilieva
16H00: Workshop de Chamarritas dos Açores - por Carla Gomes
17H00: Workshop de Valsas Irregulares - por Eva Parmenter
18H00: Workshop de Irlandesas - por Patricia Vieira

16H00: Workshop de Musica Ensemble - a divulgar

21H30: a divulgar
22H00: COBBLESTONES
24H00: PARASOL (França)

domingo, 26 Outubro

15H00: Workshop a divulgar -
16H00: Workshop de Mazurka (avançados) - por Gerard Godon
17H00: Workshop de Finlandesas - por Marina Vasques

16H00: Workshop de Música Ensemble - Éric Thézé (parasol)

19H00: PARASOL (França)

Nota: workshops para todos os níveis

Bilheteira FEST-i-BALL :
Sexta 24 - 13 balls
Sábado 25 (dia+noite) - 20 balls
Sábado 25 (noite) - 15 balls
Domingo 26 - 13 balls
Geral (3 dias) - 30 balls»


Apoios:


Associação Pédexumbo - Circulo de Dança de Lisboa».

Mais informações, aqui.

08 setembro, 2008

The Chieftains - Uma Surpresa em Saragoça!


Estava eu muito bem a ver um jornal espanhol, o «Heraldo de Zaragoza», que tinha uma pequena notícia sobre as minhas actuações como DJ no Pavilhão de Portugal da Expo Saragoça quando a notícia de destaque da mesma página me fez dar um pulo de alegria: os irlandeses The Chieftains (na foto) iam tocar nessa mesma noite num dos palcos principais da Expo!! E dava mais que tempo para os ir ver!! E de sorriso de orelha a orelha, e coração apertadinho, lá fui à Plaza de Aragón ver o espectáculo de uns Chieftains renovados, remoçados, mais alegres, menos «roots» e mais «variedades». Mas valeu a pena, oh se valeu!! Integrado na sua digressão «The Celtic-Scottisch Connection Tour», este espectáculo mostra o núcleo duro dos Chieftains - Paddy Moloney (uilleann pipes, tin whistle), Matt Molloy (flauta), Sean Keane (violino) e Kevin Conneff (bodhran e voz) - acompanhado pela maravilhosa cantora escocesa Alyth MacCormack, a harpista e teclista Triona Marshall, o violinista Jon Pilatzke (que também dança, e se dança!) e mais um par de bailarinos fantásticos. E o resultado é um espectáculo total onde a música tradicional irlandesa se cruza naturalmente com as suas irmãs escocesa, bretã e galega (Paddy homenageou Carlos Nuñez, companheiro de aventuras dos Chieftains durante muitos anos) e também a country e o... rock - ouviram-se riffs do «(I Can't Get No) Satisfaction», dos Rolling Stones, lá pelo meio do concerto. Pelo que se sabe, o próximo passo dos Chieftains será um disco de fusão de música irlandesa com música mexicana, produzido por Ry Cooder. Promete!

Mas a Expo de Saragoça não me deu só um memorável concerto dos Chieftains. Lá, há música por todo o lado: uma fabulosa steel-band de Trinidad e Tobago que tanto toca música clássica, como Abba, como o seu calipso... Um grupo mauritano de hip-hop e reggae... Percussões tailandesas e indonésias... Ou os Cabo San Roque, aquele fantástico grupo catalão (o da máquina de lavar roupa ao centro do palco) que passou há uns meses pela ZDB... E isto tudo numa volta rápida pelo recinto e numa única tarde... E à noite haveria Carminho a cantar o seu fado verdadeiro no espaço Portugal Compartilha do Pavilhão de Portugal, concerto que não vi - para grande pena minha - porque a essa hora já estava de regresso. A propósito, as minhas sessões de DJ nesse mesmo espaço correram bastante bem, principalmente a primeira noite, que terminou em enorme festa dançante. E aproveito aqui para agradecer à equipa que me acolheu tão bem durante aqueles dias: à Tela, à Dina, ao Alexandre, à Clara, à Ana Paula e aos outros todos de que não sei o nome mas que me trataram sempre nas palminhas. Muito obrigado!

08 agosto, 2008

Eco Fest - O Programa Completo!


É já no próximo fim-de-semana (dias 15, 16 e 17 de Agosto) que decorre o primeiro Eco Fest, em Odeceixe, do qual o Raízes e Antenas tinha dado conta. Aqui segue agora o programa completo do festival:

Dia 15

Pelivento (14h00 e 19h00), Largo da Vila
Som Com Tom (21h00),Espaço EcoFest
Dazkarieh (na foto, de Jola Dziubinska; 22h30), Espaço EcoFest
DJ António Pires (Raízes e Antenas, 00h00), Espaço EcoFest

Dia 16

Mussel Banda de Gaitas (14h00 e às 19h00), Largo da Vila
Violas Campaniças de São Martinho das Amoreiras (21h00), Espaço EcoFest
Rare Folk (22h30), Espaço EcoFest
DJ Norton (Sopa da Pedra, 00h00), Espaço EcoFest

Dia 17
Compassos do Tempo (14h00 e 19h00), Largo da Vila
Workshop de Danças Tradicionais com Matias (21h00), Espaço EcoFest
tAnirA (22h30), Espaço EcoFest
DJ Osga (Noites Folk, 00h00), Espaço EcoFest

O festival (com entrada livre) inclui ainda:

Descoberta da Natureza
Passeios pedestres e de bicicleta
Burricadas (passeios de burro)

Mais informações, aqui.

30 julho, 2008

Festival Galaicofolia - Com Gaiteiros de Lisboa, Julie Fowlis e Red Hot Chilli Pipers


Ainda é só a primeira edição do festival e já tem um cartaz de respeito!! Veja-se só: o Festival Galaicofolia, que decorre no Castro de S. Lourenço, em Esposende, nos dias 1, 2 e 3 de Agosto apresenta concertos com Julie Fowlis (Escócia) e Monte Lunai (Portugal) no primeiro dia; Gaiteiros de Lisboa (Portugal) e Arrefole (Portugal) no segundo; e Fía na Roca (Galiza) e Red Hot Chilli Pipers (Escócia - não confundir com os seus quase homónimos norte-americanos, já que aqui é de «pipes», gaitas-de-foles, que se trata mesmo!; na foto) no terceiro. Mas, durante o festival, ainda há mais animação musical com os Sons da Suévia, Celtas Iberos, Zés Pr'eiras de Antas e Zés Pereiras do Grupo de Danças e Cantares de Forjães e, para os mais resistentes, as sessões de DJing de Osga (o grande senhor das Noites Folk do portuense Contagiarte), para além de inúmeras outras actividades. Mais informações, aqui.

07 julho, 2008

Eurofolk'J - Com os Dervish Como Padrinhos...


Hoje e amanhã (dias 7 e 8 de Julho), o lindíssimo Jardim da Sereia, em Coimbra, é o palco da eliminatória portuguesa do Eurofolk'J, que terá a sua final em Málaga, Espanha, segundo notícia do blog Sopa da Pedra. No elenco desta etapa portuguesa do concurso estão as três bandas finalistas nacionais - Toques do Caramulo, Pé na Terra e A Barca dos Castiços -, mais três grupos que passaram anteriormente pelo concurso - os portugueses Ginga, os italianos Damadaká e os espanhóis Els Groullers - e, como padrinhos, os irlandeses Dervish (na foto).

Aqui, na íntegra, segue o comunicado da organização: «A identidade cultural dos povos é cada vez mais utilizada como cartão de visita. A promoção turística das populações passa pela colheita/recolha dos traços identitários das mesmas e pelo apelo aos sentidos. A tradição surge assim como produto turístico, pela peculiaridade dos traços que representa e como elemento histórico. A gastronomia, o artesanato, as recriações históricas, as feiras medievais e tantos outros eventos procuram por um lado a ligação das populações à sua história, e por outro lado a promoção turística das mesmas. Numa tentativa de promoção dos elementos da nossa tradição, a tendência musical denominada folk é o tema do Concurso Internacional Eurofolk’J, que é organização conjunta de Espanha, Itália e Portugal. Em cada um dos países envolvidos, acontece desde 2004, a eliminatória nacional, da qual sai 1 grupo apurado que participa na final. Desde a primeira edição, o primeiro prémio tem sido sempre conquistado por grupos italianos, com excepção da sua primeira edição, cujo primeiro lugar foi atribuído aos Conimbricenses Ginga. E agora, como que numa prática de retorno/agradecimento, Coimbra acolhe nos próximos dias 7 e 8 de Julho a eliminatória portuguesa do V Eurofolk’J. A concurso estão várias bandas portuguesas, da qual será eleita aquela que melhor retratar, com traços inovadores e dinâmicos a expressão musical da nossa tradição. O Júri, composto por elementos conhecedores do tema analisará de que forma e com que substância os grupos representam a nossa identidade. Assim, no dia 7 estarão em palco do Jardim da Sereia os 3 finalistas da pré-eliminatória portuguesa, de onde sairá um vencedor que rumará a Málaga para a grande final europeia. Ainda poderemos assistir, nesse mesmo dia a dois grandes espectáculos da banda vencedora da eliminatória espanhola de 2007 Els Groulers, e da banda vencedora do Concurso Eurofolk 2006, os italianos Damadaká, que actuarão nos intervalos das bandas a concurso. No dia 8, a partir das 17h30, poderemos assistir e participar num workshop de danças tradicionais italianas, que acontecerá na Praça 8 de Maio, e para a noite está reservado um grandioso encerramento do evento com um dos maiores nomes da folk mundial, o grupo Dervish. Na mítica Sereia, antes dos irlandeses Dervish e para começar a noite com um dos maiores representantes nacionais do tema folk, os conimbricenses Ginga, vencedores do I Eurofolk, presentearão a cidade. A uma promessa tão grande só podemos aceder ao convite e participar, ouvindo e sentindo as experiências dos nossos antepassados tocados nos ritmos alucinantes do presente. A eliminatória portuguesa do Eurofolk’J é organização conjunta da Turismo de Coimbra, E. M. e da 7Sons Produções».

04 julho, 2008

Festival Andanças - O Programa (Quase) Completo


E vem aí mais um Andanças! À semelhança dos últimos anos, o maior festival português de música e danças tradicionais - e não só! - decorre em Carvalhais, S.Pedro do Sul, desta vez entre 4 e 10 de Agosto. Com muitos grupos portugueses: Alafum, Bailebúrdia, Banda Filarmónica de Castro Verde (que encerrará o Andanças com um mega-baile), Cornes, Dyabara, Fol&ar, Galandum Galundaina, João Gentil & Luís Formiga, King Mokadi, Mandrágora, Melech Mechaya, Monte Lunai, Mosca Tosca, Mu (na foto; de Hugo Lima), Musicalbi, Nação Vira Lata, No Mazurka Band, OliveTree, Pé na Terra, Rabies Nubies, Semente, Teresa Gabriel & Rodrigo Maurício, The Most Wanted, Tanira (a confirmar), Toques do Caramulo, Tor, Uma Coisa Em Forma de Assim, Uxu Kalhus, Velha Gaiteira e Ventos da Líria, entre outros. Mais uns quantos estrangeiros: Amanida Folk (Espanha), Belamath Quartet (França), Bruel (Espanha), Észtenas (Hungria), Ginginha Grátis (França), Inquedanzas (Galiza), La Machine (França), Patxi Eta Konpania (País Basco), Trio Lam (França), Triple-X (Bélgica), Viis (Estónia), Violons et Talons (França) e Tarantelle Abusive (Itália), entre outros. E ainda mais alguns em concertos na igreja: Al-Jiçç, Osmavati e Trovas d'Amigo, entre outros.

As oficinas de dança já confirmadas são: Africana Tribal (Eva Azevedo); Andinas (Paolo Herrera, dos Intichaski); Baile Balcânico (Gerard Mechanomoff, dos Violons et Talons); Bálticas (Hedvig Priimagi, dos Viis); Belgas (Jean-Philippe Legrand); Biodanza (Joanildes Medeiros); Bretãs (Flore Deshayes); Cabo Verde (Zé Barbosa); Canadianas (Trio Bestvater); Canizade (António Tavares); Capoeira (Umoi Souza); Castelhanas (Daniel Peces); Chacarera (Folclore Argentino por Oscar & Gladys); Chamarritas dos Açores (Carla Gomes); Ciganas Macedónia/Romenas/Sérvias (Sophie Kalisz); Dança Natural (Beatrix Gutbub); Escocesas (Roger Picken e Sue Willdig); Europeias (pelos Ginginha Grátis, Triple-X e Eva Parmenter); Europeias de linha (Rita Duarte); Europeias de roda (Rita Duarte); Fandango (Patxi Perez); Flamenco & Rumbas (Patrícia Fragoso); Forró (Erica e Pablo); Funk (Mayuka); Fusão de Raízes Tradicionais (Petchu); Galegas (Alexandre Fernandez Castro, dos Inquedanzas); Havaianas (Sofia Franco); Hip Hop (XL); Holandesas (Mirjam Dekker); Irlandesas (Patrícia Vieira); Itália do Norte (Monica Sava); Jazz improvisação (Dança Duende por Liliane Viegas); Kizomba (Petchu); Lindy Hop (Abeth Farag); Novas Portuguesas (NMB Lab); Oriental (por Elsa Sham's e Cris Aysel); Pauliteiras de Miranda do Douro (Pauliteiras); Poitou (Lucas Thebaut, do Trio Bestvater); Polinésias (Vanessa/Primigenius); Portuguesas (por Isabelle Guerbigny e Margarida Moura); Sapateado Americano (Polyanna Jazzmine); Sevilhanas (Marta Chasqueira); Street Dance (Pacas); Tango Argentino (Novo Tango por Juan & Graciana); Toscas (Alexandre Matias, dos Mosca Tosca); e Valsas Mandadas (Manuel Araújo). E, neste rol, entram também os ranchos folclóricos que ensinam e interagem com os «andantes»: os portugueses Grupo de Trajes e Cantares de São Cristóvão de Lafões, Rancho Folclórico Casa do Povo de Souselo, Rancho Regional Casa do Povo de Ílhavo, Rancho Folclórico de Vila Cã, Rancho Folclórico da Boidobra, Grupo de Folclore de Ponta do Sol e Grupo Etnográfico "Os Esparteiros" de Mouriscas e os estrangeiros Grupo d’Arte Popular de Berstett (França) e Companhia de Dança e Música Folclórica "Hueyitlatoani" (México). Para tudo o resto - que é tanto! - o melhor mesmo é consultar o site oficial da Pé de Xumbo, aqui.

24 junho, 2008

Eco Fest - Música e Ecologia em Odeceixe


Há um novo festival a nascer no Algarve: o Festival Eco Fest, que decorre nos dias 15, 16 e 17 de Agosto, em Odeceixe. Nesta primeira edição, o festival - que tem como principais vertentes a música e a ecologia - apresenta concertos dos grupos portugueses Dazkarieh (dia 15) e Tanira (dia 17; na foto) e, no meio, dos espanhóis Rarefolk (dia 16); sessões de DJing folk e world music de, hermmmmmmm, António Pires (dia 15), Carlos B. Norton (dia 16) e Osga (dia 17); e ainda haverá lugar para a poesia, danças tradicionais, animação de rua, workshops, desporto na natureza e muitas outras actividades. Promete!