Mais um belo festival que se aproxima. O texto de apresentação está no site da Câmara Municipal de Ponte da Barca:
«6ª edição do Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Pela 6ª vez consecutiva Ponte da Barca vai sentir a influência da música folk, já que no último fim de semana de Julho (26 a 28) regressa o Festival Folk/Celta, cujo cartaz já está fechado.
Construído em torno da ideia de interculturalidade, a edição de 2013 traz ao palco barquense músicos Portugueses, Irlandeses e Espanhóis como Cristina Pato, Niamh Ni Charra, Capagrilos, Melech Mechaya, Gaiteiros de Lisboa e Né Ladeiras.
A decorrer nas margens do rio Lima em Ponte da Barca, o festival é uma das apostas do atual executivo barquense, justificada pelo Vereador da Cultura, Manuel Joaquim Pereira, pelo “seu enorme potencial e por ser um evento impulsionador na divulgação do património tradicional e cultural do concelho que tem fortes ligações à cultura celta”.
O Cartaz
Sexta-feira | 26 de Julho - Capagrilos | Niamh Ni Charra | Cristina Pato
A abrir o primeiro dia do Festival os Capagrilos, um grupo folqueiro-progressivo do Porto, que alia ao cantar em português uma cornucópia de sonoridades e inspirações de músicas do mundo.
A banda começou em Setembro de 2010 e em 2011 gravou um EP de apresentação homónimo. Têm atuado em diversos espaços de renome e venceram o concurso de música tradicional Folk Flaviaefest realizado em Chaves.
Recentemente lançaram o seu álbum de estreia São Bassáridas. Um espetáculo dominado por uma variedade de ritmos, climas e paisagens, desde a Amazónia ao Médio-Oriente, a guitarra portuguesa ao jouhikko, passando por mais de 15 instrumentos diferentes.
Niamh Ni Charra é a senhora que se segue. Violinista e concertinista Irlandesa, Niamh Ni Charra lançou o seu álbum de estreia "Ón Dá Thaobh / From Both Sides" em 2007. Muito aclamado, foi considerado na lista dos dez melhores álbuns de Folk nesse ano. O segundo álbum "Súgach Sámh / Happy Out", lançado em 2010, veio reforçar o seu enorme talento.
Ao longo da sua sólida carreira, Ni Charra tem recebido rasgados elogios pela sua habilidade suprema com o violino e a concertina e pela sua personalidade envolvente e contagiante. O primeiro dia da edição deste ano não podia encerrar melhor, com a gaiteira e pianista galega Cristina Pato (na foto).
Com o seu estilo único, cheio de paixão e energia, Cristina Pato tem sido aclamada pelo The New York Times como "uma explosão de energia" ou a BBC como "a diva da gaita de foles galega". Pato funde as influências da música latina, jazz, pop e música contemporânea, e usa sua arte e habilidade virtuosa sem precedentes para trazer a sua visão musical para a vida.
Sábado | 27 de Julho - Né Ladeiras | Gaiteiros de Lisboa | Melech Mechaya
O segundo dia de festival é inteiramente dedicado à música portuguesa com Né Ladeiras a abrir com uma das mais prestigiadas vozes da Musica Tradicional Portuguesa.
Né Ladeiras fundou, juntamente com vários amigos, o projeto Brigada Vitor Jara e tornou-se conhecida como vocalista dos já extintos Trovante e Banda do Casaco. Posteriormente desenvolveu uma carreira a solo, cuja solidez e consistência se deve em grande parte à sua voz unanimemente reconhecida como portadora de uma alma genuinamente portuguesa.
De seguida, o palco está reservado para os Gaiteiros de Lisboa. Formado em 1991, o grupo tem feito o seu percurso em torno da música popular/tradicional. A marca distintiva dos Gaiteiros é a constante busca de novas sonoridades, a inovação e a criatividade, aplicadas à construção de instrumentos concebidos pelo próprio Grupo (Tubarões, Tambor de Cordas, Túbaros de Orpheu, Orgaz, Cabeçadecompressorofone, Clarinete acabaçado e Serafina).
O som dos Gaiteiros, para além de respeitar a tradição popular, tem uma atitude experimentalista permanente.
Os Melech Mechaya encerram o Festival. Formados no final de 2006, são hoje apontados como a primeira e mais proeminente banda de música Klezmer em Portugal. A sonoridade do grupo de Lisboa e Almada inspira-se ainda na músicas portuguesa, balcânica e árabe.
Depois de dois discos lançados em 2008 e em 2009 , o EP “Melech Mechaya” e o LP “Budja Ba”, lançaram em Outubro de 2011 o álbum “Aqui Em Baixo Tudo É Simples”. O quinteto atuou já em importantes festivais portugueses e, fora de portas, a crescente carreira internacional dos Melech Mechaya tem conhecido sucessivos desenvolvimentos, com atuações na Croácia, Brasil e Cabo Verde.
Até ao dia 28 de Julho | Feira alternativa
Paralelamente aos espetáculos musicais e após o sucesso dos anos anteriores decorrerá uma Feira Alternativa, onde o público poderá usufruir de yoga, reiki, massagens terapêuticas, compra de produtos alternativos, danças orientais e danças do mundo, acupuntura entre muitas outras atividades.
Recorde-se que este é um festival que anualmente tem trazido ao concelho barquense artistas nacionais e internacionais de elevada qualidade, num cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.
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05 maio, 2013
Festival Folk/Celta de Ponte da Barca - A Sexta Edição
Mais um belo festival que se aproxima. O texto de apresentação está no site da Câmara Municipal de Ponte da Barca:
«6ª edição do Festival Folk/Celta de Ponte da Barca
Pela 6ª vez consecutiva Ponte da Barca vai sentir a influência da música folk, já que no último fim de semana de Julho (26 a 28) regressa o Festival Folk/Celta, cujo cartaz já está fechado.
Construído em torno da ideia de interculturalidade, a edição de 2013 traz ao palco barquense músicos Portugueses, Irlandeses e Espanhóis como Cristina Pato, Niamh Ni Charra, Capagrilos, Melech Mechaya, Gaiteiros de Lisboa e Né Ladeiras.
A decorrer nas margens do rio Lima em Ponte da Barca, o festival é uma das apostas do atual executivo barquense, justificada pelo Vereador da Cultura, Manuel Joaquim Pereira, pelo “seu enorme potencial e por ser um evento impulsionador na divulgação do património tradicional e cultural do concelho que tem fortes ligações à cultura celta”.
O Cartaz
Sexta-feira | 26 de Julho - Capagrilos | Niamh Ni Charra | Cristina Pato
A abrir o primeiro dia do Festival os Capagrilos, um grupo folqueiro-progressivo do Porto, que alia ao cantar em português uma cornucópia de sonoridades e inspirações de músicas do mundo.
A banda começou em Setembro de 2010 e em 2011 gravou um EP de apresentação homónimo. Têm atuado em diversos espaços de renome e venceram o concurso de música tradicional Folk Flaviaefest realizado em Chaves.
Recentemente lançaram o seu álbum de estreia São Bassáridas. Um espetáculo dominado por uma variedade de ritmos, climas e paisagens, desde a Amazónia ao Médio-Oriente, a guitarra portuguesa ao jouhikko, passando por mais de 15 instrumentos diferentes.
Niamh Ni Charra é a senhora que se segue. Violinista e concertinista Irlandesa, Niamh Ni Charra lançou o seu álbum de estreia "Ón Dá Thaobh / From Both Sides" em 2007. Muito aclamado, foi considerado na lista dos dez melhores álbuns de Folk nesse ano. O segundo álbum "Súgach Sámh / Happy Out", lançado em 2010, veio reforçar o seu enorme talento.
Ao longo da sua sólida carreira, Ni Charra tem recebido rasgados elogios pela sua habilidade suprema com o violino e a concertina e pela sua personalidade envolvente e contagiante. O primeiro dia da edição deste ano não podia encerrar melhor, com a gaiteira e pianista galega Cristina Pato (na foto).
Com o seu estilo único, cheio de paixão e energia, Cristina Pato tem sido aclamada pelo The New York Times como "uma explosão de energia" ou a BBC como "a diva da gaita de foles galega". Pato funde as influências da música latina, jazz, pop e música contemporânea, e usa sua arte e habilidade virtuosa sem precedentes para trazer a sua visão musical para a vida.
Sábado | 27 de Julho - Né Ladeiras | Gaiteiros de Lisboa | Melech Mechaya
O segundo dia de festival é inteiramente dedicado à música portuguesa com Né Ladeiras a abrir com uma das mais prestigiadas vozes da Musica Tradicional Portuguesa.
Né Ladeiras fundou, juntamente com vários amigos, o projeto Brigada Vitor Jara e tornou-se conhecida como vocalista dos já extintos Trovante e Banda do Casaco. Posteriormente desenvolveu uma carreira a solo, cuja solidez e consistência se deve em grande parte à sua voz unanimemente reconhecida como portadora de uma alma genuinamente portuguesa.
De seguida, o palco está reservado para os Gaiteiros de Lisboa. Formado em 1991, o grupo tem feito o seu percurso em torno da música popular/tradicional. A marca distintiva dos Gaiteiros é a constante busca de novas sonoridades, a inovação e a criatividade, aplicadas à construção de instrumentos concebidos pelo próprio Grupo (Tubarões, Tambor de Cordas, Túbaros de Orpheu, Orgaz, Cabeçadecompressorofone, Clarinete acabaçado e Serafina).
O som dos Gaiteiros, para além de respeitar a tradição popular, tem uma atitude experimentalista permanente.
Os Melech Mechaya encerram o Festival. Formados no final de 2006, são hoje apontados como a primeira e mais proeminente banda de música Klezmer em Portugal. A sonoridade do grupo de Lisboa e Almada inspira-se ainda na músicas portuguesa, balcânica e árabe.
Depois de dois discos lançados em 2008 e em 2009 , o EP “Melech Mechaya” e o LP “Budja Ba”, lançaram em Outubro de 2011 o álbum “Aqui Em Baixo Tudo É Simples”. O quinteto atuou já em importantes festivais portugueses e, fora de portas, a crescente carreira internacional dos Melech Mechaya tem conhecido sucessivos desenvolvimentos, com atuações na Croácia, Brasil e Cabo Verde.
Até ao dia 28 de Julho | Feira alternativa
Paralelamente aos espetáculos musicais e após o sucesso dos anos anteriores decorrerá uma Feira Alternativa, onde o público poderá usufruir de yoga, reiki, massagens terapêuticas, compra de produtos alternativos, danças orientais e danças do mundo, acupuntura entre muitas outras atividades.
Recorde-se que este é um festival que anualmente tem trazido ao concelho barquense artistas nacionais e internacionais de elevada qualidade, num cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.
12 abril, 2013
FMM de Sines Anuncia Artistas Nacionais
O comunicado: «Primeiras confirmações portuguesas
do FMM Sines 2013
Portugal, nação universal, volta ter uma forte representação no atlas musical do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo. As primeiras confirmações de músicos portugueses juntam estreias a regressos: Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa, Carlos Bica e Custódio Castelo voltam ao festival como quatro músicos que deixaram marca na história do evento; JP Simões e Celina da Piedade (na foto) são auspiciosas estreias.
Cristina Branco
Cristina Branco é uma das cantoras mais importantes da história do FMM Sines. Aqui atuou em 2002, quando ainda era vista como uma “estrangeirada”, a fadista que não tinha percorrido o circuito das casas de fado e que se tinha primeiro afirmado lá fora (na Holanda e em França, sobretudo), e voltou a atuar em 2005, num projeto de partilha com a Brigada Victor Jara e Segue-me à Capela. Em 2013, ano em que o festival se debruça sobre o significou o seu percurso de 15 anos, Cristina foi uma das escolhas mais naturais, pela sua relação afetiva com este lugar e pelo que o seu projeto musical viajante contém de afinidade com o mais mestiço festival português. O seu disco mais recente, “Alegria”, é apenas um dos elementos do que vai trazer na sua revisita ao Castelo.
Gaiteiros de Lisboa
Depois de um concerto de estreia memorável no FMM Sines, em 2006, em que deixaram de boca aberta os companheiros de cartaz americanos The Bad Plus, que no seu site os consideraram “o melhor exemplo de música folclórica extravagante”, os Gaiteiros de Lisboa estão de regresso a Sines. De “Invasões Bárbaras”, o seu primeiro CD, editado em 1994, a “Avis Rara”, o seu disco mais recente, de 2012, a tradição popular tem sido apenas a matéria-prima de um dos mais inovadores grupos musicais portugueses. Em julho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz voltam a mostrar em Sines porque é que o consenso que a sua música de veia experimental merece não é um contrassenso.
Carlos Bica “AZUL”, com Frank Möbus e Jim Black
Quando se pede a um estrangeiro que indique o nome de um músico português na área do jazz e da música improvisada a resposta dada é muitas vezes o do contrabaixista Carlos Bica. O seu trio AZUL, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, é talvez o seu projeto mais representativo e a melhor montra para as suas criações enquanto compositor. Foi com ele que inaugurou a sua discografia pessoal, em 1996, com um álbum homónimo, e foi com ele que atuou pela primeira vez no FMM Sines, em 2007. Já com cinco discos gravados nesta formação, o último dos quais “Things About”, lançado em 2011, voltam a Sines para apresentar a sua música feita de aventura e mistério.
Custódio Castelo
Custódio Castelo no FMM Sines é apenas aparentemente uma estreia. Em 2002, acompanhando Cristina Branco, já se tinha mostrado um guitarrista com brilho próprio entre as luzes do palco do Castelo. O seu regresso, a solo, é no estatuto indiscutível de um dos melhores guitarristas portugueses da atualidade. Em 2013 traz-nos o seu segundo álbum de originais, “Inventus”. Prémio Amália Rodrigues em 2010 para melhor guitarra fado, é um intérprete exímio e um compositor que procura enriquecer o repertório do seu instrumento. Para o fado que foi construindo ao longo de um caminho musical de 25 anos e que se consuma num disco que há aromas da morna, tons de tango e improvisos do jazz, não há limites.
JP Simões
JP Simões tem sido, ao longo dos anos, um dos artistas que procuram no FMM a experiência de novas músicas, de novos ângulos para criar, de novas emoções que até os músicos apenas conseguem sentir colocando-se no papel de espetadores de outros músicos. Nesta sua primeira atuação num palco do festival, apresenta o seu terceiro álbum a solo, “Roma”, a lançar em maio, uma viagem que promete paragens nos portos do afrobeat, do glam rock, do samba e do jazz. Dos Belle Chase Hotel ao Quinteto Tati e agora na sua carreira a solo, JP sempre procurou evoluir em movimento de reinvenção. Vai ser bom descobrir mais um novo JP em Sines.
Celina da Piedade
“Em Casa”, disco de estreia a solo da acordeonista e cantora Celina da Piedade, foi um dos melhores discos portugueses de 2012 e custava fazer um FMM Sines 2013 sem convidá-la para estar presente. Da sua biografia conta-se um concerto em Castro Verde com apenas 6 anos de idade, estudos musicais no Conservatório de Setúbal e uma atenção a música vinda de todos os lados. No seu percurso anterior a esta afirmação, muito esperada, em nome próprio, conta-se uma colaboração longa com Rodrigo Leão, projetos pessoais como Uxu Kalhus e Modas à Margem do Tempo e participações generosas em projetos de muitos outros músicos. Cancioneiro popular, um pouco de fado e músicas de raiz de diversas partes do mundo são as linhas com que se cose.
Sobre o FMM Sines 2013
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal.
Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição.
O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição.
Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Amadou & Mariam (Mali), Hermeto Pascoal (Brasil), Rokia Traoré (Mali), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia), Rachid Taha (Argélia / França), Lo’Jo (França), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), DakhaBrakha (Ucrânia) e Akua Naru (EUA).
O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
23 maio, 2012
Gaiteiros de Lisboa - Finalmente, O Novo Álbum!
Olhe-se só a bela da notícia (e, para mim, ainda mais especial já que fui eu que sugeri o namoro entre as partes envolvidas :)
«GAITEIROS DE LISBOA
NOVO DISCO "AVIS RARA"
d'Eurídice | 4 Junho 2012
http://www.dorfeu.pt/gaiteirosdelisboa
Diz-se de pessoa, embora benquista, que visita raramente. (in Dicionário Juridico de Latim)
Pessoa que raramente aparece ou difícil de encontrar.
Pessoa de raras qualidades ou de raro talento.
Eis o aguardado regresso em disco do grupo mais emblemático, original e provocador na reinvenção da música tradicional portuguesa.
Os Gaiteiros de Lisboa apresentam "Avis Rara", o novo trabalho discográfico onde a ousadia e originalidade são asas da imaginação, numa viagem pela Portugalidade em pleno século XXI. A acompanhá-los neste périplo, um elenco de convidados de luxo: Adiafa, Zeca Medeiros, Sérgio Godinho, Armando Carvalhêda e Ana Bacalhau.
Dizem-se de Lisboa, mas o reconhecimento vai além-fronteiras como embaixadores e memória viva da nossa identidade musical, com um historial de concertos e sucessos que fala por si. Editado sob a chancela da d'Eurídice, o braço editorial da d'Orfeu Associação Cultural, este novo disco "Avis Rara" confirma, uma vez mais, como os Gaiteiros de Lisboa têm uma extraordinária capacidade de renovação aliada à qualidade, cada vez mais rara, de artesãos criativos.
Segundo Carlos Guerreiro, «Avis Rara é um título que de certa forma traduz o conteúdo deste trabalho, não só pela estranheza de sons e arranjos que ele contém, como pela, originalidade e irreverência na abordagem do já tão explorado filão da Música Tradicional Portuguesa. É o seguimento natural de todos os que lhe antecederam, reafirmando a atitude pioneira do Grupo quanto ao experimentalismo sonoro e à consequente criação de instrumentos não convencionais.»
Um álbum de 10 novas canções, entre temas originais e cancioneiro popular, que aqui ganham novos voos e nos levam numa viagem por um mundo fascinante de polifonias, poemas e melodias.
Com data de lançamento a 4 de Junho de 2012, a edição de "Avis Rara" conta com o apoio oficial Disco Antena 1 e terá uma série de cinco concertos de apresentação no âmbito do próximo “Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo”, concretamente em Estarreja (8 Junho), Ovar (22 de Junho), Sever do Vouga (23 de Junho), Albergaria-a-Velha (24 de Junho) e Águeda (26 de Julho). Toda a informação em http://www.festim.pt.
Material promocional:
http://www.dorfeu.pt/gaiteirosdelisboa
Alinhamento:
01 / Fez Sábado Quinta-Feira / 4’57’’ (com Adiafa)
02 / Pragas / 3’41’’ (com Zeca Medeiros)
03 / A Devota da Ermida / 3’52’’
04 / Avejão / 3’52’’ (com Sérgio Godinho e Armando Carvalhêda)
05 / Moinho de Mão / 4’48’’
06 / A uma Ingrata / 4’19’’
07 / Conde Ninho / 4’09’’
08 / Os Palácios da Rainha / 2’36’’ (com Ana Bacalhau)
09 / S. João / 4’02’’
10 / Proparoxitonias / 9’05’’
Ficha artística:
Carlos Guerreiro: Voz, Percussão, Sanfona, Clarinete, Clarinete baixo
José Manuel David: Voz, Sanfonocello, Mbiras, Trompa, Gaita-de-Foles, Flautas, Percussão
Paulo Marinho: Gaita-de-Foles, Flautas, Percussão, Voz
Rui Vaz: Voz, Gaita-de-Foles, Percussão
Pedro Casaes: Voz, Tambor de Cordas, Percussão
Pedro Calado: Percussão, Voz, Tubarões (imaginofone harmónico)
Ligações:
http://www.dorfeu.pt/gaiteirosdelisboa
http://www.gaiteirosdelisboa.com
http://www.facebook.com/gaiteirosdelisboa»
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Sérgio Godinho,
Zeca Medeiros
03 maio, 2012
Festim 2012 -- O Programa Completo!
E que programa! Os meus queridos amigos da d'Orfeu esmeraram-se mais uma vez e, mais uma vez, conseguem oferecer-nos concertos que prometem ser inesquecíveis! Ah, novidade: os Gaiteiros de Lisboa estreiam aqui o seu há muito aguardado novo álbum, «Avis Rara» (e sim, é um nome tão bom quanto «Voos Domésticos» ;). O programa:
«4º Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo
1 Junho a 26 de Julho
Águeda - Albergaria-a-Velha - Estarreja - Ovar - Sever do Vouga
RICCARDO TESI & BANDITALIANA
O Festim abre com um apertado abraço à concertina de Riccardo Tesi, referência internacional no instrumento. Acompanhado pela Banditaliana, Tesi guia-nos numa viagem global que parte da Toscânia, no centro de Itália, com composições originais, virtuosismo e refinados arranjos na bagagem. Um folk jazzístico com herança mediterrânica. O charme de uma música que serve a românticos, dançarinos ou melómanos, a não perder no Festim!
Riccardo Tesi – organetto (concertina)
Maurizio Geri – voz e guitarra
Claudio Carboni – saxofones
Gigi Biolcati – percussão
01 Junho | Sever do Vouga | Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga
02 Junho | Albergaria-a-Velha | Cineteatro Alba
GAITEIROS DE LISBOA
Novos fôlegos dos Gaiteiros de Lisboa anunciam, à 4ª edição, o primeiro nome nacional no Festim! Grupo emblemático e um dos mais originais projectos de reinvenção da música portuguesa, apresentam no Festim o seu disco "Avis Rara”, cujas novas ousadias são verdadeiras asas para a imaginação. A criatividade dos Gaiteiros de Lisboa é única: reinventam melodias, poemas, polifonias e até instrumentos. Venham vê-los voar no Festim!
Carlos Guerreiro - voz, percussões, sanfona, clarinetes
José Manuel David - voz, sanfonocello, mbira, trompa, fagote, gaitas de fole, flautas, percussões
Paulo Marinho - gaitas de fole, fagote, flautas, percussões, voz
Rui Vaz - voz, gaita de foles, percussões
Pedro Casaes - voz, tambor de cordas, percussões
Pedro Calado - percussões, voz, tubarões
08 Junho | Estarreja | Cine-Teatro
22 Junho | Ovar | Centro de Arte de Ovar
23 Junho | Sever do Vouga | Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga
24 Junho | Albergaria-a-Velha | Cineteatro Alba
26 Julho | Águeda | Largo 1º de Maio
HUUN HUUR TU
Uma das mais extraordinárias propostas do Festim: as vozes guturais dos Huun Huur Tu (na foto; de Abbey Chamberlain) trazem o misticismo de Tuva. Para além de ancestrais instrumentos, destacam-se por uma das expressões musicais mais antigas do mundo: o canto gutural, em que cada cantor consegue emitir vários sons em simultâneo, mistério que a anatomia explica mas que só a vivência de uma tradição milenar permite. Uma viagem sonora e imaginária do início ao fim.
Kaigal-ool Khovalyg - voz, igil, doshpuluur (cordofones tradicionais)
Sayan Bapa - voz, doshpuluur, marinhuur (cordofones tradicionais)
Radik Tyulyush - voz, byzaanchi, khomuz (cordofones tradicionais)
Alexei Saryglar - voz, percussão
15 Junho | Albergaria-a-Velha | Cineteatro Alba
16 Junho | Estarreja | Cine-Teatro
KIMMO POHJONEN
O super-acordeonista finlandês é uma figura maior neste Festim 2012. Kimmo Pohjonen, reconhecido por um exuberante virtuosismo, eleva o acordeão a níveis de interpretação nunca antes atingidos. Com recurso a samplers electrónicos da sua própria voz, ao som surround e aos impactantes efeitos visuais, a fusão da incrível performance musical de Kimmo com a envolvente técnica resulta num solo fascinante. No Festim, para ouvir, ver e sentir!
Kimmo Pohjonen – acordeão e voz
Heikki Iso-Ahola - técnico de som
Antti Kuivalainen – técnico de iluminação/vídeo
29 Junho | Estarreja | Cine-Teatro
30 Junho | Ovar | Centro de Arte de Ovar
BLOWZABELLA
É um Festim o som dos Blowzabella, grupo veterano da música folk inglesa e referência incontornável dos actuais movimentos de danças tradicionais europeias. Tradicionais ou originais, as músicas dos Blowzabella têm uma sonoridade arrojada e contemporânea, cruzando os timbres da sanfona e da concertina com a pujança do saxofone e das gaitas de foles. Uma sonoridade densa e uma pulsação irresistível. O convite está feito. O Festim dança?
Andy Cutting - acordeão diatónico (concertina)
Jo Freya – clarinete, sax
Paul James – sax, gaita de foles
Jon Swayne - sax, gaita de foles
Gregory Jolivet - sanfona
Dave Shepherd - violino
Barn Stradling - baixo
06 Julho | Estarreja | Cine-Teatro
07 Julho | Sever do Vouga | Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga
08 Julho | Águeda | Largo 1º de Maio
ELISEO PARRA
Eliseo Parra é um imenso artista. O Festim recebe uma das mais privilegiadas vozes da Península Ibérica. Uma celebração da música, da cultura tradicional com maiúsculas, na alegria de sabermos que a nossa música, a de todos, nas mãos de mestres como Eliseo, estará sempre viva. Mestre do cante acompanhado à percussão, o espanhol é senhor de uma performance vital, fresca e contagiosa, com tudo para surpreender o público do Festim.
Eliseo Parra - voz, percussão
Xavi Lozano - sax, voz
Guillem Aguilar - baixo, voz
Eduardo Laguillo - teclados, percussão, guitarra, voz
Aleix Tobías – voz, percussão
12 Julho | Águeda | Largo 1º de Maio
13 Julho | Ovar | Centro de Arte de Ovar
14 Julho | Albergaria-a-Velha | Cineteatro Alba
TARAF DE HAÏDOUKS
Dos Balcãs, a força bombástica dos Taraf de Haïdouks. Mais uma referência mundial a pisar os palcos do Festim. Este colectivo de doze músicos, com três gerações familiares em palco, é o exemplo maior do virtuosismo dos instrumentos de corda na música cigana, com a velocidade dos violinos ou do címbalo em contraponto às formações de sopros, mas não menos vertiginosos! Por vezes, mais leves e diabólicos ainda. Garantia de Festim!
Gheorghe ‘Caliu’ Anghel - violino
Gheorghe Fălcaru - flautas
Ionică Tănase - címbalo
Paul Guiclea - voz, violino
Marin Manole - acordeão
Constantin ‘Costică’ Lăutaru - violino
Robert Gheorghe - violino
Viorel Vlad - contrabaixo
Costel Vlad - acordeão
Marin Manole P - acordeão, voz
Filip Simeonov Ankov - clarinete
19 Julho | Águeda | Largo 1º de Maio
20 Julho | Ovar | Centro de Arte de Ovar
21 Julho | Sever do Vouga | Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga
concertos em sala: 6€
(ou 4€, consoante descontos de cada sala)
concertos ar livre: gratuito
PACOTE FESTIM
Na compra de todos os (3 ou 4) concertos do mesmo Município, oferta do valor de 1 bilhete.
DESCONTOS ELEGÍVEIS
Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga
Estudantes | Cartão Jovem | maiores de 65 anos | grupos de 20 ou mais espectadores | desconto família
Cine-Teatro de Estarreja
Cartão de Estudante | Cartão Jovem | Cartão Amigo CTE | menores de 12 anos | beneficiários de outros protocolos em vigor
Centro de Arte de Ovar
menores de 12 anos | Cartão Jovem/Estudante | Cartão Municipal do Idoso
Cineteatro Alba
Cartão de Estudante | Cartão Jovem | Cartão Sénior Municipal | Desconto Família (casal com 1 ou mais filhos)
e ainda, em qualquer das salas:
- Cartões Municipais das autarquias parceiras
- Cartão d’Orfeu
- Sócios Fundação INATEL
- Cartão Cultura Sábado (ver condições específicas)
** Descontos não acumuláveis **»
12 abril, 2012
Gaiteiros de Lisboa e a recuperação do GAC no MusicBox

Quando se aproxima mais um aniversário da Revolução de 25 de Abril, o Musicbox, no Cais do Sodré, apresenta mais uma edição do original e desviante festival "Lisboa, Capital, República, Popular". A notícia fresquinha, sacada ao Juramento Sem Bandeira, do camarada Vítor Junqueira:
«De 19 a 21 deste mês, o Musicbox volta a receber o festival "Lisboa, Capital, República, Popular". Na quarta edição, o destaque vai para a recuperação de canções do GAC (Grupo de Acção Cultural) por músicos da nova geração, para o regresso aos concertos dos Gaiteiros de Lisboa e para os Ladrões do Tempo, a banda que reúne Zé Pedro, Tó Trips, Pedro Gonçalves, Paulo Franco e Samuel Palitos. Como sempre, vai também ser editado o jornal de distribuição gratuita, este ano com a manchete "Ser Solidário", que serve ainda de tema geral ao debate que decorrerá no Povo, no primeiro dia do festival, com a participação de dois bloggers (Francisco Silva e Pedro Marques Lopes) e a moderação de Nuno Miguel Guedes, coordenador da edição do jornal.
Quinta-feira, 19:
Ladrões do Tempo
Luís Varatojo (DJ set na 1ª parte)
Sexta-feira, 20:
Toca'Andar
Omiri
Gaiteiros de Lisboa (na foto)
Sábado, 21
GAC - VOZES NA LUTA
Filho da Mãe, Manuel Fúria, Cão da Morte, Vicente Palma, Bob da Rage Sense, Bruno Vasconcelos, Inês Pereira, Diego Armês, Afonso Cabral, Hélio Morais + Quim Albergaria e Elisa Rodrigues + Júlio Resende c/ banda residente: Flak, Nuno Pessoa e Filipe Valentim.»
07 fevereiro, 2011
Colectânea de Textos no jornal "i" - XXII

Promessas, apostas e certezas de 2010
Publicado em 07 de Janeiro de 2010
Os críticos e jornalistas de música deveriam ter desistido de fazer apostas para o que de importante virá a seguir ("the next big thing", em inglês) desde que Jon Landau - célebre jornalista norte-americano - viu "o futuro do rock'n'roll e o futuro chama-se... Bruce Springsteen". Não que Landau estivesse errado, longe disso!, mas porque foi o único que acertou (totalista entre milhões de apostadores) numa infindável roda da sorte que só raras vezes, demasiado raras, acerta na mosca. Mesmo assim, arriscamos: o futuro próximo, imediato, urgente, da música portuguesa passa pelos blues renovados dos Nobody's Bizness (primeiro álbum de estúdio quase a sair); pela música tradicional portuguesa moída nos crivos das electrónicas dos Charanga; pela pop inteligente e livre dos peixe:avião; por um novo grupo de Castelo Branco, Ninho, que secretamente reinventa a tradição; pelos açorianos Bandarra (na foto), que, assombrados por alguns cantores de Abril, ainda acreditam numa música de intervenção (nas palavras e na própria música em si); pelos Anaquim, de Coimbra, que fazem a ponte, de modo particularmente inteligente, entre Sérgio Godinho, os Virgem Suta e um eventual e utópico indie rock islando-canadiano; e pelos Orelha Negra, veteranos da cena fusionista lisboeta (Cool Hipnoise e suas margens), com canções que são clássicos instantâneos da soul, do funk e do disco. Certezas absolutas: os novos álbuns do fadista Ricardo Ribeiro e dos revolucionários - cada uns à sua maneira - Deolinda e Gaiteiros de Lisboa (*).

3 pistas... mas muitos caminhos
Publicado em 14 de Janeiro de 2010
Henrique Amaro, há muitos anos o maior divulgador radiofónico de música portuguesa - e também responsável por várias colectâneas de música nacional (e brasileira), pelos "unpluggeds" da Antena 3, por álbuns de homenagem (nomeadamente, a Adriano Correia de Oliveira) e pela direcção artística da editora Optimus Discos - reincidiu agora numa outra excelente ideia: o segundo volume do "3 Pistas". É simples: cada banda ou artista dispõe apenas de três canais de gravação (podem usar três microfones ou um microfone e duas vias para instrumentos, por exemplo), e cada um deles interpreta um tema seu e uma versão. E o resultado deste segundo volume, tal como do primeiro, é um desfilar infindável de boas surpresas: do consagrado Sérgio Godinho a interpretar "Heat de Verão" (com letra dele, mas oferecida originalmente ao Gomo) aos d3ö a desconstruírem "Rehab", de Amy Winehouse, ou aos Noiserv a fazerem uma excelente versão de "Where Is My Mind", dos Pixies. Mas o mais curioso deste segundo "3 Pistas" é que a maior parte das versões são de temas de artistas e bandas portuguesas: os Linda Martini (na foto, de Paulo Leal) reinterpretam Fernando Tordo, Paulo Praça homenageia os GNR, Tiago Guillul e Margarida Pinto os Heróis do Mar, os Cindy Kat vão aos Sétima Legião e Os Pontos Negros atiram-se a... Armando Gama. A música portuguesa está a virar-se para o seu interior, redescobrindo-o e reinventando-o. E isso é um bom sinal.

A música portuguesa será exportável?
Publicado em 21 de Janeiro de 2010
O último número da revista "Ticketline" incluía uma reportagem com os Moonspell em digressão pelo Leste da Europa. E dava conta de como esta banda de metal portuguesa é acarinhada e respeitada por lá. Como em muitos outros países. Mas é um caso raro de exportação de sucesso de música portuguesa (ou, se se preferir, de música feita por portugueses). No passado, são poucos os exemplos de nomes portugueses que conseguiram saltar as fronteiras do rectângulo: Amália (claro!), mas também Luís Piçarra - que actuou em todo o mundo e vendeu muitos milhares de discos no estrangeiro (diz-se que um milhão de exemplares, só da sua versão de "Coimbra" em francês, "Avril au Portugal") -, o Duo Ouro Negro e os Madredeus. Mais recentemente, Dulce Pontes, Mísia e Mariza (e outros fadistas, incluindo desvios como os Deolinda) levaram o fado a todo o lado. No estrangeiro, aliás, o fado ainda é sinónimo de toda a música tradicional portuguesa, não havendo casos de sucesso (à excepção dos Dazkarieh, que juntam à tradição uma boa dose de distorção rock) de artistas ou grupos de música tradicional de inspiração rural. Noutros pequenos nichos de mercado - Fonzie, Rafael Toral, Les Baton Rouge, Blasted Mechanism, Parkinsons, Wray Gunn (na foto) e poucos mais -, os portugueses são igualmente bem aceites. Mas a pop/rock mainstream nunca o conseguiu. Segunda pergunta (subsidiária da do título): para quando a criação de uma estrutura oficial de apoio à promoção, divulgação e exportação da nossa música?
(*) - Infelizmente, mais de um ano depois da publicação deste texto, o álbum dos Gaiteiros de Lisboa continua sem ser editado. Quando o será?
12 julho, 2010
Colectânea de Textos no jornal «i» (VI)
Os Três Senhores
por António Pires, Publicado em 27 de Agosto de 2009
O encontro estava pensado há muito tempo, mas só agora se vai concretizar: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto vão dar dois concertos em conjunto (um em Lisboa, a 22 de Outubro; outro no Porto, a 31 do mesmo mês), em que vão cantar canções próprias e dos outros companheiros em palco - e, aposto, também de José Afonso, o "pai" musical e ideológico deles todos -, a solo, em duo ou em trio. Os espectáculos - e não é preciso ser a Maya para prever que serão dos mais relevantes de sempre da música portuguesa - serão gravados para posterior edição em CD e DVD. Há cinco anos (Maio de 2004), a propósito da edição do álbum "Resistir É Vencer", em que participavam como convidados Sérgio Godinho e Fausto, fiz uma entrevista a José Mário Branco em que lhe perguntava: "Em que pé está a ideia de fazer um espectáculo conjunto dos três?" A resposta de José Mário Branco foi exemplar: "Para já é só um projecto. Mas é daquelas coisas que, como se costuma dizer, não gostaria de morrer sem fazer, sem que esse espectáculo conjunto acontecesse. Mas um espectáculo em que fizéssemos músicas originais não seria um espectáculo do género: 'Olha ali aqueles três velhinhos a olharem para o passado.'" E, a julgar pela influência que os três têm tido na música portuguesa actual - audível em inúmeros artistas e grupos de variadas famílias musicais -, não se duvida um só segundo que estes "Três Cantos" (na foto, de Augusto Brázio) vão ser dois concertos que também irão lançar muitíssimas sementes para o futuro.

Toquem Gaiteiros, que nós dançaremos
por António Pires, Publicado em 03 de Setembro de 2009
A chegar à "maioridade" - são já 18 anos de carreira! -, os Gaiteiros de Lisboa estão prestes a editar um novo álbum, onde terão a companhia de Ana Bacalhau (Deolinda), Sérgio Godinho, Zeca Medeiros e Adiafa. E este texto serve para celebrar, por um lado, a notícia de um disco novo dos Gaiteiros de Lisboa, sem dúvida a banda- -charneira da renovação da música tradicional portuguesa, fazendo a ponte entre José Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto e GAC - Vozes na Luta e dezenas de novos grupos portugueses. E, por outro, para lhes fazer justiça num pormenor muitas vezes esquecido: a sua importância na transmissão pelo gosto da aprendizagem da gaita-de-foles às gerações mais novas. Curiosamente, um dos músicos dos Gaiteiros de Lisboa, Paulo Marinho, começou esse trabalho quando ainda fazia parte de uma banda de... rock, os Sétima Legião, que nos anos 80 levaram a gaita transmontana e galega ao conhecimento de muitos rapazes e raparigas dos grandes centros urbanos. Agora, em 2009, há gaiteiros em inúmeros grupos que não são só de gaitas-de-foles, mas também há outros - de Trás-os-Montes às regiões sulistas - que têm na gaita (e na caixa e no bombo) o seu instrumento preferencial: Galandum Galundaina, Roncos do Diabo, Lenga-Lenga, Velha Gaiteira, Gaiteiros de Alcochete, Cornes e Míscaros são apenas alguns deles. E - a atestar o crescimento do fenómeno - até há um grupo na Casa Pia. (*)

Roberto... Leal às raízes
por António Pires, Publicado em 10 de Setembro de 2009
Os músicos e cantores que mudam de rumo musical não são uma grande novidade. Só para nos cingirmos ao caso português, relembre-se como - entre tantos outros - José Cid já passou pela pop, pelo rock progressivo, pela música ligeira, pelo jazz ou pelo fado (é, sem dúvida, o maior "camaleão" da música nacional); Rão Kyao saltou do saxofone jazz para as flautas do mundo; Vítor Rua renegou a pop para se atirar à música arty e experimental. Até Amália Rodrigues tentou trocar o fado por outras coisas quaisquer (da música espanhola e italiana ao folclore ou àquele objecto não identificado chamado "O Sr. Extraterrestre"). Mas o caso de que falamos hoje é ainda mais extremo: Roberto Leal, o maior embaixador da música portuguesa no Brasil - e obedecendo quase sempre ao grande requisito desse estatuto (também sublinhado quando os malogrados Mamonas Assassinas assinaram o seu êxito "Vira-Vira") que é ser profundamente «'tuga» e... foleiro - deu, de há dois anos para cá, uma volta enorme na sua carreira. Fazendo apelo à sua condição de natural de Macedo de Cavaleiros, Leal editou "Canto da Terra" em 2007, um disco em que cantava temas tradicionais transmontanos, com músicos da Brigada Victor Jara e dos Galandum Galundaina. Ainda se pensou que era um capricho passageiro, mas agora surge "Raiç/Raiz", onde o reportório é um pouco mais alargado, mas em que Trás-os-Montes continua presente, e com um acentuado grau, se não de pureza, pelo menos de um respeito enorme. E com os mesmos bons músicos, também.
(*) - Nota... má: dez meses depois da publicação deste texto no "i", o novo álbum dos Gaiteiros de Lisboa ainda não foi editado - culpa da crise, da vontade da indústria discográfica, de outra (não) vontade qualquer... Um dia destes há-de existir, espero!
18 setembro, 2009
Megafone 5 - Homenagem a João Aguardela

Dia 4 de Novembro, A Naifa, Dead Combo, OqueStrada, Gaiteiros de Lisboa e Dead Combo sobem ao palco do CCB, em Lisboa, para homenagear João Aguardela (na foto, de Alexandre Nobre. O espectáculo chama-se «Megafone 5» e a razão segue aqui em baixo:
«MEGAFONE 5 Música Para Uma Nova Tradição
Centro Cultural de Belém – Grande Auditório, 4 Novembro 2009
Categoria: Espectáculo, Música / Tag: João Aguardela, Megafone 5 / Comentar
MEGAFONE 5 é um projecto que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA. João Aguardela, que integrou colectivos como os SITIADOS, MEGAFONE, LINHA DA FRENTE e A NAIFA, faleceu precocemente aos 39 anos em Janeiro de 2009.
Nascido entre um grupo de amigos e admiradores de João Aguardela, o projecto MEGAFONE 5 materializa-se em três faces visíveis: o ambicioso site que concentra toda a sua obra; um prémio anual de distinção de nova música tradicional portuguesa (em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores); e a realização de um grande espectáculo no dia 4 de Novembro de 2009, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com as presenças d´A NAIFA, DEAD COMBO, Ó’QUESTRADA e GAITEIROS DE LISBOA.
Bilhetes já à venda. Todas a receitas revertem a favor da Associação Cultural Tradição Megafone».
Mais informações, aqui.
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O'QueStrada
02 dezembro, 2008
Amélia Muge Canta(-se) no CCB

Muitas das canções que Amélia Muge compôs para outros artistas vão agora ser ouvidas através da sua própria voz, no espectáculo «1 Autora, 202 Canções», que Amélia Muge vai apresentar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dia 7 de Dezembro, tendo como convidados Ana Moura e Gaiteiros de Lisboa. O texto de apresentação do concerto, escrito pela própria autora:
«Talvez por necessidade, talvez por resposta aos que me seguem, quando acabo um trabalho já estão na forja muitos outros.
Se a criação fosse uma espécie de floresta-estufa diria que quando já existem plantas prontas a sair, há outras que ainda são apenas semente, outras já no viveiro, outras ainda simplesmente a precisar de tempo p’ra crescer.
Quando o António Cunha da UGURU me propôs, de certo modo, a entrada do agente sanitário, do comprador de plantas, do expert em inventários, isto é uma revisão da matéria produzida até aí, saí da estufa, esqueci a floresta e fui ao escritório, ao livro de registos, consciencializei as compras, os gostos gerais, os mais particulares, os únicos.
É tempo, sobretudo, de recolecção em prados conhecidos. De pegar em cada canção, olhá-la como se olha uma planta, ponderar o que é fruta, flôr, cacto ou arbusto, escolher as mais resistentes, as que melhor se darão no mercado da praça, as mais vistosas, eventualmente as que, com formas estranhas, possam chamar a atenção porque definitivamente, mais ninguém tem iguais para vender.
É tempo de recolecção. De pôr as canções todas “numa carreirinha, para ver até onde eu cheguei”, como dizia a Rosa Ramalho a propósito das suas peças de cerâmica.
Não serei seguramente só eu a fazer a escolha. Lembrarei, é claro, as que são mais fáceis de transportar, as que têm mais perfume, as que são mais resistentes, as que ficam de certeza, muito melhor na janela do vizinho do que na minha».
Mais informações, aqui.
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29 outubro, 2008
Atlantic Waves - É Esta a Última Edição?

Um e-mail de Miguel Santos recebido há algumas semanas já me tinha alertado para a possibilidade. E, agora, uma notícia da Lusa dá mesmo conta de que o festival Atlantic Waves - cuja edição de 2008 começa dia 1 de Novembro, em Londres - poderá nunca mais vir a acontecer. O que, a concretizar-se, seria uma perda enorme para a divulgação extra-portas da música portuguesa e lusófona. O Atlantic Waves tem sido, tão-só, o mais importante festival temático, feito em terras estrangeiras, centrado na música portuguesa (embora abrindo sempre espaço para músicas e músicos de outros lugares, da lusofonia mas não só) e seria de todo desejável a sua continuação. Do programa deste ano - tal como também se pode ler mais em baixo neste blog e com mais pormenores - constam concertos de Mariza, Gaiteiros de Lisboa, Mafalda Arnauth com Vinicius Cantuária, Berrogüetto, Uxía, Rabih Abou-Khalil (na foto) com o fadista Ricardo Ribeiro, Rodrigo Leão com Vini Reilly, Waldemar Bastos e Neco Novellas. A notícia da Lusa, na íntegra:
«O festival Atlantic Waves, que apresentou Mariza ao público londrino e ao qual a fadista regressa este ano, abre dia 01 de Novembro com o futuro incerto. A delegação em Londres da Fundação Gulbenkian, que até agora financiou o evento dedicado à música lusófona iniciado em 2001, está a ponderar o que irá fazer com a iniciativa, nomeadamente a entrega da sua organização a outra entidade, deixando, no entanto, de a financiar. "Vamos ver se há potenciais parceiros para pegarem no que começámos", disse à agência Lusa o novo director da delegação, Andrew Barnett. A decisão coincide com o fecho do departamento de relações culturais anglo-portuguesas e com a diluição da promocao da cultura portuguesa na estrutura da delegação e a saída do seu responsável, Miguel Santos, que também era o director do Festival.
Andrew Barnett reconhece que o Atlantic Waves "foi um grande sucesso" e reivindica para o Festival o crédito de ter colocado o fado no mapa da música no Reino Unido. "Penso que não é demais dizer que [o Festival] ajudou Mariza a conseguir uma audiência britânica", vincou. Mariza estreou-se nos palcos londrinos em 2002, na 2/a edição do Festival, depois de ter actuado no festival WOMAD, em Reading. Poucos meses depois, em Março do ano seguinte, foi distinguida com o prémio de World Music da BBC3. Desde então Mariza regressou a Londres várias vezes, tendo esgotado a lotação do Royal Festival Hall em 2006, também no âmbito do Atlantic Waves. Este ano, Mariza abre o festival a 01 de Novembro com dois concertos no Barbican e ainda um espectáculo especial para as famílias durante o dia, aberto a crianças. Do programa constam ainda Rodrigo Leão e Durutti Column, Gaiteiros de Lisboa, Mafalda Arnauth, Vinicius Cantuária, estando o encerramento a cargo de Waldemar Bastos e Neco Novellas.
Andrew Barnett, no cargo há um ano, entende que é tempo de a delegação da Gulbenkian em Londres, que tem um orçamento anual de três milhões de euros, avançar para outros projectos. "Temos recursos limitados e é altura de passar à frente", refere, dando como exemplo o prémio britânico para museus e galerias, que a Gulbenkian deixou de patrocinar em 2007 após cinco anos. O mesmo, tudo indica, deverá acontecer com o festival Atlantic Waves.
Nas edições anteriores do festival passaram, entre outros, Madredeus, Mísia, Telectu, Pedro Carneiro, Zé Eduardo, The Raincoats, Lula Pena, Maria João e Mário Laginha, Rodrigo Leão, Blasted Mechanism e Gaiteiros de Lisboa - a maioria dos quais pela primeira vez no Reino Unido.
Um projecto semelhante poderá, entretanto, nascer no próximo ano pelas mãos do fundador e principal impulsionador do Atlantic Waves, Miguel Santos. "Serão quatro dias, seis concertos por dia, no início de Novembro", revelou à Lusa. O modelo, promete, será "mais ambicioso, com músicos portugueses, mas também parcerias internacionais". BM/Lusa»
23 outubro, 2008
Atlantic Waves - Mariza, Gaiteiros de Lisboa e Rodrigo Leão em Londres

Várias prestigiadas salas de espectáculos de Londres recebem, mais uma vez, nas duas primeiras semanas de Novembro, o festival Atlantic Waves, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Um festival que este ano apresenta concertos com alguns nomes maiores da música portuguesa - Mariza (na foto), Gaiteiros de Lisboa, Rodrigo Leão (com Vini Reilly, dos Durutti Column, como convidado-, algumas parcerias suculentas como a já conhecida de Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro ou a inédita de Mafalda Arnauth com Vinicius Cantuária e alguns outros da esfera da lusofonia, com os Berrogüetto e Neco Novellas, entre outros. O programa completo, que segue em inglês e tudo para o caso de um algum «bife» visitar o Raízes e Antenas:
«1–2 Nov
Sat–Sun
7.30pm
£27.50, £25, £10 + bkg
Barbican
Silk Street
London EC2
FADO
Mariza the Terra tour
Three special UK concerts by the queen of fado, the breathtakingly lyrical and melancholic music of Portugal. Adored worldwide for her heartbreaking voice, compelling stage charisma and performances that are full of musical passion and drama, Mariza returns to London for her first UK concerts in two years to premiere material from her eagerly anticipated album Terra, out this autumn on EMI – a richly cosmopolitan mix of flamenco and morna, jazz and folk music through which resonates a constant Portuguese sound.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 020 7638 8891, www.barbican.org.uk
2 Nov
Sun
2.30pm (special family show)
£40 (family ticket), £15, £10 + bkg
Barbican
Silk Street
London EC2
FADO
Mariza the Terra tour
Mariza’s special family concert on Sunday afternoon is for young people (age 7–14) and accompanying adults.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 020 7638 8891, www.barbican.org.uk
4 Nov
Tue
7.30pm
£10 + bkg
Bush Hall
310 Uxbridge Road
London W12
GALICIAN FOLK
Folk with a contemporary edge courtesy of award-winning world music group Berrogüetto, who combine a passion for traditional Galician music with contemporary experimentation and influences well beyond the borders of Galicia – playing an eclectic variety of instruments from bagpipes and hurdy-gurdy to acoustic and synthesized guitar; and Uxía, the Galician diva whose passion for mixing cultures results in a fusion of rhythms and sounds. Uxía’s songs are always tinged with the touch of traditional music, whether latent or explicit, making her one of Galicia’s most valued and popular artists.
Info: www.atlanticwaves.org, www.bushhallmusic.co.uk
Box office: 08700 600 100, www.ticketweb.co.uk
5 Nov
Wed
7.30pm
£10 + bkg
Bush Hall
310 Uxbridge Road
London W12
PORTUGUESE FOLK
Acclaimed Portuguese alternative folk group Gaiteiros de Lisboa (‘Lisbon bagpipers’) make a long awaited return visit to London. This folk-world band of multitalented musicians play songs and tunes from Portuguese and other cultures alongside their own compositions, blending the music of their original wind instruments and vocal polyphonies in a continuous search for new sounds.
Info: www.atlanticwaves.org, www.bushhallmusic.co.uk
Box office: 08700 600 100, www.ticketweb.co.uk
6 Nov
Thu
7.30pm
£20, £15, £10 + bkg
Barbican
Silk Street
London EC2
Rodrigo Leão, co-founder of Madredeus, was hailed by Pedro Almodóvar as "one of the most inspired composers in the world". There is a cinematic scale to his work which has attracted collaborators from Ryuichi Sakamoto to Beth Gibbons, and which comes out in his first retrospective work, O Mundo, in which he and his band draw together much of his greatest music as part of an imagined soundtrack. Special guests The Durutti Column, Vini Reilly's legendary Manchester band, play a very rare London show in support of the forthcoming 30 Years of Factory Records box set.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 020 7638 8891, www.barbican.org.uk
9 Nov
Sun
7.30pm
£22, £20, £17.50, £15 + bkg
St John’s
Smith Square
London SW1
OUD MASTER MEETS YOUNG FADISTA
A programme of Portuguese song from Rabih Abou-Khalil’s new album Em Português, featuring the voice of young Fado star Ricardo Ribeiro.
Master Lebanese oud (Arabic lute) player and composer Rabih Abou-Khalil takes inspiration from the poems of contemporary Portuguese writers Mário Raínho, Tiago Torres da Silva, Rui Manuel and José Luís Gordo, and from the free-spirited, amazingly mature voice of young Portuguese Fado star, Ricardo Ribeiro. Still in his twenties, Ribeiro is an authentic singer rooted fully in tradition but open to adventure in new directions. Weaving music around words and words around music, with long-term partners Luciano Biondini (accordion), Michel Godard (tuba and bass) and Jarrod Cagwin (percussion), the warm sounds of oud and voice create moods that are nothing less than exquisitely beautiful, where the saudade of Fado and the yearning of Abou-Khalil’s Middle Eastern melodic sense combine to create a completely new music – a kind of imagined folklore that seems to have existed all along.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 020 7222 1061, www.sjss.org.uk
10 Nov
Mon
7.30pm
£20, £15, £10 + bkg
Queen Elizabeth Hall
Southbank Centre
London SE1
BOSSA NOVA MASTER & FADO DIVA
One of the greatest living singer-songwriters, Vinicius Cantuária’s seductive, restless music places him in a lineage that includes the great Tom Jobim and Caetano Veloso and has the subtle, sad beauty of the greatest bossa nova songs. For this very special show, celebrating half a century of bossa nova, Cantuária presents Samba Carioca – inspired by the sounds of the 1950s, when a generation of musicians championed the songs of the great sambistas and were increasingly taken with the jazz sounds emerging from America. It was that mix of influences that gave birth to the sophisticated sounds of bossa nova and Cantuária's Samba Carioca Quartet will perform music from the past and future of Brazilian music. Mafalda Arnauth sweeps away audiences with her singular voice and youthful spontaneity. Her unique re-interpretations of the classics combined with her own original songs make her an essential part of the new fado scene.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 0870 663 2500, www.southbankcentre.co.uk
11 Nov
Tue
7.30pm
£20, £15, £10 + bkg
Queen Elizabeth Hall
Southbank Centre
London SE1
LUSOPHONE AFRICAN NIGHT
Waldemar Bastos is the great voice of Portuguese Africa. A national hero in Angola, he went to Brazil, working closely with Djavan and Chico Buarque, and then made his mark across the world recording for David Byrne’s label Luaka Bop in what he calls his ‘Afropean’ style – because he takes influences from many cultures and makes them his own. London shows are as rare as hen’s teeth, so don’t miss this special concert. Also featuring the first show here by Neco Novellas, a passionate singer from Mozambique who’s soulful music has taken him on a similar journey. The band's songs bring together the complex rhythmical structures of timbila music, Portuguese folklore, church harmonies, classical music, pop, jazz, soul, samba, afrobeat, rock, gospel and local genres.
Info: www.atlanticwaves.org
Box office: 0870 663 2500, www.southbankcentre.co.uk »
14 outubro, 2008
Festival Ruada - Uma Boa Supresa em Lisboa!

Quem diria! E assim, sem se esperar, está marcado para dias 24 e 25 deste mês um belo festival em Lisboa: o Festival Ruada, que decorre na Tenda do Instituto Português da Juventude, Parque das Nações e que inclui concertos dos Gaiteiros de Lisboa, Roncos do Diabo (na foto), Nozes & Vozes, Cramol e Sebastião Antunes Trio, para além de workshops de dança tradicional, percussão e canto, jam-sessions, uma exposição de instrumentos tradicionais e música para bebés... A organização é dos Nozes & Vozes e da Associação Gulliver. Olh'ó programa completo!
«SEXTA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO
19:00 – Abertura do Evento, com Inauguração de uma Exposição de Instrumentos Tradicionais Portugueses e breve reflexão acerca da música tradicional portuguesa com Sebastião Antunes
Concertos:
21:00 – Nozes&Vozes
21:30 – Cramol
22:30 – Gaiteiros de Lisboa
00:00 – Jam-Session (participantes e elementos dos grupos)
SÁBADO, 25 DE OUTUBRO
Música Tradicional para bebés (dos 0 aos 3 anos)
10:00 - 11:00 – 1ª Sessão
11:30 - 12:30 – 2ª Sessão
Workshops Tradicionais
Canto Tradicional – com Sebastião Antunes
Percussão – com Tiago Pereira
Danças Tradicionais – com Matias
15:00 - 16:00 – 1ª Sessão
16:30 - 17:30 – 2ª Sessão
(Workshops a decorrer em simultâneo em cada sessão, em 3 espaços distintos, possibilitando aos participantes a realização de 2 workshops)
Concertos:
21:00 – Sebastião Antunes Trio
22:30 – Roncos do Diabo
00:00 – Jam-Session (com participantes e elementos dos grupos)
01:00 - Encerramento do Festival.
CONCERTOS – Venda de bilhetes no local a partir das 14h de dia 24 Outubro
1 noite: € 7
2 noites: € 10
WORKSHOPS – Marcação obrigatória
Venda de bilhetes no local a partir das 14h de dia 24 Outubro ou reserva antecipada, por SMS (92 729 84 33) ou E-MAIL (festivalruada@gmail.com) com as seguintes informações:
NOME + Nº DE PARTICIPANTES + Workshop(s) pretendido(s) + CONTACTO TELEFÓNICO
Workshops tradicionais:
1 Workshop: € 3
2 Workshops: € 5
Música Tradicional para bebés:
1 Adulto + 1 Bebé: € 10
Pessoa extra (adulto ou bebé): € 5
LOCALIZAÇÃO
Tenda do Instituto Português da Juventude - Parque das Nações
R. de Moscavide, 47-101
1998-011 Lisboa».
25 setembro, 2008
Cromos Raízes e Antenas XLIV

Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)
Cromo XLIV.1 - Björk

Cantora, compositora, instrumentista, mulher de olhos e ouvidos abertos para as músicas e o mundo, Björk Guðmundsdóttir - nascida a 21 de Novembro de 1965 em Reykjavík, na Islândia - é uma das mais geniais e fundamentais artistas pop da actualidade. E uma artista que à pop - ou o que lhe queiram chamar, do rock indie às electrónicas - não se confina, abrindo o espaço da sua música à música erudita, ao experimentalismo, à world music. Tem colaborações com nomes como Hector Zazou - cantando um tema tradicional nórdico no álbum «Chansons des Mers Froids»» (1995) -, a cantora esquimó Tanya Tagaq - no álbum «Medúlla» (2004), o seu disco onde a tradição dialoga com a modernidade absoluta -, ou, mais recentemente, com o mestre maliano da kora Toumani Diabaté e os congoleses Konono Nº1 - ambos presentes em «Volta» (2007). Oiça-se «Earth Intruders», deste álbum, e oiça-se assim a world do futuro.
Cromo XLIV.2 - Gaiteiros de Lisboa
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Os Gaiteiros de Lisboa (foto de Mário Pires) são o mais importante grupo de música tradicional portuguesa - e da sua renovação - dos últimos vinte anos. Com uma sabedoria funda, feita de muitos anos de estudo e de prática da música, mas com o génio suficiente para da tradição fazer uma outra coisa - viva, actual, sentida, muitas vezes divertida e selvagem, de outras de uma beleza etérea e profunda - os Gaiteiros de Lisboa nasceram em 1991, com um núcleo base formado por Paulo Marinho, Carlos Guerreiro, José Manuel David, Rui Vaz, José Salgueiro (recentemente susbstituído por José Martins) e, na altura, José Mário Branco. Já sem José Mário, o grupo alargou-se a outros músicos, como Pedro Casaes e Pedro Calado. E, ao longo destes anos, mostraram que - entre originais e adaptações de temas tradicionais, com instrumentos «normais» ou por eles construídos - a música portuguesa de raiz pode dar as árvores que se quiser.
Cromo XLIV.3 - «Éthiopiques»

Garimpeiro de discos de vinil antigos, aventureiro apaixonado pela música africana, Francis Falceto - da editora Buda Musique, baseada em Paris - é o responsável por uma das mais maravilhosas colecções que a world music já viu: a série «Éthiopiques», dedicada à reedição em CD de gravações feitas nos anos 60 e 70 por músicos da Etiópia e da Eritreia e o lançamento de alguns álbuns de originais gravados recentemente para a editora. Uma série que já ultrapassou os vinte volumes e que, entre colectâneas e álbuns inteiros dedicados a artistas específicos, deu a conhecer ao mundo artistas como Mahmoud Ahmed, Mulatu Astatke, Alemayehu Eshete, Asnaketch Worku, Tilahun Gessesse, Orchestra Ethiopia, Alemu Aga ou Getachew Mekurya. Para além da série «Éthiopiques», a Buda tem ainda outras colecções relevantes: «AfricaVision», «Ethiosonic», «Zanzibara», «Musique du Monde», «Stars de la World», «Voix du Passé», «Transes Européennes» e «Echos».
Cromo XLIV.4 - Ali Hassan Kuban

Nome pioneiro da fusão da música ocidental - nomeadamente do jazz e do funk, mas também da música cubana - com a música norte-africana, Ali Hassan Kuban (nascido em Gotha, na Núbia, em 1929; falecido em 2001) deu a esta zona do Egipto uma visibilidade musical que nunca alguém tinha conseguido até então. Dono de uma voz de excepção e um homem do seu tempo, embora sempre com um pé firme na tradição da sua região e do seu povo, Hassan Kuban introduziu guitarras eléctricas, teclas, acordeão e uma secção de metais na sua música durante os anos 50. Cantor, clarinetista, tocador de gibra (gaita-de-foles local), Ali Hassan Kuban viu o seu valor ser reconhecido internacionalmente durante os anos 90, quando actuou em festivais como o WOMAD, Midem ou o festival de jazz de Montreal. Álbuns mais relevantes: «From Nubia To Cairo» (1980), «Walk Like A Nubian» (1994) e «Nubian Magic» (1995).
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24 setembro, 2008
José Mário Branco - Mudar de Vida (em Lisboa)

Falta quase um mês para os dois concertos que José Mário Branco (na foto, de Lia Costa Carvalho) vai dar na Culturgest, em Lisboa - dias 30 e 31 de Outubro - mas nunca é cedo de mais para falar neles: concertos únicos e com alguns convidados especiais, como os Gaiteiros de Lisboa, que com José Mário vão recriar aquilo que já muita gente considera como a sua nova versão do mítico «FMI»: «Mudar de Vida», estreado no Porto o ano passado e aqui apresentado pela primeira vez em Lisboa. O texto de antecipação do espectáculo explica tudo:
«Convidado pela Culturgest para criar um espectáculo único e específico para o Grande Auditório, José Mário Branco fará aquilo que sempre fez nos seus álbuns e espectáculos: uma referência – como alguém escreveu, sempre autobiográfica – ao estado em que, no seu sentir, se encontra a sociedade de que faz parte. Tomando como base o mais recente repertório, José Mário Branco decidiu optar por um formato "em tripé" para os músicos que o acompanharão em palco. Primeiro, um conjunto de músicos, todos eles excelentes intérpretes-compositores que o têm acompanhado nos últimos anos nos momentos cruciais: José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo ou Guto Lucena, instrumentistas de excepção. Segundo, como no seu álbum mais recente Resistir É Vencer (2004), a presença de um quarteto de cordas (liderado pelo jovem Luís Morais, concertino e professor em Viena) irá reforçar o pendor introspectivo que sempre existe quando José Mário Branco nos fala do mundo e da vida. E, terceiro, os convidados muito especiais deste espectáculo: os Gaiteiros de Lisboa (grupo de que José Mário Branco fez parte na sua primeira fase) irão garantir duas componentes sempre presentes na sua música, as partes corais e as percussões. Este conjunto de músicos permitirá apresentar em Lisboa (pela primeira vez, e talvez única) a canção-rap-fleuve Mudar de Vida, escrita para o concerto de Abril de 2007 na Casa da Música, no Porto. Por isso este concerto se chama Mudar de Vida - 2.
José Mário Branco é um artista do seu tempo e da sua comunidade. E este tempo é de introspecção e de eterna busca, mas também de denúncia ("Isto não é sociedade que se apresente") e de acção ("Vamos mudar de vida!")»
Mais informações, aqui.
02 setembro, 2008
Já É Setembro... Mas os Festivais Não Param!

Tavira, Macedo de Cavaleiros, Castro Verde e Sortelha - isto é, um mapa coberto de norte a sul, do litoral ao interior... - recebem neste e no próximo fim-de-semana mais uma série de festivais de world music, folk, música tradicional, o que raio se lhes queira chamar, num movimento - felizmente! - imparável de crescimento destas músicas. Em notícias sacadas directamente nas Crónicas da Terra, do camarada Luís Rei, aqui ficam os detalhes dos vários festivais, que incluem um cardápio variadíssimo de concertos dos Gaiteiros de Lisboa, Omiri, Med’Set Orkestra, Triatriba, Farra Fanfarra (na foto), Samira Kadiri & Arabesque, No Mazurka Band e Chapa-Choly, entre muitos outros. E, é bom não esquecer, ainda este fim-de-semana há mais uma Festa d'O Avante (ver detalhes mais em baixo, noutro post deste blog).
ARRAIAIS DO MUNDO - TAVIRA
É já este fim-de-semana que se realiza mais uma edição do Festival Arraiais do Mundo em Tavira organizado pelo Município local em parceria com a Associação Pédexumbo, em que se destacam três bailes e três projectos inovadores: os Gaiteiros de Lisboa que apresentam um espectáculo-baile inédito «à medida de Tavira, com arranjos feitos a partir de melodias, quadras e coreografias dos antigos bailes populares, com a criatividade própria e característica do grupo»; os Mosca Tosca em «colaboração inédita com o Rancho Folclórico da Luz de Tavira, mostrando como se pode viver a tradição no século XXI»; e o projecto de Vasco Ribeiro Casais e Tiago Pereira, Omiri, que «oferecem um baile animado por música feita a partir de instrumentos tradicionais e computador, acompanhada pela manipulação, em tempo real, de imagens vídeo actuais e antigas».
Sexta-Feira 5 de Setembro
18h30 – Oficina de Danças Tradicionais Portuguesas com Liliana Araújo, Jardim do Coreto
22h00 – Baile com Gaiteiros de Lisboa, Praça da República
Sábado 6 de Setembro
12h30 – Almoço-Tertúlia sobre o Mundo do Mar em Tavira. (Inscrição na sexta feira anterior)
18h30 – Oficina de Danças Tradicionais do Algarve com Rancho Folclórico da Luz de Tavira e Matias, Jardim do Coreto
19h00 – Início do mercado da ASTA, com demonstração de actividades dos artesãos, Junto ao Coreto
22h00 - Baile com Rancho da Luz de Tavira + Mosca Tosca, Praça da República
Domingo 7 de Setembro
11h00 – Visita à oficina de construção de acordeões de José Domingos em Tavira (Inscrição no sábado anterior)
18h30 – Oficina de Danças Tradicionais Europeias com Joana Negrão, Jardim do Coreto
22h00 – Baile com Omiri, Praça da República
Entrada Livre
PLANÍCIE MEDITERRÂNICA - CASTRO VERDE
O Festival itinerante Sete Sóis Sete Luas, em colaboração com a Câmara Municipal de Castro Verde, apresentam entre os dias 12 e 14 de Setembro a XIª edição do Planície Mediterrânica que, como tem sido habitual nos últimos anos, tem oferecido um cartaz assaz interessante com inúmeras actividades paralelas (exposições, oficinas de danças e instrumentos, peças de teatro) e em que o cante alentejano se mistura com outras músicas tradicionais do sul da Europa e do norte de África. Este ano, destacam-se as duas produções do SSSL: a Med’Set Orkestra (dia 12), dirigida pelo maestro argelino, Akim el Sikameya e que conta com a participação de uma parada de estrelas e velhos conhecidos destes encontros: Mara Aranda (a valenciana que faz parte dos colectivos Lham de Foc e Aman Aman), Rita Botto (Sicília), Custódio Castelo (enche o palco com a sua Guitarra Portuguesa), Marco Fadda (Itália), Vasilis Papageorgiou, Riccardo Tesi (o acordeonista italiano voador); e a 7Sóis Orkestra (dia 14) com direcção musical do poli-instrumentista Stefano Saletti (líder da “Piccola Banda Ikona) e a participação da fadista e companheira de Custódio Castelo, Margarida Guerreiro, para alémdo violinista Jamal Ouassini (Marrocos), do flautista Eyal Sela (Israel), do guitarrista de flamenco Miguel Angel Ramos (Andaluzia), do baixista Mario Rivera (Sicília) e do percussionista Massimo Cusato (Calabria). Mas o programa musical (e não só), é bem mais variado, com outros momentos de interesse: as actuações das napolitanas Assurd, da marroquina Samira Kadiri & Arabesque, dos alentejanos Ganhões e Camponesas de Castro Verde, para além de vários bailes a cargo da Farra Fanfarra, Triatriba (da Sicília) No Mazurka Band e Dancing Strings.
Festival Sete Sóis Sete Luas
PLANÍCIE MEDITERRÂNICA 08
12, 13 e 14 Setembro
12 Setembro (sexta-feira)
ABERTURA DAS EXPOSIÇÕES – 18h00
Instalação de Juan Mar
Local: Antiga Fábrica Prazeres & Irmão
Pintura de Giuliano Ghelli
Local: Fórum Municipal
Instalação “O Exército de Terracota” de Giuliano Ghelli
Local: Praça da República
Escultura em Pedra – Centro Internacional de Escultura
Início da Oficina de Escultura
Local: Rua D. Afonso I
Exposição “Museu da Ruralidade”
Local: Galeria Municipal
Oficina de Dança do Ventre
com Sara, bailarina dos Triatriba
Local: Fórum Municipal
Horário: 18h00
Oficina de Danças Portuguesas
com Liliana Araújo, Isabelle Guerbigny e Rodrigo
colaboração: Papoilas do Corvo
Local: Fórum Municipal
Horário: 19h00
Concerto
Os Ganhões de Castro Verde
MED’SET ORKESTRA
Local: Cine-teatro Municipal
Horário: 21h30
Concerto / Baile
NO MAZURKA BAND (Portugal)
TRIATRIBA (Sicília)
Local: Tenda Marroquina – Largo do Padrão
Horário: 23h00
A Hora do Mata-bicho
Tiborna Mediterrânica
Petisco Siciliano
Local: Tenda Marroquina – Largo do Padrão
Horário: 00h30
13 Setembro – Sábado
As Aves da Estepe Mediterrânica
Percurso pedestre para observação de avifauna
Inscrições limitadas (Posto de Turismo Telf.: 286 328 148)
Concentração: Praça da República
Horário: 9h00
Workshop de Cozinha Vegetariana
Confecção do Almoço – Preço 5 €
Horário: 10h00
Local: Refeitório (junto ao Museu da Lucerna)
Os Répteis: Herpetólogo por um dia!
Inserido no Programa Biologia no Verão
Informações e inscrições Telf: 286 328 309
Horário: 14H00 (duração 5 horas)
Local: CEA do Vale Gonçalinho
Oficina de Flauta de Tamborileiro
com Diogo Leal
Local: Antiga Fábrica Prazeres & Irmão
Horário: 15h00
Oficina de Dança de Tradição Europeia
com Matias
Local: Fórum Municipal
Horário: 16h00
Oficina de Danças e Percussão Italianas
com Assurd (Nápoles)
Local: Fórum Municipal
Horário: 17h00
Tocar o Sol Posto
Desfile e actuação
XEREMIERS DE SON ROCA (Ilhas Baleares)
Flauta de Tamborileiro (Diogo Leal)
Grupo Coral “As Vozes de Casével”
Local: Praça da República (Início) – Jardim do Padrão
Horário: 18h30
Concerto
VIOLAS CAMPANIÇAS (Alentejo)
SAMIRA KADIRI & ARABESQUE (Marrocos)
ASSURD (Nápoles - Itália)
Local: Cine-teatro Municipal
Horário: 21h30
Concerto / Baile
FARRA FANFARRA (Portugal)
Local: Tenda Marroquina – Largo do Padrão
Horário: 23h45
14 Setembro – Domingo
Tamborilando
Teatro de Música e Objectos
Público-alvo: crianças dos 0 aos 6 anos de idade
Local: Antiga Fábrica Prazeres & Irmão
Horário: 11h00
Oficina de Danças de Tradição Europeia
com Matias
Local: Fórum Municipal
Horário: 11h00
Um Almoço no Altar do Céu
Almoço + Cante (As Atabuas)
Inscrições Limitadas – 5 € (Inclui Transporte e Almoço)
Local: Nossa Sra. de Aracelis
Horário: 13h00
(Saída de Castro às 12h00)
Oficina “O Cante e o Vinho”
La Comparsa (actuação)
Oficina de Cante Alentejano
Local: Taberna do João das Cabeças
Horário: 15h30
Baile de Danças de Tradição Europeias
DANCING STRINGS
Local: Tenda Marroquina – Largo do Padrão
Horário: 17h00
O Cante na Tarde
La Comparsa (actuação)
Grupo Coral “Os Carapinhas de Castro Verde”
Grupo Coral “Os Cardadores da Sete”
Local: Largo do Padrão
Horário: 18h30
Teatro de Rua
MARACAIBO TEATRO (Alicante – Espanha)
Local: Jardim do Padrão
Horário: 19h00
Concerto
As Camponesas de Castro Verde
7SÓISORKESTRA
Local: Cine-teatro Municipal
Horário: 22h00
IBERFOLK - SORTELHA
NoMazurka Band no Iberfolk da Sortelha
August 25, 2008 by Luís Rei
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A aldeia histórica de Sortelha recebe entre os dias 5 e 7 de Setembro mais uma edição do Festival Iberfolk. O Programa é o seguinte:
5 de Setembro
22:00 – Observação Astronómica
22:00 – Adufeiras de Paúl
22:40 – Hora do conto (Marco Luna)
23:30 – Ishbarian Bagpipe
00:30 – João Gentil e Luís Formiga (DJ Folk)
6 de Setembro
11:00 – Passeio de Burro
11:00 - Workshop Reciclagem
16:00 – Workshop de dança tradiconal
16:00 – Workshop de inic. Gaita-de-foles
17:00 – Escalada do castelo
17:30 – Workshop de dança tradicional
21:00 - Documentário
21:00 - Observação astronómica
21:30 – Arranca Telhados
22:30 – Hora do conto (Marco Luna)
23:00 – Rabies Nubis
00:00 – No Mazurka Band
DJ Folk
7 de Setembro
11:00 – Passeio de burro
11:00 - Workshop Reciclagem
13:00 – Caminhada à descoberta da serra da Malcata
15:00 - Documentário
16:00 – Escalada do castelo
16:00 – Workshop de dança tradicional
17:00 - PortFolk
FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA TRADICIONAL - MACEDO DE CAVALEIROS
Festival Internacional de Música Tradicional
Galandum Galundaina, Chapa-Choly, Umaya e Bardos e Druidas
Praça das Eiras
Macedo de Cavaleiros
Dia 5
Galandum Galundaina (Portugal)
Chapa-Choly (Senegal)
Dia 6
Umaya (Médio Oriente)
Bardos e Druidas (Espanha)
Animação de rua com grupos convidados
Entrada Livre
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Obrigado, Luís!! E um grande abraço!!!
30 julho, 2008
Festival Galaicofolia - Com Gaiteiros de Lisboa, Julie Fowlis e Red Hot Chilli Pipers

Ainda é só a primeira edição do festival e já tem um cartaz de respeito!! Veja-se só: o Festival Galaicofolia, que decorre no Castro de S. Lourenço, em Esposende, nos dias 1, 2 e 3 de Agosto apresenta concertos com Julie Fowlis (Escócia) e Monte Lunai (Portugal) no primeiro dia; Gaiteiros de Lisboa (Portugal) e Arrefole (Portugal) no segundo; e Fía na Roca (Galiza) e Red Hot Chilli Pipers (Escócia - não confundir com os seus quase homónimos norte-americanos, já que aqui é de «pipes», gaitas-de-foles, que se trata mesmo!; na foto) no terceiro. Mas, durante o festival, ainda há mais animação musical com os Sons da Suévia, Celtas Iberos, Zés Pr'eiras de Antas e Zés Pereiras do Grupo de Danças e Cantares de Forjães e, para os mais resistentes, as sessões de DJing de Osga (o grande senhor das Noites Folk do portuense Contagiarte), para além de inúmeras outras actividades. Mais informações, aqui.
15 maio, 2008
Uma Casa Portuguesa/Focus Nórdico - Quando os Extremos (se) Tocam

O trocadilho do título é um exagero, mas é verdade que por muito improvável que isto possa parecer há pontos de contacto entre a música portuguesa - aqui no mais sul da Europa - e a música que se faz nos países escandinavos. E, sejam artificiais ou verdadeiros (cf. no Stockholm Lisboa Project, a maior ausência deste festival), esses toques dos extremos da Europa têm expressão e visibilidade no mini-festival Uma Casa Portuguesa, que decorre a partir de hoje na Casa da Música, Porto. Hoje, dia 15, com os Realejo (para quando o álbum, senhores e senhora?) e o The Skrey Project, duo de flautistas e saxofonistas Rão Kyao e Karl Seglem (da Noruega), quase almas-gémeas na busca de sonoridades tradicionais dos seus próprios países e de muitos outros - e dos seus eventuais cruzamentos com o jazz. Com eles estarão José Peixoto (guitarra clássica), Ruca Rebordão (percussão), GJermund Silset (Baixo) e Helge Norbakken (bateria e percussão). Amanhã, dia 16, o palco é ocupado pelos Gaiteiros de Lisboa (na foto) - que apresentam o espectáculo «Retrospectiva 1993-2008», comemorativo dos seus quinze anos de actividade como recuperadores não ortodoxos, radicais e geniais da música de raiz tradicional portuguesa... e uma nova formação em que o percussionista José Martins substitui José Salgueiro - e o cantor sueco de origem sami Lars-Ànte Kuhmunen. Sábado, dia 17, é a vez dos cada vez mais apurados Toques do Caramulo e do duo finlandês Anna-Kaisa Liedes (voz) - que há um ano deu um maravilhoso espectáculo no Festival Voz de Mulher - e Timo Vaananen (kantele). Finalmente, no domingo, dia 18, há concertos de Haugaard & Hoirup (Dinamarca) e do nosso Júlio Pereira. Mais informações, aqui.
29 outubro, 2007
WOMEX - Toca Gaiteiro Que Nós Dançaremos!

No meio da dança, dos pulos, dos gritos e das palmas que algumas dezenas de portugueses semeavam na plateia durante o concerto dos Gaiteiros de Lisboa (na foto, de Carlos Mendes Pereira, do Punctum), na WOMEX de Sevilha, alguém disse «não somos mesmo nada imparciais, nós...». Pois, é que é bastante difícil ser imparcial quando, mais do que «objectos» de análise jornalística quem nós temos à nossa frente é um grupo de músicos nossos amigos. E quase todos os portugueses que estavam em Sevilha - jornalistas, músicos, produtores, editores, agentes, etc, etc... - reuniram-se para fazer claque, incluindo, claro, os jornalistas. Mais a mais, uma claque que não envergonhou ninguém porque - e agora é mesmo a objectividade a falar, juro! - os Gaiteiros deram um concerto brilhante, cheio de força, variado e seguríssimo, mesmo que o som tenha estado mais baixo do que aquilo que eles mereciam. Mas mesmo isso não impediu que, a meio do espectáculo, a festa já se tivesse espalhado do palco para os «tugas» e o resto do público. O concerto dos Gaiteiros foi o único oficial de artistas portugueses. Mas, dentro do recinto da Feira puderam ouvir-se pequenos showcases acústicos dos Dazkarieh, do Stockholm Lisboa Project e do fadista e pianista Mário Moita. E, com discos na bagagem, também por lá andavam artistas como Viviane e Hélder Moutinho e membros dos Deolinda, A Naifa, Toques do Caramulo e Blasted Mechanism, entre outros. Para além, claro, de uma larga representação da «indústria» musical portuguesa.
Dos outros concertos e showcases nos cinco espaços da WOMEX deste ano, ficaram na memória, pelas melhores razões, os da cabo-verdiana Mayra Andrade (apesar de, por vezes, ter uns arranjos mais elaborados do que aquilo que seria necessário), do maravilhoso grupo galego Marful (com a sua viagem que parte da Galiza para visitar Portugal, França e América Latina), dos Aman Aman (um projecto paralelo dos L'Ham de Foc que reúne músicos espanhóis e gregos numa leitura lindíssima da música sefardita), os «multinacionais» Badila (com a sua versão aberta e encantatória da música do Paquistão, da Índia e do Irão), os Balkan Beat Box (uma festa pegada de música balcânica, klezmer, reggae, etc, etc...), os Dengue Fever (grupo de norte-americanos e cambojanos que faz uma mistura divertidíssima de rock «sixties» - do surf ao garage e à pop - com música dos filmes de Bollywood e o Festival da Eurovisão), o DJ alemão [dunkelbunt] - imparável nas suas misturas, muitas delas inéditas e pessoais, de música balcânica com reggae, dub, trip-hop ou rap -, os Kasai Allstars (um colorido grupo congolês com uma música irresistível e viciosamente dançável) e os seus «primos» sul-africanos The Dizu Plaatjies Ibuyambo Ensemble (com as caras pintadas e uma música riquíssima e muito variada em timbres, ritmos e harmonias), do nigeriano Seun Kuti (com um espectáculo muito mais bem conseguido do que aqui há uns anos em Sines), das checas Tara Fuki (duas violoncelistas/cantoras que fundem muito bem - excepto quando se aproximam do rock dos... Apocalyptica - música tradicional polaca, música experimental e música erudita), os Toumast (grupo do Niger que leva a música tuaregue ainda mais para o rock do que os Tinariwen e é muito, muito bom ao vivo!); e a reconfirmação da grande qualidade de dois nomes por mim anteriormente vistos este ano - os Bajofondo Tango Club e Vieux Farka Touré.
E a recordar, pelas piores razões - ou não tão boas quanto as dos outros -, os 3canal (grupo de rapso de Trinidad e Tobago, que mistura calipso, rap e reggae mas soa um bocadinho preguiçoso), os albaneses da Fanfara Tirana (uma Fanfare Ciocarlia em versão «limpinha») e os cubanos Maravilla de Florida (com um sucedâneo do Buena Vista Social Club que não acrescenta nada à música de Cuba que já conhecemos), entre outros nomes que mais vale nem recordar (exemplo máximo: o pimba-balcânico-mesmo-pimba dos !DelaDap). Entre os concertos que não vi, mas que tive pena (com três ou quatro concertos a decorrer ao mesmo tempo é impossível ir a todos) contam-se os de Umalali & The Garifuna feat. Andy Palacio, Tanya Tagaq, Siba e a Fuloresta, Lo Cór de la Plana, La Shica, Julie Fowlis e Hazmat Modine. Mas hei-de vê-los um dia.
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22 outubro, 2007
WOMEX - O Atlas da Música Tem Um Centro

Numa altura em que a crise na indústria discográfica aperta cada vez mais - com inúmeros artistas, mesmo os de topo mundial, a apostar prioritariamente no circuito de espectáculos e a deixar para trás chorudos contratos com as editoras fonográficas -, os circuitos alternativos de produção, distribuição e divulgação de música são cada vez mais importantes. E na imensa «área» da chamada world music uma feira/festival como é a WOMEX, onde se cruzam músicos e outros agentes musicais de todo o mundo, é uma porta aberta para o conhecimento de novas vias de divulgação musical e, mais ainda, de projectos emergentes neste mar imenso das músicas. Este ano, a lista de concertos e showcases da WOMEX - que decorre em Sevilha, Espanha, esta semana, de 24 a 28 de Outubro - é novamente impressionante: com destaque especial, claro, para a presença dos Gaiteiros de Lisboa (única representação portuguesa na lista), o elenco inclui ainda os 3canal (Trinidad & Tobago), Abdeljalil Kodssi (Marrocos/Espanha), Aman Aman (Espanha), Badila (Índia/Irão/França), Bajofondo Tango Club (Argentina/Uruguai), Balkan Beat Box (Israel/Estados Unidos), Caravan Palace (França), Dengue Fever (Cambodja/Estados Unidos; na foto); Electric Kulintang (Filipinas/Cuba/Estados Unidos), Ensemble AltaiKai (Rússia), Fanfara Tirana (Albânia), Hazmat Modine (Estados Unidos), Julie Fowlis (Escócia), Kasai Allstars (Congo), La Shica (Espanha), Lo Còr de la Plana (França), Majorstuen (Noruega), Mamani Keita & Nicolas Repac (Mali/França), Maravilla de Florida (Cuba), Mastaki Bafa (Congo), Mayra Andrade (Cabo Verde/França), Melingo (Argentina/França), Mono Blanco (México), Ross Daly Quartet (Irlanda/Grécia), Seun Kuti & Egypt 80 (Nigéria), Shanbehzadeh Ensemble (Irão/França), Siba e a Fuloresta (Brasil), Sväng (Finlândia), Taksim Trio (Turquia), Tanya Tagaq (Canadá), Tara Fuki (República Checa/França), Telmary (Cuba), The Dizu Plaatjies Ibuyambo Ensemble (África do Sul), Toumast (Niger/França), Umalali & The Garifuna Collective com Andy Palacio (Belize/Guatemala/Honduras) e Yamandu Costa (Brasil), havendo ainda sessões de DJs com [dunkelbunt] (Alemanha/Áustria), DJ 99 (Noruega) e Daladala Soundz (Alemanha). O Raízes e Antenas vai lá estar e há reportagem prometida para o início da próxima semana. Mais informações aqui.
20 abril, 2007
Gaitas em Festa no Kilombo de Benfica

Amanhã, dia 21, no Kilombo de Benfica, decorre o II Gaitas em Festa, encontro de escolas e de grupos musicais que têm na gaita-de-foles a sua origem ou inspiração, organizado pela Trupe Boomerang. Às onze da manhã decorre um workshop dirigido por Paulo Marinho (Gaiteiros de Lisboa/Sétima Legião) dedicado à afinação de gaitas-de-foles em conjunto. A partir das 15h00 há demonstrações de escolas de gaitas-de-foles com os Bardoada, Casa Pia de Lisboa, Gil Teatro, Associação Gaita-de-Foles e Xuventude da Galiza. À noite, a partir das 20h00, há concertos pelos Trabucos (música medieval), Anaquiños da Terra (folk galega), Roncos do Diabo (que têm nas gaitas transmontanas as suas «armas» de eleição) e, como justos cabeças-de-cartaz, os incontornáveis Gaiteiros de Lisboa (na foto). Prevê-se uma festa pegada, portanto... O Kilombo - espaço da Trupe Boomerang - fica na Av. Gomes Pereira, nº11, Parque de Estacionamento Villa Simões, Armazém 13. E os bilhetes para o II Gaitas em Festa custam 7 euros.
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