«Enquanto o filme SIGNIFICADO a música portuguesa se gostasse dela própria, está em provas de selecção no festival INDIE, pode-se no entanto debater o tema, a convite dos Estudos de Música Popular da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade de Lisboa, vou realizar um debate sobre o tema; Se a música portuguesa gostasse dela própria a partir de excertos do filme. É no dia 23 às 18 horas no Auditório 1 da Universidade Nova».
Quem conhece o trabalho anterior de Tiago Pereira - nomeadamente os recentes «Arritmia» e «Mandragora Officinarum» - já sabe que, deste realizador, só se pode esperar sempre um salto em frente, e também um complemento mais ou menos lógico do que ficou para trás, em cada novo filme seu. «Significado - A Música Portuguesa se Gostasse Dela Própria», o novo filme de Tiago Pereira, celebra os quinze anos de existência da d'Orfeu (a notável estrutura montada em Águeda pelos irmãos Fernandes) mas extrapola de forma brilhante o conceito de «encomenda» e aventura-se no levantamento de inúmeras questões que rodeiam a música tradicional portuguesa, a sua evolução e a sua cristalização, a sua reinvenção e as suas dúvidas, os seus mitos e as suas interrogações. Com a participação de vários músicos mais ou menos esperados e outros não tanto quanto isso - Vítor Rua, Carlos Guerreiro, os irmãos Fernandes (Luís, Artur, Bitocas e Rogério), Júlio Pereira... - e também de outras personagens, como a escultora Joana Vasconcelos ou o Jornalista Orelhudo (um "cameo" do autor deste blog!), «Significado» vai mais longe na busca de um sentido - e de um «contexto» - para o que é a música tradicional portuguesa do que qualquer outro objecto (filme, livro, artigo, disco...) até agora existente.
António Pires, DJ e jornalista de música, trabalhou no jornal BLITZ durante 20 anos, do qual foi Chefe de Redacção durante 12 anos. Publicou também textos no Se7e, Expresso, A Capital, Revista de Cinema, Face, Mini International e Autores. Realizou e colaborou em programas de rádio na RUT e na NRJ. Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Dá aulas de História da Indústria Discográfica na Restart, onde também leccionou História do Espectáculo no Séc.XX. É jornalista free-lancer, responsável pelo blog Raízes e Antenas. Colabora com as revistas Time Out Lisboa e Magazine.HD e com o jornal «i». É o autor dos livros «As Lendas do Quarteto 1111», "Contexto - 15 Anos, 15 Histórias que Fazem a História da d'Orfeu", "Raízes e Antenas - Mistérios e Maravilhas da World Music" e "Portugal - As Grandes Canções de Sempre". Como DJ actuou em festivais como o FMM de Sines, MED de Loulé, Etnias, Mundo Mix, Mundo Dakar, Eco Fest, DocLisboa, Granitos Folk, Lisboa Mistura, Ritmos, FIDO e Voz de Mulher, assim como na Expo de Saragoça.