31 agosto, 2009

Sons 09 - Festival Folk no Fundão


Mais um festival para o rol interminável de festivais de world, folk, etc, etc... O Sons 09, que decorre em Janeiro de Cima, Fundão, de 4 a 6 de Setembro. Inclui concertos dos Deu La Deu, Fol&ar, Ventos da Líria (na foto), Cabaz, workshops e os maravilhosos contos de Marco Luna. O programa oficial:

«Um rio convida estendendo o ar fresco que cativa nas tardes quentes, um programa recheado e aberto a imensas caras alegres no regaço de uma serra que acolhe. Será assim o Sons09 em Janeiro de Cima, aldeia-casa no Fundão.

Primeira pedra de uma iniciativa que se estenderá nos anos - o sonho raíz d'aldeia, a ser apresentado no sábado - e que nos levará numa viagem incrivel pelos recantos das aldeias do xisto, o Sons09 será o momento de retomar memórias para uns e excusa soberba para arrecadar recordações para todos. Setembro receberá melodias de sempre quando o primeiro fim de semana chegar.

Uma co-produção Tradballs, Rodobalho e Enluarados.

Programa

(Sujeito a alterações)


Sexta - 4 de Set

21h - Projecção de filme
22h - Contos na barca - Marco Luna
23h - Concerto de VENTOS DA LÍRIA (Praia Fluvial)
1.00 - Jam session e Dj Folk (Praia Fluvial)

Sábado - 5 Set:

9h - Visita e raid fotográfico á Lavaria das Minas da Panasqueira

10h - Yoga
10h - Workshop de cozedura de pão em forno de Lenha- inscrição prévia e limitada (Forno de Xisto - Restaurante Fiado)

almoço


14h - Workshop de artesanato em materiais reciclados - Agub (Praia fluvial)
14h- Workshop de confecção de linho em teares tradicionais (Casa das tecedeiras)
15.30h- PIMPIDU - Workshop de pinturas faciais e para miúdos e graúdos (Praia Fluvial)

16h - Jogos tradicionais

16h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)

17h - Workshop de danças tradicionais (Bourrée's) - Alexandre Matias
17h - Corrida de barcas tradicionais na Praia Fluvial da Lavadeira - inscrição prévia
18.30h - Workshop de danças tradicionais (Quadrilhas) - Alexandre Matias


jantar

21h - Tertúlia XIS-Tema - Apresentação do Projecto Raiz d'Aldeia e debate aberto sobre actividades de cultura tradicional na Rede de Aldeias do Xisto
22h - Concerto de DEU LA DEU
23h - Contos na barca - Marco Luna
24h - Concerto de FOL&AR
1.30 - Jam session e Dj Folk

Domingo - 6 Set

9h - Visita e raid fotográfico
10h - yoga

10h - Workshop de construção em Xisto (inicio de construção em xisto de um muro que será construído, lentamente, todos os anos, pelos participantes do Festival Sons)


almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclado - Agub (Praia Fluvial)
15.30 - Workshop de artesanato em Fitas de orelos (típicas da região)

16h - Jogos tradicionais

16h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)

17h - Workshop de danças tradicionais europeias (Viras) - Alexandre Matias
18.30 - Concerto dos CABAZ (Praia Fluvial)».

Mais informações, aqui.

25 agosto, 2009

Arredas Folk Fest - A Primeira Edição


Há mais um festival a começar: o Arredas Folk Fest, que decorre nos dias 4 e 5 de Setembro, em Tregosa, Barcelos. No primeiro dia com os portuenses Kukiiru o grupo de bombos Estica-me as Peles e no segundo com os lisboetas Tanira, os portuenses Arrefole (na foto) e e os bracarenses iPum (grupo de percussõpes da Universidade do Minho). E, promete a organização, para além da música haverá exposições, workshops, massagens, jogos tradicionais, gastronomia, artesanato a outras actividades. Mais informações, aqui.

19 agosto, 2009

Dulce Pontes - Há Um Shane MacGowan na Música Portuguesa...



Desde há alguns meses tenho o prazer de escrever no jornal «i». O primeiro texto que publiquei neste jornal tinha como mote esta canção de Dulce Pontes, «Júlia Galdéria», que na minha humilde opinião é o pico maior desta cantora. Pelo arrojo, pela coragem, pela imaginação... Oiçam-na sem preconceitos (ou «listen without prejudice», na tradução livre de George Michael). O texto publicado:

«Há um Shane MacGowan na música portuguesa e ele chama-se... Dulce Pontes! No seu novo álbum, "Encontros" - um "best of" com muitas regravações e novas versões de temas editados anteriormente nos seus álbuns de originais, incluindo parcerias com o tenor José Carreras e com o cantor e músico grego George Dalaras -, Dulce Pontes canta "Júlia Galdéria", adaptação do clássico do fado "Júlia Florista" (popularizado por Amália Rodrigues, Max e Carlos do Carmo, entre outros), que acrescenta alguns pontos ao conto desta mítica fadista, guitarrista e vendedeira de flores do início do Séc.XX. E interpretando-o com voz de bêbeda e de mulher muito mais velha do que os quarenta anos que ela, Dulce Pontes, tem. Mostrei o tema, sem dizer quem o cantava, a várias pessoas e ninguém reconheceu a voz da cantora do Montijo. E os comentários, depois, foram: "Ela passou-se!" ou "Então, agora a Dulce Pontes dá nos copos?". Mas eu prefiro acreditar que a inclusão de "Júlia Galdéria" - do qual gosto muito! - neste álbum é antes um genial golpe de marketing. Há-de ser tão falado quanto o "Sem Eira Nem Beira" (mais popularmente conhecido por "Sr. Engenheiro") dos Xutos & Pontapés.

Nota 1: Aparentemente, ainda ninguém deu por esta minha previsão e esta fabulosa "Júlia Galdéria" (adaptação da "Júlia Florista" feita pelo tio de Dulce Pontes) passou, infelizmente, ao lado de toda a gente...

Nota 2: O teledisco (que eu desconhecia quando escrevi sobre o disco) é, tal como a canção, uma surpresa completa: a recriação, genial e animada!, do quadro "O Fado", de José Malhoa (o pintor, não o cantor pimba, claro!).

18 agosto, 2009

Há Mais Jazz em... Sines!


O FMM acabou (acabou mas há-de recomeçar daqui a 11 meses!) e ainda há música veraneante em Sines. Desta vez, com o belíssimo espaço do CAS a ser ocupado pelo jazz nacional - Paula Oliveira (na foto), Afonso Pais, Acácio Salero, El Fad (do guitarrista José Peixoto e do violinista Carlos Zíngaro), Low Budget Research Kitchen (projecto de homenagem a Frank Zappa) e os In Tempus, de Vasco Agostinho - e por iniciativas paralelas. O programa completo:


«Programação Agosto 2009
O Centro de Artes de Sines e a Escola das Artes de Sines recebem, nos dias 21, 22 e 23 de Agosto, o Sines em Jazz 2009, com seis concertos, palestras e workshops.

Sines em Jazz : Concertos


Afonso Pais Trio »
Afonso Pais é um dos mais promissores guitarristas da cena jazz em Portugal, combinando o idioma jazzístico com outras influências, como a MPB e a música erudita.
Auditório do Centro de Artes | 21 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


Acácio Salero - Secret Apache »
O segundo projecto da noite inaugural do Sines em Jazz foca-se na mistura de música orquestrada com música improvisada, tomando como alicerces o jazz tradicional, o rock e a música contemporânea.
Auditório do Centro de Artes | 21 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite


El Fad »
Com El Fad, José Peixoto junta-se a três grandes músicos portugueses (Carlos Zíngaro, Yuri Daniel e José Salgueiro) para recuperar, num projecto de jazz contemporâneo, os séculos de presença moura na Península Ibérica.
Auditório do Centro de Artes | 22 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


Low Budget Research Kitchen plays Zappa »
Octeto instrumental dedicado exclusivamente à música de Frank Zappa. A obra deste compositor norte-americano é um caso único na música da segunda metade do séc. XX.
Auditório do Centro de Artes | 22 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite


Paula Oliveira »
Paula Oliveira é uma das maiores referências do jazz vocal em Portugal. Voz quente e melodiosa, canta um jazz completamente seu, escolhendo repertório, na sua maioria, em língua portuguesa.
Auditório do Centro de Artes | 23 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


In Tempus - Quarteto de Vasco Agostinho »
No quarteto In Tempus, Vasco Agostinho reúne, sob a sua direcção, músicos que partilham com ele a convicção de que, mais do que as linguagens, as estéticas, as tradições ou as modas, a música vive na tradução do íntimo de cada interveniente.
Auditório do Centro de Artes | 23 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite

Sines em Jazz : Iniciativas paralelas


Palestras »
Pensar e debater o jazz em oito palestras com especialistas do género: Luís Lapa, Virgil Mihaiu, Carlos Azevedo, José Duarte e Zé Eduardo.
Escola das Artes de Sines | 21, 22 e 23 de Agosto | Gratuitas, mediante inscrição na Escola das Artes | Org. CM Sines. Parceria Escola das Artes de Sines


Workshops »
Workshop "Fundamentos rítmicos do jazz", com Acácio Salero, e workshop "Técnica de estudo para música improvisada", com Vasco Agostinho.
Escola das Artes de Sines | 21 e 23 de Agosto | Gratuitos para os alunos da Escola das Artes e 5 euros para não alunos | Org. CMS. Parceria Escola das Artes de Sines

Centro de Exposições


FMM: "Caravançarai: 10 de FMM em fotografia" »
Dez fotógrafos que, nas mais diferentes qualidades, acompanharam o FMM Sines ao longo de 10 anos mostram imagens que captam a alma de um festival que é já muito mais do que um evento musical.
11 de Julho - 23 de Agosto | Todos os dias, 14h00-20h00 | Entrada livre

Biblioteca

Biblioteca no Verão »
O principal tesouro da Biblioteca são os seus livros, mas durante os meses de Julho e Agosto há ainda mais motivos para as crianças e as suas famílias a visitarem.
Ver programação no interior

Serviço Educativo e Cultural
O que é o SEC? | O que é o Passaporte do SEC?

Ateliês do Arquivo Histórico Arnaldo Soledade »
Durante os meses de Verão, o Arquivo Histórico Arnaldo Soledade continua aberto e realiza visitas-guiadas para famílias e crianças. Saiba como fazer a sua marcação
Ver detalhes no interior

Verão no Museu de Sines | Casa de Vasco da Gama »
Durante o Verão, as crianças, as famílias e o público em geral podem continuar a desfrutar a Casa de Vasco da Gama e o Museu de Sines em visitas-guiadas e ateliês.
Ver detalhes no interior


Ateliês de Movimento e Dança - Inscrições abertas »
As aulas dos Ateliês de Movimento e Dança do Centro de Artes de Sines terminam no dia 4 de Julho. Ao longo de Julho e Agosto, estão abertas as inscrições para o ano lectivo 2009/2010, que tem início no dia 7 de Setembro.
Ver detalhes no interior

"Do Centro para Dentro", visitas guiadas para grupos ao CAS »
O Centro de Artes tornou-se, por magia, um imenso labirinto que será necessário percorrer. Com a ajuda de um fio mágico iremos encontrar os caminhos perdidos, passagens secretas…
Todo o CAS | Todo o ano | Para toda a comunidade

Torne-se Amigo do CAS»

Mais informações, aqui.

10 agosto, 2009

FATT 2009 - O Festival dos Didgeridoos (E Não Só)


A oitava edição do festival FATT, dedicado ao didgeridoo - mas igualmente aberto a muitos outros instrumentos - decorre de 20 a 23 de Agosto no Ameixial, Algarve. O programa completo:

«De 20 a 23 de Agosto a Associação Portuguesa de Didgeridoo - APD volta a organizar o Festival Didgeridoo - FATT 2009, sendo esta a VIII edição do festival, sempre com o mote Didgeridoo e as culturas do mundo.

Continuando por terras algarvias, esta edição será realizada novamente no meio da serra do Caldeirão (Algarve), na aldeia do Ameixial, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé , Junta de Freguesia do Ameixial e ainda Grupo Desportivo Ameixialense.

Este ano teremos a presença dos irreverentes Australianos Wild Marmalade (na foto), o Croata Dubravko Lapaine, Sidy Sissokho um mestre de percussão originário do Senegal, contamos ainda com a presença de Iban Nikolai de Espanha ainda alguns projectos nacionais tais como DIDGEnBass e os Tribolados e a Allantantou Dance Company.

Com workshops durante o dia e concertos à noite, este evento é rico em actividades.
Oferecemos uma grande variedade de workshops tais como: workshops de didgeridoo, percussão, pintura em pigmento natural, capoeira, lançamento de boomerangs e dança africana, entre muitos outros.

Também poderá adquirir inúmeros objectos vindos dos quatro cantos do mundo desde a Austrália, passando pela África, e até Portugal.

Ameixial é uma freguesia serrana, na partilha com o Alentejo, situada a cerca de 50 km de Loulé e Faro, e a 20km de Almodôvar. Possui belos montados, abundantes colmeias e caracteriza-se pela sua ruralidade e por uma agricultura de subsistência, própria da Serra do Caldeirão, onde não falta também o artesanato local.

O Festival destina-se a todos aqueles que queiram passar um fim de semana diferente, cheio de actividades e principalmente tocar e ouvir muitos instrumentos do mundo, principalmente o majestoso Didgeridoo.

Programa

Quinta

19h - Abertura oficial do Festival
19h30- Discurso de abertura
19h30 - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 23h - Inicio das jam´s
23h - 02h00 - Inicio dos concertos e performances
- Jams


Sexta

9h30 - Abertura do festival
10h - 13h Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 03h00 - Inicio dos concertos e performances
- Tribolados
- Iban Nikolai
- DIDGEnBASS


Sábado

9h30 - Abertura do festival
10h - 13h - Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 03h00 - Inicio dos concertos e performances
- Sidy Sissokho
- Dubravko Lapaine
- Wild Marmelade

Domingo

9h30- Abertura do festival
10h - 13h - Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 00h00 - Inicio de jam´s

Depois das jam´s damos como finalizado o festival, mas os participantes poderão ficar no local, pois é um local público mas a organização não se responsabiliza por estes, pois o festival oficialmente termina às 0h00 de dia 23 de Agosto ( Domingo )

O programa está sujeito a alterações

Bilhete 4 dias – 15€
Bilhete diário – 5€»

Mais informações, aqui.

07 agosto, 2009

Celtirock - Com Allan-Bique, Hyubris e Zamburiel


Começa amanhã, sábado, mais um Celtirock, em Vilar de Perdizes. Com concertos dos Alann-Bique, Hyubris e Zamburiel (na foto)e um esconrujo da queimada feito pelo mítico padre da freguesia, o P. Fontes. O comunicado oficial:

«Objectivos do festival CeltiRock:

O festival CeltiRock pretende afirmar a Freguesia de Vilar de Perdizes e,
num leque mais alargado, o Concelho de Montalegre, promovendo a sua
imagem, através de uma oferta artística de qualidade acrescida e dirigida
a diferentes públicos, jovens e menos jovens, numa perspectiva de
diversidade cultural e intercâmbio de ideias e projectos. Cada visitante é
visto como um potencial promotor das potencialidades turísticas desta
região.

Programa:

Do programa desta 6.ª edição constam três espectáculos de grande qualidade
musical, protagonizados pelos galaico-madrilenos Alann-Bique, pelos
portugueses Hyubris (que vêm apresentar o seu novo álbum no Celtirock) e
pelos também madrilenos Zamburiel. Além dos concertos da noite de sábado
haverá ainda, uma encenação teatral do “Esconjuro da Queimada” pelo Pe.
Fontes em articulação com a representação teatral do grupo Alann-Bique.
Posteriormente, os presentes poderão deliciar-se com aquela poção mágica.
Do programa consta ainda, a Rota do Contrabando, projecção de um
documentário sobre a região e imagens multimédia relativas ao festival,
jogos populares, atelier de pinturas faciais com motivos celtas, visitas
guiadas ao património construído local, exposições e venda de produtos e
artesanato da região, licor e marchandising do festival, entre outros.
Para além da participação no evento, os visitantes poderão também
deliciar-se com a maravilhosa gastronomia barrosã e com as belas
envolvências paisagísticas.

Partimos para mais um desafio aliciante e estamos certos que, o Festival
atrairá a Vilar de Perdizes um número acrescido de pessoas, que poderão
apreciar as prestações de artistas de projecção nacional e internacional.
Ao longo das últimas cinco edições, o Festival CeltiRock conseguiu
alcançar um dos lugares de referência como um dos mais importantes
festivais de música tradicional/folk/celta a nível nacional, atraindo até
às Terras de Barroso, visitantes e músicos oriundos de várias
proveniências.
Para quem desejar acampar, poderá fazê-lo, gratuitamente, no campo de
futebol local. Todos os espectáculos têm entrada livre.

Grupos:
Alann-Bique (Galiza/Madrid - Espanha)
O grupo Alann-Bique foi criado em 1999 com a inquietude principal de
estabelecer a fusão entre a gaita-de-foles e outros instrumentos musicais.
Aproveitando os conhecimentos dos seus integrantes no mundo das artes
cénicas, criam um espectáculo interdisciplinar de música e teatro que
adopta o nome de "...Noite Meiga, Noite de Bruxas". A sua actuação
divide-se entre um espectáculo musical de 1 hora e a encenação cénica do
“Esconjuro da Queimada” com cerca de 40 minutos.

Hyubris (Tramagal - Portugal)
Os Hyubris destacaram-se em 2002 na Festa do Avante. A partir daí nunca
mais pararam, desdobrando-se em concertos e participações televisivas. Nas
suas actuações destacam-se uma boa presença em palco e o contraste entre
os ritmos estonteantes da banda com a maravilhosa e melodiosa voz de
Filipa Mota.

Zamburiel (Madrid – Espanha)
Os Zamburiel surgem em Madrid no ano de 2004. É um grupo de música celta
que mistura elementos tradicionais folk com temas de carácter pop e ritmos
de diferentes procedências. No seu repertório encontramos desde temas
instrumentais e cantados de criação própria, até arranjos de temas
tradicionais, adaptando melodias procedentes da Irlanda, Escócia, Galiza e
Castela/Leão.
------------------------------------------------------
Organização: Invensons
Apoios: Instituto Português da Juventude; Associação de Defesa do
Património de Vilar de Perdizes e Freguesia de Vilar de Perdizes.
Para mais informações consultar: www.celtirock.com»


Mais informações, aqui.

06 agosto, 2009

Sons do Atlântico com Deolinda, Sara Tavares e Caravan Palace


O Sons do Atlântico - que tem como cenário o promontório da Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve - arranca hoje, dia 6, com concertos de Danae (Portugal/Cabo Verde) e Deolinda (Portugal). Nos dois dias seguintes do festival sobem ao palco, dia 7, os Kilema (Madagáscar) e Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde) e, no dia 8, Dites 34 (França), Caravan Palace (França; na foto, de Sebastien Bartoli), havendo ainda uma sessão de DJ por Raquel Bulha, com José Carlos Fernandes a acompanhar com desenhos e pinturas em tempo real.

05 agosto, 2009

Planície Mediterrânica - Das Ilhas Baleares à Croácia


Mais uma vez inserido na programação mais alargada do Festival Sete Sóis Sete Luas, o Planície Mediterrânica 2009 decorre de 11 a 13 de Setembro, em Castro Verde, com espectáculos da Piccola Banda Ikona (Itália), KamaFei(Itália), Laefty Lo (Portugal), 7 Luas Orkestra (Mediterrâneo), Deabru Beltzak (País Basco), Mor Karbasi (Israel), Xeremiers de Son Roca (Ilhas Baleares), DJ Osga (Portugal), Melech Mechaya (Portugal), Gustafi (Croácia), Pantomina (Portugal) e o cruzamento das locais Violas Campaniças com o cante alentejano. Exposições, oficinas de danças tradicionais, oficinas de instrumentos e cante, gastronomia e passeios fazem também parte do cardápio do festival. Mais informação, aqui.

04 agosto, 2009

Lura, Mayra Andrade e Sara Tavares - Cabo Verde É Mais Feminino!


Há alguns meses, na «Time Out Lisboa», publiquei as minhas impressões sobre os novos álbuns de três cantoras da nova geração cabo-verdiana: Lura (na foto, de Ernest Collins), Mayra Andrade - sobre a qual faço aqui um pastiche de dois textos sobre o disco - e Sara Tavares. Uma geração d'ouro!

Quando a Morabeza Rima Mais Com Beleza

De uma vez só, são editados quase ao mesmo tempo os novos álbuns das três mais importantes novas cantoras cabo-verdianas: Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade. António Pires ouviu-os.

Durante muitos anos - a bem dizer, cerca de três décadas (as de 70, 80 e 90 do Séc. XX) - as maiores embaixadoras da música cabo-verdiana foram Cesária Évora, Titina, Celina Pereira, Ana Firmino, Herminia e Teté Alhinho (nos Simentera ou a solo), sem desprimor para as que não cito aqui. Todas elas com uma obra discográfica extraordinária, principalmente se pensarmos que todas elas são de um país pobre, africano, periférico e insular. E se pensarmos, igualmente, que o fenómeno e o alargamento do circuito da chamada world music só aconteceu dez ou vinte anos depois de terem começado a sua carreira. Talvez por isso, só Cesária Évora apanhou esse apetecido comboio da world music e tornou-se, por direito e talento próprios, uma das grandes divas desse circuito, alargando o caminho para quem veio a seguir.

Agora, abertas que estão desde há muito as portas do mundo à música cabo-verdiana, três novas cantoras têm emergido - e também com inteira justiça - nesse mundo imenso das "músicas do mundo": Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade, que têm em comum com as da geração anterior o mesmo amor pela música de raiz cabo-verdiana mas, em todas elas, outros amores com vista para outras músicas.

Comecemos por Lura: iniciando a sua carreira com uma ligação óbvia a Cabo Verde mas também fortemente seduzida por géneros norte-americanos, Lura acertou em cheio com o caminho a seguir nos álbuns "Di Korpu Ku Alma" e "M'bem di Fora", onde pegou em géneros tradicionais cabo-verdianos para os unir com consistência a géneros exteriores. No novo disco, "Eclipse" (Lusáfrica/Tumbao; *****), Lura continua a mesma via mas com uma consistência e coerência ainda maiores. Interpretando temas de compositores como Mário Lúcio, Toy Vieira, Orlando Pantera, B.Leza ou Valdemiro Ferreira, a cantora tem neste álbum momentos absolutamente fabulosos como o festivo batuque de "Tabanka", a morna (enfeitada, e tão bem!, com guitarra portuguesa) "Eclipse", "Maria" (com uma guitarra eléctrica deliciosa que vai ao zouk, ao highlife e à marrabenta) ou o surpreendente electro-tango de "Canta Um Tango". É o melhor disco deste lote.

A seguir, Sara Tavares: outro exemplo de uma cantora, e neste caso compositora, que se aproximou gradualmente da música das suas raízes, Sara Tavares chega a "Xinti" (World Connection/Megamúsica, ****) com um léxico musical e lírico perfeitamente apurado e em que a sua paixão pelo gospel, soul, funk ou reggae - e a sua aproximação aos géneros cabo-verdianos - está agora tão personalizada que já não se reconhece facilmente o que está na base de cada uma das suas canções. São canções dela, só dela; e isso é bom. Acompanhada por uma equipa de luxo (no disco estão João Paulo Esteves da Silva, Boy Gê Mendes, Rão Kyao, Jon Luz, N'du, Ciro Bertini, José Salgueiro...), Sara Tavares não tem em "Xinti" momentos pontualmente tão brilhantes quanto em "Balancê" mas tem aqui o seu pico de coerência artística e autoral.

Finalmente, refira-se que Mayra Andrade conseguiu, em "Stória, Stória" (Sony Music; ****), superar a difícil etapa do segundo álbum - e mais difícil ainda para quem tem um primeiro álbum absolutamente brilhante! - e voltar a surpreender. Há alguns álbuns de estreia que valem por uma carreira inteira. "Navega", o primeiro álbum da cantora (e compositora) cabo-verdiana Mayra Andrade, é um desses raros exemplos. E, de tão perfeito que é, quase que se desejaria que ela nunca gravasse mais nada e ficasse para sempre agarrada a essas canções, as maravilhosas canções de "Navega". Mas não; depois do merecido sucesso do primeiro álbum, a jovem Mayra lançou-se ao mundo e deu concertos em todo o lado, ganhou prémios e galardões, foi aplaudida pela melhor crítica de world music. E, agora, edita o seu segundo álbum, "Stória, Stória", prova de fogo em que passa mais uma vez com distinção: faltam lá canções de Orlando Pantera - que deram a "Navega" uma outra dimensão - mas estão lá várias canções compostas por Mayra, a revelação na escrita de canções que é Celina da Piedade (ex-Uxu Kalhus, Cinema Ensemble...), Mário Lúcio, Djoy Amado, o israelita Idan Raichel... e a produção de Alê Siqueira, arranjos de Jaques Morelenbaum, canções que remetem para valsas parisienses e o son cubano, mornas e bossinhas-novinhas, jazz e coladeiras, sambas e batuques, festa única e exemplar de muitas músicas que, se calhar, foram criadas para serem assim, um dia, misturadas. Com a voz de Mayra, uma voz rara e preciosa, a coroar todas as canções.

03 agosto, 2009

Ritmos - Danças do Mundo Invadem Querença (Loulé)


A primeira edição do festival Ritmos decorre em Querença (Loulé), de 14 a 16 de Agosto. Do programa fazem parte concertos/bailes dos Atma (na foto), Monte Lunai e Cobblestones, entre outros, oficinas de danças de todo o mundo e, hermmmm, uma sessão de DJ por... António Pires. O comunicado oficial:


«A típica aldeia de Querença, no interior do Concelho de Loulé, vai ser palco da primeira edição do “RITMOS – Festival Internacional de Danças do Mundo”, nos dias 14, 15 e 16 de Agosto. Trata-se de um evento que pretende, acima de tudo, divulgar as danças do mundo, através de espectáculos, oficinas, workshops e muita animação.


A Dança é uma das maiores expressões culturais que um povo pode ter como montra das suas raízes e das suas transformações ao longo dos tempos. Tendo como ponto de partida a multiculturalidade desta forma de arte, serão propostas várias experiências aos visitantes do festival, envolvendo-os numa mística de convívio onde o movimento será o ponto de união. Daí surge o nome do evento - “RITMOS” - uma palavra cujo significado remete para uma experiência de cadência e de intensidade.


O “RITMOS” será, pois, um vasto aglomerado de experiências intensas que certamente irão apaixonar os visitantes deste festival. Quebrando fronteiras geográficas e barreiras culturais, o “RITMOS” terá vários tipos de danças, de todo o mundo. Das europeias mais antigas, às contemporâneas, passando pelas danças de Portugal, até a outros continentes, a mescla de movimentos será um convite a dançar. O público será, de resto, fundamental em todo este processo.



Mas o festival não se fica por aí. Não faltará animação de rua com grupos e trupes que farão as delícias de miúdos e graúdos. O artesanato estará também presente com diversas bancas, numa mostra de adereços intemporais e interculturais.


Papel igualmente importante terá a gastronomia. Num dos novos espaços da aldeia, prestigiados chefes de cozinhas farão diversas experiências gastronómicas que levarão o visitante a redescobrir as receitas de outros tempos.


A iniciativa irá decorrer no eixo central da aldeia. Tendo como centro o Largo da Igreja, as iniciativas vão estender-se entre a Casa do Povo local, passando pelo Largo da Igreja, até à nova Fundação Manuel Viegas Guerreiro.


Todo o espaço será das pessoas, estando vedado à circulação de veículos, permitindo assim viver em pleno a atmosfera que a aldeia em conjunto com o festival transmitirem.


A entrada é livre.


Sobre o Programa

As portas do “RITMOS” abrem às 18h00 e no primeiro dia, sexta-feira, 14 de Agosto, haverá um concerto com os portugueses Atma e também de uma outra banda a confirmar.


No sábado, dia 15, está prevista a realização de três oficinas abertas a todo o público: Danças Europeias, Tambor de Água e Tai Chi.


Em termos musicais as propostas da noite são o concerto e baile com os Monte Lunai, o projecto da capital que propõe uma redescoberta da dança e dos bailes tradicionais, e ainda um DJ Set com António Pires, jornalista e autor do “Raízes & Antenas”, um blog dedicado à chamada world music, música tradicional, étnica, folk e as suas margens e fusões. Está previsto ainda um outro nome a confirmar.


No encerramento do festival, domingo, dia 16, quem pretende aprender um pouco das danças irlandesas e do folk deste país poderá participar na oficina de Danças Irlandesas. As crianças poderão igualmente participar numa oficina de Dança Criativa para crianças



Do programa desta noite faz parte ainda a apresentação de um VJ e os concertos com os Tumbala, projecto original na área do funk, e concerto e baile com os Cobblestones, cujo repertório incide na música irlandesa».

30 julho, 2009

CCB Fora de Si Com Susheela Raman, Yungchen Lhamo, Etran Finatawa e Seun Kuti


A recta final do festival CCB Fora de Si apresenta, já a partir de sábado, uma bela mini-programação de world music. Com a anglo-indiana Susheela Raman, a tibetana Yungchen Lhamo, os tuaregues e wodaabe Etran Finatawa (na foto) e o nigeriano Seun Kuti. Ora veja-se o comunicado:


«SUSHEELA RAMAN / Índia

1 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Inglesa de origem indiana que passou parte da juventude na Austrália, reúne na sua música os vários continentes que formam a sua identidade. Detentora de uma extraordinária voz, é reconhecida pelas suas performances intensas e únicas. Susheela traz ao CCB uma sonoridade única que reúne a inevitável influência da música tradicional indiana com os ritmos folk, jazz, pop e rock. Surpreendente!

http://www.susheelaraman.com



YUNGCHEN LHAMO “AMA” / Tibete

8 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Após mais de uma década de surpreendentes performances, aclamação internacional e colaboração com os músicos Sheryl Crow, Michael Stipe ou Annie Lennox, Yungchen Lhamo tornou-se para muitos a voz do Tibete. Nasceu em Lhasa, mas aos 23 anos fugiu da opressão chinesa, atravessando os Himalaias e estabelecendo-se na Índia. Foi na Índia que iniciou a sua carreira musical, recordando as canções tradicionais que aprendera com a mãe e avó. Hoje, reside em Nova Iorque e a sua música reflecte a confluência da pureza e autenticidade da tradição tibetana e da contemporaneidade das sonoridades urbanas do melting pot nova-iorquino.

http://www.yungchenlhamo.com/discography.html



ETRAN FINATAWA / Níger

22 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Oriundo do Níger, um dos países mais pobres do mundo, o grupo Etran Finatawa é uma formação de tuaregues e wodaabe, dois povos nómadas com culturas e sonoridades muito diferentes que coabitam nesta região africana. A música dos Etran Finatawa (literalmente “as estrelas da tradição”) combina a riqueza de duas linguagens: tradicionalmente, os wodaabe não utilizam instrumentos e centram-se na voz e ritmos que convidam à dança; por sua vez, os tuaregues sempre recorreram a violinos e tambores para animar as suas músicas e danças. Blues do deserto na sua forma mais pura.

http://www.etranfinatawa.com



SEUN KUTI / Nigéria

29 Ago - 21:00

GRANDE AUDITÓRIO

PREÇO 5€

Filho do lendário Fela Kuti, dirige a banda Egypt 80. Herdou do seu pai a música por ele criada nos anos sessenta, o afro-beat, uma fusão entre o jazz, o funk e os ritmos africanos. As suas canções revelam uma preocupação pelas graves questões políticas e sociais que afectam a África, mas nem por isso perdem a energia e a alegria que caracterizam o afro-beat. Prepare-se para ficar fora de si!

http://www.myspace.com/seunkuti».

Mais informações, aqui.

29 julho, 2009

Festa do «Avante» Com Mais Um Cartaz Bastante Apetecível


Dias 4, 5 e 6 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Seixal, a Festa do «Avante» vai voltar a ter um excelente programa musical: uma Grande Gala da Ópera, Seth Lakeman (Irlanda; na foto), Willie Nile (Estados Unidos), Hazmat Modine (Estados Unidos), Guy Davis (Estados Unidos), The Men They Couldn't Hang (Irlanda), Ska P (Espanha), Maria Alice (Cabo Verde), Tabanka Djaz (Guiné-Bissau), Voces del Sur (Chile), Clã, Maria João e Mário Laginha, Tereza Salgueiro (aka Teresa Salgueiro, ex-Madredeus), Aldina Duarte, Peste & Sida, Vitorino (acompanhado pelos Cantadores do Redondo), Blind Zero, David Fonseca, Gazua, João Lencastre's Communion, Laurent Filipe, Nelson Cascais, The PostCard Brass Band, The Soaked Lamb, Carla Pires, Vanessa Alves, Skalibans, Ciganos d'Ouro, Roda de Choro de Lisboa, Bandarra, Francisco Naia, Frei Fado d'El Rei, Luísa Amaro, Samuel e Telectu são os nomes já confirmados para os palcos principais.

28 julho, 2009

FMM de Sines - E Outro Momento de Que Me Orgulho Todo!



António Pires (pois!) e o meu «brother» espanhol Toni Polo (aka DJ Cucurucho) na penúltima noite de Sines! Obrigado a quem dançou, a quem organizou, a quem nos aturou e animou e, principalmente, a quem filmou!

(banda-sonora: Dr.Nelle Karajic, Caravan Palace, Rachid Taha, La MC Malcriado, Izé, etc...)

FMM de Sines - Um Momento Que Resume Tudo!


Não tendo visto os concertos do primeiro dia (e perdendo ainda alguns, poucos, dos outros), as minhas melhores memórias recentes - mas já toldadas pela saudade - do último FMM apontam imediatamente para a fabulosa «tanguédia» da Orquestra Típica de Fernandez Fierro, para a genial explosão de muitas músicas de Cyro Baptista, para o rock em distorção feito no Magrebe dos L'Enfance Rouge, para a folia gaiata dos Melech Mechaya, para o milagre que é ver Lee «Scratch» Perry ainda aos comandos do melhor dub que existe, para o quão injusto é a magnífica Uxía - nossa irmã - não vir a Portugal mais vezes, para os blues com sabor a especiarias de Debashish Bhattacharya, para as novas e as velhas canções dos Ukrainians e, acima de todos, para o encanto em estado puro da voz e da simplicidade da música de Mor Karbasi. O momento captado em vídeo que pode ser visto neste post é o resumo perfeito do que é o FMM: quando o mundo todo vem a Sines e Sines faz do mundo um bocadinho mais português. Obrigado, mais uma vez, e sempre!

16 julho, 2009

Paralelo Évora e Tom de Festa - Em Linha Com a LX Factory


É bom que haja sinergias destas: por estes dias, a LX Factory, em Lisboa (ver post mais abaixo), recebe um festival de world music que tem como protagonistas muitos dos nomes que também estão este fim-de-semana no festival Paralelo Évora e no já histórico Tom de Festa, em Tondela. Para ficar a saber o programa do Paralelo Évora:


«16 Jul 2009 22:30
Spok Frevo Orquestra (Brasil) Jardim do Granito UE, Évora

17 Jul 2009 17:30
Filme "Música, Moçambique!" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora


17 Jul 2009 19:30
Performance "Parâmetros do Bem Estar" Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

17 Jul 2009 22:30
Stewart Sukuma (Moçambique) Jardim do Granito UE, Évora

18 Jul 2009 9:30
Programação para a Infância Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

18 Jul 2009 17:30
Filme "O meu amigo Mike ao trabalho" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora

18 Jul 2009 19:30
Seminário "António Tavares apresenta Ópera Crioula" Palácio D. Manuel - Jardim do Granito, Évora

18 Jul 2009 22:30
Kasai Masai (Congo) Jardim do Granito UE, Évora

19 Jul 2009 17:00
Marcos Molina (Colômbia) Pálacio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Lançamento do Mapa Etnomusical com a presença dos autores Júlio Pereira e João Luís Oliva Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Encerramento do Festival Palácio D. Manuel - Jardim do Público». Mais informações, aqui.

Para a programação do Tom de Festa, que já começou e que inclui ainda Chico César (na foto), Stewart Sukuma, Lamatumbá, Júlio Pereira, Bassekou Kouyate, Kasai Masai, Tocá Rufar, Dobet Gnahoré, Mundo Cão e Lafra: http://www.acert.pt/tomdefesta09/.

15 julho, 2009

Andanças - Sob o Signo do Silêncio


Um festival cheio de concertos, bailes, workshops e jam-sessions - entre mil e uma outras coisas - que tem como mote o «silêncio» não é nada habitual. Mas, assim como já nasceram em Portugal dezenas de mini-Andanças, também talvez se torne um hábito, qualquer dia, aprender a ouvir o silêncio que se esconde nas músicas e por entre o ruído. A ideia e o programa do Andanças (embora ainda sujeito a alterações), a seguir:



«BEM-VINDO AO ANDANÇAS 2009! O Andanças é uma rede social in situ: para participar, basta comunicar e deixar-se comunicar. Dedicamos esta edição ao Silêncio esperando que cada um descubra, na Festa, o seu Silêncio e o dos outros.

O TEMA SILÊNCIO
Este ano queremos promover o Silêncio no sentido mais lato possível do termo. Queremos menos poluição sonora, menos poluição visual, menos poluição material, menos resíduos, menos desperdício. Queremos eliminar os ruídos espúrios que nos impedem de ver o essencial da música, do baile, da vida e dos outros. Bem vindos!

COMO SE ORGANIZA A PROGRAMAÇÃO

O Festival Andanças não tem uma maneira de ser vivida, mas imensas. Temos, para isso, 8 espaços de programação, uma diversidade de actividades das 9h às 3h da madrugada, e outras dezenas de actividades como jam sessions, mergulhos nos poços e ribeiras e passeios na serra.

Começa-se o dia com oficinas de aquecimento; de seguida, as tendas acolhem as oficinas de dança até o fim da tarde e acaba-se com massagens. À noite, experimentam-se nos bailes as danças aprendidas ou assiste-se aos concertos.

Outro programa possível durante o dia é a participação em actividades paralelas e para crianças. Propomos uma programação exclusiva ao longo do dia (dança, contos, teatro e outras actividades artísticas).

No Carvalhal tem lugar a programação das Paralelas (oficinas para trabalhar o corpo - circo e expressão dramática - e actividades plásticas, criativas, escritas) e da Fogueira (contos). No Salão assiste-se à programação de filmes, debates, baile e teatro para pais e filhos; na Igreja a conversas sobre o ambiente, salão de música e concertos; no Telheiro a oficinas de instrumentos.

Mais programação: Percursos temáticos nos arredores, animações de rua, desfile de Domingo, e os já famosos Andamentos, Mini Andanças na serra…

MENU: Programação detalhada
BAILES E PALCO ALTO
OFICINAS DE DANÇA
OFICINAS PARALELAS
IGREJA
ESPAÇO CRIANÇA
RANCHOS
ANDAMENTOS
ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009



BAILES E PALCO ALTO
Para este ano de 2009, haverá um grande número de grupos estreantes no festival quer portugueses, quer estrangeiros. Outros que já não vinham há dois anos regressam ao Andanças.
Estreantes estrangeiros: Zlabya (fr); Les Quintet à Claques (fr); Trio Brisco (it), Hot Griselda (bel); Duo Montanaro/Cavez (fr/bel), Raksedonia (es), Cobblestones (al)
Estreantes portugueses: Magic Folk Pills, Cabaz (na foto), Deu La Deu, Laefty Lo, Ogham, Andarilhos, Uxte.
E os já conhecidos, entre os outros: Naragonia Quartet (bel), Zef (fr), Inquedanzas (gal), Tarentelle Abusive (it), Alafum, Alfa Arroba, Atma, Baileburdia, Mu, Pé Na Terra, Melech Mechaya, Monte Lunai, Olive Tree Dance, King Mokadi, Ventos da Líria, Velha Gaiteira, Mosca Tosca, Fol&ar, Oco, Rabies Nubis, Nação Vira Lata, Roncos do Diabo, Semente, Tanira, Toques de Caramulo, Teresa e Rodrigo Mauricio, João Gentil & Luis Formiga...



OFICINAS DE DANÇA
Eva Azevedo (Escola Sementinha), Paolo Herrera (Andinas), Mariyana Ilieva (Búlgaras), Zé Barbosa (Cabo Verdianas), Umoi Souza (Capoeira), Daniel Peces (Castelhanas), Oscar&Gladys (Chacarera), Carla Gomes (Chamarritas dos Açores), Roger Picken e Sue Wilding (Escocesas), Rita Duarte (Europeias), Erica e Pablo (Forró), Mayuka (Funk), Pétchu (Fusão de Raízes Tradicionais/Kizomba)
Charlotte Bispo (Fusão de danças afro-brasileiras e Oriental), Sofia Franco (Havaianas), XL (Hip-hop), Mirjam Dekker (Holandesas), Ganga Grace (Indianas), Patrícia Vieira (Irlandesas), Monica Sava (Itália do Norte), Abeth Farag (Lindy Hop), Pétchu (Kizomba), Diana Azevedo (Leste), Ana Lage (Minhotas), Elsa Shams (Oriental 1), Crys Aysel (Oriental 2), Ricardo Faria (Salsa para Scottish), Polyanna Jazzmine (Sapateado Americano), Marta Chasqueira (Sevilhanas), Pacas (Street Dance), Oscar&Gladys (Tango Argentino), Juan&Graciana (Tango nuevo), Mirjam Dekker (Turcas & Armenas), Angel Terry (Latinas), Marina Vasquez (Finlandesas).

OFICINAS PARALELAS
A programação de Paralelas no Carvalhal tem a mesma lógica da última edição (2008), existem dois espaços que têm actividades associadas:
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM O MOVIMENTO E ARTES CIRCENSES
Circo em Movimento, Malabarismo e equilibrio, Modelagem de balões, Magia, Lixo com Ritmo, Expressão dramática.
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM AS EXPRESSÕES PLÁSTICAS E CRIATIVAS
Colares em tecido, Cintos com material reutilizado, Escrita Criativa, Construção de didgeridoo, Velas naturais, Artesanato Verde, Reduzir - Reutilizar - Recicl'art.


Nesta edição repensamos as oficinas nos palcos (relaxamento) e tendo em conta o tema "Silêncio" foram criados dois momentos distintos:
MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO (Manhã)
Tai Chi Chuan, Dança Circular Sagrada do Coração Único, Dança dos Afectos, Ondas de Respiração, Consciência Corporal e Auto-massagem, Meditação Sufi.
MASSAGEM E RELAXAMENTO (Tarde)
Chi Kung, Massagem Tailandesa Tradicional, Massagem Ayurvédica, Tui Na (Massagem Chinesa), Abraço Terapia, Shiatsu, Segredos do Tantra, O Poder do Erotismo e do Amor, Universo Vibratório.


Fora do Carvalhal, encontra ainda muitas outras actividades:

OFICINAS ECO: Fornos Solares e Cosméticos naturais
FOGUEIRA: Contos com o Marco Luna, Tânia - Camaleão, Barreiro Fernandez, Joana Aguiar, Ana Lage, Encerrado para Obras.
APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÃO: Circo em Movimento, Encerrado para Obras, Atropecias, Arte&manhã, Teatrus, Triopuliante.
PASSEIOS E OUTROS: Passeio das Borboletas, Danças Celestes, Visita às Termas, Reencontro da Fraguinha, Santa Cruz da Trapa.
EM DESTAQUE: Acção Sonora "Silêncio! Vamos Escutar Carvalhais": A Binaural propõe uma oficina de paisagens sonoras. Tem o objectivo de preparar uma acção sonora a apresentar ao público do Andanças 09 e consiste no registo de sons da zona de Carvalhais, sua edição, escolha e composição de uma peça sonora de 30 minutos. Será a seguir apresentada no maior número possível de sistemas de som.



IGREJA
Para se refrescar, a Igreja é o ideal! Alem das eco-conversas, logo após o almoço, poderá participar em oficinas de música, apresentações e concertos até as 22 horas.
- Oficina de Adufe, "O que é Harmonia", "Cântigos Sagrados" (Ana Júlia), Tangos, Taças Tibetanas, "Guitarra à Capela" (João Almeida", Pandereitas, Oficina com o Grupo de Trajes e Cantares de S. Cristovão de Lafões.
- Concerto "Dueto de Cordas" (Miguel Guelpi e Maria Corte), Concerto de Taças Tibetanas, Adufeiras de Paúl, InsesunS, Punto sem Nó, Teatro de Bonecos, Peixinho Rosa, Guitarra Portuguesa em Cravo, Winga Kan, Lunduns e Modinhas de Tliquitó, João Gentil, a Presença das Formigas.



ESPAÇO CRIANÇA
O Andanças cuida da curiosidade das crianças com uma programação particular ao longo do dia:

DANÇA: Ana Lage (Dança Minhotas), Grupo da Apelação (Danças Africanas, Samba e Italianas), Rita Bastos (Hip-Hop), Pacas (Street Dance), Rita Rato e Laura Boavida (Um balão também tem sensações), Inês Rego (Dançar com a Natureza e Movimentos do corpo e da alma), Umoi Souza (Capoeira), Mercedes Prieto (Zampadanças), Monica Sava (Danças do mundo).

TEATRO: Agora Teatro (Tamborilando), Triopulante (Sabemos Porque Lemos), Encerrado para obras (Palhaço Troca o Passo), Ana Cris - Raquel Cajão - Nuno Fernandes (Pausas Lendárias da Nossa Terra), O Titeretoscópio - Mini Teatro de Bonecos com Maíra Coelho e Patricia Preiss (O Encantador Encantado / A Equilibrista / Retirantes), Carla Ribeiro - Andreia Ribeiro - Damien Rigal (Teatro Waldorf de bonecos para crianças), Kelly Roberta de Souza Varella (Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido), Manu (MANU – Ao Sabor do Vento), Mo de vida - Comercio justo (Teatro de Marioneta).

CONTADORES: Marisa João Tavares da Costa (O Silêncio da Noite), Isabel Silva (Histórias com Marionetas), Ana Manjua (Arte do Conto).

OUTRAS ACTIVIDADES MUSICAIS, PLÁSTICAS E EXPRESSIVAS
Carla Cristina Pita Fernandes (Chiiiuu! - Jogos musicais e sonoros para crianças), Fábio Alexandre Alves fernandes (Sinfonia dos 3 R's - construção de instrumentos musicais),
Sandra Carapau (Oficina de Teatro e Oficina de Construção de Instrumentos), Elsa Sofia Lima Ferreira (Expressão Dramatica), Joana Rita (Pimpidu – Expressão Plástica), Elisa Silveira (Origami, balões, instrumentos), Irene Martins (Macramé e Expressão Plástica), Raquel Oliveira (Música para Bebés), Rute Pinto (Historias para “ver” de olhos fechados: “A Cabra Azul”), Teatrus – Rolando Tavares (Malabarismo), Inês Duarte (Yoga) - e os Bailes para Crianças!



RANCHOS
Sempre presentes, os ranchos participam ao Festival, partilhando o seu conhecimento em Danças Portuguesas. Todos os dias, poderão aprender durante a oficina e bailar à noite.

Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia (Beira Alta).
Grupo de Danças Raízes Latinas (Rio Gr. do Sul - Brasil).
Grupo Folclórico das Lavradeiras de Meadela (Minho).
Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde - adulto e infantil (Douro Litoral-Sul).
Grupo Folclórico de Portomar - Mira (Beira Litoral).
Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos (Ribatejo).
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela (Estremadura).
Grupo Folclórico KUD "IVAN GORAN KOVACIC" (Croácia).
Orquestra Típica e Rancho da S.F.A.A.Coimbra (Beira Litoral).



ANDAMENTOS
Sendo o Festival feito pelos participantes, neste momento o Andanças é o que é devido aos milhares que se reencontram em Carvalhais em cada Agosto. Contudo, estamos cientes de que quando se ganha em variedade e diversidade, algo se perde em proximidade. Os Andamentos vieram em parte repôr essa experiência de contacto mais íntimo com a Natureza e as gentes locais. Dada a experiência positiva das edições passadas, regressam este ano para dar a conhecer três aldeias serranas. Cada Andamento possui um formato semelhante ao Andanças, embora dimensionado à escala e integrando programação local, o que permite participar em diversas actividades e ao mesmo tempo conviver e saborear vivências do Maciço da Gralheira.



ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009
Quem não sai do Andanças pode usufruir de um momento de mais calma e frescura a seguir ao almoço, debatendo calmamente diferentes perspectivas nas eco-conversas. Este ano, claro, todas dedicadas ao Silêncio: na música ou na poesia, na pessoa ou entre as pessoas. Aguentaremos uma conversa em silêncio? Se não conseguirem, demorem-se antes na relva, convivendo. O importante em todos os casos será viver o momento, é isso estar no Andanças. E não se preocupem se a bateria do telemóvel acabou: peguem numa caneta e escrevam uma carta para casa. Ou enviem um postal para deixar os que lá ficaram invejosos com as paisagens maravilhosas da Região. Este ano será possível comprar selos e enviar cartas dentro da própria aldeia Andanças: parem para escrever o que vos vai na alma!

E se deixarem de encontrar préstimo para o telemóvel, temos um ponto de recolha selectiva para aparelhos eléctricos. Este ponto junta-se a um outro de recolha de rolhas, com o qual o Andanças se soma aos que procuram preservar os montados deste país. Porque o Andanças gosta de promover boas ideias. Como a produção caseira de detergentes amigos do ambiente: continua a ser tão difícil encontrar produtos em que confiemos, que o melhor mesmo é por as mãos à obra. Este ano venha experimentar produzir detergente para a linha de lavagem Andanças! Ou então envolva-se com o tema dos fornos solares e cozinhe o seu próprio almoço com a ajuda do rei-Sol. No Andanças, o tempo dança todo por sua conta».

Mais informações, aqui.

10 julho, 2009

Trebilhadouro - Uma Aldeia em Festival


É já a sétima edição de um festival que põe uma aldeia no mapa dos eventos mais interessantes do Verão em Portugal: o Festival internacional de Artes e Culturas (Trebilhadouro/Sandiães/Rôge/Vale de Cambra). Com música, teatro, circo, exposições e workshops, de 31 de Julho a 2 de Agosto. O programa completo:

«Está de novo aí para apaixonar quem ainda não o conhece e superar expectativas daqueles que já não passam sem ele.
Trata-se do Trebilhadouro, o Festival Internacional de Artes e Culturas que decorre nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto de 2009.
A grande novidade é a internacionalização e a preservação da Aldeia, finalmente assegurada pela Autarquia.


A Câmara Municipal de Vale de Cambra e a RASGO – Cooperativa de Teatro CRL organizam a sexta edição do Trebilhadouro – Festival Internacional de Artes e Culturas.
Na aldeia que o baptizou, em Sandiães – Rôge, as janelas abrem-se ao Mundo como dois braços estendidos que durante três dias enchem o “silêncio” de Trebilhadouro com o “barulhinho” das palavras e a presença dos forasteiros para conviverem de perto com a Música internacional, a Gastronomia, o Teatro, as Oficinas de Expressão Dramática e Artes Circenses, Workshops de Instrumentos Musicais, a Literatura, os Contos Tradicionais, Danças Europeias e Africanas, e muito mais, na habitual troca de ideias, de saberes e momentos de convívio.

Com o objectivo geral de dinamizar a vida cultural do Município de Vale de Cambra, o Trebilhadouro pretende ser também um espaço para a apresentação de espectáculos internacionais e tradicionais; dinamizar parcerias culturais, nomeadamente com associações locais; fomentar o encontro de culturas tradicionais a nível nacional e internacional; divulgar novos autores e criadores; promover actividades relacionadas com as tradições; formar audiências para as artes tradicionais; proporcionar uma reflexão sobre multiculturalidade e preservar o património arquitectónico original.

É precisamente a sua preservação que está assegurada pela Câmara Municipal de Vale de Cambra que já viu aprovada a candidatura ao Programa Operacional da Região Norte e que permitirá financiar a 70% dos 478.599,00 a que ascende o investimento para requalificação e reabilitação, mantendo as características e a originalidade únicas de Trebilhadouro.


Requalificar a Aldeia: Uma missão a cumprir

Desabitada há cerca de 15 anos e celebrizada pelo Festival que sempre apelou à sua preservação, a aldeia não vai ser esquecida e mostrará a quem a visitar um pouco da sua História.
O projecto de requalificação da Aldeia do Trebilhadouro visa o aproveitamento das potencialidades turísticas e a valorização do espaço público com arquitectura tradicional do fim do século XIV.
O projecto de recuperação visa ainda, a sensibilização da população para a defesa e valorização do património local e para uma utilização consciente, de modo a que se possa apostar na promoção do turismo tradicional.
Os objectivos desta intervenção, que decorre no terreno e que poderá ser conhecida durante os dias do evento, passam pela revitalização do espaço público, qualificação dos arruamentos, aplicação de mobiliário urbano, iluminação pública, dinamização de zonas de estadia e recuperação de elementos dominantes e marcantes do lugar.
Intervir e preservar o Trebilhaoduro inclui, também, a valorização do seu carácter próprio garantindo a unidade de cada espaço como um todo; a implementação das redes de infraestruturas básicas e, posteriormente, a reabilitação urbana do conjunto edificado.


PROGRAMA
Sexta - 31 de Julho de 2009
18h30 - Abertura do Festival
22h30 - "Irmãos Esferovite" - Nuvem voadora - Circo /Portugal
23h30 - Tinto e Jeropiga (na foto, de Hugo Lima) - Baile Trad/ Portugal
Hora do Tardo - Mestre Galissá /Guiné Bissau


Sábado - 1 de Agosto de 2009
10h30 - Yoga
16h30 - Oficinas de Artes Circenses - Pedro Correia
18h30 - Oficina de danças afro - contemporâneas - José Silva "Boris"/Cabo Verde
22h30 - "A História é uma Estória"- TEP - Teatro/Pias
23h30 - André Cabaço Trio – Jazz, Música Tradicional / Moçambique Hora do tardo – MoscaTosca – Música Europeia / Portugal


Domingo - 2 de Agosto de 2009
10h30 – Caminhada ao rio
14h30 – “Contos tradicionais e oralidade” - Curral do livro – Mussá Ibrahimo/Moçambique e Celso Fdz. Sanmartín… /Galiza
16h30 – O Galo Quirico e os seus Amigos – Viravolta Títeres - Teatro / Galiza
18h30 – Oficina de danças afro-contemporâneas – José Silva “Boris” / Cabo Verde
20h30 – Danças d’Unha - Terras de Arões / Portugal
Hora do tardo – Linho do Cuco / Galiza».

Mais informações, aqui.

09 julho, 2009

L Burro i l Gueiteiro - Por Esses Vales Dentro!


O som dos cascos dos burros e das gaitas-de-foles (e outros instrumentos folgazões) vai voltar a ouvir-se pelos montes e vales de Terras de Miranda e Vimioso. Com concertos - La Musgaña, Velha Gaiteira, Galandum Galundaina, Elisio Parra, Uxu Kalhus, Curinga, German Diaz, Dazkarieh, Roncos do Diabo e Tocándar -, sessões de DJ, workshops, muitos quilómetros de passeio e algumas outras coisas, é a sétima edição do originalíssimo festival L Burro i l Gueiteiro, na última semana de Julho.


O programa completo:


«Entre os dias 25 e 30 de Julho, realiza-se a VII Edição do Festival Itinerante da Música Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, pelas aldeias dos concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano

A AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, www.aepga.pt) e a GGAC (Galandum Galundaina Associação Cultural, www.galandum.co.pt) pretendem com mais uma edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L Burro I L Gueiteiro” potenciar a música e os arraiais tradicionais, as danças mirandesas, a gastronomia local, a fauna, a flora e o quotidiano de quem resiste por Terras de Miranda e outras formas de culturas que se exprimem através do uso de antigos instrumentos e se conservam através da transmissão oral de geração em geração e que com o passar do tempo tendem a correr o risco de desaparecer com os últimos depositários desta antiga sabedoria popular. Desta forma, deparamo-nos aqui com mais um ano para reviver um encontro com a natureza através de um evento que tem vindo a proporcionar aos participantes a descoberta da cultura popular das Terras de Miranda, uma região que apresenta um património natural e histórico-cultural riquíssimo que procuramos preservar, promover e divulgar através deste tipo de eventos.



Durante seis dias de actividades, iremos caminhar na companhia do Burro de Miranda por antigos caminhos, contemplando as belas paisagens transmontanas que nos irão conduzir ao encontro das aldeias das Terras de Miranda, do convívio com a população local e da entusiasta diversão concedida pela partilha dos antigos arraias possibilitando a aprendizagem de danças locais, conhecimentos e culturas tradicionais com o convívio entre visitantes e as gentes da terra. Numa região que tem sofrido nas últimas décadas uma intensa desertificação humana e com ela uma erradicação cultural onde, conjuntamente, se vão perdendo as próprias tradições e a perda da sua identidade cultural, procura-se com a realização deste evento contribuir para a afirmação da identidade cultural local e divulgar novos usos associados ao Burro como os fins turísticos, educativos e terapêuticos. Simultaneamente, pretende-se reavivar a memória do Burro como um meio de transporte, usado outrora para apoio nas deslocações das populações locais, conciliando com um antigo facto histórico em que os antigos gaiteiros faziam-se transportar para as romarias montados no seu dorso.





1. De 25 a 30 de Julho: VII Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L Burro I L Gueiteiro”, concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano

2. PLANO DE ACTIVIDADES 2009



1. De 25 a 20 de Julho: Festival Itinerante de Música Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, Vimioso, Vila Chã da Ribeira, Uva, Atenor, Fonte de Aldeia; concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano



PROGRAMA



Sábado, 25 de Julho de 2009

Casa da Cultura, vila de Vimioso



Das 20h00 às 21h30: Inscrições/recepção dos participantes

Apresentação do programa



22h00: Abertura da VII Edição “L Burro I L Gueiteiro” com

CIRCOLANDO (www.circolando.com)





Domingo, 26 de Julho de 2009

Aldeias de Vila Chã da Ribeira e Uva



10h00: Oficinas diversas



- De Instrumentos regionais (Gaita-de-foles, Caixa, Bombo, Flauta Pastoril, Pandeiro). Em tom de conversa, porque são muitas as histórias que os músicos têm a contar destes instrumentos, experimente e sinta a sonoridade destes peculiares instrumentos;



- De Cantares Tradicionais. Descubra os cantares que, durante séculos, animaram trabalhos e serões, bem como os bailes do terreiro da aldeia, e deixe-se levar pelos costumes doutros tempos;



- De Danças Mistas. Até há pouco tempo todas as ocasiões eram aproveitadas pela mocidade para armar o baile ao som da gaita-de-fole acompanhada pela caixa e bombo. Venha aprender algumas das danças mistas tradicionais mirandesas, como o Pingacho e Senhor Galandum (bailados paralelos) ou o Repasseado (bailado paralelo em grupos de quatro com entrelaçados);



- De fala mirandesa. “Em terras de Miranda, sê mirandês”, saiba como pedir e dar informações, fazer perguntas, responder a algumas questões, estabelecer pequenos diálogos e a saudar uma pessoa mantendo assim a antiga tradição, de passagem do conhecimento de pais para filhos, de amigos para amigos;



- Interpretação da Paisagem. Deambulando entre antigos moinhos e pequenos açudes, que ainda hoje armazenam a água que rega as hortas da aldeia, durante o Verão, vamos descobrir a fauna e flora que ainda povoa as margens e o leito da sinuosa ribeira de Angueira;



Oficinas infantis:



- À descoberta dos animais da aldeia (alimentação, maneio e cuidados diários)

- Burroteca

- Manualidades, jogos tradicionais, …

- Construção de instrumentos e brinquedos antigos



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Início do Passeio de Burro ao som da gaita-de-foles entre as aldeias de Vila Chã da Ribeira e Uva



20h30: Jantar



22h30: DJ-SET “La Charanga de Zeek e Trasgo”





Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Aldeia de Uva



10h30: Ronda dos Mandiletes (Burro-Paper)



- Pela aldeia de Uva, na companhia de um burrico de Miranda, vamos descobrir, cheiros e sabores, saberes antigos, as artes e ofícios de outrora, o que nasce nas hortas, os palheiros e as amplas curraladas, os ditos e as lendas e as histórias que se iam ouvindo ao longo dos tempos …



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: “Quem não experimentou já olhar como quem fotografa?”



Expedição Fotográfica “De Olho nos Pombais Tradicionais do Nordeste Transmontano”, orientada por João Pedro Marnoto (www.jpmarnoto.com) em parceria com PALOMBAR (www.palombar.org).



Nota: é necessário trazer máquina fotográfica digital e os respectivos cabos de ligação ao computador. Será útil para, posteriormente, podermos partilhar os trabalhos fotográficos obtidos.



17h30: Merenda transmontana “A cultura, a história e tradições descobrem-se à mesa”



20h30: Jantar



21h30: Observação do céu: estrelas, constelações, os planetas, a lua e quem sabe alguns cometas (introdução de técnicas de observação do céu a olho nu e por instrumentos)



23h00: Arraial Tradicional com RONCOS DO DIABO (www.myspace.com/roncosdodiabo), TOCÁNDAR (www.myspace.com/tocandar) e VELHA GAITEIRA (www.myspace.com/velhagaiteira)





Terça- feira, 28 de Julho de 2009

Aldeias de Uva e Atenor



10h00: Continuação do Passeio de Burro ao som da gaita-de-foles entre as aldeias de Uva e Atenor



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Jogos Tradicionais pela Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG)



16h00: Gincana de Burros



18H30: Concerto de jazz, no lameiro, com SOFIA RIBEIRO (www.myspace.com/sofiaribeiro)



20h30: Jantar



22h00: Concertos:



CURINGA

GERMAN DIAZ (www.germandiaz.net/)

DAZKARIEH (www.dazkarieh.com/)





Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Atenor – Fonte de Aldeia



11h00: Continuação do Passeio de Burro entre a aldeia de Atenor e Fonte de Aldeia



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Animação pelas ruas da aldeia de Fonte de Aldeia com os ANDA CAMINO (http://andacamino.blogspot.com/), GRUPO DE TEATRO DE PALAÇOULO (http://leriasassociacao.blogspot.com/), RONCOS DO DIABO (www.myspace.com/roncosdodiabo)



20h00: Jantar



22h00: Concertos:



UXUKALHUS (www.myspace.com/uxukalhus)

ELISEO PARRA (www.mirmidon.es/Artistas/Eliseo%20Parra%20esp%2001.htm)





Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Fonte de Aldeia



14h00: Oficinas diversas integradas na FIMI – FEIRA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS IBÉRICOS (www.fim.pt.vu):



14h00: Oficina de Canto e Pandeireta com Cármen Garcia



15h00: Construção de Flautas de Cana com Fernando Sancho



15h00: Danças tradicionais com Susana Ruano



16h00: Conversa com LUÍS DELGADO



17h00: Cinema – projecção de vídeos



19h00: ROMANCES IBÉRICOS PACO DIEZ E JORGE LIRA (www.aulamuseopacodiez.net/programacion/II/jorge_lira.htm)



20h30: Jantar



22h30: Concertos:



GALANDUM GALUNDAINA (www.galandum.co.pt/)

LA MUSGAÑA (na foto, de Mónica Ochoa; www.lamusgana.net)


Nota: O programa poderá ainda ser alterado».

Mais informações, aqui.

08 julho, 2009

Uma Casa Portuguesa - Reabre Hoje, No Porto, a Unir Brasil e Portugal


Depois do frio nórdico - mas com alguns espectáculos maravilhosos e bastante quentes - do ano passado, o festival Uma Casa Portuguesa, da Casa da Música, Porto, recebe a partir de hoje, dia 8, a sua edição dedicada ao Brasil, em que actuam nomes como Renata Rosa, Hamilton de Holanda ou Siba e A Fuloresta. Mas, esta noite, o palco está por conta de dois grupos portugueses: as regressadas às lides, e ainda bem!, Segue-me à Capela (na foto) e os alentejanos Adiafa. Outros nomes incluídos no programa são: Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Mário Laginha e Bernardo Sassetti (numa homenagem a Amália Rodrigues), Ricardo Parreira, Helder Moutinho, Cristina Branco, António Zambujo e Amélia Muge. O programa completo:


«No Ano Brasil na Casa da Música, a 3ª edição do festival Uma Casa Portuguesa, entre 8 de Julho e 2 de Agosto, cruza a música popular e tradicional do nosso país com algumas revelações da música brasileira. É o caso de Renata Rosa e de Siba e a Fuloresta que nos trazem os ritmos e os cantares do folclore nordestino. Também do Brasil vem o quinteto do bandolinista Hamilton de Holanda.

De Trás-os-Montes ao Alentejo, vários sons populares dominam os quatro primeiros dias do Festival: segue-me à Capela, Adiafa, Pauliteiros de Miranda e Galandum Galundaina.

Uma Casa Portuguesa apresenta ainda Amélia Muge, num registo retrospectivo da sua carreira.

Entre 23 e 26 de Julho, o festival ganha novas sonoridades, sendo dedicado ao fado. Num concerto a dois pianos, Mário Laginha e Bernardo Sassetti homenageiam Amália Rodrigues no décimo aniversário da sua morte. Ricardo Parreira, Hélder Moutinho e Cristina Branco integram também este programa de Uma Casa Portuguesa, onde se destaca António Zambujo, uma das mais recentes revelações do fado. A Banda Sinfónica Portuguesa está presente num concerto ao Meio-Dia dedicado aos compositores nacionais. O festival encerra com um encontro que reúne nove bandas filarmónicas da região, celebrando a importância destes agrupamentos.





Quarta, 08 de Julho

Segue-me à Capela

Adiafa

22h00| Sala 2 | €10

Sete vozes femininas cantam, à capela, clássicos da música tradicional portuguesa. Segue-me à Capela distingue-se pelos arranjos concebidos em torno da voz, com utilização esporádica de instrumentos de percussão como o adufe, a pandeireta, as pinhas ou as castanholas. O repertório, escolhido a partir de recolhas feitas por Michel Giacometti, Alberto Sardinha e G.E.F.A.C. (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), reparte-se pelas canções de trabalho, de amor ou religiosas.



As Meninas da Ribeira do Sado foi o tema que tirou os Adiafa da Vidigueira e os deu a conhecer ao mundo. Sete anos depois, o grupo de cante alentejano está de volta aos grandes palcos com a sua viola campaniça, adufes e outros instrumentos tradicionais.





Quinta, 09 de Julho

Pauliteiros de Miranda

Hamilton de Holanda Quinteto

22h00| Praça | €15

Com espectáculos por todo o mundo e vários prémios na bagagem, Hamilton de Holanda é uma das figuras de proa da chamada música instrumental brasileira, sendo considerado um dos melhores músicos do mundo por figuras de renome da música brasileira como Hermeto Pascoal, Maria Bethânia ou Djavan. O jovem bandolinista vem ao Porto com o seu premiado quinteto apresentar música do último registo da banda, Brasilianos 2.



Constituído, na sua maioria, por elementos naturais de Terras de Miranda e ex-dançadores de outras formações do género, o grupo Pauliteiros de Miranda recuperou a experiência, o entusiasmo, a cultura, a magia da gaita de foles Mirandesa, o ritmo natural dos paulitos e o exotismo dos laços com que dança a vida de um povo.





Sexta, 11 de Julho

Amélia Muge

Siba e a Fuloresta Música de Pernambuco

22h00| Praça | €10

Com cinco álbuns editados, Amélia Muge apresenta uma abordagem inédita do seu repertório, recuperando 15 dos mais de 200 temas que criou, e oferece dois inéditos ao público da Casa da Música. O reconhecimento surgiu em 1999, quando começou a ser convidada a compor para outros intérpretes. Desde então, escreveu para Mísia, Mafalda Arnauth, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho, entre outros. Em 1 Autora, 202 Canções, Amélia Muge recupera para a sua voz alguns desses temas, já cantados e registados por outros.



Natural do Recife, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que o levaram a trabalhar os fundamentos da poesia ritmada, tornando-se num dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Toda vez que eu dou um passo/ O mundo sai do lugar é um disco dançante e bem humorado. As percussões e os metais estão no centro das atenções da sonoridade deste registo onde o cheiro a Carnaval paira no ar.





Sábado, 12 de Julho

Banda Sinfónica Portuguesa

12h00| Sala Suggia

Criada no final de 2004, no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é composta por perto de 60 instrumentistas de sopro e percussão, violinos e contrabaixos, com uma média de idades de 24 anos. A 1 de Janeiro de 2005, a Banda estreou-se no grande auditório do Teatro Rivoli do Porto, onde gravou o seu primeiro CD, com o apoio da Culturporto. Dois anos depois, o grupo foi convidado pela Fundação Casa da Música a apresentar-se na Sala Suggia, onde tem vindo a interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, em estreia nacional.





Sábado, 12 de Julho

Galandum Galundaina

Renata Rosa

22h00| Praça | €10

Procurando recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e língua das Terras de Miranda, nasceram, em 1996, os Galandum Galundaina. O grupo tem feito a ligação entre a antiga geração de músicos e os mais jovens, assegurando a continuidade da tradição musical desta terra. Os elementos do grupo nasceram e cresceram nas Terras de Miranda onde adquiriram conhecimento directo da música que interpretam através do ambiente familiar e do convívio com os velhos gaiteiros.



Representante da nova geração de músicos de Pernambuco, Renata Rosa, cantora-compositora-actriz, tem vindo a desenvolver o seu trabalho com músicos do interior e da capital do Estado. O álbum de estreia, Zunido da Mata (2003), valeu a Renata Rosa o prémio Choc de L’Année (Melhor Disco do Ano), concebido pela revista mensal Le Monde de la Musique, em 2004. Para além do Nordeste brasileiro, a cantora é influenciada pela música indiana, árabe, ibérica, cigana e indígena.





Quinta, 23 de Julho

Ricardo Parreira

António Zambujo

22h00| Sala Suggia | €10

“O que se ouve em Zambujo é algo que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele”, escreve Caetano Veloso no seu blog Obra em Progress, sobre o fado de António Zambujo. O reconhecimento acontece também na Europa. Outro Sentido, o seu terceiro álbum, ocupa o terceiro lugar de vendas da Fnac Paris e é considerado um dos 10 melhores de 2008 pelo jornal Libération. Na Grã-Bretanha, foi distinguido como um dos melhores na world music no «Top of The World Album», da revista SongLines.



Depois da homenagem ao mestre da viola Fernando Alvim, Ricardo Parreira regressa à Casa da Música com um espectáculo especial que se divide em duas partes: uma homenagem ao disco Com que Voz, de Amália Rodrigues, e a interpretação de temas da música popular portuguesa. Com apenas 21 anos, o guitarrista português tem vindo a conquistar a admiração de todos com quem tem partilhado o palco e a sua mestria interpretativa.







Sábado, 25 de Julho

Trago Fado nos Sentidos

Mário Laginha e Bernardo Sassetti

22h00| Sala Suggia | €15

No regresso à Casa da Música, Mário Laginha e Bernardo Sassetti prestam homenagem a Amália Rodrigues. No 10.º aniversário da morte da fadista, a Casa da Música encomendou à dupla de pianistas um espectáculo que se antevê especial. Os músicos trabalharam a partir de algumas canções celebrizadas por Amália, nomeadamente as que marcaram a história da música portuguesa. Vão ainda celebrar o lado genuinamente português que caracteriza a voz de Amália, apresentando duas peças originais, uma da autoria de Mário Laginha, a outra de Bernardo Sassetti.





Domingo, 26 de Julho

Cristina Branco

Hélder Moutinho

22h00| Praça| €10

O tempo foi o tema escolhido por Cristina Branco para o seu novo álbum, Kronos, que é apresentado na Casa da Música. Em 12 anos de carreira, Cristina Branco, uma das mais sedutoras vozes nacionais, editou 10 álbuns e multiplicou-se em digressões pelo mundo. Já apresentado em França, Bélgica, Holanda, Áustria, Alemanha e Suíça, Kronos é um álbum constituído por canções inéditas da autoria de diferentes criadores. É o décimo disco de uma longa carreira iniciada em Amesterdão, que sucede a dois trabalhos de homenagem a duas das maiores influências de Cristina Branco: Live, dedicado a Amália Rodrigues; e Abril, com versões de canções de José Afonso.



Dez anos passados sobre a edição do seu álbum de estreia, Sete Fados e Alguns Cantos, e seis do premiado Luz de Lisboa (Prémio Amália Rodrigues 2005), Hélder Moutinho regressa aos originais com Que Fado É Este Que Trago, que apresenta na Casa da Música. Uma viagem imaginária ao mundo do fado, que conta com a assinatura do fadista na maioria das letras das canções e ainda na composição da música para um poema de David Mourão Ferreira.







Sábado/Domingo, 1 e 2 de Agosto

Encontro de Bandas Filarmónicas

18h00| Praça| Entrada livre

As bandas filarmónicas são um excelente espaço comunitário de sociabilização, ensino e produção musical nos cerca de 800 agrupamentos que existem espalhados pelo país. O movimento filarmónico português, cujas raízes provêm principalmente da zona litoral e urbana, encontra-se actualmente mais difundido nas regiões rurais e especialmente a norte do país, de onde são as bandas presentes neste encontro. Com um inestimável valor cultural e social, as bandas apresentaram-se durante muitas décadas como o único instrumento de divulgação e aprendizagem da música em Portugal fora dos centros urbanos e acessível a todas as classes sociais.

Desde Janeiro de 2007, a Casa da Música inclui na sua programação um concerto mensal dedicado às bandas de música, dando a conhecer algum repertório original de compositores internacionais e nacionais que dedicam obras a esta formação».

Mais informações, aqui.

07 julho, 2009

Ponte da Barca Recebe Berrogüetto, Cobblestones, Xarnege, Mu e Toques do Caramulo


O Festival Folk Celta regressa no final deste mês a Ponte da Barca, com os Berrogüetto, Xarnege, Cobblestones (na foto), Mu e Toques do Caramulo a arribarem ao cais. O comunicado oficial:

«24, 25 e 26 de Julho de 2009
Sexta, Sábado e Domingo

Ponte da Barca acolhe mais uma vez o Festival Folk Celta que trará até este Concelho do Alto Minho nomes do que mais representativo se faz nesta área da música. O evento decorrerá em dois dos mais emblemáticos locais deste município: em Lindoso junto às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês e no Choupal em Ponte da Barca junto às margens do Lima. O programa será completado com animações de rua nas Portas do Parque e em Ponte da Barca com diversas outras actividades que complementarão o programa que proporcionará assim ao público a oportunidade de conviver e desfrutar do cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.
Locais: Choupal – Ponte da Barca e Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês – Lindoso

Entrada Livre

24 de Julho

MU
(Portugal)
Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003, em busca de fusão e experimentação no seio da música tradicional, muitos foram e são os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. A reunião de instrumentos oriundos de lugares tão diversos como a Índia, o Brasil, Marrocos, Suécia e outros permitiu à banda descobrir uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade. Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados os MU criam ao vivo um ambiente de alegria contagiante com um único objectivo: fazer o Mundo dançar!
www.myspace.com/muuuuuu

XARNEGE
(País Basco, Espanha)
Xarnege ou Sharnègo, é uma palavra proveniente da Gasconha e com a qual se denominam os povos fronteiriços entre Heuskal Herria e a Gasconha e que se expressam tanto em euskara como em gascão. Com uma carreira reconhecida internacionalmente, a música dos XARNEGE é difícil de se catalogar, rica em timbres tradicionais e arcaicos as suas canções apelam à dança e ao canto como faziam os nossos antepassados. A audiência responde com entusiasmo a essa intensa relação musical, que se produz entre os músicos bascos e gascões. A proposta de Xarnege em concerto é uma redescoberta musical das raízes comuns a ambos os povos. Do reportório, de aproximadamente uma hora e meia, constam temas tradicionais harmonizados e interpretados á maneira basca e gasconesa.
www.myspace.com/xarnege

25 de Julho

MAUVAIS SORT
(Canadá)
Os canadianos Mauvais Sort, com mais de 450 concertos em dez países, apresentam em Ponte da Barca o seu mais recente álbum que é uma verdadeira fusão contagiante dos ritmos folk e pop-rock tornando-se um ponto de encontro de referências sonoras e de estilos musicais. Diz-se mesmo que são fundadores de um novo género: o Folk’n’Roll!!! Os Mauvais Sort aliam o talento ao entusiasmo e o seu amor à música mais tradicional para produzir um espectáculo contagiante que seduz o público fazendo-o vibrar e divertir-se em cada uma das canções.
www.mauvaissort.com

BERROGÜETTO
(Galiza, Espanha)
Num curto espaço de tempo, sem abandonar a sua identidade inicial, os Berrogüeto tornaram-se numa das bandas de world music mais importantes do Mundo. Os Berrogüeto são, hoje, uma das marcas da cultura galega galegas que mais se distinguem no Mercado internacional, conservando por um lado a paixão pela tradição musical galega e por outro pela contemporaneidade, procurando sempre preservar a sua marca identitária, num mercado global em que perigam as diferenças culturais. Contra essa tendência a banda continua a oferecer música galega feita na Galiza mas cujo raio de acção transcende as suas fronteiras. Hoje a sua música com a sua marca de sempre – diversidade e homogeneidade – tem lugar em qualquer palco ou cenário no Mundo. São já quatro os trabalhos discográficos editados desde 1996 altura em que editaram o seu primeiro álbum: Navicularia internacionalmente distinguido; a este seguiram-se mais três trabalhos todos eles distinguidos com prémios e distinções: Viaxe por Urticaria (1999), Hepta (2001) e 10.0 (2006). Há três anos em tournée, sempre com êxito, o espectáculo 10.0 continua as performances enérgicas tão caras a este agrupamento, transformando cada apresentação numa festa da música galega. www.myspace.com/berroguetto

26 de Julho

TOQUES DO CARAMULO
(Portugal)
Puro folk serrano!!! Os Toques do Caramulo, uma criação da Associação Cultural D’Orfeu, são unanimemente considerados como uma das revelações da música portuguesa na sua vertente mais tradicional. Cada concerto é uma fusão da sonoridade rude da tradição com as cores das novas música num espectáculo de energia musical e interacção com o público. Recriações dinâmicas, livres e muito festivas do repertório esquecido da Serra da Caramulo que este grupo tem levado um pouco a toda a Europa.
www.myspace.com/toquesdocaramulo

COBBLESTONES
(Alemanha)
A ideia de criar os Cobblestones surge depois de inúmeras jam-sessions em que se juntavam um grupo de amigos para explorar a sonoridade folk. Emergiu assim um dos mais dinâmicos projectos de revalorização e exploração da música irlandesa e dos sons folk da Alemanha, com o objectivo de devolver à ribalta a cena Folk. Após o seu início de percurso em bares, a banda rapidamente iniciou a sua participação em festivais onde se destacam pelas suas prestações festivas.
www.cobblestones.de».

Mais informações, aqui.

06 julho, 2009

Évora Clássica - Os Orientais Regressam ao Alentejo


O Festival Évora Clássica, promovido pela Casa do Cadaval, volta a encher Évora de música, cinema e tradições do Oriente. De amanhã, dia 7, e até 11 de Julho, com música que viaja da Índia para os Europa dos Balcãs, com passagem pelo Tibete e pela música klezmer dos judeus, sem fronteiras culturais, religiosas ou linguísticas. O programa completo e os artistas:

«CONCERTOS/CINEMA


Terça-feira dia 7 de Julho

Abertura do Festival

Gypsy night (Noite cigana)

22h - Palácio Cadaval – Jardim de Paço

Primeira Parte

Conjunto Jag Virag da aldeia de Nyirmihalydi

Região de Szabolcs-Szatmar-Bereg – Hungria

Segunda Parte

Conjunto Sentimento Gipsy Paganini

dirigido por Gyuszia Horvath - Hungria



Quarta-feira dia 8 de Julho

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Bambu e cordas da Índia

Duo de mestres

Shashank, flauta «bansuri» e Pandit. Vishwa Mohan Bhatt, «mohan veena»
Parupalli Phalgun, «mridangam», Pandit. Ramkumar Mishra, «tabla»

- Karnataka and Rajasthan

Quinta-feira dia 9 de Julho

18h30 - Palácio Cadaval – Salão de Música

Ashar Khan Manghaniyar

Música popular do Rajastão e duplo clarinete «pungi» – Índia do Norte

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Yom
Música «klezmer»

Yom, clarinete, Denis Cuniot, piano, Benoît Giffard, tuba, Alexandre Giffard, taban


Sexta-feira dia 10 de Julho

20h - Palácio Cadaval - Igreja dos Lóios

Lobsang Chonzor (na foto)

Cânticos do tecto do mundo – Tibete

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Ciné-concerto criação «Les Orientales»

A Luz da Ásia (Prem Sanyas) - Filme mudo de Franz Osten - (Índe/Alemanha, 1925, 1h37mn, VOSTF) - Realização : Niranjan Pal, a aprtir do poema de Edwin Arnoldmusicado pelos músicos Manghaniyars do Rajastão, Gazi Kahn Barna and party



Sábado dia 11 de Julho

20h - Palácio Cadaval - Igreja dos Lóios

Wang Li

berimbaus da China e de algures e flautas de cabaça

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Magic India

Mágicos e músicos do Rajastão com o grupo Divana

- Rajastão

CINEMA



CINE RAMA

A descoberta do cinema indiano

Palácio Cadaval – Salão de Música

De Quarta a Sabado

Quarta-feira dia 8 de Julho

16h00 - Palácio Cadaval

Mangal Pandey – The rising

Ballad of Mangal Pandey de Ketan Mehta –
Música : A.R Rahman, 2h30 – Índia - 2005

VO Legendado em português

Publico: Para todos


Quinta-feira dia 9 de Julho

16h00- Palácio Cadaval

Dashavatar

Cada Era tem um herói – Desenho animado realizado por Bhavik, 2h – Índia – 2008

VO Legendado em inglês

Publico: Crianças e adultos


Sexta-feira dia 10 de Julho

15h00- Palácio Cadaval

Lagaan

Era uma vez na Índia – Escrito e realizado por Ashutosh Gowariker, 3h40 – Índia - 2002

Música : A.R Rahman

VO Legendado em português

Publico: Para todos


Sábado dia 11 de Julho

15h00- Palácio Cadaval

India magica

Jodhaa Akbar d' Ashutosh Gowariker – com Hrithik Roshan e Aishwarya Rai, 3h33 - Índia – 2007
VO Legendado em inglês
Publico: Para todos

-----------------------------

Ashar Khan Manghaniyar:

Os instrumentos de sopro do Rajastão, «satârâ» e «muralî»
Os músicos Manghaniyars, contráriamente à casta dos «Langas» não utilizam, ou utilizam pouco, aerofones. Ashar Khan Manghaniyar faz assim figura de excepção no seio desta comunidade. Praticando a técnica do sopro contínuo (nàksãsì), ele é capaz de tocar a sua dupla flauta pastoral, «satârâ», e o duplo clarinete «muralî». O «satârâ», dupla flauta de bico e de madeira de origem pastoral possui dois tubos separados, um destinado ao bordão e o outro à melodia. A suavidade aérea que o «satârâ» emana contrasta com a rudeza das notas agudas e cortantes do «muralî».
O termo «muralî» aplica-se a diferentes aerofones na Índia, desde a flauta transversal até á flauta «vamsa» em bambu que encontramos nas mãos do deus Krishna.
Mas na tradição popular do Rajastão e do Paquistão, trata-se de um duplo clarinete enfeitado por um recipiente de madeira ou de cabaça vazia e seca e de dois tubos juntos, colados com cera.

Divana:

Actualmente habituados a calcorrear o mundo, a casta dos Manghanyars é, pela sua arte, a ligação entre o antigo refinamento poético e musical das cortes e do mundo tradicional, rural e nómada, onde ela vive actualmente.
Estas castas, que pisaram com os seus pés tanto as pedras do deserto como as lajes de mármore dos palácios dos seus antigos mestres Rajput, fascinam por esta capacidade de ter sabido conservar a extraordinária riqueza de uma herança medieval, quando estes senhores viviam ainda nas suas cidadelas suspensas no cimo de colinas escarpadas.
A rudeza das vozes que, como o oleiro e a sua argila, modelam subtis ornamentos é, à imagem desta característica das mais ricas tradições do nosso planeta – as dessas sociedades rurais e nómadas que possuem ainda um elevado refinamento poético, vestígio de um rico passado.
Nesse paraíso poético que é o antigo país dos rájás (Rajastão : palavra em sânscrito que significa "País dos Príncipes"), país antigamente composto de pequenos reinos e dinastias de guerreiros orgulhosos, a poesia é de uma alucinante beleza. Entre sagrado e profano, Islão precário e hinduismo, esta poesia conta e descreve os deuses e deusas, emanações do mundo sobrenatural, a ausência do amante, mas também a tristeza da jovem noiva longe da sua família, as boas e más colheitas, os sonhos de chuva que virá, os nascimentos e as mortes, os bandidos e salteadores do deserto.
Uma miríade de poesias, hoje ainda, em perfeita osmose com a kamanchiya (a sanfona dos Manghaniyars) ou o sarangui (a sanfona dos Langas eleva-se sinuosa e tórrida e os versos do poeta iluminam a nossa alma « como o firmamento de estrelas na noite ».


Jag Virag Ensemble:

Conjunto Jag Virag da aldeia de Nyírmihálydi – Região de Szabolcs-Szatmár-Bereg
“Ouve, minha bonita senhorinha,
Dança para mim com doçura e graça.
Dança para mim e canta para mim,
Para que os Ciganos fiquem apaixonados!
Se danças ou te divertes até de manhã,
Os Ciganos também vão alegrar-se.
Tu danças, tu danças,
Tu bates palmas,
Para que os Ciganos se apaixonem!”
Os Ciganos chamados «Oláh » ou «Valaques», correspondem aos últimos ciganos da Europa central a se sedentarizarem nos anos cinquenta e sessenta, no final das várias vagas de emigração da Rússia, da Ucrãnia e da Roménia. Os «Roms Valaques» eram aquilo que se pode considerar como autênticos cânticos «roms» : os «loki ģili'» e «khelimashi ģili'».
Tratava-se antigamente de cânticos despojados e profundos sem acompanhamento instrumental, apenas uma bilha a servir de percussão. Actualmente, este repertório impregando de influências russa, ucraniana, búlgara e bacânica, foi reabilitado, agora acompanhado pela guitarra.
É através destes magníficos cânticos épicos, nostálgicos, desesperados ou festivos que, longe dos restaurantes e dos cabarés, os Ciganos cantavam à lareira, nos acampamentos ou nas famílias da aldeia. O povo «rom» pôde assim, durante séculos, exprimir no quotidiano o lugar onde coabitam liberdade e constrangimento.


Lobsang Chonzor:

Cânticos do tecto do mundo
« Na idade em que eu era um peixinho, não fui apanhado. Como peixe grande, apesar das nassas, ninguém me domou. ... Agora, vagabundeio no oceano imenso».
Brug-pa Kun_legs, (Século XV), poeta místico tibetano
Para além das liturgias e danças rituais budistas, existem no Tibete vários estilos profanos simultaneamente clássicos e populares.
Os « Nangma », cânticos clássicos ouvidos pelos notáveis e pelos nobres da sociedade tibetana, estão sempre muito em voga nas comunidades no exílio.
Os « Teuché », do Tibete do Oeste, esses cânticos populares ligados à dança, evocam o amor, a grandiosidade da natureza, a beleza das paisagens e prestam também homenagem aos grandes mestres religiosos.
Tshering, bardo luminoso e alegre, canta acompanhando-se ao alaúde « danyen » , com a cítara « yangqin » ou toca flauta « limbu » . Aborda também o repertório da ópera tibetana nascida no Século XV que é chamada « lha mo », o que significa « rapariga, a fada ».


Sentimento Gipsy Paganini:

Conjunto Sentimento Gipsy Paganini dirigido por Gyuszia Horváth
“Canta-me Cigana, Canta-me a tua canção
até que as cordas se partam em mil direcções”
Extrato da opereta «A Condessa Marica» de Kalman Imre.
Designa-se pelo termo «romungro», os «Roms» da Hungria sedentarizados durante as primeiras migrações do Século XV. Foram eles que alimentaram em qualidade, músicos profissionais em Budapeste e nas cidades de província, desenvolvendo uma música dita cigana. Tornaram-se mestres do repertório tradicional húngaro, como o das «palotas», «csardas» ou «verbunkos», os estilos musicais mais correntes.
Os «Romungro», mais integrados que as outras comunidades «roms», reivindicam uma verdadeira educação e no domínio musical estudaram todos, depois da queda da monarquia, nos conservatórios mais prestigiados da Hungria. A sua grande cultura musical permite-lhes assim passar, à sua maneira, do grande repertório clássico (de Litsz a Bartók,) ao ainda muito em voga actualmente, das operetas, ao mesmo tempo que interpretam um grande repertório dito «cigano» que vai da Rússia à Hungria, incluindo todas as regiões balcânicas.
As «csardas» (de «tcharda», «albergue») nasceram no Século XIX e impõem-se enquanto músicas de dança de albergue, praticadas antigamente em casal. Em conformidade com um alinhamento clássico, a «csárdás» compreende uma introdução lenta «lassú», depois uma parte ritmada «friss» ou «friska». Existem também as «csardas» próprias para diferentes instrumentos tais como o clarinete, inventadas por Janos Bihari (1764 - 1827). As «csardas» são inspiradas da «palotas», outra dança nobre muito corrente no início do Século XIX. Esta última influenciará nomeadamente Liszt nas suas Rapsódias húngaras.
No final do Século XVIII e até ao início do XIX, o «verbunkos» (no plural «verbounkoche» de «werbung», «recrutamento» em alemão) representavam estas danças masculinas improvisadas destinadas a alistar os jovens aldeãos para lutar contra o poder do império austro-húngaro. Esta iniciativa tinha por única finalidade aliciar um máximo de jovens proscritos aturdindo-os com música e vinho. Assim, os hussardos dançavam o «verbunkós» de cidade em cidade acompanhados por um ou dois violinos, um címbalo, instrumentos de sopro tais como o clarinete ou a gaita de foles (gajda).
Os Ciganos criaram, a partir desta prática, um estilo musical de pleno direito. Por extensão, esta dança espalhou-se no seio da população em geral para se tornar numa espécie de dança nacional; aliás, no início do Século XVIII, era conhecida muito simplesmente por «magyar», ou seja, «húngara». Inúmeros compositores experimentarão mais tarde este estilo, por entre os quais o famoso compositor e músico cigano Janos Bihari (1764 - 1827) que, compondo oralmente, fazia transcrever por outros a sua música.
É todo este repertório de que o conjunto se inspirará durante este concerto por intermédio das composições que fazem a ligação entre uma tradição musical local e a música clássica através da sua fama europeia, dos «verbunkos», «csardasmagyarnota», «nóta» e «hallgato», essas melodias lentas à moda em meados do Século XIX até às obras de compositores como Janos Bihari, Pista Dankóo (858 - 1903), até Frank Liszt depois Zoltan Kodaly, Bela Bartok e Laszlo Lajtha.


Shashank:

Bambu e cordas da Índia
Este encontro entre dois grandes mestres da música «carnatique» e do hindostão representa um acontecimento único.
Neste magnífico confronto, as notas de agudos exacerbados da « mohan veena» parece zombar do timbre grave e meditativo da flauta «bansuri», oferecendo uma paleta acústica de uma grande riqueza.
A flauta de bambu é o instrumento de sopro que melhor exprime o encontro entre o divino e a natureza, sacralizando, de algum modo esta última, tal como na música sufi onde o «ney» (a cana) exprime a noção de sopro divino. A imagem do Senhor Khrishna encantando as jovens pastoras «gopis» com as suas melodias voluptuosas, enfatiza esta imagem harmoniosa de uma natureza que transporta os nossos sentidos para a contemplação.
É na Austrália, em Adelaide, que com a idade de onze anos, que Shashank dá o seu primeiro concerto. Parecendo-se ainda com um jovem estudante perdido no seu mundo da lua, de flauta debaixo de um braço e o seu computador portátil debaixo do outro, Shashank entra suavemente no mundo dos grandes músicos clássicos da Índia do Sul, lá, no lugar onde se constróem as lendas.
Para Pt Vishwa Mohan Bhatt: «a música é a linguagem de Deus criada para a humanidade. Para mim, a música é o meio para falar com Deus. Cada vez que toco, adoro com o meu espírito a deusa Saraawati, símbolo do conhecimento e da sabedoria».
Pt Vishwa Mohan Bhatt, outra lenda da música indiana, é originário de Jaipur e está aliás muito próximo de Gazi khan Barna e do conjunto Divana com quem ele realizará o albúm « Desert Slide ». É o criador do «Mohan Veena». Quatro cordas para tocar e doze cordas simpáticas fazem do «Mohan Veena» uma espécie de alaúde híbrido de sonoridades havaianas. «Mohan», sinónimo de graça, é também um dos nomes atribuídos a Khrishna, ao paço que o termo «veena» se refere, em sanscrito, a todos os instrumentos de cordas.


Wang Li:

berimbaus da China e de Algures e flautas de cabaça
Wang Li retira a inspiração das suas composições das experiências da sua vida. A sua música conta, com efeito, as suas recordações de infância, as suas reflexões sobre o mundo que o rodeia e as recordações emocionantes que guarda da sua família. As cantilenas da sua infância deixaram uma marca indelével nos seus ouvidos, na sua memória. Os seus ritmos simples, tais como os batimentos do coração, põem em ressonância o Wang Li do passado e aquele que ele é actualmente. O berimbau é um dos seus instrumentos predilectos. A sua complexidade dá a Wang Li uma grande liberdade de criação. A sua sensibilidade em relação à vida anima a interpretação das suas composições, nas quais ele utiliza a língua da sua região natal.


Yom:

Jovem virtuoso do clarinete « klezmer », músico prolífico e inspirado, Yom explora os territórios da música tradicional, do jazz contemporâneo e da música electro. Muito cedo influenciado pelo toque de Naftule Brandwein (pioneiro do clarinete « klezmer » nos anos 20 em Nova Iorque), Yom rapidamente exprimiu a sua visão contemporânea da música « klezmer », em primeiro lugar no seio do Orient Express Moving Schnorers e de Klezmer Nova, depois mais particularmente no seu Duo com o pianista Denis Cuniot.
É aliás com o cumplicidade deste último que ele apresenta hoje, em quarteto, esta homenagem àquele que se auto-proclamou 'King of Klezmer Clarinet'."
O criador intérprete pontua-o de tumultos e de sonhos dominados e executados em virtuosismo.
A música « klezmer » é a que os bufões judeus «ashkénazes» levavam de festa em festa, de "shtetl" (aldeia) em gueto, em toda a Europa de Leste desde a Idade Média até às perseguições nazis e estalinistas do século XX. Ela inspira-se não apenas nos cânticos profanos e nas danças populares como na "khazanut" (liturgia judia) e nos "nigunim", essas melodias simples pelas quais os "khasidim" tentavam aproximar-se de Deus numa espécie de êxtase comunitário.
Com o contacto (recíproco) de músicos eslavos, ciganos, gregos, turcos e – mais tarde – do jazz, o « klezmer » adquiriu uma diversidade e uma sonoridade, características que lhe valem hoje ser imediatamente reconhecido e apreciado no mundo inteiro.
Desde o século XVI, foram acrescentadas palavras ao repertúrio « klezmer » instrumental, graças ao "badkhn" (mestre de cerimónias nos casamentos), ao "purimshpil" (representação de Esther para a festa de Purim) depois ao teatro yiddish».

Mais informações, aqui.