28 Setembro, 2009

Há Saldos na VGM!


A VGM, na Rua Viriato (Picoas), em Lisboa, continua a ser a melhor loja de world music, música clássica, antiga e algum jazz e muito reggae de Lisboa. E, em início de Outono, volta a ter saldos bastante apetecíveis... Aqui fica a notícia do meu compincha das Crónicas da Terra:

«Discos Soul Jazz a preço de saldo na VGM (em Lisboa), até dia 10 de Outubro

A loja de discos VGM, que possui dos mais interessantes fundos de catálogo ao nível de música étnica, clássica, antiga e jazz, situada na Rua Viriato 12, em Lisboa (mesmo em frente ao edifício do Jornal Público), propõe a todos os seus clientes melómanos reduções entre 25% e os 52% em todos os títulos (editados até ao final de 2008) dos seguintes catálogos: Soul Jazz, World Circuit, Crammed Discs, World Music Network, Demon Music group, Sterns, Asphalt Tango, Dreyfuss Music, Network Medien, Roir, Ponderosa, Park,Topic, Alia Vox, Essay Recordings, Chesky, Arion, Knitting Factory, Nocturne, Sundance, Mr.Bongo, Materiali Sonori, Music and Words, Felmay, Picwick, Oriente, BMC, Cypres, Effendi, Magda, Voices Me, Sterns, Weatherbox e muitos outros, num total de mais de 150 etiquetas.

Jordi Savall, Peter Hammill, Hector Zazou, Bassekou Kouyaté, Buena Vista Social Club, Orchestra Baobab, Fanfare Ciocarlia, Etran Finatawa, Kroke, Cibelle, DJ Dolores, Shantel, Boom Pam, Bembeya Jazz, Waterson Carthy, Maddy Prior, Steelye Span, são alguns dos artistas cujas obras discográficas poder ser adquiridas a preços simpáticos, até ao próximo dia 10 de Outubro».

23 Setembro, 2009

A Vingança do Kuduro!


Chega nos próximos dias às lojas um dos melhores e mais importantes álbuns - sim, é uma aviso! - que jamais se fizeram em Portugal: «Dance Mwangolé», do projecto Batida. Mais ou menos a propósito, ou pelo menos de um modo lateral, recupero aqui um texto meu publicado há alguns meses no jornal «i»:

«Na longa lista de aberrações convidadas para os seus programas televisivos - o Vítor Peter, a Pomba Gira, a Natália de Andrade, o Professor Alexandrino... -, Herman José incluiu há alguns anos o duo de kuduro Salsicha & Vaca Louca, ridicularizando os seus ritmos selvagens e os seus requebros opulentos. Poucos anos depois, o kuduro, via Buraka Som Sistema (mas não só),é um fenómeno de sucesso mundial. Angolano na sua origem mas com ligações ao miami bass, ao baile funk brasileiro, ao kwaito sul-africano, ao reggaeton porto-riquenho e ao dancehall jamaicano, o kuduro foi adoptado por vários produtores e músicos dos PALOPs e de Portugal (Dog Murras, DJ Znobia, Makongo ou o cabo-verdiano que junta funaná com kuduro Izé, entre muitos outros) e de fora da esfera lusófona como M.I.A. (a voz principal da oscarizada banda-sonora do filme «Quem Quer Ser Bilionário?»), o DJ e produtor francês Frédéric Galliano ou o norte-americano Diplo. E os Buraka Som Sistema actuam nos principais festivais do mundo (Glastonbury, Roskilde, Coachella...) e têm feito digressões, com tremendo sucesso, no Japão, na Europa, na Austrália e nos Estados Unidos. Os Buraka Som Sistema (uma mistura de portugueses, angolanos e indo-moçambicanos e um espelho perfeito do caldo de culturas em que Lisboa se transformou nos últimos anos) são, aliás, considerados - ao lado de Mariza, uma fadista nascida em Moçambique - os maiores embaixadores actuais da música... portuguesa. Está na altura de reescrever a entrada "kuduro" na "enciclopédia" do Herman. E na de nós todos».

22 Setembro, 2009

d'Orfeu - Vêm Aí Mais Três Festivais!


São logo três, quase de uma vez: o OuTonalidades (em que dezenas de grupos nacionais e galegos visitam muitos locais de Portugal e da Galiza, a começar já no dia 25 de Setembro, decorrendo até 19 de Dezembro); e, em Águeda, O Gesto Orelhudo (festival de música, humor, teatro, mímica...), de 2 a 9 de Outubro, e com outro festival lá dentro, o Festival i, dedicado ao público infanto-juvenil (dias 4 e 5 de Outubro). Os nomes dos participantes nestes dois festivais seguem aqui mais à frente, os do OuTonalidades vão já aqui: Fadomorse (na foto), Som do Galpóm, Taberna Revisitada, Mu, Son+d2, Mistura Pura, Raspa de Tacho, OliveTreeDance, Fases da Lua, Velha Gaiteira, Samasati, A Barca dos Castiços, Pé na Terra, De Outra Margem, Ósmavati, Beatriz Portugal Jazz Quintet, Paul da Silva, Carmen Dor, Banda Potemkin, Uxu Kalhus, Chauffeur Navarrus, Country Dust, Quarteto Sofia Ribeiro, Bukowski Blues Trio?, Aló Django, Coanhadeira, Amar Guitarra, Lamatumbá, Comcordas, Quimera Quinteto, Portrait, Toques do Caramulo, Modulok Trio, Noiserv e Trisonte.


OUTONALIDADES:

«Quando, a 24 de Setembro, arrancar o roteiro de 74 concertos desta 13º edição do OuTonalidades, um mapa imaginário unirá os 24 espaços de música ao vivo que compõem esta grande rede que se estende de Ferrol, no topo norte da Galiza, até Tavira, em plena costa algarvia. A relação transfronteiriça com a Galiza desde 2008, fruto do convénio entre d’Orfeu e AGADIC, veio apurar o modelo do evento coordenado, sempre em franca expansão geográfica, pela associação aguedense.

Um grande evento dedicado ao pequeno formato: assim se entende o OuTonalidades, cada vez mais. Pelas novas oportunidades de circulação que proporciona a dezenas de pequenos grupos e artistas. E pela inigualável bolsa de programação de que beneficia o nicho cultural de espaços de música ao vivo, bares associativos e cafés-concerto que constitui, a cada edição, a rede do OuTonalidades.

Este ano, inscreveram-se 217 grupos portugueses e galegos, dos quais, numa 1ª fase, foram pré-seleccionados 95. Após um longo processo de programação, em função das preferências dos espaços parceiros, o cartaz de 2009 apresenta um total de 33 grupos que farão os 74 concertos do circuito. Em 2009, o evento cresce em número de espaços, de grupos e de concertos programados, tanto em Portugal como na Galiza. A cooperação iniciada em 2008 entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuitos congéneres dos dois lados da fronteira, proporciona agora a presença de 7 grupos portugueses na Galiza e 11 grupos galegos em Portugal, num total de 47 concertos em regime de intercâmbio.

De 24 de Setembro a 19 de Dezembro, durante 13 fins-de-semana, o cartaz vai do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo. A festa e a diversidade são marcas distintivas das programações do OuTonalidades, evento rotativo de música ao vivo que começou por ser, há treze anos, um pequeno circuito local de bares em Águeda, cidade que continua a ser epicentro do circuito agora luso-galaico».

O GESTO ORELHUDO E FESTIVAL I:

«Já é conhecido o programa do 8º Festival ‘O Gesto Orelhudo’, certame de referência dedicado à musicomédia internacional que se realiza em Águeda. Abre com uma estrela mundial - Michel Lauzière - no Cine-Teatro São Pedro e prossegue toda a semana na Tenda do Espaço d’Orfeu. A edição deste ano, de 2 a 9 de Outubro, reserva ainda espaço para o surgimento de um cartaz dedicado ao público infantil e familiar, o Festival i, nas tardes de 4 e 5 de Outubro, com programação non-stop repartida por vários espaços da cidade.

Este ano, são destaques d’ O Gesto Orelhudo a excentricidade musical do canadiano Michel Lauzière, as acrobacias dos musiclowns italianos Teatro Necesario, as incríveis e pouco convencionais marionetas do catalão Jordi Bertran, a irresistível animação de rua dos britânicos The Hot Potato Syncopators, a comicidade musical dos italianos Microband - que regressam este ano -, a delícia do teatro músico-gestual dos Peripécia, o irónico choques de culturas de Africanízate da dupla Carlos Branco / Manecas Costa, a estupenda presença cénica dos norte-americanos Moriarty e a inigualável revolução dos Homens da Luta.

Entretanto, nos dias 4 e 5 de Outubro (domingo e segunda-feira feriado), apresenta-se a mais fresca novidade do calendário cultural d’Orfeu: o Festival i, um evento dedicado ao público infantil e familiar, após as bem sucedidas experiências pontuais de programação para este segmento nos últimos dois anos. O programa do festival i, non-stop em ambos os dias, apresenta a consagrada Companhia do Chapitô, as marionetas do catalão Jordi Bertran, o espectáculo músico-teatral do tubista Sérgio Carolino com a SA Marionetas, o projecto de percussão Crassh, as danças para crianças de Carlos Alves com coros infantis, as novas tecnologias da Miso Music, a excentricidade de Niño Costrini, os chapéus de Oswaldo Maggi, os contos infantis do Pinto Pançudo e ainda, pelas manhãs, duas diferentes propostas artísticas para bebés.

A 8ª edição do Festival “O Gesto Orelhudo”, tal como o novo Festival i, é uma co-produção da d’Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, com o apoio oficial do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, para além de uma imensa série de apoios locais, regionais e nacionais, para um festival que é uma referência temática no país e um dos grandes veículos de projecção cultural exterior da cidade de Águeda».

Programa detalhado d'O gesto Orelhudo, aqui.

Programa detalhado do Festival i, aqui.

Programa detalhado do OuTonalidades, aqui e aqui.

21 Setembro, 2009

Cacharolete de Discos - Tinariwen, Tony Allen e Madredeus


Mais três textos meus recuperados ao acervo da «Time Out Lisboa» nos último meses: as críticas aos novos álbuns dos Tinariwen, de Tony Allen e dos Madredeus & A Banda Cósmica (na foto).


TINARIWEN
«IMIDIWAN: COMPANIONS»
Independiente/Megamúsica

Apesar de existirem como banda desde 1982 - na altura ainda eles faziam parte das milícias tuaregues apoiadas e armadas por Muammar Khadafi e, segundo a história oficial, andavam com uma metralhadora a tiracolo num ombro e uma guitarra eléctrica no outro -, a verdade é que «Imidiwan: Companions» é apenas o quarto álbum em CD dos tuaregues malianos Tinariwen (sim, houve outras gravações durante os anos 80 e 90, mas só saíram em, hermmm, cassete). Mas basta uma audição deste disco para se perceber que «Imidiwan» é uma obra-prima absoluta, ainda maior que as anteriores, em que aos momentos de groove imenso (como se Jimi Hendrix gravasse com Booker T. and The M.G.'s e com Ali Farka Touré como cantor solista) se sucedem canções que podiam ser de Ry Cooder, fase «Paris, Texas», mas em que os desertos norte-americaos são substituídos pelo deserto do Saara. Perfeito! (*****)


TONY ALLEN
«SECRET AGENT»
World Circuit/Megamúsica

Já velhote - quase com 70 anos! -, o baterista nigeriano Tony Allen teve nesta década o reconhecimento que há muito merecia. Fez parte dos The Good The Bad and The Queen (ao lado de Damon Albarn, dos Blur, e do ex-The Clash Paul Simonon), gravou com Sébastien Tellier, os Air e Charlotte Gainsbourg, os gurus da world music não se cansam de dizer que, se não fosse Tony Allen não haveria afro-beat, no que têm toda a razão já que Allen, na verdade, pôs o «beat» onde o seu patrão de muitos anos, Fela Kuti, pôs o «afro». E no seu novo álbum, «Secret Agent», Tony Allen deturpa uma das regras sagradas do afro-beat - o tamanho dos temas é quase pop (quatro, cinco minutos) em vez dos longos dez, quinze minutos que são normais no género - para fazer um excelente álbum de canções, sejam cantadas por ele ou pela maravilhosa Orobiyi Adunni (aka Ayo, a autora do magnífico álbum «Joyful»). (****)


MADREDEUS & A BANDA CÓSMICA
«A NOVA AURORA»
Farol

Nove meses depois da edição de «Metafonia», o álbum de renovação/rejuvenescimento/reinvenção dos Madredeus – na sua formação alargada Madredeus e A Banda Cósmica, com duas novas e excelentes cantoras e vários instrumentos eléctricos – chega o «segundo» álbum, «A Nova Aurora». E, se alguns dos bons sinais deixados pelo anterior nele continuam – uma muito maior abertura do som do grupo em termos tímbricos, estilísticos, de género (as idas às músicas do Brasil e de Cabo Verde, aos blues e ao Havai, à África Continental e à Europa dita celta, para além de se manterem, a espaços, as bases de ligação à música portuguesa e à «matriz» melódica dos Madredeus antigos) - alguns outros, os piores, também neste «A Nova Aurora» saem reforçados: uma perigosíssima aproximação ao rock sinfónico, à new age, a algumas facilidades pop que não são, de todo, necessárias num grupo com o nome e o peso e a marca Madredeus. Disco conceptual – que fala de uma nova era de harmonia em todo o universo, em letras que fazem uma estranha ponte entre «Eram os Deuses Astronautas?», Paulo Coelho e o Padre António Vieira -, «A Nova Aurora» começa com uma bela canção, «Não Estamos Sós”» (entre o «Zen» da Rokia Traoré e Madredeus vintage, com uma harpa a soar a kora mandinga). O segundo tema, «Suspenso no Universo», remete directamente, mas sem destoar, para os Heróis do Mar. E, lá para a frente, «Vai Sem Medo» é José Afonso em formato cocktail lounge, o que – por estranho que pareça - até soa bastante bem. Mas também há muitos outros temas (com letras declamadas - !!! -, guitarras eléctricas pinkfloydianas da pior fase, teclados gongóricos à Jean Michel Jarre ou... a rockalhada completamente escusada que encerra o álbum, «Baloiçando nas Estrelas») que fazem «A Nova Aurora» desequilibrar-se para uma «twilight zone» qualquer em que ficamos sem perceber que música é, afinal, esta. (**)

18 Setembro, 2009

Megafone 5 - Homenagem a João Aguardela


Dia 4 de Novembro, A Naifa, Dead Combo, OqueStrada, Gaiteiros de Lisboa e Dead Combo sobem ao palco do CCB, em Lisboa, para homenagear João Aguardela (na foto, de Alexandre Nobre. O espectáculo chama-se «Megafone 5» e a razão segue aqui em baixo:

«MEGAFONE 5 Música Para Uma Nova Tradição
Centro Cultural de Belém – Grande Auditório, 4 Novembro 2009
Categoria: Espectáculo, Música / Tag: João Aguardela, Megafone 5 / Comentar

MEGAFONE 5 é um projecto que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA. João Aguardela, que integrou colectivos como os SITIADOS, MEGAFONE, LINHA DA FRENTE e A NAIFA, faleceu precocemente aos 39 anos em Janeiro de 2009.

Nascido entre um grupo de amigos e admiradores de João Aguardela, o projecto MEGAFONE 5 materializa-se em três faces visíveis: o ambicioso site que concentra toda a sua obra; um prémio anual de distinção de nova música tradicional portuguesa (em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores); e a realização de um grande espectáculo no dia 4 de Novembro de 2009, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com as presenças d´A NAIFA, DEAD COMBO, Ó’QUESTRADA e GAITEIROS DE LISBOA.

Bilhetes já à venda. Todas a receitas revertem a favor da Associação Cultural Tradição Megafone».

Mais informações, aqui.

17 Setembro, 2009

Chocalhos - A Transumância Celebrada em Alpedrinha


De 18 a 20 de Setembro, Alpedrinha (Fundão) recebe de novo o Chocalhos - Festival dos Caminhos da Transumância, que - entre muitos outros - tem como destaques concertos de Teresa Salgueiro, Foles da Beira, Gnawa Al-Baraka, Dazkarieh, Tok'Avacalhar, Danae (na foto) e OliveTree. O programa completo:

«A transumância uniu, desde sempre, geografias e paisagens, costumes e gentes. Hoje, essa pluralidade, mais do que relembrar as sociedades passadas, assume um valor patrimonial de excelência. Património colectivo que este evento cultural pretende revivificar com um alargado conjunto de iniciativas, cruzando a música pastoril, os produtos locais com as paisagens, a realidade com os sonhos.

Programa

18 Setembro

14h00
"Agora conto eu" – Acção de Formação | Biblioteca Municipal do Fundão

Uma acção de formação para técnicos bibliotecários e outros agentes de educação, com coordenação da contadora de histórias Joaninha de Almeida, técnica de Serviço Educativo da Biblioteca Municipal de Mora e do Fluviário de Mora

19h00
Abertura Oficial | Ruas de Alpedrinha

Desfile dos Zabumbas de Alpedrinha
Desfile de Pifaradas de Álvaro
Desfile do Grupo de Gaitas de Foles "Transumância"
Desfile do Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços"
Desfile do Grupo "Tok'avacalhar"
Desfile do Grupo de Bombos do Alcaide
Desfile de Acordeonistas
Desfile do Grupo "Foles da Beira"
Desfile com os “Ovelha Negra”(inserido no Festival Étnico)

21H00
Animação de rua pelos grupos participantes no desfile | Ruas de Alpedrinha
Actuação da Tuna Académica | Largo Padre Santiago

21H30
Foles da Beira | Largo da Igreja

Grupo de Musica Popular da Casa do Povo | Largo da Fontainha
F. Beira | Capela do Leão

22H00
Concerto - Gnawa Al-Baraka| Largo do Chafariz

Grupo de Música Tradicional de Marrocos
(Inserido no Festival Étnico 2009)

Grupo de Fados| Largo do Salão Paroquial
Acordeonista "Sertório"| Capela do Leão
Cottas Club| Externato Santiago
F. Beira | Rua dos Valadares

22H30
Foles da Beira | Largo da Fontainha
Grupo de Musica Popular da Escola Secundária do Fundão | Largo da Igreja

23H30
Concerto – Dazkarieh | Largo do Chafariz
Dazkarieh é uma banda de rock e de música tradicional formada em Lisboa em 1999. Partiram da ideia de criar música tendo como inspiração várias culturas do mundo.
Cedo cresceram, tornando-se num dos mais activos e originais projectos da música portuguesa, ao aliarem instrumentos de várias proveniências (gaita de foles galega, acordeão, flauta transversal, tin whistles irlandeses, percussão africana, percussão árabe, baixo e guitarra) e vocalizações numa língua imaginária, criada pelo próprio grupo, com o objectivo de tratarem a voz como um instrumento autónomo e equiparável aos outros.
Vasco Ribeiro Casais - Nyckelharpa, bouzouki, gaitas-de-foles, flauta Luís Peixoto – Bouzouki, bandolim, cavaquinho, sanfona Joana Negrão – Voz, gaita-de-foles, adufe, pandeireta André Silva - Bateria Mais informações: www.dazkarieh.com
(Inserido no Festival Étnico 2009)

Acordeonista "Sertório"| Largo do Pelourinho

24H00
Grupo de Fados | Rua dos Valadares

19 de Setembro

11H00
Arruada pelos chocalheiros de Vila Verde de Ficalho | Ruas de Alpedrinha

15h00
Festa da Lã | Alpedrinha

Carda-se e feltra-se um tapete de feltro ao som dos cantares do Alentejo,
com o Grupo Coral Feminino do Alentejo e a Academia Sénior do Fundão.

(Integrada no Festival Escrita na Paisagem) – Colecção B


16H30
Lançamento do livro "Monte da Touca" de Francisco Belo Nogueira | Capela do Leão

18H00
Animação de Rua | Ruas de Alpedrinha

Desfile dos Zabumbas de Alpedrinha
Desfile do Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra
Desfile de Pifaradas de Álvaro
Desfile do Grupo de Gaitas de Foles "Transumância"
Grupo de Bombos de São Sebastião do Barco
Desfile do Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços"
Desfile do Grupo "Tok'avakalhar"
Desfile do Grupo de Bombos do Alcaide
Desfile de Acordeonistas
Desfile da Tuna Académica
Desfile da Fanfarra Sácabuxa
Desfile com os “Ovelha Negra”(inserido no Festival Étnico)

18H30
Lançamento do livro de poesia "Cadernos de Areia" de Luis Maçarico e Cadernos da Aldraba | Capela do Leão

21H00
Animação de rua pelos grupos participantes no desfile | Ruas de Alpedrinha

Concerto – Danae | Largo do Chafariz

Danae, ao longo dos últimos anos, foi à procura de sons, imagens, palavras, histórias que conseguiu modular em melodias próprias com as referências mais variadas.
A música torna-se, sob este ponto de vista, uma prática aberta que encontra na troca de experiências uma mais valia para a produção de um trabalho sem rótulos.
As letras e as músicas, da autoria da Danae, inserem-se dentro de um campo de possibilidades criativas de difícil “ajuste” num estilo definido.
O novo projecto musical nasce após a redacção quotidiana de pequenas histórias escritas e vividas. O novo trabalho “ CAFUCA”, vai ser ter lançado em Março deste ano e conta com um formato musical simples mas que não vai deixar ninguém indiferente pela originalidade dos instrumentos envolvidos e pela riqueza e diversidade de sons e influências.
Mais informações: www.myspace.com/danaexdanae
(Inserido no Festival Étnico 2009)

Actuação do Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra | Largo da Igreja

Tuna Académica | Largo do Externato

Acordeonista "Sertório" | Largo do Salão Paroquial

21H30
Grupo de Fados do Fundão | Largo da Fontainha

22H00
Grupo de Bombos de São Sebastião do Barco | Largo da Igreja

22H30
Concerto ”Matriz” - Tereza Salgueiro com Lusitânia Ensemble | Largo do Chafariz

“Matriz é o nome que escolhi para apresentar este projecto em que pretendo partilhar convosco uma experiência musical que nos levará através do tempo e do espaço, tendo como fio condutor as palavras, os sons, as melodias e ritmos de vários autores, épocas e regiões de Portugal.”
“Recuando até ao Século XIII, construiu-se um percurso que visita as cortes palacianas e a tradição dos trovadores, mergulhando na expressão popular mais profunda, que se estende pelo Fado e interpreta autores contemporâneos, em busca da origem, da fonte, da Matriz.”
“Centrou-se a procura naquilo que se mantém e se desenvolve, no próprio respirar dos tempos - a chave e evocação de um universo de costumes, de histórias contadas, de formas de pensar e sentir, de desejos e sonhos, esboços de um carácter português.”
“É para mim uma honra e alegria imensas poder contar com um elenco de músicos extraordinários, reunidos por Jorge Varrecoso Gonçalves – Director Musical do Lusitânia Ensemble – e dispostos a acompanhar-me nesta aventura de levar esta Matriz aos palcos de muitos lugares.”
Tereza Salgueiro

Mais informações:
www.teresasalgueiro.pt

Acordeonista "Sertório" | Largo da Fontainha

23H30
Acordeonista "Sertório" | Rua dos Valadares

24H00
Grupo de Fados do Fundão | Largo do Salão Paroquial

00H30
Concerto – Olivetree | Largo da Fontainha

OLIVETREEDANCE é uma “ode” aos sons da terra e vem dar ênfase à música de dança produzida apenas com instrumentos acústicos: DIDGERIDOO, BATERIA e PERCUSSÃO.
Produzem ideias simples em contextos rítmicos complexos que recordam inspirações vindas do Amor da Fonte Suprema, para ouvirmos e dançar em harmonia nesta Nova Era e elevarmos a nossa consciência contribuindo para o equilíbrio do nosso Planeta e da Humanidade. Com elas vamos ao reencontro dos valores reais do "ser humano", a Paz, a Harmonia, o Amor, a Compaixão, a Liberdade, a Verdade, a Criatividade e sobretudo a Sintonia com a Natureza…

A experiência expandida de OLIVETREEDANCE serve-se da mistura que bombeia Renato Oliveira no didgeridoo percussivo com uma disposição grande da percussão tribal de Tito Silva (congas, djembe, Krin, Berinbau, etc) ao qual se junta a influência contemporânea do kik do Pedro Vasconcelos na bateria, numa linguagem frenética cheia de figuras de estilo bem ao jeito das máquinas da actualidade.

Mais informações: www.myspace.com/olivetreedance

20 de Setembro

08H00
Caminhada com rebanho | Fundão (Praça do Município)

10H30
Arruada pelos Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho | Ruas de Alpedrinha

15h00
Lançamento do Livro " Histórias de um Tapete" | Alpedrinha

O livro “Histórias de um tapete” é contado, ele mesmo sobre um tapete de feltro, pela contadora de histórias Joaninha de Almeida

(Integrado no Festival Escrita na Paisagem) – Colecção B

16h00
Histórias de Chão – Hora do conto | Alpedrinha

Duas histórias sobre o feltro, uma que retrata a produção de um tapete de feltro artesanal e outra que recorre ao mito de Noé e da sua Arca, com a autoria de Regina Guimarães e com ilustrações de Dina Piçarra e Regina Guimarães.

(Integrado no Festival Escrita na Paisagem) – Colecção B


17H00
Desfile | Ruas de Alpedrinha

Desfile dos Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho
Desfile dos Zabumbas de Alpedrinha
Desfile do Grupo de Bombos da Junta de Freguesia do Fundão
Desfile do Grupo de Bombos de Vale de Prazeres
Desfile do Grupo de Bombos das Donas
Desfile do Grupo de Bombos do Souto da Casa
Desfile do Grupo de Bombos Toca a Bombar
Desfile do Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços"
Desfile do Grupo de Chocalhos da Bouça
Desfile do Rancho da Alegria dos Enxames
Desfile de Acordeonistas
Desfile do Grupo "Foles da Beira"

18H00
Animação de rua pelos grupos participantes no desfile. | Ruas de Alpedrinha

21H00
Ruas de Alpedrinha |Animação de rua pelos grupos participantes no desfile
Actuação do Rancho da Alegria dos Enxames | Largo da Igreja
Actuação do Grupo "Foles da Beira" | Largo da Fontainha

21H30
Actuação do Grupo "Foles da Beira" | Largo do Salão Paroquial

22H00
Actuação do Rancho da Alegria dos Enxames | Largo da Fontainha
Actuação do Grupo "Foles da Beira" | Rua dos Valadares
Concerto Clássico | Igreja Matriz»

16 Setembro, 2009

Mu - Com Concerto em Lisboa e... Com Vinho Novo!


Os meus amigos Mu vêm dar um raro concerto em Lisboa (no MusicBox, dia 25) e, para além das outras novidades que aqui eles revelam, ainda há uma outra: a do seu vinho exclusivo, que ainda não provei mas que conto provar um dia... O comunicado completo dos Mu:

«Olá a todos e a todas,

está a chegar o Outono e com ele dizemos adeus ao Verão, um Verão excelente para os MU. Desde já muito obrigado a todos e a todas que nos brindaram com as danças e a sempre boa disposição presente nos nossos espectáculos.

Começamos o novo período de concertos, com especial destaque à nossa visita à Capital - Lisboa, dia 25 de Setembro no MUSIC BOX, Cais do Sodré - estão todos convidados!!!
Nesse mesmo dia vamos estar no programa de televisão Portugal no Coração!
Seguimos depois viagem até ao Algarve, à linda cidade de Tavira!

Outra novidade, os MU vão ter no nosso merchandising VINHO TINTO - MU, da região demarcada do Douro. Neste momento está na fase mágica de transformação da uva em néctar - vindimas, e em breve vamos tê-lo à venda nos concertos!

Fica aqui a nossa agenda e o desejo de nos encontrarmos para fazer a festa!
Agradecemos toda a divulgação.
Muito obrigado,
Hugo Osga
MU

25 de Setembro - Programa de Televisão - Portugal no Coração - RTP

25 de Setembro - Music Box - Cais do Sodré - Lisboa - 00.30H

26 de Setembro - Circuito Outonalidades - Casa do Povo - Tavira - 21h

29 de Outubro - Circuito Outonalidades - Sala Multiusos - Centro Cultural de Chaves - 21h

1 de Novembro - Festival Mundial de Acordeão - Torres Vedras - 22h».

Os Mu têm myspace aqui.

15 Setembro, 2009

Kora Jazz Trio, Mulatu Astatke e Ferro Gaita em Lisboa


É uma muito boa notícia: o Kora Jazz Trio, o grande Mulatu Astatke (acompanhado pelos Heliocentrics; na foto) e os sempre festivos Ferro Gaita são os protagonistas de um grande dia de música (que começa logo a seguir ao almoço, com o DJ Rykardo, às 15h00, e continua com os concertos do Kora Jazz Trio às 18h00, de Mulatu às 20h00 e dos Ferro Gaita às 22h00), organizado pelo Africa.Cont e marcado para 26 de Setembro, na sede deste centro de arte africana, as Tercenas do Marquês (que fica muito próximo do Museu de Arte Antiga, às Janelas Verdes). Os pormenores da organização:


«26 SETEMBRO | 15h – 24h
KORA JAZZ TRIO
18h
O encontro entre a tradição musical mandinga e a liberdade do jazz. A união da Kora, das percussões da costa ocidental africana e do swing afro-americano.
Um diálogo entre o griot e a blue note.
Kora Jazz Trio salvaguarda a espontaneidade da sua linguagem e a individualidade de cada elemento. A de Abdoulaye Diabaté, pianista e compositor
senegalês, com formação clássica e adepto de uma estética livre ao piano. De Djeli Moussa Diawara, guineense, irmão de Mory Kanté, e virtuoso na voz e
na Kora de 32 cordas. E de Moussa Cissoko, também senegalês, mestre da percussão mandinga, celebrizado pelas colaborações com Peter Gabriel,
Jacques Higelin, Manu Dibango ou Rey Lema.
Kora Jazz Trio constrói uma ponte musical imaginária sobre o Oceano Atlântico, entre dois continentes que partilham raízes melódicas e rítmicas comuns.
http://korajazztrio.free.fr
http://www.dailymotion.com/video/x3j5zx_kora-jazz-trio_news


MULATU ASTATKE &
THE HELIOCENTRICS
20h
Mulatu Astatke descobre a música aos 16 anos e desenvolve os seus estudos, primeiro em Londres, onde colabora com Tubby Hayes, Frank Holder, Joe
Harriott e Ronnie Scott, depois no Berklee College, em Boston e ainda em Nova Iorque, onde conhece John Coltrane e colabora depois com Duke Ellington.
É na década de 60 que se protagoniza como pai do Ethio-Jazz e desenvolve novos arranjos de melodias tradicionais da Etiópia (séries “Ethiopiques”).
O grande reconhecimento do trabalho de Mulatu Astatke acontece com a sua participação na banda sonora do filme “Broken Flowers”, de Jim Jarmusch,
com vários espectáculos em 2008, de onde se destacam as participações no Barbican e em Glastonbury.
The Heliocentrics é um colectivo radicado em Londres que integra um luxuoso leque de músicos de diferentes origens e formações, e desenvolve um
trabalho excepcional de comunicação entre diferentes linguagens musicais.
“Inspiration Information” (2009) é uma colaboração de Mulatu Astatke com The Heliocentrics que nasce do seu regresso a Londres e que procura perseguir as
raízes, usando como base sólida o Ethio-jazz original. Um salto qualitativo no que respeita aos novos conceitos de fusão musical, colaboração e combinação
trans-cultural.
http://www.ethiojazz.com
http://www.youtube.com/watch?v=mlGmjXxnGgM


FERRO GAITA
22h
O nome FERRO GAITA vem da combinação de dois instrumentos: o Ferro (pedaço de metal tocado com uma faca) e a Gaita (tipo de acordeão/concertina),
utilizados na musica tradicional Cabo-verdiana, e instrumentos base do género musical mais tocado pelo grupo: o FUNANÁ. Tradicional da Ilha de Santiago
e próximo do Forró do Nordeste Brasileiro, este ritmo é um sedutor convite à dança.
FERRO GAITA é uma das referências mais consistentes e mais reputadas da música Cabo-verdiana. Na sua abordagem profunda aos ritmos tradicionais de
Cabo-Verde, primam pela autenticidade, pelo dom e pela energia, sobretudo ao vivo, onde são inacreditavelmente efervescentes.
Com 13 anos de carreira têm 5 álbuns editados: Fundu Baxu (1996), Rei di Tabanka (1999), Rei di Funaná (compil, 2001), Ferro Gaita ao vivo (2006) e Cidade
Velha (2008).
http://www.ferrogaita.cv
http://www.youtube.com/watch?v=pCcXZ5IKS9w

ENTRADA LIVRE [ATÉ AO LIMITE DA LOTAÇÃO]».

14 Setembro, 2009

Adeus Ramiro Musotto


Quando se soube o motivo do cancelamento do seu concerto no último FMM de Sines, começou-se a desconfiar que o caso era grave. E, infelizmente, era mesmo: Ramiro Musotto morreu este fim-de-semana, vítima de cancro no estômago (a mesma doença que, há alguns meses, motivou outra morte trágica, a de João Aguardela). A notícia do jornal brasileiro «A Tarde»:


«Morreu na madrugada desta sexta-feira, 11, o compositor e produtor musical argentino e radicado no Brasil desde 1996, Ramiro Musotto. O artista morava na Bahia e faleceu em decorrência das complicações causadas por um câncer de estômago, aos 45 anos, no Hospital São Rafael.

Ramiro Musotto será enterrado nesta sexta-feira, no final da tarde, no Cemitério Jardim da Saudade. Na cerimônia de despedida, haverá uma homenagem a ele, com a presença de um grupo de percussão.

Natural da província de Baia Blanca, na Patagônia Argentina, o percussionista já havia cancelado, inclusive, uma apresentação em julho deste ano no Festival de Músicas do Mundo (FMM), por conta do avanço da sua doença. Na ocasião, a produção do argentino chegou a informar que ele poderia voltar a trabalhar a partir do mês de setembro.

Dentre os artistas brasileiros com os quais trabalhou, estão Lenine, Marisa Monte, Marina Lima, Daniela Mercury, Os Paralamas do Sucesso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lulu Santos, Zeca Baleiro, Adriana Calcanhotto, Titãs, Fernanda Abreu, Sergio Mendes, Zélia Duncan, Kid Abelha e Gal Costa.

Seu primeiro trabalho solo data de 2001, quando lançou o álbum Sudaka, no qual mescla cânticos indígenas e influências afro-baianas, além de outros ritmos. Seu segundo solo Civilização & Barbarye foi lançado seis anos depois, tendo a percussão com um dos destaques, reunindo o eletrônico e o tradicional no seu trabalho.

Tendo o berimbau como um dos seus principais instrumentos de trabalho, Ramiro Musotto manteve a influência de ritmos afro-caribenhos nas suas produções próprias, além da presença da afro-baianidade nos seus dois álbuns solos».

E, aqui, um texto meu sobre o seu último álbum, «Civilizacao & Barbarye» publicado há poucas semanas na «Time Out»:

Ramiro Musotto
«Civilizacao & Barbarye»
Helico Music/Massala

O berimbau – aquele comprido em que se percute um arame esticado com uma vareta, também chamado berimbau de peito, e não o mais pequeno que se toca com a boca – tem origem africana, mas são agora os brasileiros que mais o utilizam e divulgam, sendo muitas vezes visto a marcar os passos da capoeira ou a contribuir para a música de carnaval da Bahia. Mas ninguém o toca como Ramiro Musotto. Argentino, mas brasileiro de coração, Ramiro é um génio do berimbau. Não só pelo virtuosismo com que o toca mas principalmente pelos novos caminhos que abriu na utilização do instrumento, muitas vezes num diálogo constante entre um berimbau acústico e um outro sintetizado, manipulado, distorcido, traficado. Baterias de samba em diálogo com discursos revolucionários e coros infantis, dub e experimentação, visitas à música caipira do nordeste brasileiro e mergulhos em variadíssimas tipologias da música electrónica, música árabe e tablas indianas, de tudo um pouco se encontra neste Civilizacao & Barbarye (assim mesmo, sem acentos, talvez porque os supostos países civilizados não usem acentos na sua escrita), segundo álbum de Musotto e um enorme passo em frente em relação à sua estreia, Sudaka.

Gravado com a sua “orquestra” que leva, exactamente o nome do primeiro álbum e com alguns convidados de honra – o produtor e músico de vanguarda brasileiro Arto Lindsay, o gnominho Chico César, o percussionista afro-cubano Léo Leobons e o cantor iraniano Rostam Mirlashari (no lindíssimo “Majno Ma Bi”) -, Civilizacao & Barbarye é um álbum variadíssimo em que aos berimbaus se juntam muitos outros instrumentos acústicos e onde as electrónicas, se bem que importantes nunca a eles se sobrepõem. Para quem esperava vê-lo em Sines, ouvir o disco serve de certa forma de compensação.

31 Agosto, 2009

Sons 09 - Festival Folk no Fundão


Mais um festival para o rol interminável de festivais de world, folk, etc, etc... O Sons 09, que decorre em Janeiro de Cima, Fundão, de 4 a 6 de Setembro. Inclui concertos dos Deu La Deu, Fol&ar, Ventos da Líria (na foto), Cabaz, workshops e os maravilhosos contos de Marco Luna. O programa oficial:

«Um rio convida estendendo o ar fresco que cativa nas tardes quentes, um programa recheado e aberto a imensas caras alegres no regaço de uma serra que acolhe. Será assim o Sons09 em Janeiro de Cima, aldeia-casa no Fundão.

Primeira pedra de uma iniciativa que se estenderá nos anos - o sonho raíz d'aldeia, a ser apresentado no sábado - e que nos levará numa viagem incrivel pelos recantos das aldeias do xisto, o Sons09 será o momento de retomar memórias para uns e excusa soberba para arrecadar recordações para todos. Setembro receberá melodias de sempre quando o primeiro fim de semana chegar.

Uma co-produção Tradballs, Rodobalho e Enluarados.

Programa

(Sujeito a alterações)


Sexta - 4 de Set

21h - Projecção de filme
22h - Contos na barca - Marco Luna
23h - Concerto de VENTOS DA LÍRIA (Praia Fluvial)
1.00 - Jam session e Dj Folk (Praia Fluvial)

Sábado - 5 Set:

9h - Visita e raid fotográfico á Lavaria das Minas da Panasqueira

10h - Yoga
10h - Workshop de cozedura de pão em forno de Lenha- inscrição prévia e limitada (Forno de Xisto - Restaurante Fiado)

almoço


14h - Workshop de artesanato em materiais reciclados - Agub (Praia fluvial)
14h- Workshop de confecção de linho em teares tradicionais (Casa das tecedeiras)
15.30h- PIMPIDU - Workshop de pinturas faciais e para miúdos e graúdos (Praia Fluvial)

16h - Jogos tradicionais

16h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)

17h - Workshop de danças tradicionais (Bourrée's) - Alexandre Matias
17h - Corrida de barcas tradicionais na Praia Fluvial da Lavadeira - inscrição prévia
18.30h - Workshop de danças tradicionais (Quadrilhas) - Alexandre Matias


jantar

21h - Tertúlia XIS-Tema - Apresentação do Projecto Raiz d'Aldeia e debate aberto sobre actividades de cultura tradicional na Rede de Aldeias do Xisto
22h - Concerto de DEU LA DEU
23h - Contos na barca - Marco Luna
24h - Concerto de FOL&AR
1.30 - Jam session e Dj Folk

Domingo - 6 Set

9h - Visita e raid fotográfico
10h - yoga

10h - Workshop de construção em Xisto (inicio de construção em xisto de um muro que será construído, lentamente, todos os anos, pelos participantes do Festival Sons)


almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclado - Agub (Praia Fluvial)
15.30 - Workshop de artesanato em Fitas de orelos (típicas da região)

16h - Jogos tradicionais

16h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)

17h - Workshop de danças tradicionais europeias (Viras) - Alexandre Matias
18.30 - Concerto dos CABAZ (Praia Fluvial)».

Mais informações, aqui.

25 Agosto, 2009

Arredas Folk Fest - A Primeira Edição


Há mais um festival a começar: o Arredas Folk Fest, que decorre nos dias 4 e 5 de Setembro, em Tregosa, Barcelos. No primeiro dia com os portuenses Kukiiru o grupo de bombos Estica-me as Peles e no segundo com os lisboetas Tanira, os portuenses Arrefole (na foto) e e os bracarenses iPum (grupo de percussõpes da Universidade do Minho). E, promete a organização, para além da música haverá exposições, workshops, massagens, jogos tradicionais, gastronomia, artesanato a outras actividades. Mais informações, aqui.

19 Agosto, 2009

Dulce Pontes - Há Um Shane MacGowan na Música Portuguesa...



Desde há alguns meses tenho o prazer de escrever no jornal «i». O primeiro texto que publiquei neste jornal tinha como mote esta canção de Dulce Pontes, «Júlia Galdéria», que na minha humilde opinião é o pico maior desta cantora. Pelo arrojo, pela coragem, pela imaginação... Oiçam-na sem preconceitos (ou «listen without prejudice», na tradução livre de George Michael). O texto publicado:

«Há um Shane MacGowan na música portuguesa e ele chama-se... Dulce Pontes! No seu novo álbum, "Encontros" - um "best of" com muitas regravações e novas versões de temas editados anteriormente nos seus álbuns de originais, incluindo parcerias com o tenor José Carreras e com o cantor e músico grego George Dalaras -, Dulce Pontes canta "Júlia Galdéria", adaptação do clássico do fado "Júlia Florista" (popularizado por Amália Rodrigues, Max e Carlos do Carmo, entre outros), que acrescenta alguns pontos ao conto desta mítica fadista, guitarrista e vendedeira de flores do início do Séc.XX. E interpretando-o com voz de bêbeda e de mulher muito mais velha do que os quarenta anos que ela, Dulce Pontes, tem. Mostrei o tema, sem dizer quem o cantava, a várias pessoas e ninguém reconheceu a voz da cantora do Montijo. E os comentários, depois, foram: "Ela passou-se!" ou "Então, agora a Dulce Pontes dá nos copos?". Mas eu prefiro acreditar que a inclusão de "Júlia Galdéria" - do qual gosto muito! - neste álbum é antes um genial golpe de marketing. Há-de ser tão falado quanto o "Sem Eira Nem Beira" (mais popularmente conhecido por "Sr. Engenheiro") dos Xutos & Pontapés.

Nota 1: Aparentemente, ainda ninguém deu por esta minha previsão e esta fabulosa "Júlia Galdéria" (adaptação da "Júlia Florista" feita pelo tio de Dulce Pontes) passou, infelizmente, ao lado de toda a gente...

Nota 2: O teledisco (que eu desconhecia quando escrevi sobre o disco) é, tal como a canção, uma surpresa completa: a recriação, genial e animada!, do quadro "O Fado", de José Malhoa (o pintor, não o cantor pimba, claro!).

18 Agosto, 2009

Há Mais Jazz em... Sines!


O FMM acabou (acabou mas há-de recomeçar daqui a 11 meses!) e ainda há música veraneante em Sines. Desta vez, com o belíssimo espaço do CAS a ser ocupado pelo jazz nacional - Paula Oliveira (na foto), Afonso Pais, Acácio Salero, El Fad (do guitarrista José Peixoto e do violinista Carlos Zíngaro), Low Budget Research Kitchen (projecto de homenagem a Frank Zappa) e os In Tempus, de Vasco Agostinho - e por iniciativas paralelas. O programa completo:


«Programação Agosto 2009
O Centro de Artes de Sines e a Escola das Artes de Sines recebem, nos dias 21, 22 e 23 de Agosto, o Sines em Jazz 2009, com seis concertos, palestras e workshops.

Sines em Jazz : Concertos


Afonso Pais Trio »
Afonso Pais é um dos mais promissores guitarristas da cena jazz em Portugal, combinando o idioma jazzístico com outras influências, como a MPB e a música erudita.
Auditório do Centro de Artes | 21 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


Acácio Salero - Secret Apache »
O segundo projecto da noite inaugural do Sines em Jazz foca-se na mistura de música orquestrada com música improvisada, tomando como alicerces o jazz tradicional, o rock e a música contemporânea.
Auditório do Centro de Artes | 21 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite


El Fad »
Com El Fad, José Peixoto junta-se a três grandes músicos portugueses (Carlos Zíngaro, Yuri Daniel e José Salgueiro) para recuperar, num projecto de jazz contemporâneo, os séculos de presença moura na Península Ibérica.
Auditório do Centro de Artes | 22 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


Low Budget Research Kitchen plays Zappa »
Octeto instrumental dedicado exclusivamente à música de Frank Zappa. A obra deste compositor norte-americano é um caso único na música da segunda metade do séc. XX.
Auditório do Centro de Artes | 22 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite


Paula Oliveira »
Paula Oliveira é uma das maiores referências do jazz vocal em Portugal. Voz quente e melodiosa, canta um jazz completamente seu, escolhendo repertório, na sua maioria, em língua portuguesa.
Auditório do Centro de Artes | 23 de Agosto | 22h00 | 5 euros / noite


In Tempus - Quarteto de Vasco Agostinho »
No quarteto In Tempus, Vasco Agostinho reúne, sob a sua direcção, músicos que partilham com ele a convicção de que, mais do que as linguagens, as estéticas, as tradições ou as modas, a música vive na tradução do íntimo de cada interveniente.
Auditório do Centro de Artes | 23 de Agosto | 23h15 | 5 euros / noite

Sines em Jazz : Iniciativas paralelas


Palestras »
Pensar e debater o jazz em oito palestras com especialistas do género: Luís Lapa, Virgil Mihaiu, Carlos Azevedo, José Duarte e Zé Eduardo.
Escola das Artes de Sines | 21, 22 e 23 de Agosto | Gratuitas, mediante inscrição na Escola das Artes | Org. CM Sines. Parceria Escola das Artes de Sines


Workshops »
Workshop "Fundamentos rítmicos do jazz", com Acácio Salero, e workshop "Técnica de estudo para música improvisada", com Vasco Agostinho.
Escola das Artes de Sines | 21 e 23 de Agosto | Gratuitos para os alunos da Escola das Artes e 5 euros para não alunos | Org. CMS. Parceria Escola das Artes de Sines

Centro de Exposições


FMM: "Caravançarai: 10 de FMM em fotografia" »
Dez fotógrafos que, nas mais diferentes qualidades, acompanharam o FMM Sines ao longo de 10 anos mostram imagens que captam a alma de um festival que é já muito mais do que um evento musical.
11 de Julho - 23 de Agosto | Todos os dias, 14h00-20h00 | Entrada livre

Biblioteca

Biblioteca no Verão »
O principal tesouro da Biblioteca são os seus livros, mas durante os meses de Julho e Agosto há ainda mais motivos para as crianças e as suas famílias a visitarem.
Ver programação no interior

Serviço Educativo e Cultural
O que é o SEC? | O que é o Passaporte do SEC?

Ateliês do Arquivo Histórico Arnaldo Soledade »
Durante os meses de Verão, o Arquivo Histórico Arnaldo Soledade continua aberto e realiza visitas-guiadas para famílias e crianças. Saiba como fazer a sua marcação
Ver detalhes no interior

Verão no Museu de Sines | Casa de Vasco da Gama »
Durante o Verão, as crianças, as famílias e o público em geral podem continuar a desfrutar a Casa de Vasco da Gama e o Museu de Sines em visitas-guiadas e ateliês.
Ver detalhes no interior


Ateliês de Movimento e Dança - Inscrições abertas »
As aulas dos Ateliês de Movimento e Dança do Centro de Artes de Sines terminam no dia 4 de Julho. Ao longo de Julho e Agosto, estão abertas as inscrições para o ano lectivo 2009/2010, que tem início no dia 7 de Setembro.
Ver detalhes no interior

"Do Centro para Dentro", visitas guiadas para grupos ao CAS »
O Centro de Artes tornou-se, por magia, um imenso labirinto que será necessário percorrer. Com a ajuda de um fio mágico iremos encontrar os caminhos perdidos, passagens secretas…
Todo o CAS | Todo o ano | Para toda a comunidade

Torne-se Amigo do CAS»

Mais informações, aqui.

10 Agosto, 2009

FATT 2009 - O Festival dos Didgeridoos (E Não Só)


A oitava edição do festival FATT, dedicado ao didgeridoo - mas igualmente aberto a muitos outros instrumentos - decorre de 20 a 23 de Agosto no Ameixial, Algarve. O programa completo:

«De 20 a 23 de Agosto a Associação Portuguesa de Didgeridoo - APD volta a organizar o Festival Didgeridoo - FATT 2009, sendo esta a VIII edição do festival, sempre com o mote Didgeridoo e as culturas do mundo.

Continuando por terras algarvias, esta edição será realizada novamente no meio da serra do Caldeirão (Algarve), na aldeia do Ameixial, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé , Junta de Freguesia do Ameixial e ainda Grupo Desportivo Ameixialense.

Este ano teremos a presença dos irreverentes Australianos Wild Marmalade (na foto), o Croata Dubravko Lapaine, Sidy Sissokho um mestre de percussão originário do Senegal, contamos ainda com a presença de Iban Nikolai de Espanha ainda alguns projectos nacionais tais como DIDGEnBass e os Tribolados e a Allantantou Dance Company.

Com workshops durante o dia e concertos à noite, este evento é rico em actividades.
Oferecemos uma grande variedade de workshops tais como: workshops de didgeridoo, percussão, pintura em pigmento natural, capoeira, lançamento de boomerangs e dança africana, entre muitos outros.

Também poderá adquirir inúmeros objectos vindos dos quatro cantos do mundo desde a Austrália, passando pela África, e até Portugal.

Ameixial é uma freguesia serrana, na partilha com o Alentejo, situada a cerca de 50 km de Loulé e Faro, e a 20km de Almodôvar. Possui belos montados, abundantes colmeias e caracteriza-se pela sua ruralidade e por uma agricultura de subsistência, própria da Serra do Caldeirão, onde não falta também o artesanato local.

O Festival destina-se a todos aqueles que queiram passar um fim de semana diferente, cheio de actividades e principalmente tocar e ouvir muitos instrumentos do mundo, principalmente o majestoso Didgeridoo.

Programa

Quinta

19h - Abertura oficial do Festival
19h30- Discurso de abertura
19h30 - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 23h - Inicio das jam´s
23h - 02h00 - Inicio dos concertos e performances
- Jams


Sexta

9h30 - Abertura do festival
10h - 13h Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 03h00 - Inicio dos concertos e performances
- Tribolados
- Iban Nikolai
- DIDGEnBASS


Sábado

9h30 - Abertura do festival
10h - 13h - Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 03h00 - Inicio dos concertos e performances
- Sidy Sissokho
- Dubravko Lapaine
- Wild Marmelade

Domingo

9h30- Abertura do festival
10h - 13h - Inicio dos Workshops / Actividades
13h - 15h - Pausa das actividades
15h - 19h - Inicio dos Workshops / Actividades
19h - 20h30 - Pausa das actividades
20h30 - 00h00 - Inicio de jam´s

Depois das jam´s damos como finalizado o festival, mas os participantes poderão ficar no local, pois é um local público mas a organização não se responsabiliza por estes, pois o festival oficialmente termina às 0h00 de dia 23 de Agosto ( Domingo )

O programa está sujeito a alterações

Bilhete 4 dias – 15€
Bilhete diário – 5€»

Mais informações, aqui.

07 Agosto, 2009

Celtirock - Com Allan-Bique, Hyubris e Zamburiel


Começa amanhã, sábado, mais um Celtirock, em Vilar de Perdizes. Com concertos dos Alann-Bique, Hyubris e Zamburiel (na foto)e um esconrujo da queimada feito pelo mítico padre da freguesia, o P. Fontes. O comunicado oficial:

«Objectivos do festival CeltiRock:

O festival CeltiRock pretende afirmar a Freguesia de Vilar de Perdizes e,
num leque mais alargado, o Concelho de Montalegre, promovendo a sua
imagem, através de uma oferta artística de qualidade acrescida e dirigida
a diferentes públicos, jovens e menos jovens, numa perspectiva de
diversidade cultural e intercâmbio de ideias e projectos. Cada visitante é
visto como um potencial promotor das potencialidades turísticas desta
região.

Programa:

Do programa desta 6.ª edição constam três espectáculos de grande qualidade
musical, protagonizados pelos galaico-madrilenos Alann-Bique, pelos
portugueses Hyubris (que vêm apresentar o seu novo álbum no Celtirock) e
pelos também madrilenos Zamburiel. Além dos concertos da noite de sábado
haverá ainda, uma encenação teatral do “Esconjuro da Queimada” pelo Pe.
Fontes em articulação com a representação teatral do grupo Alann-Bique.
Posteriormente, os presentes poderão deliciar-se com aquela poção mágica.
Do programa consta ainda, a Rota do Contrabando, projecção de um
documentário sobre a região e imagens multimédia relativas ao festival,
jogos populares, atelier de pinturas faciais com motivos celtas, visitas
guiadas ao património construído local, exposições e venda de produtos e
artesanato da região, licor e marchandising do festival, entre outros.
Para além da participação no evento, os visitantes poderão também
deliciar-se com a maravilhosa gastronomia barrosã e com as belas
envolvências paisagísticas.

Partimos para mais um desafio aliciante e estamos certos que, o Festival
atrairá a Vilar de Perdizes um número acrescido de pessoas, que poderão
apreciar as prestações de artistas de projecção nacional e internacional.
Ao longo das últimas cinco edições, o Festival CeltiRock conseguiu
alcançar um dos lugares de referência como um dos mais importantes
festivais de música tradicional/folk/celta a nível nacional, atraindo até
às Terras de Barroso, visitantes e músicos oriundos de várias
proveniências.
Para quem desejar acampar, poderá fazê-lo, gratuitamente, no campo de
futebol local. Todos os espectáculos têm entrada livre.

Grupos:
Alann-Bique (Galiza/Madrid - Espanha)
O grupo Alann-Bique foi criado em 1999 com a inquietude principal de
estabelecer a fusão entre a gaita-de-foles e outros instrumentos musicais.
Aproveitando os conhecimentos dos seus integrantes no mundo das artes
cénicas, criam um espectáculo interdisciplinar de música e teatro que
adopta o nome de "...Noite Meiga, Noite de Bruxas". A sua actuação
divide-se entre um espectáculo musical de 1 hora e a encenação cénica do
“Esconjuro da Queimada” com cerca de 40 minutos.

Hyubris (Tramagal - Portugal)
Os Hyubris destacaram-se em 2002 na Festa do Avante. A partir daí nunca
mais pararam, desdobrando-se em concertos e participações televisivas. Nas
suas actuações destacam-se uma boa presença em palco e o contraste entre
os ritmos estonteantes da banda com a maravilhosa e melodiosa voz de
Filipa Mota.

Zamburiel (Madrid – Espanha)
Os Zamburiel surgem em Madrid no ano de 2004. É um grupo de música celta
que mistura elementos tradicionais folk com temas de carácter pop e ritmos
de diferentes procedências. No seu repertório encontramos desde temas
instrumentais e cantados de criação própria, até arranjos de temas
tradicionais, adaptando melodias procedentes da Irlanda, Escócia, Galiza e
Castela/Leão.
------------------------------------------------------
Organização: Invensons
Apoios: Instituto Português da Juventude; Associação de Defesa do
Património de Vilar de Perdizes e Freguesia de Vilar de Perdizes.
Para mais informações consultar: www.celtirock.com»


Mais informações, aqui.

06 Agosto, 2009

Sons do Atlântico com Deolinda, Sara Tavares e Caravan Palace


O Sons do Atlântico - que tem como cenário o promontório da Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve - arranca hoje, dia 6, com concertos de Danae (Portugal/Cabo Verde) e Deolinda (Portugal). Nos dois dias seguintes do festival sobem ao palco, dia 7, os Kilema (Madagáscar) e Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde) e, no dia 8, Dites 34 (França), Caravan Palace (França; na foto, de Sebastien Bartoli), havendo ainda uma sessão de DJ por Raquel Bulha, com José Carlos Fernandes a acompanhar com desenhos e pinturas em tempo real.

05 Agosto, 2009

Planície Mediterrânica - Das Ilhas Baleares à Croácia


Mais uma vez inserido na programação mais alargada do Festival Sete Sóis Sete Luas, o Planície Mediterrânica 2009 decorre de 11 a 13 de Setembro, em Castro Verde, com espectáculos da Piccola Banda Ikona (Itália), KamaFei(Itália), Laefty Lo (Portugal), 7 Luas Orkestra (Mediterrâneo), Deabru Beltzak (País Basco), Mor Karbasi (Israel), Xeremiers de Son Roca (Ilhas Baleares), DJ Osga (Portugal), Melech Mechaya (Portugal), Gustafi (Croácia), Pantomina (Portugal) e o cruzamento das locais Violas Campaniças com o cante alentejano. Exposições, oficinas de danças tradicionais, oficinas de instrumentos e cante, gastronomia e passeios fazem também parte do cardápio do festival. Mais informação, aqui.

04 Agosto, 2009

Lura, Mayra Andrade e Sara Tavares - Cabo Verde É Mais Feminino!


Há alguns meses, na «Time Out Lisboa», publiquei as minhas impressões sobre os novos álbuns de três cantoras da nova geração cabo-verdiana: Lura (na foto, de Ernest Collins), Mayra Andrade - sobre a qual faço aqui um pastiche de dois textos sobre o disco - e Sara Tavares. Uma geração d'ouro!

Quando a Morabeza Rima Mais Com Beleza

De uma vez só, são editados quase ao mesmo tempo os novos álbuns das três mais importantes novas cantoras cabo-verdianas: Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade. António Pires ouviu-os.

Durante muitos anos - a bem dizer, cerca de três décadas (as de 70, 80 e 90 do Séc. XX) - as maiores embaixadoras da música cabo-verdiana foram Cesária Évora, Titina, Celina Pereira, Ana Firmino, Herminia e Teté Alhinho (nos Simentera ou a solo), sem desprimor para as que não cito aqui. Todas elas com uma obra discográfica extraordinária, principalmente se pensarmos que todas elas são de um país pobre, africano, periférico e insular. E se pensarmos, igualmente, que o fenómeno e o alargamento do circuito da chamada world music só aconteceu dez ou vinte anos depois de terem começado a sua carreira. Talvez por isso, só Cesária Évora apanhou esse apetecido comboio da world music e tornou-se, por direito e talento próprios, uma das grandes divas desse circuito, alargando o caminho para quem veio a seguir.

Agora, abertas que estão desde há muito as portas do mundo à música cabo-verdiana, três novas cantoras têm emergido - e também com inteira justiça - nesse mundo imenso das "músicas do mundo": Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade, que têm em comum com as da geração anterior o mesmo amor pela música de raiz cabo-verdiana mas, em todas elas, outros amores com vista para outras músicas.

Comecemos por Lura: iniciando a sua carreira com uma ligação óbvia a Cabo Verde mas também fortemente seduzida por géneros norte-americanos, Lura acertou em cheio com o caminho a seguir nos álbuns "Di Korpu Ku Alma" e "M'bem di Fora", onde pegou em géneros tradicionais cabo-verdianos para os unir com consistência a géneros exteriores. No novo disco, "Eclipse" (Lusáfrica/Tumbao; *****), Lura continua a mesma via mas com uma consistência e coerência ainda maiores. Interpretando temas de compositores como Mário Lúcio, Toy Vieira, Orlando Pantera, B.Leza ou Valdemiro Ferreira, a cantora tem neste álbum momentos absolutamente fabulosos como o festivo batuque de "Tabanka", a morna (enfeitada, e tão bem!, com guitarra portuguesa) "Eclipse", "Maria" (com uma guitarra eléctrica deliciosa que vai ao zouk, ao highlife e à marrabenta) ou o surpreendente electro-tango de "Canta Um Tango". É o melhor disco deste lote.

A seguir, Sara Tavares: outro exemplo de uma cantora, e neste caso compositora, que se aproximou gradualmente da música das suas raízes, Sara Tavares chega a "Xinti" (World Connection/Megamúsica, ****) com um léxico musical e lírico perfeitamente apurado e em que a sua paixão pelo gospel, soul, funk ou reggae - e a sua aproximação aos géneros cabo-verdianos - está agora tão personalizada que já não se reconhece facilmente o que está na base de cada uma das suas canções. São canções dela, só dela; e isso é bom. Acompanhada por uma equipa de luxo (no disco estão João Paulo Esteves da Silva, Boy Gê Mendes, Rão Kyao, Jon Luz, N'du, Ciro Bertini, José Salgueiro...), Sara Tavares não tem em "Xinti" momentos pontualmente tão brilhantes quanto em "Balancê" mas tem aqui o seu pico de coerência artística e autoral.

Finalmente, refira-se que Mayra Andrade conseguiu, em "Stória, Stória" (Sony Music; ****), superar a difícil etapa do segundo álbum - e mais difícil ainda para quem tem um primeiro álbum absolutamente brilhante! - e voltar a surpreender. Há alguns álbuns de estreia que valem por uma carreira inteira. "Navega", o primeiro álbum da cantora (e compositora) cabo-verdiana Mayra Andrade, é um desses raros exemplos. E, de tão perfeito que é, quase que se desejaria que ela nunca gravasse mais nada e ficasse para sempre agarrada a essas canções, as maravilhosas canções de "Navega". Mas não; depois do merecido sucesso do primeiro álbum, a jovem Mayra lançou-se ao mundo e deu concertos em todo o lado, ganhou prémios e galardões, foi aplaudida pela melhor crítica de world music. E, agora, edita o seu segundo álbum, "Stória, Stória", prova de fogo em que passa mais uma vez com distinção: faltam lá canções de Orlando Pantera - que deram a "Navega" uma outra dimensão - mas estão lá várias canções compostas por Mayra, a revelação na escrita de canções que é Celina da Piedade (ex-Uxu Kalhus, Cinema Ensemble...), Mário Lúcio, Djoy Amado, o israelita Idan Raichel... e a produção de Alê Siqueira, arranjos de Jaques Morelenbaum, canções que remetem para valsas parisienses e o son cubano, mornas e bossinhas-novinhas, jazz e coladeiras, sambas e batuques, festa única e exemplar de muitas músicas que, se calhar, foram criadas para serem assim, um dia, misturadas. Com a voz de Mayra, uma voz rara e preciosa, a coroar todas as canções.

03 Agosto, 2009

Ritmos - Danças do Mundo Invadem Querença (Loulé)


A primeira edição do festival Ritmos decorre em Querença (Loulé), de 14 a 16 de Agosto. Do programa fazem parte concertos/bailes dos Atma (na foto), Monte Lunai e Cobblestones, entre outros, oficinas de danças de todo o mundo e, hermmmm, uma sessão de DJ por... António Pires. O comunicado oficial:


«A típica aldeia de Querença, no interior do Concelho de Loulé, vai ser palco da primeira edição do “RITMOS – Festival Internacional de Danças do Mundo”, nos dias 14, 15 e 16 de Agosto. Trata-se de um evento que pretende, acima de tudo, divulgar as danças do mundo, através de espectáculos, oficinas, workshops e muita animação.


A Dança é uma das maiores expressões culturais que um povo pode ter como montra das suas raízes e das suas transformações ao longo dos tempos. Tendo como ponto de partida a multiculturalidade desta forma de arte, serão propostas várias experiências aos visitantes do festival, envolvendo-os numa mística de convívio onde o movimento será o ponto de união. Daí surge o nome do evento - “RITMOS” - uma palavra cujo significado remete para uma experiência de cadência e de intensidade.


O “RITMOS” será, pois, um vasto aglomerado de experiências intensas que certamente irão apaixonar os visitantes deste festival. Quebrando fronteiras geográficas e barreiras culturais, o “RITMOS” terá vários tipos de danças, de todo o mundo. Das europeias mais antigas, às contemporâneas, passando pelas danças de Portugal, até a outros continentes, a mescla de movimentos será um convite a dançar. O público será, de resto, fundamental em todo este processo.



Mas o festival não se fica por aí. Não faltará animação de rua com grupos e trupes que farão as delícias de miúdos e graúdos. O artesanato estará também presente com diversas bancas, numa mostra de adereços intemporais e interculturais.


Papel igualmente importante terá a gastronomia. Num dos novos espaços da aldeia, prestigiados chefes de cozinhas farão diversas experiências gastronómicas que levarão o visitante a redescobrir as receitas de outros tempos.


A iniciativa irá decorrer no eixo central da aldeia. Tendo como centro o Largo da Igreja, as iniciativas vão estender-se entre a Casa do Povo local, passando pelo Largo da Igreja, até à nova Fundação Manuel Viegas Guerreiro.


Todo o espaço será das pessoas, estando vedado à circulação de veículos, permitindo assim viver em pleno a atmosfera que a aldeia em conjunto com o festival transmitirem.


A entrada é livre.


Sobre o Programa

As portas do “RITMOS” abrem às 18h00 e no primeiro dia, sexta-feira, 14 de Agosto, haverá um concerto com os portugueses Atma e também de uma outra banda a confirmar.


No sábado, dia 15, está prevista a realização de três oficinas abertas a todo o público: Danças Europeias, Tambor de Água e Tai Chi.


Em termos musicais as propostas da noite são o concerto e baile com os Monte Lunai, o projecto da capital que propõe uma redescoberta da dança e dos bailes tradicionais, e ainda um DJ Set com António Pires, jornalista e autor do “Raízes & Antenas”, um blog dedicado à chamada world music, música tradicional, étnica, folk e as suas margens e fusões. Está previsto ainda um outro nome a confirmar.


No encerramento do festival, domingo, dia 16, quem pretende aprender um pouco das danças irlandesas e do folk deste país poderá participar na oficina de Danças Irlandesas. As crianças poderão igualmente participar numa oficina de Dança Criativa para crianças



Do programa desta noite faz parte ainda a apresentação de um VJ e os concertos com os Tumbala, projecto original na área do funk, e concerto e baile com os Cobblestones, cujo repertório incide na música irlandesa».

30 Julho, 2009

CCB Fora de Si Com Susheela Raman, Yungchen Lhamo, Etran Finatawa e Seun Kuti


A recta final do festival CCB Fora de Si apresenta, já a partir de sábado, uma bela mini-programação de world music. Com a anglo-indiana Susheela Raman, a tibetana Yungchen Lhamo, os tuaregues e wodaabe Etran Finatawa (na foto) e o nigeriano Seun Kuti. Ora veja-se o comunicado:


«SUSHEELA RAMAN / Índia

1 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Inglesa de origem indiana que passou parte da juventude na Austrália, reúne na sua música os vários continentes que formam a sua identidade. Detentora de uma extraordinária voz, é reconhecida pelas suas performances intensas e únicas. Susheela traz ao CCB uma sonoridade única que reúne a inevitável influência da música tradicional indiana com os ritmos folk, jazz, pop e rock. Surpreendente!

http://www.susheelaraman.com



YUNGCHEN LHAMO “AMA” / Tibete

8 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Após mais de uma década de surpreendentes performances, aclamação internacional e colaboração com os músicos Sheryl Crow, Michael Stipe ou Annie Lennox, Yungchen Lhamo tornou-se para muitos a voz do Tibete. Nasceu em Lhasa, mas aos 23 anos fugiu da opressão chinesa, atravessando os Himalaias e estabelecendo-se na Índia. Foi na Índia que iniciou a sua carreira musical, recordando as canções tradicionais que aprendera com a mãe e avó. Hoje, reside em Nova Iorque e a sua música reflecte a confluência da pureza e autenticidade da tradição tibetana e da contemporaneidade das sonoridades urbanas do melting pot nova-iorquino.

http://www.yungchenlhamo.com/discography.html



ETRAN FINATAWA / Níger

22 Ago - 22:00

PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Oriundo do Níger, um dos países mais pobres do mundo, o grupo Etran Finatawa é uma formação de tuaregues e wodaabe, dois povos nómadas com culturas e sonoridades muito diferentes que coabitam nesta região africana. A música dos Etran Finatawa (literalmente “as estrelas da tradição”) combina a riqueza de duas linguagens: tradicionalmente, os wodaabe não utilizam instrumentos e centram-se na voz e ritmos que convidam à dança; por sua vez, os tuaregues sempre recorreram a violinos e tambores para animar as suas músicas e danças. Blues do deserto na sua forma mais pura.

http://www.etranfinatawa.com



SEUN KUTI / Nigéria

29 Ago - 21:00

GRANDE AUDITÓRIO

PREÇO 5€

Filho do lendário Fela Kuti, dirige a banda Egypt 80. Herdou do seu pai a música por ele criada nos anos sessenta, o afro-beat, uma fusão entre o jazz, o funk e os ritmos africanos. As suas canções revelam uma preocupação pelas graves questões políticas e sociais que afectam a África, mas nem por isso perdem a energia e a alegria que caracterizam o afro-beat. Prepare-se para ficar fora de si!

http://www.myspace.com/seunkuti».

Mais informações, aqui.

29 Julho, 2009

Festa do «Avante» Com Mais Um Cartaz Bastante Apetecível


Dias 4, 5 e 6 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Seixal, a Festa do «Avante» vai voltar a ter um excelente programa musical: uma Grande Gala da Ópera, Seth Lakeman (Irlanda; na foto), Willie Nile (Estados Unidos), Hazmat Modine (Estados Unidos), Guy Davis (Estados Unidos), The Men They Couldn't Hang (Irlanda), Ska P (Espanha), Maria Alice (Cabo Verde), Tabanka Djaz (Guiné-Bissau), Voces del Sur (Chile), Clã, Maria João e Mário Laginha, Tereza Salgueiro (aka Teresa Salgueiro, ex-Madredeus), Aldina Duarte, Peste & Sida, Vitorino (acompanhado pelos Cantadores do Redondo), Blind Zero, David Fonseca, Gazua, João Lencastre's Communion, Laurent Filipe, Nelson Cascais, The PostCard Brass Band, The Soaked Lamb, Carla Pires, Vanessa Alves, Skalibans, Ciganos d'Ouro, Roda de Choro de Lisboa, Bandarra, Francisco Naia, Frei Fado d'El Rei, Luísa Amaro, Samuel e Telectu são os nomes já confirmados para os palcos principais.

28 Julho, 2009

FMM de Sines - E Outro Momento de Que Me Orgulho Todo!

video

António Pires (pois!) e o meu «brother» espanhol Toni Polo (aka DJ Cucurucho) na penúltima noite de Sines! Obrigado a quem dançou, a quem organizou, a quem nos aturou e animou e, principalmente, a quem filmou!

(banda-sonora: Dr.Nelle Karajic, Caravan Palace, Rachid Taha, La MC Malcriado, Izé, etc...)

FMM de Sines - Um Momento Que Resume Tudo!


Não tendo visto os concertos do primeiro dia (e perdendo ainda alguns, poucos, dos outros), as minhas melhores memórias recentes - mas já toldadas pela saudade - do último FMM apontam imediatamente para a fabulosa «tanguédia» da Orquestra Típica de Fernandez Fierro, para a genial explosão de muitas músicas de Cyro Baptista, para o rock em distorção feito no Magrebe dos L'Enfance Rouge, para a folia gaiata dos Melech Mechaya, para o milagre que é ver Lee «Scratch» Perry ainda aos comandos do melhor dub que existe, para o quão injusto é a magnífica Uxía - nossa irmã - não vir a Portugal mais vezes, para os blues com sabor a especiarias de Debashish Bhattacharya, para as novas e as velhas canções dos Ukrainians e, acima de todos, para o encanto em estado puro da voz e da simplicidade da música de Mor Karbasi. O momento captado em vídeo que pode ser visto neste post é o resumo perfeito do que é o FMM: quando o mundo todo vem a Sines e Sines faz do mundo um bocadinho mais português. Obrigado, mais uma vez, e sempre!

16 Julho, 2009

Paralelo Évora e Tom de Festa - Em Linha Com a LX Factory


É bom que haja sinergias destas: por estes dias, a LX Factory, em Lisboa (ver post mais abaixo), recebe um festival de world music que tem como protagonistas muitos dos nomes que também estão este fim-de-semana no festival Paralelo Évora e no já histórico Tom de Festa, em Tondela. Para ficar a saber o programa do Paralelo Évora:


«16 Jul 2009 22:30
Spok Frevo Orquestra (Brasil) Jardim do Granito UE, Évora

17 Jul 2009 17:30
Filme "Música, Moçambique!" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora


17 Jul 2009 19:30
Performance "Parâmetros do Bem Estar" Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

17 Jul 2009 22:30
Stewart Sukuma (Moçambique) Jardim do Granito UE, Évora

18 Jul 2009 9:30
Programação para a Infância Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

18 Jul 2009 17:30
Filme "O meu amigo Mike ao trabalho" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora

18 Jul 2009 19:30
Seminário "António Tavares apresenta Ópera Crioula" Palácio D. Manuel - Jardim do Granito, Évora

18 Jul 2009 22:30
Kasai Masai (Congo) Jardim do Granito UE, Évora

19 Jul 2009 17:00
Marcos Molina (Colômbia) Pálacio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Lançamento do Mapa Etnomusical com a presença dos autores Júlio Pereira e João Luís Oliva Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Encerramento do Festival Palácio D. Manuel - Jardim do Público». Mais informações, aqui.

Para a programação do Tom de Festa, que já começou e que inclui ainda Chico César (na foto), Stewart Sukuma, Lamatumbá, Júlio Pereira, Bassekou Kouyate, Kasai Masai, Tocá Rufar, Dobet Gnahoré, Mundo Cão e Lafra: http://www.acert.pt/tomdefesta09/.

15 Julho, 2009

Andanças - Sob o Signo do Silêncio


Um festival cheio de concertos, bailes, workshops e jam-sessions - entre mil e uma outras coisas - que tem como mote o «silêncio» não é nada habitual. Mas, assim como já nasceram em Portugal dezenas de mini-Andanças, também talvez se torne um hábito, qualquer dia, aprender a ouvir o silêncio que se esconde nas músicas e por entre o ruído. A ideia e o programa do Andanças (embora ainda sujeito a alterações), a seguir:



«BEM-VINDO AO ANDANÇAS 2009! O Andanças é uma rede social in situ: para participar, basta comunicar e deixar-se comunicar. Dedicamos esta edição ao Silêncio esperando que cada um descubra, na Festa, o seu Silêncio e o dos outros.

O TEMA SILÊNCIO
Este ano queremos promover o Silêncio no sentido mais lato possível do termo. Queremos menos poluição sonora, menos poluição visual, menos poluição material, menos resíduos, menos desperdício. Queremos eliminar os ruídos espúrios que nos impedem de ver o essencial da música, do baile, da vida e dos outros. Bem vindos!

COMO SE ORGANIZA A PROGRAMAÇÃO

O Festival Andanças não tem uma maneira de ser vivida, mas imensas. Temos, para isso, 8 espaços de programação, uma diversidade de actividades das 9h às 3h da madrugada, e outras dezenas de actividades como jam sessions, mergulhos nos poços e ribeiras e passeios na serra.

Começa-se o dia com oficinas de aquecimento; de seguida, as tendas acolhem as oficinas de dança até o fim da tarde e acaba-se com massagens. À noite, experimentam-se nos bailes as danças aprendidas ou assiste-se aos concertos.

Outro programa possível durante o dia é a participação em actividades paralelas e para crianças. Propomos uma programação exclusiva ao longo do dia (dança, contos, teatro e outras actividades artísticas).

No Carvalhal tem lugar a programação das Paralelas (oficinas para trabalhar o corpo - circo e expressão dramática - e actividades plásticas, criativas, escritas) e da Fogueira (contos). No Salão assiste-se à programação de filmes, debates, baile e teatro para pais e filhos; na Igreja a conversas sobre o ambiente, salão de música e concertos; no Telheiro a oficinas de instrumentos.

Mais programação: Percursos temáticos nos arredores, animações de rua, desfile de Domingo, e os já famosos Andamentos, Mini Andanças na serra…

MENU: Programação detalhada
BAILES E PALCO ALTO
OFICINAS DE DANÇA
OFICINAS PARALELAS
IGREJA
ESPAÇO CRIANÇA
RANCHOS
ANDAMENTOS
ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009



BAILES E PALCO ALTO
Para este ano de 2009, haverá um grande número de grupos estreantes no festival quer portugueses, quer estrangeiros. Outros que já não vinham há dois anos regressam ao Andanças.
Estreantes estrangeiros: Zlabya (fr); Les Quintet à Claques (fr); Trio Brisco (it), Hot Griselda (bel); Duo Montanaro/Cavez (fr/bel), Raksedonia (es), Cobblestones (al)
Estreantes portugueses: Magic Folk Pills, Cabaz (na foto), Deu La Deu, Laefty Lo, Ogham, Andarilhos, Uxte.
E os já conhecidos, entre os outros: Naragonia Quartet (bel), Zef (fr), Inquedanzas (gal), Tarentelle Abusive (it), Alafum, Alfa Arroba, Atma, Baileburdia, Mu, Pé Na Terra, Melech Mechaya, Monte Lunai, Olive Tree Dance, King Mokadi, Ventos da Líria, Velha Gaiteira, Mosca Tosca, Fol&ar, Oco, Rabies Nubis, Nação Vira Lata, Roncos do Diabo, Semente, Tanira, Toques de Caramulo, Teresa e Rodrigo Mauricio, João Gentil & Luis Formiga...



OFICINAS DE DANÇA
Eva Azevedo (Escola Sementinha), Paolo Herrera (Andinas), Mariyana Ilieva (Búlgaras), Zé Barbosa (Cabo Verdianas), Umoi Souza (Capoeira), Daniel Peces (Castelhanas), Oscar&Gladys (Chacarera), Carla Gomes (Chamarritas dos Açores), Roger Picken e Sue Wilding (Escocesas), Rita Duarte (Europeias), Erica e Pablo (Forró), Mayuka (Funk), Pétchu (Fusão de Raízes Tradicionais/Kizomba)
Charlotte Bispo (Fusão de danças afro-brasileiras e Oriental), Sofia Franco (Havaianas), XL (Hip-hop), Mirjam Dekker (Holandesas), Ganga Grace (Indianas), Patrícia Vieira (Irlandesas), Monica Sava (Itália do Norte), Abeth Farag (Lindy Hop), Pétchu (Kizomba), Diana Azevedo (Leste), Ana Lage (Minhotas), Elsa Shams (Oriental 1), Crys Aysel (Oriental 2), Ricardo Faria (Salsa para Scottish), Polyanna Jazzmine (Sapateado Americano), Marta Chasqueira (Sevilhanas), Pacas (Street Dance), Oscar&Gladys (Tango Argentino), Juan&Graciana (Tango nuevo), Mirjam Dekker (Turcas & Armenas), Angel Terry (Latinas), Marina Vasquez (Finlandesas).

OFICINAS PARALELAS
A programação de Paralelas no Carvalhal tem a mesma lógica da última edição (2008), existem dois espaços que têm actividades associadas:
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM O MOVIMENTO E ARTES CIRCENSES
Circo em Movimento, Malabarismo e equilibrio, Modelagem de balões, Magia, Lixo com Ritmo, Expressão dramática.
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM AS EXPRESSÕES PLÁSTICAS E CRIATIVAS
Colares em tecido, Cintos com material reutilizado, Escrita Criativa, Construção de didgeridoo, Velas naturais, Artesanato Verde, Reduzir - Reutilizar - Recicl'art.


Nesta edição repensamos as oficinas nos palcos (relaxamento) e tendo em conta o tema "Silêncio" foram criados dois momentos distintos:
MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO (Manhã)
Tai Chi Chuan, Dança Circular Sagrada do Coração Único, Dança dos Afectos, Ondas de Respiração, Consciência Corporal e Auto-massagem, Meditação Sufi.
MASSAGEM E RELAXAMENTO (Tarde)
Chi Kung, Massagem Tailandesa Tradicional, Massagem Ayurvédica, Tui Na (Massagem Chinesa), Abraço Terapia, Shiatsu, Segredos do Tantra, O Poder do Erotismo e do Amor, Universo Vibratório.


Fora do Carvalhal, encontra ainda muitas outras actividades:

OFICINAS ECO: Fornos Solares e Cosméticos naturais
FOGUEIRA: Contos com o Marco Luna, Tânia - Camaleão, Barreiro Fernandez, Joana Aguiar, Ana Lage, Encerrado para Obras.
APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÃO: Circo em Movimento, Encerrado para Obras, Atropecias, Arte&manhã, Teatrus, Triopuliante.
PASSEIOS E OUTROS: Passeio das Borboletas, Danças Celestes, Visita às Termas, Reencontro da Fraguinha, Santa Cruz da Trapa.
EM DESTAQUE: Acção Sonora "Silêncio! Vamos Escutar Carvalhais": A Binaural propõe uma oficina de paisagens sonoras. Tem o objectivo de preparar uma acção sonora a apresentar ao público do Andanças 09 e consiste no registo de sons da zona de Carvalhais, sua edição, escolha e composição de uma peça sonora de 30 minutos. Será a seguir apresentada no maior número possível de sistemas de som.



IGREJA
Para se refrescar, a Igreja é o ideal! Alem das eco-conversas, logo após o almoço, poderá participar em oficinas de música, apresentações e concertos até as 22 horas.
- Oficina de Adufe, "O que é Harmonia", "Cântigos Sagrados" (Ana Júlia), Tangos, Taças Tibetanas, "Guitarra à Capela" (João Almeida", Pandereitas, Oficina com o Grupo de Trajes e Cantares de S. Cristovão de Lafões.
- Concerto "Dueto de Cordas" (Miguel Guelpi e Maria Corte), Concerto de Taças Tibetanas, Adufeiras de Paúl, InsesunS, Punto sem Nó, Teatro de Bonecos, Peixinho Rosa, Guitarra Portuguesa em Cravo, Winga Kan, Lunduns e Modinhas de Tliquitó, João Gentil, a Presença das Formigas.



ESPAÇO CRIANÇA
O Andanças cuida da curiosidade das crianças com uma programação particular ao longo do dia:

DANÇA: Ana Lage (Dança Minhotas), Grupo da Apelação (Danças Africanas, Samba e Italianas), Rita Bastos (Hip-Hop), Pacas (Street Dance), Rita Rato e Laura Boavida (Um balão também tem sensações), Inês Rego (Dançar com a Natureza e Movimentos do corpo e da alma), Umoi Souza (Capoeira), Mercedes Prieto (Zampadanças), Monica Sava (Danças do mundo).

TEATRO: Agora Teatro (Tamborilando), Triopulante (Sabemos Porque Lemos), Encerrado para obras (Palhaço Troca o Passo), Ana Cris - Raquel Cajão - Nuno Fernandes (Pausas Lendárias da Nossa Terra), O Titeretoscópio - Mini Teatro de Bonecos com Maíra Coelho e Patricia Preiss (O Encantador Encantado / A Equilibrista / Retirantes), Carla Ribeiro - Andreia Ribeiro - Damien Rigal (Teatro Waldorf de bonecos para crianças), Kelly Roberta de Souza Varella (Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido), Manu (MANU – Ao Sabor do Vento), Mo de vida - Comercio justo (Teatro de Marioneta).

CONTADORES: Marisa João Tavares da Costa (O Silêncio da Noite), Isabel Silva (Histórias com Marionetas), Ana Manjua (Arte do Conto).

OUTRAS ACTIVIDADES MUSICAIS, PLÁSTICAS E EXPRESSIVAS
Carla Cristina Pita Fernandes (Chiiiuu! - Jogos musicais e sonoros para crianças), Fábio Alexandre Alves fernandes (Sinfonia dos 3 R's - construção de instrumentos musicais),
Sandra Carapau (Oficina de Teatro e Oficina de Construção de Instrumentos), Elsa Sofia Lima Ferreira (Expressão Dramatica), Joana Rita (Pimpidu – Expressão Plástica), Elisa Silveira (Origami, balões, instrumentos), Irene Martins (Macramé e Expressão Plástica), Raquel Oliveira (Música para Bebés), Rute Pinto (Historias para “ver” de olhos fechados: “A Cabra Azul”), Teatrus – Rolando Tavares (Malabarismo), Inês Duarte (Yoga) - e os Bailes para Crianças!



RANCHOS
Sempre presentes, os ranchos participam ao Festival, partilhando o seu conhecimento em Danças Portuguesas. Todos os dias, poderão aprender durante a oficina e bailar à noite.

Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia (Beira Alta).
Grupo de Danças Raízes Latinas (Rio Gr. do Sul - Brasil).
Grupo Folclórico das Lavradeiras de Meadela (Minho).
Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde - adulto e infantil (Douro Litoral-Sul).
Grupo Folclórico de Portomar - Mira (Beira Litoral).
Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos (Ribatejo).
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela (Estremadura).
Grupo Folclórico KUD "IVAN GORAN KOVACIC" (Croácia).
Orquestra Típica e Rancho da S.F.A.A.Coimbra (Beira Litoral).



ANDAMENTOS
Sendo o Festival feito pelos participantes, neste momento o Andanças é o que é devido aos milhares que se reencontram em Carvalhais em cada Agosto. Contudo, estamos cientes de que quando se ganha em variedade e diversidade, algo se perde em proximidade. Os Andamentos vieram em parte repôr essa experiência de contacto mais íntimo com a Natureza e as gentes locais. Dada a experiência positiva das edições passadas, regressam este ano para dar a conhecer três aldeias serranas. Cada Andamento possui um formato semelhante ao Andanças, embora dimensionado à escala e integrando programação local, o que permite participar em diversas actividades e ao mesmo tempo conviver e saborear vivências do Maciço da Gralheira.



ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009
Quem não sai do Andanças pode usufruir de um momento de mais calma e frescura a seguir ao almoço, debatendo calmamente diferentes perspectivas nas eco-conversas. Este ano, claro, todas dedicadas ao Silêncio: na música ou na poesia, na pessoa ou entre as pessoas. Aguentaremos uma conversa em silêncio? Se não conseguirem, demorem-se antes na relva, convivendo. O importante em todos os casos será viver o momento, é isso estar no Andanças. E não se preocupem se a bateria do telemóvel acabou: peguem numa caneta e escrevam uma carta para casa. Ou enviem um postal para deixar os que lá ficaram invejosos com as paisagens maravilhosas da Região. Este ano será possível comprar selos e enviar cartas dentro da própria aldeia Andanças: parem para escrever o que vos vai na alma!

E se deixarem de encontrar préstimo para o telemóvel, temos um ponto de recolha selectiva para aparelhos eléctricos. Este ponto junta-se a um outro de recolha de rolhas, com o qual o Andanças se soma aos que procuram preservar os montados deste país. Porque o Andanças gosta de promover boas ideias. Como a produção caseira de detergentes amigos do ambiente: continua a ser tão difícil encontrar produtos em que confiemos, que o melhor mesmo é por as mãos à obra. Este ano venha experimentar produzir detergente para a linha de lavagem Andanças! Ou então envolva-se com o tema dos fornos solares e cozinhe o seu próprio almoço com a ajuda do rei-Sol. No Andanças, o tempo dança todo por sua conta».

Mais informações, aqui.

10 Julho, 2009

Trebilhadouro - Uma Aldeia em Festival


É já a sétima edição de um festival que põe uma aldeia no mapa dos eventos mais interessantes do Verão em Portugal: o Festival internacional de Artes e Culturas (Trebilhadouro/Sandiães/Rôge/Vale de Cambra). Com música, teatro, circo, exposições e workshops, de 31 de Julho a 2 de Agosto. O programa completo:

«Está de novo aí para apaixonar quem ainda não o conhece e superar expectativas daqueles que já não passam sem ele.
Trata-se do Trebilhadouro, o Festival Internacional de Artes e Culturas que decorre nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto de 2009.
A grande novidade é a internacionalização e a preservação da Aldeia, finalmente assegurada pela Autarquia.


A Câmara Municipal de Vale de Cambra e a RASGO – Cooperativa de Teatro CRL organizam a sexta edição do Trebilhadouro – Festival Internacional de Artes e Culturas.
Na aldeia que o baptizou, em Sandiães – Rôge, as janelas abrem-se ao Mundo como dois braços estendidos que durante três dias enchem o “silêncio” de Trebilhadouro com o “barulhinho” das palavras e a presença dos forasteiros para conviverem de perto com a Música internacional, a Gastronomia, o Teatro, as Oficinas de Expressão Dramática e Artes Circenses, Workshops de Instrumentos Musicais, a Literatura, os Contos Tradicionais, Danças Europeias e Africanas, e muito mais, na habitual troca de ideias, de saberes e momentos de convívio.

Com o objectivo geral de dinamizar a vida cultural do Município de Vale de Cambra, o Trebilhadouro pretende ser também um espaço para a apresentação de espectáculos internacionais e tradicionais; dinamizar parcerias culturais, nomeadamente com associações locais; fomentar o encontro de culturas tradicionais a nível nacional e internacional; divulgar novos autores e criadores; promover actividades relacionadas com as tradições; formar audiências para as artes tradicionais; proporcionar uma reflexão sobre multiculturalidade e preservar o património arquitectónico original.

É precisamente a sua preservação que está assegurada pela Câmara Municipal de Vale de Cambra que já viu aprovada a candidatura ao Programa Operacional da Região Norte e que permitirá financiar a 70% dos 478.599,00 a que ascende o investimento para requalificação e reabilitação, mantendo as características e a originalidade únicas de Trebilhadouro.


Requalificar a Aldeia: Uma missão a cumprir

Desabitada há cerca de 15 anos e celebrizada pelo Festival que sempre apelou à sua preservação, a aldeia não vai ser esquecida e mostrará a quem a visitar um pouco da sua História.
O projecto de requalificação da Aldeia do Trebilhadouro visa o aproveitamento das potencialidades turísticas e a valorização do espaço público com arquitectura tradicional do fim do século XIV.
O projecto de recuperação visa ainda, a sensibilização da população para a defesa e valorização do património local e para uma utilização consciente, de modo a que se possa apostar na promoção do turismo tradicional.
Os objectivos desta intervenção, que decorre no terreno e que poderá ser conhecida durante os dias do evento, passam pela revitalização do espaço público, qualificação dos arruamentos, aplicação de mobiliário urbano, iluminação pública, dinamização de zonas de estadia e recuperação de elementos dominantes e marcantes do lugar.
Intervir e preservar o Trebilhaoduro inclui, também, a valorização do seu carácter próprio garantindo a unidade de cada espaço como um todo; a implementação das redes de infraestruturas básicas e, posteriormente, a reabilitação urbana do conjunto edificado.


PROGRAMA
Sexta - 31 de Julho de 2009
18h30 - Abertura do Festival
22h30 - "Irmãos Esferovite" - Nuvem voadora - Circo /Portugal
23h30 - Tinto e Jeropiga (na foto, de Hugo Lima) - Baile Trad/ Portugal
Hora do Tardo - Mestre Galissá /Guiné Bissau


Sábado - 1 de Agosto de 2009
10h30 - Yoga
16h30 - Oficinas de Artes Circenses - Pedro Correia
18h30 - Oficina de danças afro - contemporâneas - José Silva "Boris"/Cabo Verde
22h30 - "A História é uma Estória"- TEP - Teatro/Pias
23h30 - André Cabaço Trio – Jazz, Música Tradicional / Moçambique Hora do tardo – MoscaTosca – Música Europeia / Portugal


Domingo - 2 de Agosto de 2009
10h30 – Caminhada ao rio
14h30 – “Contos tradicionais e oralidade” - Curral do livro – Mussá Ibrahimo/Moçambique e Celso Fdz. Sanmartín… /Galiza
16h30 – O Galo Quirico e os seus Amigos – Viravolta Títeres - Teatro / Galiza
18h30 – Oficina de danças afro-contemporâneas – José Silva “Boris” / Cabo Verde
20h30 – Danças d’Unha - Terras de Arões / Portugal
Hora do tardo – Linho do Cuco / Galiza».

Mais informações, aqui.

09 Julho, 2009

L Burro i l Gueiteiro - Por Esses Vales Dentro!


O som dos cascos dos burros e das gaitas-de-foles (e outros instrumentos folgazões) vai voltar a ouvir-se pelos montes e vales de Terras de Miranda e Vimioso. Com concertos - La Musgaña, Velha Gaiteira, Galandum Galundaina, Elisio Parra, Uxu Kalhus, Curinga, German Diaz, Dazkarieh, Roncos do Diabo e Tocándar -, sessões de DJ, workshops, muitos quilómetros de passeio e algumas outras coisas, é a sétima edição do originalíssimo festival L Burro i l Gueiteiro, na última semana de Julho.


O programa completo:


«Entre os dias 25 e 30 de Julho, realiza-se a VII Edição do Festival Itinerante da Música Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, pelas aldeias dos concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano

A AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, www.aepga.pt) e a GGAC (Galandum Galundaina Associação Cultural, www.galandum.co.pt) pretendem com mais uma edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L Burro I L Gueiteiro” potenciar a música e os arraiais tradicionais, as danças mirandesas, a gastronomia local, a fauna, a flora e o quotidiano de quem resiste por Terras de Miranda e outras formas de culturas que se exprimem através do uso de antigos instrumentos e se conservam através da transmissão oral de geração em geração e que com o passar do tempo tendem a correr o risco de desaparecer com os últimos depositários desta antiga sabedoria popular. Desta forma, deparamo-nos aqui com mais um ano para reviver um encontro com a natureza através de um evento que tem vindo a proporcionar aos participantes a descoberta da cultura popular das Terras de Miranda, uma região que apresenta um património natural e histórico-cultural riquíssimo que procuramos preservar, promover e divulgar através deste tipo de eventos.



Durante seis dias de actividades, iremos caminhar na companhia do Burro de Miranda por antigos caminhos, contemplando as belas paisagens transmontanas que nos irão conduzir ao encontro das aldeias das Terras de Miranda, do convívio com a população local e da entusiasta diversão concedida pela partilha dos antigos arraias possibilitando a aprendizagem de danças locais, conhecimentos e culturas tradicionais com o convívio entre visitantes e as gentes da terra. Numa região que tem sofrido nas últimas décadas uma intensa desertificação humana e com ela uma erradicação cultural onde, conjuntamente, se vão perdendo as próprias tradições e a perda da sua identidade cultural, procura-se com a realização deste evento contribuir para a afirmação da identidade cultural local e divulgar novos usos associados ao Burro como os fins turísticos, educativos e terapêuticos. Simultaneamente, pretende-se reavivar a memória do Burro como um meio de transporte, usado outrora para apoio nas deslocações das populações locais, conciliando com um antigo facto histórico em que os antigos gaiteiros faziam-se transportar para as romarias montados no seu dorso.





1. De 25 a 30 de Julho: VII Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional “L Burro I L Gueiteiro”, concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano

2. PLANO DE ACTIVIDADES 2009



1. De 25 a 20 de Julho: Festival Itinerante de Música Tradicional “L BURRO I L GUEITEIRO”, Vimioso, Vila Chã da Ribeira, Uva, Atenor, Fonte de Aldeia; concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, Nordeste Transmontano



PROGRAMA



Sábado, 25 de Julho de 2009

Casa da Cultura, vila de Vimioso



Das 20h00 às 21h30: Inscrições/recepção dos participantes

Apresentação do programa



22h00: Abertura da VII Edição “L Burro I L Gueiteiro” com

CIRCOLANDO (www.circolando.com)





Domingo, 26 de Julho de 2009

Aldeias de Vila Chã da Ribeira e Uva



10h00: Oficinas diversas



- De Instrumentos regionais (Gaita-de-foles, Caixa, Bombo, Flauta Pastoril, Pandeiro). Em tom de conversa, porque são muitas as histórias que os músicos têm a contar destes instrumentos, experimente e sinta a sonoridade destes peculiares instrumentos;



- De Cantares Tradicionais. Descubra os cantares que, durante séculos, animaram trabalhos e serões, bem como os bailes do terreiro da aldeia, e deixe-se levar pelos costumes doutros tempos;



- De Danças Mistas. Até há pouco tempo todas as ocasiões eram aproveitadas pela mocidade para armar o baile ao som da gaita-de-fole acompanhada pela caixa e bombo. Venha aprender algumas das danças mistas tradicionais mirandesas, como o Pingacho e Senhor Galandum (bailados paralelos) ou o Repasseado (bailado paralelo em grupos de quatro com entrelaçados);



- De fala mirandesa. “Em terras de Miranda, sê mirandês”, saiba como pedir e dar informações, fazer perguntas, responder a algumas questões, estabelecer pequenos diálogos e a saudar uma pessoa mantendo assim a antiga tradição, de passagem do conhecimento de pais para filhos, de amigos para amigos;



- Interpretação da Paisagem. Deambulando entre antigos moinhos e pequenos açudes, que ainda hoje armazenam a água que rega as hortas da aldeia, durante o Verão, vamos descobrir a fauna e flora que ainda povoa as margens e o leito da sinuosa ribeira de Angueira;



Oficinas infantis:



- À descoberta dos animais da aldeia (alimentação, maneio e cuidados diários)

- Burroteca

- Manualidades, jogos tradicionais, …

- Construção de instrumentos e brinquedos antigos



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Início do Passeio de Burro ao som da gaita-de-foles entre as aldeias de Vila Chã da Ribeira e Uva



20h30: Jantar



22h30: DJ-SET “La Charanga de Zeek e Trasgo”





Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Aldeia de Uva



10h30: Ronda dos Mandiletes (Burro-Paper)



- Pela aldeia de Uva, na companhia de um burrico de Miranda, vamos descobrir, cheiros e sabores, saberes antigos, as artes e ofícios de outrora, o que nasce nas hortas, os palheiros e as amplas curraladas, os ditos e as lendas e as histórias que se iam ouvindo ao longo dos tempos …



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: “Quem não experimentou já olhar como quem fotografa?”



Expedição Fotográfica “De Olho nos Pombais Tradicionais do Nordeste Transmontano”, orientada por João Pedro Marnoto (www.jpmarnoto.com) em parceria com PALOMBAR (www.palombar.org).



Nota: é necessário trazer máquina fotográfica digital e os respectivos cabos de ligação ao computador. Será útil para, posteriormente, podermos partilhar os trabalhos fotográficos obtidos.



17h30: Merenda transmontana “A cultura, a história e tradições descobrem-se à mesa”



20h30: Jantar



21h30: Observação do céu: estrelas, constelações, os planetas, a lua e quem sabe alguns cometas (introdução de técnicas de observação do céu a olho nu e por instrumentos)



23h00: Arraial Tradicional com RONCOS DO DIABO (www.myspace.com/roncosdodiabo), TOCÁNDAR (www.myspace.com/tocandar) e VELHA GAITEIRA (www.myspace.com/velhagaiteira)





Terça- feira, 28 de Julho de 2009

Aldeias de Uva e Atenor



10h00: Continuação do Passeio de Burro ao som da gaita-de-foles entre as aldeias de Uva e Atenor



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Jogos Tradicionais pela Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG)



16h00: Gincana de Burros



18H30: Concerto de jazz, no lameiro, com SOFIA RIBEIRO (www.myspace.com/sofiaribeiro)



20h30: Jantar



22h00: Concertos:



CURINGA

GERMAN DIAZ (www.germandiaz.net/)

DAZKARIEH (www.dazkarieh.com/)





Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Atenor – Fonte de Aldeia



11h00: Continuação do Passeio de Burro entre a aldeia de Atenor e Fonte de Aldeia



13h30: Almoço



14h30: “A sesta do burriqueiro…”, num lameiro perto de si



16h00: Animação pelas ruas da aldeia de Fonte de Aldeia com os ANDA CAMINO (http://andacamino.blogspot.com/), GRUPO DE TEATRO DE PALAÇOULO (http://leriasassociacao.blogspot.com/), RONCOS DO DIABO (www.myspace.com/roncosdodiabo)



20h00: Jantar



22h00: Concertos:



UXUKALHUS (www.myspace.com/uxukalhus)

ELISEO PARRA (www.mirmidon.es/Artistas/Eliseo%20Parra%20esp%2001.htm)





Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Fonte de Aldeia



14h00: Oficinas diversas integradas na FIMI – FEIRA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS IBÉRICOS (www.fim.pt.vu):



14h00: Oficina de Canto e Pandeireta com Cármen Garcia



15h00: Construção de Flautas de Cana com Fernando Sancho



15h00: Danças tradicionais com Susana Ruano



16h00: Conversa com LUÍS DELGADO



17h00: Cinema – projecção de vídeos



19h00: ROMANCES IBÉRICOS PACO DIEZ E JORGE LIRA (www.aulamuseopacodiez.net/programacion/II/jorge_lira.htm)



20h30: Jantar



22h30: Concertos:



GALANDUM GALUNDAINA (www.galandum.co.pt/)

LA MUSGAÑA (na foto, de Mónica Ochoa; www.lamusgana.net)


Nota: O programa poderá ainda ser alterado».

Mais informações, aqui.

08 Julho, 2009

Uma Casa Portuguesa - Reabre Hoje, No Porto, a Unir Brasil e Portugal


Depois do frio nórdico - mas com alguns espectáculos maravilhosos e bastante quentes - do ano passado, o festival Uma Casa Portuguesa, da Casa da Música, Porto, recebe a partir de hoje, dia 8, a sua edição dedicada ao Brasil, em que actuam nomes como Renata Rosa, Hamilton de Holanda ou Siba e A Fuloresta. Mas, esta noite, o palco está por conta de dois grupos portugueses: as regressadas às lides, e ainda bem!, Segue-me à Capela (na foto) e os alentejanos Adiafa. Outros nomes incluídos no programa são: Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Mário Laginha e Bernardo Sassetti (numa homenagem a Amália Rodrigues), Ricardo Parreira, Helder Moutinho, Cristina Branco, António Zambujo e Amélia Muge. O programa completo:


«No Ano Brasil na Casa da Música, a 3ª edição do festival Uma Casa Portuguesa, entre 8 de Julho e 2 de Agosto, cruza a música popular e tradicional do nosso país com algumas revelações da música brasileira. É o caso de Renata Rosa e de Siba e a Fuloresta que nos trazem os ritmos e os cantares do folclore nordestino. Também do Brasil vem o quinteto do bandolinista Hamilton de Holanda.

De Trás-os-Montes ao Alentejo, vários sons populares dominam os quatro primeiros dias do Festival: segue-me à Capela, Adiafa, Pauliteiros de Miranda e Galandum Galundaina.

Uma Casa Portuguesa apresenta ainda Amélia Muge, num registo retrospectivo da sua carreira.

Entre 23 e 26 de Julho, o festival ganha novas sonoridades, sendo dedicado ao fado. Num concerto a dois pianos, Mário Laginha e Bernardo Sassetti homenageiam Amália Rodrigues no décimo aniversário da sua morte. Ricardo Parreira, Hélder Moutinho e Cristina Branco integram também este programa de Uma Casa Portuguesa, onde se destaca António Zambujo, uma das mais recentes revelações do fado. A Banda Sinfónica Portuguesa está presente num concerto ao Meio-Dia dedicado aos compositores nacionais. O festival encerra com um encontro que reúne nove bandas filarmónicas da região, celebrando a importância destes agrupamentos.





Quarta, 08 de Julho

Segue-me à Capela

Adiafa

22h00| Sala 2 | €10

Sete vozes femininas cantam, à capela, clássicos da música tradicional portuguesa. Segue-me à Capela distingue-se pelos arranjos concebidos em torno da voz, com utilização esporádica de instrumentos de percussão como o adufe, a pandeireta, as pinhas ou as castanholas. O repertório, escolhido a partir de recolhas feitas por Michel Giacometti, Alberto Sardinha e G.E.F.A.C. (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), reparte-se pelas canções de trabalho, de amor ou religiosas.



As Meninas da Ribeira do Sado foi o tema que tirou os Adiafa da Vidigueira e os deu a conhecer ao mundo. Sete anos depois, o grupo de cante alentejano está de volta aos grandes palcos com a sua viola campaniça, adufes e outros instrumentos tradicionais.





Quinta, 09 de Julho

Pauliteiros de Miranda

Hamilton de Holanda Quinteto

22h00| Praça | €15

Com espectáculos por todo o mundo e vários prémios na bagagem, Hamilton de Holanda é uma das figuras de proa da chamada música instrumental brasileira, sendo considerado um dos melhores músicos do mundo por figuras de renome da música brasileira como Hermeto Pascoal, Maria Bethânia ou Djavan. O jovem bandolinista vem ao Porto com o seu premiado quinteto apresentar música do último registo da banda, Brasilianos 2.



Constituído, na sua maioria, por elementos naturais de Terras de Miranda e ex-dançadores de outras formações do género, o grupo Pauliteiros de Miranda recuperou a experiência, o entusiasmo, a cultura, a magia da gaita de foles Mirandesa, o ritmo natural dos paulitos e o exotismo dos laços com que dança a vida de um povo.





Sexta, 11 de Julho

Amélia Muge

Siba e a Fuloresta Música de Pernambuco

22h00| Praça | €10

Com cinco álbuns editados, Amélia Muge apresenta uma abordagem inédita do seu repertório, recuperando 15 dos mais de 200 temas que criou, e oferece dois inéditos ao público da Casa da Música. O reconhecimento surgiu em 1999, quando começou a ser convidada a compor para outros intérpretes. Desde então, escreveu para Mísia, Mafalda Arnauth, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho, entre outros. Em 1 Autora, 202 Canções, Amélia Muge recupera para a sua voz alguns desses temas, já cantados e registados por outros.



Natural do Recife, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que o levaram a trabalhar os fundamentos da poesia ritmada, tornando-se num dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Toda vez que eu dou um passo/ O mundo sai do lugar é um disco dançante e bem humorado. As percussões e os metais estão no centro das atenções da sonoridade deste registo onde o cheiro a Carnaval paira no ar.





Sábado, 12 de Julho

Banda Sinfónica Portuguesa

12h00| Sala Suggia

Criada no final de 2004, no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é composta por perto de 60 instrumentistas de sopro e percussão, violinos e contrabaixos, com uma média de idades de 24 anos. A 1 de Janeiro de 2005, a Banda estreou-se no grande auditório do Teatro Rivoli do Porto, onde gravou o seu primeiro CD, com o apoio da Culturporto. Dois anos depois, o grupo foi convidado pela Fundação Casa da Música a apresentar-se na Sala Suggia, onde tem vindo a interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, em estreia nacional.





Sábado, 12 de Julho

Galandum Galundaina

Renata Rosa

22h00| Praça | €10

Procurando recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e língua das Terras de Miranda, nasceram, em 1996, os Galandum Galundaina. O grupo tem feito a ligação entre a antiga geração de músicos e os mais jovens, assegurando a continuidade da tradição musical desta terra. Os elementos do grupo nasceram e cresceram nas Terras de Miranda onde adquiriram conhecimento directo da música que interpretam através do ambiente familiar e do convívio com os velhos gaiteiros.



Representante da nova geração de músicos de Pernambuco, Renata Rosa, cantora-compositora-actriz, tem vindo a desenvolver o seu trabalho com músicos do interior e da capital do Estado. O álbum de estreia, Zunido da Mata (2003), valeu a Renata Rosa o prémio Choc de L’Année (Melhor Disco do Ano), concebido pela revista mensal Le Monde de la Musique, em 2004. Para além do Nordeste brasileiro, a cantora é influenciada pela música indiana, árabe, ibérica, cigana e indígena.





Quinta, 23 de Julho

Ricardo Parreira

António Zambujo

22h00| Sala Suggia | €10

“O que se ouve em Zambujo é algo que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele”, escreve Caetano Veloso no seu blog Obra em Progress, sobre o fado de António Zambujo. O reconhecimento acontece também na Europa. Outro Sentido, o seu terceiro álbum, ocupa o terceiro lugar de vendas da Fnac Paris e é considerado um dos 10 melhores de 2008 pelo jornal Libération. Na Grã-Bretanha, foi distinguido como um dos melhores na world music no «Top of The World Album», da revista SongLines.



Depois da homenagem ao mestre da viola Fernando Alvim, Ricardo Parreira regressa à Casa da Música com um espectáculo especial que se divide em duas partes: uma homenagem ao disco Com que Voz, de Amália Rodrigues, e a interpretação de temas da música popular portuguesa. Com apenas 21 anos, o guitarrista português tem vindo a conquistar a admiração de todos com quem tem partilhado o palco e a sua mestria interpretativa.







Sábado, 25 de Julho

Trago Fado nos Sentidos

Mário Laginha e Bernardo Sassetti

22h00| Sala Suggia | €15

No regresso à Casa da Música, Mário Laginha e Bernardo Sassetti prestam homenagem a Amália Rodrigues. No 10.º aniversário da morte da fadista, a Casa da Música encomendou à dupla de pianistas um espectáculo que se antevê especial. Os músicos trabalharam a partir de algumas canções celebrizadas por Amália, nomeadamente as que marcaram a história da música portuguesa. Vão ainda celebrar o lado genuinamente português que caracteriza a voz de Amália, apresentando duas peças originais, uma da autoria de Mário Laginha, a outra de Bernardo Sassetti.





Domingo, 26 de Julho

Cristina Branco

Hélder Moutinho

22h00| Praça| €10

O tempo foi o tema escolhido por Cristina Branco para o seu novo álbum, Kronos, que é apresentado na Casa da Música. Em 12 anos de carreira, Cristina Branco, uma das mais sedutoras vozes nacionais, editou 10 álbuns e multiplicou-se em digressões pelo mundo. Já apresentado em França, Bélgica, Holanda, Áustria, Alemanha e Suíça, Kronos é um álbum constituído por canções inéditas da autoria de diferentes criadores. É o décimo disco de uma longa carreira iniciada em Amesterdão, que sucede a dois trabalhos de homenagem a duas das maiores influências de Cristina Branco: Live, dedicado a Amália Rodrigues; e Abril, com versões de canções de José Afonso.



Dez anos passados sobre a edição do seu álbum de estreia, Sete Fados e Alguns Cantos, e seis do premiado Luz de Lisboa (Prémio Amália Rodrigues 2005), Hélder Moutinho regressa aos originais com Que Fado É Este Que Trago, que apresenta na Casa da Música. Uma viagem imaginária ao mundo do fado, que conta com a assinatura do fadista na maioria das letras das canções e ainda na composição da música para um poema de David Mourão Ferreira.







Sábado/Domingo, 1 e 2 de Agosto

Encontro de Bandas Filarmónicas

18h00| Praça| Entrada livre

As bandas filarmónicas são um excelente espaço comunitário de sociabilização, ensino e produção musical nos cerca de 800 agrupamentos que existem espalhados pelo país. O movimento filarmónico português, cujas raízes provêm principalmente da zona litoral e urbana, encontra-se actualmente mais difundido nas regiões rurais e especialmente a norte do país, de onde são as bandas presentes neste encontro. Com um inestimável valor cultural e social, as bandas apresentaram-se durante muitas décadas como o único instrumento de divulgação e aprendizagem da música em Portugal fora dos centros urbanos e acessível a todas as classes sociais.

Desde Janeiro de 2007, a Casa da Música inclui na sua programação um concerto mensal dedicado às bandas de música, dando a conhecer algum repertório original de compositores internacionais e nacionais que dedicam obras a esta formação».

Mais informações, aqui.

07 Julho, 2009

Ponte da Barca Recebe Berrogüetto, Cobblestones, Xarnege, Mu e Toques do Caramulo


O Festival Folk Celta regressa no final deste mês a Ponte da Barca, com os Berrogüetto, Xarnege, Cobblestones (na foto), Mu e Toques do Caramulo a arribarem ao cais. O comunicado oficial:

«24, 25 e 26 de Julho de 2009
Sexta, Sábado e Domingo

Ponte da Barca acolhe mais uma vez o Festival Folk Celta que trará até este Concelho do Alto Minho nomes do que mais representativo se faz nesta área da música. O evento decorrerá em dois dos mais emblemáticos locais deste município: em Lindoso junto às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês e no Choupal em Ponte da Barca junto às margens do Lima. O programa será completado com animações de rua nas Portas do Parque e em Ponte da Barca com diversas outras actividades que complementarão o programa que proporcionará assim ao público a oportunidade de conviver e desfrutar do cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.
Locais: Choupal – Ponte da Barca e Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês – Lindoso

Entrada Livre

24 de Julho

MU
(Portugal)
Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003, em busca de fusão e experimentação no seio da música tradicional, muitos foram e são os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. A reunião de instrumentos oriundos de lugares tão diversos como a Índia, o Brasil, Marrocos, Suécia e outros permitiu à banda descobrir uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade. Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados os MU criam ao vivo um ambiente de alegria contagiante com um único objectivo: fazer o Mundo dançar!
www.myspace.com/muuuuuu

XARNEGE
(País Basco, Espanha)
Xarnege ou Sharnègo, é uma palavra proveniente da Gasconha e com a qual se denominam os povos fronteiriços entre Heuskal Herria e a Gasconha e que se expressam tanto em euskara como em gascão. Com uma carreira reconhecida internacionalmente, a música dos XARNEGE é difícil de se catalogar, rica em timbres tradicionais e arcaicos as suas canções apelam à dança e ao canto como faziam os nossos antepassados. A audiência responde com entusiasmo a essa intensa relação musical, que se produz entre os músicos bascos e gascões. A proposta de Xarnege em concerto é uma redescoberta musical das raízes comuns a ambos os povos. Do reportório, de aproximadamente uma hora e meia, constam temas tradicionais harmonizados e interpretados á maneira basca e gasconesa.
www.myspace.com/xarnege

25 de Julho

MAUVAIS SORT
(Canadá)
Os canadianos Mauvais Sort, com mais de 450 concertos em dez países, apresentam em Ponte da Barca o seu mais recente álbum que é uma verdadeira fusão contagiante dos ritmos folk e pop-rock tornando-se um ponto de encontro de referências sonoras e de estilos musicais. Diz-se mesmo que são fundadores de um novo género: o Folk’n’Roll!!! Os Mauvais Sort aliam o talento ao entusiasmo e o seu amor à música mais tradicional para produzir um espectáculo contagiante que seduz o público fazendo-o vibrar e divertir-se em cada uma das canções.
www.mauvaissort.com

BERROGÜETTO
(Galiza, Espanha)
Num curto espaço de tempo, sem abandonar a sua identidade inicial, os Berrogüeto tornaram-se numa das bandas de world music mais importantes do Mundo. Os Berrogüeto são, hoje, uma das marcas da cultura galega galegas que mais se distinguem no Mercado internacional, conservando por um lado a paixão pela tradição musical galega e por outro pela contemporaneidade, procurando sempre preservar a sua marca identitária, num mercado global em que perigam as diferenças culturais. Contra essa tendência a banda continua a oferecer música galega feita na Galiza mas cujo raio de acção transcende as suas fronteiras. Hoje a sua música com a sua marca de sempre – diversidade e homogeneidade – tem lugar em qualquer palco ou cenário no Mundo. São já quatro os trabalhos discográficos editados desde 1996 altura em que editaram o seu primeiro álbum: Navicularia internacionalmente distinguido; a este seguiram-se mais três trabalhos todos eles distinguidos com prémios e distinções: Viaxe por Urticaria (1999), Hepta (2001) e 10.0 (2006). Há três anos em tournée, sempre com êxito, o espectáculo 10.0 continua as performances enérgicas tão caras a este agrupamento, transformando cada apresentação numa festa da música galega. www.myspace.com/berroguetto

26 de Julho

TOQUES DO CARAMULO
(Portugal)
Puro folk serrano!!! Os Toques do Caramulo, uma criação da Associação Cultural D’Orfeu, são unanimemente considerados como uma das revelações da música portuguesa na sua vertente mais tradicional. Cada concerto é uma fusão da sonoridade rude da tradição com as cores das novas música num espectáculo de energia musical e interacção com o público. Recriações dinâmicas, livres e muito festivas do repertório esquecido da Serra da Caramulo que este grupo tem levado um pouco a toda a Europa.
www.myspace.com/toquesdocaramulo

COBBLESTONES
(Alemanha)
A ideia de criar os Cobblestones surge depois de inúmeras jam-sessions em que se juntavam um grupo de amigos para explorar a sonoridade folk. Emergiu assim um dos mais dinâmicos projectos de revalorização e exploração da música irlandesa e dos sons folk da Alemanha, com o objectivo de devolver à ribalta a cena Folk. Após o seu início de percurso em bares, a banda rapidamente iniciou a sua participação em festivais onde se destacam pelas suas prestações festivas.
www.cobblestones.de».

Mais informações, aqui.

06 Julho, 2009

Évora Clássica - Os Orientais Regressam ao Alentejo


O Festival Évora Clássica, promovido pela Casa do Cadaval, volta a encher Évora de música, cinema e tradições do Oriente. De amanhã, dia 7, e até 11 de Julho, com música que viaja da Índia para os Europa dos Balcãs, com passagem pelo Tibete e pela música klezmer dos judeus, sem fronteiras culturais, religiosas ou linguísticas. O programa completo e os artistas:

«CONCERTOS/CINEMA


Terça-feira dia 7 de Julho

Abertura do Festival

Gypsy night (Noite cigana)

22h - Palácio Cadaval – Jardim de Paço

Primeira Parte

Conjunto Jag Virag da aldeia de Nyirmihalydi

Região de Szabolcs-Szatmar-Bereg – Hungria

Segunda Parte

Conjunto Sentimento Gipsy Paganini

dirigido por Gyuszia Horvath - Hungria



Quarta-feira dia 8 de Julho

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Bambu e cordas da Índia

Duo de mestres

Shashank, flauta «bansuri» e Pandit. Vishwa Mohan Bhatt, «mohan veena»
Parupalli Phalgun, «mridangam», Pandit. Ramkumar Mishra, «tabla»

- Karnataka and Rajasthan

Quinta-feira dia 9 de Julho

18h30 - Palácio Cadaval – Salão de Música

Ashar Khan Manghaniyar

Música popular do Rajastão e duplo clarinete «pungi» – Índia do Norte

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Yom
Música «klezmer»

Yom, clarinete, Denis Cuniot, piano, Benoît Giffard, tuba, Alexandre Giffard, taban


Sexta-feira dia 10 de Julho

20h - Palácio Cadaval - Igreja dos Lóios

Lobsang Chonzor (na foto)

Cânticos do tecto do mundo – Tibete

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Ciné-concerto criação «Les Orientales»

A Luz da Ásia (Prem Sanyas) - Filme mudo de Franz Osten - (Índe/Alemanha, 1925, 1h37mn, VOSTF) - Realização : Niranjan Pal, a aprtir do poema de Edwin Arnoldmusicado pelos músicos Manghaniyars do Rajastão, Gazi Kahn Barna and party



Sábado dia 11 de Julho

20h - Palácio Cadaval - Igreja dos Lóios

Wang Li

berimbaus da China e de algures e flautas de cabaça

22h - Palácio Cadaval - Jardim do Paço

Magic India

Mágicos e músicos do Rajastão com o grupo Divana

- Rajastão

CINEMA



CINE RAMA

A descoberta do cinema indiano

Palácio Cadaval – Salão de Música

De Quarta a Sabado

Quarta-feira dia 8 de Julho

16h00 - Palácio Cadaval

Mangal Pandey – The rising

Ballad of Mangal Pandey de Ketan Mehta –
Música : A.R Rahman, 2h30 – Índia - 2005

VO Legendado em português

Publico: Para todos


Quinta-feira dia 9 de Julho

16h00- Palácio Cadaval

Dashavatar

Cada Era tem um herói – Desenho animado realizado por Bhavik, 2h – Índia – 2008

VO Legendado em inglês

Publico: Crianças e adultos


Sexta-feira dia 10 de Julho

15h00- Palácio Cadaval

Lagaan

Era uma vez na Índia – Escrito e realizado por Ashutosh Gowariker, 3h40 – Índia - 2002

Música : A.R Rahman

VO Legendado em português

Publico: Para todos


Sábado dia 11 de Julho

15h00- Palácio Cadaval

India magica

Jodhaa Akbar d' Ashutosh Gowariker – com Hrithik Roshan e Aishwarya Rai, 3h33 - Índia – 2007
VO Legendado em inglês
Publico: Para todos

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Ashar Khan Manghaniyar:

Os instrumentos de sopro do Rajastão, «satârâ» e «muralî»
Os músicos Manghaniyars, contráriamente à casta dos «Langas» não utilizam, ou utilizam pouco, aerofones. Ashar Khan Manghaniyar faz assim figura de excepção no seio desta comunidade. Praticando a técnica do sopro contínuo (nàksãsì), ele é capaz de tocar a sua dupla flauta pastoral, «satârâ», e o duplo clarinete «muralî». O «satârâ», dupla flauta de bico e de madeira de origem pastoral possui dois tubos separados, um destinado ao bordão e o outro à melodia. A suavidade aérea que o «satârâ» emana contrasta com a rudeza das notas agudas e cortantes do «muralî».
O termo «muralî» aplica-se a diferentes aerofones na Índia, desde a flauta transversal até á flauta «vamsa» em bambu que encontramos nas mãos do deus Krishna.
Mas na tradição popular do Rajastão e do Paquistão, trata-se de um duplo clarinete enfeitado por um recipiente de madeira ou de cabaça vazia e seca e de dois tubos juntos, colados com cera.

Divana:

Actualmente habituados a calcorrear o mundo, a casta dos Manghanyars é, pela sua arte, a ligação entre o antigo refinamento poético e musical das cortes e do mundo tradicional, rural e nómada, onde ela vive actualmente.
Estas castas, que pisaram com os seus pés tanto as pedras do deserto como as lajes de mármore dos palácios dos seus antigos mestres Rajput, fascinam por esta capacidade de ter sabido conservar a extraordinária riqueza de uma herança medieval, quando estes senhores viviam ainda nas suas cidadelas suspensas no cimo de colinas escarpadas.
A rudeza das vozes que, como o oleiro e a sua argila, modelam subtis ornamentos é, à imagem desta característica das mais ricas tradições do nosso planeta – as dessas sociedades rurais e nómadas que possuem ainda um elevado refinamento poético, vestígio de um rico passado.
Nesse paraíso poético que é o antigo país dos rájás (Rajastão : palavra em sânscrito que significa "País dos Príncipes"), país antigamente composto de pequenos reinos e dinastias de guerreiros orgulhosos, a poesia é de uma alucinante beleza. Entre sagrado e profano, Islão precário e hinduismo, esta poesia conta e descreve os deuses e deusas, emanações do mundo sobrenatural, a ausência do amante, mas também a tristeza da jovem noiva longe da sua família, as boas e más colheitas, os sonhos de chuva que virá, os nascimentos e as mortes, os bandidos e salteadores do deserto.
Uma miríade de poesias, hoje ainda, em perfeita osmose com a kamanchiya (a sanfona dos Manghaniyars) ou o sarangui (a sanfona dos Langas eleva-se sinuosa e tórrida e os versos do poeta iluminam a nossa alma « como o firmamento de estrelas na noite ».


Jag Virag Ensemble:

Conjunto Jag Virag da aldeia de Nyírmihálydi – Região de Szabolcs-Szatmár-Bereg
“Ouve, minha bonita senhorinha,
Dança para mim com doçura e graça.
Dança para mim e canta para mim,
Para que os Ciganos fiquem apaixonados!
Se danças ou te divertes até de manhã,
Os Ciganos também vão alegrar-se.
Tu danças, tu danças,
Tu bates palmas,
Para que os Ciganos se apaixonem!”
Os Ciganos chamados «Oláh » ou «Valaques», correspondem aos últimos ciganos da Europa central a se sedentarizarem nos anos cinquenta e sessenta, no final das várias vagas de emigração da Rússia, da Ucrãnia e da Roménia. Os «Roms Valaques» eram aquilo que se pode considerar como autênticos cânticos «roms» : os «loki ģili'» e «khelimashi ģili'».
Tratava-se antigamente de cânticos despojados e profundos sem acompanhamento instrumental, apenas uma bilha a servir de percussão. Actualmente, este repertório impregando de influências russa, ucraniana, búlgara e bacânica, foi reabilitado, agora acompanhado pela guitarra.
É através destes magníficos cânticos épicos, nostálgicos, desesperados ou festivos que, longe dos restaurantes e dos cabarés, os Ciganos cantavam à lareira, nos acampamentos ou nas famílias da aldeia. O povo «rom» pôde assim, durante séculos, exprimir no quotidiano o lugar onde coabitam liberdade e constrangimento.


Lobsang Chonzor:

Cânticos do tecto do mundo
« Na idade em que eu era um peixinho, não fui apanhado. Como peixe grande, apesar das nassas, ninguém me domou. ... Agora, vagabundeio no oceano imenso».
Brug-pa Kun_legs, (Século XV), poeta místico tibetano
Para além das liturgias e danças rituais budistas, existem no Tibete vários estilos profanos simultaneamente clássicos e populares.
Os « Nangma », cânticos clássicos ouvidos pelos notáveis e pelos nobres da sociedade tibetana, estão sempre muito em voga nas comunidades no exílio.
Os « Teuché », do Tibete do Oeste, esses cânticos populares ligados à dança, evocam o amor, a grandiosidade da natureza, a beleza das paisagens e prestam também homenagem aos grandes mestres religiosos.
Tshering, bardo luminoso e alegre, canta acompanhando-se ao alaúde « danyen » , com a cítara « yangqin » ou toca flauta « limbu » . Aborda também o repertório da ópera tibetana nascida no Século XV que é chamada « lha mo », o que significa « rapariga, a fada ».


Sentimento Gipsy Paganini:

Conjunto Sentimento Gipsy Paganini dirigido por Gyuszia Horváth
“Canta-me Cigana, Canta-me a tua canção
até que as cordas se partam em mil direcções”
Extrato da opereta «A Condessa Marica» de Kalman Imre.
Designa-se pelo termo «romungro», os «Roms» da Hungria sedentarizados durante as primeiras migrações do Século XV. Foram eles que alimentaram em qualidade, músicos profissionais em Budapeste e nas cidades de província, desenvolvendo uma música dita cigana. Tornaram-se mestres do repertório tradicional húngaro, como o das «palotas», «csardas» ou «verbunkos», os estilos musicais mais correntes.
Os «Romungro», mais integrados que as outras comunidades «roms», reivindicam uma verdadeira educação e no domínio musical estudaram todos, depois da queda da monarquia, nos conservatórios mais prestigiados da Hungria. A sua grande cultura musical permite-lhes assim passar, à sua maneira, do grande repertório clássico (de Litsz a Bartók,) ao ainda muito em voga actualmente, das operetas, ao mesmo tempo que interpretam um grande repertório dito «cigano» que vai da Rússia à Hungria, incluindo todas as regiões balcânicas.
As «csardas» (de «tcharda», «albergue») nasceram no Século XIX e impõem-se enquanto músicas de dança de albergue, praticadas antigamente em casal. Em conformidade com um alinhamento clássico, a «csárdás» compreende uma introdução lenta «lassú», depois uma parte ritmada «friss» ou «friska». Existem também as «csardas» próprias para diferentes instrumentos tais como o clarinete, inventadas por Janos Bihari (1764 - 1827). As «csardas» são inspiradas da «palotas», outra dança nobre muito corrente no início do Século XIX. Esta última influenciará nomeadamente Liszt nas suas Rapsódias húngaras.
No final do Século XVIII e até ao início do XIX, o «verbunkos» (no plural «verbounkoche» de «werbung», «recrutamento» em alemão) representavam estas danças masculinas improvisadas destinadas a alistar os jovens aldeãos para lutar contra o poder do império austro-húngaro. Esta iniciativa tinha por única finalidade aliciar um máximo de jovens proscritos aturdindo-os com música e vinho. Assim, os hussardos dançavam o «verbunkós» de cidade em cidade acompanhados por um ou dois violinos, um címbalo, instrumentos de sopro tais como o clarinete ou a gaita de foles (gajda).
Os Ciganos criaram, a partir desta prática, um estilo musical de pleno direito. Por extensão, esta dança espalhou-se no seio da população em geral para se tornar numa espécie de dança nacional; aliás, no início do Século XVIII, era conhecida muito simplesmente por «magyar», ou seja, «húngara». Inúmeros compositores experimentarão mais tarde este estilo, por entre os quais o famoso compositor e músico cigano Janos Bihari (1764 - 1827) que, compondo oralmente, fazia transcrever por outros a sua música.
É todo este repertório de que o conjunto se inspirará durante este concerto por intermédio das composições que fazem a ligação entre uma tradição musical local e a música clássica através da sua fama europeia, dos «verbunkos», «csardasmagyarnota», «nóta» e «hallgato», essas melodias lentas à moda em meados do Século XIX até às obras de compositores como Janos Bihari, Pista Dankóo (858 - 1903), até Frank Liszt depois Zoltan Kodaly, Bela Bartok e Laszlo Lajtha.


Shashank:

Bambu e cordas da Índia
Este encontro entre dois grandes mestres da música «carnatique» e do hindostão representa um acontecimento único.
Neste magnífico confronto, as notas de agudos exacerbados da « mohan veena» parece zombar do timbre grave e meditativo da flauta «bansuri», oferecendo uma paleta acústica de uma grande riqueza.
A flauta de bambu é o instrumento de sopro que melhor exprime o encontro entre o divino e a natureza, sacralizando, de algum modo esta última, tal como na música sufi onde o «ney» (a cana) exprime a noção de sopro divino. A imagem do Senhor Khrishna encantando as jovens pastoras «gopis» com as suas melodias voluptuosas, enfatiza esta imagem harmoniosa de uma natureza que transporta os nossos sentidos para a contemplação.
É na Austrália, em Adelaide, que com a idade de onze anos, que Shashank dá o seu primeiro concerto. Parecendo-se ainda com um jovem estudante perdido no seu mundo da lua, de flauta debaixo de um braço e o seu computador portátil debaixo do outro, Shashank entra suavemente no mundo dos grandes músicos clássicos da Índia do Sul, lá, no lugar onde se constróem as lendas.
Para Pt Vishwa Mohan Bhatt: «a música é a linguagem de Deus criada para a humanidade. Para mim, a música é o meio para falar com Deus. Cada vez que toco, adoro com o meu espírito a deusa Saraawati, símbolo do conhecimento e da sabedoria».
Pt Vishwa Mohan Bhatt, outra lenda da música indiana, é originário de Jaipur e está aliás muito próximo de Gazi khan Barna e do conjunto Divana com quem ele realizará o albúm « Desert Slide ». É o criador do «Mohan Veena». Quatro cordas para tocar e doze cordas simpáticas fazem do «Mohan Veena» uma espécie de alaúde híbrido de sonoridades havaianas. «Mohan», sinónimo de graça, é também um dos nomes atribuídos a Khrishna, ao paço que o termo «veena» se refere, em sanscrito, a todos os instrumentos de cordas.


Wang Li:

berimbaus da China e de Algures e flautas de cabaça
Wang Li retira a inspiração das suas composições das experiências da sua vida. A sua música conta, com efeito, as suas recordações de infância, as suas reflexões sobre o mundo que o rodeia e as recordações emocionantes que guarda da sua família. As cantilenas da sua infância deixaram uma marca indelével nos seus ouvidos, na sua memória. Os seus ritmos simples, tais como os batimentos do coração, põem em ressonância o Wang Li do passado e aquele que ele é actualmente. O berimbau é um dos seus instrumentos predilectos. A sua complexidade dá a Wang Li uma grande liberdade de criação. A sua sensibilidade em relação à vida anima a interpretação das suas composições, nas quais ele utiliza a língua da sua região natal.


Yom:

Jovem virtuoso do clarinete « klezmer », músico prolífico e inspirado, Yom explora os territórios da música tradicional, do jazz contemporâneo e da música electro. Muito cedo influenciado pelo toque de Naftule Brandwein (pioneiro do clarinete « klezmer » nos anos 20 em Nova Iorque), Yom rapidamente exprimiu a sua visão contemporânea da música « klezmer », em primeiro lugar no seio do Orient Express Moving Schnorers e de Klezmer Nova, depois mais particularmente no seu Duo com o pianista Denis Cuniot.
É aliás com o cumplicidade deste último que ele apresenta hoje, em quarteto, esta homenagem àquele que se auto-proclamou 'King of Klezmer Clarinet'."
O criador intérprete pontua-o de tumultos e de sonhos dominados e executados em virtuosismo.
A música « klezmer » é a que os bufões judeus «ashkénazes» levavam de festa em festa, de "shtetl" (aldeia) em gueto, em toda a Europa de Leste desde a Idade Média até às perseguições nazis e estalinistas do século XX. Ela inspira-se não apenas nos cânticos profanos e nas danças populares como na "khazanut" (liturgia judia) e nos "nigunim", essas melodias simples pelas quais os "khasidim" tentavam aproximar-se de Deus numa espécie de êxtase comunitário.
Com o contacto (recíproco) de músicos eslavos, ciganos, gregos, turcos e – mais tarde – do jazz, o « klezmer » adquiriu uma diversidade e uma sonoridade, características que lhe valem hoje ser imediatamente reconhecido e apreciado no mundo inteiro.
Desde o século XVI, foram acrescentadas palavras ao repertúrio « klezmer » instrumental, graças ao "badkhn" (mestre de cerimónias nos casamentos), ao "purimshpil" (representação de Esther para a festa de Purim) depois ao teatro yiddish».

Mais informações, aqui.

02 Julho, 2009

15º Aniversário da ZDB com Konono Nº1 e Guiné All Stars


Um dia antes de subirem ao Porto para o Festival Mestiço, os congoleses Konono Nº1 são os cabeças-de-cartaz da festa de 15º aniversário da ZDB, que se realiza este sábado no exterior do Museu de História Natural (ao Príncipe Real), em Lisboa. No programa estão também os Guiné All Stars - que incluem Kimi Djabaté (na foto), Maio Coopé e Braima Galissá, entre outros - e dois nomes do novo rock norte-americano: os Pocahaunted e Sun Araw. O comunicado completo:


«Sábado, 04 de Julho a partir das 19h00
15 Anos de Zé Dos Bois
MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL AO AR LIVRE(R. Escola Politécnica 54 - Príncipe Real)

As portas abrem às 18h, Sun Araw arranca às 19h. A festa terá que terminar antes da meia-noite

KONONO Nº1 (CG)
GUINÉ ALL STARS (GN)
POCAHAUNTED (US)
SUN ARAW (US)



KONONO Nº1
Ponto mais alto da primeira noite de festejos do 15º aniversário da ZDB, a actuação dos Konono nº 1 marca a estreia deste projecto da República Democrática do Congo em Lisboa.

Fundado há vinte e cinco anos por Mawangu Mingiedi, Konono nº 1 destaca-se no universo da música tradicional electrificada africana pelo uso de três likembes electrónicos (deste lado do mediterrâneo chamamos-lhes pianos de polegar) e percussão diversa maioritariamente construídos e amplificados a partir de velhas peças de automóveis e outros apetrechos similares resgatados do ferro-velho e posteriormente modificados. Com este sistema de som – que não é menos que um milagre – e as vozes de Waku Menga e Pauline Mbuka os Konono nº1 reinventam a música tradicional da etnia Bazombo (território congolense situado na fronteira com Angola, de onde Mingiedi é original), ligando engenhosamente à corrente o irresistível hipnotismo polirítmico que a caracteriza.

Apesar de editarem deste 1978, apenas em 2005, com o precioso “Congotronics”, lançado pela Crammed Discs, chegaram ao grande público ocidental. Já demasiado tempo se perdeu. É essencial partilhar da força criativa que guia esta gente.

Formação
Mawangu Mingiedi likembé
Mbuta Makonda likembé
Mawangu Makuntima likembé
Waku Menga voz
Antoine Ndombele likembé baixo
Ndofusu Mbiyavanga percussão
Vincent Visi percussão
Pauline Nsiala Mbuka voz

+ Info: Site|Myspace|Vídeo|Vídeo|Artigo




GUINÉ ALL STARS
Guiné All Stars reúne pela primeira vez um conjunto de músicos guineenses que a ZDB tem apresentado com alguma regularidade ao longo dos últimos anos nos mais diversos contextos de inovação perante uma tradição cultural pré-moderna.

Guineenses lisboetas, representantes por direito próprio de uma das diásporas africanas musicalmente mais ricas, Kimi Djabaté, Maio Coopé, N’ Dará Sumano, Braima Galissá, Sadjo, Gelajo Sane e Renato trazem a magia gumbé e griot ao Museu Nacional de História Natural.

Formação
Kimi Djabaté voz, balafon e guitarra acústica
Maio Coopé voz, cabaça, m'bira e percussões)
N'Dara Sumano voz
Braima Galissá kora
Sadjo guitarra eléctrica
Gelajo Sane percussão
Renato baixo eléctrico

+ Info: Myspace Kimi Djabaté|Myspace Djumbai Jazz |Vídeo|Vídeo|Vídeo




POCAHAUNTED
Sediada em LA, a NOT NOT FUN Records representa, em conjunto com as editoras Siltbreeze, Ecstatic Peace e VHF, um dos mais estimulantes catálogos deste final de década. Em torno de Britt Brown - gestor do selo - gravita um núcleo de projectos domésticos, com destaque para Robedoor, Pocahaunted, Magic Lantern e Sun Araw. Só nos últimos três anos, a NNF - iniciais pelas quais é carinhosamente conhecida - reuniu discos imprescindíveis de artistas impolutos como Thurston moore, Christina Carter, Ducktails, Teeth Mountain, Wet Hair ou os "nossos" Loosers. Agora, pela primeira vez na Europa, Pocahaunted e Sun Araw, duas das mais importantes bandas da NNF, mostram-se ao vivo.

Renovando desde 2006 o referencial místico e holístico do imaginário nativo-americano, os Pocahaunted efabularam-se em disco (obrigatório ouvir “Island Diamonds”, “Peyote Road” e o mais recente “Passage” ) como projecto de drone maciço, com a intuição rítmica do dub e de um funk movido 16 rpm. Amanda Brown e Diva Dompe (também no baixo) entoam cânticos estáticos, acompanhadas pela guitarra de Britt Brown, o órgão de Cameron Stallones e a bateria de Mark Gengras. O quinteto eleva o registo melódico para um universo que desde há décadas estilhaça ovos cósmicos, dilatando consciências, enquanto a secção rítmica engancha o corpo, direcionando-o para um experiência ritual, atulhada de groove, fumo e abandono de meia-pálpebra.

Formação
Amanda Brown voz
Diva Dompe baixo e voz
Britt Brown guitarra
Cameron Stallones orgão
Mark Gengras bateria

+ Info: Site|Myspace|Editora|Vídeo|Vídeo|Vídeo|Entrevista|Artigo sobre NNF


SUN ARAW
Sun Araw, alias de Cameron Stallones (guitarrista dos Magic Lantern e colaborador pontual de Pocahaunted) faz-se acompanhar ao vivo por William Giacchi no órgão. Crème de la crème da Not Not Fun Records, Sun Araw depressa constituiu um corpo de trabalho fascinante e coeso.

Ouvindo a magistral "Horse Steppin" (de “Beach Head") conseguimos descobrir o manifesto: uma elegia ao kraut, ao rock amoniacal dos Spacemen 3 e uma essência tropical que de imediato põe em prática um universo melódico e rítmico de uma fresca música de Verão. É música de um onirismo febril - não menos pedrado - esta que encontramos nos arpejos de guitarra que gargarejam delay e no drone adocicado com que o orgão nos deixa encandeados. Às nossas praias chega agora o precioso búzio “Heavy Deeds” (LP, NNF)

Formação
Cameron Stallones voz e guitarra
William Giacchi orgão

+ Info: Site|Editora|Vídeo|Vídeo

Entrada : €10 em venda antecipada; €12 no dia do evento | Bilhetes disponíveis antecipadamente na loja de discos Flur, Louie Louie e ZDB (4ª a Sáb, entre as 15h e as 23h e noites de concerto até à 1h00)».

01 Julho, 2009

Mestiço - O Porto Volta a Ser Multicultural


Começa já amanhã mais uma edição do festival Mestiço, que tem ocupado - e sempre muito bem! - a Casa da Música, Porto, nos últimos anos. Entre muitos artistas brasileiros, o tuga abrasileirado JP Simões, os fabulosos congoleses Konono Nº1 (na foto) e nomes emergentes do kuduro angolano, o Mestiço mostra este ano aquilo que se segue (com textos explicativos a seguir):

«Quinta | 2 Julho 2009
21:30, Sala Suggia

PASSAPORTE FESTIVAL MESTIÇO 2009
De 2 a 5 de Julho, a 4ª edição do Festival Mestiço percorre geografias e géneros bem diferentes, dando a ouvir alguns dos grandes fenómenos da world music da actualidade, incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre tradições ancestrais e tendências contemporâneas de géneros como o hip hop, a electrónica ou o rock. São quatro noites consecutivas que cruzam propostas bem variadas de artistas.

PASSAPORTE FESTIVAL MESTIÇO (4 CONCERTOS) | € 30

Nota: Na compra do Passaporte Festival Mestiço deverá escolher o lugar da Sala Suggia para o concerto Naná Vasconcelos e Virgina Rodrigues | JP Simões. Para os restantes concertos,os lugares ficarão automaticamente seleccionados, pois tratam-se lugares sem marcação


Programa:

Naná Vasconcelos e Virginia Rodrigues | JP Simões | Festival Mestiço | 02 Jul 09

Babylon Circus | Orquestra Imperial | Festival Mestiço | 03 Jul 09

Natiruts | Comunidade Nin Jitsu | Lei Di Dai | Festival Mestiço | 04 Jul 09

Konono Nº 1 | Bruno M | Batida | Festival Mestiço | 05 Jul 09»

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NANÁ VASCONCELOS | VIRGINA RODRIGUES

Naná Vasconcelos voz e percussões
Virgínia Rodrigues voz
Lui Coimbra violoncelo, voz e guitarras
Alex Mesquita guitarra acústica

"Um encontro espiritual" - é assim que Virgínia Rodrigues descreve o que acontece em palco ao lado de Naná Vasconcelos. Com um potencial Quem cedo reparou no potencial da cantora foi Caetano Veloso.

Com uma carreira que é tudo menos previsível, a baiana lançou já quatro álbuns que tanto se voltam para os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes, como para clássicos de Tom Jobim ou Chico Buarque ou ainda para a música dos blocos afro do Carnaval da Bahia. O resultado é uma voz expressiva e cristalina que surpreendeu o veterano Naná Vasconcelos: "Eu sempre admirei a Virgínia desde o surgimento dela. Ela me mostrou de uma certa forma todo o lirismo africano existente no afrobrasileiro e sempre tive uma grande vontade de fazer um trabalho com ela."

Depois de se apresentar na abertura do Carnaval do Recife em 2006, o duo inicia uma colaboração que agora chega à Casa da Música. Um regresso ao nosso país que o percussionista antecipa com grande expectativa: "Eu adoro mostrar um pouco do meu trabalho em Portugal. Sei que há um movimento muito grande da percussão portuguesa, como o projecto do Rui Júnior chamado Tocá Rufar. Em 2008 participei no Festival Portugal a Rufar organizado pelo projecto."

JP SIMÕES

Dos Pop Dell'Arte aos Belle Chase Hotel, sem esquecer o Quinteto Tati, JP Simões já deu provas do seu talento como músico e compositor de canções/fábulas em português. Em 2007 estreia-se em nome próprio com 1970, considerado por muitos a sua obra-prima. Com influências de Chico Buarque, Tom Waits, Tom Jobim, João Gilberto, David Bowie e Sérgio Godinho, 1970 ocupou durante três semanas o Top 30 dos álbuns mais vendidos em Portugal. O convite para a Casa da Música surge no seguimento da edição do seu segundo trabalho a solo, Boato. Gravado ao vivo em Novembro passado nos Jardins de Inverno do Teatro S. Luiz, em Lisboa, este disco conta com 12 temas originais e ainda algumas canções dos Belle Chase Hotel, do espectáculo Ópera do Falhado e do Quinteto Tati. Para a Casa da Música fica prometido um concerto festivo.

BABYLON CIRCUS

Os Babylon Circus estão de volta. No regresso a Portugal, o grupo francês traz o quarto álbum de originais, em mais de 10 anos de carreira e depois de cerca de mil concertos, em 30 países diferentes. Ao longo deste percurso têm sido sempre notícia, por onde quer que passem, mas nem sempre pelos melhores motivos.
Ska, punk, reggae, rock, swing e música cigana, com um toque circense e com uma mensagem bastante positiva po base é o que vamos ter oportunidade de ouvir. Divertidos, críticos, bem-humorados e festivos, os Babylon Circus estreiam-se nos palcos do Porto e apresentam pela primeira vez no nosso país La Belle Étoile.

ORQUESTRA IMPERIAL

Antes da big band francesa, a big band brasileira. Quatro anos depois de se terem estreado internacionalmente no Festival do Sudoeste, a Orquestra Imperial regressa ao nosso país com o primeiro álbum Carnaval Só No Ano Que Vem (2007).
Formado em 2002 com o intuito de criar uma orquestra de gafieira [local onde, tradicionalmente, as classes mais humildes praticavam danças de salão], baseada num repertório variado, com boleros, temas dos anos 60 e clássicos da cultura de salão, o grupo nasceu da reunião de músicos da vanguarda da cena musical carioca. Lá encontramos Rodrigo Amarante (Los Hermanos); Moreno Veloso, Domenico e Kassin (do projecto +2); Nina Becker (estilista); Thalma de Freitas (actriz da Globo) e Rubinho Jacobina (irmão de Nelson Jacobina, parceiro de Jorge Mautner), a quem se juntaram Wilson das Neves (compositor dos Império Serrano, cantor de samba e baterista). No Brasil, a Orquestra Imperial goza de grande popularidade e os "Bailes Pré-Carnavalescos", nos verões cariocas, são já dos momentos mais aguardados das multidões que querem ouvir marchinhas e afins, com muito funk-carioca à mistura.

NATIRUTS
Bastam cinco minutos ligados à Internet para percebermos o alcance dos Natiruts no Brasil. Em qualquer vídeo ao vivo vêem-se milhares de pessoas a cantar, em uníssono, as músicas da banda brasileira, em ambiente de festa e confraternização. Um fenómeno com cada vez mais seguidores em todo o mundo, com ideais bem definidos e um "reggae roots brasileiro" cada vez mais enraizado.
As reacções à primeira demo do grupo superaram todas as expectativas e dão-lhes reconhecimento na cidade então conhecida como "capital do rock". Com as atenções viradas para o grupo, um dos melhores estúdios de gravação abriu as portas ao reggae e gravou o álbum de estreia dos Natiruts, Nativus (1997), um disco que, indiscutivelmente, marcou a sua geração, com vendas superiores a 450 mil exemplares. No regresso a Portugal, cada vez mais receptivo ao reggae, os Natiruts apresentam na Casa da Música um espectáculo novo dedicado aos fãs


COMUNIDADE NIN-JITSU
Conhecidos como os "ninjas mais chalaças do Brasil", a Comunidade Nin-Jitsu (CNJ) estreia-se em Portugal e, curiosamente, fora do país de origem, a convite da Casa da Música. Autores de uma das misturas musicais mais explosivas - baile funk com rock - são um fenómeno de sucesso no Brasil com mais de 100 mil cópias vendidas dos cinco álbuns já editados. Juntos desde 1995 e habituados a brincar com as suas próprias gírias, misturaram rock com funk, hip hop, hard rock e electro. Com inúmeros singles a passarem na rádio, a CNJ tem acompanhado a evolução dos tempos e conquistado cada vez mais um lugar na cena brasileira. Mas o papel deste grupo não se limita à música. O vocalista, Mano Changes, é deputado estadual no Rio Grade do Sul e tem mudado a atenção que se dá à Educação no Brasil. No Brasil, o trabalho da CNJ é reconhecido. Todos sabem o refrão de Detetive e cantam "tive, tive, detetive/ meu pai é detetive" efusivamente. Por cá, o concerto na Casa da Música vai ser bastante revelador. Uma banda repleta de sentido de humor, ironia, sacanagem e sem papas na língua.


LEI DI DAI
Coroada como Rainha do DanceHall - vertente dançante do reggae mais conhecido como Ragga - Dainne Nascimento, aka Lei Di Dai, vem à Casa da Música apresentar o seu álbum de estreia Alfa e Ómega.
Oriunda da Vila Ré, na zona Leste de São Paulo, Lei Di Dai sabe que nunca vai ceder às pressões do mundo das celebridades, "que exige pesos e medidas certinhas e formas de violão". Aos 31 anos, Lei Di Dai afirmou à Rolling Stone Brasil: "Eu me adoro! Tenho mó presença, onde chego tudo pára".
Cantora e compositora, cresceu rodeada de samba e reggae que os pais ouviam e dançavam em casa. A sua mensagem é simples e a inspiração para as suas músicas vem da realidade da periferia ("o salário mínimo é a máxima pressão") e de artistas jamaicanos como Capleton (referência jamaicana de reggae e dancehall).
Figura de destaque na cena independente de S. Paulo, onde canta desde 1997, Lei Di Dai acredita que o reggae é a libertação, harmonia e amor, e acredita no poder transformador da música. "Eu canto sobre positividade para ensinar o povo preto das periferias sobre eles mesmos, sobre a África e a cultura rasta", explica. Depois de ter participado, em 2006, na compilação Diáspora Riddim, dos Digitaldubs, com a música Original do Gueto, estreou-se a solo, em 2008, com Alfa e Ómega, que teremos oportunidade de ouvir na Casa da Música.

"Lei Di Dai se destaca em uma cena reggaeira que, como a do hip hop no passado, floresce forte nos guetos do país, pronta pra ser colhida e fazer cabeça, corpo e mente de quem se deixar levar" - Rolling Stone, Brasil


KONONO Nº1
O projecto Konono N°1 foi fundado há 25 anos por Mawangu Mingiedi, um virtuoso do likembe (aka sanza ou piano de polegar), que quando chegou a Kinshasa, vindo de Bazombo - que fica na fronteira com Angola -, quis continuar a fazer a música de transe em homenagem aos seus antepassados e em nome dos muitos emigrantes que chegavam à metrópole. O resultado é uma sonoridade inquestionavelmente africana, no ritmo e nas texturas, mas muito próxima da electrónica Ocidental. Algo muito tradicional que nos remonta às experiências de John Cale, entre o punk e a música de dança. Não se chama a esta música transe sem motivo. Quando ouvida com o volume alto, como é suposto, é capaz de nos transportar para outra esfera. Quatro anos depois de se ter estreado em Portugal, o projecto da República Democrática do Congo regressa. Na bagagem trazem uma cultura, uma sonoridade que os tem distinguido no mundo da world music graças ao sistema de amplificação que usam há 30 anos e que lhes valeu o conceituado prémio da BBC em 2006, na categoria de Novos Talentos.
O trabalho que têm vindo a desenvolver e o alcance da sua música fez com que Matthew Herbert e John McEntire (Tortoise) se oferecessem para remisturar temas seus e que fossem convidados a participar no single de apresentação do álbum Volta de Björk.

BRUNO_M
Aos 24 anos, o kudurista angolano é já um exemplo para os mais jovens
BRUNO_M E O KUDURO "ELECTRÓNICO E DANÇANTE QUE CONTAGIA E VIRA MANIA"

À África do Sul e ao Brasil segue-se Portugal no percurso de Wilson Diogo de Amaral (aka Bruno_M, de Mágico). Para a Casa da Música, o kudurista angolano traz na bagagem o álbum de estreia, Batida Unika, que o deu a conhecer em 2004 e o celebrizou quatro anos depois. Estudante na Faculdade de Direito da Universidade Independente de Angola e a fazer um curso de jornalismo profissional, Bruno_M tem a música como um hobbie que o ajuda a pagar os estudos. Mas a relevância do seu testemunho desperta cada vez mais atenções no mundo. Vida, amor, paz, patriotismo, educação moral e cívica são algumas das mensagens que podemos ouvir nas músicas de Batida Unika, "um projecto que tem como objectivo resgatar os jovens com dificuldades sociais, mas que querem trabalhar em prol da sociedade". Pronto para se mostrar ao mundo, Bruno_M traz para a Casa da Música "um estilo musical jovem, electrónico e dançante que contagia e vira mania". Numa noite que mistura, no mesmo palco, uma banda da República Democrática do Congo, uma do Brasil e de Angola, mais mestiço seria difícil!

BATIDA
Portugueses e angolanos partilham o palco
Batida e os tesouros recuperados da música angolana

Batida é nome de um programa que, desde 2007, divulga as novas tendências da música urbana de raiz ou inspiração Afro, na Rádio Antena 3 e na Web. Kwaito, Kuduro, Funk, Afro Beat, Dancehall ou House são alguns dos beats sempre presentes e que agora se encontram reunidos no disco Dance Mwangolé.
Tudo surgiu durante uma conversa com a Difference Music, depois de terminada a versão do Bazooka. Convidados a remexer livremente o arquivo histórico de sons da Valentim Carvalho gravados em Luanda, nas décadas de 60 e 70, os músicos da Batida recuperaram, sem saudades mas com respeito, o que de melhor encontraram. O centro de operações foi Lisboa, onde o DJ Mpula pesquisou os discos e telefonou a Beat Laden, o próprio misturador dos "mwangolés" Kalibrados, Zona5 e do Bob Da Rage Sense. Fechados no Ground Zero, em Chelas, conspiraram e produziram o som para este Batida. Mais tarde juntou-se Ikonoklasta (o poeta da Família e membro do Conjunto Ngonguenha), o Sacerdote (jovem letrista muito consciente de Sambila, Luanda) e o primo Roda (de Lisboa) que transformou os sons em desenhos para a capa e actuações.

Para além destes, o Batida contou ainda com as participações do animador Chailoy, o kudurista consciente Rei Panda, dos De Faia, a poderosa Dama Ivone e o activo produtor DJ Waite, todos do Sambila. E das dicas do rapper Bob Da Rage Sense, em Saudade. No final, e já numa faixa bónus, convidaram o mwangolé Maskarado, jovem talento do kuduro e remisturas do DJ Chernobyl, o mesmo que produziu o Bonde do Rolê, e dos Radioclit, dupla cúmplice nos mambos Afro que estão a bater em Londres.
No regresso à Casa da Música, a Rádio Fazuma apresenta Batida com o disco Dance Mwangolé, repleto de tesouros da música angolana, com beats pensados para por todos a dançar. Refira-se que "Dance Mwangolé" foi um termo usado pelo Sbem - um dos pioneiros essenciais do Kuduro - para descrever tudo o que seja Techno feito por um Mwangolé (Angolano)».

Mais informações, aqui.

30 Junho, 2009

O Amor É Fogo... (ou o Picante da Língua Portuguesa em Festival)


Imagine-se só, alguns dos melhores da lusofonia inteira, num único festival: O'QueStrada, João Gil com Shout, Chico César, Ana Moura, Sara Tavares, Da Weasel, Buraka Som Sistema (na foto), Tito Paris, Ghorwane, Tucanas... E imagine-se que tudo isto acontecia num mais que improvável festival dedicado a Camões. Mas é que acontece mesmo, e com estes nomes todos, vesgos ficamos nós... O programa, na íntegra:


«FESTIVAL "O Amor é Fogo"

Dias 17,18 e 19 de Julho | 21h30

ESTÁDIO MUNICIPAL DE OEIRAS


Integrado nas comemorações dos 250 anos do Concelho de Oeiras vai
realizar-se o Festival "O Amor é Fogo" nos dias 17, 18 e 19 de Julho, no
Estádio Municipal de Oeiras.

João Gil + Shout, Chico César, Ana Moura, Sara Tavares, Da Weasel e Buraka
Som Sistema são alguns dos artistas que constituem o cartaz deste Festival,
com um programa abrangente que pretende privilegiar a Língua Portuguesa nas
suas mais variadas expressões, assim como homenagear o maior de todos os
poetas portugueses Luís Vaz de Camões. Por esta razão todos os
intervenientes encerram a sua participação musicando o poema "Amor é Fogo".

Preço dos Bilhetes: 1 dia 10 € | Passe para os 3 dias 20 €

Locais de Venda: Ticketline ( www.ticketline.pt),
Lojas Fnac, Lojas Worten, Lojas Bliss, Livraria Bulhosa, Agências Abreu,
Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real
e Porto), El Corte Inglés, Postos de Turismo de Oeiras.

CARTAZ

Dia 18 de Julho

TITO PARIS

Grande como compositor, guitarrista e cantor, a sua discografia encontra-se
à venda em Nova Iorque, em Paris, por esse mundo fora.



Tito foi um dos artistas responsáveis por colocar no mapa Cabo Verde, um
arquipélago batido pelos ventos a 500 km ao largo de Dakar, que escondia um
tesouro, uma música envolvente de uma excepcional originalidade.



Com a sua voz doce e um swing quente, acompanhado em palco por 6 elementos
Tito Paris vai percorrer toda a sua carreira, oferecendo a todos os
presentes um espectáculo contagiante de energia, onde os ritmos quentes de
Cabo Verde apelam de imediato à dança.



JOÃO GIL e SHOUT

João Gil é sem dúvida um dos maiores compositores do nosso tempo.



Ao longo da sua vasta carreira já integrou muitos e importantes grupos,
como: Trovante, Cabeças No Ar, Rio Grande, Ala dos Namorados, Filarmónica
Gil entre outros. Compôs para muitos artistas e a música é a sua verdadeira
paixão.



Os Shout um grupo de 13 elementos são uma referência do gospel em Portugal.
Juntos em palco vão percorrer a carreira de João Gil lembrando temas como:
"Perdidamente", "125 Azul", "Loucos de Lisboa", "Saudade" e "Fim do Mundo"
só para citar alguns.






GHORWANE

Os Ghorwane são uma banda natural de Moçambique que foi buscar o seu nome ao
pequeno lago Gorhwane situado na escaldante e poeirenta província de Gaza em
Moçambique que mesmo no tempo mais quente nunca seca.



Formados em 1983 a sua música que mistura fusão e afro -pop com os ritmos
tradicionais moçambicanos, e as letras de intervenção politica e social
torna-os um dos mais respeitados grupos moçambicanos.



No ano de 1990 Peter Gabriel convida-os para actuarem no WOMAD Festival e a
partir daí são presença assídua em muitos outros.



Actuando um pouco por todo o mundo os Gorhwane vêm agora ao "Festival Amor é
Fogo" onde não vão passar despercebidos.





CHICO CÉSAR

Este é um concerto obrigatório, e uma oportunidade de ver e ouvir um artista
que quando entra em palco a sua presença é hipnotizante, a voz um
instrumento que manuseia na perfeição, e que usa para conseguir uma perfeita
comunhão com o público.



O seu humor e energia, a par da sua voz mágica e o respeito pelas suas
raízes são coisas raras de se encontrar em espectáculos ao vivo.





Dia 18 de Julho



TUCANAS

As Tucanas são um quinteto feminino formado em 2001.



O seu principal objectivo é o uso de instrumentos percussivos:

De Bidões de plástico a Djambés, ao próprio corpo.



As suas harmonias vocais dão uma garra feminina muito curiosa.

Desde cedo começaram a chamar a atenção dos média e do público devido às
suas actuações, mas o primeiro disco (por opção própria) apenas foi editado
em 2007 com o título "Maria Café".



Os espectáculos das Tucanas assentam numa forte componente cénica "brincam e
jogam com o ritmo e a harmonia" dentro de um visual muito próprio que se
situa entre a sensibilidade feminina e a força rude de tocar percussão.





ANA MOURA

Filha de Santarém, localidade que a viu nascer, Ana Moura é uma fadista
reconhecida internacionalmente.



No ano de 2007 foi convidada a participar no concerto que os Rolling Stones
deram no Estádio de Alvalade para cantar em dueto com Mick Jagger o tema "No
Expection". Nesse mesmo ano recebeu o prémio Amália para melhor intérprete.



Em 2008 é nomeada para os Globos de Ouro na categoria de melhor intérprete
individual, que acabou de perder para Jorge Palma.



Neste espectáculo Ana Moura vai apresentar o seu último trabalho "Para Além
da Saudade" de onde se destaca o belíssimo tema "Búzios".



SARA TAVARES

Com quatro álbuns na bagagem e muitas actuações por esse mundo fora, a
música de Sara Tavares tornou-se uma música do mundo, alimentada pelos
encontros e viagens que ela fez ao longo dos anos.

À medida que Sara Tavares viajava e que as suas experiências enriqueciam a
sua música, ela descobria também uma nova simplicidade, uma confiança cada
vez maior na sua voz.



Mas todas as viagens implicam um regresso a casa para descansar, recuperar
energias e decidir o próximo destino. E é exactamente neste regresso a casa
que Sara nos vai apresentar ao vivo o seu novíssimo trabalho Xinti (Sente).



E é isso que vamos fazer. Sentir a emoção e bom feeling que sempre sentimos
quando vemos e ouvimos Sara Tavares.





Dia 19 de Julho





OQUESTRADA

A banda revelação do momento vai apresentar o seu álbum de estreia "Tasca
Beat".



Os Oquestrada actuam juntos há sete anos e atrevemo-nos a chamar-lhes uma
banda de "Fado dos Subúrbios".



No entanto, para entender a força e o carisma deste grupo que tem actuado um
pouco por Portugal inteiro, é necessário assistir a um concerto, só assim se
pode perceber toda a energia da banda que em palco se tornam completamente
hipnóticos e electrizantes ao juntarem Voz, música e encenação.



DA WEASEL

São sem qualquer dúvida a maior banda portuguesa na área do Hip Hop e não
precisam de apresentações.



Multiplatinados, galardoados com a Medalha de Ouro - Mérito Cultural da
Cidade de Almada, vencedores de três globos de ouro nas categorias de
"Canção do Ano" (2005) e "Melhor Grupo do Ano" (2005 e 2008), são ainda
vencedores do MTV Music Award no ano de 2007.



Com centenas de concertos dados, encheram o pavilhão Atlântico num concerto
inesquecível de luz, côr e energia em Novembro de 2007.



Os Da Weasel são a garantia de um grande espectáculo, onde quase todas as
suas músicas são hinos. Senão vejamos: "Toda a Gente", "Duia", "Outro
Nível", "Tas Na Boa", "Casa (Vou Fazer de Conta)", "Dialectos de ternura" ou
ainda o incontornável "Re-Tratamento", vulgarmente conhecido por "Nina".





BURAKA SOM SISTEMA

Os Buraka Som Sistema são a banda com mais foco do momento.



Acabados de chegar de uma digressão nos Estados Unidos, e vencedores de um
Globo de Ouro na categoria de Melhor Grupo, os Buraka tem uma sonoridade que
se integra no género musical Kuduro. São frequentemente apelidados como os
fundadores do novo som electrónico Kuduro Progressivo.



Preparem-se para um concerto enérgico, electrizante e muito dançável onde o
álbum de estreia "Black Diamond" vai ser a estrela principal».

29 Junho, 2009

Med de Loulé - Rokia N'Roll!


Ainda mal refeito de mais cinco dias no Med de Loulé, as primeiras memórias fotográficas que me saltam aos olhos (às meninges?) nem são musicais: são, primeiro que tudo, os amigos - os de Lisboa e de outros lugares (Aveiro, Porto, Algarve, Alentejo...), uns que vou vendo durante o ano, outros que só encontro ali... E, depois, relâmpagos fugazes que me mostram um piano coberto a crochet ao lado de uma tarântula de pano e lantejoulas e coração de plástico negro; uma menina feliz de tranças loiras, com margaridas e purpurina a darem ainda mais brilho ao seu cabelo; uma «sevilhana» de óculos de fundo de garrafa que desmaia à minha frente; a tribal e magnificamente bem coreografada dança do fogo dos Satori; um rapazinho que regateia o preço do djembé - «são 70 euros?», «75!», «70», «75!»...; o reencontro com a Alandra, a cadela mais bonita do mundo a seguir à minha, claro; ou as imperiais e as sopas de tomate e as sardinhas albardadas que nos são servidas à hora da ceia, por pura simpatia...

E, a música... Sem ordem cronológica aparente (nem outra, sequer), mas com uma ordem que vem da ordem do coração: Rokia Traoré, em mais um fabuloso concerto afro-rock, mais conciso mas nem por isso menos intenso, que passou por temas do último álbum - exemplos: as maravilhosas «Zen» e «Kounandi» ou a versão de «The Man I Love» - e seguiu até ao habitual encore final de homenagem aos seus heróis, desta vez com a «Mama Africa» Miriam Makeba ao lado de apontamentos de temas do recém-falecido Michael Jackson. Os Moriarty e a sua (aliteração!) arte, a arte de saber transformar uma simples sequência de três canções - as versões de «Enjoy The Silence» (Depeche Mode), «Chocolate Jesus» (Tom Waits) e o seu original «Jimmy» - em algo tão valioso quanto um concerto inteiro. Os meus queridos (todos eles!) Mu e as suas músicas europeias transmutadas numa celebração das músicas de todo o mundo e, raios, com muito rock lá dentro, também. O mesmo rock que assombrou, e ainda bem!, outros momentos do Med deste ano: os Led Zeppelin em versão África mandinga - e tudo isto é elogioso - de Justin Adams e Juldeh Camara (aquele riti, espécie de njarka/espécie de violino de uma corda só é arrepiante de belo) ou os tangófilos e tangófonos Bajofondo de um oscarizado de Hollywood, Gustavo Santaolalla, a guitarrar alegremente na sua banda ao lado de outros génios do violino e bandoneón; ou um dos maiores ícones da bateria rock, o agente Stewart Copeland (ele o autor de um dos álbuns fundadores da world music, o fabuloso «The Rhythmatist»), a partilhar tarantelas e pizzicas italianas e rebemtikas gregas com um grupo onde, felizmente, o Sting não está mas onde o Andy Summers nem destoaria. E, só para destoar, onde também se esperava algum rock infectado pela world (ou vice-versa), ele não apareceu: o Med fechou com o acordeonista Kimmo Pohjonen e, dando uma volta muito bem-vinda ao seu som, neste concerto não houve rock progressivo nem electrónicas nem experimentalismos já gastos mas, sim, momentos de uma beleza imensa que devem mais a Philip Glass ou a Debussy do que a qualquer dos géneros já visitados por este visionário finlandês.

Outros momentos bons de recordar: Camané, as suas sílabas e o seu trio/caixinha de música maravilha. Os cada vez melhores Diabo a Sete e a sua reinvenção júliopereiriana (mas não só!) de uma música nossa, portuguesa. A, igualmente, reinvenção de outros temas nacionais pela cantora Filipa Pais com o bandolinista Edu Miranda. Os Ojos de Brujo e uma festa cada vez mais global, dançante, profissional. O vozeirão de Ricardo Ribeiro - apesar de não tão vozeirão quanto nos seus fados mas em bonita pose Nusrat Fateh Ali Khan - ao lado de Rabih Abou-Khalil. O à-vontade. domínio de palco e beleza astral de Lura, num dos mais quentes concertos do Med. Um calor que se estendeu ao fabuloso DJ set travestido, mas com muita pinta!, de concerto protagonizado por DJ Click (na foto; cortesia Câmara Municipal de Loulé) mais os seus músicos ciganos e judeus e as suas bailarinas e/ou cantoras. Ou os surpreendentes Ramudah, uma banda lisboeta de jazz ambiental (e com caixa-de-ritmos!) que soa muito melhor que parece esta descrição.

Momentos fracos? Também os houve, claro: a Orquesta Buena Vista Social Club, e apesar da marca registada que acompanha o seu nome, é apenas um eco pálido e esbatido da banda original reunida por Ry Cooder e Juan de Marcos González. E Pitingo, actualmente uma das maiores vedetas da música espanhola, é afinal um rapazinho birrento e, pior!, tem uma versão de uma das mais peganhentas e irritantes músicas de sempre: «Mamy Blue». Mas não chegou para estragar um festival que esteve quase sempre cheio de gente. E de gente feliz.

23 Junho, 2009

OqueStrada, Lhasa e Ojos de Brujo - Mais Um Cacharolete de Discos


E mais um «triunvirato» de discos cujas críticas foram há algum tempo publicadas na «Time Out Lisboa»: o álbum de estreia dos OqueStrada (anteriormente conhecidos como... O'QueStrada) e os novos de Lhasa de Sela (na foto; de Hibou) e dos Ojos de Brujo.


OQUESTRADA
«TASCA BEAT - O SONHO PORTUGUÊS»
Sony Music Portugal

São, finalmente, sete anos de 'strada plasmados num CD. E muito bem! Para quem já acompanha há muito tempo os concertos - e mais do que concertos, os espectáculos, happenings, festas, celebrações... - dos OqueStrada (que deixaram cair o apóstrofo), este era um álbum, o de estreia, há muito aguardado. E, se não defrauda os fãs, agora imagine-se o que fará a quem nunca os viu ao vivo. Em «Tasca Beat - o Sonho Português» está lá tudo o que faz deste grupo multinacional de Almada um dos melhores e mais imaginativos projectos nacionais desde há muito tempo: o fado tomado como conceito, matriz ou ideia-base mas também mil e outras músicas - hip-hop, ska, música brasileira (está lá a sua fabulosa versão de «Se Esta Rua Fosse Minha», com um assobio e uma trompete extraordinárias), valsa ou morna, entre muitas outras, mas sempre com umas letras, uma postura e uns desvios absolutamente deliciosos (com Roberta Flack e Billy Idol incluídos). (*****)


LHASA DE SELA
«LHASA»
Audigram/Warner

Acabei de ouvir o álbum e pensei, que álbum extraordinário, vou dar-lhe a nota máxima. Depois recuei: mas é todo cantado em inglês! Preconceito de gajo da world music, que amou profundamente o primeiro e fabuloso álbum de Lhasa (aka Lhasa de Sela), «La Llorona», editado há doze anos, todo cantado em espanhol e cheio de releituras actuais de rancheras, mariachis e do som da areia do deserto a enroscar-se nas raízes dos cactos. Com um tempo de edição muito próprio, este seu álbum homónimo é apenas o terceiro. Mas a verdade é que é tão bom quanto o primeiro e com a voz dela a soar ainda melhor. Com canções belíssimas feitas da melhor alt-country, blues, folk, pitadinhas de jazz e até com um tema que remete para Marianne Faithfull ou Patti Smith («1001 Nights»). Ficou mesmo com a nota máxima. (******)


OJOS DE BRUJO
«OACANÁ»
Diquela Records/Warner Music/Farol


De um bando de freaks catalães que se atreveram a misturar os vários «palos» (géneros) do flamenco e a rumba catalã com hip-hop, rock e várias «músicas do mundo», aos mais respeitados embaixadores de uma cidade - Barcelona - em que nascem todos os dias músicos nas esquinas das ramblas, os Ojos de Brujo chegam ao seu quarto álbum, «Oacaná», com a sua fórmula de sempre mas cada vez mais rica, orquestrada e apurada. Estão lá as suas paixões habituais (rumba, rap, funk, música indiana, muita música latino-americana e um flamenco cada vez mais aberto e libertário) mas com um bocadinho mais, por vezes, de electrónicas, de outras de elementos acústicos em diálogo irresistível - a secção de metais é arrebatadora! - e até um pouco de ciganadas dos Balcãs. Los Van Van, percussionistas do Karnataka, o rapper andaluz Tote King e o violinista húngaro Zoltan Lantos são alguns dos convidados. (****)

22 Junho, 2009

FIDO - Siga a Dança... em Oeiras!


O FIDO - Festival Internacional de Dança de Oeiras - arranca este ano com uma programação que já pede meças a outros com mais nome e história. Para se ficar a saber tudo sobre o FIDO, o melhor é visitar o seu site, aqui, mas para se ficar com uma pequena ideia do que vai acontecer por lá, posso dizer que, para além de inúmeras oficinas de danças tradicionais e não tão tradicionais assim (jazz, hip-hop, etc.) e outras actividades, há concertos/bailes com os Monte Lunai, Tor, Tanira (na foto, de Hugo Lima; tirada no seu recente e magnífico concerto no Granitos Folk), Cabaz, Fol&Ar e Mosca Tosca, para além de sessões dançantes com música escolhida por DJ Matt e, pois, hermmmm, hummmm, enfim, António Pires. Promete, pois!

19 Junho, 2009

Rotas e Rituais - Gaiteiros de Lisboa, Master Musicians of Jajouka, Kepa Junkera e Muitos Filmes de Tiago Pereira


A segunda edição do festival Rotas e Rituais - integrado nas Festas de Lisboa - vai, desta vez, incluir concertos dos Gaiteiros de Lisboa (dia 2 de Julho; em apresentação do novo álbum do grupo, que tem como convidados Sérgio Godinho, os Adiafa e Ana Bacalhau, dos Deolinda, entre outros), dos marroquinos Master Musicians of Jajouka (dia 3 de Julho) e do basco Kepa Junkera (dia 4 de Julho), todos no Cinema S.Jorge. Mas, antes disso, também no S. Jorge, de 25 de Junho a 1 de Julho, decorre um extenso ciclo dedicado à obra do realizador Tiago Pereira (neste post: «Mandragora Officinarum». O comunicado acerca deste ciclo, a seguir:

«A mostra reúne 12 filmes, uma vídeo-performance em tempo-real e uma conferência com a presença do realizador. A selecção de filmes apresenta algumas das explorações de Tiago Pereira ao conceito de tradição e às origens da memória colectiva. Incidindo sobre noções de popular, etnografia, e de património imaterial o seu trabalho desafia as convenções formais do cinema e do género documentário, procurando deste modo, criar várias impressões sobre o material recolhido. Os trabalhos apresentados manifestam uma actualização do tradicional alterando a sua natureza para uma noção dinâmica, transmissível e transformadora. O processo criativo de Tiago Pereira revela uma produção insistente de narrativas não lineares, que se dirigem para uma reconciliação da memória contemporânea.Devolver a música ao espaço público da sociedade é uma forma de lembrar a urgência de alfabetizar a memória do futuro. O cruzamento interdisciplinar de ferramentas digitais, frequentemente utilizadas por vjs e performers audiovisuais, com processos artísticos característicos da música tradicional e electrónica, permite a Tiago Pereira desenvolver uma linguagem visual original e estabelecer uma comunicação inovadora entre o passado e o presente.

Programa

24 de Junho

às 22h

B-Fachada Tradição Oral Contemporânea, 2008 (DV, 52’)

Intervalo

Mandragora Officinarum, 2009 (vídeo performance em tempo-real, 40’) www.avmandrake.blogspot.com

25 de Junho

às 22h

Pró Memória – Os Sonotigadores, 2008 (DV, 25’)

Foklore 1, 2008 (DV, 11’)

Manda Adiante, 2007 (DV, 25’)

Intervalo

Pró Memória – Disparem à Vontade, 2005 (DV, 15’)

Meta, 2005 (DV, 25’)

Pró Memória – Povoadores do Tempo, 2004 (DV, 18’)

Foklore 2 – Regadinho, 2008 (DV, 5’)

26 de Junho

às 22h

Pró Memória – Arte da Memoria, 2004 (DV, 15’)

Foklore 3 – Calizio, 2009 (DV, 11’)

11 Burros Caem no Estômago Vazio, 2006 (DV, 26’)

Arritmia, 2007 (DV, 44’)

30 de Junho

às 18h

conferência Rural versus Urbano
O trabalho do realizador e visualista Tiago Pereira incide sobre a riqueza cultural portuguesa. A dicotomia entre contemporâneo e rural muitas vezes reveladas nas suas obras, reúne dinâmicas que permitem analisar e reflectir sobre processos de construção de identidade nas comunidades que nos rodeiam. As recolhas etnográficas que realiza, são objectos fundamentais porque reveladoras do grau de impermanência da sua cultura. Em termos de memorização, o seu trabalho mostra como é necessário documentar porque a população está a modificar-se, pelo contacto de culturas ou porque a tradição se vai perdendo. No entanto, é preciso ver a tradição como um fenómeno dinâmico e sofisticado, e a transformação de hábitos e valores como um aspecto saudável da sociedade contemporânea. Esta conferência irá reflectir sobre novas correntes de pensamento criativo, os impactos que as linguagens visuais têm vindo a produzir na aquisição de conhecimento, e nos processos de representação envolvidos na construção de identidade colectiva, num país com um interior cada vez mais desertificado e um litoral acentuadamente sobrepopulado»



--
Tiago Pereira

Realizador e Visualista, desenvolveu desde cedo uma linguagem própria na documentação, recolha, mistura de som e imagem animada. Investiga o conceito de tradição e as fundações da memória colectiva. Os seus filmes são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial, como as canções, rituais e performances de raiz popular portuguesa. Tiago Pereira recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelos filmes Quem Canta Seus Males Espanta (1998), Sonotigadores de Tradições (2003), e 11 Burros Caem Num Estômago Vazio (2006). A sua consistente produção de formas inovadoras de comunicação revelam a fusão tecnológica que caracteriza o seu processo artístico e que altera espartilhos formais nos meios que utiliza. Desde 2004 trabalha em vídeo em tempo-real como VJ em projectos musicais, como OMIRI, uma colaboração com o músico Vasco Ribeiro Casais, e criando media live acts onde desenvolve o conceito “virtual scratch” de áudio e vídeo em simultâneo. Estas performances visuais são uma oportunidade única para conhecer o conceito de vídeo-narrativa em tempo-real e uma experiência pós-cinemática pioneira».

Mais informações, aqui.

18 Junho, 2009

FMM de Sines - Iniciativas Paralelas


Para além do riquíssimo programa de concertos em Porto Covo, no CAS, na Av. da Praia e no Castelo, o FMM de Sines (de 17 a 25 de Julho) apresenta também uma série de outras iniciativas (exposições, DJs, filmes, debates, conversas com artistas, uma estação de rádio própria...). E, como este até é um blog pessoal (para além de informativo), vou puxar a brasa à minha sardinha - ou, em opção, ao meu choco frito - e chamar a atenção para a noite de véspera de encerramento, em que este escriba e o seu amigo espanhol DJ Cucurucho vão animar a festa com uma sessão de DJ que, prevejo eu, com toda a humildade, vai ser uma festa pegada. O encerramento, como sempre, vai ficar a cargo dos meus queridos amigos do Bailarico Sofisticado. E muitos outros amigos estarão igualmente por lá: o Tiago Pereira a mostrar filmes; o Luís Rei e a Raquel Bulha a fazerem rádio para o festival; o José Sérgio e o Mário Pires a mostrarem as suas fotos...

Todos os pormenores no comunicado oficial:


«FMM 2009: INICIATIVAS PARALELAS

“CARAVANÇARAI”, 10 ANOS DE FMM EM FOTOGRAFIA

Centro de Artes de Sines. 11 de Julho a 23 de Agosto. Todos os dias, 14h00-20h00. Entrada livre.

Tal como os caravançarais do deserto, também o Festival Músicas do Mundo é um ponto de encontro que procura ser generoso para os viajantes, oferecendo-lhes guarida e mantimentos para que continuem a sua busca. Oriundos de todas as partes do mundo, reúnem-se aqui os músicos e os espectadores mais aventureiros, unidos por um elo imaterial que se foi formando ao longo dos anos e que faz do FMM hoje, mais do que um evento, uma comunidade. Nesta exposição, os músicos são os protagonistas - especialmente naqueles momentos em que o êxtase da música lhes faz sair a alma pelos poros, pela boca, pelos olhos - mas não são esquecidos todos os outros homens e mulheres que souberam transportar dentro de si o espírito FMM ao longo de 10 anos. É o espectáculo humano do FMM captado por 11 fotógrafos que, nas mais diferentes qualidades, acompanharam o festival: António Melão, Bruno Fonseca, Enrique Vives-Rubio, Fred Huiban, José Manuel Rodrigues, José Sérgio, Mário Pires, Miguel Madeira, Rita Carmo, Sofia Costa e Tiago Canhoto.

CICLO DE CINEMA DOCUMENTAL

Centro de Artes de Sines. 22 a 25 de Julho. Sessões às 15h00. Entrada livre.

22: “B FACHADA, TRADIÇÃO ORAL CONTEMPORÂNEA” E “MANDRAKE”, DE TIAGO PEREIRA

Projecção de dois documentários do jovem realizador Tiago Pereira: o primeiro parte do músico pop B Fachada para reflectir sobre a tradição oral e o que sustenta (ou não) as dicotomias urbano x rural e criação individual x criação colectiva; o segundo sobrepõe e intersecta música feita hoje com recolhas de rituais arcaicos, muitos deles de carácter mágico.

23 E 24: “MUSIC OF RESISTANCE”, DE JASON BRECKENRIDGE - AL JAZEERA

Filmada em vários pontos do mundo, do deserto do Sahara a Lisboa, a série “Music of Resistance”, produzida por Jason Breckenridge para a cadeia de televisão Al Jazeera, aborda a música como força de mudança política. Apresentados por Steve Chandra, figura central da Asian Dub Foundation, veremos no FMM os seis episódios que a compõem: os primeiros três (Asian Dub Foundation, Tinariwen e Seun Kuti), na tarde de 23 de Julho; os restantes (Massoukos, Chullage e AfroReggae), na tarde de 24 de Julho. Cada sessão tripla tem uma duração de 68 minutos.

25: “É DREDA SER ANGOLANO”, PELO COLECTIVO RÁDIO FAZUMA

Inspirado no disco "Ngonguenhação", do Conjunto Ngonguenha, "É Dreda Ser Angolano" propõe uma viagem informal pela paisagem musical e humana da nova Angola em forma de "mambo tipo documentário".

ATELIÊS PARA CRIANÇAS

Centro de Artes de Sines. 20 a 25 de Julho. Às 11h00. Para crianças dos 6 aos 12 anos. Gratuito, mediante inscrição no balcão do Centro de Artes.

20: PORTICO QUARTET

O quarteto revelação do jazz britânico apresenta as suas ideias sobre música e mostra às crianças o misterioso instrumento que torna o seu som tão especial, o “hang”.

21: CARMEN SOUZA

Entre Cabo Verde e Portugal, entre o jazz, a soul e os ritmos africanos, Carmen Souza explica às crianças como é viver entre tantas músicas e tantas culturas.

22: UXÍA

Uxía não é apenas uma das maiores cantoras ibéricas, é também uma artista empática e inspiradora que não vai deixar de cativar as crianças que se inscreverem para o seu ateliê.

23: RAMIRO MUSOTTO

Com um arame, uma vara de madeira e uma cabaça se faz um berimbau. Ramiro Musotto, um dos seus maiores mestres, mostra os encantos de um instrumento fantástico.

24: WARSAW VILLAGE BAND

Filha de Wojtek e Maja, a pequena Lena inspirou uma nova fase da banda polaca Warsaw Village Band. Neste ateliê, os músicos pegam nos seus instrumentos e explicam porquê.

25: BIBI TANGA

Toda a grande música africana e afro-americana encontra espaço dentro do coração de Bibi Tanga (na foto). Agora é altura de partilhar essa paixão num ateliê que vai surpreender os mais novos.

CONVERSAS COM ARTISTAS

Escola das Artes de Sines. 18, 19, 23, 24 e 25 de Julho. Às 14h30. Entrada livre.

18: DELE SOSIMI

Companheiro de Fela e Femi Kuti, o teclista e director de orquestra Dele Sosimi fala do percurso que tem traçado no movimento Afrobeat e de como projecta o seu futuro.

19: DAARA J FAMILY

O “tasso” senegalês é a forma original do rap? Esta e outras perguntas são o ponto de partida para uma conversa com um dos mais estimulantes grupos africanos da actualidade.

23: CHUCHO VALDÉS

Embora pequena, Cuba foi uma das nações que mais contribuiu para o património da música popular do século XX. Chucho Valdés, uma das suas maiores figuras, explica porquê.

24: DEBASHISH BHATTACHARYA

Qual é o papel da “slide guitar” na música indiana? O que torna a música indiana especial e tão fascinante para os ocidentais? O público pergunta e o mestre Debashish responde.

25: CHICHA LIBRE

O que leva músicos nova-iorquinos a iniciar um projecto de recuperação de um estilo nascido na Amazónia peruana dos anos 70? Nesta conversa, resolve-se o mistério.

ATELIÊS DE INSTRUMENTOS

Escola das Artes de Sines. 20, 21 e 22 de Julho. Inscrição na Escola das Artes: 5 euros para alunos da Escola das Artes e 20 euros para não alunos.

20: ZÉ EDUARDO (CONTRABAIXO) 14h30

Poucos contrabaixistas na Europa têm um percurso tão rico quanto Zé Eduardo. Para todos os interessados pelo instrumento, será um privilégio dialogar com ele e colher os seus ensinamentos.

21: JOÃO AIBÉO (TUBA) 14h30

A tuba é o maior e um dos mais expressivos sopros metálicos. Neste ateliê, João Aibéo ajuda a ir mais além na exploração da originalidade sonora de um verdadeiro “bom gigante” musical.

22: JOÃO FRADE (ACORDEÃO) 11h00

Um dos melhores acordeonistas nacionais, primeiro classificado em mais de 20 competições de acordeão em todo o mundo, João Frade mostra a sua visão de um instrumento de grande potencial e modernidade.

22: PEDRO MESTRE (VIOLA CAMPANIÇA) 14h30

Natural de Castro Verde, Pedro Mestre é um apaixonado pela música tradicional alentejana e um perito da viola campaniça, instrumento cujos segredos partilha neste ateliê a não perder.

DJ'S

RÁDIO FMM AO VIVO, COM LUÍS REI E RAQUEL BULHA

Em 2009, vai haver um modelo diferente de animação musical dos finais de tarde. Luís Rei, autor do site mais activo na área das músicas do mundo, www.cronicasdaterra.com, e, nos dias 17 e 18, Raquel Bulha, uma das maiores divulgadoras deste género de música na rádio portuguesa (Antena 3), são DJ’s, MC’s, apresentadores e entrevistadores e tudo o mais que lhes der na gana numa rádio FMM ao vivo instalada em vários espaços urbanos centrais do festival.

17 de Julho - Largo Marquês de Pombal (Porto Covo), das 18h00 às 21h00

18 de Julho - Largo Marquês de Pombal (Porto Covo), das 18h00 às 21h00

19 de Julho - Largo Marquês de Pombal (Porto Covo), das 18h00 às 21h00

20 de Julho - Exterior do Centro de Artes (Sines), das 18h00 às 21h00

21 de Julho - Exterior do Centro de Artes (Sines), das 18h00 às 21h00

22 de Julho - Largo Poeta Bocage (Sines), das 18h00 às 21h00

SETS DE DJ’S

23: RMA (RDP ÁFRICA - ÁFRICA ELÉCTRICA) E MR_MUTE (DEUBREKA)

Avenida Vasco da Gama. 23 de Julho. 04h00 às 06h00. Entrada livre

Com o programa África Eléctrica, na RDP África, Rui Miguel Abreu (RMA) tem explorado o legado urbano da África dos anos 60 e 70. Neste Dj set, propõe viajar pelo afrobeat, afro-funk, afro-disco, juju, highlife e seus derivados. Ao seu lado estará Mr_Mute, referência emergente no lado mais funky da noite lisboeta com quem RMA já partilhou muitas viagens.

24: ANTÓNIO PIRES + TONI POLO

Avenida Vasco da Gama. 24 de Julho. 04h00 às 06h00. Entrada livre

Chamam-se os dois Antónios, mas um é espanhol e o outro é português: Toni Polo (aka DJ Cucurucho), dos Groovalizacion DJs, e António Pires. Juntos, cruzam sonoridades de todo o mundo (flamenco, Balcãs, música africana dos anos 60 e 70, bhangra, cumbia, funk carioca, ska, kuduro, hip-hop e muito mais) num alegre, vibrante e dançável duelo ibérico.

25: BAILARICO SOFISTICADO

Avenida Vasco da Gama. 25 de Julho. 04h00 às 07h00. Entrada livre

Tal como vem acontecendo desde 2006, a despedida do FMM 2009 faz-se ao som do trio de DJ’s Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira. “Imagine-se que durante umas horas poder-se-iam apagar fronteiras com uma borracha, acender fogos com dois calhaus e ser-se de qualquer tribo, da África à Europa de Leste, passando por Brooklyn e praias tropicais. É que desde 1999 que se pode ser cidadão do mundo com um Bailarico Sofisticado assim.” (Joana Batista)

ENCONTRO COM MIA COUTO E JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

Centro de Artes de Sines. 20 de Julho. Às 18h00. Entrada livre. Org. Livraria a das artes. Apoio Câmara Municipal de Sines

Numa organização da livraria a das artes, a propósito da comemoração do seu sexto aniversário, o Centro de Artes de Sines acolhe uma apresentação de livros invulgar: Mia Couto apresenta “Barroco Tropical”, o novo romance de José Eduardo Agualusa, e José Eduardo Agualusa apresenta “Jerusalém”, o novo romance de Mia Couto. Angola, Moçambique e todo os espaço da lusofonia, visões cruzadas, cumplicidades, discordâncias, numa ocasião única para conversar com dois dos maiores escritores de língua portuguesa da actualidade.

ANIMAÇÃO DE RUA:

SKALABÁ TUKA SINES, PORTUGAL

Uma das cidades com maior tradição carnavalesca do país, Sines apresenta no FMM o grupo de bateria de samba e batucada Skalabá Tuka, ligado à bateria “Pelicanos da Baia”, criada em 1999 pelas mãos do mestre Reinaldo Nunes, fundador de várias escolas de samba em Portugal. Depois de alguns períodos de paragem, o grupo tem actualmente como mentores João Matos e Alexandre José e desenvolve as suas actividades com a parceria da Escola das Artes de Sines e o apoio da Siga a Festa - Associação de Carnaval. As apresentações programadas são:

Porto Covo: 17 de Julho, 17h30

Porto Covo: 19 de Julho, 21h00

Sines (Lg. Poeta Bocage): 22 de Julho, 17h30 e 21h00

Sines (Av. Vasco da Gama): 23 de Julho, 19h00»

Mais informações, aqui.

16 Junho, 2009

Tinariwen e Sun Ra Arkestra no Arrábida World Music Festival


Os malianos Tinariwen (na foto, de Eric Mullet) - que vão apresentar o seu novo álbum, «Imidiwan: Companions» -, a Sun Ra Arkestra (que agrupa músicos que acompanharam o mítico, e místico!, teclista Sun Ra), o cabo-verdiano Tcheka, o iraniano-português Mazgani, Paulo Furtado na pele de The Legendary Tiger Man, os Heavy Trash (a fabulosa explosão de blues eléctricos de Jon Spencer e Matt Verta-Ray) e DJ Café del Mar são os nomes que integram o cartaz do nóvel Arrábida World Music Festival, que decorre no Forte de S.Filipe, Setúbal, nos dias 3 e 4 de Julho. Seguem-se as informações mais relevantes sobre o festival:

«Dia 3 de Julho

PALCO WORLD
Tinariwen
Tcheka

PALCO BLUES
Legendary Tiger Man

LOUNGE - CAFÉ DEL MAR(IBIZA)
DJ Café del Mar

Dia 4 de Julho

PALCO WORLD
Sun Ra Arkestra
Mazgani

PALCO BLUES
Heavy Trash


O AWM - Arrábida World Music Festival 2009 assume-se como um desafio da Câmara Municipal de Setúbal no sentido de projectar a região e as suas potencialidades geográficas, culturais e sociais, bem como, criar e associar à mesma um evento de culto que se pretende diferenciado e capaz de se afirmar como um dos principais acontecimentos temáticos a nível nacional.

Criar um projecto único para uma região em permanente evolução, com qualidades reconhecidas, contribuirá decisivamente para a captação de novos públicos e para a afirmação da Península de Setúbal numa vertente cultural e de entretenimento indispensável à valorização da mesma.

O cenário sugerido é o da Serra da Arrábida que lhe dá o nome, propondo-se o mítico Forte de S. Filipe com o Rio Sado como pano de fundo como palco principal deste projecto.

Proporcionar emoção e uma experiência única com algum arrojo, através de uma abordagem "vegetal", orgânica e global, constitui a motivação para a criação de uma identidade própria.

O Arrábida World Music Festival é o evento da marca "Setúbal. É um Mundo".

O recinto idílico do Forte de S. Filipe envolvido numa mística única foi programado criteriosamente por uma equipa de produção que definiu o layout numa perspectiva de total convívio com os diversos momentos do Festival. Para isso foram criados 2 espaços específicos:
Zona 1 - Zona Lúdica

Área lúdica de acesso para o grande público conviver directamente com o espírito do festival. Aqui irá encontrar artesanato e restauração do mundo e um playground para os mais jovens. Poderá ainda fazer uma visita às catacumbas do castelo numa viagem em que tudo pode acontecer».

Mais informações, aqui.

10 Junho, 2009

Passatempo Tocar de Ouvido - Há Dois Bilhetes à Borla!


O Raízes e Antenas tem dois bilhetes (individuais) do festival Tocar de Ouvido para oferecer aos seus leitores. Os bilhetes são válidos para os três dias e destinam-se aos dois leitores que manifestarem a intenção de ir ao festival na caixa de comentários deste post. O Tocar de Ouvido, recorde-se, decorre na Arena de Évora, de 18 a 20 de Junho, com a presença das Leilía (na foto), Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro, Kepa Junkera, Dazkarieh, Sara Tavares e A Barca, para além das já tradicionais oficinas de instrumentos (e outras actividades) que o festival costuma apresentar.

Todas as informações, aqui.

09 Junho, 2009

Festival Aire Folk - Danças Tradicionais em Alcanena


E mais um festival especialmente dedicado às danças tradicionais: o Aire Folk, cuja segunda edição se realiza de 19 a 21 de Junho, em Alcanena. Na ementa estão os Mu e Mosca Tosca (dia 19), Alfa Arroba e Fol&ar (dia 20) e a No Mazurka Band (dia 21; na foto). O comunicado, outras actividades e as intenções:

«Aire Folk - Festa do Solsticio: 19, 20, 21 Junho 2009
- praia fluvial dos olhos d'água, alcanena (torres novas)

A associação Covaltas organiza a segunda edição do festival Aire Folk, na belissima praia fluvial olhos d'água, junto das nascentes do rio alviela, no concelho de alcanena. Para esta segunda edição com com parcerias da associação tradballs, do centro de ciência viva do alviela e da câmara municipal de alcanena, entre outros...

O festival será presenteado com inúmeras activadades desde passeios pedrestes, workshops de dança, actividades de relaxamento, visitas ao carsocópio, noites de morcegos, alteliês para crianças, jogos tradicionais e para finalizar as noites bailes de raíz tradicional.

O festival tem um parque de campismo gratuito para todos os participantes do festival.

bilheteira a partir das 20H00:
bilhete geral (duas noites): 15 €
bilhete simples (uma noite): 10 €».


Mais informações, aqui.

08 Junho, 2009

Festival Ollin Kan - A Segunda Edição


Depois da primeira edição, o ano passado, ter superado todas as expectativas, a extensão portuguesa do super-festival mexicano Ollin Kan já tem local, datas e programação definidas. É em Vila do Conde (mais uma vez), entre 16 e 18 de Julho e os artistas e bandas participantes estão todos no comunicado oficial:

«2ª EDIÇÃO DO FESTIVAL OLLIN KAN

VILA DO CONDE (Centro Histórico) | 16, 17 E 18 DE JULHO | 22HORAS (Entrada Livre)

Participações de: Portugal, Holanda, Gana, Espanha, Paraguai, México, Áustria, Brasil e Cabo Verde

Programação

16.Julho.2009

3 MARIAS | Portugal | das 21h30 às 22h00

LEILA NEGRAU (na foto) | Reunião | das 22h00 às 22h45

TANGO EXTREMO | Holanda | das 22h45 às 23h30

ATONGO ZIMBA | Gana | das 23h30 às 02h00

17.Julho.2009

BILAN | Cabo Verde | das 21h30 às 22h00

CELSO DUARTE| Paraguai/México | das 22h00 às 22h45

HOTEL PALINDROME | Áustria | das 22h45 às 23h30

LA SELVA SUR | Andaluzia | das 23h00 às 02h00

18.Julho.2009

FREI FADO D’EL REI | Portugal | das 21h30 às 22h00

EL TIO CARLOS | Catalunha | das 22h00 às 22h45

CABEZAS DE CERA | México | das 22h45 às 23h30

COMUNIDADE NIN JITSU | Brasil | das 23h30 às 02h00»

Mais informações, aqui.

05 Junho, 2009

Festival Ecos da Terra - Celorico de Basto, em Agosto


Só tem bandas portuguesas, mas são uma espécie de Selecção A do que de melhor se faz por cá com as músicas de raízes tradicionais (sejam elas portuguesas ou não). E isso é muito bom! O Festival Multicultural de Música Tradicional de Celorico de Basto, ou, resumindo, Festival Ecos da Terra, decorre nos dias 21 e 22 de Agosto, na Quinta do Prado, e inclui concertos, no primeiro dia, dos Roncos do Diabo, Semente, Uxu Kalhus e Mu (na foto, de Hugo Lima), enquanto no segundo actuam os Mosca Tosca, Pé na Terra, Djamboonda e OliveTree (aka OliveTree Dance). Segundo os seus organizadores, o festival tem como «objectivo a divulgação de novos conceitos à região de Basto e dar a conhecer o que de bom tem a nossa terra, desde a beleza paisagística, passando pela gastronomia, ao artesanato e claro as maravilhosas gentes de Basto. Conceitos esses que vão desde a música, passam pela dança e teatro, aos usos e costumes, à arte, aos produtos tradicionais e à conservação da natureza. Em termos musicais, é de nosso interesse promover a música tradicional portuguesa, assim como as mais variadas músicas do mundo. Gostaríamos também de poder oferecer ao público, várias demonstrações/workshops de vários instrumentos e danças, pois o festival irá ter a duração de 2 dias (dia/noite). O local onde o festival terá lugar será ao ar livre numa bonita quinta no centro da bonita vila de Celorico de Basto».

Mais informações, aqui.

04 Junho, 2009

Em Julho, Há World Music na LX Factory


É pena que coincida com o FMM de Sines, mas, para primeira edição, o cartaz do World Music Festival LX'09 - que decorre de 14 a 19 de Julho, com organização da Ler Devagar, na LX Factory (Alcântara), Lisboa - não é nada mau, não senhor! Vejamos: por esses dias actuam neste festival a SpokFrevo Orquestra (Brasil), Júlio Pereira (Portugal), Kasai Masai (Congo), Dobet Gnahoré (Costa do Marfim), Stewart Sukuma (Moçambique; na foto, de Werner Puntigam) e Bassekou Kouyate (Mali). Para além disso, o festival inclui lançamentos de livros e discos com os artistas, artes de rua, gastronomia dos países dos artistas participantes e uma «intervenção gráfica com base nas estátuas da cidade de Lisboa». Mais informações, aqui.

03 Junho, 2009

Música Africana - Três Edições Fundamentais


Nos últimos meses foram editados - ou distribuídos - em Portugal três álbuns importantíssimos de música africana: o álbum de estreia do grupo congolês Staff Benda Bilili (na foto), o terceiro do grupo semi-queniano semi-norte-americano Extra Golden e a caixa «Memórias de África», que agrupa muitas gravações antigas efectuadas nas ex-colónias portuguesas de África nos anos 60 e 70. A propósito de todos eles, aqui recupero três textos meus editados originalmente na «Time Out Lisboa» há algum tempo.

Extra Golden
«Thank You Very Quickly»
Thrill Jockey/Edel

No já longo namoro do pop/rock anglo-saxónico com músicas «estranhas» ou «exóticas» - de George Harrison, Brian Jones, Mickey Hart, Robert Plant, Peter Gabriel, David Byrne, Paul Simon ou Jah Wobble aos... Beirut e aos Vampire Weekend -, os Extra Golden assumem agora a dianteira de um movimento que, neles, é tão natural quanto a soma aritmética das partes: dois norte-americanos e dois quenianos (os primeiros com circuito feito no rock indie ianque; os outros dois herdeiros directos da música benga do Quénia e continuadores dos ensinamentos de um dos fundadores dos Extra Golden, Otieno Jagwasi, entretanto falecido) chegam a este terceiro álbum com o seu som apuradíssimo: doses semelhantes de benga, juju music, merengue, por um lado, e funk, rock psicadélico (e há ali um órgão saído dos Doors!) e guitarras eléctricas em distorção, por outro. *****


Staff Benda Bilili
«Trés Trés Fort»
Crammed Discs/Megamúsica

Mais um OVNI musical a sair de Kinshasa, na República Democrática do Congo - a juntar aos Kasai Allstars, Konono Nº1 e outros grupos da fornada Congotronics -, o Staff Benda Bilili é um grupo de músicos de rua, sem-abrigo, que costuma actuar para os turistas e visitantes do Jardim Zoológico de Kinshasa. Paraplégicos, vítimas de poliomelite, pedintes... Vistas assim as coisas até parece que o efeito «Dona Rosa» está a render no circuito da world music. E rende! Mas há aqui, no Staff Benda Bilili, qualquer coisa mais: uma música verdadeira e eléctrica, rude mas bela muitas vezes, que não se envergonha de citar descaradamente músicas exteriores (James Brown, de maneira óbvia... e o reggae, o ié-ié francês dos anos 60, o rock'n'roll...) nas suas canções, em tudo o resto profundamente africanas - com acento óbvio na rumba congolesa tal como prescrita por Franco. ****


Vários
«Memórias de África»
Difference/Farol

A crise da indústria discográfica, inclusive na chamada world music, até tem um lado muito bom: a necessidade de garimpagem de gravações perdidas em arquivos de editoras, rádios, estúdios, etnomusicólogos ou museus. E, dessa garimpagem, já muitas pérolas musicais esquecidas regressaram à luz do dia. Há milhentos exemplos mas, só para se situar, pode-se falar da série «Éthiopiques», das redescobertas da Mr Bongo ou das sucessivas reedições de gravações antigas de música jamaicana da Soul Jazz Records. E isso é bom! Assim como tem sido muito bom a esforço de estruturas nacionais que estão a pôr no mercado objectos historicamente irrepreensíveis como a caixa «Angola» ou a colectânea «Os Reis do Semba», ou exteriores, como o álbum «Rádio Mindelo», de Cesária Évora enquanto jovem. Agora, e através do trabalho de pesquisa incansável da Difference, surge outro marco, ainda maior, desta busca por uma música antiga que quer ser ouvida nos dias de hoje: os quatro CDs «Memórias de África» reúnem dezenas de gravações feitas em todas as ex-colónias portuguesas de África nos anos 60, 70 e inícios de 80, que lançam pontes óbvias, e necessárias, entre nomes do passado e as músicas do presente. Ouvem-se os merengues e os sembas de Elias Kimuezo ou Carlos Lamartine e já se imaginam kizombas e kuduros. Ouvem-se as mornas e as coladeiras de Bana ou Ana Firmino e já se estão a ouvir as canções de Orlando Pantera e as vozes de Tcheka e Mayra Andrade. Ouvem-se as marrabentas moçambicanas e sabe-se logo onde os Gorwhane, Mabulu ou Massukos foram beber a inspiração. E ouvem-se as músicas, estas ainda mais desconhecidas, da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe, e agradece-se a quem deu voz a estas memórias... *****

02 Junho, 2009

Tocar de Ouvido - Com Kepa Junkera, Dazkarieh, Leilía, A Barca, Rabih Abou-Khalil...


A edição mais ambiciosa de sempre - e ainda bem! - do festival Tocar de Ouvido, organizado pela Pé de Xumbo, decorre na Arena de Évora, de 18 a 20 de Junho, com a presença das Leilía, Rabih Abou-Khalil com Ricardo Ribeiro, Kepa Junkera, Dazkarieh, Sara Tavares e A Barca (na foto), para além das já tradicionais oficinas de instrumentos (e outras actividades) que o festival costuma apresentar. O comunicado oficial:


«Tocar de Ouvido
Festival Internacional de Música de Évora
18 a 20 de Junho
A grande reunião dos Tocadores e dos Instrumentos

Aprender concertina com Kepa Junkera e Artur Fernandes? Tocar Gaita-de-foles com Joaquim Roque? Cantar e tocar com as Leilia? E que tal aprender Rabeca, Pandeiro, Percussão Corporal ou Violão com alguns dos melhores músicos do Brasil?

De 18 a 20 de Junho, integrado na Feira de São João, o Tocar de Ouvido - Festival Internacional de Música de Évora, recebe grandes nomes das Músicas do Mundo, com os concertos na Arena d'Évora e oficinas, colóquios, exposições e documentários em vários pontos da cidade.

No dia 18, Dazkarieh e Sara Tavares inauguram o cartaz; no dia 19, é a vez de A Barca (Brasil) seguida de Rabih Abou Khalil e Ricardo Ribeiro (Líbano / Portugal). O dia 20 termina em grande festa com as Leilia (Galiza) e Kepa Junkera (País Basco). E para além dos concertos, ainda haverá oficinas com estes músicos!...


Formadores das Oficinas

Concertina/Trikitixa Artur Fernandes e Kepa Junkera
Gaita-de-fole Joaquim Roque e Francisco Pimenta
Pandeireta e Canto galego Felisa Segade (Leilía)
Voz Juçara Marçal e Sandra Ximenez (A Barca)
Violão brasileiro e composição Chico Saraiva (A Barca)
Rabeca Thomas Rohrer (A Barca)
Pandeiro e Ritmos brasileiros Ari Colares (A Barca)
Percussão Corporal Marcelo Pretto (A Barca)
Miixer Bitocas

Colóquios, Documentários e Exposições

E porque o saber não ocupa lugar, os dias serão também pontuados com conversas informais, colóquios e projecção de documentários sobre as músicas de raiz: no dia 18, "Joaquim Roque - a Vida de um Gaiteiro"; no dia 19, "Tradições do Futuro", com Victor Fernandes e O Mistério das Vozes Vulgares e no dia 20, "A Barca: reachamento do Brasil". Durante todo o festival estará patente na Biblioteca Pública de Évora a exposição "Homem, Terra, Música e Cordas", de Lia Marchi e Zig Coch, sobre a música tradicional do Brasil e que inclui a projecção dos últimos documentários desta autora, nos dias 19 e 20.

O Tocar de Ouvido é organizado pela Associação Pédexumbo em parceria com a Associação Gaita-de-foles, d'Orfeu Associação Cultural e tem o apoio da Câmara Municipal de Évora».

Mais informações, aqui.

01 Junho, 2009

Antonio Rivas Continua festIM (e há mais bilhetes para oferecer!)


O festIM - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo - continua este sábado, dia 6, com um concerto do cantor e acordeonista colombiano Antonio Rivas (na foto), acompanhado pelos seus Vallenatos, no Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga. O Raízes e Antenas associa-se à festa e tem dois bilhetes individuais para oferecer às duas pessoas que mais rapidamente mostrarem o seu desejo de ir a este concerto na caixa de comentários aqui em baixo. O festIM, recorde-se, tem organização da d'Orfeu e, durante os meses de Maio, Junho e Julho, apresentou ou apresentará também concertos de Manecas Costa, Hermeto Pascoal, Kepa Junkera, Le Vent du Nord, Musafir - Gypsies of Rajasthan e Amsterdam Klezmer Band, em Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro. Mais informações, aqui.

28 Maio, 2009

Med de Loulé 2009 - A Ementa Principal


E mais uma grande notícia! Os dois palcos principais do Med de Loulé - que se realiza mais uma vez em finais de Junho - incluirão concertos de Rabih Abou-Khalil (Líbano) com o fadista Ricardo Ribeiro (Portugal), Moriarty (Estados Unidos) e Bajofondo Tango Club (Argentina/Uruguai), no dia 24; Eneida Marta (Guiné-Bissau), Ojos de Brujo (Catalunha) e Horace Andy & Dub Asante (Jamaica), no dia 25; Donna Maria (Portugal), Orquestra Buena Vista Social Club (Cuba), Pitingo (Espanha) e DJ Click (França), no dia 26; Siba e a Fuloresta (Brasil), Camané (Portugal), Lura (Cabo Verde) e o duo de Justin Adams & Juldeh Camara (Inglaterra/Gâmbia), no dia 27; Kluster - um dos inúmeros projectos de Kimmo Pohjonen (na foto, de Vertti Teräsvuori) - com o Proton String Quartet (Finlândia), Stewart Copeland (o ex-baterista dos Police) com La Notte Della Taranta (Inglaterra/Itália/Grécia) e, finalmente, Rokia Traoré (Mali). De lamentar, apenas, a ausência forçada da cantora argentina Mercedes Sosa, devido a doença. Entretanto, para os sempre activos e cheios de música palcos secundários do Med estão confirmados oficialmente os Mu e Filipa Pais, mas as Crónicas da Terra avançaram já com outros nomes: Son De Nadie, N’Sista, Phillarmonic Weed, Mariária e Oco.

27 Maio, 2009

Melech Mechaya - Vem Aí o Álbum de Estreia!


«Budja Ba», o álbum de estreia dos Melech Mechaya está por dias! E, como tive o prazer e a honra de escrever o texto de apresentação do álbum, aqui vai ele, na íntegra:

«Melech Mechaya

1º álbum, «Budja Ba», à venda em Junho. Festa de lançamento no dia 13.

Já ninguém questiona que músicos e cantores portugueses se dediquem ao death-metal, ao drum'n'bass, ao hip-hop, ao jazz ou à música erudita. São géneros conhecidos, alguns mais populares que outros, mas que já não causam surpresa ou estranheza. Mas que raio é que leva cinco rapazes portugueses - e nenhum deles judeu, apesar de Miguel Veríssimo, o clarinetista, achar que teve um tetravô que o era - a escolher o klezmer, um género nascido há centenas de anos nas comunidades judaicas do centro e leste europeu, como a sua música de eleição?

Respostas: primeiro o acaso; e depois uma paixão profunda por esta música antiga e estranha, por eles misturada com outras músicas de que também gostam. O guitarrista André Santos e o violinista João Graça, colegas no Conservatório Nacional, receberam de um professor um livro com temas klezmer, que foram depois incluídos em espectáculos do duo de chorinhos brasileiros que André partilhava com o clarinetista Miguel. E gostaram tanto desses temas - o tradicional «Bulgar de Odessa» ou «Misirlou», tornado mundialmente famoso na versão de Dick Dale - que juntaram mais três amigos para tocar um reportório klezmer completo: João Graça no violino, Francisco Caiado na percussão e João Novais (aka João Sovina) no contrabaixo.

O primeiro ensaio, em Novembro de 2006, correu tão bem que - apesar de cada um deles ter outros projectos musicais e ter uma vida profissional activa (nos MM há um economista, um médico, um arquitecto, um biólogo e um professor de música) - logo se lançaram à aventura dos concertos, uma aventura que já os levou a actuar na Festa do Avante, Festival Etnias (Porto), Festival Andanças, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Cabaret Maxime (Lisboa), Allariz e Santiago de Compostela e Festival Músicas do Mundo de Vilagarcía de Arousa (Galiza), Festival Ritmus (Açores), Espaço Celeiros (Évora) ou num concerto em nome próprio no Santiago Alquimista, em Dezembro passado, que esgotou por completo esta sala da Costa do Castelo. Concertos - cerca de 60 em dois anos de existência - que são uma festa pegada, cheios de dança, sorrisos e suor. E, proximamente, os MM actuam no Festival Granitos Folk (Porto, 12 de Junho), no Teatro da Comuna (Lisboa, 13 de Junho, lançamento do disco), no FMM de Sines (25 de Julho) e na Špancirfest (Croácia, 25 de Agosto).

O seu álbum de estreia, «Budja Ba», chega agora, no tempo certo. E nele, os Melech Mechaya - que se dizem tão influenciados pelos seminais Klezmatics como pelos Beatles, o guitarrista Django Reinhardt ou os Masada de John Zorn - partem do klezmer para visitar outras músicas que lhe são próximas: a música dos ciganos dos Balcãs, a música turca e árabe, mas também o jazz manouche, o flamenco, o tango ou o fado. Fado? Ah, pois, afinal sempre há lá uma ligação à música portuguesa, no tema «Fado Tantz». E se calhar ainda há outra, ainda mais subliminar, mais subtil: oiça-se o início de «Dodi Li», um tradicional klezmer, e veja-se como este tema está ligado a «Oi Khodyt Son Kolo Vikon» (uma canção de embalar ucraniana) e este a «Summertime» (de George Gershwin, que ao jazz juntava as suas influências judaicas). O mesmo «Summertime» que foi a inspiração maior de Carlos Paredes para a «Canção Verdes Anos». E há lá coisa mais portuguesa que a «Canção Verdes Anos»?

Entre tradicionais klezmer e originais compostos pelo grupo, «Budja Ba» inclui os temas «Dodi Li», «Fanfarra», «Bulgar de Almada», «Nigun 7», «Dança do Desprazer», «Sweet Father», «(Rad Halaila)», «Budja Ba», «Fado Tantz», «Na Festa do Rabi», «Freylach 6.8», «Hava Nagila», «(Melodia da Rua)», «Cravineiro», «Sabituar» e «Harmónica». Os arranjos e a produção são do próprio grupo, que teve como convidadas em alguns temas as Tucanas (vozes, percussões e acordeão) e as vozes de Noémia Santos, Ana Sousa e Irina Santos. A edição é da Ovação.

As canções de «Budja Ba», uma a uma:

DODI LI
Ouvimos uma versão desta música pelo Freylekh Trio e gostámos muito dela. Fizemos o arranjo, muito simples só com violino e contrabaixo, e passámos a abrir os espectáculos (e agora o disco) com ela.

FANFARRA
A ideia para esta música surgiu durante o concerto da Fanfare Ciocarlia na Festa do Avante em 2007, e foi feita em jeito de homenagem à banda, com ritmo sincopado e melodia ornamentada que costumam caracterizar os Ciocarlia. Funciona quase sempre colada à «Dodi Li» (que lhe serve de introdução).

BULGAR DE ALMADA
Esta música surgiu na altura em que se começou a falar em misturarmos alguns originais com os temas tradicionais que tocamos desde sempre. Os bulgares são danças tradicionais, normalmente com o nome da terra da sua origem. Desta forma, apanhando motivos melódicos comuns em muitos «bulgars» (como o início da melodia) surgiu este tema. Foi composto em Almada, os Melech ensaiam em Almada, então nasceu o Bulgar de Almada. No disco, esta música é como um recreio das percussões, onde graças à interpretação de cinco musas (Tucanas) a música ganha uma nova dimensão.

NIGUN 7
Esta música surgiu inicialmente como uma segunda parte frenética de outra muito calma, chamada «In Law's Dance». No disco usamo-la como «turbilhão», um devaneio curto e rápido que deixa o caos por onde passa e traz vivacidade ao disco.

DANÇA DO DESPRAZER
Um dos momentos mais marcantes dos espectáculos ao vivo, sempre teve um arranjo muito directo e um ritmo muito simples. Sempre nos atraiu a alegria desta música, onde cantamos e gritamos e ao vivo vem sempre gente dançar p'ra cima do palco!

SWEET FATHER
Ao vivo é a música que quebra o gelo, serve para cumprimentar o público e para «apresentar» musicalmente os Melech. É das músicas que mais nos caracteriza, e aparece num sítio do disco em que começam a ser introduzidas mais variações (esta toca no jazz e no reggae) e começa a fechar o ciclo de músicas mais simples e de momentos mais fortes ao vivo.

(RAD HALAILA)
Sempre foi uma canção com uma alegria pateta, que só nos conquistou a todos quando passámos a tocá-la no fim dos concertos em jeito de «é a última, 'bora dançar e ser felizes!». No disco extraímos apenas a melodia e criámos um primeiro ponto de paragem e descanso, um interlúdio com um ritmo ternário bem português e terreno.

BUDJA BA
É uma das originais. O arranjo foi feito no teste de som do concerto em Tomar, enquanto na rua uma cadela girava loucamente com epicentro no pénis de um cão vadio, e logo se tornou o chamamento, o canto de invocação da Budja Ba, a nossa deusa. As vozes femininas surgiram aquando da preparação do concerto do Santiago Alquimista. Gostámos tanto que decidimos pô-las no disco. A música contém então o cântico de evocação da deusa Budja Ba onde se pede ajuda a todos para o levarem mais alto.

FADO TANTZ
A música serve para expressar sentimentos e estados de espirito. Em geral caracterizamo-nos como um grupo alegre e festivo mas no entanto, como tudo na vida, há sempre dias mais sombrios. Foi num desses dias que surgiu esta melodia. Pela sua carga dramática e nostálgica soa a Fado e transporta todo o sentimento associado a este estilo musical. Neste arranjo a melodia assume novas «personagens» como o Tango, Klezmer, quasi «pop» e a festa!

NA FESTA DO RABI
Esta música, mais uma do livro perdido, é das que mais gostamos e das que menos tocamos, o que é curioso. No disco é o tema-charneira que separa as duas partes - a primeira, mais efusiva e simples e directa; a segunda, mais elaborada e referenciada e rica. O ad lib. inicial é quase um portal para um novo momento e o swing no final permite-nos dançar mais um pouco. É das nossas preferidas!

FREYLACH 6.8
Um corte e costura de temas tradicionais, e onde exploramos diferentes camas rítmicas sob a forte melodia que tem. E no final a melodia passa para a guitarra, o que é incomum em nós, e o ambiente passa para a nossa sala de ensaio, os cinco a curtir.

HAVA NAGILA
Dispensa apresentações! No disco fazemos uma pequena desconstrução da música - ainda no ambiente de sala de ensaio - e depois partimos para paródia, tal e qual como o arranjo do espectáculo ao vivo. No fim da música aparece um acelerando forte para rematar a música em apoteose.

(MELODIA DA RUA)
Esta foi o Graça que nos mostrou num ensaio, só ao violino, «Malta, oiçam isto». E gostámos tanto assim, que assim ficou. No disco serve como segundo ponto de paragem/descanso, um novo interlúdio que respira do chinfrim anterior e prepara o último terço do disco.

CRAVINEIRO
Cravineiro é o nome que os contrabandistas portugueses davam aos guardas espanhóis que estavam junto das fronteiras entre Portugal e Espanha. Na altura pareceu bem fazer uma música dedicada a estes senhores. É um dos nossos temas com mais traços do klezmer tradicional. Tinha dois finais e ao vivo tocávamos aquele que o público escolhia. No disco decidimos fazer um final diferente, pronto!

SABITUAR
A melodia principal apareceu ao Miguel num banho, numa altura em que a beatlemania lhe batia particularmente forte, e a entrada da música remete precisamente para o «Helter Skelter»! No refrão exploramos um pouco uma melodia mais virtuosa (que é uma variação da melodia principal), e o fim da música apresenta um estado de espírito novo no disco, mais melancólico e sonhador, a preparar o final do disco.

HARMÓNICA
No disco começa em jeito de música de embalar, voz a cappela, e segue sempre muito delicada até ao fim, sempre dando primazia à melodia, terminando o disco. Depois não resistimos e ainda vamos à paródia outra vez. Esta é mais uma do livro, e ocupa no disco o mesmo lugar que ocupa ao vivo - o fim».


Ouvir o single de avanço, aqui.

25 Maio, 2009

Manecas Costa Inaugura festIM (e há bilhetes para oferecer!)


O festIM - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo - arranca esta sexta-feira, dia 29, com um concerto do guineense - e mestre absoluto do n'gumbé - Manecas Costa (na foto), no palco do Cine-Teatro de Estarreja. O Raízes e Antenas associa-se à festa e tem dois bilhetes individuais para oferecer às duas pessoas que mais rapidamente mostrarem o seu desejo de ir a este concerto na caixa de comentários aqui em baixo. O festIM, recorde-se, tem organização da d'Orfeu e, durante os próximos meses, apresentará também concertos de Antonio Rivas & sus Vallenatos, Hermeto Pascoal, Kepa Junkera, Le Vent du Nord, Musafir - Gypsies of Rajasthan e Amsterdam Klezmer Band, em Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha e Aveiro. Mais informações, aqui.

22 Maio, 2009

Granitos Folk - Com Amsterdam Klezmer Band, Toques do Caramulo, dJAL, Stygiens, Melech Mechaya...


Está aí à vista mais um grande festival: o VI Granitos Folk decorre de 11 a 13 de Junho, mais uma vez a dividir-se pelos jardins do Palácio de Cristal e pelo Contagiarte. Estes dois espaços do Porto recebem os Toques do Caramulo, os holandeses Amsterdam Klezmer Band, os Tinto e Jeropiga e o DJ Hugo Osga no primeiro dia; Bailebúrdia, Melech Mechaya, Tuttis Carraputtis, os franceses dJAL, Mosca Tosca e o DJ António Pires (pois...) no segundo; Mosca Tosca (de novo), Os Divertidos, Tanira e os italianos Stygiens (na foto) na terceira. Vai ser uma festarola pegada, ai vai vai! Mais informações aqui.

21 Maio, 2009

FMM de Sines - O Programa Completo!


Sem mais palavras (porque são desnecessárias), aqui vai o comunicado do FMM:

«Sines, capital da “world music” em Portugal, recebe 11.º Festival Músicas do Mundo em Julho

Lee ‘Scratch’ Perry, Chucho Valdés, Debashish Bhattacharya, James Blood Ulmer, Cyro Baptista, Hanggai, Rupa & The April Fishes, The Ukrainians e Speed Caravan são alguns destaques entre os 37 projectos musicais programados.

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, uma organização da Câmara Municipal de Sines, sobe aos palcos de Sines e Porto Covo entre 17 e 25 de Julho de 2009 para a maior festa de descoberta de novos artistas e expressões musicais realizada em Portugal.

Na 11.ª edição do evento, a capital nacional da “world music” enche-se para assistir a 37 espectáculos com origem na Europa, África, Médio Oriente, Ásia e Américas, mais de duas dezenas dos quais em estreia absoluta no nosso país.

A primeira parte do festival – 17, 18 e 19 de Julho – tem lugar em Porto Covo, num palco montado junto ao Porto de Pesca. A partir de 20 de Julho, a música transita para os três palcos da cidade de Sines: Centro de Artes de Sines, Praia Vasco da Gama e Castelo medieval, palco histórico do festival e berço de Vasco da Gama.

No alinhamento do programa, destaque para a presença em Sines do jamaicano Lee ‘Scratch’ Perry, uma das figurais seminais do reggae e do dub, incluído na lista de 100 melhores artistas de todos os tempos publicada em 2004 pela revista Rolling Stone. Ficará a seu cargo o encerramento do programa de concertos no palco do Castelo, na noite de 25 de Julho.

Um dos mais conceituados pianistas de jazz do mundo, o cubano Chucho Valdés, vencedor de cinco Grammys, entre 14 nomeações, comanda a armada dos multi-premiados. Nela também se contam o mestre indiano da “slide guitar”, Debashish Bhattasharya, eleito melhor artista da Ásia / Pacífico nos BBC Radio 3 World Music Awards 2007, o grupo de hip hop senegalês Daara J Family, melhor grupo africano da edição de 2004 dos mesmos prémios, e um dos mais interessantes projectos da folk europeia, a banda polaca Warsaw Village Band, revelação com selo BBC em 2003.

Entre os nomes que mais têm estado em foco no circuito das músicas do mundo no último ano e que marcam presença em Sines, menção especial para as cumbias psicadélicas de Chicha Libre e doce música de intervenção de Rupa & The April Fishes, exemplos acabados da melhor criação musical cosmopolita com origem nos EUA.

Fazem ainda parte deste conjunto de revelações da primeira linha os franco-argelinos Speed Caravan (que fecham o festival, junto à Praia Vasco da Gama, na noite de 25 de Julho), o grupo chinês Hanggai, a cantora israelita Mor Karbasi e o quarteto de jazz britânico Portico Quartet, todos eles autores discos de estreia lançados em 2008 com recepção entusiástica tanto pelo público como pelo crítica especializada.

Pelo seu poder musical, mas também visual, constituem promessas de espectáculos de grande impacto os congoleses Kasaï Allstars (com 13 músicos e dançarinos em palco), os shows de percussão do brasileiro Cyro Baptista e do argentino Ramiro Musotto, a orquestra de Afrobeat do nigeriano Dele Sosimi e a Orquesta Típica Fernández Fierro, um dos melhores agrupamentos de tango argentino da actualidade.

Pela energia colocada em palco em todas as actuações, aguarda-se que fusão cigana dos italianos Circo Abusivo, o folk punk dos britânicos The Ukrainians, e a mistura de jazz, heavy metal e “world music” da banda finlandesa Alamaailman Vasarat resultem em mais três concertos explosivos do FMM Sines 2009.

Considerado “um dos melhores grupos europeus” por Thurston Moore (Sonic Youth), a banda franco-italo-tunisina L’Enfance Rouge dará um concerto de rock experimental com base de música tradicional árabe. Noutros dois projectos de fusão em que a componente étnica é marcante, o grupo Njava aposta no cruzamento entre as músicas tradicionais do Madagáscar e a música de dança e o projecto Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band revitaliza o folclore do povo aromeno através do jazz.

Entre os concertos assentes na capacidade expressiva de um único artista destacam-se os oferecidos pelo “bluesman” James Blood Ulmer, uma das figuras de referência da música negra norte-americana, pelo trovador do Burkina Faso, Victor Démé, e por Mamer, um surpreendente jovem cantautor com raízes do interior da China. O cantor Bibi Tanga, natural da Rep. Centro-Africana, terá a seu lado o DJ francês Le Professeur Inlassable, mas estará na sua voz “soul” a chave de outro concerto a não perder.

Portugal e os países de expressão portuguesa estão também fortemente representados no FMM Sines 2009. O’questrada, cujo álbum de estreia não pára de tocar nas rádio nacionais desde que foi lançado em Abril, inaugura o festival no dia 17, em Porto Covo. Dois dias depois, no mesmo palco, Wyza mostra porque é um dos mais interessantes artistas da música angolana contemporânea. No Centro Artes, ouve-se a cantora Carmen Souza, jazz vocal com sabor cabo-verdiano, a música tradicional expandida pela electrónica do duo Assobio, o sitar indiano de Paulo Sousa e o quinteto Melech Mechaya, uma festa portuguesa com sabor klezmer.

A maior noite lusófona da história do festival está, no entanto, reservada para 22 de Julho, no Castelo. Nela vão actuar o jovem quarteto Trilhos, que abre novos horizontes para a guitarra portuguesa, Janita Salomé, com o seu disco “Vinho dos Amantes”, a galega Uxía Senlle, num espectáculo especialmente preparado para o FMM, com vários convidados portugueses e africanos, e Acetre, instituição da folk espanhola, com sede em Olivença, que traz a Sines repertório cantado em castelhano e português. Prolongando este espírito de comunhão, no dia 23, no palco da praia, o galego Narf e o guineense Manecas Costa juntam-se para apresentar o seu projecto conjunto “Alô Irmão!”.

O preço do bilhete para cada noite de música é de 5 euros em Porto Covo e de 10 euros no Castelo. O custo dos espectáculos no Centro de Artes de Sines varia entre os 10 euros (20 e 21 de Julho) e os 5 euros (22, 23, 24 e 25 de Julho). Os sete concertos realizados na Avenida Vasco da Gama, junto à praia do mesmo nome, têm entrada livre.

Seguindo a média de valores registados nos últimos dois anos, espera-se que o FMM Sines 2009 conte com a presença de mais de 80 mil espectadores.

Informações completas em www.fmm.com.pt





ALINHAMENTO COMPLETO DO PROGRAMA

17 de Julho

O'QUESTRADA (Portugal), 21h30

Criador de música misceginada - entre o fado e o funaná, entre a pop e a canção francesa -, o quinteto O’Questrada é um dos grupos mais comunicativos da história da música em Portugal.

RUPA & THE APRIL FISHES (EUA), 23h00

Nascida na Califórnia, filha de pais indianos e com uma adolescência passada em França, a cantautora Rupa Marya é a nova embaixadora da América musical cosmopolita.

CIRCO ABUSIVO (Itália), 00h30

Num universo estético próximo dos Gogol Bordello, com quem tem colaborado, o grupo Circo Abusivo junta a música cigana balcânica a outras músicas num espectáculo explosivo.

Sábado, 18 de Julho

VICTOR DÉMÉ (Burkina Faso), 21h30

Considerado uma das maiores revelações africanas dos últimos anos, o cantor e guitarrista Victor Démé é um verdadeiro trovador folk, cruzando tradição mandinga e influências latinas.

THE UKRAINIANS (Reino Unido), 23h00

Um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música punk com origem no Reino Unido apresenta o seu disco novo, “Diáspora”, dedicado à emigração ucraniana e de Leste.

DELE SOSIMI AFROBEAT ORCHESTRA (Nigéria / Reino Unido), 00h30

Companheiro de Fela e Femi Kuti, o teclista e director musical Dele Sosimi apresenta-se no FMM com a sua Afrobeat Orchestra, máquina de ritmo afro-funk que vai pôr Porto Covo a dançar.

Domingo, 19 de Julho

WYZA (Angola), 21h30

Autor de “Bakongo”, um dos mais surpreendentes trabalhos de um músico da África de língua portuguesa produzidos no novo milénio, Wyza é música angolana como não a ouvimos antes.

ORQUESTA TÍPICA FERNÁNDEZ FIERRO (Argentina), 23h00

Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, a OTFF faz tango com o charme de sempre transformado pela energia e a informalidade de uma nova geração de músicos.

DAARA J FAMILY (Senegal), 00h30

Vencedora dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2004, a Daara J Family traz a Porto Covo o melhor hip hop africano, com surpreendentes temperos de Cuba e da Jamaica.

SINES

Segunda, 20 de Julho

MOR KARBASI (Israel / Reino Unido), 22h00, Centro de Artes de Sines

Israel sempre foi rico em vozes femininas e Mor Karbasi, uma jovem cantora interessada no herança judia da Península Ibérica, é mais uma diva a acrescentar a esta galeria dourada.

PORTICO QUARTET (Reino Unido), 23h30, Centro de Artes de Sines

Com o seu álbum de estreia nomeado para o Mercury Prize e considerado o melhor do ano pela revista Time Out, Portico Quartet já não faz jazz, mas “pós-jazz” eivado de espírito “indy”.

Terça, 21 de Julho

CORNELIU STROE & AROMANIAN ETHNO BAND (Roménia), 22h00, Centro de Artes de Sines

O folclore tradicional dos aromenos, um povo latino do Leste Europeu, tem nova dimensão através da criatividade efervescente do percussionista romeno Corneliu Stroe.

CARMEN SOUZA (Portugal / Cabo Verde), 23h30, Centro de Artes de Sines

O jazz vocal ganha expressão cabo-verdiana na voz de Carmen Souza, presente em Sines na companhia do saxofonista Jay Corre, que tocou com Sinatra, entre outros grandes dos EUA.

Quarta, 22 de Julho

MAMER (China), 18h30, Centro de Artes de Sines

Figura do movimento de redescoberta das raízes musicais pela nova geração chinesa, Mamer faz folk alternativa a partir da música tradicional do povo cazaque da região de Xinjiang.

TRILHOS - NOVOS CAMINHOS DA GUITARRA PORTUGUESA (Portugal), 21h00, Castelo

A guitarra portuguesa do músico sineense Rui Vinagre inicia os concertos no Castelo integrada num quarteto que abre novos horizontes para um instrumento extraordinário.

JANITA SALOMÉ (Portugal), 22h15, Castelo

Um dos cantautores com uma carreira mais consistente na música portuguesa, Janita apresenta um espectáculo onde canta o vinho através de textos de grandes poetas mundiais.

UXÍA (Galiza), 23h30, Castelo

Uma das maiores cantoras ibéricas há mais de 20 anos, Uxía promove um encontro emocionante de músicas e músicos da Galiza, de Portugal e de vários países da África de língua portuguesa.

ACETRE (Extremadura), 00h45, Castelo

Instituição da folk peninsular, o grupo Acetre traz de Olivença a Sines um espectáculo fundado na cultura raiana, com repertório cantado em português e castelhano.

L'ENFANCE ROUGE (Tunísia / França / Itália), 02h30, Av. Vasco da Gama

Considerado “um dos melhores grupos europeus” por Thurston Moore (Sonic Youth), L'Enfance Rouge faz rock experimental com bases de música tradicional árabe.

Quinta, 23 de Julho

ASSOBIO (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines

Composto por César Prata e Vanda Rodrigues, o duo Assobio expande material acústico popular através do espectro de novos sons e timbres que só é possível produzir por computador.

NARF & MANECAS COSTA (Galiza / Guiné Bissau), 19h30, Av. Vasco da Gama

O projecto “Alô Irmão!” junta as vozes e as guitarras (acústicas e eléctricas) do músico galego Fran Pérez (Narf) e de Manecas Costa, expoente contemporâneo da música da Guiné Bissau.

HANGGAI feat. MAMER (China), 21h30, Castelo

O património vocal e instrumental das estepes da Mongólia Interior tem brilho redobrado nas mãos de Hanggai, um dos grupos mais originais da nova música chinesa.

CHUCHO VALDÉS BIG BAND (Cuba), 23h00, Castelo

Um dos melhores pianistas do mundo e uma referência do jazz latino, Chucho Valdés chega a Sines com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados, entre 14 nomeações.

KASAÏ ALLSTARS (Rep. Dem. Congo), 00h30, Castelo

Experiências domésticas de amplificação eléctrica de instrumentos tradicionais misturam-se com o espírito do rock e ritmos de transe nativos num espectáculo de grande força musical e visual.

RAMIRO MUSOTTO & ORCHESTRA SUDAKA (Argentina / Brasil), 02h30, Av. Vasco da Gama

Argentino radicado no Brasil, Ramiro Musotto cruza música baiana e música de vários pontos da América Latina num show de percussão a que a electrónica acrescenta cambiantes.

Sexta, 24 de Julho

PAULO SOUSA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines

Ex-guitarrista dos Essa Entente, Paulo Sousa apaixonou-se pela música da Índia e é hoje um exímio intérprete do sitar, que tocará em Sines na companhia das tablas de Francisco Cabral.

NJAVA (Madagáscar), 19h30, Av. Vasco da Gama

Formado por quatro irmãos e um primo a viver em Bruxelas desde os anos 90, Njava reflecte toda a riqueza da música do Madagáscar num espectáculo de dança de fusão “Ethnotic Groove”.

WARSAW VILLAGE BAND (Polónia), 21h30, Castelo

Revelação dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2003, a Warsaw Village Band é um dos grupos de culto da folk europeia e traz dois discos novos para mostrar no FMM 2009.

DEBASHISH BHATTACHARYA (Índia), 23h00, Castelo

Melhor artista da Ásia / Pacífico nos prémios da BBC Radio 3 em 2007 e nomeado para um Grammy em 2009, Debashish Bhattacharya é o grande mestre da “slide guitar” indiana.

CYRO BAPTISTA BEAT THE DONKEY (Brasil / EUA), 00h30, Castelo

Considerado um dos melhores percussionistas do mundo, o brasileiro radicado nos EUA Cyro Baptista vem a Sines com Beat the Donkey, um show rítmico e visual a não perder.

CHICHA LIBRE (EUA), 02h30, Av. Vasco da Gama

Chicha Libre reinventa, a partir de N. Iorque, a música incrível dos índios da Amazónia peruana, que nos anos 70 fundiam cumbias colombianas e melodias andinas com sons psicadélicos.

Sábado, 25 de Julho

MELECH MECHAYA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines

O espírito festivo do klezmer, a mais conhecida música secular do povo judaico, chega ao Centro de Artes de Sines através do quinteto português Melech Mechaya.

BIBI TANGA ET LE PROFESSEUR INLASSABLE (RCA / França), 19h30, Av. Vasco da Gama

Nascido na Rep. Centro-Africana e criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga chama o DJ Le Professeur Inlassable para uma actualização pessoal da grande música africana e afro-americana.

JAMES BLOOD ULMER (EUA), 21h30, Castelo

Considerado uma das referências da música negra, o cantor e guitarrista James Blood Ulmer enche o palco do Castelo com os seus blues cultivados pelo jazz, funk e rock psicadélico.

ALAMAAILMAN VASARAT (Finlândia), 23h00, Castelo

Acústico - embora, pela sua energia, não pareça - o quinteto instrumental Alamaailman Vasarat cruza músicas tão diferentes quanto o klezmer, o jazz e o heavy-metal.

LEE 'SCRATCH' PERRY (Jamaica), 00h30, Castelo

O fogo-de-artifício dispara com Lee Perry, um dos maiores visionários da música jamaicana, incluído na lista dos 100 maiores artistas de sempre publicada pela Rolling Stone em 2004.

SPEED CARAVAN (França / Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama

O baile de encerramento do FMM 2009 é comandado por Mehdi Haddab, músico de origem argelina que transformou o alaúde árabe numa máquina electrificada ao serviço do rock».

Na foto: Warsaw Village Band.

19 Maio, 2009

Dazkarieh - «Hemisférios» em Entrevista e Crítica ao Disco...


Poucos meses passados sobre a edição do novo álbum dos Dazkarieh, «Hemisférios» - e numa altura em que a sua agenda de concertos um pouco por todo o lado está mais que bem preenchida - aqui recupero dois textos publicados originalmente na revista «Time Out Lisboa». Uma entrevista ao grupo e a crítica ao disco.

A MEMÓRIA E A CRIAÇÃO

A comemorar dez anos de existência, os Dazkarieh lançam o seu melhor disco de sempre, «Hemisférios». António Pires falou com Joana Negrão, Vasco Ribeiro Casais e, lá mais para o fim, Luís Peixoto. «Hemisférios» é um álbum duplo em que um dos «lados» é composto por originais e o outro por versões de temas tradicionais portugueses. Isto é, nele estão bem presentes o lado da criação e o lado da memória. Ou as duas coisas juntas e/ou baralhadas.

No vosso trabalho há uma grande parte que vem da memória e da sua recriação e outra que vem da vossa própria criação, que por sua vez carrega também uma forte carga de outras memórias musicais. Há bocadinho, antes da entrevista começar, disseram-me que saíram de Lisboa para trabalhar neste disco. Vocês fizeram recolhas de temas tradicionais?


Joana Negrão - Não, nós ouvimos recolhas já feitas por outros. Nós sentimos foi a necessidade de sair do nosso meio habitual, a cidade, para nos concentrarmos no nosso trabalho; ter uma maior disponibilidade mental para ouvir, pensar, criar... Estivemos numa casa no Algarve e noutra na Arrábida.

Vasco Ribeiro Casais - Há cerca de dez anos - quando começaram os Dazkarieh - comecei a interessar-me e a ouvir músicas tradicionais, étnicas, a chamada world music. Antes estava mais ligado ao rock e à música clássica. E durante algum tempo houve muitas experiências, no seio do grupo, de canções influenciadas pela world music e muito acústicas. Há alguns anos senti a necessidade - uma necessidade que foi acompanhada pelos outros membros do grupo - de avançar para uma sonoridade mais eléctrica, mais próxima do rock. E neste disco temos o acústico sempre presente, o eléctrico por vezes presente e tentamos ter as coisas equilibradas. Tanto nas nossas canções como naquelas que são a nossa visão dos temas tradicionais.

E, paralelamente a isso, uma muito maior ligação à música portuguesa. Como é que vocês fazem a escolha dos temas tradicionais?

VRC - No meu caso, essa escolha não é imediata. Muitas das recolhas têm um som rude, mesmo para nós que estamos habituados.

JN - Eu fui ouvir muitas coisas que já sabia, à partida, que me iriam dizer alguma coisa. Ouvi muito a Catarina Chitas, mesmo não aparecendo nada do que ouvi dela no nosso disco. As Adufeiras de Monsanto, com quem já estive muitas vezes e com quem já aprendi muito. Os Velhos da Torre, do Algarve. E houve uma experiência muito engraçada, que foi começar a ouvir coisas dos Açores... Dos Açores usámos no disco uma canção a que chamámos «Coroar», que originalmente faz parte dos rituais do Espírito Santo, e que tem uma carga muito forte, não tanto por ser uma coisa católica mas mais pela força que emana: a força da fé, a força do acreditar...

VRC - Também há casos em que os originais se misturam com as versões. Uma das músicas, a «Borda d'Água», é uma versão mas, ao mesmo tempo, estávamos a trabalhar num original e não conseguíamos fazer nada nem do original nem da «Borda d'Água». Até que, por acaso, se juntaram as duas.

Neste álbum - apesar de ser uma evolução óbvia do anterior, Incógnita Alquimia - há novos instrumentos como o cavaquinho e a sanfona - tocados muitas vezes em estado "puro" e não em distorção, ao contrário do que acontece com o bouzouki, a nyckelhapra ou o bandolim... - e, claro, a substituição das percussões do Baltazar Molina pela bateria...

VRC - Mas olha que a sanfona às vezes também tem distorção... O André a tocar bateria é muito original: ele tem uns pratos que não são pratos normais, são pratos partidos, empilhados uns por cima dos outros; um kit com adufes e djembé. Mas ele toca bateria à séria, com força.

JN - Às vezes sentimos a necessidade de introduzir momentos mais acústicos, para abrir o som, para dar equilíbrio. No «Hemisfério A» temos uma música muito lenta, muito acústica, que é só voz, cavaquinho e nyckelharpa.

VRC - Os instrumentos que nós tocamos são todos acústicos. Mas um bandolim com distorção ou fuzz não soa ao mesmo que uma guitarra eléctrica em distorção ou com fuzz. E nós usamos os dois sons em simultâneo: há sempre o som limpo, acústico, e o processado.

Vocês andam a tocar muito mais no estrangeiro do que em Portugal. Em dezenas de concertos este ano...


Luís Peixoto - Há cerca de setenta por cento no estrangeiro e cerca de trinta em Portugal. Mas ao longo do ano é capaz de variar: em Portugal marcam-se as coisas muito mais em cima da hora...

VRC - Ainda há poucos dias estivemos num grande festival de world music na Lituânia...

As pessoas apercebem-se de que muitas das vossas canções são temas tradicionais portugueses?

JN - Sim, e têm muita curiosidade. Principalmente, curiosidade por saber de música portuguesa que não é o fado.




DAZKARIEH
«HEMISFÉRIOS»
Hepta Trad

«Incógnita Alquimia» (2006), o álbum anterior a este novo «Hemisférios», marcou uma ruptura com o passado do grupo: os Dazkarieh passaram então de um grupo essencialmente acústico e com uma sonoridade baseada em músicas étnicas de variadíssimas proveniências («celtas», norte-europeias, africanas, árabes, brasileiras...) para um grupo em que à vertente acústica se juntou uma pulsão eléctrica bastante forte usando instrumentos acústicos, sim, mas processados, alterados, muitas vezes em distorção rock - dir-se-ia, por vezes, metal - e, paralelamente, um grupo em que as influências da música tradicional portuguesa se faziam sentir muito mais fortemente do que no passado (e a inclusão, nesse disco, dos tradicionais «Senhora da Azenha», «Vitorina» e «Meninas Vamos à Murta» era já disso um bom sinal). E o novo álbum, «Hemisférios» - um duplo que apresenta no «Hemisfério A» temas originais e no «Hemisfério B» versões de temas tradicionais, mas num todo coerente e em que muitas vezes - se não houvesse essa indicação - dificilmente se adivinhariam quais os originais e quais as versões -, é a continuação e evolução lógica e bem-vinda desse álbum. Com algumas diferenças importantes: a voz de Joana Negrão integra-se agora, em perfeição absoluta, na massa sonora envolvente. O domínio técnico dos intrumentos tocados por Vasco Ribeiro Casais e Luís Peixoto - da nyckelharpa sueca e do bouzouki grego/irlandês às gaitas, bandolins ou às novas «aquisições» como o cavaquinho, a sanfona ou o bouzoucão (um bouzouki-baixo), que abrem bastante o leque tímbrico e as soluções harmónicas - atingiu um pico extraordinário. As percussões de Baltazar Molina foram substituídas pela bateria de André Silva, que dá mais peso e consistência ao conjunto. Vai ficar para a história da música portuguesa (ou já lá está - na história do passado e na história que se fizer no futuro). (*****)

18 Maio, 2009

Hedningarna, Brigada Victor Jara, Llan de Cubel e Maria Salgado no Intercéltico de Sendim


Às Crónicas da Terra - o site, agora renovado, do meu querido amigo Luís Rei - chegou há algum tempo a programação completa do Intercéltico de Sendim. O texto que se segue é da sua autoria:


«Hedningarna, Maria Salgado, Lenga Lenga, Llan de Cubel (na foto), Brigada Victor Jara e Korrontzi alinhados para o 10º Intercéltico de Sendim

A décima edição do Festival Intercéltico de Sendim, que se realiza nesta localidade de Tierras de Miranda, entre os dias 31 de Julho e 2 de Agosto, impõe um cartaz de respeito. No primeiro dia, o projecto de gaitas local, Lenga Lenga, e a cantora cantora castelhana Maria Salgado abrem a noite de festividades que termina com o saudado regresso dos suecos Hedningarna. Não é muito comum o Intercéltico de Sendim repetir nomes, mas dado o tom festivo da edição deste ano, há uns meses atrás, foi lançado um repto na página oficial do festival em que a organização solicitou a todos os visitantes "que votassem no nome que gostavam que regressasse a Sendim como forma de comemorarmos os 10 anos do festival". Os «pagãos» suecos conquistaram o direito de regressar a Sendim. Viva o "poder" popular.

No dia seguinte, teremos a jovem banda basca que mais prémios folk tem conquistado na vizinha Espanha, os Korrontzi. Haverá também “Ceia Louca” com a Brigada Victor Jara presentear a assistência «com um concerto especialmente preparado para o efeito, com forte presença de temas transmontanos» e folk asturiano, maduro e de rápida execução, pelos veteranos Llan de Cubel.

Actividades paralelas

Como é habitual, durante a tarde o Intercéltico de Sendim, realiza uma série de actividades paralelas. Destaque para os Toques tradicionais de Sinos da Terra de Miranda por Ângelo Arribas e Alfredo Fernandes na Igreja Paroquial de Sendim e para os Cantos Religiosos Traidicionais Mirandeses, no mesmo local. L’alma, Tuna da Lousa, Gaiteiros de Constantim e Trasga completam o cardápio musical do décimo aniversário do Intercéltico de Sendim».

Mais informações, aqui.

14 Maio, 2009

Uma Homenagem à Mais Importante Canção de Sempre do Festival da Eurovisão


Pode-se ampliar esta imagem em cima e, lendo-a, não são precisas mais palavras do que estas que elas cantam para se perceber o título deste post. Mas também vale a pena ouvir a música (apesar de a música não ser tão boa quanto a mensagem que ela transmite). E vê-las, às duas, na final (ou, se se quiser, neste vídeo aqui um pouco mais abaixo da sua participação na semi-final). Se houver um pingo de justiça, Noa e Mira Awad - a estrela israelita, judia, a cantar em hebraico; e a cantora e actriz palestiniana, cristã, a cantar em árabe - hão-de ganhar o concurso. Um concurso geralmente idiota que, assim, por um toque mágico do destino, poderá voltar a ter um pouco de importância neste mundo das músicas e nestas músicas do mundo.


13 Maio, 2009

Festival Islâmico de Mértola - Com Oojami e Les Boukakes, Entre Outros...


Este ano, infelizmente, não vou poder ir. Mas todos os FIM a que fui deixaram-me excelentes recordações. Este ano - para além da já habitual feira, das actividades religiosas abertas à observação exterior e do permanente cheiro a chá de menta -, os destaques musicais vão para os Oojami (na foto), Les Boukakes, Dalloua, Trifony, Basidou e Orquestra Feminina de Tetouan e uma sessão de DJ por Raquel Bulha. O programa completo do Festival Islâmico de Mértola, tal como divulgado pela edilidade:



«Festival Islâmico de Mértola
21 a 24 de Maio 2009




Cinco edições e dez anos passados desde o seu início, o Festival Islâmico continua a apresentar-se como uma das actividades mais emblemáticas de toda a região e uma das mais referenciadas a nível nacional. A 5ª edição que terá lugar de 21 a 24 de Maio, procurará seguir a linha até aqui desenvolvida, tentando consolidar as matrizes que lhe deram origem, desenvolvendo algumas actividades inovadoras e promotoras do património deste território.
O envolvimento das parcerias locais, a diversidade de actividades e de produtos culturais aqui apresentados e a experiência intelectual e sensorial que este Festival pode proporcionar ao turista/visitante são ingredientes mais que suficientes para continuarmos a investir na sua organização.
Esperamos por si.




PROGRAMA

21 de Maio (Quinta-feira)

10.00h – Abertura do mercado de rua (souk)

10.30h e 14.00h – Contos do Souk – com Jorge Serafim e Joaquim Pedro Ferreira (dirigido aos alunos das escolas do concelho) – na tenda junto ao castelo.

16.00h – Inauguração oficial do 5º Festival Islâmico de Mértola.

17.30h – Lançamento do livro de poesia “Cadernos de areia” de Luís F. Maçarico (Largo da Alcachofra)

19.00h – Lançamento do nº 1 dos cadernos temáticos da Aldraba – “Aldrabas e batentes de porta: uma reflexão sobre o património imperceptível.” (Salão Nobre da C.M.M.) Org. Aldraba

19.30h – Teatro “Há festa na Vila” pelo grupo Wady-actos (Cine-teatro Marques Duque)

21.00h – “Imagens na cal” – Projecção de imagens (núcleo histórico).

21.30h – Concerto (Castelo)

Dalloua (Egipto)

Trifony (Marrocos/Espanha)
Umeya - Sabores de Al-Andaluz

22.00h – Encerramento do mercado de rua.



Animação de Rua
Gnawa Al-Baraka/Música tradicional de Marrocos
Eduardo Ramos/Música Luso-Árabe



22 de Maio (Sexta-feira)

10.00h – Abertura do mercado de rua (souk).

10.30h e 14.00h – Contos do Souk – com Jorge Serafim e Joaquim Pedro Ferreira (dirigido aos alunos das escolas do concelho) – na tenda junto ao castelo.

15h00 – Oficina de dança Oriental pela Companhia Dansul (Casa dos Azulejos)

17.30h – Conferência – “La crisis económica: “El Islam es la alternativa” com Umar Faruq Gutiérrez – organização da Comunidade Islâmica em Espanha.- (Salão Nobre da C.M.M.)

18.00h – Papoila do Odiana – Dança, música e poesia (Cine Teatro Marques Duque)

18.30h – Lançamento do livro “O mar do meio” de Santiago Macias – Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo

19.30h – Teatro“Há festa na Vila” pelo grupo Wady-actos (Cine-teatro Marques Duque) 21.30h -“Imagens na cal” Projecção de imagens (núcleo histórico)

.Ao pôr-do-sol – Noite de Dycra – Comunidade Islâmica em Espanha (Salão dos Bombeiros)

21.30h – “Imagens na cal” – Projecção de imagens (núcleo histórico).

22.00h – Encerramento do mercado de rua

22.30h – Concerto (Cais do Guadiana)

Orquestra Feminina de Tetouan (Marrocos)

Les Boukakes (França/ Argélia/ Marrocos/ Itália)

01.00h – Animação com o grupo Gnawa Bambara – Música tradicional de Marrocos (Praça Luís de Camões).


Animação de Rua
Gnawa Al-Baraka/Música tradicional de Marrocos
Eduardo Ramos/Música Luso-Árabe
Viola Campaniça e a Cantadeira



23 de Maio (Sábado)

10.00h – Abertura do mercado de rua.

11.00h – Oficina de dança Oriental pela Companhia Dansul (Casa dos Azulejos)

11.30h – Feira do Livro - Presença de Cláudio Torres (Edifício da Biblioteca) Org. Vol.

15.00h – Contos do Souk – com Ângelo Torres e Jorge Serafim – na tenda junto ao castelo

Feira do Livro – Presença de Robert Wilson (Edifício Biblioteca) Org. VOL

16.30h – Feira do Livro – Presença de António Barahona (Edifício Biblioteca) Org. VOL

17.00h – Teatro“Há festa na Vila” pelo grupo Wady-actos (Cine-teatro Marques Duque)

17.30h – Conferência – “Reflexiones sobre el Tiempo” com Rahima Valverde – organização da Comunidade Islâmica em Espanha – Salão Nobre da C. M. M.

18.00h – Papoila do Odiana – Dança, música e poesia (Cine Teatro Marques Duque)

19.00h – Apresentação dos alunos da Dansul – (Castelo)

19.30h – Contos do Souk – com Ângelo Torres e Jorge Serafim – Casa dos Azulejos.

21.00h – Feira do Livro – Presença de Adalberto Alves (Biblioteca) Org. VOL

21.30h – Teatro“Há festa na Vila” pelo grupo Wady-actos (Cine-teatro Marques Duque)

“Imagens na cal” Projecção de imagens (núcleo histórico)

22.00h – Encerramento do mercado de rua

22.30h – Concerto (Cais do Guadiana)

Basidou (Marrocos/ Espanha)

Oojami (Turquia/ Inglaterra)

01.00h – Dance Party
DJ Raquel Bulha VJ's Ibn Ammar e Al-Mu'tamid

Animação de Rua
Gnawa Al-Baraka/Música tradicional de Marrocos
Eduardo Ramos/Música Luso-Árabe
Os Alentejanos



24 de Maio (Domingo)

10.00h – Abertura do mercado de rua.

15.30h – Espectáculo de encerramento do 5º Festival Islâmico de Mértola no Largo Vasco da Gama com:

Grupo Coral “Guadiana” de Mértola

Grupo Coral “Os Caldeireiros “ de S. João dos Caldeireiros

Grupo Gnawa Al-Baraka
Modas de Baile com o Grupo Femenino e Etnográfico "As Papoilas"

17.0h – Encerramento do 5º Festival Islâmico de Mértola.



Animação de Rua
Gnawa Al-Baraka/Música tradicional de Marrocos
Eduardo Ramos/Música Luso-Árabe»

12 Maio, 2009

Mercedes Sosa e Bajofondo Tango Club - A Argentina em Força no Med de Loulé


Depois da confirmação dos catalães Ojos de Brujo, chegam mais dois nomes para o Med de Loulé: o da mítica cantora argentina Mercedes Sosa (um dos maiores expoentes da «nueva canción» de intervenção da Amárica Latina) e o regresso do grupo liderado pelo multi-oscarizado Gustavo Santaolalla, Bajofondo Tango Club (na foto), que há dois anos deram por lá um belíssimo espectáculo. O comunicado da organização:

«Bajofondo Tango Club e Mercedes Sosa na edição 2009 do Festival Med

A organização do Festival Med continua a apostar no talento latino para a edição deste ano. Depois de Ojos de Brujo, o primeiro nome anunciado para o cartaz, a organização confirma agora presença de dois nomes grandes da world music de origem argentina: Bajofondo Tango Club e Mercedes Sosa.

Esta é a sexta edição do Festival Med, um dos mais conceituados festivais nacionais de world music, que volta a invadir o centro histórico de Loulé. De 24 a 28 de Junho, a cidade transforma-se num palco de manifestações culturais e de fusão de culturas.

Depois de nomes como Solomon Burke, Jimmy Cliff, Balkan Beat Box, Amadou & Mariam, Tinariwen e Caravan Palace terem passado pelo palco Med em edições anteriores, este ano, a organização garante “o maior e mais internacional cartaz de sempre”.

O alinhamento dos palcos principais será apresentado, na íntegra, a 28 de Maio. Até lá, estão já confirmados os Ojos de Brujo, os Bajofondo Tango Club e Mercedes Sosa, três nomes fortes do circuito internacional da world music.



Os Ojos de Brujo, uma das principais bandas embaixadores do novo flamenco, sobem ao palco do Med a 25 de Junho (5ª feira), naquela que será a primeira actuação do colectivo de Barcelona em terras lusas depois de integrarem o cartaz do Festival Sudoeste, em 2007, e em que a banda irá dar a conhecer “Aocaná”, o seu mais recente álbum, editado este ano.

(Mais informações em www.myspace.com/ojosdebrujo)



Os Bajofondo Tango Club estrearam-se no Med há dois anos, com um concerto que encerrou a 4ª edição do festival, a 1 de Julho de 2007. A performance do colectivo liderado por Gustavo Santaollalla encantou ao ritmo do tango electrónico, tanto que a organização abriu a excepção e voltou a convidar os Bajofondo para integrar o alinhamento deste ano. O “colectivo de compositores, cantores e artistas”, como se auto-intitula, apresentará “Mar Dulce”, o último trabalho (2007), numa actuação agendada para o primeiro dia do Med, 24 de Junho.

(Mais informações em www.myspace.com/bajofondomardulce)


Conhecida como A Diva Argentina, Mercedes Sosa é considerada uma das maiores vozes do mundo. De renome mundial, é reconhecida como a artista dos povos oprimidos. Com seis décadas de carreira e mais de quatro dezenas de álbuns editados, La Negra (como também é apelidada, fruto dos longos e lisos cabelos negros) interpreta um vasto repertório, tendo gravado temas em variadíssimos estilos e com dezenas de músicos de renome, como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

Considerada pelo jornal The Times como “uma das titãs da música da América Latina, pioneira da nova canção” (um movimento que combina melodias tradicionais, política e apontamentos de pop anglo-americano), Mercedes Sosa sobe ao palco do Med a 27 de Junho, para apresentar “Cantora”, o seu mais recente trabalho.

(Mais informações em www.myspace.com/mercedessosa)


Sobre o Med

Organizado e promovido pela Câmara Municipal de Loulé, o Festival Med, já na 6ª edição, é um evento de world music inspirado na cultura mediterrânica, que transforma o centro histórico de Loulé num desfile de manifestações culturais.

Decorada de cores quentes, Loulé oferece todos os anos, durante cinco dias, um alinhamento de experiências multifacetadas, onde a música dá o mote. Sendo este, assumidamente, um festival de world music, pelo palco MED já desfilaram nomes de peso do circuito internacional.

As artes plásticas, a gastronomia, o artesanato, o teatro e a animação de rua completam a oferta».

Mais informações, aqui.

30 Abril, 2009

ImigrArte - Este Fim-de-Semana em Lisboa e Arredores...


Portugal, terra de milhões de emigrantes, também tem por cá muitos imigrantes. E de todos os cantos do mundo. E é para eles - e para nós - que é feita a terceira edição do Festival ImigrArte, que decorre este fim-de-semana em Lisboa e nas suas proximidades. O comunicado - e o programa - a seguir:

«O Festival ImigrArte, o festival dos imigrantes, irá decorrer nos dias 1, 2 e 3 de Maio em vários locais de Lisboa, Almada e Cascais. Para valorizar artistas imigrantes, decidimos promover a interactividade entre todos, sem qualquer distinção, num autêntico laboratório de criatividade, num espaço de vivências.

Defendemos o espiríto do custo zero, porque pretendemos valorizar o voluntariado, a solidariedade e o livre acesso à cultura, também porque estamos todos engajados na mesma luta!

Organizado pela Associação Solidariedade Imigrante, este festival pretende partilhar com a cidade a diversidade étnica e cultural de gentes de várias origens com saberes, vivências e realidades diversificadas. A programação junta diversas expressões artistícas como a música, a dança, o teatro, o cinema, as artes plásticas, a poesia, as oficinas e a gastronomia.

As actividades decorrem nos dias 1, 2 e 3 de Maio na Praça Martim Moniz, no Jardim das Amoreiras... Iniciativa realizada em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e com a participação da Casa do Brasil, a Associação Cabo-verdiana, a Associação Bulgari, o GAIA, a Santa Casa da Misericórdia, o Gaffe, a Associação Brasilica, o Colectivo Mumia Abu Jamal, a Associação Sobor, a Associação dos Amigos da Mulher Angolana, a Inde...

Dia 1 de Maio (Sexta-feira)

Filme "Bab Sebta" e debate na Casa do Brasil às 20 horas

"Bab Sebta" é um documentário que reúne testemunhos contados na primeira pessoa, dos milhares de africanos que rumam a Norte todos os anos, caminhando quilómetros, atravessando desertos, até finalmente chegarem à fronteira com Ceuta - a “Península Fortaleza” e porta para a Europa. Este trabalho realizado por Pedro Pinho, Frederico Lobo e Luísa Homem, é apoiado desde o início pela INDE.

Festa Árabe no Centro Social da Mouraria às 21 horas
Festa árabe com cuscus, projecção do filme "As cores do chá" e viagens pelo som com DJ Chucurucho, organizado com o Gaia.


Festa "Balkan" no bar Planeta de Cascais às 20 horas

Festa balcânica com gastronomia e música de Bulgária, Turquia e Grécia vai ser realizada na Marina de Cascais (ao pé dos barcos de pesca), organizada com a Associações Bulgari.


Dia 2 de Maio (Sábado)

Ritmos do Mundo na Praça Martim Moniz 14.00 - 18.00 horas. Apresentações de grupos de dança: Meninas Alegres, Chaotick, As Flores da Kova, Capoeira, Grupo da Associação Cultural de Pedreiros Húngaros, Bazás d´Lum, Ritmo das Ilhas


Mundo à parte na Praça Martim Moniz às 18.00 horas

Hip-hop de intervenção: Grupo feminino da Escola de Dança Nilma Moniz, GrupoKSP, Ritchaz e Kéke, Opp Squad e o Soldado Revolucionário, Black MC´s, Mac 10, Mas Ki As, Mentisafro, Nós ki Nasiómi Ki Támoriómi..

Workshops de dança na Casa Amarela de Almada às 15.00 horas

Cursos e apresentações de dança de vários grupos, entre outros: Balé Brasil, dança afro-tribal, salsa, Dança Brasílica Fusão, hip-hop. A seguir festa de samba organizada pela Samba Brasílica. A festa continua!!!

Jantar Ucraniano na Solidariedade Imigrante às 20.00 horas

Jantar típico ucraniano com música, organizado com a Associação Sobor. A seguir festa de aniversário de 10 anos da imigração ucraniana em Portugal! Entrada: 5 Euros que inclue o jantar e uma bebida.)

Artes da Lusofonia no Espaço da Santa Casa às 15.00 horas

Vernissage da exposição de pintura, fotografia dos artistas Júlia Melão, Ilídio Jordão, Verônica Volpato, João Lemos. Será apresentado o workshop de teatro, que irá ocorrer nos dias 4, 11, 18 e 25 de Maio, com Élmer Veckio Mendoza.

Danças do Brasil na Casa do Brasil às 18.00 horas

18.00 - Workshop de forró
19.30 - Workshop de dança do ventre
21.30 - Contabandistas - cantos e contos


Dia 3 de Maio (Domingo)


Jardim das crianças no Jardim das Amoreiras às 14.00 horas
Actividades para crianças toda a tarde, entre outros: palhaços, contos, filme, marionetas, pinturas faciais, workshop de pintura com as mãos...

Convívio na Horta Popular da Mouraria às 16.00 horas
Vamos trocar e conviver, no jardim de todos. Traz o teu pic nic, as tuas leituras preferidas, poesias e anedotas...
Visita guiada da horta.

Debate na Associação Cabo-verdiana às 15.00 horas
Debate sobre as prisões, Colectivo Munmia Abu Djamal.


Festa de Encerramento na Praça Martim Moniz às 17.00 horas


Teatro Ucraniano, Apresentação da Associação Sobor,

Dinho e Rafá, Apresentação projecto Atlântida, Afro Doce de Caxias,

Galissa, Maio Coopé, Chalô, Arlindo e outros! A festa continua!!!»


29 Abril, 2009

Mor Karbasi, Portico Quartet, Rupa and The April Fishes e Alamaailman Vasarat no FMM de Sines


Mais quatro nomes confirmados para o FMM de Sines: Mor Karbasi (na foto) e Portico Quartet confirmados pela organização do festival e Rupa and The April Fishes e Alamaailman Vasarat (estes num regresso que se saúda ao FMM!)avançados pelas imparáveis Crónicas da Terra. O comunicado oficial do FMM acerca dos primeiros dois nomes (e as datas dosoutros dois a seguir):

«Mor Karbasi, cantora israelita radicada no Reino Unido, e Portico Quartet, a revelação do jazz britânico em 2008, são as duas novas confirmações do Festival Músicas do Mundo de Sines 2009. Actuam ambos, no Centro de Artes de Sines, na noite de 20 de Julho.

Mor Karbasi

Na linha de Ofra Haza e Yasmin Levy, Mor Karbasi é o novo milagre da galeria dourada das vozes femininas do mundo judaico.
Com pouco mais de 20 anos, esta cantora israelita radicada no Reino Unido seduz o espectador com o poder delicado do seu desempenho vocal e com a riqueza das suas canções em hebraico, castelhano e Ladino, a língua extinta dos judeus da Península Ibérica.
A fonte de inspiração é a música dos judeus sefarditas, cabendo no seu repertório temas tradicionais do séc. XV e novas canções baseadas no Ladino compostas por si.
O flamenco é também referência, presente nos melismas da sua voz e na filigrana da guitarra de Joe Taylor.
Instrumentista e director musical, este artista britânico foi decisivo para a consistência que Mor Karbasi revela no seu álbum de estreia - “The Beauty and the Sea” (2008) - e mostra nos seus espectáculos ao vivo, ao mesmo tempo intimistas e electrizantes.
Quando já trabalha no segundo disco, Mor Karbasi chega ao FMM Sines com o estatuto firmado de “uma das grandes jovens divas da cena musical global” (The Guardian).



Portico Quartet

Nomeado para o Mercury Prize e considerado o melhor álbum de jazz, “world music” e folk pela revista Time Out, o disco “Knee-Deep In The North Sea” foi um dos fenómenos da música britânica em 2008.
O seu “som original” (The Times) é a criação inimitável do Portico Quartet, um quarteto de músicos na casa dos 20 anos com aspecto de banda “indie” que toca uma música que busca elementos sobretudo no jazz, mas também no rock, no minimalismo e em várias matrizes tradicionais do mundo.
Formado em 2005, o grupo foi descoberto a tocar na rua frente ao National Theatre de Londres pelo clube The Vortex, que criou uma etiqueta discográfica só para lançar a sua música.
O alinhamento é composto por Jack Wyllie, nos saxofones e na electrónica, Duncan Bellamy, na bateria e no “glockenspiel”, Milo Fitzpatrick, no contrabaixo, e Nick Mulvey, no “hang”, um instrumento de percussão criado em 2000 na Suíça que domina o som do grupo com a sua sonoridade exótica, entre os “steel drums” das Caraíbas e os gamelões indonésios.
Depois de Lee “Scratch” Perry (Jamaica), Chucho Valdés Big Band (Cuba), Debashish Bhattacharya (Índia) e James Blood Ulmer (EUA), Mor Karbasi (Israel / Reino Unido) e Portico Quartet (Reino Unido) são os quinto e sexto nomes oficialmente confirmados da programação do Festival Músicas do Mundo 2009, onde está prevista a realização de 36 espectáculos e iniciativas paralelas.
Realizado todos os meses de Julho, em vários espaços da cidade e do concelho de Sines, o FMM é o maior evento nacional no seu género, tendo já acolhido um total de 164 projectos musicais, vistos por mais de 325 mil espectadores, ao longo de dez anos.
A edição 2009 realiza-se entre 17 e 25 de Julho».

Por sua vez, os norte-americanos Rupa and The April Fishes (ver «Cromo Raízes e Antenas» referente a este projecto um pouco mais abaixo neste blog) actuam a 17 de Julho, no dia inaugural do festival, enquanto os absolutamente delirantes finlandeses Alamaailman Vasarat tocam no último dia, a 25 de Julho.

28 Abril, 2009

DJing em Maio e Junho - Muita World Dançável em Lisboa, Porto e Loulé


E mais seis sessões de DJ minhas confirmadas, desta vez em três locais diferentes de Lisboa e também no Porto e em Querença (Loulé):

- Dia 2 de Maio no Love Supreme (terraço do Ateneu Comercial de Lisboa), em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho), depois do concerto dos Latin & Brasil.

- Dia 10 de Maio no Onda Jazz, em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho) e numa parceria inédita com Tam Tam Zaiko (isto é, os dois DJs com percussões ao vivo).

- Dia 16 de Maio no Chapitô, em conjunto com Toni Polo (aka DJ Cucurucho), depois do concerto d'Uxu Kalhus.

- Dia 23 de Maio, novamente no Love Supreme (terraço do Ateneu Comercial de Lisboa), depois de banda a anunciar.

- Dia 9 de Junho no Festival de Dança de Querença, Loulé, um novo evento organizado pela imparável Pé de Xumbo.

- Dia 12 de Junho no Festival Granitos Folk, Contagiarte, Porto , na mesma noite em que actuam os Melech Mechaya (reencontro!) e os franceses dJAL na concha acústica do Palácio de Cristal. Nestas duas últimas vão ouvir-se umas poucas mazurkas e valsas, algum neo-swing, jazz manouche, klezmer, balcanadas e o que mais vier à rede...

E, para relembrar: lá mais para a frente haverá sessões de muita música variada na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa (com Toni Polo, se entretanto ele não «fugir» para o Mali), dias 5, 12, 19 e 26 de Setembro e dia 3 de Outubro.

22 Abril, 2009

Música da República Dominicana - A Bachata está em Alta!