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09 junho, 2010

Terrakota Festejam Dez Anos no S. Jorge


E as razões para os Parabéns estão aqui:


"A grande festa da multiculturalidade ...


TERRAKOTA CELEBRAM 10 ANOS COM CONCERTO E DOCUMENTÁRIO

9 Junho :: Cinema São Jorge (Lisboa) :: 22h00 :: bilhetes 12€


2010 é um ano muito especial para os Terrakota. Pioneiros da multiculturalidade em Portugal, o grupo celebra 10 ANOS repletos de inúmeros encontros com outras culturas, cores e aromas.

Outro momento alto reservado para este ano é a edição do tão aguardado 4º álbum de originais, cujo ponto de partida é uma viagem à Índia, onde os TERRAKOTA foram convidados a tocar, em Agosto de 2009, nos Himalayas, a 3.500 metros de altitude.

Estes 10 anos vão ser celebrados com um concerto especial no dia 9 de Junho no Cinema S. Jorge em Lisboa. Aqui irão cruzar-se o passado e o futuro da banda: serão revisitados alguns dos melhores momentos da sua carreira e será aberta a janela sobre o seu próximo trabalho discográfico.
Eis o plano das festas:
SALA 3

22h00 - projecção do documentário "Terrakota no Topo do Mundo - Diário da Viagem aos Himalaias", realizado por Pedro Coquenão.

SALA 1

23h00 - espectáculo de celebração dos 10 anos, com a participação de convidados como Francisco Rebelo, João Gomes e Nuno Reis (Cool Hipnoise), Trinta e Kiko (Kumpania Algazarra), entre outras surpresas.
Neste momento, os Terrakota encontram-se na fase final de misturas do seu 4º álbum, cozinhando novos pratos e usando cada vez mais especiarias na procura de um som próprio, orgânico e sem fronteiras. Este próximo disco propõe uma viagem que parte do Oriente e segue para Ocidente, através do deserto, rumo ao Senegal. Pelo caminho, cruza-se com muitas etnias africanas no seu percurso de "djagandjay" até Angola, onde apanha um navio negreiro até ao Caribe com escala no Brasil.


Uma viagem com mensagem afirmada de multiculturalidade, consciência,amor e liberdade!

O novo álbum conta com uma série de convidados ligados a diferentes universos musicais, caminhando para uma abordagem mais adulta da música de raiz, oriunda de lugares como a Índia, Angola, Senegal ou o Sahara. A sua edição a nivel mundial acontecerá no princípio do Outono. "WORLD MASSALA" É O novo single e videoclip.

Os Terrakota encontram-se na fase final de misturas do seu 4º álbum, cozinhando novos pratos e usando cada vez mais especiarias na procura de um som próprio, orgânico e sem fronteiras. O novo álbum conta com uma série de convidados ligados a diferentes universos musicais, caminhando para uma abordagem mais adulta da música de raiz, oriunda de lugares como a Índia, Angola, Senegal ou o Sahara. A sua edição a nivel mundial acontecerá no princípio do Outono.

O primeiro single "World Massala" e respectivo videoclip já rodam nas radios e tv’s nacionais. O tema é um delicioso groove punjabi reggae construído em cima duma ragga clássica indiana (rag Malkauns do mestre Gurugi Jamini Das). No videoclip, seguimos a banda movendo-se de rickshaw (mototaxi) nas multi-povoadas ruas de Nova Delhi. Prova de que o Mundo é uma grande Massala!!!

O tema é um apelo à aceitação da multiculturalidade em toda a sua plenitude. A diversidade cultural é um facto, evidente em cada continente, cada pais, cada cidade, cada povo... cada pessoa.

Para o cantor Júnior, "a multiculturalidade é um pilar do desenvolvimento social da humanidade. Neste tema o reggae faz uma ponte entre a India clássica do cantor carnático Mahesh Vinayakram e a India folklorica dos Rajasthan Roots.”

A cantora angolana Romi Anauel aponta para uma sociedade mais sensivel e feminina defendendo "o regresso a valores intemporais de ligação entre as pessoas e a natureza seguindo o rio das leis naturais da vida. A felicidade não vem de fora mas de dentro de cada um ".


Recordamos que em 2007, com a edição do seu completamente auto-produzido terceiro album "Oba Train", os Terrakota passaram a marcar uma posição de destaque dentro da world music a nível mundial. O album foi unanimemente elogiado e considerado o melhor do grupo, tendo levado o colectivo numa preenchida "Oba Train tour" por mais de 2 anos, que passou pelos maiores festivais europeus: Etnosur, La Mercé e Mercat de Vic (Espanha), Couleur Café, Polé Polé e Esperanzah (Bélgica), Amsterdam Roots (Holanda), Exit Festival (Sérvia), Rototo Sunsplash (Itália), Babel Med (França) entre outros.



Terrakota

ROMI: voz

JUNIOR: voz, guitarra

ALEX: guitarra

DAVIDE RODRIGUES: bateria, backing vocals

NATANIEL MELO: percussão

FRANCESCO VALENTE: baixo

MARC PLANELLS: sitar, backing vocals


FEATURING

Mahesh Vinayakram: canto carnático

Vasundhara Das: canto carnático

Kulta Khan (Rajasthan Roots): morchang, khurtal and bhapang

Roshan (Rajasthan Roots): dholak

Kusumakar Pandya (Rajasthan Roots): bansuri


DiscograFIA

World Massala (outubro 2010), Oba Train (2007), Humus Sapiens (2004), Terrakota (2002)"

26 novembro, 2007

Lisboa Mistura - Um Espelho Musical da Cidade Aberta


Já por várias vezes, neste blog, se falou de Lisboa como local de confluência de pessoas - e, com elas, as suas culturas, as suas crenças, os seus sabores... - de todo o mundo. E esta semana, dias 29 e 30 de Novembro (sempre entre as 18h00 e as 23h00), os vários palcos do Teatro Municipal de S.Luiz, em Lisboa, vão receber variadíssimas propostas musicais e artísticas que são o reflexo dessas confluências e saudáveis contaminações entre povos e géneros musicais. É o Festival Lisboa Mistura, que apresenta no primeiro dia, quinta-feira, os Monte Lunai (com música e danças tradicionais europeias), Filipa Pais com Jon Luz (música de Cabo Verde e Portugal), o espectáculo multidisciplinar «À Noite o Sol (Negócios Estrangeiros)» - espectáculo de teatro, música, vídeo e literatura, com encenação de António Pires (não, não sou eu; é o meu homónimo actor e encenador), textos de Nuno Artur Silva e José Luís Peixoto, direcção musical de Carlos Martins, desenhos de António Jorge Gonçalves e participação de Mitó Mendes (A Naifa), Dmitry Bogomolov, Gina Tocchetto, D'Mars, DJ Ride, Armando Teixeira, Alexandre Frazão, André Fernandes e João Moreira, entre outros -, com a noite a terminar com uma sessão dos Afro Blue DJs. No segundo dia, sexta-feira, há lugar para o espectáculo de música e dança dos Batoto Yetu, para o concerto «Novos Sons» - resultado de workshops dirigidos pelos Cool Hipnoise, com projectos musicais de bairros periféricos de Lisboa como Flowsan, Mozifem, 100% BCV, Ritchaz & Keke, Kotalume e Os N'Gapas -, a Kumpa'nia Al-gazarra, Kalaf (na foto) com Nástio Mosquito - «Improviso poético do concreto à sanzala» -, Lil'John e a Orquestra d'O Estado do Mundo; terminando o festival com mais uma sessão especial de música e DJing, «Lis-Nave» - com os Cool Hipnoise, Júlio Resende 4teto, Nigga Poison, Janelo da Costa, Pedro Castro, Adriana Miki, Gabriel Gomes, Batoto Yetu e SP&Wilson, entre outros - e uma Festa Intercultural que reúne muitos dos participantes anteriores (e outros músicos) numa celebração global. O debate «Um novo olhar sobre Lisboa» (quinta-feira) e cardápios de muitos sabores no Café do S.Luiz completam a «ementa» deste festival organizado pela Sons da Lusofonia. Mais informações aqui.

25 janeiro, 2007

Músicas Mestiças em Lisboa - Espelhos de Espelhos de Espelhos


A Lisboa - cidade que foi durante séculos capital de um império colonial em África e na América do Sul - chegam todos os dias muitas pessoas vindas de países que falam português. Um português híbrido, vivo, mestiço, em constante mutação. Falado por gente de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Brasil... E, entre eles, muitos músicos que, em Lisboa e com outros músicos, africanos, brasileiros e portugueses, misturam as músicas de raiz dos seus países com muitos e variados géneros: jazz, funk, soul, disco, electro, tecno, hip-hop, drum'n'bass, reggae, tudo junto num caldeirão em ebulição permanente de criatividade e liberdade. Num jogo de espelhos interminável. Aqui em baixo fala-se do magnífico documentário «Lusofonia, A (R)evolução», do novo álbum dos Cool Hipnoise (na foto) e da caixa «Angola».


O recente documentário «Lusofonia, A (R)evolução» - produzido pela Red Bull Music Academy, com guião de Artur Soares da Silva e João Xavier - é um espelho perfeito de uma nova realidade que está em construção em Lisboa: a criação de uma música híbrida, viva, mutante, que vive dos cruzamentos e da fusão de músicas africanas com música portuguesa (nomeadamente o fado) e com géneros anglo-saxónicos. Produto óbvio de 500 anos de convívio, miscigenação e trocas entre Portugal, África e Brasil, a nova música feita na capital portuguesa, uma cidade cada vez mais cosmopolita, está aberta a centenas de influências e incontáveis fusões possíveis. No documentário fala-se de «hip-hop em crioulo, música de dança com samples de kuduro, letras em português sobre estruturas contemporâneas» e de muitas outras misturas em desenvolvimento em Lisboa e nos seus arredores onde se concentram as comunidades africanas.

Bons exemplos disso são o DJ, produtor e compositor Sam The Kid, português branco de sotaque africano, que inclui na sua música samples de música brasileira e africana, do fadista Carlos do Carmo e de James Brown; Sara Tavares, portuguesa de origem cabo-verdiana que foi recentemente nomeada na categoria Revelação para os Prémios World Music da BBC; ou os excitantes e recentes Buraka Som Sistema, um colectivo multicultural que faz aquilo a que eles chamam kuduro progressivo (ver crítica ao EP «From Buraka To The World» mais em baixo, neste blog). Os Buraka Som Sistema - que integram três angolanos, um português e um português de origem indiana e moçambicana - pegam no kuduro angolano (uma música urbana devedora do tecno, do hip-hop, do baile funk brasileiro e de ritmos tradicionais angolanos), limam-lhe as arestas mais duras, produzem-no, retiram-lhe parte da carga interventiva das letras de origem e servem-no de uma forma nova e extremamente atraente para os ouvidos ocidentais. Deste grupo faz parte Kalaf, poeta e «diseur» angolano e uma das vozes mais activas no circuito musical lisboeta - para além do seu projecto a solo e dos BSS tem participações em discos dos Cool Hipnoise, Spaceboys, Bulllet, 1-Uik Project (agora One Week Project), dos ingleses Up, Bustle & Out e no disco de spoken-word «Secret Voice, No Time For Silence» (ao lado de Ursula Rucker). E é também esta característica - de muita gente a colaborar com muita gente de origens diversas - que faz a actual riqueza da música produzida em Lisboa. Uma cidade que tem como símbolo musical o fado, música que muito provavelmente tem uma origem africana antes de passar pelo Brasil (o lundum) e se transformar, no séc. XIX, no português fado. No documentário, Sara Tavares diz logo a abrir: «no estrangeiro há muita gente que não sabe que há portugueses pretos». Assim como, geralmente, se desconhece, citando João Gomes, teclista dos Cool Hipnoise, que «toda a gente em Portugal tem contacto com o merengue, a marrabenta e com ritmos cabo-verdianos (mornas, coladeiras, funanás...). Qualquer lisboeta ouviu música diferente de alguém de Milão ou de Paris ou de outra qualquer cidade europeia».

Cool Hipnoise que foram, em meados dos anos 90, protagonistas de uma música de fusão que ia ao hip-hop e à soul, à música africana e brasileira e que têm agora um novo álbum, «Cool Hipnoise» (Metrodiscos/Som Livre), em que a mestiçagem de vários géneros está ainda mais presente que no passado. Oiça-se «Caótica República», em que há ecos de Manu Chao ou Amparanoia; o reggae-electro de «Dois Dias»; o ragga-soul (a carburar em steel-drums) de «Kita Essa Dama»; o funk-afro-beat de «Katinga»; o «blaxploitation» solarengo de «Dias da Confusão»; o disco-sound divertidíssimo e lá pelo meio infectado por África de «Escanifobética»; o funk ácido de «Tudo a Nu»; a súmula perfeita disto tudo que é «Dá-me Dá»; ou o delírio hip-hop hiper-realista da faixa-bónus... Os Cool Hipnoise - agora um colectivo alargado formado por Francisco Rebelo, Tiago Santos, João Gomes, Marga Munguambe, Milton Gulli, Marcos Alves e Hugo Menezes - tiveram no álbum a colaboração de Virgul (Da Weasel), Luís Simões (Saturnia/Blasted Mechanism), Sam The Kid, Regula e de membros da Tora Tora Big Band, entre outros.

Os Cool Hipnoise - que no seu projecto paralelo Spaceboys se atiram a misturas de kuduro, electrónica, funk e jazz - surgiram paralelamente ao explodir definitivo do hip-hop em Lisboa e arredores, feito por brancos e negros, através de nomes como General D (que cruzou sabiamente a música africana com o rap nos dois álbuns que editou antes de se desligar das lides musicais), Da Weasel (actualmente um dos grupos de maior sucesso em Portugal) e os grupos presentes numa colectânea pioneira, «Rapública», que deu a conhecer Boss AC (outro campeão de vendas em Portugal), Zona Dread (de onde saiu D Mars), Family (de Melo D, primeiro vocalista dos Cool Hipnoise) e os fugazes Black Company. E à constatação de que o reggae poderia ser uma música de sucesso, através dos Kussondulola e da sua mistura de ritmos jamaicanos com sembas e merengues angolanos.

Mas a presença da música africana em Lisboa vem muito de trás. Nos anos 60, artistas africanos como o Duo Ouro Negro ou Eduardo Nascimento têm enorme sucesso em Portugal. Nos anos 70, o cantor angolano Bonga salta para a ribalta e uma dinâmica comunidade artística cabo-verdiana começa a formar-se em Lisboa, no bairro de S.Bento. Dela emergem ao longo dos anos 70 e 80 nomes como Dany Silva, Tito Paris, Celina Pereira, Bana ou Ana Firmino (mãe do rapper Boss AC). Já na música portuguesa, a influência de África é notória em cantores como José Afonso, Fausto, Sérgio Godinho, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho ou da cantora de jazz Maria João. E no caso de Sérgio Godinho e de Maria João, a sua mistura também atinge muitas vezes o Brasil, também porto estético preferencial de Eugénia Melo e Castro e, mais recentemente, de JP Simões. Mas já antes, esse contacto existia intimamente: «Barco Negro» (uma das canções mais famosas de Amália Rodrigues, a diva do fado, é uma canção brasileira de Caco Velho). E o caminho inverso também aconteceu, com poetas e cantores brasileiros - Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso, Fafá de Belém, Joanna, Ney Matogrosso... - a comporem ou a incluírem fados no seu reportório.

Paradoxalmente, muita da música africana criada e nascida em Lisboa e arredores passou para o «formato» disco em editoras cabo-verdianas ou francesas, só muito raramente em editoras portuguesas - durante muitos anos as editoras nacionais tiveram a ideia de que «a música africana não vende». Um panorama que recentemente teve o seu contraponto, tanto mais irónico quanto raro, na fabulosa caixa «Angola - As 100 Grandes Músicas dos Anos 60 e 70», em que estiveram envolvidas a Valentim de Carvalho (que forneceu as fitas originais das canções), a Difference Music (que editou) e a Som Livre (que distribui). Uma caixa onde se encontram cem preciosos temas de artistas angolanos perdidos algures nos armazéns da VC e agora, felizmente, resgatados para a luz do dia. Possivelmente, muitos deles provocarão um sorriso aberto motivado pela ingenuidade dos arranjos presentes mas muitos outros (e até aqueles) têm lá dentro os germes de muita da música actual - e não só em Angola. A caixa inclui um livro com uma breve História de Angola, das suas línguas, da sua música. Só falta informação mais específica (e algumas fotos) sobre os artistas presentes.

Nos últimos anos, a proliferação de projectos híbridos, mestiços, multiculturais em Lisboa levou a inúmeros e incrivelmente diversos novos projectos onde há lugar para o novo-fado de Mariza (portuguesa de origem moçambicana e a maior embaixadora do fado na actualidade); a música cabo-verdiana modernizada de Lura e Sara Tavares; o hip-hop interventivo de Chullage, Nigga Poison, SP & Wilson ou Conjunto Ngonguenha; o reggae afro-jamaicano dos Mercado Negro e de Prince Wadada; a música brasileira de Cyz e dos Couple Coffee (Brasil que também está bem representado em Lisboa por dois espantosos músicos de jazz: o baterista Alexandre Frazão e o saxofonista Alípio Carvalho Neto); para um baterista como N'dú (da banda de Tcheka e Sara Tavares), que funde funk e drum'n'bass com ritmos africanos; para projectos híbridos e em que se juntam portugueses, africanos e músicos de outras nacionalidades como o grupo de Lindú Mona, os Terrakota, os Tama Lá ou os Djumbai Jazz; para a música angolana mas cada vez mais universal de Waldemar Bastos; ou para o n'gumbé excitante do guineense Manecas Costa.

Um dos momentos mais marcantes de «Lusofonia, A (R)evolução» acontece quando surgem imagens intercaladas da revolução de 25 de Abril de 1974 e das actuais festas comemorativas dessa revolução: DJs como Nel'Assassin e outros cruzam beats de hip-hop com velhas canções de intervenção e samples de transmissões radiofónicas do dia 25 de Abril. Quase logo de seguida, Johnny (da Cooltrain Crew) diz: «Estamos a assistir ao nascimento de algo novo». Uma nova revolução que, idealmente, pode atingir 220 milhões de pessoas que falam português. De Portugal ao Brasil e aos países africanos de língua portuguesa, sim, mas também de outros lugares: Galiza, Macau, Timor-Leste, partes da Índia e todas a comunidades portuguesas e lusófonas espalhadas pelo mundo.