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13 janeiro, 2012

IFP Com Belos Filmes (do Mundo)


O Institut Franco-Portugais programou um belo ciclo de cinema (do mundo) para os próximos tempos. É favor seguir para a a Avenida Luís Bivar, em Lisboa.O programa:

CICLO CINEMAS DO MUNDO
de 16 de janeiro a 27 de fevereiro| 19h | ifp

Entrada Livre. Filme legendado em português.

Um ciclo de 10 filmes premiados pela originalidade dos seus olhares, pela força dos temas abordados e a qualidade da sua realização.

Do Tajiquistão à Roménia, passando pela Bélgica ou o Chade, venha descobrir, em Janeiro e Fevereiro, alguns dos melhores filmes de co-produção francesa destes 15 últimos anos.


Segunda-feira 16 de Janeiro 19h
LUNA PAPA de Bakhtiyar Khudojnazarov
1999 – França, Alemanha, Suiça, Áustria, Tajiquistão – 1h47

Segunda-feira 23 de Janeiro |19h
BYE BYE de Karim Dridi
Bélgica, Suiça, França - 1995 - 1h45

Segunda-feira 30 de Janeiro | 19h
LUMUMBA de Raoul Peck
França, República do Congo - 2000 - 1h56

Segunda-feira 6 de Fevereiro | 19h
SATIN ROUGE de Raja Amari
França, Tunísia - 2002 - 1h40

Quinta-feira 9 de Fevereiro | 19h30
INDIGÈNES de Rachid Bouchareb
Argélia, França - 2006 - 2h08

Segunda-feira 13 de Fevereiro | 19h00
TRANSYLVANIA de Tony Gatlif
França, Roménia - 2006 - 1h43

Quinta-feira 16 Fevereiro | 19h30
DARATT de Mahamat-Saleh Haroun
França, Chade - 2006 - 1h35

Segunda-feira 20 Fevereiro | 19h30
LE CHAOS de Khaled Youssef e Youssef Chahine
França, Egipto - 2007 - 2h02

Quinta-feira 23 Fevereiro | 19h00
LE SILENCE DE LORNA de Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne
França, Albânia, Bélgica - 2008 - 1h45

Segunda-feira 27 Fevereiro | 19h00
UN HOMME QUI CRIE de Mahamat-Saleh Haroun
França. Chade - 2010 - 1h32

Mais informações, aqui.

06 maio, 2008

Rotas e Rituais – O Povo das Estrelas: Um Festival de Cultura Cigana


Segundo mais uma notícia sumarenta avançada pelas Crónicas da Terra, as Festas da Cidade de Lisboa integram este ano o festival Rotas e Rituais – O Povo das Estrelas, dedicado à música e cultura cigana. O festival - que decorre no início de Julho e se reparte entre o Cinema S.Jorge e o Padrão dos Descobrimentos - inclui concertos dos romenos Fanfare Ciocarlia acompanhados por várias outras estrelas europeias da música cigana reunidas no disco/espectáculo «Queens and Kings», dia 1; dos sérvios Kal (na foto, de Mike Bowring) e dos franceses Bratsch, dia 2; e dos espanhóis Son De La Frontera, dia 3. O festival inclui ainda uma mostra de filmes de Tony Gatlif - «Les Princes», «Gadjo Dilo», «Transylvania», «Exils» e o seminal «Latcho Drom» -, exposições de pintura e fotografia, uma mostra de trajes femininos, conferências, ateliers para crianças e teatro infantil.

21 abril, 2008

Cromos Raízes e Antenas XLIII


Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)


Cromo XLIII.1 - Ryuichi Sakamoto


Saído de um dos mais importantes grupos electro-rock japoneses dos anos 70, a Yellow Magic Orchestra, Ryuichi Sakamoto - nascido a 17 de Janeiro de 1952, em Nakano, Tóquio - rapidamente se destacou como um dos mais marcantes compositores e músicos dos últimos trinta anos, tendo a sua obra para disco, filmes (a sua banda-sonora de «Feliz Natal, Mr.Lawrence», onde também é actor ao lado de David Bowie, é maravilhosa) ou outros suportes passado pelo rock, o experimentalismo, a world music (nele convivem vários elementos tradicionais nipónicos mas também música árabe, indiana, africana ou brasileira), as electrónicas ou a ópera. Ao longo do seu riquíssimo percurso musical já trabalhou com David Byrne, David Sylvian, Thomas Dolby, Iggy Pop, Youssou N'Dour, Brian Wilson, Alva Noto, Arto Lindsay ou Jaques Morelenbaum (com quem gravou canções de António Carlos Jobim). Um génio absoluto.


Cromo XLIII.2 - «Latcho Drom», de Tony Gatlif


Pesquisador incansável e apaixonado da cultura cigana, nomeadamente da sua música, o realizador de cinema argelino, e cigano, Tony Gatlif (de seu verdadeiro nome Michel Dahmani, nascido a 10 de Setembro de 1948, em Argel), concluiu em 1993 um filme absolutamente extraordinário: «Latcho Drom», a (longa) história de uma viagem que traça a diáspora do povo cigano a partir do Rajastão, na Índia, e a sua chegada a países distantes como a Roménia, França, Egipto, Turquia, Hungria, Eslováquia ou Espanha. Uma viagem que é feita, sempre, com a música e a dança como traço fundamental de união e de memória deste povo. «Latcho Drom» (que significa, em romani, «boa viagem») é, talvez, o pico mais alto da carreira de Gatlif - ele também compositor de música - que tem como outros filmes marcantes o igualmente inesquecível «Gadjo Dilo», «Vengo», «Exils» ou o recente «Transylvania».


Cromo XLIII.3 - Susana Baca


A cantora Susana Baca - de seu nome completo Susana Esther Baca de la Colina, nascida a 24 de Maio de 1944, em Chorrillos, Lima - é também uma respitadíssima compositora e estudiosa da influência da música africana no Peru. Paralelamente à sua carreira musical - que já nos deu álbuns fabulosos como «Vestida de Vida, Canto Negro de las Américas!», «Fuego y Agua», «Espíritu Vivo», «Lamento Negro» (com o qual ganhou um Grammy) ou «Travesías» - é também, juntamente com o seu marido Ricardo Pereira, a responsável pelo Instituto Negro Contínuo que, nos arredores de Lima, recorda as heranças culturais que os escravos vindos de África deixaram no seu país. Cantando lunduns, valsas, marineras, zamacuecas ou canções de Gilberto Gil e poemas de Pablo Neruda, a sua voz é sempre enorme e a sua vida um enorme exemplo.


Cromo XLIII.4 - Babatunde Olatunji


Mito maior da música africana - e do que a música africana tem de mais ancestral, as percussões -, Babatunde Olatunji nasceu a 7 de Abril de 1927 em Ajido, Lagos, na Nigéria, e morreu a 6 de Abril de 2003, nos Estados Unidos. E foi nos Estados Unidos que ele teve a parte principal da sua profícua carreira, iniciada nos anos 50 quando fez amizade com um dos maiores génios do jazz, John Coltrane, e com o A&R John Hammond, da Columbia Records, editora para a qual começou a gravar em 1957 (o seu álbum «Drums of Passion» é um clássico). Fundador do Olatunji Center for African Culture, em Harlem, Nova Iorque, e guru de inúmeros bateristas, percussionistas e outros músicos (de Bob Dylan a Santana, de Mickey Hart a Airto Moreira, de Quincy Jones a Stevie Wonder, de Max Roach a Muruga Booker), Olatunji foi também um activista dos direitos civis nos EUA, ao lado de Martin Luther King e, depois, de Malcolm X.