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06 julho, 2011

Tom de Festa Com Vieux Farka Touré, Sofía Rei, L'Herbe Folle e Alle Moller Band


O 21º Tom de Festa, como sempre organizado pelo ACERT, decorre de 13 a 16 de Julho em Tondela (com extensão a Viseu) e mais uma vez com um programa musical impressionante e havendo ainda lugar para exposições e videoarte. Veja-se só:

21º TOM DE FESTA — FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO ACERT’11
TONDELA, 13 A 16 DE JULHO’11


13 Julho - 4ª feira
Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. Azeredo Perdigão
PORTUGAL
Porque o Todo é a Soma das Partes, o concerto de abertura celebra 60 anos (25 do Conservatório + 35 da ACERT) de Arte!

Trezentos músicos – todos actuais professores e alunos do Conservatório – sobem a um único palco para comemorar (em grande número!) um quarto de século da instituição. A ACERT junta-se a estes artistas, num momento de celebração conjunta que vai abrir com chave de ouro o Tom de Festa 2011.
E para fechar o espectáculo em beleza também, a apoteose final conta com a participação de todas as Orquestras e Coros do Conservatório. Será, pois, uma ocasião privilegiada para ouvir a interpretação de excertos do célebre musical “The Sound of Music”, do compositor Richard Rodgers. Entre o princípio e o fim do concerto, o público é transportado numa viagem pela panóplia de ambientes, estilos e autores evocados por cada uma das Orquestras.
Trata-se, em suma, de uma justa homenagem a uma entidade que nos tem presenteado com um vasto rol de iniciativas ao longo de quase três décadas. Pela mão da Proviseu – Conservatório de Música, ganharam forma exposições, concertos e inúmeros tributos a personalidades locais, entre muitos outros eventos culturais que foram marcando a programação regular.
Destaque-se, mais concretamente, a edição do livro A Divina Música; a encomenda da obra musical “Mosaic”, do compositor João Pedro Oliveira (premiada num concurso internacional em Itália); e o IV Festival de Música da Primavera, que recebeu o “Prémio Animarte Acontecimento Cultural 2011”.

13 Julho - 4ª feira
Ale Möller Band
Suécia, Grécia, Senegal, Canadá e México
Uma história transbordante de culturas e tradições contada numa pauta de música.

Europa, África, América: eis o triângulo onde se desenham as raízes destes artistas. Pelo (en)canto da música, porém, os membros de Ale Möller Band extravasam os três vértices geográficos para percorrer o mundo de lés a lés (ou, melhor dizendo, de dós a rés).

Ao álbum “Bodjal” (2004) foram adicionando o material (escrito em palco, durante ensaios ou até em quartos de hotel) que haveria de dar origem ao disco “Djef Djel”, gravado em 2007 no Atlantis Studio de Estocolmo. Numa clara inovação face ao trabalho anterior, marcado por um leque de participações especiais (por exemplo, Shipra Nandy e Kurash Sultan), o novo CD foi insuflado pela cumplicidade entre os seis elementos da banda.

Em palco, percebe-se porquê: basta ver o magistral Möller, envolvido pela harmonia vocal de Maria Stella e Mamadou Sene, a mesclar o violino de Magnus Stinnerbom com os ritmos de Rafael Huizar e Sebastien Dubé. O fio condutor é o encontro da(s) Música(s) e da(s) Cultura(s) num arsenal de instrumentos que revela, num som único e homogéneo, o ADN artístico de Ale Möller Band.



http://www.myspace.com/alemoller
http://www.alemoller.com/

Ficha técnica:
Ale Möller (Suécia) – bouzouki, flautas
Maria Stellas (Grécia) – voz
Mamadou Sene (Senegal) – voz
Magnus Stinnerbom (Suécia) – violino
Sebastien Dubé (Canadá) – contrabaixo
Rafael Huizar (México) – bateria



14 Julho - 5ª feira
Vieux Farka Touré
Mali
Acompanhe este artista global numa não menos global celebração da música. Com talento e sem fronteiras.

Filho de peixe sabe… cantar. Inicialmente, Bourmeime Farka Touré (que adoptou a alcunha “Vieux” em homenagem ao seu avô) não recebeu a bênção artística do pai. Porém, Ali Farka Touré, um dos nomes mais respeitados da World Music, cedo percebeu que o jovem herdara não apenas a vontade de lhe seguir as pisadas, como o talento necessário para empreender os seus próprios voos artísticos.

E foi isso que aconteceu: saindo da sombra gigante de Ali, Farka Touré (o filho) construiu uma ponte geracional entre os blues americanos e africanos. Transportando a sua terra natal entre as cordas da guitarra, tornou-se um embaixador global de uma cultura musical única, onde as sonoridades de África parecem fundir-se com a herança do rock, do reggae, do dub e do funk.

Ao álbum de estreia homónimo (2007) seguiram-se o disco de remix “UFOs Over Bamako” (2008) e um conjunto de tournées que deixavam já adivinhar um extraordinário sucesso. Após “Fondo” (2009), o segundo CD de estúdio, choveram convites para espectáculos, inclusive para a cerimónia de abertura do Mundial de 2010.

Mais tarde, este “Hendrix do Sahara” (como é conhecido na imprensa americana) lançou o álbum ao vivo “Live” (2010) e o fantástico “The Secret” (2011), que conta com a cumplicidade de grandes artistas e marca a sua última colaboração com o pai. A quem quiser saber O Segredo, Vieux aconselha: “ouçam o CD”.


http://www.myspace.com/vieuxfarkatoure



Ficha Técnica:
Vieux Farka Touré – voz, guitarra
Tim Keiper – bateria e percussão
Valess – baixo


14 Julho - 5ª feira
Quinta do Paço & CONVIDADOS
Portugal
Sons de cá patenteados por um grupo que explora trilhos infinitos no enaltecimento da música portuguesa.

O primeiro ingrediente é o gosto pela tradição musical portuguesa. O segundo é a vontade de reinventar melodias de ‘cantautores’ nacionais. E o terceiro é uma amizade feita partilha de pluralidades afectuosas.
Pelo concelho de Tondela, esta receita é polvilhada em arraiais e encontros festivos. A população acolhe os “cozinheiros”, deixando-se contagiar de alegria e esquecendo todas as tristezas.
Nesta Quinta em que a Música marca (com)passos, os sinais da nossa terra fortalecem-se no seu namoro com o Mundo. Não podemos, claro, esquecer que a Música do Mundo nasce da persistência de quem a ama e interpreta. E que o Tom de Festa é um espaço em que o Local também é necessariamente Universal.
http://quintadopacomolelos.blogspot.com/


Ficha técnica:
Rui Pedro – Acordeão e voz
Joel Rodrigues – Bandolim e Voz
Jorge Fernandes – Baixo e voz
Norton Rodrigues – Percussão e voz



15 Julho - 6ª feira
Sofía Rei
Argentina
Da América do Sul à Big Apple, venha desvendar o mapa musical de uma das mais carismáticas artistas da actualidade.


Cantora, compositora, letrista e produtora, Sofía Rei conjuga os ritmos sul-americanos com os encantos do jazz, da música electrónica e das improvisações. A música que produz revela a sua natureza multilingue, cantando em espanhol, português e inglês.

Pela originalidade do seu percurso, foi elogiada pela All About Jazz como uma das cantoras mais versáteis e populares de Nova Iorque. Em 2006, o seu disco de estreia, “Ojalá”, subiu directamente para o Top 10 da Jazz Journalists Association, enquanto “Sube Azul” – o mais recente trabalho – está nomeado para os Independent Music Awards de 2011. Nos últimos anos, tem partilhado o palco com artistas consagrados, participado nos mais célebres Festivais do mundo e actuado em salas que dispensam apresentações, como o Carnegie Hall ou o Kennedy Center.

Ao seu lado encontramos um ensemble que entretece texturas musicais tão diversas como as raízes culturais dos seus membros. Dois desses artistas vão emprestar a sua versatilidade e talento ao Tom de Festa: o colombiano Samuel Torres, aclamado como um dos maiores percussionistas e compositores da sua geração; e o peruano Jorge Roeder, contrabaixista consagrado envolvido em inúmeros projectos musicais.

http://www.myspace.com/sofiarei
http://sofiamusic.com/noticias/



Ficha técnica:

Sofía Rei – Voz
Samuel Torres – Percussão
Jorge Roeder – Contrabaixo



15 Julho - 6ª feira
L’Herbe Folle (na foto)
França
Malabarismos com música de todos os horizontes numa folia sem limites.


Ritmos mestiços de muitas paragens parecem segredar ao público que é proibido não dançar. São canções imbuídas de sonhos e desejos. Sons valsadores que se confundem com os ritmos ciganos ou com um jazz livre de rótulos.

Crus ou cozinhados, ingénuos ou sinceros, os textos deixam entrever as preocupações sociais que – musical ou socialmente – os perpassam, invadem e motivam. E não podemos esquecer o rugido dos tambores que esboça as linhas grossas de uma selva tão urbana como rural. Ao mesmo tempo, lamento e cacofonia comunicativa deambulam em danças que a voz exalta e incendeia.

Se, assumir os seus paradoxos fosse uma arte, "L'Herbe Folle" seria reconhecida com o prémio dos "Arts et Metiers".
Chamar "Chut" a um álbum que irá fazer muito barulho é só uma pequena ilustração de uma arte em escrever e até de viver.

Os seus paradoxos são cultivar as identidades plurais e as pontes entre os estílos musicais, mexendo assim com o jogo das etiquetas.

Um grupo de canções? Seguramente! Em Francês, em Polaco, num piscar de olho occitano, "L'Herbe Folle".
Um grupo de música acústica? Jazz, Klezmer valse, Bourrée, Java, Cigana, tudo passa!


http://www.myspace.com/lesherbesfolles



Ficha técnica:

Aladin – Guitarra e voz
Florent – Saxofone e voz
Clem – Percussões
Rémi – Baixo



15 Julho - 6ª feira
Os Diatónicos
Portugal
Concertinas acrobáticas num frenesim de baile pelas ruas de Tondela.


Com a música presa entre as letras da palavra com que escrevem o nome, estes artistas apostam num repertório feito de estilos ecléticos, incluindo originais. Saltando do rock para o popular, tocam (con)certinhos como “animadores infernais” e saltam, correm, rodopiam. A (an)dança não têm parança.

Pelo som de concertinas que bufam, transpiram e gemem, a animação apodera-se da rua ao impulsionar bailados acrobáticos. A melodia contagiante apela a um “a menina dança?”. Em Portugal e no estrangeiro, os Diatónicos levam a euforia da festa a qualquer poiso ou circunstância.

Em 1993, foi criada pela Associação Recreativa Cultural Flor do Sabugueiro uma escola de concertinas onde se formaram alguns tocadores de concertinas sendo um deles Carlos Pinto. 
Carlos e os outros alunos começaram a tocar concertina na tocata do Rancho desta associação e ainda a participar em romarias, onde animavam as pessoas com as suas músicas e "brincadeiras". Hoje, os elementos do grupo já não são os mesmos, uma vez que alguns deles tiveram que emigrar, no entanto, novos elementos entraram para o grupo.
De repente o Grupo de Concertinas “Diatónicos” de Dalvares começou a ser falado um pouco por toda a parte. A explicação: o grupo apostou num reportório variado, onde cabe todo o género de música (do popular ao rock) incluindo originais do grupo... tocam certinhos e depois há um “performmer” de alto gabarito — o Carlos. De concertina ao peito, salta, corre, rodopia e toca. A “concertina bufa, transpira e geme”. A piada é que nesses bailados acrobáticos, o som sai melodioso e não arranha nos nossos ouvidos. 
Desde então, nunca mais pararam. Já correram Portugal de Norte a Sul, incluindo as Ilhas dos Açores e Ilha da Madeira e ainda Associações portuguesas na Suiça e na França, divulgando a música tradicional. 
Actualmente, toda a actuação é feita num camião palco, tendo um cenário bastante apelativo e inovador.
Com a sua boa disposição e energia, interagem com o público, promovendo um clima de alegria total.

http://diatonicos.blogspot.com/



Ficha Técnica:
Carina Fonseca – concertinista
Carlos Pinto – concertina e direcção artística
Fábio Braz - bombo e concertina
Filipe Andrade - concertina e bombo


16 Julho - Sábado
Diabo na Cruz
Portugal
Rock de braço dado com a música tradicional portuguesa num cocktail servido por uma das bandas mais virtuosas da actualidade.

Fazem a ponte entre duas margens que viveram separadas durante mais de trinta anos: a da Música Moderna Portuguesa e a da Música Popular Portuguesa. Com temas que são do mais fresco e entusiasmante que se tem feito por cá, os cinco músicos recuam ao tempo das sonoridades tradicionais e juntam-lhes a atitude do século XXI.

Perdoando o folclore português, apresentam-se com guitarras aceleradas e letras contagiantes. É a música popular ao ritmo de um bom rock pop, numa mistura que não abdica de uma injecção permanente de criatividade e dinamismo em palco.

Letras, métrica, interpretação e, sobretudo, composição fazem de “Virou!”, o primeiro álbum de Diabo na Cruz, um trabalho singular. Há muito que a música portuguesa carecia de um Tropicalismo capaz de nos unir, juntando o génio de José Afonso ao de António Variações… sem fronteiras!


http://www.myspace.com/diabonacruz
http://www.ruadebaixo.com/diabo-na-cruz.html


Ficha técnica:
Jorge Cruz - guitarra e voz
B Fachada - viola braguesa e voz
Bernardo Barata - baixo e voz
João Gil – sintetizadores
João Pinheiro - bateria e percussão



16 Julho - sábado
Mo’Kalamity & the Wizards
Cabo Verde e França
Não perca o espectáculo da cantora-activista que é já uma das figuras incontornáveis do reggae a nível mundial.

A voz suave contrasta com a força das mensagens que pulsam nas suas canções, em jeito de alerta contra a discriminação, a condição das mulheres e o ambiente, entre muitos outros temas. Certo é que num universo profissional maioritariamente dominado por homens, Mo’Kalamity se tornou num dos nomes femininos mais conhecidos da última década.

O seu caminho deixa entrever uma encruzilhada de influências. Natural de Cabo Verde, vai beber às raízes nativas do Oeste africano, mas parece trazer sonoridades afro-americanas e jamaicanas tatuadas na alma. Actualmente reside em Paris, cidade em que – acompanhada pela sua banda, The Wizards – tem levado ao rubro as principais salas de espectáculo.

O seu primeiro álbum, “Warriors of Light”, obteve uma grande aceitação por toda a Europa, enquanto “Deeper Revolution, o mais recente CD, mereceu três nomeações para os Cabo Verde Awards 2011. Entre estes trabalhos, tem dividido o palco com grandes vultos mundiais (Salif Keita, Omar Perry, entre outros) e realizado múltiplos concertos. As salas? Esgotadas. Só não se esgotam as boas energias de Mo’Kalamity & The Wizards.


Mo Kalamity cresceu rodeada de música ecléctica: descobriu o reggae, a soul music e os estilos afro-americanos e jamaicanos dos anos 60 e 70. Entre tantos, ela escolheu o reggae rebelde e militante para exprimir os temas que lhe são caros.
Viveu encontros musicais diversos, como em 2000 e 2001, em que foi corista do cantor reggae King Malik. Decide então investir na sua carreira a solo e cria melodias a que cola lírica também da sua autoria em que estende uma ponte com África. Poemas, a maioria em inglês, em que apregoa a tolerância e o amor, mas também denuncia o egoísmo e a indiferença do mundo actual.
Em 2003, conhece Johnson, ex-líder do grupo Exode, e sua companheira Anne, ambos compositores que a ajudarão a aprimorar as suas criações. A partir de então Mo Kalamity é acompanhada da banda The Wizards .
Seguem-se dois anos de concertos pela Europa e, em 2006, grava o primeiro disco, « Warriors of light ». Colabora depois do lançamento desse álbum com vários artistas do mundo reggae - Junior Cony, Barbes D, entre outros -, para em 2008 e 2009, participar nos projectos colectivos Voix Libres e « African Reggae », este último da famosa editora Putumayo.
Também em 2009 chega ao mercado o segundo disco de Mo Kalamity & The Wizards, «Deeper Revolution». Um álbum em que a cantor de origem cabo-verdiana se impõe como revelação feminina do reggae graças à sua voz suave com influências da soul music e dos blues e à poesia contestatária e de apelo social.
TSF

http://www.myspace.com/mokalamityspace



Ficha Técnica
Mo' Kalamity - Voz
Mano - Percussão
Benoit Demuynck - Baixo
Kubix - Guitarra
Bastien - Teclados
Yann Clery - Flautas e Coros
Kael - Guitarra e Coros



16 Julho – Sábado
Cottas Club JAZZ Band
Portugal
Porque a música não escolhe idades, venha conhecer o grupo de “Cottas” que criou um jazz à sua maneira…

Participar num espectáculo dos Cottas Club é carimbar o passaporte para uma viagem através de um repertório singular em que a banda reinterpreta o jazz dos anos vinte com o estilo eternizado por Louis Armstrong & All Stars na década de cinquenta.

Pelo caminho, desenha-se no horizonte a fachada do famoso bar Cotton Club, de Nova Iorque, grande pólo de divulgação deste género musical. O nome do grupo surge, então, num duplo piscar de olhos a esse palco nova-iorquino e à velha (perdão, “cota”) história do universo jazzístico. Ao chegarmos ao nosso destino, surpreendemo-nos com um jazz tradicional (Dixieland) que se reinventa no cruzamento com o funk e brassband.

Provenientes da zona Oeste de Portugal, os “Cottas” já lançaram dois CDs e têm vindo a participar em centenas de espectáculos, como os festivais europeus de Dixieland em Tarragona (Espanha) e Dresden (Alemanha). Já em 2011, marcam presença no VI Festival Internacional de street bands, em Amorebieta – País Basco (Espanha).


Os Cottas Club Jazz Band, vem da zona Oeste de Portugal, surgiram em 2003 e estão focados no Jazz Dixieland (ou Jazz tradicional), aquele que foi tocado durante os anos vinte e anos trinta, na cidade-berço do Jazz - New Orleans.
Este conceito, reflecte-se também no instrumental da banda: trompete, trombone, clarinete, sousafone e washboard. Na tradição dos velhos mestres, esta banda executa acusticamente os temas mais famosos da época, cantando inclusivamente, com um megafone. Dos traços mais genuínos da banda, é sua predisposição para a animação em complemento às interpretações musicais. Com textos humorísticos em estilo stand-up comedy, em todos os ambientes, os Cottas conseguem oferecer espectáculos memoráveis, únicos e bem dispostos.
Até à data, os Cottas Club lançaram 2 CDs acumulando ainda algumas centenas de espectáculos, quer  em Portugal como no estrangeiro. Nos últimos anos, fez parte do elenco dos dois maiores festivais europeus de Dixieland, sendo essas um dos principais feitos na carreira da banda. Em 2007 e 2008, os Cottas brilharam durante os 14º e 15º Festivais Internacionais na cidade espanhola de Tarragona ). No ano seguinte, a banda foi a sensação no 39º Festival Internacional de Dixieland em Dresden, onde milhares de fãs, durante os quatro dias do festival, apreciaram a irreverência da banda, levando-os para as primeiras páginas de alguns jornais alemães. Ainda em 2009, os Cottas participaram nas comemorações do 38º aniversário dos Emirados Árabes Unidos, onde para além do Dubai, fizaram uma digressão de 6 dias nas capitais de outros emirados, representando Portugal nesse pais do Médio Oriente.
Como apresentações publicas relevantes: “Imaxina Sons” (6 º Festival de Jazz de Vigo), no “SZIGET FESTIVAL” em Budapest – Hungria, naquele é um dos maiores e mais importantes festivais culturais da Europa.

www.myspace.com/cottasclub



Ficha Técnica
Rafael Neves – Clarinete
Pedro Morais – Saxofone
Mário Nunes - Trompete, Voz
Hugo Margalho – Trombone
Jorge Maia – Sousafone
Alexandre Maia – Washboard

01 julho, 2010

MED de Loulé - Bregovic, Vieux e... A Música Portuguesa


A última edição do festival MED de Loulé voltou a registar vários enormes momentos de música. E, para além de grandes concertos de Goran Bregovic (um concerto em que dancei e fiz mosh, gritei e cantei, arrepiei-me e chorei com "Ederlezi"), Vieux Farka Touré (já liberto do fantasma do pai genial, a trilhar caminhos próprios mais próximos do rock e, agora, um fabuloso guitarrista) e Orchestra Baobab (os velhos embondeiros continuam de pé e a namorar-nos de uma forma cada vez mais sedutora e descarada), o MED teve como grande destaque deste ano o espaço e respeito que deu à música portuguesa, muita dela nova e arriscada. É a esse assunto que eu dedico a minha crónica de hoje no jornal "i" - edição online: http://www.ionline.pt/conteudo/67233-loule-e-musica-portuguesa -- e que aqui também transcrevo:

"No fim-de-semana passado tive a honra de encerrar como DJ - juntamente com o meu companheiro do Clube Conguito, Rodrigo Madeira - o MED de Loulé, um festival que está a crescer de forma sustentada em público, qualidade intrínseca de programação e prestígio internacional. E, o mais importante, a crescer na aposta que fez este ano em muitos nomes da música portuguesa, alguns já conceituados, outros novos. Do veterano Zeca Medeiros, que terá finalmente um álbum que lhe faz justiça no Outono, aos fabulosos Diabo na Cruz, que homenagearam, em rock, a Brigada Victor Jara e os Gaiteiros de Lisboa. Dos cada vez melhores (mais telúricos, complexos e misteriosos) Galandum Galundaina aos Orelha Negra, que vão à música negra americana mas transportam uma portugalidade intrínseca. Dos já quase consagrados, e muito justamente, Mazgani -- que resistiu galhardamente às interferências de um jack traiçoeiro (na foto) --, Anaquim e Virgem Suta aos prometedores Macacos do Chinês (há uma guitarra portuguesa no hip-hop!), Atma e Pucarinho. Para grande pena minha, não vi os Andersen Molière (tocaram à mesma hora que Goran Bregovic, que deu um dos melhores concertos que vi em toda a minha vida e não consegui arredar de lá pé), 3 Pianos (coincidiu com os Galandum Galundaina) e The Legendary Tiger Man (estava uma tal enchente que não consegui entrar no palco Castelo)".

27 maio, 2010

Clube Conguito (António Pires/Rodrigo Madeira) no MED de Loulé


Quando as danças europeias, as fanfarras balcânicas, o klezmer, o bhangra, o kuduro, o baile carioca, o dancehall ou o kwaito do DJ António Pires se encontram com a música africana vintage, a exotica latino-americana, o jazz, a soul, o funk e o hip-hop do DJ Rodrigo Madeira, isso é o... Clube Conguito! A nova dupla de DJs já apurou a fórmula no Chapitô e no Bacalhoeiro, em Lisboa, e estreia-se oficialmente com esta designação na noite de encerramento do festival MED de Loulé, dia 26 de Junho. E, pronto, agora que já dei brilho ao ego, posso avançar com todos os outros nomes já confirmados do MED deste ano, que promete ser novamente um grande festival:

Quarta-feira, 23 de Junho:

* Amparo Sánchez
* Femi Kuti & The Positive Force
* Vieux Farka Touré
* Zeca Medeiros
* Macacos do Chinês

Quinta-feira, 24 de Junho:

* King Khan & The Shrines
* Goran Bregovic and His Wedding & Funeral Band
* Cacique 97
* Mazgani
* Andersen Molière

Sexta-feira, 25 de Junho:

* Orchestra Baobab
* Watcha Clan
* 3 Pianos
* Anaquim
* Galandum Galundaina
* The Legendary Tiger Man

Sábado, 26 de Junho:

* Mercan Dede & The Secret Tribe
* Boom Pam
* Virgem Suta
* René Aubry
* Orelha Negra
* Diabo na Cruz
* Clube Conguito

07 agosto, 2008

Festa do «Avante!» - Com Vieux Farka Touré e Uma Homenagem a Woody Guthrie


Um concerto do maliano Vieux Farka Touré (filho de Ali Farka Touré), uma homenagem ao importantíssimo cantor, compositor e activista norte-americano Woody Guthrie (na foto) feita por Chad Dughi (Estados Unidos) e The Coal Porters (Estados Unidos) e o espectáculo conjunto dos Galandum Galundaina com os Toques do Caramulo são três dos momentos mais aguardados da Festa do «Avante!» deste ano, que decorre dias 5, 6 e 7 de Setembro na Quinta da Atalaia, Seixal. Mas ainda haverá muitos mais concertos para ver por lá: André Cabaço (Moçambique), André Fernandes Quarteto com Mário Laginha, Blues Big Band (Brasil), Big Band do Hot Clube de Portugal, Camané, Da Weasel, David Binney Quintet com Mark Turner (Estados Unidos), Eneida Marta (Guiné-Bissau), Fadomorse, Faith Gospel Choir, Grupo Moncada (Cuba), Júlio Pereira, Júlio Resende Quarteto, Krissy Mathews Blues Band (Inglaterra), Kumpa'nia Al-gazarra, Mind da Gap, Mu, Navegante (com os convidados especiais Ttukunak, do País Basco, Mimo Epifani, de Itália, Amélia Muge, João Afonso e Rui Júnior), Nuno Mindelis (Angola), Pedro Jóia, Skalibans, Tabanka Djaz (Guiné-Bissau), Terrakota, Tucanas, WrayGunn, X-Wife, Xaile e Xutos & Pontapés, entre muitos outros, e ainda uma «Grande Gala de Ópera» dedicada ao compositor Giuseppe Verdi. Mais informações, aqui.

12 dezembro, 2007

U2 - Um Tributo Africano!


Agora que passam vinte anos sobre a edição de «The Joshua Tree» - o álbum em que os U2 (na foto, de Anton Corbijn) vão em busca das raízes negras e africanas do rock (os blues e o gospel) e em que na poesia de Bono passa a ter lugar uma reflexão continuada sobre as questões do chamado Terceiro Mundo -, data assinalada com a remasterização e várias reedições luxuosas desse álbum, chega também a notícia - via, mais uma vez, Crónicas da Terra - de que vários artistas africanos vão lançar um álbum só com versões de temas da banda irlandesa. O álbum, «In The Name Of Love: Africa Celebrates U2», é uma edição da Shout! Factory e parte da receita angariada com a sua venda reverterá para a Global Fund. Com edição prevista para Abril de 2008, no disco participam alguns dos maiores nomes - consagrados ou emergentes - da música africana: Angélique Kidjo («Mysterious Ways»), Vieux Farka Touré («Bullet The Blue Sky»), Ba Cissoko («Sunday Bloody Sunday»), Vusi Mahlasela («Sometimes You Can't Make It On Your Own»), Tony Allen («Where The Streets Have No Name»), Cheikh Lô («I Still Haven't Found What I'm Looking For»), Keziah Jones («One»), Les Nubians («With Or Without You»), Soweto Gospel Choir («Pride [In The Name Of Love]»), Sierra Leone's Refugee All Stars («Seconds»), African Underground All-Stars («Desire») e Waldemar Bastos («Love Is Blindness»). Promete!

18 outubro, 2007

Tinariwen e Vieux Farka Touré - O Deserto Aqui Tão Perto


E mesmo que não se possa ir ao deserto, o deserto pode vir até nós: é já amanhã, dia 19, que a fabulosa banda de músicos tuaregues Tinariwen (na foto) regressa a Lisboa para um concerto integrado na extensão que passa pela Europa e pelos Estados Unidos do Festival au Désert. Mas, como é sabido, não vêm sozinhos: na primeira parte terão o músico e cantor maliano Vieux Farka Touré, filho de Ali Farka Touré mas já senhor de uma voz própria e que o destaca da sombra tutelar do seu pai. Prevê-se mais uma noite inesquecível de música africana, desta vez no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, num fim-de-semana a que o CCB chama 3=6 (3 Dias, 6 Concertos, Muitas Músicas) e que inclui ainda espectáculos do flautista português Rão Kyao acompanhado pelo intérprete chinês de peipá Yanan (amanhã, no Pequeno Auditório), da pianista clássica Anne Kaasa (sábado, no Pequeno Auditório), do pianista de jazz Chick Corea (sábado, no Grande Auditório), do fadista Pedro Moutinho (domingo, no Pequeno Auditório) e da pop inteligente e encantatória do antigo vocalista dos Japan, David Sylvian (domingo, no Grande Auditório). Ainda antes do concerto em Lisboa, os Tinariwen e Vieux Farka Touré apresentam-se hoje, dia 18, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.

23 setembro, 2007

Tinariwen e Vieux Farka Touré - Para Ficarmos Todos Com Areia Dentro dos Bolsos



Os leitores deste blog sabem do amor que tenho aos tuaregues Tinariwen (podem procurar por aqui críticas aos discos «Amassakoul» e «Aman Iman» e a reportagem do fabuloso concerto que eles deram no MED de Loulé) e o respeito com que recebi o álbum de estreia, homónimo, de Vieux Farka Touré (na foto), filho do grande Ali Farka (ver crítica ao álbum algures neste blog, em conjunto com o disco de Afel Bocoum & Alkibar). E agora a boa notícia: tanto os Tinariwen quanto Vieux Farka Touré (este em estreia no nosso país) vêm dar concertos a Portugal, integrados na digressão de promoção ao Festival au Désert - que todos os anos decorre em Janeiro, no Mali - e desta vez tem uma extensão na Europa e Estados Unidos. Os concertos estão marcados para dia 18 de Outubro no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, e um dia depois no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Ainda não há muitos mais detalhes sobre o assunto (preços, etc.) mas ficamos, para já, com a certeza de que vamos ficar com os bolsos cheios de areia - na expressão mais que feliz de alguém que viu os Tinariwen mas que já não me lembro quem foi...

07 dezembro, 2006

Afel Bocoum e Vieux Farka Touré - O Legado de Ali


Ali Farka Touré morreu, mas o seu espírito, o sopro mágico da sua arte, vive - mais ou menos presente - na música de muita gente. Na música de bluesmen do outro lado do Atlântico como Corey Harris ou na dos portugueses Terrakota, nos franceses Lo'Jo, nos norte-americanos Toubab Krewe ou nos malianos, seus conterrâneos apesar de etnia diferente, Tinariwen. E, claro, na música do seu protegido Afel Bocoum (na foto) e do seu filho Vieux Farka Touré, que edita agora o seu álbum de estreia.


AFEL BOCOUM & ALKIBAR
«NIGER»
Contre-Jour Belgium

Afel Bocoum não é nenhum jovem. Nasceu em 1955, em Niafunké, e integrou durante mais de dez anos a banda acompanhante do seu tio Ali Farka Touré - depois de ter sido seu roadie e, como ele diz em entrevistas, «lhe ter servido o chá» -, que o «adoptou» como discípulo dilecto. Tirou depois o curso de engenheiro agrónomo e dedicou-se durante bastante tempo à agricultura. Nos anos 80 formou o grupo Alkibar mas o seu primeiro álbum, exactamente intitulado «Alkibar», foi apenas lançado em 1999, já ele tinha ultrapassado os 40 anos de idade. Muitos fãs de pop e rock tomaram contacto com o seu nome através de «Mali Music», álbum gravado a meias com Damon Albarn, dos Blur. E «Niger», o álbum editado este ano por Bocoum, é mais um passo seguríssimo de uma carreira feita à sombra de Ali Farka, sim - no recente concerto da Womex, Afel apareceu de óculos e chapéu preto como o seu mentor -, mas que o confirma como um compositor talentoso e igualmente exímio no cruzamento da música tradicional da África Ocidental com os blues. O primeiro tema do álbum, «Ali Farka», é um lamento, uma despedida, que fala do seu melhor amigo, Ali Farka Touré, já doente e, na estrofe seguinte, já morto mas ainda presente. É uma despedida arrepiante, comovente, belíssima. E no resto do álbum, esse espírito inicialmente invocado perpassa todas as canções. Canções cantadas por Afel em sonrai, peul e tamasheq (dos tuaregues) - três das mais importantes línguas do Mali, unindo assim várias das suas etnias, também à semelhança do que fazia Ali Farka. Canções em que se ouvem, bem presentes, njarkas e njurkels - em diálogo permanente com a guitarra de Bocoum -, a cabaça percutida e os djembés. Por vezes, coros femininos e masculinos. E, em «Niger», o tema-título, uma surpresa: flauta e harpa céltica, respectivamente nas mãos de Paddy Keenan (da Bothy Band) e Liam O'Maonlai (dos Hothouse Flowers), para além da guitarra de Habib Koité. Ouve-se tão bem, este álbum! (8/10)


VIEUX FARKA TOURÉ
«VIEUX FARKA TOURÉ»
Modiba Productions/World Village

Se no novo álbum de Afel Bocoum não há lugar para a electricidade, já no álbum de estreia de Vieux Farka Touré - assim chamado em honra do seu avô, o pai de Ali Farka (o verdadeiro nome de Vieux Farka Touré é Bouriema Touré) - a electricidade jorra muitas vezes... mas isso não é um problema, bem antes pelo contrário. O álbum é surpreendentemente bom e o pai de Vieux está lá bem presente, no espírito de muitas canções mas também em «matéria», com Ali Farka a colaborar com o filho, e finalmente a dar-lhe a sua bênção, em duas canções - «Tabara» e «Diallo». Assim como o estão o «padrinho» Toumani Diabaté, que toca kora em «Touré de Niafunké» e «Diabaté» (dois temas lindíssimos!!!), e o espantoso cantor Issa Bamba, em «Courage». E não se pense que o disco de Vieux é uma cópia a papel-químico do trabalho do seu pai. Não! O álbum é uma festa de géneros e ritmos diferentes, de temas acústicos e outros mais eléctricos, do Mali e não só. Nele estão a música dos povos sonrai, peul, tuaregue e mandinga e também reggae (cf. em «Ana»), uma pulsão rock rara e ecos de soul, funk e, claro, blues. No álbum ouvem-se koras, njarkas, ngonis, talking-drum, cabaças e djembés, mas também guitarras eléctricas, baixos eléctricos, um órgão, um cravo (!), flauta, uma secção de metais... A história de Vieux é curiosa (mesmo pensando que muitas vezes as biografias dos artistas e grupos é muitas vezes romanceada): o pai tentou que ele não seguisse a carreira musical - chegou mesmo a proibí-lo de o fazer - e foi Toumani Diabaté que integrou Vieux na sua banda há alguns anos e convenceu Ali Farka a aceitar o «destino» do filho. Vieux tocou depois com o pai e, no interim, colaborou (e colabora) com a campanha da UNICEF «Fight Malaria», que pretende erradicar a malária do continente africano (dez por cento das vendas deste álbum revertem para a organização maliana Bée Sago, associada da UNICEF nessa luta). (8/10)