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22 junho, 2009

FIDO - Siga a Dança... em Oeiras!


O FIDO - Festival Internacional de Dança de Oeiras - arranca este ano com uma programação que já pede meças a outros com mais nome e história. Para se ficar a saber tudo sobre o FIDO, o melhor é visitar o seu site, aqui, mas para se ficar com uma pequena ideia do que vai acontecer por lá, posso dizer que, para além de inúmeras oficinas de danças tradicionais e não tão tradicionais assim (jazz, hip-hop, etc.) e outras actividades, há concertos/bailes com os Monte Lunai, Tor, Tanira (na foto, de Hugo Lima; tirada no seu recente e magnífico concerto no Granitos Folk), Cabaz, Fol&Ar e Mosca Tosca, para além de sessões dançantes com música escolhida por DJ Matt e, pois, hermmmm, hummmm, enfim, António Pires. Promete, pois!

27 agosto, 2007

Iberfolk - II Edição Confirmada na Sortelha



De regresso às lides - ainda com os bolsos cheios de areia algarvia e apenas por alguns dias antes de ir até à Póvoa de Varzim para o nóvel Músicas do Mar - aqui fica, com júbilo, a notícia da confirmação da realização do II Iberfolk, na Sortelha, aldeia próxima do Sabugal, nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Com um programa ainda aberto a sugestões de quem queira participar com actividades várias - «além das actividades planeadas deixaremos a cada um propor e realizar o que entender. Existirá, durante o festival, um placard onde cada um poderá indicar a hora e local da actividade que pretende realizar. Não há limites ao tipo e natureza de actividades, desde que a logística esteja assegurada. Fica na vossa mão fazer workshops, sessões de debate, percursos, projecção de filmes, o que quiserem. Sortelha e todos nós estaremos lá para participar. O lema é: "Constrói o festival"» -, mas já com o programa-base delineado e confirmado. Este: Dia 7, 15h00 - Escalada no castelo, 19h00 - Observação solar, 22h00 - Pé Na Terra, 23h30 - Projecção do documentário «Arritmia», de Tiago Pereira, 23h30 - Hora Do Conto I - Marco Luna, 24h00 - Ventos Da Líria (e ainda, após as 22h00 - Observação astronómica); dia 8, 15h00 - Escalada no castelo, 15h30 - Workshop de Danças Tradicionais I, 16h00 - Caminhada «À descoberta de moinhos de água», 17h00 - Workshop de Adufe, 17h00 - Workshop de Danças Tradicionais II, 19h00 - Workshop «Mergulhar no Corpo», com Sandra João, 19h00 - Workshop de Ioga, 21h00 - Adufeiras de Paúl, com participantes de Workshop de Adufe, 22h00 - Diabo A Sete (cujo excelente álbum de estreia, «Parainfernália», está na calha para crítica próxima; na foto), 23h30 - Projecção do documentário «11 burros caem num estômago vazio», de Tiago Pereira, 23h30 - Hora Do Conto II, com Marco Luna, 24h00 - Tor; dia 9, 15h00 - Escalada no castelo, 15h30 - Workshop de Danças Tradicionais III, 15h00 - Caminhada «Serra de Malcata», 19h00 - Teatro de Marionetas «Tobias», 17h30 - No Mazurka Band (Baile/Workshop/Animação), 21h30 - Hora Do Conto III, com Marco Luna, 22h00 - Mosca Tosca. Mais informações aqui.

21 maio, 2007

Breve Crónica do Folk and Roll (ou Quando os Adversários São as Claques)



Os Pé na Terra (foto de Hugo Lima) foram os vencedores do primeiro concurso Folk and Roll, que decorreu ontem à noite no Contagiarte. Justos vencedores, diga-se, em decisão unânime do júri. Assim como unânime foi o segundo prémio, para os Pulga na Palha. Mas, como referiu o organizador e anfitrião Osga, ganharam todas as bandas presentes. Como, aliás, começaram a ganhar logo que todas elas começaram a chegar a este maravilhoso espaço portuense: todos eles se conhecem, todos eles já tocaram alguma vez uns com os outros, há muitos que participam em projectos comuns, ou pelo menos já se cruzaram por aí em andanças e Andanças várias. E, desde a hora de almoço até ao final da noite, bem noite, eram mais os beijinhos e abraços e desejos mútuos de boa sorte do que qualquer indício de competição entre todos eles. Tanto ou tão pouco que - durante o «concurso», aqui já com aspas, porque de concurso já não se tratava - as claques de cada uma das bandas acabaram por ser compostas pelos membros das outras bandas. E, sempre, com um amor enorme entre eles todos.

Derreados de uma viagem complicada e atribulações várias, os lisboetas Tanira abriram, e muito bem, o Folk and Roll com a sua mescla lindíssima de música erudita e popular, renascentista dos salões nobres e das danças do povo, actual porque tão bem integrada no enorme movimento de recuperação das danças tradicionais europeias. A presença da viola de gamba baixo dá um toque único ao som dos Tanira, toque que é, paradoxalmente, complementado por um baixo eléctrico que contribui para a pulsão rock de alguns dos momentos. E, a pairar por cima da base rítmica, há violino, bouzouki e o Gonçalo em gaita-de-foles, viola d'arco e uillean pipe (maravilhosamente bem tocada num tradicional irlandês). A seguir, os Tor, do Fundão, em que pontificam os divertidíssimos gémeos Marco e Bruno (e com a contrabaixista Sara, dos Mu, a estrear-se com eles neste concurso), levaram jigs e reels extraordinariamente bem tocados ao concurso, escola feita no antigo projecto dos dois, os Salamander. Num dos temas, os Tor - nome das formações rochosas da serra da Gardunha - contaram com a colaboração da flautista inglesa Alice. E se a proposta dos Tor não é original é, sem dúvida, de uma paixão e uma alegria raros entre nós. Depois, os portuenses Pé na Terra surpreenderam com uma versão maravilhosa da «Balada do Sino» (tradicional/José Afonso). Surpresas que continuaram quando à música de sabor tradicional português adicionam outros elementos como o reggae, o rock, uma valsinha irresistível, ska e punk (inclusive num tema que vai de Trás-os-Montes aos Pogues num instantinho). Projecto de Cristina (voz e acordeão) e Ricardo (gaitas-de-foles, flauta, gralha, etc...), mas também com a presença fundamental de um guitarrista, um baixista e um percussionista novinho mas seguríssimo (Tiago), os Pé na Terra - que têm pontos de contacto sonoros com Uxu Kalhus - irão, de certeza, muito longe. Logo a seguir, os Pulga na Palha apresentaram a melhor proposta a nível cénico do festival. Liderados por duas raparigas - uma portuguesa, a outra espanhola de ascendência galega -, mas também com dois músicos repescados aos Pé na Terra (o Ricardo e o Tiago), os Pulga na Palha apresentaram-se com roupas bárbaras e uma atitude fortíssima: eles tocam música medieval de várias origens (França, Itália...) com a ajuda de gaitas-de-foles e percussões várias (incluindo as qraqabas da música gnawa e os tambores tradicionais portugueses) e, muitas vezes, o som que fazem é tão selvagem que pode pedir meças aos grupos punk mais pintados. São de uma vivacidade, alegria e verdade incríveis. Finalmente, os Ra.In foram «a carta fora do baralho» disto tudo mas foram também interessantíssimos. Colectivo alargado de músicos e convidados, os Ra.In fazem «chill-out progressivo» mas a designação é redutora para tudo aquilo que, e de muito bom, se passa no palco. No grupo há electrónica e samples (samples de coisas tocadas pelos músicos do grupo) mas também muitos instrumentos acústicos - chegou a haver três guitarras clássicas ao mesmo tempo em palco, para além de djembés, didgeridoo, pau de chuva, crótalos... -, duas vozes femininas (Diana, dos Mu, e a cantora de jazz Ester) e uma música viva que navega pelo trance, o rock progressivo, alusões à world music... É por vezes tribal, outras vezes telúrico, outras vezes ambiental. Acabaram o mini-concerto todos a rir.

O júri - que acabou por ser constituído por Quico (músico, produtor e técnico de som), Rui Oliveira (actor, encenador, director artístico do Contagiarte), Osga (músico e organizador do concerto) e, hummm, António Pires (jornalista) - atribuiu os prémios que já foram referidos no primeiro parágrafo, ficando as outras três bandas, ex-aequo, em terceiro. Ah, e o «misterioso» cabaz do primeiro prémio (para além da abertura do Granitos Folk) era constituído por apetitosíssimos produtos de agricultura biológica, da mesma «mercearia» que também forneceu o lauto jantar que antecedeu o «concurso». Uma garrafa azul que os Pé na Terra também licitaram e uma garrafa de licor misteriosamente aparecida por ali também contribuíram, e de que maneira, para um final de festa - com jams várias - inesquecível.

15 maio, 2007

Folk and Roll - Os Finalistas (e Nova Data)



O Concurso Folk and Roll, que se realiza no Contagiarte, Porto, saltou para o dia a seguir ao previsto: não será a 19 mas a 20 de Maio (próximo domingo, à noite). E entretanto já são conhecidos os finalistas desta primeira edição do concurso: os grupos Tor (do Fundão), Tanira (Lisboa), Pulga na Palha (Porto), Ra.in (Vila Nova de Gaia) e Pé na Terra (Ermesinde). O primeiro prémio do concurso - aberto a «projectos musicais na área da World Music, Tradicional ou Folk, sem trabalhos discográficos editados» -, recorde-se, dará direito a uma actuação no Festival Granitos Folk e a um misterioso «cabaz de produtos tradicionais»; com todos os grupos a ter como prémio de participação a gravação em CD e DVD (áudio e vídeo) da sua actuação, assim como o respectivo registo fotográfico. Do júri do concurso fazem parte Hugo Osga (músico dos Mu e organizador do concurso), Rui Oliveira (director artístico do Contagiarte e da Acaro), Avelino Tavares (Discantus/Mundo da Canção), Carlos Bartilotti (manager e produtor) e, hmmmm, António Pires (jornalista).

(a foto que encima este post é de Mário Pires, da Retorta)