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04 maio, 2011

FMM Sines 2011 - E Agora, a Programação Completa!


Aqui vai!!!

"ALINHAMENTO COMPLETO DE CONCERTOS

Sexta, 22 de Julho

O programa de concertos do FMM Sines 2011 tem início às 19h00 de 22 de Julho, no Castelo, com um concerto de António Zambujo (Portugal), uma das vozes mais originais do fado, com influências melódicas e harmónicas das músicas alentejana e brasileira.

Às 21h30, sobe ao palco Le Trio Joubran. Formado pelos irmãos Samir, Wissam e Adnan Joubran, o único trio de alaúdes do mundo é palestino e abre novos caminhos para um instrumento central da cultura árabe. Apresenta em Sines o seu novo disco, “AsFâr”.

Às 23h00, um dos mais brilhantes músicos africanos do nosso tempo, o senegalês Cheikh Lô estreia-se em Sines na sequência da gravação de “Jamm”, um dos discos mais aclamados de 2010.

A primeira noite do festival é fechada, às 00h30, pelos americanos Secret Chiefs 3. Criação de três antigos membros do grupo Mr. Bungle, esta banda liderada por Trey Spruance faz rock progressivo instrumental com influências sinfónicas, de heavy metal e música árabe.



Sábado, 23 de Julho

O segundo dia do festival é aberto às 19h00 pelo projecto António Chainho “LisGoa”, onde o guitarrista António Chainho evoca 500 anos de ligação cultural entre Portugal e Índia num cenário que não podia ser mais condicente: o Castelo de Vasco da Gama.

Às 21h30, actua o músico chinês Mamer, acompanhado da banda IZ. Filho da cultura nómada do povo cazaque de Xinjiang, a região mais interior da China, Mamer faz música folk gerada na tradição mas com olhos no futuro.

Berrogüetto, a banda galega com maior projecção internacional e um dos grupos mais importantes do folk europeu, apresenta-se às 23h00 com novo disco, “Kosmogonías”, lançado em 2010, e novo vocalista, Xabier Díaz.

Às 00h30, é a vez do projecto Congotronics vs. Rockers, que junta dez músicos originários dos grupos congoleses da série Congotronics (Konono n.º 1 e Kasaï Allstars) e dez músicos da cena rock alternativa (músicos provenientes dos Deerhoof, Wildbirds & Peacedrums e Skeletons, juntamente com Juana Molina e Vincent Kenis). Numa digressão europeia seleccionada, este é o único concerto do projecto em Portugal.

Domingo, 24 de Julho

O primeiro concerto de domingo, 24 de Julho, acontece às 19h00. Aduf é um projecto do percussionista português José Salgueiro baseado na transformação do instrumento tradicional adufe. A cantora basca María Berasarte é convidada especial.

Autora de “Lero-Lero”, um dos discos brasileiros com maior atenção internacional em 2010, a paulistana Luísa Maita estreia-se em Portugal no palco do Castelo, às 21h30.

Às 23h00, cede o lugar ao projecto De Tangos y Jaleos, que apresenta o verdadeiro flamenco popular, raramente mostrado fora das cerimónias privadas das famílias ciganas da Extremadura espanhola, num encontro genuíno e de grande intensidade.

Figura histórica do highlife, o ganês Ebo Taylor fecha o primeiro fim-de-semana de concertos, às 00h30, na companhia de uma orquestra de “allstars” do afrobeat actual, a Acrobeat Academy.

Quarta, 27 de Julho

A cantora, multi-instrumentista e compositora galega Mercedes Peón abre o segundo fim-de-semana de concertos com a apresentação de “SÓS”, um dos discos de fusão electro-acústica baseada em música tradicional mais amados dos últimos anos. Às 19h00, no Castelo.

Às 21h45, a cantora, baixista e percussionista Manou Gallo, natural da Costa do Marfim, sobe ao palco do Castelo com a banda acústica belga Woman Band para apresentar o seu disco “Lowlin”, gravado em 2010.

O trio jovem Mama Rosin, vindo da Suíça, tem concerto marcado para as 23h15. A sua música de dança funde a energia do punk e do rock com o zydeco, música da comunidade crioula negra do Luisiana.

Unindo a rebeldia poética do rap ao poder instrumental das orquestras africanas, o ganês Blitz the Ambassador promete marcar o hip hop da segunda década do séc. XXI. Termina a noite de música no Castelo às 00h45.

Às 02h45, é inaugurado o palco da Praia Vasco da Gama, com um concerto pelo trio português Mikado Lab. Liderado pelo compositor e baterista Marco Franco, é responsável por dois dos melhores discos de sempre do jazz nacional, “Baligo” e “Coração Pneumático”.

Quinta, 28 de Julho

Shunsuke Kimura e Etsuro Ono são renovadores do Tsugaru-shamisen, um instrumento de cordas com um lugar especial na cultura do Japão. Tocam no palco do Castelo às 19h00.

Formado pot Estelle Grand (voz e piano), Amaury Blanchard (bateria) e Clarisse Catarino (acordeão), o grupo francês Fromtwo promove mestiçagens entre a música erudita e o jazz, às 20h15, no palco da praia.

De volta ao Castelo, às 21h45, a rebetika estreia-se no FMM. Um dos grupos mais destacados da nova geração da música grega de raiz tradicional, o quarteto Apsilies baseia as suas experimentações no repertório da escola oriental do género.

Às 23h15, um dos maiores inovadores da slide guitar indiana, Vishwa Mohan Bhatt, dialoga com um grupo cigano na tradição dos músicos dos antigos rajás, The Divana Ensemble. Juntos, representam o melhor da música Rajastão num projecto designado “Desert Slide”.

Formada nas ricas tradições do jazz sul-africano e da música negra, a cantora Nomfusi apresenta em Sines o disco que a revelou, “Kwazibani”. É acompanhada pela banda The Lucky Charms, num concerto às 00h45.

A noite de música termina na praia às 02h45. Entre a Dixieland e o free jazz, o projecto Tuba Project feat. Bob Stewart, concebido pelo pianista e compositor romeno Lucian Ban, dá à tuba a proeminência que lhe faltava no jazz contemporâneo.




Sexta, 29 de Julho

Criado por Marco Barroso, o L.U.M.E. (Lisbon Underground Music Ensemble) é uma big band de autor com alguns dos melhores músicos portugueses do jazz e da clássica. Abre o penúltimo dia de música no Castelo, às 19h00.

Acabada de estrear em CD com “As Big as Divided”, a jovem banda portuguesa Lousy Guru faz pop com influências folk onde os jogos polifónicos são marca. Sobe ao palco da praia às 20h15.

Às 21h45, de novo no Castelo, é a vez de Ayarkhaan, trio feminino que lidera o movimento de revitalização da música da república russa da Iacútia usando apenas como ferramentas o canto gutural e o berimbau metálico “khomus”.

O terreno fértil das músicas modais inspira o projecto francês Marchand vs. Burger “Before Bach”, às 23h15. Criado pelo cantor e instrumentista Erik Marchand e pelo guitarrista Rodolphe Berger, tem o argelino Mehdi Haddab (Speed Caravan) como convidado especial.

Uma das bandas que mais contribuiu para abrir a música ocidental aos sons do resto do mundo, os alemães Dissidenten, os “padrinhos do worldbeat” segundo a Rolling Stone, trazem a Sines as suas “Tanger Sessions”, fusão de rock e música árabe, às 00h45.

O dia de música termina na praia, às 02h45, com O Experimentar Na M’Incomoda. Trata-se de um projecto de Pedro Lucas em que a música tradicional açoriana ganha uma nova vida através dos recursos do digital.

Sábado, 30 de Julho

No seio da Orchestre National de Barbès (na foto), o músico marroquino Aziz Sahmaoui ajudou a renovar a música magrebina. Em 2011, lança-se a solo com o projecto University of Gnawa, uma reunião entre Marrocos e Senegal que traz ao Castelo, às 19h00.

Às 20h15, no palco da praia, é a vez de CaBaCE, banda revelação da música afro feita em Portugal, vencedora do concurso Rock Rendez Worten 2010.

Às 21h45, no Castelo, o músico cabo-verdiano Mário Lúcio, ex-líder dos Simentera, apresenta em Sines o seu trabalho a solo mais recente, “Kreol”, um dos discos do ano nos “charts” europeus de world music.

Transformando o maloya tradicional através de um olhar contemporâneo e pessoal, Nathalie Natiembé, natural de Reunião, ilha francesa no Índico, é uma das vozes mais originais da música africana de hoje. Sobe ao palco do Castelo às 23h15.

Às 00h45, dez anos depois do concerto histórico com Black Uhuru em 2001, a secção rítmica que mudou o reggae, Sly & Robbie, volta ao palco do FMM com um dos cantores jamaicanos em melhor forma, Junior Reid. É o concerto de encerramento da música no Castelo, com fogo-de-artifício.

O último espectáculo do festival acontece na praia, às 02h45, com Kumpania Algazarra, banda portuguesa de música festiva com influências globais.

Em breve será anunciado o programa de iniciativas paralelas, com exposições, ciclo de cinema, ateliês para crianças, feira do disco e do livro, conversas com artistas e escritores, animação de rua, DJ’s e Rádio FMM."

Mais informações, aqui.

26 dezembro, 2006

Dossier Guitarra Portuguesa - 4º Fascículo
























Um dos trabalhos que mais prazer me deu fazer durante os meus muitos anos de BLITZ foi este dossier sobre a Guitarra Portuguesa, em finais de 2004. Ao longo destas semanas, e espaçadamente (para não cansar e porque há outras coisas para falar), aqui vão ficar entrevistas com guitarristas da nova geração e um construtor de guitarras que com ele transporta o saber de gerações, uma possível História da Guitarra Portuguesa, uma discografia básica, etc... Fiz este trabalho com muito amor. Leiam-no também assim, por favor.


GUITARRA PORTUGUESA
CORDAS UMBILICAIS

Pode um instrumento musical espelhar - com o seu som, o seu timbre, a sua respiração e movimento e vibração - a alma de um povo? Pode. Ouve-se um didgeridoo na Austrália, um berimbau no Brasil, uma kora no Senegal, uma flauta de Pã nos Andes, um tambor taiko no Japão, e sabemos que aquele instrumento específico está a ser tocado pela alma certa, mesmo que possa ser tocado por «corpos» de toda a gente em todo o mundo.

Pode a guitarra portuguesa espelhar a alma do povo português? Pode. Há guitarra portuguesa de Lisboa e guitarra portuguesa de Coimbra e guitarra portuguesa do Porto e Braga. E há gente a tocá-la em todo o país. E há um género (dois?, se falarmos de Lisboa e de Coimbra separadamente) que lhe está colado como uma segunda pele, o Fado - ou, dizem os mais críticos, em vez de uma pele, um casaco grande e grosso que por vezes lhe abafa o respirar. E há intérpretes e compositores que fizeram da guitarra portuguesa um instrumento maior. João Maria dos Anjos, Antero Alte da Veiga, o clã Paredes - Gonçalo, Artur e Carlos -, Armandinho, Raúl Nery, António Portugal, António Brojo, Fontes Rocha, Augusto Hilário, Pedro Caldeira Cabral, António Chaínho e muitos, muitos outros... E, mais recentemente, há músicos mais novos que se atiram à guitarra sem complexos e com vontade de a levar para o futuro como Ricardo Rocha, Paulo Parreira, Custódio Castelo ou Paulo Soares... E algumas mulheres, como Marta Costa, perderam o medo de tocar este instrumento difícil e extremamente exigente em termos físicos (a posição; a dureza das cordas...). E há gente do rock a virar-se para ela: na invenção e recriação física do instrumento através das «guitarras portuguesas mutantes» de Nuno Rebelo; na paixão com que Luís Varatojo (ex-Peste & Sida e Despe e Siga) trocou a guitarra eléctrica pela guitarra portuguesa e contribuiu para fazer A Naifa; na aventura que é usar guitarra portuguesa no heavy-metal (os Thragedium, cujo líder, Eclipse, também toca guitarra portuguesa). E os ecos do instrumento não ficam por aqui. Mesmo que não estejam lá, fisicamente, estão nos samples de Sam The Kid ou nas guitarras eléctricas dos Dead Combo, de The Legendary Tiger Man e de Gonçalo Pereira (cf. na versão de «Movimentos Perpétuos», de Carlos Paredes, no álbum «Upgrade»).

A guitarra portuguesa, dizem alguns historiadores, evoluiu a partir de uma fusão da cítara com a guitarra inglesa e faz parte de uma imensa família de cordofones. Pelo som, e pelo sentimento, é irmã do oud (o alaúde árabe), é prima do bouzouki grego (que, por uma estranha emigração, foi adoptado também pelos irlandeses) e do bandolim siciliano, e é vizinha da guitarra espanhola - tão vizinha que, geralmente, para cada guitarra portuguesa há uma viola - uma guitarra espanhola - ali mesmo ao pé. Mas as ligações genealógicas dos cordofones podem ir mais além no tempo e longe no espaço: podem ir ao shamisen das gueixas japonesas, à sitar indiana, à balalaika russa, ao ukelele havaiano (neto dos cavaquinhos portugueses), à kora dos griots mandingas, às violas de lata dos blues do Mississippi.

São cordas que prendem a música, as canções, à terra onde nascem, como cordões umbilicais que nunca são cortados, como fios de Ariadne que nos servem de bússola permanente, como uma teia de relações que se prendem - e nos prendem - a um tempo, a um espaço, a uma poesia, a um gosto, a um destino. E à alma dos povos que as dedilham.

22 dezembro, 2006

Dossier Guitarra Portuguesa - 3º Fascículo


Um dos trabalhos que mais prazer me deu fazer durante os meus muitos anos de BLITZ foi este dossier sobre a Guitarra Portuguesa, em finais de 2004. Ao longo destas semanas, e espaçadamente (para não cansar e porque há outras coisas para falar), aqui vão ficar entrevistas com guitarristas da nova geração e um construtor de guitarras que com ele transporta o saber de gerações, uma possível História da Guitarra Portuguesa, uma discografia básica, etc... Fiz este trabalho com muito amor. Leiam-no também assim, por favor.


GUITARRA PORTUGUESA
DISCOGRAFIA BÁSICA

A guitarra portuguesa está, quase sempre, escondida atrás de um fadista ou de uma fadista. E não são muitos os registos discográficos existentes que dêem ao instrumento o protagonismo absoluto. O BLITZ foi à procura dos discos que julga serem os que mais e melhor justiça fazem à nossa guitarra:

António Brojo e António Portugal - «Variações Inacabadas» (CD 1994 EMI). Dois dos mais importantes guitarristas de Coimbra colaboram num álbum que foi deixado inacabado devido ao falecimento dos dois intervenientes. Neste disco, Brojo e Portugal interpretam temas próprios e de Artur Paredes, Gonçalo Paredes, Augusto Hilário e Flávio Rodrigues, entre outros.

António Chaínho - «A Guitarra e Outras Mulheres»(CD 1998 Movieplay). Acompanhante de fadistas como Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo e Carlos do Carmo, entre outros, Chaínho mostra neste disco que também é um talentoso compositor de originais. É aqui acompanhado por cantoras como Teresa Salgueiro, Marta Dias, Elba Ramalho ou Filipa Pais e músicos como Fernando Alvim, Vinicius Cantuária, Greg Cohen, Peter Sherer e Eyvind Kang.

Artur Paredes - «Artur Paredes» (LP 1961 Alvorada, CD 2003 Movieplay). Filho de Gonçalo Paredes e pai de Carlos Paredes, Artur Paredes foi «o génio revolucionário da guitarra coimbrã» (diz José Niza). Neste disco, Artur Paredes interpreta originais seus acompanhado por Carlos Paredes (também na guitarra portuguesa) e Arménio Silva (viola).

Carlos Paredes - «Guitarra Portuguesa» (LP 1968 Columbia, CD 1987 EMI-VC) e «Movimento Perpétuo» (LP 1971 Columbia, CD 1988 EMI-VC). Se Artur Paredes, pai de Carlos, revolucionou a guitarra coimbrã, Carlos Paredes revolucionou toda a música nacional e fez da guitarra portuguesa um instrumento maior na galáxia dos sons. Génio absoluto, Carlos Paredes - acompanhado nestes dois álbuns pela viola de Fernando Alvim - lança as sementes do futuro para o instrumento em temas imortais por si compostos e interpretados («Canção Verdes Anos», «Movimento Perpétuo», «Mudar de Vida»...).

Domingos Camarinha e Santos Moreira - «Guitarras Portuguesas» (LP 1960 Decca, CD 2001 EMI-VC). O guitarrista Domingos Camarinha (neste disco acompanhado à viola por Santos Moreira) foi acompanhante e autor de músicas para Amália Rodrigues e um dos mais importantes intérpretes de guitarra de Lisboa. Neste álbum toca temas de Lisboa mas também de Coimbra e do folclore nacional.

José Nunes - «O Melhor de José Nunes» (CD 2001 EMI-VC). Acompanhador de fadistas (nomeadamente Amália) mas também solista, José Nunes foi o melhor exemplo de como a guitarra portuguesa é mesmo... portuguesa. Nascido no Porto, é tido como um genial fusionista entre os estilos de Coimbra e Lisboa. Neste disco interpreta temas seus e de outros (Raul Ferrão, Max, populares...).

Pedro Caldeira Cabral - «Memórias da Guitarra Portuguesa/A Guitarra do Século XVIII» (CD 2003 Tradisom). Instrumentista, investigador, especialista em música antiga, Pedro Caldeira Cabral (na foto) é também um apaixonado pela guitarra portuguesa. Neste disco duplo, Cabral vai em busca de formas clássicas/eruditas (embora não se resuma a isto) interpretadas em guitarra portuguesa: pavanas, sonatas, tocatas, minuetos...

Ricardo Rocha - «Voluptuária» (CD 2003 Vachier & Associados) e «Tributo à Guitarra Portuguesa» (CD 2004 Público/Vachier & Associados). O mais talentoso guitarrista de Lisboa da nova geração, Ricardo Rocha tanto inova, revoluciona e leva a guitarra para novos e inexplorados territórios (no álbum em solo absoluto - excepto quando é acompanhado por cravo e violino - e maioritarimente com composições suas, «Voluptuária») como é respeitoso e reverente na transmissão de temas de compositores do passado como Armandinho, José Nunes, Domingos Camarinha, José Cavalheiro ou Jaime Santos (em «Tributo à Guitarra Portuguesa», em que é acompanhado pela viola de Paquito).

Vários - «Guitarra Diversa» (CD 2004 Músicactiva). Álbum editado com o apoio de Coimbra - Capital Nacional da Cultura, inclui participações de Ricardo Rocha, Pedro Caldeira Cabral, Nuno Rebelo, Cândido Lima e Paulo Soares.

Vários - «Guitarras do Fado - Ao Vivo na Aula Magna» (CD 2001 EMI-VC). Inclui gravações ao vivo de Fontes Rocha, Carlos Gonçalves, Mário Pacheco, Manuel Mendes, Paulo Parreira e Ricardo Rocha.