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19 novembro, 2008

Festival Entrelaços - Do Flamenco ao Jazz Manouche, Com Passagem Pelo Alentejo


A edição deste ano do festival albicastrense Entrelaços começa já este fim-de-semana. Toda a informação, aqui em baixo, recolhida nas Crónicas da Terra:

«Vai já na nona edição o “Entrelaços”, Festival Internacional de Música Tradicional / de inverno de Castelo Branco, organizado pelo Grupo Musicalbi, nos dias 22 e 29 de Novembro e 6 de Dezembro. Este ano, Entrelaços arranca com os CoMcORdAs, banda local de gypsy jazz manouche e com os sevilhanos Contradanza, projecto do sul de Espanha com forte sonoridade folk do norte do Atlântico. Segue-se a música alentejana dos Roda Pé e a flamenca dos Ciganos D’Ouro (na foto). Esta nona edição termina com mais um projecto alentejano - Sons do Vagar - e com os anfitriões Musicalbi.

Como tem sido hábito, todos os espectáculos decorrem no Cine-Teatro Avenida, pelas 21h30.

Programa Completo:

Dia 22 de Novembro

“COMCORDAS” E “CONTRADANZA” (Sevilha)

O swing, o jazz e os ritmos ciganos são alguns dos géneros de música que englobam o espectáculo do “CoMcORdAs” que, pelo facto de tocarem apenas instrumentos de corda, não deixam de surpreender através dos recursos destes, do palco minimalista e acolhedor. Constituído por António Preto na guitarra solo, Gil Duarte na guitarra ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico, formam o grupo em Julho de 2006 com o intuito de divulgar este género musical.

Dia 29 de Novembro

“RODA PÉ” E “CIGANOS DE OURO”

Os Ciganos d’Ouro surgiram, em 1994, por iniciativa dos irmãos José Pato e Sérgio Silva. Inicialmente este grupo actuava exclusivamente em eventos culturais no seio da comunidade cigana portuguesa. A partir de 1995 a formação alargou-se em consequência da colaboração iniciada com o guitarrista PEDRO JÓIA que assumiu a direcção musical do grupo, em 1996 editam o álbum “LA CASA” e passaram então a divulgar o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro, participando em festivais internacionais de música cigana ao mesmo tempo que conquistavam novas plateias fora desta comunidade. Fruto da nova ligação ao guitarrista FRANCISCO MONTOYA nasce o não menos aclamado “LIBERTAD”, a banda não pára, e a consequência dessa energia dá origem, em 2001, a mais um apelidado de “MAKTOUB”, palavra árabe que significa destino e caracteriza o caminho errante do povo cigano.

Dia 6 de Dezembro

“SONS DO VAGAR” E “MUSICALBI”

O MUSICALBI, nasceu em Castelo Branco em 1983, com o intuito de recolher e divulgar a música tradicional portuguesa. Hoje, é considerado uma das referências da nova música tradicional. Gradualmente foram introduzidos novos instrumentos e fizeram-se novos arranjos criativos trazendo assim novas sonoridades para a música tradicional, cruzando ambientes musicais portugueses com celtas, galegos e árabes. Contam-se centenas de espectáculos realizados a nível nacional e no estrangeiro, destacando-se concertos em Espanha, França, Macau e China, México e Polónia».

17 setembro, 2008

OuTonalidades - Por Portugal Inteiro (E na Galiza Também)


O fabuloso festival itinerante OuTonalidades está a crescer cada vez mais e agora até já chega à... Galiza. Com dezenas de concertos de norte a sul de Portugal protagonizados por grupos portugueses e galegos e o salto de vários grupos portugueses para o lado de lá do Rio Minho. Mas o melhor mesmo é ler o comunicado da organização, que explica tudo:

«10 Outubro a 20 Dezembro 2008

Circuito “OuTonalidades”, à 12ª edição, estende-se à Galiza!
Maior roteiro de sempre também em Portugal.

Aguada de Cima, Águeda, Allariz, Aveiro, Bueu, Estarreja, Évora, Ferrol, Chaves, Fundão, Guarda, Lisboa, Lugo, Melide, Nígran, O Grove, Paços de Ferreira, Tondela, Tavira

O OuTonalidades, à 12ª edição, não bastando estender a sua implantação a quase toda a geografia nacional, literalmente de norte a sul, passa a integrar também a Galiza no seu roteiro. Mais de uma vintena de grupos portugueses e galegos, de vários géneros musicais, garantirão quase sessenta concertos, em Portugal e na Galiza, durante as onze semanas de duração do evento, que atravessa todo o Outono. Inicia a 10 Outubro, simultaneamente em Águeda e Lisboa. Nas semanas seguintes, o roteiro espalha-se do topo norte da Galiza (Ferrol) até plena costa algarvia (Tavira), passando por espaços de música ao vivo de 19 vilas e cidades.

A d’Orfeu Associação Cultural, promotora desde sempre do OuTonalidades, estabeleceu um convénio com a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais (anterior IGAEM) que garante o inédito alargamento do evento à Galiza. Da cooperação entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuito congénere que é coordenado pela Clubtura, também entidade parceira deste acordo estratégico, haverá canal directo para a participação de 6 grupos portugueses na Galiza, bem como à presença de 5 grupos galegos no circuito português, num total de 36 concertos em regime de intercâmbio, dos 59 concertos programados nesta 12ª edição.

O OuTonalidades, um enorme palco de oportunidades em franca expansão geográfica ano após ano, estimula o sentido de rede, partilhando pequenos espectáculos em pequenos espaços, nomeadamente cafés-concerto, bares associativos e outros espaços de música ao vivo. É um evento dedicado ao pequeno formato, mas com o envolvimento e visibilidade dos grandes acontecimentos. Não se tratando de um festival de bares com música, o Outonalidades é antes um festival de música nos bares. A evolução do circuito reforça essa ideia e estimula o cruzamento de esforços de muita da programação independente em Portugal e Galiza.

O cartaz desta 12ª edição, de um ecletismo invejável, apresenta 22 grupos, entre portugueses e galegos, de genéros que vão do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo. O OuTonalidades reforça a sua rede de parcerias, num circuito que dá palco à música ao vivo nas noites de Outono. A festa e a diversidade são marcas distintivas das programações do OuTonalidades, evento rotativo de música ao vivo que começou por ser, há doze anos, um pequeno circuito local de bares em Águeda, cidade que continua a ser epicentro do circuito agora luso-galaico. Com as várias adesões a norte e a sul, também em Portugal o evento cresce e já chega este ano a nove distritos (mais um que na última edição): Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Évora e Faro.

Aos grupos é anualmente feito convite para integrar um circuito cada vez mais alargado, o que significa, por isso, mais oportunidades. O OuTonalidades promove, em cada nova edição, a circulação e visibilidade de muitos grupos numa grande rede, com uma divulgação cruzada que se estende a todo o território abrangido pelo roteiro, no qual é cada vez mais certo encontrar projectos artísticos de qualidade.

Toda a programação do 12º OuTonalidades está disponível em www.dorfeu.com, o sítio internet da d’Orfeu Associação Cultural, e no myspace do evento em http://www.myspace.com/outonalidades08, onde é possível aceder às apresentações de todos os espaços e de todos os grupos participantes.

Os Municípios de Águeda, Estarreja e Tavira são apoiantes oficiais desta 12º edição, além do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e de vários outros organismos. Na Galiza, a AGADIC e a Clubtura são os parceiros oficiais do evento. A extensão galega conta ainda com o apoio do Instituto Camões. O OuTonalidades®, que é Marca Nacional Registada enquanto evento cultural, é reconhecido como actividade de Superior Interesse Cultural pelo Ministério da Cultura desde 2003.

Com um OuTonalidades assim, escolha o roteiro e viva o Outono a cores!

ESPAÇOS ADERENTES

PORTUGAL
Bar do Cine-Teatro de Estarreja
Bar do Novo Ciclo ACERT (Tondela)
Bar do Teatro Aveirense (Aveiro)
Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda
Casa da Eira (Paços de Ferreira)
Casa do Povo de Santo Estêvão (Tavira)
Centro Cultural da LAAC (Aguada de Cima)
Espaço Celeiros (Évora)
Espaço d’Orfeu (Águeda)
Lounge da Casa da Moagem (Fundão)
Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves
Teatro Ibérico (Lisboa)

GALIZA
Aturuxo (Bueu)
Café Cultural Roi Xordo (Allariz)
Clandestino (Nigrán)
Clavicémbalo (Lugo)
Náutico (O Grove)
Pub Gatos (Melide)
Sala Run Rum (Ferrol)


GRUPOS PARTICIPANTES

GALEGOS
A Tuna Rastafari
Bukowski Blues Trío?
Carlos López Quartet
Moondogs Blues Party
Niño y Pistola

PORTUGUESES

Banda Polk
Canções do Ceguinho
Comcordas
Fado Falado
João Gentil e Luís Formiga *
Lufa-Lufa
Mu *
Pé na Terra
Quarteto Sofia Ribeiro e Gui Duvignau *
Quimera Quinteto
Rockabillyo
Rui Pedro *
Samuel Quinto Trio
Toques do Caramulo * (na foto)
Trisonte
Txikiss
Uxu Kalhus *

* grupos portugueses com concertos programados na Galiza

NÚMEROS DESTA 12ª EDIÇÃO

21 concertos de 6 grupos portugueses na Galiza
15 concertos de 5 grupos galegos em Portugal
circuito total de 19 espaços (12 em Portugal e 7 na Galiza)
total de 59 concertos de 22 grupos em todo o circuito».

Mais informações aqui.

28 setembro, 2007

OuTonalidades - Ou Como Criar Um Festival Itinerante


De 4 de Outubro a 22 de Dezembro, variadíssimos espaços por esse país fora acolhem inúmeros concertos de diferentes áreas musicais (e também teatro e cinema), mas com destaque para a folk e a música tradicional, em mais um festival OuTonalidades, da Associação d'Orfeu, desta vez espalhado de norte a sul de Portugal. O programa é extensíssimo e complexo - podem consultar-se horários, locais e grupos/artistas, com tudo bem explicadinho, aqui - mas neste post ficam as indicações básicas: os agrupamentos, músicos e outros artistas envolvidos e os locais que os acolhem. No festival estão presentes os Mandrágora, Xoán Curiel, Espírito Nativo, Ventos da Líria, Melech Mechaya, T3+Uns, Quarteto de Sofia Ribeiro, Stockholm Lisboa Project, Politonia, Arrefole (na foto), Comcordas, «4 Curtas e Uma Húngara» (cinema com música improvisada ao vivo), Talitha Kum, Andarilhos, Fábrica de Sonhos, Pi Sem Pé (teatro), Muito Riso Muito Siso (teatro), Sesto Senso, Agustin Portalo («One Man Band»), Gui Duvignau, Fados do Andarilho, Mu, João Gentil & Luís Formiga, Sweet Punk Jazz, Lufa-Lufa, Maré Jazz e Plasticina. Todos espalhados pelo Cine-Teatro de Estarreja, Casa da Eira de Paços de Ferreira, Piazzolla Café-Bar de Cantanhede, ACERT de Tondela, Pizzaria Suprema de Águeda, Teatro Municipal da Guarda, Espaço d'Orfeu de Águeda, Sítio do Cefalópode de Lisboa, Espaço Celeiros de Évora e Alaúde Bar do Fundão. Para dar um novo sentido à palavra «festival».

29 maio, 2007

Granitos Folk - De Regresso ao Contagiarte...



Juro que amanhã falo sobre umas coisas que vão acontecer na minha cidade, em Lisboa. Mas, para já e já hoje, volto a falar do Contagiarte e da quarta edição do festival Granitos Folk, que decorre de 6 a 9 de Junho neste espaço multicultural da cidade do Porto. Apostando apenas em grupos folk/tradicionais portugueses, o Granitos deste ano apresenta um programa interessantíssimo que junta alguns quase-veteranos destas lides a alguns jovens grupos de elevado potencial. Dia 6, o festival abre com os portuenses Pé na Terra (vencedores do recente concurso Folk and Roll e fazedores de uma música que tanto os leva à tradição portuguesa como ao reggae e ao rock) e Mandrágora (um dos mais importantes grupos portugueses a fundir a folk com o rock progressivo e sons vindos de muitos e desvairados lugares; na foto). Dia 7 é a vez dos belíssimos cantares e sons tradicionais rejuvenescidos da Serra do Caramulo pelos Toques do Caramulo (de Águeda) e do jazz manouche e inventivo dos Comcordas (de Castelo Branco). Dia 8, alguns dos músicos dos Comcordas repetem a presença em palco com um outro projecto, os Ventos da Liria, que vão à música «celta», ao tango e à música balcânica, numa noite em que também actua o grupo de danças tradicionais No Mazurka Band (com viras, corridinhos, chulas, pingacho, mas também valsas, rumbas e paso-dobles). Na última noite, sábado, há mais festa e dança com dois grupos que fazem das danças tradicionais europeias o seu trampolim para uma comunhão absoluta com o público bailante à sua frente: os Mosca Tosca e os Bailebúrdia. Mas, para quem isto não chega, ainda há sessões de DJ de folk e world music, todas as noites, com os DJs Osga, Sérgio, Moustache, Innyanga e Goldenlocks. Assim haja fôlego, coração e uma mezinha qualquer para as bolhas nos pés...

11 dezembro, 2006

O Etnias É Um Festival Tão Bonito!


Montes de gente, boa música em todo o lado, uma festa pegada, sorrisos que nunca mais acabam e uma simpatia imensa... A quarta edição do Festival Etnias terminou na madrugada de sábado para domingo depois de excelentes concertos e sempre, em todos os momentos, com muita coisa para ver, ouvir e contar. Alguns desses momentos, já a seguir...

Momento 1: Osga, anfitrião como há poucos, dá as boas-vindas com o seu didgeridoo a servir de tapete voador aos delírios vocais de Beat, puto de Braga com escola hip-hop que usa as suas cordas vocais (vocal beat box ou, se se quiser, caixa-de-ritmos vocal que tem ecos distantes no scat do jazz ou no canto konokol indiano) para disparar mil sons, mil músicas - do tema da «Floribela» ao «Seven Nation Army» dos White Stripes -, mil ritmos, scratch e estalinhos de língua. Um espanto! A seguir, os fabulosos 3ple-D (na foto) incendiaram o Contagiarte com uma festa pegada de didgeridoos e percussões (com destaque para um estranhíssimo instrumento, o hang, que está entre as steel-drums de Trinidad e Tobago e uma... cataplana). Magia, transe, drones infinitos, ritmo e movimento... Para, logo a seguir, Osga pôr toda a gente aos saltos com uma das suas já míticas DJ-folk-sessions, mais parecendo o chão do Contagiarte uma cama-elástica (literalmente!). Eram quase seis da manhã quando saí de lá, cansado mas feliz...

Momento 2: Início de festa com uma estupenda banda que é necessário conhecer com urgência: os Comcordas, três rapazes de Alcains, em guitarra-ritmo, guitarra-solo e guitarra-baixo, todas acústicas, a viajarem pelo reportório de Django Reinhardt, mas com marcas pessoalíssimas: pequenas invenções deliciosas, uma pulsão funk por vezes, um «approach» quase rock outras, e sempre com um swing raro em músicos portugueses... Disco com eles já! A seguir, não vi os Terrae... O Osga - malandro! - pediu-me para pôr música no rés-do-chão e eu lá estive a fazer de DJ para algumas pessoas que dançaram quando passei temas mais folk mas que ficaram muito quietinhas quando aquilo era mais árabe ou africano ou cubano. Mas dessa hora e meia atrás dos pratos guardo um momento especial: o espanto com que foi recebido o «Clocks» dos Coldplay em ritmo salsa. Depois, os Roncos do Diabo estiveram, mais uma vez, magníficos, afinadíssimos, com uma misteriosa pulsão ancestral (terão mesmo feito um pacto faustiano qualquer?) a puxá-los para o interior da Terra. Ah, gaitas do Demo!!! E, ahhh!!!!, percussionista dos Infernos!!!... A festa terminou no rés-do-chão com os Roncos em alegre jam-session com outros músicos em gaitas aladas e tambores em chamas e com a muito boa folk escolhida pelo camarada Luís Rei que pôs toda a gente a dançar. Eram quase seis da manhã quando saí de lá, mais cansado mas ainda mais feliz...

Momento 3: Na ultima noite saí do Contagiarte à uma e meia da manhã - derreado de cansaço mas estupidamente feliz - depois de ter visto parte do espectáculo dos Djamboonda e das suas bailarinas. Bailarinas que dançam fabulosamente bem e comunicam facilmente com o público; e muito bons músicos: dois deles em djembés e outros dois em tambores vários, baterias artesanais, tudo a disparar ritmos africanos, ancestrais, pulsantes de calor e cor e uma estranha harmonia que parece habitar aquele espaço do Porto quando o Etnias acontece. Uma harmonia também visível nos vídeos bem escolhidos que ocuparam a sala chill-out durante estes dias, vídeos em que árabes e espanhóis, indianos e africanos, tocam todos uns com os outros; vídeos em que danças de distantes lugares do mundo se assemelham tanto entre si que o arrepio só não acontece a quem é completamente insensível... E uma harmonia que se sente entre toda a equipa do Contagiarte, uma fabulosa equipa a quem agradeço a hospitalidade com que me receberam. Um grande Obrigado ao Osga e à Rute, à Ana e ao Rui, às senhoras da cozinha (ai, as sopas!!!, ai as tripas com cominhos, canela e pimenta!!!) e ao Thomas (ai, a sopa de peixe!!!)... Era uma e meia da manhã, dizia, e o Luís Rei e eu fizemo-nos à estrada a caminho de Lisboa e a espantar o sono inventando letras alternativas para temas folk-tecno balcânicos...

27 novembro, 2006

Festival Etnias - Em Dezembro no Contagiarte


O melhor espaço nocturno do Porto, o Contagiarte, recebe nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias, marco maior desta casa que nasceu a 11 de Dezembro de 2003 e que já acolheu «centenas de eventos, para cima de um milhar de artistas e muito, muito público». Uma casa onde é habitual ouvirem-se sons de todo o mundo - folk, tango, reggae e ska, world-ambient... até heavy-metal de desvairadas proveniências - e onde o Etnias, agora em quarta edição, cai sempre que nem uma luva.

O Festival Etnias apresenta, no dia 7, o Beat Box Show (Beat e Osga, este músico dos Mu, DJ no Contagiarte e programador do Festival) e os holandeses 3ple-D (dois didgeridoos na boca de Lies Beijerinck e Michiel Teijgeler, e tablas, cajon, congas e outras percussões nas mãos de Terence Samson). No dia 8 há espaço para o jazz manouche à Django Reinhardt (o genial guitarrista de jazz cigano, belga mas francês de adopção e com menos dedos do que seria suposto) dos albicastrenses Comcordas (António Preto na guitarra-solo, Gil Duarte na guitarra-ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico), os portuenses Terrae (duo de música e dança constituído por Marc e Diana) e os lisboetas festivos e incendiários Roncos do Diabo (isto é, os ex-Gaitafolia, isto é bis, os gaiteiros André Ventura, Mário Estanislau, João Ventura e Victor Félix, e o percussionista Tiago Pereira). E no dia 9, para fim de festa, há danças africanas com as bailarinas dos Djamboonda (Teresa Pinto e Eva Azevedo) e um espectáculo dos próprios Djamboonda (na foto), grupo da Tábua que vai a África buscar os ritmos, a cor e o sabor das suas actuações (os Djamboonda são agora formados por cinco percussionistas com raízes em Portugal, Cabo Verde, Angola e Guiné–Bissau: Gueladjo Sané, Kula, Paulo Rodrigues, Dez e Tito Silva). Todas as noites há também sessões de DJs até às tantas da manhã. Mais informações, aqui.

13 outubro, 2006

Festivais - O Gesto Orelhudo, Entrelaços e Fest-i-Ball


São raros os festivais world/trad/folk/etc,etc fora da época alta, mas ainda acontecem por aí alguns, e bastante interessantes. Como o O Gesto Orelhudo em Águeda, o Entrelaços em Castelo Branco e o Fest-i-Ball em Lisboa.

O festival de música, teatro e bailado O Gesto Orelhudo, organizado pela d'Orfeu, começa hoje em Águeda e decorre até dia 21 deste mês. Esta quinta edição inicia-se hoje à noite com um espectáculo de música e teatro, «Charanga», pela Companhia Circolando e continua com concerto dos sintrenses Kumpa'nia Al-gazarra. E o festival segue com um concerto do açoriano José Medeiros e a «extravagância» dos holandeses «musicómicos» Slampampers, dia 14; teatro pelo suiço Oskar, dia 15; teatro pelo duo Descalças e concerto dos almadenses multinacionais O'QueStrada, dia 16; outra sessão das Descalças e teatro por um trio de actores do Chapitô, dia 17; Descalças (em dose dupla, teatral e musical) e mímica pelo trio ESTE - Estação Teatral, dia 18; bailado pela Companhia Paulo Ribeiro e canções pelo Trigo Limpo, dia 19; música e humor pelo belga Bernard Massuir e concerto dos galegos Marful, dia 20; e, a encerrar, um concerto cómico pelos italianos e outro pelos Toques do Caramulo, dia 21. Mais informações aqui.

Por sua vez, o Entrelaços 2006 - VII Festival Internacional de Música Tradicional de Castelo Branco começa amanhã e ocupará três fins-de-semana consecutivos. O festival, que decorre no Cine-Teatro Avenida, inclui concertos da Orquestra de Harmónicas de Ponte-de-Sôr e dos portuenses Lumen, amanhã, dia 14; do grupo de jazz Comcordas e dos festivos portuenses Mu (na foto), dia 21; e da Orquestra Típica Albicastrense - Musicalbi, no dia 28. Mais informações aqui.

E no Teatro Ibérico, em Lisboa, decorre de 27 a 29 deste mês o Fest-i-Ball, ponto de encontro dos cultores das danças tradicionais de todo o mundo. E, para além dos workshops de danças (valsas, mazurkas, polskas, tradicionais portuguesas...) durante a tarde também haverá concertos à noite. Com os Discantus, Fol&ar e Stéphane Delicq (dia 27); Pascal Seixas, Roncos do Diabo e Stéphane Delicq (dia 28); e Alfa Arroba (este ao fim da tarde, dia 29). Mais informações aqui.