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30 janeiro, 2009

Entrudanças - É Carnaval, Ninguém Dança Mal (alert: piada repetida!)


Via Tradballs, vem uma das notícias mais aguardadas por quem quer passar o Carnaval a bailar: o programa completo do Entrudanças, que se realiza em Entradas, Castro Verde, de 21 a 23 de Fevereiro. Bailemos então!


«FESTIVAL ENTRUDANÇAS
21, 22, 23 fevereiro 2009
entradas - castro verde


Sábado, dia 21
14h30 – Desfile de Abertura do Entrudanças
15h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h30 – Oficina de Danças de Grupo – Matias
Oficina de Danças Africanas Tribais – Marc N´danou
15h30 – Estratégia Musical – BitOcas
16h00 – Passagem de Documentário: Manda Adiante, Tiago Pereira
16h40 – Cante Alentejano “Atabuas” e “Cardadores”
17h00 – Oficina de Danças Italianas – Traballo
Oficina de Danças Indianas - Flore Deshayes
19h00 – Baile com a Banda 1º de Janeiro, Castro Verde
21h30 – Concerto c/ coro infantil do Agrupamento de Escolas de Castro Verde
22h30 - Grupo de violas Campaniças
23h00 - Traballo

Domingo, dia 22
11h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
Oficina de Danças Italianas - Monica Savá
Oficina de Danças Africanas Tribais – Marc N'danou
14h00 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h00 – Oficina de Danças Portuguesas - Toques do Caramulo
Oficina de Danças de Grupo – Matias
15h30 – Cordofones à la Minuta – BitOcas
16h00 – Passagem do Documentário “Canto a Vozes” de Francisco Manso
17h00 – Oficina de Danças da Bretanhã – Flore Deshayes
Oficina de Danças Brasílicas – Pedro Pernambuco
17h30 – Oficina de Gaita – de – foles - Avel Yud
17h30 – Sessão de Contos – Trimagisto
19h00 – Oficina de Cante Alentejano ACA “Ganhões”
19h00 – Oficina de Percussão Italiana - Traballo
21h30 – “MEE Memórias do Entrudo em Entradas”
22h00 – Traballo (Itália)
23h30 - Avel Yud (na foto; França)

Segunda-feira, dia 23
11h00 – Oficina de Gastronomia
11h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
Oficina de Danças do Brasil - Pedro Pernambuco
14h00 - Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h00 – Oficina de Danças de Carnaval do Mundo - Monica Sáva
Oficina de Dança de Danças Africanas Tribais – Marc N'danou
15h30 – Miixer – BitOcas
16h00 – Arruada pela Orquestra de percussão de Arraiolos TXTAPUM
16h00 – Passagem do Documentário “Eu queria Ser” de Sílvia Firmino
17h00 – Oficina de Danças Portuguesas - Toques do Caramulo
Oficina de Danças de Pares – Matias
17h30 – Oficina de Acordeão - Celina da Piedade
19h00 – Baile Cantado – grupo Coral As Papoilas do Corvo e Celina da Piedade
21h30 – Cante Alentejano “As Camponesas”
22h00 – Alfa Arroba
00h00 - Toques do Caramulo

PREÇOS:
Público Geral
3 dias – 30 € | 1 dia – 12 € | Noite – 8 €
Residentes do Concelho
3 dias – 15 € | 1 dia- 7 € | Noite – 4 €».

Mais informações, aqui.

15 setembro, 2008

Planície Mediterrânica - Onde o Sul Faz A Curva


Fui, pela primeira vez, ao Festival Planície Mediterrânica e... arrependo-me agora de nunca lá ter ido antes! Para já, e para começar, Castro Verde é uma terra lindíssima e acolhedora, em que o branco das paredes é mesmo branco, em que a comida é sempre uma delícia (só no Restaurante D.Afonso I deliciei-me com umas belas migas com entrecosto, um delicioso ensopado de borrego e um coelho frito que estava divinal!), em que boa parte da vila parece um museu vivo - quase lado a lado estão o Centro de Escultura, o Museu da Ruralidade, o Fórum, o Cine-Teatro, várias igrejas e... bares, dando gosto andar por lá, mais a mais numa altura em que Castro Verde está cheia de música... E de muito boa música!... Este ano - e dos concertos que vi do festival - o meu destaque absoluto vai para a Med'Set Orkestra (na foto, de Paulo Martins), um exercício de fusão exemplarmente bem conseguido de várias músicas mediterrânicas - do fado ao flamenco, do klezmer à música árabe, da música sefardita à canção siciliana -, onde brilham o cantor argelino Akim El Sikameya (também magistral no oud e no violino), a cantora espanhola Mara Aranda (ex-L'Ham de Foc), a cantora siciliana Rita Botto, o português Custódio Castelo (cuja guitarra passeou livremente, num belíssimo solo, entre Lisboa e Coimbra) e o acordeonista italiano Riccardo Tesi (dono de outro solo genial, na interpretação do seu tema «Marock»); o grupo Violas Campaniças - com o mestre Manuel Bento, acompanhado por duas cantoras, a mostrar a velha arte da viola campaniça, cujo som e música faz lembrar, e tanto!, o nordeste brasileiro; a No Mazurka Band e os cada vez mais apurados em timbres e envoltos num bom-gosto enorme Dancing Strings, a mandar os bailes; os divertidíssimos e ensaiadíssimos Farra Fanfarra; a singela mas lindíssima demonstração de flauta de tamborileiro de Diogo Leal; o arrepio pela espinha que é ouvir o pouco conhecido mas fabuloso grupo de cante alentejano Os Cardadores da Sete; a cantora marroquina Samira Kadiri com os Arabesque; os sempre bem-dispostos foliões espanhóis La Comparsa (com o seu flamenco... alegre, dado em jeito de tuna); e, completamente fora do programa, uma dupla de DJs - Luís e Fernando Cabrita - que animaram uma das noites do bar em frente ao Cine-Teatro com uma selecção fabulosa de world music onde couberam os Gaiteiros de Lisboa, Beirut, Tinariwen, Amparanoia, Dazkarieh ou o Dr. Nelle Karajic. Integrado na programação do Festival Sete Sóis Sete Luas, o Planície Mediterrânica mostra bem o sul a fazer a curva, Mediterrâneo dentro, além em direcção ao Oriente. Hei-de lá voltar!