03 agosto, 2007

Intercéltico de Sendim - Começa Já Hoje!



Infelizmente não posso ir até lá, mas aqui fica - em jeito de muito fraca consolação - a recuperação da notícia anteriormente publicada neste blog acerca do Intercéltico de Sendim, que começa já hoje: O 8º Festival Intercéltico de Sendim decorre este ano nos dias 3, 4 e 5 de Agosto, no Parque das Eiras, com actuações, no primeiro dia, dos Trasga (grupo da Terra de Miranda, Portugal), dos Tradere (de Castela e Leão) e do excelente grupo irlandês/norte-americano Solas. No dia seguinte actuam os Dazkarieh (Portugal), o basco da trikitixa voadora Kepa Junkera (na foto) e os veteranos e festivos irlandeses Four Men and A Dog. Também no dia 4 há animação de rua com a Banda de Gaitas de Ortigueira e no domingo, a encerrar o Festival, Célio Pires (gaita-de-foles, fraita e sanfona) dá o envolvimento musical a uma missa tradicional mirandesa. Paralelamente, as noites na Taberna dos Celtas serão, como é habitual, animadas com jam-sessions; decorre a exposição fotográfica «A Máscara Ibérica»; a exposição documental «José Afonso - Vinte Anos Depois»; haverá passeios nas arribas do Douro; bancas de artesanato, produtos naturais, discos, livros, intrumentos musicais e bebidas («licor celta e outras poções mágicas») no Parque das Eiras; e haverá ainda apresentações de discos e livros, conferências, debates e workshops. Mais informações aqui.

14 comentários:

Chá de Lucia Lima disse...

Cá estou eu novamente!
No entanto, não sou eu k tenho a culpa...quem manda falar em nomes como -- Kepa Junkera?! Por acaso esse nome "trikitixa" desconhecia. Sei k lhe chamavam "o acordeão do diabo", tvz devido ao ritmo alucinante empregue pelo basco Kepa J. Tenho os trabalhos dele inclusivé um com a participação do Júlio Pereira e mais...

Pois é, tbm não vou lá estar -- com pena minha!

* Four Men and A Dog -- com os seus banjos e rabecas: a não perder, assim como o licor celta!!!! :-)

Kandandu = abraço! :-)))

António Pires disse...

Lúcia Lima:

É um prazer cada sua visita (e sim, sei que kandandu é abraço ;)... A trikitixa é o acordeão diatónico basco, que Kepa Junkera toca como ninguém. Já assisti a vários concertos dele e também tenho alguns álbuns - se quiser pode procurar a crítica ao último disco dele, «Hiri», neste blog - e é sempre uma maravilha assistir à junção da trikitixa com outros instrumentos bascos como a txalaparta (e por vezes a alboka) e... com o resto: o baixo, a bateria, etc... Quem me dera estar em Sendim, mas não posso mesmo. Mas «vingo-me» em Lagoa :)))

Kandandus e abraços :)))

Chá de Lucia Lima disse...

Heheheh...pois foi mesmo isso k me baralhou: "Kandandus & abraços":)))

..........Lagoa?, vou tentar! Mas agora: vou dormir -- boa noite! :-)

António Pires disse...

Lúcia Lima:

Boa noite!!!

Kandandus, abrazos, hugs e abraços... :)))

ANNA-LYS disse...

Tnx for looking in my friend!

Kram

António Pires disse...

Anna-Lys:

It's always a pleasure to «looking in» :))

((Kram))

Eduardo F. disse...

Pois é, desta vez não venho alegar que não pude ir, porque estive lá. Aliás, sou um assíduo, desde a primeira edição.

Um reparo, ou melhor, dois:

Pôr os Four Men and a Dog sem ser a fechar a segunda noite foi um erro. Porque as suas músicas são muito mais vivas e alegres que as do Kepa. Também, a txalaparta dava uma piada à coisa, mas nada comparado com o "bohdranista" (posso dizer assim?, eheh) dos FM&D.

Dazkarieh, muito bom. Falta-lhes qualquer coisa, mas eles vão longe.

Na primeira noite, os Trasga, grupo em torno de Célio Pires, constituíram uma boa proposta dos sons do planalto.

Os Traderem não me cativaram muito (tal como o Elíseo Parra, o ano passado...), mas isto é uma opinião nada valorativa da qualidade das suas músicas e do seu trabalho de recuperação do folk de Castilla e Leon.

Os Solas, que vi pela segunda vez, estiveram bem, com uma cantora jovem e de voz fantástica.

Não sei quantas pessoas estiveram lá, mas, como já vem sendo habitual, foram mais na segunda noite.

E é engraçado (?) constatar que, como o FIS coincide com as festas de Santa Bárbara, anda por lá muita gente que nem sequer entra no recinto. Ou seja, como ficaria aquele se todas as pessoas que vão passeando pela rua lá entrassem...?

António Pires disse...

Eduardo:

Muito, muito obrigado pela partilha destas opiniões sobre o Intercéltico de Sendim!! Para mim - e por certo para muita gente que não pôde ir - é, pelo menos, um paliativo para a ausência... E sim, acho que se pode dizer «bohdranista», por que não??

Um abraço

Benoit disse...

Acho que foi um fraco FIS, o que salvou o Festival foram mm as bandas irlandesas que fizeram mexer com pessoal! Só vou desde à 3 anos e tem vindo a descaír de ano para ano.

Acho que a organização está a deixar de fazer o evento por amor à camisola e está a faze-lo para ganhar dinheiro, e quando assim é, mais dia menos dia não teram forasteiros por aqueles lados!

Reparos: onde estavam as casas de banho flutuantes?

Os preços de entrada eram um bocado elevados, até mesmo na Taberna dos Celtas, uma malguinha de caldo verde que mais parecia uma chavena de café, custava 1€ :|

António Pires disse...

Benoit:

Obrigado também pela sua participação e opinião - todas são bem-vindas! Só uma coisa (mesmo não tendo ido ao Festival, o que para o caso não importa): Conheço o Mário Correia há muitos anos, de quando ele ainda estava ligado ao Intercéltico do Porto, e não acredito - repito, não acredito - que ele organize o Intercéltico de Sendim tendo como fito o lucro. O Mário Correia ama a música acima de tudo e as iniciativas em que ele está envolvido - o valiosíssimo Centro Sons da Terra, a editora com o mesmo nome e o FIS - são provas maiores do seu «amor à camisola». E, Benoit, olhe que ainda vai havendo alguns mas não há muitos assim...

Benoit disse...

sim, espero estar enganado quanto à minha suposição, e espero que haja FIS durante anos, mas a organização tem que repensar no evento, fazer coisas novas!

A meu ver, deviam apostar mais nas bandas nacionais, e apostar em bandas estranjeiras de qualidade.

Parecendo que não custa um bocado uma pessoa deslocar-se até Sendim, e deparar-se com umas bandas que de celta não tem nada, nem tao pouco se enquadra no padrão. São estes pequenes pormenores que fazem a diferensa. É aí que a organização tem de apostar, bandas para trazer pessoas, porque sao elas que tambem fazem o festival.

António Pires disse...

Benoit:

Fica mais uma vez registada a sua opinião. Volte sempre e um abraço

Eduardo F. disse...

Concordo plenamente com a tua opinião, António. Foi precisamente essa preocupação mais com o lucro que com a música que fez com que o Mário saísse do Mundo da Canção.

Quanto à música, se ainda não sabiam disto, aqui o digo:
Preparem-se para a décima edição, que será um apanhado dos melhores grupos que passaram pelo Festival Intercéltico de Sendim.

Uma oportunidade para não perder os Hedningarna, os Dervish e outros.

Uma nota final para dizer que a escolha dos artistas seguiu a preocupação de não descaracterizar o festival. Porque há dois anos atrás, a coisa estava a ficar demasiado grande. É a minha opinião, e acho que foi isso que se tentou fazer.

Não se trata de reduzir o público a quem se dirige, mas de evitar que um festival de tanta "proximidade" se torne em mais um outro, massificado.

António Pires disse...

Eduardo:

Mais uma vez, muito obrigado pela contribuição! E, eh lá!, se esses nomes se confirmarem - Hedningarna! Dervish! - vamos mesmo ter mais um grande Intercéltico de Sendim!!!

Grande abraço