
Os textos que se seguem foram publicados originalmente no BLITZ em Junho do ano passado, num dossier que pretendia tomar o pulso ao estado da folk em Portugal. Um ano depois continuam a fazer sentido. Isto se descontarmos o facto de alguns dos discos indicados no texto como tendo edição iminente na altura ainda não terem sido editados um ano depois: Uxu Kalhus (com edição prevista para breve através da HeptaTrad), Brigada Victor Jara (na foto - com álbum também para breve, na Universal) e Realejo (não se sabe quando). Deles trataremos brevemente, juntamente com outros entretanto publicados (dos Lumen, Andarilhos, Moçoilas e Ginga). A juntar aos textos e às críticas publicados no dossier estão também duas críticas (a álbuns dos Mu e dos Chuchurumel) publicadas posteriormente.
DOSSIER FOLK/TRADICIONAL PORTUGUESA
INTRODUÇÃO
E, de repente, a primeira metade de 2005 está cheia de discos novos de grupos portugueses de música tradicional ou folk ou inspirada nas raízes ou o que se lhe quiser chamar. Este ano, e até agora saíram discos dos Galandum Galundaina, Marenostrum, Mandrágora, Roldana Folk, Trovas ao Vento, Notas & Voltas e Belaurora. E para breve está prevista a edição de álbuns dos Mu, Uxu Kalhus, Realejo, Brigada Victor Jara e Moçoilas, entre outros. E se os cépticos poderão dizer que isto não é um «movimento», o que dizer então de fenómenos como os festivais Andanças e Entrudanças - que, no conjunto, movimentam milhares de pessoas que dançam músicas tradicionais -, da proliferação de festivais de world music ou étnica ou o que se lhe quiser chamar (desde o histórico Intercéltico do Porto e da visibilidade dada a estas áreas pela Festa do Avante aos mais recentes em Aveiro, Sendim, Sines, Loulé, Coimbra, Águeda, o itinerante Sete Sóis Sete Luas, etc, etc...); o que dizer das centenas de jovens «recrutados» para as orquestras de tambores tradicionais portugueses (Tocá Rufar, Tocándar, Bardoada, etc, etc); da proliferação de grupos, muitos deles não consultados neste dossier porque ele se limita aos lançamentos desta altura (por isso, e só por isso, ficam de fora os Gaiteiros de Lisboa, Dazkarieh, Segue-me à Capela, Monte Lunai, At-Tambur, Toques do Caramulo, Cramol, Gaitafolia, Chuchurumel, Beltane, etc, etc, ou artistas como Né Ladeiras, Amélia Muge, Janita...); dos encontros de gaiteiros e de tocadores que se organizam todos os anos com participantes de todas as idades e de várias regiões do país; da Associação d'Orfeu; do concurso para novas bandas Arribas Folk; do facto, simples e natural, do último festival Termómetro Unplugged ter uma percentagem esmagadora de grupos destas áreas na final; do trabalho de editoras discográficas (a Açor, a Tradisom, a Sons da Terra...) vocacionadas para as músicas de raiz; ou os sites que se debruçam sobre o fenómeno (o at-tambur, o crónicas da terra, etc); ou da reedição em CD de velhos LPs de grupos como os Terra a Terra ou os Raízes; ou a passagem pela RTP (embora escondida e sem promoção) do novo «Povo Que Canta»?
Nas páginas que se seguem, alguns dos grupos referem as razões do «boom», quem está na sua origem, e algumas das suas características - que vão desde os projectos de recolha na sua região (os Galandum Galundaina e os Belaurora) aos grupos urbanos que recriam a música portuguesa pondo-a em confronto com outras músicas, de variadíssimas proveniências.
ELES ANDAM AÍ...
O BLITZ enviou a vários grupos de música folk/tradicional (não englobando aqui o fado) um questionário comum a que responderam os Belaurora, Galandum Galundaina, Roldana Folk, Mu, Brigada Victor Jara, Marenostrum, Realejo, Uxu Kalhus e Mandrágora. As suas respostas dão uma visão global do que é o «movimento» em Portugal, da sua diversidade estilística e instrumental e dos seus «gurus».
Quando se fala de folk, de música tradicional, de músicas étnicas, de world music, de música popular, chega-se geralmente à conclusão que qualquer destes termos é bastante limitativo, não passando cada um deles de uma «gaveta» ou «etiqueta» fácil para o enquadramento da música de um grupo ou artista. O BLITZ quis ser um pouco mais objectivo e perguntou «o que é que na vossa música é especificamente de raiz tradicional portuguesa?». Os açorianos Belaurora respondem que «praticamente tudo o que interpretamos é de raiz tradicional. Aliás, mais de 90 por cento do nosso repertório é mesmo música tradicional, recriada pelo grupo». Paulo Meirinhos, dos transmontanos Galandum Galundaina vai pelo mesmo caminho: «A nossa música baseia-se exclusivamente na música tradicional das Terras de Miranda, tanto em relação ao repertório como aos instrumentos musicais que usamos. Temos o privilégio de termos nascido e crescido neste meio tradicional rico em cultura e desde pequenos nas nossas aldeias (Fonte de Aldeia e Sendim), ouvimos os gaiteiros nas festas e em casa, ao lume, as músicas. A música que fazemos vem-nos no sangue». Já os Roldana Folk, do Porto, dizem que utilizam «padrões rítmicos tradicionais portugueses, nomeadamente o dos Zés Pereiras e as versões dos temas mirandeses "La Çarandilhera" e "Cirigoça"». Paulo Machado e José Francisco Vieira, dos Marenostrum, referem «os ritmos ou géneros musicais como o corridinho e o baile mandado»; e Vasco Ribeiro Casais, d'Uxu Kalhus, diz que «são os temas que intrepertamos como "Erva Cidreira", "Malhão", "Mat'aranha", "Regadinho" e também alguns instrumentos». Por sua vez, os Mandrágora afirmam que «nada na nossa música é estritamente tradicional, servindo esta, acima de tudo, de inspiração. O facto de todos os membros da banda ouvirem e apreciarem música tradicional acaba por se reflectir no som que criamos». E Manuel Rocha, dos pioneiros Brigada Victor Jara - com álbum novo, comemorativo de 30 anos de carreira do grupo de Coimbra, a sair brevemente -, diz que transformam os temas recolhidos: «A matéria-prima que "transformamos" é a melodia e o texto. Claro que a natureza da canção (ou do tema instrumental) é assumido como condicionante do arranjo (não há que pôr muita "festa" numa cantiga de embalar)».

Como áreas geográfico-musicais prefenciais, os Belaurora referem, naturalmente, os Açores, os Marenostrum, o Algarve, e os Galandum Galundaina «as Terras de Miranda e algum repertório da zona de Bragança e Vinhais». Miranda e restantes Trás-os-Montes são também referidos como zonas de preferência dos Roldana Folk, Mandrágora e até da Brigada Victor Jara. Diz Manuel Rocha que «a região mais "sedutora" será, porventura, Trás-os-Montes. Pela variedade de romances, cantigas de trabalho, de festa. Mas julgo que, de algum modo, fomos "usando" cantigas de todo o território português continental e insular». Sem uma área definida de interesse principal estão os Realejo - «Sempre adaptamos as músicas por elas se nos apresentarem interessantes do ponto de vista melódico e rítmico» -, Uxu Kalhus (com álbum de estreia previsto para breve) e os portuenses Mu (cujo álbum de estreia, «Mundanças», está prestes a ser editado). Osga, dos Mu, afasta a música que fazem das raízes portuguesas referindo que tocam, essencialmente, originais mas acrescentando que «estamos abertos a toda a música. Inconscientemente temos muita influência dos países do leste europeu, talvez por a nossa acordionista conhecer muito bem esse universo musical».
FUSÕES, INFLUÊNCIAS, GLOBALIZAÇÕES
Num mundo globalizado e em que a informação circula livremente, é quase impossível fazer uma música «pura». Entre os grupos consultados pelo BLITZ, alguns tentam manter-se fiéis às raízes. Mas outros admitem facilmente a fusão com outros géneros musicais, desde o rock e jazz a músicas tradicionais de outros países. Os Belaurora dizem que só usam «música tradicional dos Açores», mas os Galandum confessam a dificuldade em manter essa «pureza»: «Neste projecto tentamos ser de alguma forma livres de outras influências, o que é muito difícil». Já Manuel Rocha refere que «nunca calhou andarmos intencionalmete por outros lados. Só neste disco incluíremos uma cantiga sefardita (da diáspora hebraica mediterrânica) que no-la "deu" o João Paulo Esteves da Silva», mas acrescenta: «O processo de aculturação a que nos deixamos sujeitar leva-nos sempre os dedos para outros "dizeres" musicais. Também fomos, aqui e ali "infectados" pelo vírus "celta", aquela estirpe que faz o público saltar...». Os outros assumem abertamente a fusão. Os Realejo falam de «músicas étnicas europeias». Os Roldana Folk «de ritmos de outros lugares do mundo distantes entre si e do recurso a linhas melódicas inspiradas em estéticas musicais tradicionais de outras culturas (árabe, sul-americana, europeia); jazz, rock, pop, fado, barroco, folclore europeu (Balcãs, Irlanda), samba, bossa». Os Mu das «recolhas que fizemos de temas tradicionais de países como a França, Croácia, etc. Tocamos desde valsas, mazurcas até músicas ciganas e nesses mesmos temas tocamos instrumentos de lugares tão distintos como as tablas da Índia ou o didgeridoo da Austrália». Os Marenostrum incluem na sua música «motivos e elementos rítmicos e melódicos de músicas étnicas de vários lugares: Norte de África, klezmer e Cabo Verde. De uma outra forma, pela energia com que tocamos certos temas e pelo prazer que temos em improvisar, temos que reconhecer que a nossa música também integra o rock e a música improvisada». Já os Mandrágora referem que «a nossa música resulta, principalmente, da forma de tocar de cada um, visto que todos os membros da banda têm gostos e influências musicais bastante diferentes». E Uxu Kalhus dizem que não têm «qualquer tipo de barreira», usando «jazz, funk, metal, música barroca, pop, mandinga, gnawa, árabe, ska, etc».
Manuel Rocha dá uma achega curiosa a este tema: «Sempre tivemos consciência (desde o primeiro registo) de estarmos a "roubar" a música rural, deslocando-a do seu lugar "natural" para a colocar em mãos alheias (as nossas). Mas a "fusão" ou "deslocalização" é inevitável, mesmo no contexto rural, no processo de transmissão oral». Noutros casos, a fusão de vários géneros foi crescendo ao longo do tempo para os Mu, os Marenostrum, os Realejo - «Foi crescendo porque o Realejo começou a frequentar festivais europeus», diz Meireles - e Uxu Kalhus - «Foi crescente de acordo com a entrada de novos músicos no projecto, mas deste o início do projecto que está presente e que é incentivada pelos membros do grupo», diz Casais. E para os Roldana Folk a fusão foi «mesmo um objectivo». Já para os Mandrágora, «a fusão entre diferentes estilos musicais, a existir, sempre foi inconsciente e involuntária, pois nunca foi nosso objectivo criar um estilo musical catalogável, muito menos directamente a partir de outros estilos já existentes».
INSTRUMENTOS DAQUI & DALI
Curioso é também verificar a diversidade de instrumentos que estes grupos usam, embora quase sempre em consonância com os géneros musicais por onde passeiam. Os Belaurora usam instrumentos tradicionais - «Viola da terra (Açores), violão, cavaquinho, bandolim, adufe, pandeiro...» - à mistura com outros - «Acordeão, violino, flauta, clarinete, flautim, contrabaixo» e, mais raramente, «violoncelo, fagote, tuba, saxofone, trompete e harmónica». Os Galandum usam «vários instrumentos musicais, alguns específicos da nossa região, como a gaita-de-fole mirandesa, com características bem definidas (timbre mais grave e aveludado). Usamos a flauta pastoril ou de tamborileiro e o músico toca em simultâneo um tamboril com a outra mão. Caixa de guerra, bombo, tamboril, pandeireta, pandeiro ou adufe, castanholas, conchas de Santiago, triângulo (ferrinhos)... E objectos de casa que quando bem explorados, conseguem-se sonoridades únicas como a garrafa, o cântaro ou bilha, a çaranda... Recentemente introduzimos no grupo a sanfona, que é um instrumento de origem medieval e permite-nos a abordagem de um repertório diferente como os rimançes. Utilizamos também a gaita-de fole-galega». Os Roldana Folk usam «bandola e paus mirandeses», mas também «flauta, tin-whistle, acordeão, guitarra, baixo, bateria, percussão e sequenciação (electrónica)». Os Mu usam os instrumentos portugueses «adufe e ferrinhos» e também «acordeão, serrote musical, didgeridoo, flauta, bombo, caixa, kazoos, colheres, pandeireta, tablas, percussões diversas, contrabaixo, violino, viola d'arco, udu» e um instrumento só deles, o «osgofone». Já os Marenostrum atiram-se a «bandolim, cavaquinho, adufe e caixa de guerra», mas também ao «acordeão, baixo eléctrico, guitarra acústica, bateria e um velhinho sintetizador analógico Korg». Uxu Kalhus utilizam «bombo e adufe» e «ralch fifen, acordeão, bouzouki, baixo eléctrico, guitarra eléctrica, bateria, flauta doce, flauta transversal, darbuka, bombo, djembé, tama, pandeiro, cabaça, etc». Os Realejo optam por «cavaquinhos, bandolins, adufes, sanfona» e pelos estrangeiros «concertina, gaita galega e guitarra folk». Os Mandrágora confessam que, «apesar de usarmos alguns instrumentos tradicionais portugueses (como bombo, adufe ou pandeireta), estes não são instrumentos centrais na nossa música», dando o protagonismo a «flautas, saxofone, gaita-de-foles, guitarras de seis e doze cordas, violoncelo, baixo eléctrico, moraharpa e percussões diversas». A maior panóplia de instrumentos vai, naturalmente, para a Brigada Victor Jara, que utiliza os nacionais «violas braguesa e beiroa, cavaquinho, bandolim, flautas de latão, de madeira e de cana, bombos e caixas da Beira Baixa e de Trás-os-Montes, gaita-de-foles, adufes, percussões de pequena dimensão (trancanholas, chincalho, ferrinhos, paulitos, conchas, pinhas, reco-reco, matracas da Semana Santa, etc.), concertina» e ainda «guitarras acústicas e semi-acústicas, violino, piano, sintetizador, alguns elementos de bateria de jazz, baixo acústico e eléctrico, acordeões de teclas e de botões».
O «BOOM» VISTO POR QUEM O FAZ
O recente aumento de números de gravações musicais destas áreas é encarado como natural e positivo por quase todos. «(Isto é) muito bom! Temos uma tradição musical fortíssima, com uma grande variedade de sonoridades, estilos, instrumentos. É importante recuperar todo este património musical tradicional e apresentá-lo da mesma forma que antes ou de outra diferente com arranjos novos, outros instrumentos», diz Paulo Meirinhos. Osga acrescenta uma simples frase: «Ufa, finalmente». Os Roldana Folk dizem que «é positivo. Demonstra uma maior sintonia, por parte especialmente de jovens criadores, com a cultura tradicional portuguesa e europeia, no sentido de afirmar uma identidade cultural genuína e, por isso, fortemente comunicativa». Já os Belaurora vêem o «boom» «com redobrado entusiasmo, já que é a mais perene das músicas que teima, por força e trabalho destes grupos, em perpetuar-se no tempo e nas consciências. Hoje é mais fácil gravar e editar e ainda bem pois, de contrário, muito do precioso trabalho que se vai produzindo voltaria ao esquecimento e à perda definitiva», enquanto Fernando Meireles acha que «é a evolução natural do que se vem passando por todo o mundo. Aqui na Europa já há muitos anos que estas músicas têm os seus locais de grande culto». Por sua vez, Casais diz que vê o movimento «com bons olhos; é sinal que as pessoas estão cada vez mais viradas para a sua tradição».
Os Mandrágora consideram que «sempre houve grandes bandas e discos que ficarão na história da música portuguesa por muitos anos. Na nossa opinião, este "boom" de edições deve-se ao facto de haver, da parte das pessoas, um interesse crescente por este tipo de música (cansados que estão da música "a granel")», mas também alertam: «Temos esperança que este interesse genuíno do público seja acompanhado também por outros meios de comunicação social, nomeadamente rádios e televisões». No mesmo sentido, perguntam os Marenostrum: «Em que rádios podemos ouvir o nosso disco ou os discos dos At-Tambur, Dazkarieh, Roldana Folk, já para não falar de grupos de peso como a Ronda dos Quatro Caminhos, a Brigada Victor Jara, os Gaiteiros de Lisboa... Quando voltaremos a ouvir na rádio a voz da Né Ladeiras, a flauta do Rão Kyao, o bandolim do Júlio Pereira ou as percussões do Rui Júnior? Um "boom" ou movimento musical forte não se pode reduzir a algumas edições discográficas que se aguentam nas prateleiras das FNACs apenas algumas semanas e depois são devolvidas aos editores, porque não têm compradores informados e cultivados por falta de divulgação da rádio, da imprensa e da televisão». Manuel Rocha vai ainda mais longe e explica que «os movimentos "revivalistas" são um produto da globalização: são a afirmação da "localidade". Não deixam, de qualquer modo, de ser um grupo "marginal", preterido pelas editoras e pelos meios de comunicação, o que indicia o seu baixo valor comercial para a indústria portuguesa. Mas a indústria portuguesa ainda não entendeu sequer o fenómeno do "novo fado" (que, de resto, não existe já que o mais - diria mesmo o único - revolucionário dos fadistas portugueses, é o "velho" Carlos do Carmo) e o seu potencial exportador. De qualquer modo, os booms são bons ou maus consoante a música que produzem seja boa ou má (não o saberei definir mas julgo saber identificar)».
TRIBUTOS, GURUS, PIONEIROS

SETE DISCOS (E MAIS DOIS EM ACRESCENTO...)
Sete-álbuns-sete é o resultado da colheita de discos nas áreas da música tradicional portuguesa/folk que o ano de 2005 nos deu até agora. É pouco? Não é, se verificarmos que durante todo o ano de 2004 foram editados apenas três ou quatro. E para os próximos tempos anunciam-se mais uns quantos.







CHUCHURUMEL
«NO CASTELO DE CHUCHURUMEL»
Ed. de Autor
Grupo folk da cidade do Porto vai ao campo.

MU
«MUNDANÇAS»
Açor/Megamúsica
Grupo do Porto às voltas com as danças tradicionais europeias.

1 comentário:
E melhor ainda, 2006 continua por bons caminhos!!! Até ao momento já sairam álbuns dos Lumen, Ginga, Moçoilas, Arrefole e de José Barros (que me venha agora à memória, talvez esteja esquecido de algum) e até ao final do ano ainda devem sair mais uma mão cheia...
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