30 janeiro, 2009

Entrudanças - É Carnaval, Ninguém Dança Mal (alert: piada repetida!)


Via Tradballs, vem uma das notícias mais aguardadas por quem quer passar o Carnaval a bailar: o programa completo do Entrudanças, que se realiza em Entradas, Castro Verde, de 21 a 23 de Fevereiro. Bailemos então!


«FESTIVAL ENTRUDANÇAS
21, 22, 23 fevereiro 2009
entradas - castro verde


Sábado, dia 21
14h30 – Desfile de Abertura do Entrudanças
15h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h30 – Oficina de Danças de Grupo – Matias
Oficina de Danças Africanas Tribais – Marc N´danou
15h30 – Estratégia Musical – BitOcas
16h00 – Passagem de Documentário: Manda Adiante, Tiago Pereira
16h40 – Cante Alentejano “Atabuas” e “Cardadores”
17h00 – Oficina de Danças Italianas – Traballo
Oficina de Danças Indianas - Flore Deshayes
19h00 – Baile com a Banda 1º de Janeiro, Castro Verde
21h30 – Concerto c/ coro infantil do Agrupamento de Escolas de Castro Verde
22h30 - Grupo de violas Campaniças
23h00 - Traballo

Domingo, dia 22
11h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
Oficina de Danças Italianas - Monica Savá
Oficina de Danças Africanas Tribais – Marc N'danou
14h00 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h00 – Oficina de Danças Portuguesas - Toques do Caramulo
Oficina de Danças de Grupo – Matias
15h30 – Cordofones à la Minuta – BitOcas
16h00 – Passagem do Documentário “Canto a Vozes” de Francisco Manso
17h00 – Oficina de Danças da Bretanhã – Flore Deshayes
Oficina de Danças Brasílicas – Pedro Pernambuco
17h30 – Oficina de Gaita – de – foles - Avel Yud
17h30 – Sessão de Contos – Trimagisto
19h00 – Oficina de Cante Alentejano ACA “Ganhões”
19h00 – Oficina de Percussão Italiana - Traballo
21h30 – “MEE Memórias do Entrudo em Entradas”
22h00 – Traballo (Itália)
23h30 - Avel Yud (na foto; França)

Segunda-feira, dia 23
11h00 – Oficina de Gastronomia
11h30 – Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
Oficina de Danças do Brasil - Pedro Pernambuco
14h00 - Oficina de Máscaras – Paulo Morais / Oficina de lã – Diana Regal
15h00 – Oficina de Danças de Carnaval do Mundo - Monica Sáva
Oficina de Dança de Danças Africanas Tribais – Marc N'danou
15h30 – Miixer – BitOcas
16h00 – Arruada pela Orquestra de percussão de Arraiolos TXTAPUM
16h00 – Passagem do Documentário “Eu queria Ser” de Sílvia Firmino
17h00 – Oficina de Danças Portuguesas - Toques do Caramulo
Oficina de Danças de Pares – Matias
17h30 – Oficina de Acordeão - Celina da Piedade
19h00 – Baile Cantado – grupo Coral As Papoilas do Corvo e Celina da Piedade
21h30 – Cante Alentejano “As Camponesas”
22h00 – Alfa Arroba
00h00 - Toques do Caramulo

PREÇOS:
Público Geral
3 dias – 30 € | 1 dia – 12 € | Noite – 8 €
Residentes do Concelho
3 dias – 15 € | 1 dia- 7 € | Noite – 4 €».

Mais informações, aqui.

27 janeiro, 2009

Guitarmania - Para Aprender a Tocar (Melhor)


Com concertos e workshops de alguns dos maiores mestres da guitarra clássica, o Instituto Piaget realiza no final de Fevereiro mais uma edição do Guitarmania. Vale a pena consultar o programa oficial:

«GUITARMANIA 2009

Inscrições terminam a 10 de Fevereiro

Grandes nomes mundiais da guitarra clássica trazem música e formação


Entre 22 e 27 de Fevereiro, a Licenciatura em Música do Instituto Piaget de Almada leva a cabo a quinta edição do GUITARMANIA: um ponto de encontro privilegiado entre estudantes, profissionais da guitarra clássica e o grande público.

Esta iniciativa, que possui uma dupla vertente artística e formativa, é composta pelo V Festival Internacional de Guitarra Clássica, pelo IV Concurso Internacional de Guitarra Clássica e pelo III Curso Para Crianças.

O Palácio Foz, em Lisboa, e o Convento dos Capuchos, em Almada, recebem os concertos de guitarristas de renome, provenientes de diversos países – Marco Socías (Espanha), Kevin Gallagher (EUA), Carlo Marchione (Itália), Sanja Plohl (Eslovénia) e o duo Ivanovich/Kontaxakis (Croácia/Grécia).

A mestria e experiência destes artistas possibilita ainda a realização de um conjunto de masterclasses especialmente dirigidas a alunos de guitarra clássica, músicos profissionais e professores, num máximo de 40 participantes. Partindo das obras interpretadas durante o festival, estas formações visam aperfeiçoar os aspectos técnicos e o desempenho na guitarra clássica.

IV Concurso Internacional de Guitarra Clássica

Integrado no GUITARMANIA 2009 decorre também o IV Concurso Internacional de Guitarra Clássica, cujo 1º prémio ascende a 2.500 euros, garantindo ainda ao vencedor dois recitais em Portugal em 2010. Neste concurso podem participar todos os intérpretes de guitarra clássica cuja idade não ultrapasse os 33 anos, devendo o seu repertório ser tocado de memória. As inscrições para as masterclasses já estão a decorrer, terminando a 10 de Fevereiro.



Guitarmania Júnior

Como forma de motivar e despertar uma consciência musical nos mais novos, será ainda desenvolvido o III Curso Para Crianças. As 30 crianças participantes, que devem ter mais de 8 anos de idade, terão aulas individuais e serão integradas na orquestra de guitarras infantil e em conjuntos da música de câmara.



O GUITARMANIA 2009 tem coordenação científica de Paulo Lourenço e do guitarrista Dejan Ivanovich. Para além da parceria com a Câmara Municipal de Almada, conta também com o patrocínio das empresas Esteve e Custódio Cardoso Pereira/Music Factory.



Taxas de inscrição:

Masterclasses: 125 €

Guitarmania Júnior: 65 €

Concurso (sem inscrição nas masterclasses): 50 €

Concurso (com inscrição no GUITARMANIA): 20 €».

Mais informações, aqui.

23 janeiro, 2009

Lula Pena e Norberto Lobo - Um Encontro Feito no Céu


É o melhor encontro (improvável... ou nem por isso tão improvável quanto isso) da estação: uma das melhores cantoras portuguesas (e não só!!) junta-se a um dos melhores guitarristas portugueses (e não só!!) para um concerto único e que se espera inesquecível: Lula Pena (a cantora) e Norberto Lobo (o guitarrista) actuam amanhã, na ZDB, em Lisboa... E eu espero ter bilhetes (dois, pelo menos). A seguir, o comunicado da ZDB. que lhes faz toda a justiça:


«Sábado, 24 de Janeiro às 23h00

LULA PENA & NORBERTO LOBO (PT)

A convite da ZDB, Lula Pena e Norberto Lobo encontram-se pela primeira vez em palco para um concerto em conjunto, concretizando os esboços traçados num breve e fortuito encontro na edição de 2008 do Festival Bom, no Barreiro.

O acaso juntou-os, e juntos descobrem agora as palpitações da forma, estabelecem cadeias de relação, encadeiam experiências na procura da emoção pura. Voz e guitarra que ficam na pele, como se tivesse sido sempre assim, como se não pudesse ser de outro modo.


Lula Pena
Lula Pena ouve sons e quer expressá-los através do seu corpo, tendo como instrumento uma voz; como som do rio a tremer, da terra a respirar, do céu a crescer. Uma voz, um apelo da memória de alguém que ouve com os sentidos todos e quer revelar, naturalmente, as conversas secretas com o seu próprio coração; esse músculo vermelho e esponjoso, que sobrevive de irrigações constantes e vive de ritmos ora mais lentos ora mais rápidos.
Ela sente a idade da terra e o peso de tão grande dimensão, quer cantar as suas memórias mais antigas, quer cantar as raízes do mundo com a fatalidade de quem sabe que a vida é curta para tão longa viagem. Dar a voz ao canto da fatalidade. Da lonjura. Do destino. Da tragédia.
(...)
Musicalmente, pretende mexer na raiz do fado inventado por Amália, na raiz da música inventada por Caetano Veloso e Chico Buarque, na raiz da morna de Cesária Évora, nas raízes Populares de autores anónimos. O caminho é muito longo e a vida muito curta, Lula Pena aceita a tragédia e quer protagonizá-la... Hoje lusófona, amanhã árabe, depois africana... A fusão musical de raízes comuns e distintas, próximas e longínquas. Os desafios, os riscos e as metas, o culminar duma crença – a Terra mãe de todas as músicas – isto é Lula Pena.
In www.attambur.com

+ Info: Myspace|Vídeo|vídeo|Entrevista


Norberto Lobo
Com apenas uma guitarra, invariavelmente acústica, Norberto Lobo - 26 anos de Lisboa inscritos na pele - procede a um pequeno grande milagre. O seu recente "Mudar de Bina", concentra em pouco mais de trinta minutos, dez imaculadas canções - sempre instrumentais - de uma maturidade rara, num todo profundamente português. Traz Carlos Paredes no coração, dedicando-lhe o disco. Mas a música do jovem guitarrista apropria-se de outros elementos: as melodias e as harmonias tanto evocam a nossa música popular, como sugerem anos e anos a ouvir e tocar música brasileira. O dedilhado recorda-nos os ensinamentos de John Fahey e toda a Escola Takoma. Apesar da curta carreira, Norberto Lobo já partilhou palcos com incontornáveis como Devendra Banhart, Larkin Grimm ou Lhasa».

21 janeiro, 2009

«We Are All» - O Boom Festival em DVD


Depois do livro sobre o festival, surge agora um DVD dedicado ao Boom Festival, «We Are All». Colectânea de documentários, reportagens e uma curta-metragem, este é um bo(o)m documento do que é o festival (as muitas músicas; o ambiente; os cuidados ecológicos). O comunicado oficial de apresentação:

«“We Are All”, é uma edição em DVD que retrata alguns dos aspectos que fazem deste um evento ímpar em todo o mundo.

No começo do ano de 2008 o Boom Festival lançou um livro. Agora, e depois da sua edição que decorreu em Agosto de 2008, é a vez do festival apresentar um DVD. Assim se mantém a produção de cultura independente deste evento único no mundo – que recebeu o The Greener Festival Award 2008 e o titulo de mérito “Outstanding”, que apenas oito eventos em todo o mundo se orgulham de ostentar.

O DVD “We Are All” retrata o Boom Festival 2008. Contém dois documentários, uma curta-metragem e mais de uma dezena de peças jornalísticas da Boom Web TV. A edição em DVD “We Are All” é limitada e numerada. Não obstante, terá comercialização em todo o mundo através de uma rede de lojas especializadas, quer através da Web, quer no comércio cultural tradicional.

Um dos documentários (homonimamente denominado “We Are All”) é um retrato de cerca de 55 minutos acerca do público, das áreas artísticas, da multidisciplinaridade e interculturalidade, ou os projectos de sustentabilidade do Boom 2008.

“Boom Doing It”, é uma perspectiva documental sobre os factos e episódios que se viveram na construção do Boom Festival 2008. Esta é uma visão humana e sincera do que rodeia a produção do Boom Festival.

No DVD pode encontrar ainda as peças jornalísticas da Boom Web TV com o seu habitual teor activista. Exploram-se temas da actualidade e aspectos concretos do Boom Festival, como são os exemplos da iniciativa “O Seu Óleo É Musica” e da reutilização dos materiais do Rock in Rio.

Por último, os cineastas franceses Marc Roberts e Hervé Jakubowlcz criaram uma curta-metragem (“A Quiet Place”) em jeito de sátira da experiência de dança no Boom Festival. Esta dupla tem no seu currículo a participação na equipa de produção de filmes ímpares como “Munique”, “Babel” ou “Astérix nos Jogos Olímpicos”.

Este DVD é mais uma contribuição do Boom para uma forma de fazer cultura independente, intercultural, multidisciplinar e com práticas únicas de sustentabilidade ambiental».


Mais informações sobre este DVD, aqui.

19 janeiro, 2009

Adeus João... E Obrigado Por Tudo!


Esta é daquelas notícias que não gostaria mesmo nada de dar. Mas aqui fica, como sentida homenagem e com um enorme adeus e um ainda muito maior obrigado pelo que o João fez pela música portuguesa e pelo amor que sempre demonstrou às suas raízes. Obrigado João (e um abraço de conforto aos teus amigos mais próximos: a Sandra, o Luís, a Mitó...). Na íntegra, o comunicado dos amigos:

«Faleceu a 18 de Janeiro de 2009 em Lisboa o músico João Aguardela, que faria 40 anos em Fevereiro. Vocalista, líder e fundador dos Sitiados, que fizeram enorme furor nos anos noventa, Aguardela foi também o mentor de projectos como Megafone (quatro discos de um trabalho muito pessoal, que cruza a recolha de música tradicional portuguesa com sonoridades electrónicas), Linha da Frente (formado por vocalistas de várias bandas nacionais interpretando textos de poetas portugueses) e A Naifa, o seu mais recente projecto com Luís Varatojo, com três álbuns editados e dezenas de concertos aclamados pela crítica e pelo público.

Criador com capacidades fora do comum, inovador, Aguardela soube antecipar tendências e lançar projectos esteticamente inéditos, sempre numa abordagem marcada pela defesa da língua e da cultura portuguesas.

Firme nas convicções, determinado nos objectivos , invulgar na forma de ser e estar na vida, desde sempre grangeou respeito e admiração no meio musical, ainda que nunca tivesse procurado o estrelato.

Vítima de cancro, morreu no Hospital da Luz, aos 39 anos. Deixa uma obra invejável e saudade à família e amigos. Como escreveu o João, "os dias sem ti/ são todos iguais/ são estrelas sem brilho/ são dias a mais"».

O funeral está marcadao para amanhã, terça-feira, às quatro da tarde, no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Uxu Kalhus - Vem Aí o Segundo Álbum!


Depois de «A Revolta dos Badalos» (2006), Uxu Kalhus (na foto, de João Antão), uma das mais importantes bandas na recuperação dos ritmos tradicionais portugueses (e alguns outros...), editam agora o seu segundo álbum, «Transumâncias Groove». Com uma formação diferente daquela que gravou o primeiro disco, Uxu Kalhus são agora Celina da Piedade (concertina e voz), Paulo Pereira (flautas e ralch fifen), Eddy Slap (baixo), Tó Zé (guitarras) e Luís Salgado (bateria e percussões), apesar de lá continuarem pontualmente companheiros de sempre como Nuno Patrício (percussões e voz). Segundo um comunicado do grupo, «"Transumâncias Groove", o segundo CD d'Uxu Kalhus, pretende traçar uma nova rota migratória onde o tradicional em Português, as influências de todos os continentes e a modernidade das novas linguagens confluem num único objecto, animado de uma sonoridade única, com muito Groove, improvisação e uma pitada de boa energia. Transumâncias Groove dá um passo definitivo na reinvenção do baile e volta a reafirmar o direito à autodeterminação do Folc Português. Lançamento a 9 de Fevereiro». Para saber mais, consulte o novo site d'Uxu Kalhus, aqui.

16 janeiro, 2009

Chuchurumel - Fecham-se as Portas do Castelo


É uma má notícia para a música portuguesa (só mitigada pelo facto de os dois membros do grupo continuarem de boa saúde e, sempre, com outros excelentes projectos musicais): os Chuchurumel - um dos mais importantes e criativos grupos na «reinvenção» da música tradicional portuguesa - chegaram ao fim. Num comunicado colocado na sua página do myspace, o grupo escreve: «Chuchurumel encontrou o ponto final. Cerca de cinco anos e meio volvidos desde o seu nascimento, chegou ao fim esta aventura de divulgação e promoção da música tradicional portuguesa. Para trás ficam dezenas de horas de recolhas, diversas oficinas de formação sobre instrumentos tradicionais portugueses, espectáculos originais criados para determinadas circunstâncias, centenas de concertos no país e no estrangeiro (do Jarmelo a Frádigas, do CCB à Casa da Música) e dois discos editados: "no castelo de Chuchurumel"(2005) e "Posta-Restante"(2007). Para a frente continuam as carreiras artísticas dos dois músicos do grupo: Julieta Silva integrada no grupo Diabo a Sete e César Prata com o seu novo projecto "trinta por uma linha", espectáculo e disco a apresentar em Maio de 2009. Para todos aqueles que ao longo destes anos nos apoiaram e acarinharam fica o nosso mais sincero bem-haja».

Obrigado nós e as maiores felicidades para os dois!!

15 janeiro, 2009

Tiago Pereira - Dez Anos a Guardar Memórias


OMIRI LIVE - A la Muse from Tiago Pereira on Vimeo.


O realizador Tiago Pereira apresenta a totalidade da sua obra num ciclo que lhe é dedicado e que pode ser visto na Fábrica do Braço de Prata, de 22 a 26 de Janeiro. No ciclo estão também integrados concertos - Omiri (no vídeo em cima) e B Fachada - e conferências. A programação completa, já a seguir... E, muitos parabéns, Tiago!!

«Tiago Pereira faz video há 10 anos, trabalha essencialmente na alfabetização da memória, na necessidade de documentar, preocupado com a tradição oral, e com a ponte geracional faz recolhas video por esse país todo, que depois reconstrói. Alguns dos seus videos ja receberam prémios nacionais e internacionais.

Esta programação visa celebrar os 10 anos da sua actividade, mostrando alguns dos seus filmes e não só, também a sua actividade como vj e video músico e o trabalho de outras pessoas que com ele trabalham ou já trabalharam e que de alguma forma se englobam no seu universo.

PROGRAMAÇÃO

22 Janeiro Quinta feira

18 horas
Videos
Quem canta seus males espanta 9´1998
Vencedor do Prémio: melhor realizador Português- Encontros de Cinema Documental da Malaposta

O que é a Imagem? 10`2001

Projecto Pro memória co realizado com Raquel Castro
A arte da Memória 14`2004
Os povoadores do tempo 15`2004
Disparem à vontade 15`2005

21.30
Conversa com Raquel Castro
Paisagens Sonoras
Filme
Soundwalkers de Raquel Castro


23 Janeiro Sexta feira

18 horas
Videos
11 burros caem no estômago vazio 26`2006
Vencedor do Premio: melhor curta metragem Portuguesa – Doc Lisboa 2006 –
Melhor filme Etnográfico . Dialektus festival Budapest 2007

Meta- 25`2005

Folk-Lore 01 Danças e Igreja 11`2008
Folk-Lore 02 Regadinho 5`

22 horas
Bfachada Tradição oral contemporânea 60`2008
Concerto com Bfachada – www.myspace.com/bfachada




24 Janeiro Sábado

18 horas
Videos
Manda Adiante 25`2007

Sonotigadores de tradições 25´2003
Vencedor do Grande premio Ovar Video 2003

Ao alcance de todos 25`2008

Aniki na Casa 52`2008

22 horas
Conversa com membros da Associação Pe de xumbo e Alexandre Matias da Associação Tradballs
Arritmia 44`2007
Baile Concerto – OMIRI
www.myspace.com/omirisound



25 Janeiro Domingo
15 horas
Mesa redonda – As recolhas videográficas e a arte contemporânea
Tiago Pereira
José Barbieri
Domingos Morais

Apresentação do projecto MEMORIAMEDIA por José Barbieri
www.memoriamedia.net»

12 janeiro, 2009

Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas - Parte III


O Raízes e Antenas continua hoje a publicação de uma nova série, os Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas, dedicada a álbuns editados em 2008 (ou até anteriores a 2008, mas só durante esse ano «descobertos» por este blog) e que têm estado muitas vezes, e por direito próprio, no leitor de CDs aqui de casa. Todos eles são acompanhados por uma breve ficha informativa.


Terceira Parte - Conexões Ianques-Mexicanas e A Vitória da Cumbia


Lila Downs - Shake Away/Ojo de Culebra (EMI)

A cantora semi-mexicana semi-ianque Lila Downs (na foto) sempre assinou álbuns extraordinários, mas atrevo-me a dizer que este é o melhor de todos eles! Fortemente politizado, com uma variedade de estilos notável - das inevitáveis rancheras ao rock, ao jazz, ao klezmer (o lindíssimo «Perro Negro»), à cumbia e a uma versão de «Black Magic Woman», de Peter Green, e outra de «I Envy The Wind» (aqui como «Yo Envidio El Viento»), de Lucinda Williams -, em «Ojo de Culebra» (nos países anglófonos chamado «Shake Away»), Lila faz-se também rodear de um excelente leque de convidados: a mítica cantora argentina Mercedes Sosa, a espanhola La Mari (dos Chambao) ou Ruben Albarran (dos mexicanos Café Tacuba).





Calexico - Carried To Dust (City Slang)

No seu novo álbum, os Calexico voltaram à boa forma (ia escrever «fórmula») do início e atiraram-se novamente àquela mistura fabulosa de música tex-mex - com a sua dose de rancheras e mariachis -, às referências enniomorriconianas e a algum experimentalismo sonoro, mas agora alargado a temas mais-rock-mesmo e a uma visão mais alargada da música latino-americana (chega a haver um tema que parece saído directamente da cordilheira dos Andes). E o álbum começa logo muito bem, com uma homenagem lindíssima ao cantor chileno Victor Jara, «Victor Jara's Hands». Com Joey Burns e John Convertino colaboraram desta vez Amparo Sanchez (ex-Amparanoia), Douglas McCombs (Tortoise), Sam Beam (Iron & Wine), entre outros.






Vários - Arriba La Cumbia! (Crammed Discs/Megamúsica)

E agora, directamente para as pistas de dança!! «Arriba La Cumbia!» foi uma das melhores compilações a surgir em 2008, reunindo um leque abrangente de antigos e novos cultores da cumbia, género colombiano que em meados do século passado foi famoso em vários países da América Latina e assiste agora a um revivalismo mais que saudável, seja nas suas formas mais «primitivas» ou cruzando-se com novas linguagens musicais (electrónicas, hip-hop, reggaeton...). A colectânea reúne nomes clássicos e modernos da cumbia e também nomes grandes do panorama das danças modernas que se deixaram apaixonar por este género como os Up, Bustle & Out, Mo'Horizons e Basement Jaxx. Irresistível!

07 janeiro, 2009

Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas - Parte II


O Raízes e Antenas continua hoje a publicação de uma nova série, os Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas, dedicada a álbuns editados em 2008 (ou até anteriores a 2008, mas só durante esse ano «descobertos» por este blog) e que têm estado muitas vezes, e por direito próprio, no leitor de CDs aqui de casa. Todos eles são acompanhados por uma breve ficha informativa.


Segunda Parte - Bons Rocks (e Electrónicas) Vindos do Oriente


Niyaz - «Nine Heavens» (Six Degrees)


Sem dúvida, um dos melhores álbuns editados o ano passado, «Nine Heavens», dos Niyaz, é um belíssimo exemplo de convivência de músicos de países considerados, à partida, «inimigos»: nos Niyaz convivem músicos iranianos e norte-americanos, que misturam com saber e à-vontade a música tradicional do médio-oriente, a música religiosa sufi - no disco encontram-se nove temas oriundos da tradição iraniana, turca e paquistanesa - e as electrónicas, sempre com uma elegância e um bom-gosto extremos, conduzidos pela voz sublime da cantora iraniana Azam Ali. E, para quem não vai lá muito à bola com as lectrónicas, o álbum reserva uma surpresa: um segundo CD com interpretações acústicas dos temas do álbum e com muitas percussões, digamos, verdadeiras, dos temas do álbum.





U-Cef - «Halalwood» (Crammed Discs/Megamúsica)


DJ marroquino radicado em Londres, U-Cef assina neste álbum «Halalwood» uma experiência de fusão quase sempre muitíssimo bem conseguida. Capaz de cruzamentos surpreendentes («MarhaBahia» é um notável encontro entre o gnawa e o samba!!), sem medo de juntar no mesmo caldeirão dub e sha'abi, guitarras eléctricas em voo livre e hip-hop «rapado» em árabe, «Halalwood» também junta muita gente boa à volta do projecto: Rachid Taha, Damon Albarn (dos Blur e de inúmeros projectos cada vez mais ligados à world music), Natacha Atlas, Steve Hillage, Amina Annabi, Dar Gnawa e Justin Adams, entre outros...






Speed Caravan - «Kalashnik Love» (Newbled Records)

Imagine-se o «Killing An Arab», dos Cure, interpretado, com humor, por músicos e instrumentos... árabes. Ou o «Galvanize», dos Chemical Brothers, transformado num hino à luta dos povos muçulmanos. E tudo movido a um fabuloso oud electrificado e demais quinquilharia musical do norte de África, com instrumentos rock à mistura. É isso que fazem os Speed Caravan (na foto), grupo liderado pelo argelino Mehdi Haddab (o do oud electrificado e muitas vezes em distorção) e radicado em França. No álbum colaboram Rachid Taha (sempre ele!), gente ligada aos Asian Dub Foundation, Abdulatif Yagoub (também em oud e já referido neste blog a propósito do seu álbum com os DuOud) e até Simone Alves, cantora portuguesa radicada na Bretanha.

06 janeiro, 2009

Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas - Parte I


O Raízes e Antenas inicia hoje a publicação de uma nova série, os Melhores Álbuns (com) Raízes e Antenas, dedicada a álbuns editados em 2008 (ou até anteriores a 2008, mas só durante esse ano «descobertos» por este blog, como é o caso do álbum «Le Moulassa», dos AntiQuarks, na foto) e que têm estado muitas vezes, e por direito próprio, no leitor de CDs aqui de casa. Todos eles são acompanhados por uma breve ficha informativa.



Primeira Parte - Os Maiores OVNIs World do(s) último(s) ano(s):


Big Blue Ball - «Big Blue Ball» (RealWold)

Gravado durante algumas das já míticas «semanas» de jam-sessions intensivas nos estúdios da RealWorld, com produção de Peter Gabriel (que também aparece em vários temas como cantor), Karl Wallinger e Stephen Hague, «Big Blue Ball» é uma explosão de originalidade, grandes canções e parcerias inesperadas mas que fazem sempre sentido umas com as outras. Oiça~se o álbum e descubra-se o que é a verdadeira world music e o que este género, que afinal são tantos géneros, tem de melhor: cruzamentos ímpares de nomes como Marta Sebestyen, Natacha Atlas, Sinéad O'Connor, Papa Wemba, Jah Wobble, Vernon Reid, Iarla O Lionaird, Joseph Arthur, Manu Katché, Justin Adams, Joji Hirota, etc, etc... Uma obra-prima.





AntiQuarks - «Le Moulassa» (Ed. Autor)

Estes gauleses são loucos!!! Dois músicos franceses - Richard Monségu (voz, bateria e percussões) e Sébastien Tron (sanfona eléctrica, voz, pedaleira) - inventam neste seu primeiro álbum, «Le Moulassa», uma música que é de todo o lado e de lado nenhum, de todas as épocas e de época nenhuma: está bem, há lá rock progressivo, música tradicional, experimentalismo, música antiga, mas tudo sempre sabiamente misturado para que nenhum destes géneros seja imediatamente reconhecível nem que se possa dizer, alguma vez, que a sua música é mais um género do que outro. Porque não é, mesmo quando parece...





Bibi Tanga et Le Professeur Inlassable - «Yellow Gauze» (L'Inlassable Édition)

O extraordinário cantor Bibi Tanga (nascido na República Centro-Africana mas radicado em França há muitos anos) e o produtor francês Le Professeur Inlassable, que parecem ter sido destinados um ao outro desde o início dos tempos tal é o brilhantismo do trabalho feito em conjunto, assinam em «Yellow Gauze» um verdadeiro hino à música negra, seja a música africana (nomeadamente o afro-beat, mas não só) seja a norte-americana, com o gospel, o jazz, a soul, os blues, o disco-sound e o hip-hop a confluírem, todos!, para um álbum mais que perfeito.

05 janeiro, 2009

Groovalizacion - Uma Rádio (das Músicas) do Mundo


Antes deste blog iniciar uma série especial de referências aos melhores, mais surpreendentes e mais ousados discos de world music, folk, etc, etc... publicados o ano passado, o Raízes e Antenas tem o prazer de dar a conhecer - a quem ainda não conhece - uma excelentíssima estação de rádio on-line dedicada à world music, a Groovalizacion, que tem como responsáveis o DJ, jornalista, músico e produtor francês iZem, actualmente a viver na Argentina, e o DJ e realizador de cinema espanhol Toni Cucurucho, agora radicado em Lisboa. A estação de rádio - cujo site inclui também muitos textos sobre músicas do mundo, alguns deles repescados aqui do R&A - pode ser ouvida em:

www.groovalizacion.com/

23 dezembro, 2008

Re-Post: Melech Mechaya Encerram Digressão em Lisboa (E Ainda Há Mais Festarola a Seguir)


Só para refrescar a memória: os Melech Mechaya - aquela nobre instituição almadense de klezmer, música balcânica e surf-rock que semeia festas em todos os lugares onde toca - encerram a sua digressão de 2008 com um concerto no Santiago Alquimista, em Lisboa, dia 27 de Dezembro. E não vão estar sozinhos: na primeira parte terão os Atma - projecto de world music entendida de forma global e alargada - e, para «after-party», o DJ António Pires (pois...) promete, desde já, dar continuidade à festa. Os Melech Mechaya são João Graça (violino), Miguel Veríssimo (clarinete), André Santos (guitarra), João Sovina (contrabaixo) e Francisco Caiado (precussões) e, ainda antes do Santiago Alquimista, podem ser vistos dia 26 de Novembro no Teatro Municipal da Guarda.

19 dezembro, 2008

Bailes de Passagem d'Ano em Coimbra


À semelhança do que aconteceu no «réveillon» do ano passado, os cultores das danças tradicionais podem dirigir-se outra vez a Coimbra para mais uma passagem d'ano bailante. Todos os pormenores:

«Festival Passagem d'ano em Coimbra

Repetindo a façanha de há 365 dias atrás, o Centro Norton de Matos, a Tradballs e o Rodobalho preparam-se para celebrar na alegria a entrada do novo ano.

No Centro Norton de Matos, em Coimbra, o ano terminará alegre com o baile e as melodias tradicionais para dar lugar a nova alegria para mais 365 dias. De 31 a 3 de Janeiro, quatro dias de energia, de descoberta, de partilha e com os relógios atirados a um canto.

Os convidados são os Franceses Boreale, os Portugueses Toques do Caramulo (na foto, de André Brandão), Mu, No Mazurka Band, João Gentil e Luís Formiga, Quarto Minguante e Mosca Tosca. Cada um deles dono de formas soberbas de interpretar a cultura musical tradicional, formas enérgicas de construir o baile e com isso contagiar o público, que esquece que lá fora o tempo [a desculpa da celebração] escorre mas que dentro perde o sentido.

Durante o dia preenche-se o relógio de workshops de dança, de instrumentos, projecção de vídeo e jam sesssions. Na noite o baile é rei e partilha-se o que a tarde ensinou. Um programa simples, mas rico, sem preconceito, mas recheado».

Mais informações, aqui.

10 dezembro, 2008

Cantos na Maré - A edição 2008 Começa Hoje


Com direcção artística da cantora Uxía e direcção musical de Paulo Borges, a edição deste ano do Cantos na Maré - Festival Internacional da Lusofonía, inicia-se hoje, dia 10, em Pontevedra, Galiza, com uma mostra de cinema e continua nos próximos dias com um grande concerto que vai reunir Paulinho Moska (Brasil), Sara Tavares (Cabo Verde), Waldemar Bastos (Angola), Sérgio Godinho (Portugal) e Xabier Díaz (Galiza) - no dia 13 -, encontros com artistas lusófonos e a constituição de uma rede de agentes e produtores ligados à música do espaço lusófono.

Para quem não sabe, o Cantos na Maré - Festival Internacional da Lusofonía «é un proxecto cultural pioneiro e exclusivo no estado español, creado en Galiza cunha singular aposta cultural: trazar a través da lingua, da música, dos ritmos e dos sons un mapa común entre os territorios da lusofonía que comparten raíces.

CNM é unha iniciativa de aproximación de culturas e do fomento da diversidade, da interacción e da apertura de oportunidades á creación artística e ao intercambio.

O espectáculo musical, baseado na investigación e no enriquecemento, representa un dos eixes básicos da estrutura do proxecto. Este intercambio cultural activo é a base da filosofía, resultando un produto musical exclusivo de altísima calidade artística e humana».

Toda a informação, aqui.

09 dezembro, 2008

Tiago Pereira e B Fachada apresentam a «Tradição Oral Contemporânea»


TRAILER bfachada Tradição oral contemporânea from Tiago Pereira on Vimeo.

O realizador Tiago Pereira - o mesmo de «Arritmia» - e o cantor, músico e compositor B Fachada (que há pouco tempo lançou o seu novo EP, «Viola Braguesa», através da FlorCaveira) juntaram-se para filmar «Tradição Oral Contemporânea», mais um OVNI sonoro-visual de Tiago Pereira. Aqui em cima fica o trailer do filme e, aqui em baixo, o texto de B Fachada acerca do mesmo:

«Num impulso construtivo de análise do processo de tradicionalização, um documentarista do tradicional, Tiago Pereira, convida uma princesa da Pop, B Fachada, à auto-reflexão em torno das noções de autoria e criação. É este o ponto de partida.

Os dois viajam a um centro da Tradição Oral por excelência com o propósito de cruzar o processo estético urbano do músico com a criação comunitária rural; a troca de repertório e de metodologias com as vozes do campo é bem sucedida e acaba por transcender o projecto inicial. Simultaneamente, uma exploração visual do imaginário citadino do B Fachada constrói o paralelo entre a criação colectiva pelo indivíduo da Tradição rural com a criação individual pelo colectivo da Pop urbana.

A sobreposição da lírica comunitária com a lírica individual, da variação comunitária com a inovação individual levanta questões de interesse generalizado — Como é possível que romances comunitários cantados ha quinhentos anos possam tão explicitamente relacionar-se com canções de autor de há 5 semanas nos métodos e nos propósitos? Como pode a autoria artesanal urbana ser tão semelhante à variação rural da Tradição Oral?

Salvemos o Giacometti da triste desculturalização rural e mostremos-lhe o
frenético comunitário da urbe


Pré-exibição para a imprensa no dia 18 de Dezembro às 18h30 na ZDB.
ESTREIA NA GALERIA ZÉDOSBOIS NO DIA 9 DE JANEIRO».

07 dezembro, 2008

Festival Etnias - Músicas do Mundo (de Cá) no Contagiarte


Parece que foi ontem, mas o Contagiarte já abriu as suas portas há meia década! E já muito - e de muito bom!!! - se passou por lá. Para comemorar a data, o Contagiarte apresenta mais uma edição do Festival Etnias, no próximo fim-de-semana, com um programa onde se destaca a presença dos OliveTree (na foto), Atlântida (novo projecto de alguns dos nomes ligados aos Frei Fado d'El Rei, Lúmen e Roldana Folk), Madandza e Semente. O programa, completíssimo, aqui em baixo:

«CONTAGIARTE

Espaço de sensibilização, formação e dinâmica culturais


Apresenta


ETNIAS – Festival de Músicas do Mundo

6ªedição / Dez. 2008


Dias 11, 12 e 13 de Dezembro

Evento de comemoração do 5º aniversário do espaço cultural Contagiarte


Os ritmos e culturas que não queremos ver perdidos, tesouros da humanidade, traduz-se, para nós, no Etnias, um festival assente numa programação que celebra as sonoridades e danças das culturas dos povos do mundo. O Etnias celebra também o aniversário do Contagiarte, foi este o evento que abriu as portas a um espaço cultural que se transformou num dos mais emblemáticos da cidade e do país. A edição deste ano conta com os OliveTreeDance (étnico), Atlântida (fusão/worldmusic), Duo Leandro Ferrer e António Dias (jazz manouche), Ma (performance com influências Butoh), Semente (afro), Anaidcram (indiana) e Madandza (afro). Durante três dias consecutivos, 11, 12 e 13 de Dezembro, o Contagiarte e o Etnias celebram em conjunto cinco anos de cultura.


Passados cinco anos, muita coisa mudou. Consolidámos o projecto, conseguimos que, finalmente, ele fosse visto como um espaço de formação, de acolhimento, onde “acontecem coisas”. As pessoas que nos visitam ganharam o estatuto de “ALUNOS”, de “PÚBLICO”. É para isso que cá estamos, para fazê-los participar. Ao fim de cinco anos fizemos deste espaço um ESPAÇO CULTURAL de reconhecimento público. Venham mais cinco!


PROGRAMA


Dia 11, quinta-feira

22h30

MA


Ma significa na língua japonesa, o espaço negativo, entre ou de ligação, onde a dança acontece. Quando sintonizamos o corpo numa determinada frequência, consequentemente obtemos uma ressonância. De acordo com a frequência obtemos ressonâncias diferentes. O mundo, incluindo o nosso corpo e alma, consiste de ondas vibracionais que criam ressonâncias, como ecos. O inimaginável não é um lugar, tão pouco um momento, mas circunscreve-se, como configurações singulares da consciência. Ma é uma aproximação focada no diálogo entre a gravidade e a integração do corpo na imagem e nos sentidos, utilizando a linguagem de dança aérea, butoh, e clown.

Ideia Original Paulina Almeida Música Original Martin Ertl Intérpretes Paulina Almeida e Martin Ertl


Dia 11, quinta-feira

23h30

DUO LEANDRO FERRER & ANTÓNIO DIAS


Uma vez duas velhas raposas juntaram-se para formar um dueto de violões e viajar por um repertório de originais no estilo Jazz Manouche, de originais da autoria de Leandro Ferrer. Este projecto marca também o regresso de Leandro Ferrer aos concertos e ao mundo da música, depois de alguns anos afastado da guitarra, eis que as profusas composições melódicas dos temas apresentados fazem viajar os ouvintes pelo universo do flamenco e do jazz Manouche.


Leandro Ferrer e António Dias violão acústico



Dia 11, quinta-feira

00H15

OLIVETREEDANCE




Com a sua bombástica performance recheada de ritmos tribais étnicos a roçar as sonoridades da dancemusic electro urbana, esta banda não podia ser a melhor para abrir em grande o certame deste ano. Anualmente galardoados pelas suas exibições originais foram no ano de 2008 os NOVOS TALENTOS FNAC e serão graças ao prémio de melhor musica no concurso ROCK RENDEZ WORTEN a banda que entrará na compilação NOVOS TALENTOS WORTEN 2009. Com a união do Didgeridoo Bateria e Multipercussões espera-se, na cave, momentos Underground de folia total. - Vamos Subiiiirr!!!


http://www.myspace.com/olivetreedance


01H00

NOITE FOLK – noite de danças tradicionais europeias conduzidas pelo programador do festival, Hugo Osga.



Dia 12, sexta-feira

22h15

ATLÂNTIDA


O grupo Atlântida nasce como um processo natural da aproximação de músicos influenciados por vários estilos musicais e pelas suas diferentes personalidades.
Deste encontro resulta uma original fusão de géneros com variações a nível do tempo, do estilo e do ritmo com uma dinâmica muito própria. Através da voz, das percussões, das duas guitarras, do baixo acústico, do violoncelo e do acordeão, viajamos ao mundo do Fado na companhia dos acordes do flamenco e os ritmos do tango.


Alexandra Guimarães voz principal João Campos guitarra clássica, flauta e voz
José Flávio Martins baixo acústico e percussões Fátima Santos acordeão Miguel Antas Teixeira guitarra e percussões João Paulo violoncelo e percussões


www.myspace.com/aatlantida



Dia 12, sexta-feira

23h45

SEMENTE


Semente é uma amálgama de influências de África (costa Oeste, de etnia mandinga), Cuba, Brasil e Uruguai, entre outros.


Os ritmos poderosos dos djembés, dununs e tambores de Candombé, as chicotadas vigorosas das congas, as melodias encantadoras do balafon, a folia do samba aliam-se às coreografias étnico-contemporâneas, tornando este um espectáculo de forte carácter visual e sensitivo.


Já passaram por muitos palcos, dos quais se destacam: Festa Vmanize It (Hard Club), PortÁfricas II, “Fazer a Festa” (Palácio de Cristal), Festival Etnias (Contagiarte), Festival Andanças (S. Pedro do Sul), Abertura da Casa da Música, Festas de Valldoreix (Barcelona), Boomfestival, Freedom Fest., Fiestizaje’07 e ’08 (Léon, Espanha), Casa das Artes de Famalicão, Plaza de San Francisco (Canárias), entre muitos outros.


www.myspace.com/sementept


Andrés Tarabbia (Pancho) congas, tambor Chico, djembé, dumbas, cajon, repique, caxixi, claves, efeitos, lagostão, repenique Eva Azevedo fundadora, produção, dança, shekeré, chocalhos Dora Borges dança, shekeré , chocalhos Luís Lopes balafone, bolon, krin, dumbas, djembé, shekeré, choca, chocalhos, efeitos Márcio Pinto dumbas, congas, tambor chico, cabaça, caixa, tamborim, pandeiro, caxixi, shekeré, efeitos Mariana Rute Costa voz, shekeré Paulo das Cavernas fundador, djembé, n’goni, bolon, tama, congas, cuica, tamborim, repenique, bongós, choca, efeitos, voz

Vanessa Fernandes dança, shekeré , chocalhos Bilan voz, baixo, dumbas, efeitos



01h00

INNYANGA – sonoridades afro



Dia 13, sábado

22h15

ANAIDCRAM


Anaidcram já leva anos de pesquisa e viagens a vários países, para sentir e aprender desde a raiz. Tendo um trabalho multicultural, a seu ver, só é possível se houver esta interacção cultural criando um espectáculo, que leva também o espectador a sentir o sabor destas várias viagens, através da musica, dos instrumentos, dos diferentes idiomas usados nos temas ,da riqueza das danças, desde as clássicas às tradicionais, de cerimonias ou da colorida indumentária . Tudo isto cria um espectáculo único, cheio de poesia musical e de movimento.


Marc Planells sitar, alaud ,kangira e canto Ricardo Passos percussão, saz e canto Diana Rego dança

www.myspace.com/anaidcramdance

Dia 13, sábado

23h45

MADANDZA


"Não há música sem prazer, nem há prazer sem música." provérbio Malinké. Madandza é um grupo de percussão e dança tradicional malinké. Fundado em 2004, é um projecto que se baseia na pesquisa e exploração da cultura malinké (cerimónias, rituais e tradições ancestrais da zona oeste de África). Madandza é igualmente reconhecido por desenvolver e colaborar em vários projectos de acção social, de acção educativo/cultural e de acção comunitária com as populações desfavorecidas. ACÇÃO SOCIAL – Madandza tem integrado e desenvolvido projectos direccionados para grupos de risco (crianças e jovens desfavorecidos); na área da gerontologia e na área do ensino especial. ACÇÃO EDUCATIVO/CULTURAL – Estas acções pretendem alertar junto das comunidades locais, para a necessidade do diálogo inter-cultural e do respeito pelas diferentes tradições e estilos de vida. ACÇÃO COMUNITÁRIA – Madandza tem colaborado com diversas organizações de índole social e comunitária (ISU, APPACDM), assim como pretende desenvolver projectos comunitários como o realizado em 2007/2008 designado “Viana-Conakry” ACÇÃO ARTÍSTICA – O grupo é actualmente constituído por 5 músicos, três bailarinas e uma vocalista. Tanto a sua vertente de espectáculo como de animação são reconhecidas pela qualidade musical e coreográfica, pela energia de palco e pela capacidade de expressar simbolicamente sentimentos e valores culturais associados ao império malinké.



Músicos Armando Santos, Pedro Amaro, Zé Puto, Pedro Veloso, Nuno Presa

Bailarinas/ Voz Isa Santos, Rita Santos, Bárbara Gonçalves e Fabíola Fernandes


http://www.myspace.com/madandza


01h00

Fuego & Tumbao – sons latinos



ACTIVIDADES PARA-FESTIVAL


WORKSHOP DE DANÇA CLÁSSICA INDIANA

Professora: Diana Rego

Dias: 15 e 16

Horário: 18h00 às 20h00

Valor: 30€


Odissi é o nome da dança do Este da Índia. Inicialmente esta dança era realizada dentro dos templos de Orissa, como uma das principais oferendas a deus

Odissi é caracterizado pelos seus movimentos suaves e líricos contrastando com outros exactos e precisos. Tem um forte lado feminino, devocional, belo e vasta qualidade expressiva, assim como um intricado trabalho rítmico acompanhado pelo pakawaj drum, que é seguido lealmente pelo “sapateado a pé descalço “ do bailarino.


Esta dança é uma meditação em movimento. O corpoo torna-se uma escultura e dança contando histórias da mitologia hindu. Este curso é de interesse para todo o tipo de bailarino e performer, pois há um forte trabalho de consciência corporal, rítmica e expressiva (teatral).


Exposição de Fotografia

Inaugura dia 9 de Dezembro

22h30

Rota da Seda e Cazaquistão de baixo orçamento


Estas são algumas fotografias que contam a história de uma viagem de quatro semanas que percorre parte da histórica Rota da Seda da Ásia Central, na Quirguízia e no Uzbequistão, e numa parte do Cazaquistão. Passei por lugares míticos, como Tashkent, Samarcanda e Bukhara. Quase todos têm uma história que começa séculos antes de haver qualquer forma mais organizada de civilização na Europa Ocidental. Foram palco de intensas trocas comerciais, culturais e intelectuais entre o Ocidente e o Oriente, que só diminuíram com a descoberta da rota marítima para a Índia pelos portugueses. A era soviética não podia ser mais diferente. O planeamento urbanístico cinzento típico e o culto da personalidade dos líderes deixaram as suas marcas. É em grande parte este contraste que é interessante mostrar.


Joost De Raeymaeker fotojornalista


Sobre o fotógrafo

é um fotojornalista belga residente em Lisboa. Depois de ter tirado um curso superior como músico no jazz-studio em Antuérpia e de ter feito a licenciatura em história na ufsia em Antuérpia, na flup no Porto e na rug en Gent, dedicou-se durante alguns anos à segurança informática como sócio gerente da rsvp consultores associados. Depois destes anos a usar demasiado o seu hemisfério cerebral esquerdo, voltou aos bocados a activar o seu hemisfério direito através de uma paixão dormente, a fotografia. Primeiro dedicou-se à impressão a preto e branco e usou o tempo para aperfeiçoar a técnica fotográfica. Em 2004 dedica-se definitivamente à fotografia, na área do fotojornalismo. Expôs em Portugal, na Irlanda, na Bélgica e publicou em vários títulos nacionais como o expresso (única), grande reportagem, notícias sábado, futebolista, evasões, destak, toportugal, magazine - grande informação, e internacionais como metro, télérama, le monde 2 (frança), tv sorrisi, popʼs (itália), souls, the express (usa) e muitas outras. A sua paixão é desenvolver reportagens de fundo sobre assuntos sociais do nosso tempo, mas ao mesmo tempo não tem vergonha nem medo de fotografar casamentos, baptizados, retratos ou de cobrir eventos.



Para mais informação seguem contactos:

Produção – Ana Saltão 91 604 70 40

Comunicação – Daniela Reis / Ana Saltão 222 000 682 (espaço Contagiarte)

Programador – Hugo Gomes (Osga) 96 244 36 41

contagiarte@contagiarte.pt

Entrada livre no dia 11 de Dezembro, comemoração do 5º aniversário do espaço cultural Contagiarte;

Restantes dias, entrada 2€.»

04 dezembro, 2008

Festival One Man Band - Com Muitos Blues (E o Resto)


Quatro dias de concertos, neste e no próximo fim-de-semana, em dois locais diferentes (Guimarães e Torres Novas), com muitos nomes dos blues - mas não só - mas todos (ou quase) com uma característica comum: cantarem e tocarem vários instrumentos ao mesmo tempo. Sejam os que usam guitarras e bombos sejam os que utilizam a ajuda de novas tecnologias, os artistas foram todos escolhidos por Paulo Furtado (na foto), que também actua sob o seu alias The Legendary Tiger Man, destacando-se na programação os nomes dos bluesmen muito poucoo ortodoxos Son of Dave e Bob Log III e o da blueswoman Becky Lee. A programação completa:

Guimarães - Centro Cultural Vila Flor

5 Dezembro
The Legendary Tiger Man + Becky Lee

6 Dezembro
Bob Log III + Dj Session "Sean Riley"

12 Dezembro
Son Of Dave + DJ Session "A boy named Sue"

13 de Dezembro
Projecto Especial "Slimmy + Dj Ride" + DJ Session "Da Flux"

Torres Novas - Teatro Virginia

5 Dezembro
Bob Log III ´Dj Session "Sean Riley"

6 Dezembro
Becky Lee ´Dj Session "Da Flux"

12 Dezembro
Projecto Especial "Slimmy + Dj Ride" + DJ Session "Dj Ride"

13 de Dezembro
Son Of Dave + DJ Session "A boy named Sue"

02 dezembro, 2008

Amélia Muge Canta(-se) no CCB


Muitas das canções que Amélia Muge compôs para outros artistas vão agora ser ouvidas através da sua própria voz, no espectáculo «1 Autora, 202 Canções», que Amélia Muge vai apresentar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dia 7 de Dezembro, tendo como convidados Ana Moura e Gaiteiros de Lisboa. O texto de apresentação do concerto, escrito pela própria autora:

«Talvez por necessidade, talvez por resposta aos que me seguem, quando acabo um trabalho já estão na forja muitos outros.

Se a criação fosse uma espécie de floresta-estufa diria que quando já existem plantas prontas a sair, há outras que ainda são apenas semente, outras já no viveiro, outras ainda simplesmente a precisar de tempo p’ra crescer.

Quando o António Cunha da UGURU me propôs, de certo modo, a entrada do agente sanitário, do comprador de plantas, do expert em inventários, isto é uma revisão da matéria produzida até aí, saí da estufa, esqueci a floresta e fui ao escritório, ao livro de registos, consciencializei as compras, os gostos gerais, os mais particulares, os únicos.

É tempo, sobretudo, de recolecção em prados conhecidos. De pegar em cada canção, olhá-la como se olha uma planta, ponderar o que é fruta, flôr, cacto ou arbusto, escolher as mais resistentes, as que melhor se darão no mercado da praça, as mais vistosas, eventualmente as que, com formas estranhas, possam chamar a atenção porque definitivamente, mais ninguém tem iguais para vender.

É tempo de recolecção. De pôr as canções todas “numa carreirinha, para ver até onde eu cheguei”, como dizia a Rosa Ramalho a propósito das suas peças de cerâmica.

Não serei seguramente só eu a fazer a escolha. Lembrarei, é claro, as que são mais fáceis de transportar, as que têm mais perfume, as que são mais resistentes, as que ficam de certeza, muito melhor na janela do vizinho do que na minha».

Mais informações, aqui.

01 dezembro, 2008

Concha Buika - Concerto em Lisboa (e com Mariza como Convidada)


Outra excelente notícia, na sequência de outras muito boas aqui em baixo: a cantora espanhola Concha Buika - da qual foi editada recentemente a edição especial de «Niña de Fuego», com um disco-bónus e um livro com muitas fotografias e poemas inéditos - regressa a Portugal, desta vez para um espectáculo em Lisboa, depois de há alguns meses ter assinado um dos momentos mais altos do festival Med de Loulé. Mas, desta vez com banda e com uma convidada especial, Mariza. Uma notícia da Lusa dá conta do essencial:

«A cantora espanhola Concha Buika, nomeada para os Grammy latinos deste ano com o álbum "Niña de Fuego", actua dia 16 de Dezembro no Centro Cultural de Belém em Lisboa, anunciou a sua produtora.


"Niña de Fuego" está nomeado na categoria "Melhor Álbum", e o seu produtor, Javier Limón, o mesmo do álbum "Terra" de Mariza, na categoria Folclore, está também a concurso para o Grammy Latino “Melhor Produtor”.

O espectáculo em Lisboa de Concha Buika conta com a participação especial de Mariza.

Em palco acompanham a cantora de Palma de Maiorca Ivan 'Melón' Lewis ao piano, Danny Noel no baixo, Ramón Porriña nas percussões flamencas e Horacio 'El Negro' Hernandez na bateria.

Concha Buika, de origem guineense, colaborou na década de 1990 em projectos de hip hop e com os La Fura dels Baus.

Editou o seu primeiro disco, "Buika", em 2005, mas foi com o segundo álbum, "Mi Niña Lola", que saltou para a ribalta da música espanhola.

Buika gravou com Mariza o tema "Pequenas Verdades", um original de Limón, no último álbum da cantora portuguesa».

28 novembro, 2008

Lisboa Mistura - Celebração da Mestiçagem em Lisboa


Com organização dos Sons da Lusofonia, o Cinema São Jorge, em Lisboa, recebe hoje e amanhã (sexta e sábado) mais uma edição do Lisboa Mistura, mais uma manifestação de partilha musical e de ideias entre muita gente - e de muitos lados do mundo - que faz de Lisboa o seu centro de criação (e, daqui a alguns dias ainda haveremos de falar de algo semelhante, com o concerto do projecto Cooligação). Mas, deste vez - e é esta a notícia - no palco do São Jorge vão estar, alguns juntos no espectáculo Lis-Nave, outros em concertos em nome próprio, músicos, DJs, MCs, actores, bailarinos e cantores como Bob The Rage Sense, NBC, Cacique 97, Kimi Djabaté, Projecto Fuga, Batoto Yetu, Marta Hugon, André Fernandes, Makongo, Couple Coffee, Kronik, DJ Ride, Afro Blue DJs, Macacos do Chinês, Farra Fanfarra, Mário Lúcio, Dazkarieh (na foto, de André Antunes), Diogo Dória, Clara Andermatt, Milton Guly, Sagas, Dama Bete, Cruzfader, DJ Ride, Nel’Assassin e Orelha Negra (uma nova aventura de Sam the Kid), entre outros.

Segundo um texto oficial da organização, «Lisboa Mistura foi pensado como um lugar de observação e de acção na cidade para compreender melhor os possíveis caminhos abertos pelas misturas, simples ou complexas, que a toda a hora se concretizam. Surge da necessidade de criar um lugar de intervenção intercultural onde a criatividade humana é assumida como um poderoso instrumento de comunicação, de união e de clarificação das nossas diferenças, em que muitas vezes o "outro" também somos nós. Foi também com este objectivo que pensámos o livro Lisboa Mistura, uma reflexão sobre a cidade de Lisboa com textos, fotos e imagens dos lisboetas e da cidade. Um novo documentário, resultante dos 13 programas Lisboa Mistura TV, será lançado também, em ante-estreia no primeiro dia do Festival. O Festival Lisboa Mistura 2008 no Cinema São Jorge permite-nos trazer ao centro da cidade, pelo terceiro ano consecutivo, outros sonhos, outras pessoas que normalmente não têm possibilidade de se apresentar num festival intercultural no coração de Lisboa. Será um sitio de encontros de artes, de pessoas, de culturas e de vários projectos, como um postal ilustrado da Lisboa de hoje. O sucesso do Festival em 2007 no Teatro São Luiz traz-nos a esperança de que esse sucesso se repita nesta edição».

Toda a informação, aqui.

27 novembro, 2008

Gatham Brothers - Música do Sul da Índia na Aula Magna


É já hoje, quinta-feira, às 21h00, que os Gatham Brothers, legítimos representantes da música carnática, actuam na Aula Magna, em Lisboa. O comunicado de imprensa, a seguir:

«Os Ghatam Brothers, constituídos pelos irmãos Prathap e Prakash, naturais de Bangalore e actualmente radicados em Londres, já actuaram em algumas das mais conceituadas salas da Europa, tais como o Royal Albert Hall e a Royal Opera House de Londres e apresentam-se agora em Portugal pela primeira vez para um espectáculo único de música carnática, ou seja, música clássica do sul da Índia e Sri Lanka.
Artistas versáteis, embora de formação clássica participam regularmente em projectos de jazz e de música de fusão, tendo já colaborado com, entre muitos outros, Massive Attack, Talvin Singh e Shivanova».

26 novembro, 2008

Natacha Atlas (de Surpresa!) no Estoril...


Assim, de surpresa, surge a notícia de que Natacha Atlas vai actuar no Centro de Congressos do Estoril. No comunicado da organização do concerto, a Everything Is New, pode ler-se:

«Natacha Atlas actua dia 7 de Dezembro no Auditório do Centro de Congressos do Estoril, onde apresentará o novo álbum, “Ana Hina”, editado no início do ano.

A cantora belga de origem egípcia, Natacha Atlas, começou a dar que falar como vocalista (e bailarina de dança do ventre) dos Transglobal Underground, um reputado projecto britânico que mistura electrónica com World Music.

A carreira a solo começou em 1995 com o álbum, “Diáspora”, também produzido pelos Transglobal Underground, que conferiu, imediatamente, à cantora o estatuto de artista de culto.

A tremenda voz de Natacha Atlas levou-a a colaborações com artistas tão importantes como Jean-Michel Jarre e Belinda Carlisle, bem como a versões únicas de grandes clássicos como “I Put a Spell on You” de Screamin' Jay Hawkins, celebrizada pelos Birthday Party de Nick Cave.

O oitavo disco a solo chegou em Maio deste ano. “Ana Hina” inclui várias versões acústicas de canções originais de Fairuz (cantora libanesa popularizada na década de 70) e Abdel Halim Hafez (um dos mais populares cantores e actores egípcios)».

Mais informações sobre este concerto de Natacha Atlas, aqui.

25 novembro, 2008

Cesária Évora Celebra as Origens (em Disco e em Concerto)


É uma grande notícia! Gravações inéditas de Cesária Évora efectuadas durante os anos 60 em Cabo Verde - tinha a cantora cerca de vinte anos de idade - estão agora, e pela primeira vez, reunidas em CD. Algumas destas canções apareceram em singles e EPs editados na altura, algumas reinterpretações de alguns destes temas apareceram em álbuns de Cesária nas décadas seguintes, mas nunca a voz da «diva dos pés descalços» soou tão fresca e feliz como nestas gravações contidas em «Rádio Mindelo». Com mornas e coladeiras clássicas (muitas delas do patrono de Cesária, o lendário Ti Goy, mas também de B.Leza, Morgadinho, Mendes Carvalho, Amândio Duarte ou Abílio Cabral), o alinhamento do disco - que vai ser apresentado em Lisboa, amanhã, quarta-feira, no Cinema S.Jorge - inclui os temas «Cize» (em três versões diferentes), «Oriundina», «Pé di Boi», «Nutridinha», «Vaquinha Mansa», «Belga», «Mar Azul», «Terezinha», «Fruto Proibido», «Falta di Força», «Sayko Dayo», «Sangue de Beirona», «Nho Antone Escaderode», «Mata morte», «Rabolice na Ilha d'Madeira», «Nova Sintra», «Menina d'Fonte Felipe», «Cinturão tem mele», «Dor di Sodade» e «Caminho de São Tomé».

24 novembro, 2008

Auto-Promoção (ou World DJing no Éden Glorioso - Parte 327)


Esta da «Parte 327» é brincadeira, claro!... Mas a frase fica sempre bem, primeiro porque acho o número 327 - «trezentos e vinte sete» - o que tem a sonoridade mais musical; depois porque já perdi a conta às minhas sessões de DJ no, como diria o Bagaço Amarelo, meu bar favorito: o CaféVinil, em Sintra. Sim, o sítio é lindo; o bar é mais que simpático; a comida é muito boa; as exposições sempre surpreendentes; e as sessões de DJ uma surpresa constante. Desta vez e como, por razões legais, não pode haver música alta depois das 24h00, o DJ que dá também voz a este blog vai pôr música, dia 13 de Dezembro, no CaféVinil, entre as 21h00 e a meia-noite. E, durante o mês de Dezembro, para além de outras sessões de DJing aos sábados, também haverá por lá uma Feira do Disco todas as sextas-feiras.

21 novembro, 2008

Frei Fado d'El Rei Vencem Prémio José Afonso


Via Sopa da Pedra (o blog paralelo do programa de rádio homónimo, realizado pelo meu querido amigo Carlos B.Norton, que é transmitido na RUA - Rádio Universitária do Algarve e está a festejar três anos de emissão; parabéns!!!) veio a notícia de que os Frei Fado d'El Rei venceram a edição deste ano do Prémio José Afonso, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora:

«É uma notícia em primeira mão, os vencedores do prémio José Afonso deste ano foram os Frei Fado d'El Rei com o trabalho "Senhor Poeta". O álbum de homenagem à obra de José Afonso, editado no ano em que passam 20 anos sobre a morte do autor português foi premiado pelo júri nomeado pela Câmara Municipal da Amadora. Desde já ficam os parabéns aos músicos e a todos envolvidos!».

Por sua vez, e via e-mail, Álvaro José Ferreira - do blog A Nossa Rádio - fez-nos chegar um outro texto a propósito do mesmo assunto:

«O álbum "Senhor Poeta", do grupo Frei Fado d'El Rei, editado pela Ovação em Abril de 2007, foi o grande vencedor da edição de 2008 do Prémio José Afonso, instituído pela Câmara Municipal da Amadora, e que tem o valor pecuniário de 5 mil euros. O júri foi constituído pelo jornalista Carlos Pinto Coelho, a pianista Olga Prats, a coordenadora do Serviço de Animação Cultural da C.M. Amadora, Natália Cañamero de Matos, e o Vereador da Cultura da edilidade, António Moreira. Instituído em 1988, o Prémio José Afonso tem o objectivo de homenagear o imortal autor/compositor/intérprete, e incentivar a criação musical de raiz portuguesa e animar turística e culturalmente a Amadora. O grupo Frei Fado d'El Rei junta-se assim a uma prestigiosa galeria de artistas já distinguidos: Fausto Bordalo Dias, Vitorino, Sérgio Godinho, Júlio Pereira, José Mário Branco, Né ladeiras, Amélia Muge, João Afonso, Vai de Roda, Gaiteiros de Lisboa, Dulce Pontes, Vozes do Sul/Janita Salomé, Jorge Palma, Carlos do Carmo, Filipa Pais, José Medeiros e Brigada Victor Jara.

Em 2007, ano em que se assinalaram os vinte anos da morte de José Afonso, foram sete os álbuns de tributo ao autor de "Cantigas do Maio", pelo que não era fácil ao júri não ter em consideração essa leva de edições, o que não quer dizer que não houvesse outros discos perfeitamente premiáveis, como é o caso de "Parainfernália", do grupo Diabo a Sete (ed. Açor/Emiliano Toste); "Não Sou Daqui", de Amélia Muge (ed. Vachier & Associados); "Vinho dos Amantes", de Janita Salomé (ed. Som Livre); e "À Espera de Armandinho", de Pedro Jóia (ed. HM Música), este último recentemente distinguido com o Prémio Carlos Paredes. Em todo o caso, a escolha de "Senhor Poeta" não deixa de ser justíssima, precisamente por se tratar do melhor de todos os trabalhos de abordagem à obra de José Afonso (como tive o ensejo de referir no texto Grandes discos da música portuguesa: editados em 2007) e também por vir reconhecer a importância do grupo Frei Fado d'El Rei para a música portuguesa. Embora com uma discografia escassa – além de "Senhor Poeta", apenas dois álbuns de originais ("Danças no Tempo", Sony Music, 1995; e "Encanto da Lua", Sony Music, 1998) e um gravado ao vivo ("Em Concerto", Açor/Emiliano Toste, 2003) – a estética do grupo Frei Fado d'El Rei é indiscutivelmente uma mais das originais, inovadoras e cativantes do nosso panorama musical, mas que ainda não lograra obter o devido reconhecimento. Refira-se a propósito que o grupo foi um dos participantes no álbum colectivo "Filhos da Madrugada Cantam José Afonso" (MG Ariola, 1994), com uma belíssima versão do tema "Que Amor Não me Engana" (também presente em "Senhor Poeta"). Estão pois de parabéns José Flávio Martins, Carla Lopes, Cristina Bacelar e restantes elementos dos Frei Fado d'El Rei e, igualmente, os jurados, pela lúcida e justa decisão».

20 novembro, 2008

Festival GEADA Celebra a Cultura das Terras de Miranda


A primeira edição do Festival GEADA, em Miranda do Douro, está marcada para o fim-de-semana que se segue ao Natal e vai ser uma grande celebração da cultura mirandesa. Com muita música e dança - Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda do Douro (na foto), L' Bombo, La Xaranga de Zeek i Trasgo, Gaiteiricos, Roncos do Diabo, Tuttis Catraputtis, Quinteto Reis... -, o GEADA inclui ainda outras actividades, tal como se pode saber no comunicado oficial do festival:

«Os Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro e a Associação Recreativa da Juventude Mirandesa vem por este meio dar conhecimento da programação do "GEADA 2008 - I Festival de Cultura Tradicional de Terras de Miranda", a realizar entre os dias 26 e 28 de Dezembro, em Miranda do Douro:

O "GEADA 2008 - I Festival de Cultura Tradicional de Terras de Miranda", é uma das iniciativas que integram o plano de actividades da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa - ARJM, que deste modo, em parceria com o Grupo de Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro, assinalarão o 3º aniversário deste grupo e o 1º desta jovem associação.


A 1ª edição do GEADA terá como objectivos principais: festejar e divulgar a cultura, a língua e as tradições de Inverno das Terras de Miranda e prestar homenagem a um dos maiores vultos da cultura nacional, José Leite de Vasconcelos, no ano em que se comemoram os 150 anos do seu nascimento.


Ao participante, ao longo do festival será dada a possibilidade de viver, pela primeira vez, algumas das tradições de inverno próprias do planalto mirandês. Assim, qualquer um poderá intervir pessoalmente, numa matança tradicional, dançar à volta da tradicional fogueira do galo, e ao som ecoante das mais belas gaitas-de-foles poderão dançar pauliteiros e música tradicional mirandesa, tocar instrumentos tradicionais, conhecer a lingua mirandesa, passear por algumas das mais belas aldeias do planalto, acompanhando a vida e obra de José Leite de Vasconcelos, fazer e provar enchidos, e deliciar-se com os sabores da gastronomia tradicional mirandesa.

Pretende-se então, que todos os visitantes e participantes levem algo mais que uma recordação, mas antes uma experiência, que sintam a motivação de fazerem parte integrante de uma cultura tão próxima, mas ao mesmo tempo tão distante, tentando percebê-la por dentro e não só a estudando.

O GEADA envolve música e quando se fala de música tradicional, este planalto acorda e revela-se ao mundo. Grupos como "Galandum Galundaina", "Pauliteiros de Miranda do Douro", "L Bombo", "La Xaranga de Zeek i Trasgo", "Gaiteiricos" e "Quinteto Reis" são referência no nordeste musical que se farão ouvir durante o festival.

Mas o festival, tal como a música, não se cingirá às sua fronteiras geográficas. Do mundo encantado das gaitas, dos bombos e das tradições chegarão os "Tuttis Catraputtis", os "Roncos do Diabo" e os asturianos "L'Andecha Turcipié", perfeitos reis magos da festa.

Durante o GEADA, a miscelânia de gerações criará um ambiente inter-geracional fantástico, em que o convívio e a troca de experiências, serão o ponto de partida para a festa ao longo de todo o fim-de-semana.


Programa

Dia 26



21h30 - Recepção aos visitantes junto à Fogueira do Galo - Sé Catedral.

22h00 - Baile Tradicional com "Quinteto reis" e "L'Andecha Turcipié" (Astúrias)
23h00 – Gaitas à solta na fogueira.


Dia 27


10h00 – Visita ao Centro de Interpretação - Ambiental de Miranda do Douro

10h00 – Matança Tradicional.

11h00 - Inauguração da exposição "La nuossa tiêrra"

12h00 – Vamos fazer fumeiro

13h00 – Almoço tradicional

15h00 – Workshops:

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Danças tradicionais mirandesas
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Pauliteiros
*
Pequenas percussões

16h00 – Palestra "José Leite de Vasconcelos i la lhéngua mirandesa" com Amadeu Ferreira

17h00 – Arruada

19h00 – Jantar tradicional

21h00 – Baile Tradicional com:

3º Aniversário dos Pauliteiros de Miranda do Douro

Roncos do Diabo

Galandum Galundaina

Tuttis Catraputtis

La Xaranga de Zeek i Trasgo

Dia 28 - Passeio "Na ruota de Vasconcelos"


10h00 - Miranda do Douro.

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Concentação
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Leitura de poemas.

11h00 - Duas Igrejas

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Duas Igrejas na obra de José Leite de Vasconcelos.
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Visita à estação Arqueológica da Solhapa.

12h30 – São Martinho

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Encontro com a história local
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São Martinho no percurso de Vasconcelos

14h00 - Póvoa - NASO

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Aparições e religiosidade popular
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Almoço tradicional
* Jogos Tradicionais

Orador: Prof. Hermínio Bernardo



15h00 – Sessão de encerramento:
Baile Tradicional com "Ls Gaiteiricos" e "L' Bombo" (Terras de Miranda)

ACTIVIDADES PARALELAS:

Exposição "La nuôssa tierra"
Exposição de Fotografia – "Agarra-me estes Palos"
Jogos Tradicionais

Animação

Inscrição:
10 euros

Organização:
Grupo de Pauliteiros de Miranda do Douro - http://agarramestespalos.blogspot.com
Associação Recreativa da Juventude Mirandesa - http://arjm.blogspot.com

Apoios:
Câmara Municipal de Miranda do Douro
Junta de Freguesia de Miranda do Douro
Instituto Português da Juventude

Mais informações:

* Telefone: 915088034 / 936576314
* E-mail: pauliteiros@gmail.com
* Blogue: http://festivalgeada.blogspot.com»

19 novembro, 2008

Festival Entrelaços - Do Flamenco ao Jazz Manouche, Com Passagem Pelo Alentejo


A edição deste ano do festival albicastrense Entrelaços começa já este fim-de-semana. Toda a informação, aqui em baixo, recolhida nas Crónicas da Terra:

«Vai já na nona edição o “Entrelaços”, Festival Internacional de Música Tradicional / de inverno de Castelo Branco, organizado pelo Grupo Musicalbi, nos dias 22 e 29 de Novembro e 6 de Dezembro. Este ano, Entrelaços arranca com os CoMcORdAs, banda local de gypsy jazz manouche e com os sevilhanos Contradanza, projecto do sul de Espanha com forte sonoridade folk do norte do Atlântico. Segue-se a música alentejana dos Roda Pé e a flamenca dos Ciganos D’Ouro (na foto). Esta nona edição termina com mais um projecto alentejano - Sons do Vagar - e com os anfitriões Musicalbi.

Como tem sido hábito, todos os espectáculos decorrem no Cine-Teatro Avenida, pelas 21h30.

Programa Completo:

Dia 22 de Novembro

“COMCORDAS” E “CONTRADANZA” (Sevilha)

O swing, o jazz e os ritmos ciganos são alguns dos géneros de música que englobam o espectáculo do “CoMcORdAs” que, pelo facto de tocarem apenas instrumentos de corda, não deixam de surpreender através dos recursos destes, do palco minimalista e acolhedor. Constituído por António Preto na guitarra solo, Gil Duarte na guitarra ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico, formam o grupo em Julho de 2006 com o intuito de divulgar este género musical.

Dia 29 de Novembro

“RODA PÉ” E “CIGANOS DE OURO”

Os Ciganos d’Ouro surgiram, em 1994, por iniciativa dos irmãos José Pato e Sérgio Silva. Inicialmente este grupo actuava exclusivamente em eventos culturais no seio da comunidade cigana portuguesa. A partir de 1995 a formação alargou-se em consequência da colaboração iniciada com o guitarrista PEDRO JÓIA que assumiu a direcção musical do grupo, em 1996 editam o álbum “LA CASA” e passaram então a divulgar o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro, participando em festivais internacionais de música cigana ao mesmo tempo que conquistavam novas plateias fora desta comunidade. Fruto da nova ligação ao guitarrista FRANCISCO MONTOYA nasce o não menos aclamado “LIBERTAD”, a banda não pára, e a consequência dessa energia dá origem, em 2001, a mais um apelidado de “MAKTOUB”, palavra árabe que significa destino e caracteriza o caminho errante do povo cigano.

Dia 6 de Dezembro

“SONS DO VAGAR” E “MUSICALBI”

O MUSICALBI, nasceu em Castelo Branco em 1983, com o intuito de recolher e divulgar a música tradicional portuguesa. Hoje, é considerado uma das referências da nova música tradicional. Gradualmente foram introduzidos novos instrumentos e fizeram-se novos arranjos criativos trazendo assim novas sonoridades para a música tradicional, cruzando ambientes musicais portugueses com celtas, galegos e árabes. Contam-se centenas de espectáculos realizados a nível nacional e no estrangeiro, destacando-se concertos em Espanha, França, Macau e China, México e Polónia».

18 novembro, 2008

Imagens Sobre Música - Documentários Musicais na Fonoteca de Lisboa


A partir de hoje, dia 18, e até dia 22, a Fonoteca Municipal de Lisboa apresenta um ciclo de documentários portugueses (ou do círculo da lusofonia) sobre música, um ciclo alargado que mostra «Imagens sobre Música», do kuduro ao fado, das músicas tradicionais aos Heróis do Mar (na foto, de João Bafo). A notícia que se segue foi sacada directamente no blog Sons Vadios:

«Imagens sobre Música
Mostra de Filmes Documentários
(4ª edição)

18 a 22 de Novembro de 2008

Entrada Livre
Na prossecução dos seus objectivos de divulgar a música em geral, e a portuguesa em particular, nas suas várias expressões, a Fonoteca Municipal de Lisboa promove, pela quarta vez consecutiva, [12] Imagens sobre Música Mostra de Filmes Documentários.

A África da kizomba e do kuduro está fortemente representada nesta edição, com três filmes que são também três perspectivas complementares sobre a crescente afirmação da música angolana no panorama actual. Mas também a Lisboa do encontro de culturas; o fado "de aquém e além-mar"; as danças como expressão local e paixão universal; a paisagem enquanto moldura sonora; a literatura como fonte inspiradora da composição; o tempo entre um "Portugal antigo e um Portugal moderno", ao som de uma banda rock. São diversas as dimensões que se cruzam nestas [12] Imagens sobre Música.

Imagens sobre Música - Mostra de Filmes Documentários (4ª edição) irá decorrer entre os dias 18 e 22 de Novembro nas instalações da Fonoteca Municipal, com entrada livre. Em cada dia serão projectados dois filmes, a partir das 18h, à excepção de Sábado, último dia da mostra,
onde serão apresentadas quatro projecções, com início às 17h30.

Programa

____18 Novembro (Terça-feira)

[18:00] Mãe Ju ( 55' )
realiz. Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade,
prod. Noland Films, 2007.

[19:00] Margem Atlântica ( 57' )
realiz. Ariel de Bigault,
prod. FMC, Filmoblic e Real Ficção, 2006.


____19 Novembro (Quarta-feira)

[18:00] Canção d'Além-Mar: O Fado na Cidade de
Santos pela Voz de seus Protagonistas ( 55' )
realiz. e prod. Eduardo de A. Teixeira e
Heloísa de A. Duarte, 2008.

[19:00] É Dreda ser Angolano ( 65' )
realiz. e prod. Fazuma, 2007.


____20 Novembro (Quinta-feira)

[18:00] Kuduro, Fogo no Museke ( 50' )
realiz. Jorge António, prod. Lx Filmes, 2008.

[19:00] A Terra Antes do Céu ( 60' )
realiz. João Botelho, prod. Ar de Filmes, 2007.


____21 Novembro (Sexta-feira)

[18:00] Arritmia ( 44' )
realiz. Tiago Pereira, prod. Pé de Xumbo, 2007.

[19:00] Brava Dança ( 80' )
realiz. Jorge Pereirinha Pires e José Francisco Pinheiro,
prod. Filmes do Tejo II, em assoc. com A Ventura
Humana e Nervo , 2006.

____22 Novembro (Sábado)

[17:30] Soundwalkers ( 30' )
realiz. Raquel Castro , prod. Bazar do Vídeo, 2007.

[18:05] Paisagens Sonoras ( 15' )
realiz. e prod. Pedro Gil e José Ceia Leitão, 2007

[18:25] Manda Adiante (27')
realiz. Tiago Pereira, prod. Pé de Xumbo, 2007.

[19:00] Fados ( 90' )
realiz. Carlos Saura, prod. Fado Filmes, 2007»