16 maio, 2007

Festival Mestiço - Um Porto Para a World, o Hip-Hop, o Kuduro...



E com este são três posts seguidos dedicados a concertos no Porto (ou a inveja, felizmente saudável, de um «mouro» a falar): segundo adianta o sempre atento Crónicas da Terra, a segunda edição do Festival Mestiço decorre no parque de estacionamento da Casa da Música, dias 7, 8 e 9 de Junho, com um programa variadíssimo e invejável. Ora veja-se só: na primeira noite actuam os turco-austríacos Coup de Bam (que fundem electrónica com música tradicional turca), o francês Sergent Garcia (e a sua «salsamuffin», mistura de rock, reggae e ritmos latino-americanos; na foto) e o alemão Shantel com a sua Bucovina Club Orkestar (música cigana dos Balcãs com electrónicas). Na segunda noite há concertos do fabuloso grupo franco-magrebino Orchestre National de Barbès (fusão de rai, gnawa, funk, jazz...), dos luso-italo-africanos Terrakota (com a sua música global) e de um contingente alargado de hip-hop com Sagas & Family Complow, Ikonoklasta & Amigos e Nigga Poison. Na terceira noite as coisas acalmam um bocadinho com o flamenco-chill dos espanhóis Chambao (liderados pela carismática cantora Mari) e a cantora brasileira Fernanda Abreu, mas promete-se festa rija com os kuduristas angolanos Nacobeta, Puto Português e Gata Agressiva. Mais informações aqui.

6 comentários:

"dissonantia" disse...

Venho retribuir o agradecimento e felicitá-lo pelo blog, que é uma paragem obrigatória que me tem ajudado a aumentar o meu "mundo musical". Bem-haja!

António Pires disse...

Dissonantia:

De nada! É essa a função do R&A... Volte sempre!

Anónimo disse...

Olha que para «mouro» falas muitas vezes do Porto e do norte em geral!

Hugo

António Pires disse...

Hugo:

Falo do que acho importante - e, na esgamadora maioria das vezes, do que gosto mesmo -, seja lá do que for, onde for, como for... Não tenho preconceitos em relação a regiões ou países, «raças» ou culturas e religiões. E acho que isso se nota neste blog. Gosto tanto dos «celtas» Chieftains como dos sul-africanos Ladysmith Black Mambazo; dos judeus Klezmatics como do muçulmano Ali Farka Touré como da visionária católica medieval Hildegard von Bingen como dos cantos dos monges budistas do Tibete; dos fusionistas Hedningrana como do canto puro de Ti Chitas; do rock «arty» dos Arcade Fire como da arte indefinível de Tom Zé, etc, etc, etc... Mas já tenho alguns preconceitos em relação a ideologias, claro... E a alguns radicalismos violentos (porque até simpatizo com alguns dos não violentos, como podes ver por alguns links ali mais abaixo). E eu sei que estás ser irónico mas simpático: volta sempre ao R&A (que eu, por mim, voltarei ao Porto muitas vezes)!

Um abraço

un dress disse...

ao menos assim é mais suportável.

...o porto...:)

às vezes tenho dificuldade em escolher os concertos.
sobretudo quando pouco ou nada conheço.
mas também sei que é preciso ir e ouvir.é a única forma de apre(e)nder...



beijO

António Pires disse...

Un-Dress:

O Porto tem uma programação de concertos invejável quando comparado com Lisboa. E, felizmente, desde há alguns anos também muitas cidades mais pequenas recebem muitos concertos de vários géneros (rock, jazz, world...) que não chegam a Lisboa e ao Porto. Para além dos festivais, claro. As coisas estão mais justas e equilibradas e ainda bem!

Beijo