13 fevereiro, 2008

Intercéltico de Sendim - As Nações Unidas de Miranda


E mais uma grande notícia chegada via Crónicas da Terra: a oitava edição do Festival Intercéltico de Sendim - mais uma vez organizado por Mário Correia, do Sons da Terra - decorre de 1 a 3 de Agosto, com algumas escolhas dentro do espírito habitual do festival mas também com algumas novidades absolutas, como a abertura às sonoridades do Leste da Europa! Por Sendim, este ano, vão passar músicas e músicos da Escócia, Portugal, Galiza, Astúrias, Hungria e Ucrânia. Ora veja-se: na primeira noite, a de dia 1, actuam os conimbricenses Ginga, seguidos dos asturianos Skanda e dos respeitadíssimos galegos (com voz portuguesa, a da cantora Sara Vidal, nossa camarada blogosférica nos Sons Vadios) Luar na Lubre. Mas as verdadeiras surpresas ficam reservadas para a segunda noite, a de dia 2, com actuações dos húngaros Kerekes Band (ver crítica ao disco «Pimasz» neste blog) e dos ucranianos Voanerges (na foto), ficando o encerramento oficial por conta da folk-progressiva dos escoceses Shooglenifty. Um encerramento que, como sempre em Sendim, não é bem encerramento já que no dia seguinte, domingo, dia 3, ainda haverá lugar para a «missa céltica» e para mais um concerto, desta vez com o rock cantado em mirandês dos Pica Tumilho. A programação fica completa com jams na Taberna dos Celtas, animação de rua e concertos temáticos com os gaiteiros da família Fernandes e uma evocação do tamborileiro Virgílio Cristal. Mais informações aqui.

7 comentários:

ANNA-LYS disse...

Happy Valentines Day!

(( hug ))

António Pires disse...

Anna-Lys:

A Happy Valentine's Day 2 U 2 :)

((kram))

Eduardo F. disse...

Boa!

O evento promete!

Sons húngaros e ucranianos, e ainda por cima uns irlandeses que devem ser muito bons (não duvido das escolhas do Mário Correia) vai ser uma festa.

Aqui há uns anos, num evento que acontecia em algumas cidades do país, chamado Encontros Musicais de Tradição Europeia, vi uns húngaros muito bons, os Mákvirág...

Nunca me esquecerei desse concerto, e o sanfonista até falava num Português quase perfeito, o que foi excelente para estabelecer empatia com o público.

Que é feito deles, quantos álbuns têm e como se chamam esses discos é coisa que tenho tentado, desde então, descobrir pela rede... mas em vão. Até comuniquei a um amigo húngaro que fiz pelo RYM, mas pouco sabia sobre o grupo...

Bem, isto a propósito de que... adoro música húngara! Espero que seja mais uma grande conjunto daquela região. E se vierem da Transilvânia, tanto melhor!

Aproveito, entre parêntesis, para te comunicar, caro amigo, que acabo de adquirir o teu livrinho sobre o Quarteto...

Mas não posso deixar de me perguntar: então tu andas aqui com o folk e coisa e tal e escreves um livro sobre um grupo pop? Mas como é isso? :)

Acho que, com tudo o que vais publicando aqui, podias fazer um guia das músicas do mundo - ou seja, EM PORTUGUÊS, que é coisa que nos falta.

Força, António!
Estamos contigo deste lado para que isso possa vir a ser materializado em papel.

Abraço,
Eduardo

António Pires disse...

Caríssimo Eduardo:

Infelizmente também não te posso ajudar quanto aos Mákvirág: só os conheço de nome, não a música. Também gosto muito de música húngara - especialmente de Márta Sebestyén e dos Muzsikás (os dois nomes em conjunto ou separados...). Quanto à Kerekes Band, lê o que escrevi acerca de um álbum do grupo, num post de 21 de Abril do ano passado. Eles são mesmo muito bons!

E muito obrigado por teres comprado o meu livro! Espero que te divirtas a lê-lo! Quanto à tua questão de ter escrito um livro sobre um grupo pop, a minha resposta é simples: sou jornalista de música há 22 anos e já escrevi sobre inúmeros géneros musicais. Mas aqui no blog escrevo sobre a minha maior paixão desde há muitos anos: a world, a folk, etc, etc... Mas se reparares bem há quase sempre umas contaminações de muitas outras músicas nas músicas sobre as quais escrevo aqui. Por exemplo, se vires a capa do álbum da Kerekes Band vais ver o desenho de um típico magiar em pose de... John Travolta! ;)

E um livro sobre estas músicas, em português, é uma boa ideia, de facto :)

Obrigado e um grande abraço...

Eduardo F. disse...

Sim, amigo António.

Está tudo ligado, claro.

Em beve - fica prometido - envio-te uma ligação para poderes ouvir os Mákvirág.

Uma vez também vi outros, mas "diz que" eram da comunidade húngara na Eslovénia, chamados Ghymes. Mais baseados na percussão e com outro som, mais balcânico, mais agreste.

Vi-os em Famalicão, num desses eventos dos Encontros Musicais de Tradição Europeia. Agora que me lembro, outro concerto (não tem nada a ver...) que vi lá foi o dos Mestre Ambrósio.

Por agora,
Abraço

JO disse...

O ano passado foi o primeiro ano que fui a Sendim e foi o primeiro de muitos. Este ano lá estarei novamente (ai o licor celta...:)). Muito bom ambiente e os grupos muito bons.
Este ano só estou preocupado com uma banda, não que seja má, antes pelo contrário, mas depois da folia a que assisti o ano passado, estes são muito calminhos: os Kerekes Band.
Vi isto no amigo tubas: http://youtube.com/watch?v=7ZTRd3y2dDo

O que vale é que a seguir vem a descarga dos Ucranianos.
Quem fôr, lá me encontrará.

João Osório

António Pires disse...

João Osório:

Fui ao Intercéltico de Sendim alguns anos e também gostei sempre (do ambiente, da música, dos licores e... daquelas postas mirandesas que fazem até os vegetarianos ter «recaídas»). Mas olhe que, pelo menos a julgar pelo álbum que conheço deles, «Pimasz», eles não são assim tão calminhos. Vai ver...

Um abraço e volte sempre...